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Mais informações sobre a ejeção de tripulante do A-29B em Natal (RN)

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A-29 Super Tucano da FAB

Por Valter Andrade
Especial para o Poder Aéreo

Nesta terça feira 03 de março de 2020, ocorreu uma ejeção de um ocupante de um A-29B Super Tucano pertencente a ALA10 em Parnamirim (RN), o ocorrido foi por volta das 15:30 hora local, no município de Extremoz, situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertence à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, distante 23,5 quilômetros ao norte da capital do estado.

De acordo com informações que apuramos com diversas fontes, temos algumas certezas preliminares.

  • Era um voo de formação de instrutor;
  • Formado por duas aeronaves A-29B Super Tucano do esquadrão Joker;
  • As condições de tempo não eram ruins;
  • As aeronaves ficaram orbitando o ocupante após sua ejeção;
  • Ambos Super Tucano retornaram em segurança para a ALA 10;
  • Rapidamente foi acionado um H-36 Caracal para efetuar o resgate;
  • O resgate acabou sendo realizado por outro Caracal que retornava da missão de GLO em Fortaleza

Outros informes dão conta que eram pilotos experientes, e que o ocupante que acabou ejetando, não era piloto, e teria se assustado com uma manobra, acionando inadvertidamente a ejeção, algumas vezes estes ocupantes podem ser de equipe de apoio de solo, os quais são levados em voo para algum tipo de avaliação.

Mas por hora ficou clara a habilidade e perícia na condução e orientação do resgate por parte dos pilotos do A-29B Super Tucano, enquanto um orbitava o paraquedas em sua descida, o outro rumou para pouso seguro na ALA 10, e ao mesmo tempo era informado as coordenadas para o rápido resgate, que ocorreu de forma muito profissional. Atestando o bom preparo da FAB e suas tripulações numa situação de emergência real.

Conforme informou a FAB, agora vai se iniciar uma investigação detalhada para apurar o que realmente ocorreu nesta ejeção.

O assento ejetável do A-29B após ser retirado da água

88 COMMENTS

  1. Bem, por mais que tenha acontecido de forma indevida, serviu para mostrar mesmo a capacidade tanto do A-29 de aguentar tal ejeção do “passageiro”, quanto a capacidade do piloto em controlar o avião após o ocorrido, mantendo posição e ajudando a informar as coordenadas que ocorreu o pouso do pára-quedas.
    Quanto ao resgate, já não é novidade a eficácia da FAB e de seus meios nesse procedimento.

  2. Não quero acreditar que um tripulante experiente como diz na matéria aciona o ejetor porque ficou com medo. Não vou investigar e não tenho os detalhes e vou aguarda o resultado. Mas se for isso mesmo, faltou muito profissionalismo por parte do piloto fazendo gracinha com aeronave que pertence ao povo brasileiro para assustar passageiro, e o tal passageiro sem preparo real para entender o que é uma emergência real ou manobra mais forte. Será que temos que investigar se realmente os caras são profissionais mesmo? Pois o assustado com essa brincadeira sou eu. Se se confirma essa brincadeira, ai fica a maior pergunta, são essas crianças que irão nos defender?

    • onde na materia o sr viu que era um tripulante experiente? “ocupante que acabou ejetando, NÃO ERA PILOTO, e teria se assustado com uma manobra, acionando inadvertidamente a ejeção, algumas vezes estes ocupantes podem ser de EQUIPE DE APOIO DE SOLO, os quais são levados em voo para algum tipo de avaliação.”

      • o fato de não ser piloto, não significa que não seja experiente, pois para sentar no avião realizando avaliações, não seria a primeira vez do tripulante, pois faz parte da equipe de apoio. Eu servi por alguns anos na força aérea se já acompanhei esses procedimento. Abraço

    • Leia a matéria novamente, os pilotos eram experientes, o passageiro não era piloto, era da equipe de solo, logo não necessariamente está incluído entre os experientes!

    • Até para comentar algo, as precisam, imperativamente, de responsabilidade e conhecimentos sobe o assunto.
      Somente com a apuração dos fatos teremos as informações seguras sobre o acontecido.

      • Klesson, meu comentário foi sobre o que “acredito” que todos lemos na matéria “Outros informes dão conta que eram pilotos experientes, e que o ocupante que acabou ejetando, não era piloto, e teria se assustado com uma manobra” e sobre essa informação que nos foi passada é possível realizar comentários. E em todo momento deixo perguntas a serem respondidas, não afirmo nada. E também mencionei que não quero acreditar nesse susto e quero aguarda o resultado do inquérito.

