Home Aviação Militar Por que o Poder Aéreo argentino foi derrotado na Guerra das Malvinas?

Por que o Poder Aéreo argentino foi derrotado na Guerra das Malvinas?

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Aeródromo de Port Stanley nas Falklands em 1985, com restos de aeronaves argentinas ainda visíveis
Aeródromo de Port Stanley nas Falklands em 1985, com restos de aeronaves argentinas ainda visíveis

Faltaram aeronaves capazes e tripulações treinadas para realizar ataques de longo alcance

  • As aeronaves disponíveis foram projetadas para missões de curto alcance e para operações de apoio aéreo aproximado. A Fuerza Aerea Argentina tinha se especializado mais nos últimos anos em operações de contra-insurgência (Pucará) e não contra um inimigo externo;

Faltou efetiva coordenação com as outras duas Forças

  • O Exército e a Marinha mantiveram a Força Aérea fora dos planos de invasão das Malvinas até o último minuto;
  • Começado o conflito, a Força Aérea recebeu a maior responsabilidade na defesa das ilhas;
FMA IA-58A Pucara damage by a Sea Harrier attack
FMA IA-58A Pucara avariado em ataque de Sea Harrier

Antes da Guerra, a Força Aérea era proibida por Lei de praticar operações sobre o mar, missão que era de exclusividade da Marinha

  • A maioria das aeronaves da Força Aérea não tinha equipamento de navegação nem radar, necessários para operações sobre o mar;
  • A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha;
A-4B C-266 armado com três bombas BR-250 no cabide central sendo reabastecido por um KC-130. Um segundo KC-130 aparece reabastecendo outro A-4 ao fundo. FOTO: FAA

 

Decisões táticas ruins

  • Atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque;
  • Atacaram em pequenas formações, ao invés de grandes formações de ataque;
IAI Dagger em ataque no estreito de San Carlos em 1982
A-4C da FAA sendo armado com bomba para mais uma missão

Equipamentos

A Fuerza Aerea Argentina tinha quase 200 aviões de combate

  • 9 bombardeiros Canberra
  • 19 Mirage IIIEA
  • 26 Dagger (Kfir, Mirage V)
  • +-68 A-4 Skyhawks
  • 45 Pucara
  • O restante eram treinadores, transportes e helicópteros

Armeiros da 5a Brigada Aérea mandam um recado numa bomba BR250 para o Príncipe Andrews embarcado na Frota Britânica

Limitações:

  • Somente os Canberra tinham alcance para voar até as Falklands e voltar, sem reabastecimento, mas eram também mais vulneráveis à interceptação;
  • Mirages e Daggers só podiam chegar até as Malvinas sem voar em velocidade supersônica, isto é, não podiam empregar o pós-queimador (after burner);
  • Mirages e Daggers não possuíam capacidade REVO;
  • Os A-4 podiam alcançar as ilhas, mas somente com REVO e levando uma carga menor de bombas;
  • As ilhas Malvinas tinham 3 pistas de pouso, mas a maior não tinha comprimento para operar caças a jato. Ela precisaria ter sido ser ampliada (inclusive em suas áreas de escape) para poder receber A-4 e Mirage/Dagger.

Radar Westinghouse AN TPS-43

O radar Westinghouse AN/TPS-43 instalado nas ilhas pela Força Aérea foi de importância fundamental

  • O radar não foi acompanhado por outra unidade similar, para instalação em outra posição;
  • A instalação do radar foi feita num local ruim, o que permitia aos ingleses se aproximarem das ilhas sem serem detectados, mascarando-se no terreno;
Exocet AM39

Mísseis

  • A ARA Armada Argentina tinha uma boa quantidade de mísseis antinavio instalados em seus navios;
  • Mas a Força Aérea não possuía mísseis antinavio e a Marinha só tinha 5 mísseis ar-superfície Exocet AM39, quando a Guerra começou.

FONTE: Livro Why Air Forces Fail (University Press of Kentucky, 2006)

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Augusto Mota
Augusto Mota
3 meses atrás

Íncrível isso de terem instalado o radar na pior posição, quem será que foi o responsável por essa mancada? Essas excrescências de força área não poder voar no mar é mais uma aberração das republiquetas sulamericanas, falta de comunicação entre as forças, que coisa lamentável, isso já é falta de patriotismo, lamentável. Enfim, depois de tudo, parabéns aos hermanos, lutaram com bravura, contra os ingleses e, pelo visto, contra eles mesmos, mas foram heróis e tiveram honra.

Ersn
Ersn
Reply to  Augusto Mota
3 meses atrás

Acredito que eles priorizaram a capacidade de sobrevivência dos radares em detrimento de eficiência.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Augusto Mota
3 meses atrás

Olá Augusto. Há um documentário da TV argentina que pode ser assistido no Youtube sobre o Relatório Rattenbach. Este relatório foi escrito em 83 por uma comissão de altos militares argentinos presidida pelo General Rattenbach, na época com 87 anos. Neste relatório aponta os erros e os culpados pela derrota argentina. O que me chama atenção é a ausência de teses ou dissertações de mestrado no Brasil sobre esse tema. Este documento aponta pontos fundamentais para pensar a defesa estratégica do Brasil.

Augusto Mota
Augusto Mota
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Opa, valeu, já encontrei, obrigadão!

Agnelo
Agnelo
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Prezado Camaegoer Entendo seu ponto de vista, mas não é pq não há tese de mestrado ou doutorado, q não há estudo sobre o assunto. Há excelente bibliografia da BIBLIEX, por exemplo sobre o conflito, feita com metodologia é analisada, além de “sob os olhos” da metodologia da pesquisa científica”, também “sob os olhos” da doutrina militar. Inclusive, a maioria do q estudamos é assim, porém, não se produz tese de mestrado e doutorado, e até latu sensu, com informação que se quer restrita ou baseado em conhecimento negado. A Coca-Cola ainda é o melhor refrigerante (na minha opinião de… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Agnelo
3 meses atrás

Exato. Na ECEMAR há inúmeros trabalhos sobre o tema. Eu mesmo escrevi um.

