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EUA enviam bombardeiros B-2 aos Açores pela segunda vez em menos de um ano

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Dois aviões bombardeiros furtivos B-2 Spirit da Força Aérea dos EUA estiveram no dia 9 de março na base das Lajes, nos Açores, no âmbito de uma missão que visa testar a capacidade de resposta rápida dos EUA à escala global

“Os nossos homens são dos profissionais mais competentes do mundo e eu estou extremamente orgulhosa do seu trabalho árduo e dedicação. Esta manhã tive oportunidade de verificar a sua capacidade de executar uma resposta rápida de combate”, adiantou, em declarações aos jornalistas, a sargento-mor Katie McCool, comandante dos alistados da 509th Bomb Wing da base aérea de Whiteman, no Missouri.

No espaço de um ano, esta é a segunda vez que os B-2 marcam presença nas Lajes, depois de em setembro de 2019 uma aeronave do mesmo tipo ter parado na ilha Terceira para um abastecimento ‘hot pit’ (com os motores ligados), que demorou cerca de duas horas, partindo de seguida para a base de Fairforth, no Reino Unido.

Desta vez, os dois aviões aterraram de madrugada na base das Lajes, a primeira paragem da missão, mas não foram revelados pormenores do percurso, nem foi dito quando partem para o próximo destino.

“Ficaremos aqui o tempo necessário para alcançar a nossa missão”, afirmou o tenente-coronel Christopher Conant, diretor de operações, acrescentando que não podia revelar pormenores sobre “operações futuras”.

O objetivo principal da missão, segundo o responsável norte-americano, é demonstrar a capacidade de projeção de poder à escala global da Força Aérea norte-americana.

“A nossa capacidade de ir para novos locais, em qualquer sítio no mundo, e projetar poder é a missão principal da nossa base”, frisou.

Num comunicado divulgado na internet, o comando europeu da Força Aérea norte-americana disse que as aeronaves vão operar em várias instalações na Europa.

“A mobilização estratégica de bombardeiros na Europa permite a familiarização com o teatro de operações aos membros das tripulações aéreas e demonstrar o compromisso dos EUA com aliados e parceiros”, lê-se no comunicado.

O comando europeu acrescenta que a cooperação com os aliados da NATO permite que a Força Aérea norte-americana possa “construir relacionamentos estratégicos duradouros necessários para enfrentar desafios globais”.

“O 65th Air Base Group da base das Lajes está estrategicamente localizado para prestar apoio a operações de combate, permitindo o movimento expedicionário de caças, aviões de guerra e comunicações globais para comandantes combatentes e apoiando operações conjuntas, coalizões e operações da NATO”, sublinha.

FONTE: 24.sapo.pt

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cfsharm
cfsharm
8 meses atrás

Salvo engano – esta região não é assolada por ventos que complicam muito pousos e decolagens?

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  cfsharm
8 meses atrás

Não sei quanto aos ventos, mas os Açores tem sido utilizados como ponto de escala de reabastecimento por aeronaves civis desde a década de 1930.

Marco Moutinho
Marco Moutinho
Reply to  cfsharm
8 meses atrás

Por essa razão é que os americanos deixaram Sta. Maria e foram para as Lajes após a 2ª guerra. A base das Lajes foi originalmente “montada” pelos británicos. A infraestrutura de Sta. Maria foi edificada pelos americanos ainda durante a guerra.

Datafire
Datafire
Reply to  Marco Moutinho
8 meses atrás

Não é bem assim, Sta Maria tem o melhor aeroporto dos Açores, os próprios americanos nunca quiseram sair de lá, tanto que quando foram obrigados a ir para as Lages, tinham de deixar para Portugal o material que não podessem levar, eles preferiram mandar para o mar, Jeep´s, Camiões etc do que deixar para o estado português. Sta Maria tem o melhor clima dos Açores, e ventos previsíveis de Oeste/Leste e uma pista principal maior que a das Lages. Foi uma decisão política, o governo da altura mandou os americanos para as lages, para libertar Sta Maria para os voos… Read more »

Recruta zero
Recruta zero
8 meses atrás

Com destino desconhecido, provavelmente, a missão destas belonaves é, testar novas tacnologias dos seus oponentes, verificar se suas capacidades furtivas continuam preservadas.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
8 meses atrás

Eu estava lendo por aí que a USAF mudou de ideia no meio do caminho durante o projeto do B-2, colocando nos requerimentos a capacidade de voar as missões de penetração à baixa altitude, o que é totalmente contra o conceito de furtividade, que é poder voar em altitudes altas com cobertura radar.

Obviamente isso causou modificações estruturais, aerodinâmicas e até furtividade, porque a cauda da aeronave na região os motores teve que ser modificada.

Depois perguntam porque o programa atrasou e estourou prazos e orçamentos…

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Clésio Luiz
8 meses atrás

E outro detalhe pouco divulgado é que a face do motor está (aparentemente) exposta sem proteção nenhuma, coisa só possível de ver quando o sol está de frente em determinado ângulo, raríssimo de ver em fotos.

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André Luís
André Luís
8 meses atrás

Estas ilhas quase foram tomadas pelos EUA e britânicos na II Guerra.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  André Luís
8 meses atrás

Tomadas de quem?

Alexandre Esteves
Alexandre Esteves
8 meses atrás

Essa Base dos Açores teria abreviado a Batalha do Atlântico na II GM se Portugal tivesse lutado ao lado dos Aliados. E Cabo Verde também.