    • Oséias, o centro do mundo “assustado” e “preocupado” com o profissionalismo da FAB e mesmo não estando lá já sentenciou nossos caçadores como “crianças” … durma-se com um barulho desse !

      • Caro Kaleu, não sentenciei nada, deixei apenas a pergunta, pois esse caso é muito grave e serio a ser confirma o que está escrito na matéria. E se for isso, o que você acha que seria o caso? E esse é o caso que está vindo a publico, e os outros que não estamos sabendo?

        • Claro que não vai investigar, nem poderia. Pela opinião descabida acho que nem comentário deveria fazer. Quem falou que s pilotos estavam fazendo “gracinhas”? Vc acha que os pilotos não realizam manobras acrobáticas e de alta força G, por ser inerente a profissão e a missão que cumprem?

        • Caro Oseias não há nenhuma pergunta em seu primeiro post, aliás não há nenhum misero ponto de interrogação, então acatemos a sugestão do Brandenburg, pois, contrário ao que vc disse nunca vi nenhuma falta de seriedade por parte de nossa Força Aérea, que é mundialmente respeitada por seu profissionalismo e pelo heroísmo de seus combatentes estando ladeado pela RAF e USAF no museu da IIWW de Nova York e até hoje anualmente homenageada com honrarias pelo próprio congresso americano

    • O companheiro chutou muito mas nao marcou o gol. Mas tem uma imaginação muito fertil! Aguarde a investigação que sempre é muito séria.

    • Vergonha quem paga a conta é o contribuinte com essas cagadas do nossos funcionários públicos.
      Na iniciativa privada já teríamos demitido um incompetente desses

    • Claro que, em se imaginando ter sido uma brincadeira – que acontece em todo o mundo – o militar não o faria numa situação real. Portanto, não seria uma brincadeira que retiraria do militar a capacidade de nos defender

  3. Interessante notar, na foto do assento, o encosto de cabeça estendido. Isso parece indicar que o mesmo é o responsável por quebrar o canopi antes da passagem do piloto, durante a ejeção. Inclusive dá para ver os “chifres” (hastes metálicas) na lateral do encosto, responsáveis pelo impacto inicial no canopi.

    • E quem paga somos nós os contribuintes.
      Na área privada já teríamos uma demissão.

      Viva a competência do nosso funcionalismo publico

      • Legal ver esse pessoal falar mal de funcionário público, como se em empresas privadas não houvessem empregados vagabundos, desonestos, despreparados…. Antes de ser funcionário público, eu fui empresário por 15 anos… cansei de me ferrar com empregado vagabundo, que me roubava e ainda me ferrava na justiça do trabalho

        • A diferença é que o funcionario vagabundo da empresa privada vc pode dispensar a hora que bem entender, enquanto o publico provavelmente é ate promovido…. Fora que se te ferraram na justiça do trabalho é pq vc não cumpriu com suas obrigações ou vc ja viu alguém sendo preso na lei seca sem ter ingerido bebida alcoolica?!?!?!?

        • Empregado é demitido e tem descontado no salário o prejuízo causado. O funcionário público, principalmente o militar, não sofre este tipo de sanção.

          • Aí que você se engana, se o servidor causar danos ao estado seja por dolo ou culpa ele está passivo de sofrer um processo administrativo e ter que ressarcir o erário com um valor que não ultrapasse uma porcentagem da sua folha de pagamento. Esse é mais um mito que colocam nas costas do servidor

    • a vida dos ocupantes é mais importante. de qualquer forma nada quem um novo assento e um canopi não resolva pois a aeronave ficou inteira devido sua engenharia bem feita e o profissionalismo do piloto também conta.

  4. Isso me lembra o evento no qual alguma força aérea estava testando o T-27 e o oficial deles deliberadamente se ejetou durante o voo para fins de teste.

  5. -Tá vendo essa alça ali?
    -Hein, essa aqui no meio dia joelhos?
    -Isso, essa mesma, não puxa ela tá?
    -Ok, tá booooooooooooooommmmmmmm….

  6. Sempre devemos tirar proveito dos momentos ruins e o ponto positivo neste acidente foi o que se deu após o acidente que mostrou que todo o profissionalismo no resgate!