Vitor
Vitor
Reply to  Rinaldo Nery
3 meses atrás

Rinaldo, Meu pai Cel av hoje reformado fez o curso de Guerra Aérea na Argentina na década de 90 junto com Pilotos que voaram nas Malvinas. Se não me engano, foi o primeiro brasilerio a fazer este curso e equivalia a ESG aqui no Brasil. Informação e estudos realmente não faltam.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Vitor
3 meses atrás

Sim. Vários da minha turma fizeram esse curso na Argentina.

paddy mayne
paddy mayne
3 meses atrás

Muito interessante. Falta de planejamento, ego, orgulho e arrogância interferindo seriamente na interatividade entre as forças. Força aérea convidada de ultima hora!
O estado maior argentino também subestimou a firmeza do governo britânico em reagir. Acharam que “uma mulher” não daria conta do recado de comandar uma guerra. Mas era ninguém menos que a “Dama de Ferro”! Deviam ter esperado um governo trabalhista no Reino Unido para invadir. Tipo um “John Major” da vida, de pulso fraco.

Pedro
Pedro
3 meses atrás

O mais triste disso tudo é saber que, se fosse o Brasil a fazer algo semelhante, fariamos as mesmas M… que eles! Estamos em 2020 e nao temos um avião a jato que possa disparar um missel antinavio, metade dos jatos de combate (F-5) nao tem mais do que 300km de alcance com armamento de ataque, temos 4 a 6 bases aereas nesse continente todo chamado Brasil onde esta os poucos meios de defesa e ataque e nossa defesa AAA esta em poucos canhões AA que so tem serventia a baixa altitude, ou misseis portateis que tambem so cobrem distancias… Read more »

MARIO
MARIO
Reply to  Pedro
3 meses atrás

Pedro, nada a discutir com relação a misseis (e acrescento que o estoque deles é muito baixo, e míssil – mesmo sem considerar eventuais problemas internacionais – não é algo que você liga para o iFood e receba na hora – exceto se algum país quiser fornecer de seus estoques), alcance, e defesa AA. No entanto, não concordo com o ponto das bases aéreas. Temos um número decente de aeroportos com capacidade de receber nossos aviões sem problema. Nada impede um aeroporto civil de receber e operar aviões militares com demandas de pista compatíveis. Só não sei se a Força… Read more »

Italo Souza
Italo Souza
Reply to  MARIO
3 meses atrás

Errado Mario, aeroporto civil você coloca seu efetivo em um local visado e marcado, a força aérea tem que ter seus meios e locais estratégicos que possam cobrir todo o território em pouco tempo sem a necessidade de aeronaves fazer REVO, a final o REVO deveria ser utilizado apenas em condições adversas, dentro de seu próprio território você tem que ter meios e áreas estratégicas bem definidas para melhor dissuadir e manter seu território bem defendido. Exemplo, os aliados na WWII tinham um medo absurdo das famosas FLAK da Alemanha narsista, oque isso significa ? A Alemanha soube em um… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Italo Souza
3 meses atrás

Exemplifique um ponto NÃO VISADO. Não entendi. Uma base dentro do morro? Subterrânea?

MARIO
MARIO
Reply to  Italo Souza
3 meses atrás

Italo, uma base militar seria igualmente um local visado e marcado, não seria ? Quanto à defesa anti-aérea, já não tem o que discutir.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  MARIO
3 meses atrás

Deus me livre… Achar que a FAB não sabe desdobrar nem o que necessita de logística é subestimar DEMAIS! Me chamou de imbecil.

MARIO
MARIO
Reply to  Rinaldo Nery
3 meses atrás

Rinaldo, se a resposta é em relação à minha, não foi de forma alguma dizer. Apenas que “não sei”, ou seja, como os desdobramentos de nível esquadrão ou superior por períodos prolongados para longas distâncias não me parecem comuns, não sei se temos a dimensão real do que precisa levar. Se soou ofensivo, peço desculpas. Só sei que sempre que vejo notícia de desdobramento de um esquadrão dos USA para uma base européia (inclusive operando o mesmo tipo de avião) vejo um esforço maciço de logística, que precisa de planejamento, que por sua vez precisa de dados de desdobramentos anteriores.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  MARIO
3 meses atrás

Mario, pode ter certeza que a FAB SABE desdobrar, seja por quanto tempo for. Levar 6 F-5 pruma RED FLAG, em Las Vegas, não é fácil. Uma CRUZEX (participei de três) já é um grande desdobramento, com uma infraestrutura enorme. Assim como qualquer outra grande operação (Pampa, Laçador, Tápio etc.).

Lucas Felipe
Lucas Felipe
Reply to  Pedro
3 meses atrás

Só acrescentando que raio de ação é diferente de alcance, o raio de ação considera a ida e volta o que acaba sendo menos da metade do alcance e geralmente com alguns minutos na área de combate o que varia com muitos fatores como tanques de combustíveis extra, cargas extra, altitude ou velocidade. Há fontes que indicam os seguintes raios de ação: 1.056 km, (com tanques cheio, 2 mísseis aim 9 Phyton 3, e 5 minutos na área de combate a 5.000m) Já essa indica o seguinte raio de ação: 222 km (tanques cheios com 2359 kg de armamento, mísseis… Read more »

carvalho2008
Reply to  Pedro
3 meses atrás

Mestre Pedro, Ja escrevi sobre isto aqui. Apesar de todos os pesares, o inventário brasileiro era mais efetivo que o Argentino, em todas as forças, mesmo eles possuindo um numero aeronaves de maior desempenho, nosso burrinho de carga faz tudo chamado Xavante, faria diferença…. A web sempre pregou que a Argentina possuia uma força aerea mais moderna e maior quantidade de caças de alto desempenho…mas isto apenas mostra como ficha de Super trunfo nem sempre ganha dependendo do teatro operacional….e operacional é bem o nome…. Argentina 9 bombardeiros Canberra 19 Mirage IIIEA 26 Dagger (Kfir, Mirage V) +-68 A-4 Skyhawks… Read more »

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

Isto sem falar nas outras armas.

Tinhamos 8 Subs e ao menos 5 em estado de operação

Sem falar que lá, os ingleses usaram uns 12 skorpion e os Argentinos a mesma quantidade de Panhard, mas nos estavamos abarrotados de Cascaveis novinhos no EB e mais centenas dela nos pateos da Engesa aguardando embarque ao Iraque e outros países….

carvalho2008
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

isto sem falar das outras armas…tinhamos 8 Subs e ao menos 4 a 5 em estado operacional….16 P-16 Tracker e os bandeirulhas…ambos poderiam tambem ter operado das ilhas facilmente….nosso esclarecimento era muito …muito melhor….

Britanicos usaram um punhado de umas 12 unidades cada lado entre skorpions e panhard….mas tinhamos centenas de Cascavéis
novinhos no EB e mais centenas deles nos pateos na Engesa aguardando embarque para o Oriente….

