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Mitsubishi finaliza acordo de jato regional da Bombardier em 1º de junho

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Aquisição para lançar as bases da SpaceJet nos EUA, apesar da expectativa de redução

TÓQUIO — A Mitsubishi Heavy Industries anunciou na quinta-feira que adquirirá formalmente o programa de jatos regionais da Bombardier em 1º de junho, quase um ano após o anúncio do acordo, mas disse que provavelmente reduzirá o valor total da aquisição.

A Mitsubishi Heavy anunciou pela primeira vez que adquiriria o programa Canadian Regional Jet, ou CRJ, em 25 de junho por US$ 550 milhões (58,4 bilhões de ienes). A empresa japonesa agora diz que reduzirá o valor da aquisição no atual ano fiscal, que termina em março de 2021 entre 50 e 70 bilhões de ienes.

A aquisição, no entanto, marca um ponto crítico para o próprio programa de jatos regionais da Mitsubishi Heavy, o SpaceJet, que deve ser lançado no Japão no próximo ano e nos EUA em 2023.

O programa CRJ, que funcionará com o nome MHI RJ Aviation Group, fornecerá recursos de manutenção, reparo e marketing para a Mitsubishi Heavy na América do Norte e Europa.

O anúncio ocorre em meio a uma grande turbulência na indústria da aviação. A pandemia de coronavírus forçou os países a fechar suas fronteiras e impor restrições às viagens aéreas internacionais, na tentativa de impedir a propagação do vírus, causando uma queda acentuada na demanda por viagens aéreas internacionais.

A Boeing foi forçada a cancelar sua aquisição da brasileira Embraer, fabricante de jatos regional dominante e rival da Mitsubishi Heavy, em 25 de abril.

Com um alcance de 2.000 milhas náuticas ou 3.700 km, o SpaceJet é voltado para a América do Norte e Europa. A Mitsubishi Heavy se recusou a comentar as perspectivas para o mercado doméstico de jatos de passageiros nesses países.

O SpaceJet, o primeiro programa de jatos comerciais do Japão, é operado pela subsidiária Mitsubishi Aircraft.

Após a aquisição, o programa CRJ fornecerá serviços de manutenção e reparo, já que a Mitsubishi Heavy pretende vender o SpaceJet como um substituto da frota antiga de jatos de passageiros CRJ.

A venda marca o fim dos negócios de jatos comerciais na Bombardier, que já vendeu seu maior programa de jatos de passageiros da Série C para a Airbus em 2018.

A Mitsubishi Heavy está programada para relatar ganhos para o ano encerrado em março de 2020 na segunda-feira.

FONTE: Nikkei Asian Review

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Tallguiese
Tallguiese
5 meses atrás

Xiíiiii

Wilton Feitosa
Wilton Feitosa
5 meses atrás

Mais um tubarão no tanque dos jatos regionais … tempo difíceis se avizinham para a Embraer …

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
Reply to  Wilton Feitosa
5 meses atrás

A concorrência é benéfica e fazem todos evoluírem, saindo da zona de conforto. Cria o desafio da eficiência e otimização em todas as áreas envolvidas.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
5 meses atrás

Depende do nível de saturação do mercado. E a aviação comercial já dava indícios do alto índice. Aviação comercial não é igual farmácia onde quatro conseguem sustentabilidade na mesma esquina.

Maurício Veiga
Reply to  MMerlin
5 meses atrás

A Embraer é única a continuar “de pé na esquina” com os próprios meios, TODOS os concorrentes fracassaram em tentativas anteriores, a empresa Brasileira continua sendo líder no segmento e
terceira maior do mundo no setor aeronáutico além de possuir um portifólio de produtos mais abrangente e com opções no setor executivo e militar!!! A Boeing perdeu uma grande oportunidade, ficou sem aviões para oferecer neste segmento de mercado…

MMerlin
MMerlin
Reply to  Maurício Veiga
5 meses atrás

Acredite, a Boeing desistiu porque viu que perspectiva do mercado, que era sustentável, despencar com o COVID-19. Uma prova disso é que assim que houve a formalização, suspendeu a ajuda do governo e anuncio o levante de 25 bilhões de fundos do mercado.
Com as companhias áreas literalmente quebrando, sem perspectivas de final da quarentena e sem o turismo movimentando o setor, vocês realmente acha que as empresas vão adquirir alguma aeronave? Nos próximos 10 anos estarão ocupadas com reestruturação e renegociação de dívidas.

Tutu
5 meses atrás

Começaram a desenvolver esse avião mais ou menos na mesma época em que a Embraer e a Bombardier anunciaram os seus projetos, resultado, hoje a C-series nem é mais da Bombardier e a Embraer já esta nos E2, e o SpaceJet não entrou em operação.

josé lemos filho
josé lemos filho
Reply to  Tutu
5 meses atrás

TEMPOS DE NERVOS FORTES! BEM, CONFIO NO TALENTO DA EMBRAER, POIS,ESTA JA DEMONSTROU UMA CAPACIDADE DE SUPERAÇÂO EM TEMPOS ANGUSTIANTES.

calvario
calvario
Reply to  josé lemos filho
5 meses atrás

Confio no talento dos engenheiros brasileiros.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Tutu
5 meses atrás

Ja tem o mesmo pedido de E2.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
5 meses atrás

Inclusive a menor versão do E2 que concorre direto com esses aviões japoneses não tem nenhuma ordem.