Salim
Salim
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

O grande diferencial foi radares melhores e misseis ar-ar dos ingleses. Tática aérea argentina calcada segunda guerra sem misseis e radar embarcado , alem de ataques a navios com bombas ineficientes neste emprego. Guerra foi travada pela aeronáutica argentina, marinha ficou porto e sequer mandou ataque aéreo com aviões, pilotos e armamento adequado, submarino tentou, embora náo conseguiram lançar torpedos corretamente por falta doutrina técnica e treinamento. Acredito que argentinos náo acreditaram que ingleses viriam ate atlântico sul, sub estimaram convicção dos ingleses e sé deram mal.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

Resumindo, quem sabe usar um martelo, bate no prego apenas um vez, 😉

Anthony
Anthony
Reply to  Pedro
3 meses atrás

“fariamos a medma M…” Piada e de mal gosto!

A “operacao do rio traira”, foi planejada em questão de horas e “fracassou” ne?(sic!)

Duas coisaa me revoltam:
1- Os detalhes dEssa operacao serem tao pouco conhecidos!!! Vcs nao tem ideia do que ovorreu la!

2- Pessoas q conhecem nossas F.A. pela internet e opinam a respeito!(“especialistas de teclado”)

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Anthony
3 meses atrás

Falou tudo…

Salim
Salim
Reply to  Anthony
3 meses atrás

Caro Antony, assunto e guerra convencional em vários campos aereo,naval e terrestre. A operação Rio traíra não tem nenhuma semelhança com a referida guerra. Só faltava não termos reação para ataque de guerrilha em nosso território, menos ne.

Jef2019
Jef2019
Reply to  Pedro
3 meses atrás

Concordo plenamente contigo amigo, mas na minha opinião essas mazelas não são de responsabilidade direta de nossos militares, os quais sempre pensaram a frente e planejaram a modernização de nossas forças. O problema é que depende da vontade politica e ai que está o problema, o projeto FX é um exemplo incontestável disso….veja o tempo que demorou para tomada de decisão, mas a necessidade de reaparelhamento já havia sido apresentado com bastante antecedência. Nossos principais inimigos estão aqui dentro do pais mesmo. O Brasil nasceu para ser uma potência, mas nossa classe politica não quer…o motivo cada um tire suas… Read more »

glasquis7
3 meses atrás

As ceboshitas não usaram a sua total capacidade de combate por considerar ser muito difícil os ingleses tentarem retomar as ilhas e preferiram poupar parte da sua força pra uma guerra rápida contra o Chile pra obter as Ilhas do canal do Beagle. O Chile tinha força em condições de combate equitativo contra a Argentina apenas no mar. Por isso, a frota foi poupada, caindo o peso do combate nas costas da FAA que realmente, não tinha uma logística preparada pra defesa das ilhas. Mesmo assim, o que determinou a derrota realmente, foi o total entreguismo dos oficiais que depois… Read more »

leonidas
leonidas
3 meses atrás

Depende do que se entenda como Poder Aéreo né? Havia muitos caças? em comparação com a AL sim ( o que nunca quis dizer nada rs) Havia qualidade na doutrina operacional? Havia gestão competente e logística para permitir o deslocamento e permanência desses meios em todos os lugares necessários? Havia independência tecnológica mínima que lhes permitissem manter o conflito a revelia de um bloqueio das nações centrais? São “detalhes” que devem ser levados em conta, mas parece que não foram apesar de estarmos falando de um governo MILITAR, a vergonha Argentina em 82 no meu ver deveria ter provocado não… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  leonidas
3 meses atrás

Foi definido como “Poder Aéreo Argentino” e era o que era. No papel eles tinham condições de fazer frente aos ingleses. Isso mostra como que ‘no papel’ difere bastante da realidade, embora tenham feito frente e combatido com honra, pelo menos no caso dos pilotos e soldados, que infelizmente mostraram com suas vidas a incompetência e falta de visão de seus comandantes.

glasquis7
3 meses atrás

Fica a dica de matéria pro Forte.
As façanhas de combate dos combatentes argentinos:
Félix Ernesto Aguirre.
Oscar Ismael Poltronieri.
Grandes heróis militares argentinos condecorados com “la Cruz al Heroico Valor en Combate.”

Se a Argentina tive-se nesse então, homens como estes no alto comando, tal vez essas ilhas ainda fossem argentinas.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  glasquis7
3 meses atrás

Caro Glasquis7,

Recomendo Machado de Assis, os romances são mais bonitos.

Voltando as Falklands, o alto Comando Argentino merecia ser enforcado (morte sem honra) pelo que fez nas Malvinas.

Muita historinha do lado Argentino para um verdadeiro massacre que foi imposto pelos Ingleses que mesmo se expondo tanto quando se expuseram a milhares de milhas de suas bases.

glasquis7
Reply to  Ricardo Bigliazzi
3 meses atrás

Caro Ricardo, O conscripto clase 62 Oscar Ismael Poltronieri, enfretou sozinho os ingleses, na batalha do Morro das Duas Irmãs e deteve graças à sua determinação e sua FN MAG, o avanço inimigo, permitindo que os seus companheiros pude sem se retirar a pontos seguros antes de ser fatalmente arrasados pela tropa inglesa. Dado com morto, “ressuscitou” dois dias depois frente a seus companheiros e sem nenhum arranhão. Este homem, lutou esta guerra como poucos, pouquíssimos argentinos o fizeram e o relato das suas façanhas, nos dão uma perspectiva diferente sobre as ações solitárias que alguns militares realizaram nesta guerra.… Read more »

Paulo
Paulo
Reply to  glasquis7
3 meses atrás

Na prateleira?

glasquis7
Reply to  Paulo
3 meses atrás

???

Doug385
Doug385
3 meses atrás

Amadorismo. Total despreparo. A derrota era certa. Só lamento pelos combatentes que pereceram.

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
3 meses atrás

“A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha”. Essas desarmonias,essas briguinhas estúpidas entre organizações militares e seus enormes egos as vezes são piores que os próprios inimigos… Qual poderia ter sido o resultado se 60% dessas bombas tivessem explodido,com certeza talvez não fosse diferente do final… talvez a guerra tivesse se estendido por mais tempo caso os ingleses… Read more »

Bille
Bille
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
3 meses atrás

Buenas. A Argentina aprendeu uma dolorosa lição e perdeu muitos meios, mas HOJE eles seguiram o caminho dos grandes quanto à unificação de comando e táticas: exceto os cursos de entrada (academias e escolas de sargentos), todos os demais são CONJUNTOS. Justamente para reduzir ao máximo o ruído entre comandos. Eles aprenderam na marra que deixar o “amiguinho” de fora da festa e chamar ele para salvar a causa não funciona, porque ele pode ter menos conhecimento que você. Na minha opinião esse é o principal conflito que deveria ser estudado nas escolas de altos estudos das FA: foi um… Read more »

leonidas
leonidas
Reply to  Bille
3 meses atrás

Quem aprende lição em derrota militar é nação que prioriza o domínio minimamente básico de tecnologias vitais para assegurar a sua soberania. O resto é perfumaria rs O que a Argentina fez foi desmontar completamente suas forças armadas e ponto de serem mais inúteis na sua função “fim” que as nossas, e isso é algo difícil de conseguir. Forças armadas como há no Brasil hoje só serve para manter doutrina operacional (quando muito) e para mobilização em tempo de paz. Em um conflito ficaremos “a pé” em questão de dias, só restando como opção montar uma resistência no estilo Sierra… Read more »

Augusto Mota
Augusto Mota
Reply to  Bille
3 meses atrás

Billie, interessante o q vc colocou, é uma aberração. NMHO tem que mudar toda cadeia de comando, independente de a que força pertence, é tudo uma coisa só, somente as atribuições e os meios são diferentes, é por isso que as forças policiais não se entendem, um sistema informatizado não fala com outro, o sistema de cadastro de um não lê o cadastro do outro, isso divide as forças, ninguém se entende, os bandidos fogem, muitas vezes uma agência de inteligência investiga e é impedida por outra agência, enquanto podiam juntar esforços e compartilhar informações, assim também nas forças armadas,… Read more »

Lucas Felipe
Lucas Felipe
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
3 meses atrás

Essas desavenças entre forças também foi comum entre a Marinha e o Exército Brasileiro por muitos anos.

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Lucas Felipe
3 meses atrás

O Brasil é um país em que cada arma tem um fuzil para chamar de seu. E só não usam três calibres diferentes porque a OTAN só padronizou dois.
Imagine o nível de integração e coordenação entre as forças.

Guilherme Poggio
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
3 meses atrás

ADRIANO MADUREIRA, quando o livro Why Air Forces Fail foi lançado ainda não tinha sido publicado o excelente e esclarecedor texto do comodoro Dávila (FAA -R). Muitas dessas conclusões do livro foram basadas apenas em “achismos” e não em dados ou informações verdadeiras.
.
Um dos exemplos que eu cito é o diferente emprego de armamentos das duas forças. A Armada tinha bombas snake eye frenadas por aletas mecânicas. Elas só funcionavam quando lançadas de altura superior àquelas empregadas pela FAA. A FAA adotou um perfil de ataque a baixíssima altura (exatamente para aumentar a sobrevivência das aeronaves).

leonidas
leonidas
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Independente de versões e contra versões, o fato é que tomaram uma surra de rabo limpo em uma guerra travada perto de casa por uma força expedicionária vinda do outro lado do mundo, que não tinha NENHUMA margem de erro.
Ponto final…

Francisco
Francisco
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Onde posso localizar o texto do Comodoro Dávila?

Guilherme Poggio
Reply to  Francisco
3 meses atrás

Em um boletim do escritório de estudos históricos da FAA. As informações principais eu copilei e coloquei no texto abaixo
.
https://www.aereo.jor.br/2020/05/03/malvinas-38-anos-por-que-as-bombas-nao-explodiram/

nflopes
nflopes
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
3 meses atrás

Almitante inglês dissse que se as bombas tivessem explodido eles teriam que suspender o ataque e voltar. A escolha dos alvos também foi errada, deveriam ter como alvos os transportes. Tb acho que eles deveriam ter preparado a pista para os jatos, tiveram um mês para tanto. Isso permitiria manter a frota inglesa afastada.

glasquis7
3 meses atrás

comentários retidos.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
3 meses atrás

E não esquecer que “poder aéreo’ nada mais é que a extensão de presença geográfica, ou seja, apoio terrestre estrategicamente distribuído e projetado.
Em outras palavras, a Argentina não tinha bases terrestres disponíveis para o apoio e desenvolvimento de ações aéreas. A única que tinha foi imediatamente neutralizada pelas forças britânicas.
Fica difícil ter avião sem ter de onde partir ou voltar.

Lucas Felipe
Lucas Felipe
Reply to  Dr. Mundico
3 meses atrás

Na minha opinião os Argentinos deveriam ter construído uma pista já quando invadiram a ilha, e se preparar para qualquer ataque, mas eles acreditaram que os Britânicos não iriam atacar e nem querer guerra, coisa que subestimaram.

Guilherme Poggio
Reply to  Lucas Felipe
3 meses atrás

A questão foi abordada pelos estrategistas argentinos, mas não havia tempo para uma obra dessa magnitude.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Lucas Felipe
3 meses atrás

Lucas

Perfeito
Ter uma pista lá e ter alguns meios mais modernos, porque perder combate aéreo para o Harrier é brincadeira.
Eles jogaram com a hipótese dos britânicos não reagirem e com meios parcos e sem ajuda de uma potência contrária aos britânicos, tornaram-se alvos fáceis.

Marcelo M
Marcelo M
Reply to  Antoniokings
3 meses atrás

Combate aéreo aproximado, o harrier para no ar. Difícil derrubar com canhão. A médio alcance Harrier tinha radares e mísseis superiores. Não entendi o desdém pelo caça.

Cel. Heraclides
3 meses atrás

Pedro vc tem razão.
Brasil não tem condições de quase nada, e erraria muito tbm.
Amadores não enfrentem profissionais, acostumados ao combate.

Silvano
Silvano
3 meses atrás

O Chile teve um papel muito interessante nesta guerra.

Lucas Felipe
Lucas Felipe
Reply to  Silvano
3 meses atrás

Eles mantiveram os Argentinos preocupados, pois enquanto lutavam contra Ingleses nas ilhas havia vários soldados Chilenos nas fronteiras. As unidades especializadas em combates na montanha foram realocadas para as fronteiras. O Peru também ajudou a Argentina de uma forma similar a nós emprestando aeronaves Mirage.

glasquis7
Reply to  Lucas Felipe
3 meses atrás

” havia vários soldados Chilenos nas fronteiras. As unidades especializadas em combates na montanha foram realocadas para as fronteiras.” Isso é uma fábula contada pelas ceboshitas. A verdade é que a guerra pelas ilhas era apenas o prelúdio da guerra pelo controle do Canal do Beagle. Argentina vinha se preparando pra atacar o Chile e tomar pra sim as ilhas Lenox, Picton e Navarino, que dariam à Argentina um bom controle do canal e do sul do Pacífico Sul americano. Devido a isto, pouparam a sua frota naval e levaram as suas tropas especializadas de montanha até a fronteira, com… Read more »

Marcelo M
Marcelo M
Reply to  glasquis7
3 meses atrás

Pelo que sei, depois do Belgrano, os Argentinos descobriram que não faziam a mínima ideia de como defender seus meios navais diante de um submarino nuclear. Por isso não saíram dos portos.

glasquis7
Reply to  Silvano
3 meses atrás

O Chile liberou o seu espaço aéreo pros ingleses e liberou pistas caso fosse necessária uma aterrizagem e emergência.