Grande sucesso

Tutu
Reply to  Augusto L
5 meses atrás

Se você esta se referindo ao 175-E2 recomendo que dê uma lida sobre a “Scope clause”, As companhias americanas (O principal mercado para aviões ate 74 assentos) não vão se comprometer com o 175-E2 até que essa legislação seja alterada.

Obs: O mesmo vale para a versão M90 do Spacejet, essa versão representa 79% das encomendas totais do modelo, e a sua operação em territorial americano esta atrelada a mudança nessa legislação.

Tutu
Reply to  Tutu
5 meses atrás

Se for querer medir sucesso, a Embraer vendendo os seus aviões com preço cheio (diferente da Mitsubishi) tinha uma carteira de pedidos de 338 aviões regionais em 2019 (incluindo todos o E-jets), já a Mitsubishi em toda linha Spacejet tem 217 pedidos, detalhe, destes 167 são da versão M90, seu maior comprador é a companhia aérea regional norte americana SkyWest com 100 pedidos.

(Os números de encomendas são referentes a pedidos firmes, e refletem a carteira de ambas as empresas antes do COVID-19, a tendência é que ambas percam pedidos.)

Augusto L
Augusto L
Reply to  Tutu
5 meses atrás

Se está atrelado porque o mercado americano continua pedindo o M90 e não o E2 ?

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
5 meses atrás

Já são 167 ordens so do M90 + 50 do M100, sendo que 160 vem dos EUA.

Tutu
Reply to  Augusto L
5 meses atrás

Boa pergunta, também não entendo como uma companhia aérea pode encomendar algo que não vai poder operar, mas receber sem a mudança na legislação com certeza elas não vão.
https://www.aerotime.aero/zivile.zalagenaite/24137-mitsubishi-confirms-order-for-50-spacejet-m90-canceled

Como eu já disse, a maior encomenda deles é da SkyWest, 100 aviões, com opção para mais 100, feita em 2012, o primeiro era para ser entregue em 2018, e até agora nada.

Tutu
Reply to  Tutu
5 meses atrás

Só para comparação a Embrear tem 140 encomendas firmes do 175-E1 para o mercado norte americano.

Inclusive 11 da SkyWest que já tem 161 E175-E1 na frota.

Rico Zoho
Rico Zoho
5 meses atrás

Mitsubishi, Sukhoi e ACAC. O mercado de aviação regional está se tornando cada vez mais competitivo. A Airbus está recebendo bilhões de euros para sobreviver (as companhias aéreas também só a Airfrance vai ganhar 9 bilhões de euros) e a Boeing bilhões de dólares de Tio Sam. Se a ajuda pesada de governos (e ninguém está falando em estatizar) o sistema de aviação mundial vai sumir. China, Europa, EUA e Japão tratam o tema como um elemento importantíssimo em suas estratégias geopolíticas e econômicas. Vamos ver como o governo brasileiro vai se comportar? num país em que fazer estádios e… Read more »

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Rico Zoho
5 meses atrás

Superjet 100 foi natimorto.

Paulo V S Maffi
Paulo V S Maffi
5 meses atrás

Caramba, a Bombardier foi dilapidada no ramo da aviação!!!

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Paulo V S Maffi
5 meses atrás

Não creio que foi dilapidada. Creio que o capitalismo possuovsuas Leis e Regras. A Bombardier foi inflada durante muitos anos por subsídios do Governo Canadense. A Embraer contestou na OMC e ganhou. Depois disso a Bombardier teve que enfrentar as Leis de Mercado e se lascou. A Airbus e outras empresas, como as citadas na reportagem, aproveitaram a situação e compraram os projetos da Bombardier. É o capitalismo em sua mais pura forma.

Paulo V S Maffi
Paulo V S Maffi
Reply to  Luiz Galvão
5 meses atrás

Exatamente, é bem isso que ocorreu, acredito que ela permanecerá com jatos executivos e turboélices para concorrer com a família ATR.

OSEIAS
OSEIAS
5 meses atrás

Basta a Embraer utilizar o TOT da SAAB para desenvolver seus produtos. Também pagamos 4bi para isso.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  OSEIAS
5 meses atrás

Tomara que o caminho do ToT do AMX se repita nos projetos civis da Embraer com o ToT da SAAB

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  Filipe Prestes
5 meses atrás

Caro Filipe, a Embraer conhece o caminho das pedras e está bem a frente dos concorrentes a Bombardier quebrou por sua ineficiência e toda hora pedindo ajuda ao governo, a Mitsubishi teve que comprar o projeto da Bombardier com a esperança de ultrapassar algumas etapas. Não será fácil para ninguém, inclusive a própria Embraer irá sofrer muito. Para mim a própria empresa deveria definir o que quer (vendida ou não) para ai sim focar e manter todos os seus esforços e energia para o que definiu. Mas estamos na frente sim, mas se ficar indefinições sobre o que quer, os… Read more »

nonato
nonato
5 meses atrás

Trata-se da xepa.
O filé era a série C. A Airbus levou por um dólar.
Agora, a Mitsubishi leva o CRJ, que talvez venda pouco e talvez ninguém queira mais.
Mas para os japoneses, é uma forma de manter relacionamento com potenciais clientes.
Seria igual alguém comprar a fábrica de caminhões Ford no Brasil.
Aproveitar a fábrica existente, base de concessionários, assistência técnica, relacionamento.
Melhor do que começar do 0.
Estão raspando o tacho da Bombardier.
Fazendo uma liquidação.
Agora acho que ficam só com metrô e trens…