Diz a lenda que um grupo de infiltração chileno entrou em território argentino pra resgatar pilotos e militares ingleses depois da queda de um helicóptero mas isso nunca foi confirmado.

Silvano
Silvano
Reply to  glasquis7
3 meses atrás

Os chilenos usando suas bases e radares, informavam aos ingleses em tempo real, sobre qualquer avião de caça que decolasse das bases argentinas, davam até que modelo de avião era, se A-4 ou Mirage, de acordo com a velocidade.

Os ingleses descontavam o tempo de chegada e já os esperavam sobre as ilhas, desnecessário dizer que normalmente eram abatidos, caso não batessem em retirada.

glasquis7
Reply to  Silvano
3 meses atrás

Isso é lenda inventada pelas ceboshitas para justificar a sua derrota. Ou vc acha que os oficiais da FAA não perceberiam isso e mudariam o ponto de decolagem dos seus vetores?

Marcos10
Marcos10
3 meses atrás

Os ingleses, apesar de terem levando mais pancadas, foram tendo, sucessivamente, primeiro tendo o domínio marítimo em torno das ilhas, depois o aéreo e finalmente os combates em solo, que levaram os argentinos a rendição. Os argentinos tiveram tempo para se preparar, os ingleses não precisaram disso, porque sempre estiveram prontos.
Vale a máxima dos suecos: se houver uma guerra, jamais nos renderemos.

Ersn
Ersn
Reply to  Marcos10
3 meses atrás

E se desse m… para os ingleses certamente a US navy daria aquela ajuda tradicional.

paddy mayne
paddy mayne
Reply to  Ersn
3 meses atrás

Possível. Os americanos ajudaram com caros materiais críticos, como pistas de pouso pré-moldadas. Mas acredito que como membros da OTAN, eles estariam no direito de invocar ajuda, tal como qualquer país membro atacado.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Marcos10
3 meses atrás

Acredito que os ingleses nunca tiveram o domínio de nada.

Tiveram superioridade aérea e marítima mas nunca um domínio ou supremacia.

glasquis7
Reply to  Augusto L
3 meses atrás

tal ve por isso que as Ilhas hoje, se chamam Falklands e não Malvinas.

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Augusto L
3 meses atrás

Correto.

O pessoal confunde muito as diferenças entre superioridade de combate com controle ou supremacia aérea

Sim, onde o Harrier estivesse contra um caça argentino a vitoria era certa

Mas o problema era este, o Harrier não estava em todas as áreas e situações.

Como resultado, as levas de caças argentinos chegavam e sempre passavam lambendo os mastros dos navios britânicos.

As defesas antiaéreas por caps ou por navios vazavam, e muito acima do previsto

Marcelo M
Marcelo M
Reply to  Augusto L
3 meses atrás

Que isso?! Bastava um submarino nuclear para anular toda a marinha argentina. E nenhum avião perdido em combate aéreo. Se isso não é domínio.

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Marcos10
3 meses atrás

Os que ingleses sofreram tremendo desgaste, mas paulatinamente forem cumprindo os objetivos apesar das perdas.

E se objetivos são cumpridos, a vitoria é conquistada apesar de qualquer pesar

Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

Essa falta de cooperação numa guerra não se entende é quase criminosa, pelo percentual de bombas que não explodiram isso teve um peso na derrota argentina!

Guilherme Poggio
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Fabio Araujo, anos atrás publiquei uma reportagem sobre essa questão da detonação das bombas. Vejo que ainda persistem visões distorcidas sobre
a questão (não digo que esta seja a sua, ok?). Penso em republicar a matéria mais uma vez.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Poggio mas essa informação está na matéria:
“A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha;”

Guilherme Poggio
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Sim, a informação está na matéria, mas não quer dizer que seja verídica.
.
A FAA não possuía o mesmo tipo de bomba ou o mesmo tipo de espoleta que a Marinha. E portanto não tinha como pasasr essa informação.
.
Na verdade houve sim interação entre FAA e Armada. O perfil de varredura dos radares 965 das Tipo 42, por exemlo, foi compartilhado com a FAA. Até mesmo os pontos fracos do designador de alvos foi compartilhado.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Poggio, acho que valeria à pena incluir o link para sua reportagem no final da matéria acima.

PACRF
PACRF
3 meses atrás

A Argentina cometeu muitos erros primários e até amadores, como não conseguir ajustar bombas para explodirem no momento certo. A arrogância embaçou a visão da ditadura argentina, acostumada a torturar e matar seus próprios patrícios (mais de 9.000 desaparecidos). Subestimou as forças armadas regulares e profissionais do Reino Unido, um adversário que teve participação decisiva na vitória aliada nos dois maiores conflitos bélicos da história: I e II Guerras Mundiais.

Guilherme Poggio
Reply to  PACRF
3 meses atrás

PACRF, a questão da programação das espoletas para o perfil de ataque utilizado não era algo trivial. Portanto, longe de ser um erro primário.

PACRF
PACRF
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Obrigado por responder esclarecendo um tema desconhecido por mim. Achava que era amadorismo. De qualquer forma, as forças armadas argentinas não estavam preparadas adequadamente. Há vários episódios relatados por vocês nesse sentido. Senão me engano, o Exocet que atingiu o Sheffield não explodiu, o mesmo afundou em função dos danos provocados pela força do impacto.

Salim
Salim
Reply to  PACRF
3 meses atrás

Afundou pelo incêndio causado pelo combustível do exocet. Tem varias opiniões ressaltando que estrutura dos navios ingleses era de alumínio que facilitou propagação e menos resistente que aço , bem como o despreparo das equipes internas de prevenção.

Guilherme Poggio
Reply to  Salim
3 meses atrás

Veja bem. O alumínio foi empregado pontualmente, em algumas unidades navais, para economizar peso nas partes mais elevadas. E como se sabe o ponto de fusão do alumínio é mais baixo.

carvalho2008
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Mestre Poggio, creio que mesmo as bombas lançadas pelos A-4 da marinha chegaram a sofrer estas falhas de programação…correto?

Guilherme Poggio
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

Quando lançadas de acordo com o perfil delas não houve falhas. Um caso frenquentemente mencionado foi o ataque a Ardent. Naquela ocasião o navio já estava fora de operação., Os aviadores navais só deram o golpe final.
.
Sugiro o texto abaixo
.
http://www.aereo.jor.br/2017/05/11/malvinas-35-anos-por-que-as-bombas-nao-explodiram-parte-9/

Salim
Salim
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

Caro Guilhermo, porem o erro trivial foi náo fazerem isto com antecedência, qdo começaram a acertar equipamento e treinamento em guerra começou a criar uma doutrina básica e acertos, acabaram aviões e pilotos com experiencia dai acabou guerra. Preparação para guerra e para profissionais focados e competentes.

Nico 88
3 meses atrás

A superioridade aérea é a primeira coisa que deve ser conquistada em uma zona de batalha. E a superioridade marítima é condição fundamental para a hegemonia de vastas regiões. Quem sabe bem disso são os EUA. Sobre a falta de coordenação entre as forças me fez lembrar muito o Brasil. No passado era bem mais acirrado. Haja vista a própria criação da FAB e os “conflitos” entre o Exército. Hoje essa realidade de falta de coordenação entre as forças é bem menor. Voltando ao quesito “superioridade aérea”, preocupa e muito a falta de defesa antiaérea adequada. Talvez seja a nossa… Read more »

leonidas
leonidas
Reply to  Nico 88
3 meses atrás

Será?
O que os Mi 24 estão fazendo na Fab?
Ou os P3 ? rs
Não teria tanta certeza disso amigo…rs

Bille
Bille
Reply to  Nico 88
3 meses atrás

Buenas Realmente diminuiu muito. A FAB evoluiu muito no quesito coordenação participando de manobras internacionais. Aprendeu muito em manobras com os EUA, e as FA também evoluíram bastante em manobras por lá. A sandália da humildade de alguns perante ao conhecimento da FAB (que foi tomar porrada desde 98 na primeira participação da redflag) só veio depois do MD tomar o seu susto em manobras internacionais. Mas isso fez com que o ruído entre as forças diminuiu muito. Não estamos tão mal mas ainda falta muito. Pra mim falta muito investimento em comunicações, software e eletrônica – e treinar os… Read more »

Douglas Falcão
Douglas Falcão
3 meses atrás

Perdoem-me, a reportagem é muito ruim. O que faltou à Argentina foi atacar o componente aéreo da esquadra inglesa. Houve oportunidade, mas recuaram. O 25 de Mayo poderia ter sido fundamental, não foi. Sem cobertura aérea, os ingleses teriam sucumbido, apesar de todos os demais erros argentinos.

Nilson
Nilson
Reply to  Douglas Falcão
3 meses atrás

E com 8 A4 os argentinos iam conseguir atacar o componente aéreo da esquadra inglesa?? Com o 25 de Mayo exposto a ataque aéreo e de submarino?? Com sorte, o 25 de Mayo poderia causar algum estrago num primeiro ataque, mas teria que retrair, pois não tinha condições de confrontar dois porta-aviões com número superior de Harriers, mísseis muito superiores e com a ameaça de um submarino nuclear. Sim, se o ataque do 25 de Mayo tivesse ocorrido e causado algum dano, ajudaria no combate subsequente, dos aviões de terra x os Harrier. Mas não aconteceu, pelas razões que constam… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Nilson
3 meses atrás

Marinha argentina náo batalhou, ficou porto e o submarino náo sabia lançar torpedos. Só salvou os exocet.

Farroupilha
Farroupilha
3 meses atrás

As presepadas dos arrogantes e patéticos argentinos, durante essa guerra, foram maiores ainda… Como não levarem roupa adequada para o frio etc. Até provocam vergonha alheia do tanto de amadorismo revelado. – Quanto a nós presentemente… Triste, mas apesar de nossa tradicional Escola Superior de Guerra, podemos constatar uma série de falhas para nossa Defesa e Soberania. -A primeira e mais significativa é adotarem uma permanente postura de deixar para amanhã, o que só em tempos de paz deve ser preparado. -A segunda é posarem de Defensores EFETIVOS do país, para a massa popular, com uso de slogans mentirosos. Inclusive,… Read more »

paddy mayne
paddy mayne
Reply to  Farroupilha
3 meses atrás

Esse é um erro comum de nós sul-americanos. Erros logísticos grosseiros, típicos de quem não sabe olhar o lado do soldado. Quando a FEB foi para a Itália, parte das tropas dormiu ao relento por dois meses. Sabiam da campanha há quase um ano e não providenciaram sequer barracas para uma única divisão.

Salim
Salim
Reply to  paddy mayne
3 meses atrás

Lembro que todo equipamento da FEB, inclusive treinamento/logística foi dos americanos. Náo tínhamos nada, veja uniformes no inverno dos praças, depois provisionados pelos americanos com algo condizente ao clima.

paddy mayne
paddy mayne
Reply to  Salim
3 meses atrás

Tudo. Não tinha um botão nosso. Só o café…

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  paddy mayne
3 meses atrás

Ué… Os pracinhas foram apresentados ao café americano solúvel, que não precisava ser coado, que até então não conheciam.
Acho que nem nosso café ajudou.

Pessoal que acha que estamos exagerando com essas críticas ácidas, entendam, que essas críticas não se referem ao valor guerreiro de nossos pracinhas (nota 10 para eles todos). Mas unicamente a falta de preparo, e estado super precário, de nossas FFAA daqueles tempos.

sergio ribamar ferreira
Reply to  Farroupilha
3 meses atrás

Concordo com o Sr. Farroupilha.

Marcelo M
Marcelo M
Reply to  Farroupilha
3 meses atrás

Não faz sentido a comparação com os pracinhas em 1944. O EB seguia manuais franceses e em 44 apenas recebeu instruções americanas. Além disso, o armamento foi recebido na Europa, ficando os EUA responsáveis por tudo. Na época, tudo era novidade e as informações não chegavam tão rápido ao Brasil. Nem fazia sentido importar tudo para depois mandar de volta pra italia em navios. Não hava nem tempo, no meio da guerra. Dois anos antes, no norte da áfrica, os americanos mostraram amadorismo quando entraram em batalha. Também estavam despreparados para enfrentarem as tropas Alemãs e Italianas que depois viriam… Read more »

Nilton L Junior
Nilton L Junior
3 meses atrás

Uma aventura burra, quando se faz tudo para dar errado o resultado será certo. Pelo menos serve de lição para as estratégias militares.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Nilton L Junior
3 meses atrás

Foi uma tentativa de tentar salvar a popularidade do cambaleante regime militar de então.
Eu estive na Argentina nessa época e era comum ver bandeiras do País nas lojas e residências.
Deu no que deu e muitos desses aventureiros estão amargando penas de prisão até hoje.
E pelos mais diversos motivos.

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  Antoniokings
3 meses atrás

Sem dúvida Kings, sem dúvida a estratégia do inimigo externo é um expediente recorrente para demagogos.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Nilton L Junior
3 meses atrás

Eu até tinha uma foto de uma loja com uma placa: ‘Las Malvinas son nuestras’.

leonidas
leonidas
Reply to  Nilton L Junior
3 meses atrás

Se houvessem “Estrategistas militares ou estratégias militares ” aqui não estaríamos neste estado de absoluta impotência militar.
Militarmente falando somos uma vergonha absoluta.
E como bem disse um colega mais acima as próprias forças armadas reforçam essa falsa e criminosa ideia passada para civis que há neste pais forças armadas dignas deste nome.
Não há nada aqui que possa nos manter em caso de agressão externa de alguma nação central…

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  leonidas
3 meses atrás

De onde você tirou isso que somos uma vergonha? forças armadas top é cara meu jovem, talvez não sejamos uma Arabia Saudita ou um Turquia, mas aqui na AM temos meios suficiente de dissuasão em relação a vizinhança.

leonidas
leonidas
Reply to  Nilton L Junior
3 meses atrás

Vizinhança?
Eu morro de rir quando usam nossa vizinhança como critério para alguma coisa.
Se medir com a Vizinhança quando se tem vizinhos como Israel, Índia, Cingapura, Taiwan etc é uma coisa.
Mas sinceramente ter coragem de usar um critério como esse para dizer que estamos minimamente preparados é surreal.
Desculpe não é nada pessoal mas não há como não cair na gargalhada quando ouço ou vejo alguém escrever sobre essa analogia patética…

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  leonidas
3 meses atrás

Cara o que tem haver esses países que vc citou com um possível conflito com Brasil, isso sim é patético, sem ofensa.

glasquis7
Reply to  Nilton L Junior
3 meses atrás

Sem querer desmerecer, não é bem assim.-

carvalho2008
3 meses atrás

Tenho uma curiosidade. Dada a dificuldade da calibragem das espoletas e a persistência das falhas, não seria factível o emprego misco com casulos de foguetes 122 mm? Porque não experimentaram? O perfil rasante de lançamento das bombas não permitiria o mesmo perfil de lançamento de foguetes? Num uso misto ou combinado entre os aviões, impactos de 122 mm também teriam um efeito destruidor muito grande. Lembremos que equivalem as disparos de canhões navais, pode não afundar, mas aleija e por vezes fatalmente … lembremos que o primeiro embate foi quando o Ten Crippa teve de decolar sozinho seu MB-339 das… Read more »

Paulotd
Paulotd
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

Esse foguete de 122mm leva uma carga explosiva de 15kg, no máximo danos leves contra as chapas de aço dos navios de guerra blindados. Já as bombas penetram na estrutura e explodem dentro com cargas de centenas de kg de explosivo. Ou seja muito mais efetivas.

carvalho2008
Reply to  Paulotd
3 meses atrás

O explosivo de um canhão naval de 76 mm é de 7 kg…..

Se disparado contra navios mercantes, eles ate varam a estrutura….

carvalho2008
Reply to  Paulotd
3 meses atrás

A bomba é mais efetiva..mas tem de explodir….este era o problema….

Na segunda guerra, os foguetes foram largamente empregado contra navios com sucesso.

é uma salva de muitos impactos….

Salim
Salim
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

Me pergunto sempre o mesmo, casario barcos ingleses alumínio,foguetes dariam belo estrago.

José Luiz
José Luiz
Reply to  carvalho2008
2 meses atrás

Pelo que li sobre o conflito.Os planejadores argentinos descartaram os foguetes não guiados devido ao fato que a aeronave atacante deveria adotar um perfil de voo para lançamento que a exporia de forma maior aos mísseis anti aéreos britânicos. Tipo um mergulho raso. Olançamento das bombas era feito em perfil diferente de modo que as aeronaves tinham a terra/montes das ilhas as suas costas o que gera ecos que atrapalhavam a guiagem das armas. Em um mergulho mesmo raso a aeronave fica um alvo conta o céu. Os navios britânicos não eram blindados e salvas de foguetes iriam ser complicados… Read more »

Audax
Audax
3 meses atrás

Muito se criticou a arrogância do Almirante Woodward. Mas o fato foi que ele foi lá a 8000 milhas e tomou as ilhas em menos de dois meses com pouco mais de 20 Harrier e Sea Harrier. Ele dizia que o argentino tinha uma relação quase messiânica com a posse das ilhas enquanto os ingleses viam a retomada como um objetivo profissional a ser executado. Acho que passa por aí. Os Argentinos eram mal preparados e arrogantes. Muito corajosos na verdade mas coragem só não basta. Resumindo: os britânicos foram mais profissionais e ponto.

glasquis7
Reply to  Audax
3 meses atrás

Os combatentes argentinos nas ilhas eram, na sua grande maioria, conscriptos sem concluir o seu treinamento. Nem 10% eram militares profissionais e isso fez a diferença. Junto com fatores climáticos e logisticos económicos, ideológicos….

horatio nelson
horatio nelson
3 meses atrás

peço encarecidamente q as falklands sejam chamadas de falklands…é território da coroa britânica e vidas inocentes inglesas foram sacrificadas no altar da liberdade para que as ilhas fossem chamadas de falklands!

FERNANDO MACHADO LEMOS
FERNANDO MACHADO LEMOS
3 meses atrás

Uma coisa que nunca entendi é por que a Argentina não aproveitou a 1a e 2a Guerras Mundiais para tomar as Malvinas. Afinal, se esta é uma reivindicação histórica, teria sido o melhor momento para fazê-lo. Fizeram tudo da forma errada e no momento errado.

carvalho2008
Reply to  FERNANDO MACHADO LEMOS
3 meses atrás

Oras, se nem depois de declinio do Imperio Britanico foi possivel derrota-los, como seria possivel antes da WWII ou mesmo após isto? Que armas tinham os Argentinos para isto? a disparidade era maior ainda……

Rogério Loureiro
Rogério Loureiro
3 meses atrás

Me pergunto. Fazendo uma analogia com nossas FA’s.

Estamos melhores preparados caso houvesse necessidade como enfrentaram os argentinos, ou, estamos igualmente desestruturados como vimos na lista extensa de erros cometidos por eles?

Paulotd
Paulotd
Reply to  Rogério Loureiro
3 meses atrás

Os Argentinos tinham uma carta super triunfo que o Brasil não tinha que era o Exocet, e que afundou três navios e danificou outros.. Mas o Brasil tinha número. Saudades das FA daquele tempo, tínhamos uma capacidade de defesa muito melhor do que hoje! Realmente as hordas de Xavantes operando a partir das ilhas, e carregando cada um 2 ou 3 bombas de 250 kg faria a diferença… E outra, tínhamos 3 submarinos Oberon e mais uns 3 Guppy III, não eram modernos igual o único IKL-209 Argentino que não funcionou, mas eram 6. Com certeza estaríamos mais bem preparados,… Read more »

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Paulotd
3 meses atrás

Eu imagino algo respeitando as decisões equivocadas da época mas admitindo mudanças de decisão explicitamente provocadas pela mudança de inventário se fosse o brasileiro no lugar do equipamento argentino Então as pistas das ilhas nao seriam prolongadas e os F5 teriam de operar do continente, eles sao perna curta mas tem revo. Os Xavantes estariam nas ilhas que ao contrario do Pucara, estavam aptos a atacar tanto os navios quanto tropas Voar rente ao solo para somente no último minuto lançar-se ao mar para pegar os navios que estavam nos canais ou que estivessem tentando se aproximar para bombardear as… Read more »

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

Sim, os Xavantes e seu número fariam toda a diferença. Os britânicos não teriam como lidar com a situação.
Já colocar os Pucarás contra aviões a jato modernos foi suicídio. Incrível terem feito isso.

Foi como mandar soldados com facas contra soldados inimigos com pistolas.

Absurdo e inaceitável.

carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

Veja como a quantidade de bombas era limitada por conta da distancia das ilhas….
http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2017/05/M-5-FDagger-configuracao-de-armas-1024×1957.jpg

carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

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carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

A carga belica era extremamente reduzida nos A-4, Mirage e Dagger que tinham de vir do continente.

carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

agora vejam o xavantecomment image

carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

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carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

em se operando das ilhas…a carga de bombas poderia ser ate maior que o A-4 vindo do continente…

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
3 meses atrás

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carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

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carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

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Eu sei que este está mais forçado…mas a foto tá bonita

Antunes 1980
Antunes 1980
3 meses atrás

Foi a derrota ar-ar mais vexatória da história. Foram 23 aeronaves perdidas; e simplesmente nenhuma aeronave inglesa no minimo danificada devido a ataques argentinos.
Nossos “hermanos” perderam com facilidade todas as batalhas aéreas, navais e terrestres. Um fiasco.
Até os péssimos árabes conseguiram dar um certo calor nos israelenses nas 3 guerras que aconteceram.
Querer imputar qualidade e superação, devido a sua própria desorganização é um grande equívoco.
E ouvir de um general famoso no youtube, que os argentinos foram muito bem contra os ingleses, já é demais.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 meses atrás

Abro um parênteses nos comentários, ao observar o ¨vira latismo¨ de alguns, quando afirmam que nossas FFAA ¨não servem pra nada¨, mesmo depois de termos realizado várias CRUZEX com a participação, inclusive, da USAF e da Armé de L´Air, gerenciando forças de coalizão, com o que há de mais atual em metodologia de emprego do Poder Aéreo. Sem contar outros exemplos, como o da nossa Aviação do Exército que, reativada em 1986, em 1991 já tinha seu batismo de fogo no Traíra. E há outros mais, como o CIGS, centro de excelência mundial em operações na selva. Há, hoje, um… Read more »

Agnelo
Agnelo
Reply to  Rinaldo Nery
3 meses atrás

Cel Ronaldo Nery
Assino junto com o senhor!

Cabe salientar, q até os EUA ainda acham q precisam melhorar a integração entre as Forças.
Não é nada fácil. A guerra no ar, no mar e na terra obedecem muitos princípios semelhantes, mas também muitos diferentes.
É muuuuuito complexo.
Tive a experiência de ver o trabalho conjunto em Escola e em operação real. Estamos bem! Muito bem!
Sds

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 meses atrás

Comentário ¨engolido¨.

Vitor Hugo
3 meses atrás

A verdade é que não bastaria qualquer estratégia contra uma potência como a Inglaterra.

Vitor Hugo
3 meses atrás

A verdade é que estratégia alguma faria a Argentina vencer uma guerra contra uma potência como a Inglaterra.

Carlos Gallani
Carlos Gallani
Reply to  Vitor Hugo
3 meses atrás

Difícil dizer, talvez mais uns mísseis navais, uns torpedos funcionais, uma doutrina aérea mais eficiente e tropas melhores capacitadas em um primeiro momento pudessem mudar a história mas concordo que em um atrito constante a Argentina não teria longa sobrevivência!

Bardini
Bardini
3 meses atrás

Recentemente foi revelado que os Chilenos, além de fornecer dados de alerta de seus radares para os ingleses, quando os argentinos decolavam, deixaram até os caras usarem a ilha de San Felix como base para operar um Nimrod R1 (aeronave voltada a missão SIGINT) e reabasteciam a aeronave a noite no aeroporto de Concepción, no continente, para cobrir toda essa distância!
.
E ainda tem coisa que não foi revelada.

Formiga
Formiga
3 meses atrás

Os exércitos da AL são formados para contra-insurgência (contra o povo). Quando encontram forças de verdade apresentam suas muitas falhas. O maior erro foi não ter usado a Ilha como base aérea. Os americanos, ainda na 2a guerra, conseguiam construir uma base em questão de dias, muitas vezes sob fogo inimigo (vide Guadacanal). Com jatos existe a necessidade de uma pista mais limpa de asfalto, não sei o nível de exigência dos Mirage. Mas se tivesse uma ala estacionada lá duvido que os Ingleses se aproximariam.

Fabio Mayer
Fabio Mayer
Reply to  Formiga
3 meses atrás

Este foi o comentário mais correto que li aqui: “os exércitos da AL são formados para contra-insurgência”.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Fabio Mayer
3 meses atrás

Claro, até o chileno…