  7. Algum tempo atrás… Voo de treinamento da Força Aérea Francesa… Aeronave T27 Tucano… Pane no motor, os dois pilotos ejetam… E… A aeronave plana e pousa numa plantação… Vejam bem, pousa e não cai. A aeronave foi perda total simplesmente porque quando estava deslizando no campo, deu de encontro com um muro de terra que dividia duas áreas de plantio.
    Se não tivesse o muro, teria danos que talvez até desse para recuperar…

    • Gostaria de saber porque negativaram? Qual o problema de vocês? Não querem saber mais estas curiosidades? Ok… Não serão mais postadas aqui.

      • Relaxa, Fernando EMB!

        Comentários como este é que me fazem estar sempre aqui no blog, é aprender com quem sabe!

        Paute-se pelos likes!

      • Pode postar sim senhor…deixa os preguiçosos de mente darem dislike a vontade…

        Like ou dislike é a preguiça da argumentação….diante da ausencia de conteudo, não argumentam…apertam botão….daqui 30 anos alguma semente germina ao menos por ler aqueles que trazem relatos e material…

      • Liga pra isso não Fernando, são apenas um punhado de desocupados atrás de atenção. Saiba que seus posts são sempre apreciados pela maioria do pessoal aqui, pois num mar de baboseiras nos comentários, você sempre tem algo com conteúdo para compartilhar.

      • Fermando EMB, eu me lembro desse incidente. Boa postagem. Não se preocupe aqui na trilogia com like, inclusive tem muitos robôs que fazem isso. não se preocupe com isso.

      • Esquenta não Fernando.
        Provavelmente fazem parte daquela percentagem dos que leem, mas não conseguem compreender um texto.
        A gente aprende a conviver (e ignorar) esse tipo.

      • comentários como os seus, assim como de outros participantes, vindos de fontes diferentes convergem para tornar a matéria muito mais interessante.

    • Caso semelhante daquele F-106 que estava num parafuso chato, o piloto ejetou e a força da ejeção foi suficiente para tirá-lo do parafuso. A aeronave então pousou sozinha num campo e ficou com o motor ligado até acabar o combustível. Foi reparado e voou por muitos anos até retirada de serviço e agora está num museu lá nos EUA.

    • Fernando o mesmo aconteceu com um F-5FM da FAB há uns 2 ou 3 ano, nas proximidades de Santa Cruz. Os 2 tripulantes ejetarem e a aeronave planou e “pousou” sozinha em um campo/plantação. Teve danos no radome/radar. Se procurar, vai achar imagens da aeronave no hangar, já sobre os trens de pouso. Aparentemente os danos não foram extensos e última informação que tive é que se encontrá no PAMA-SP.

    • As vezes é só o celular… Na “corrida” da página, o dedo esbarra nos votos e a pessoa não se dá conta. Vamos relevar

  8. Boa tarde,
    gostaria de saber o que acontece com o canopy durante a ejeção. No caso do Tucano ele é uma única peça para os dois tripulantes, se um só ejetar o canopy todo vai junto no processo ou só a cobertura do que ejetou?

    • Já existiram caças com canopy independente para os tripulantes, mas é padrão ser apenas um, se um dos tripulantes ejetar o outro fica sem proteção e nesse caso ele tem que reduzir bruscamente a velocidade da aeronave se ele ainda tiver o controle dela.

      Algumas forças aérea, tendem a treinar seus pilotos para esse tipo de situação aonde apenas um se ejeta e outro tem que pousar a aeronave, o melhor a fazer nessa situação é começar um vôo invertido por alguns segundos para evitar que fique detritos na aeronave que venha a atingir o tripulante desprotegido, em seguida fazer um vôo “lento” até o pouso.

  9. Olá Colegas. Espero um dia ter a permissão para ser “saco” de um caça da FAB. Prometo me comportar. Aliás, até em viagens de ônibus interestadual os passageiros recebem uma instrução básica de como agir em caso de emergência. Será que o “saco” não prestou atenção? Será que ele “pensou” ter ouvido o piloto anunciar a emergência e mandar ele acionar o ejetor! Será que o saco confundiu uma piada com uma ordem de emergência? Será que o “saco” puxou a “cordinha” por engano? Será que o saco sabia para que servia a “cordinha”? Será que o “saco” não recebeu instrução alguma?

    • Para ser “saco”, tem que ser puxa saco (de quem tem O saco para liberar um panorâmico a vários Gs).
      Piloto deve ter dito, ma tu é um baita dum puxa saco mesmo.
      Saco pensou: puxa!? PUXA!
      E deu no que deu…
      Vamos rir já que ninguém se machucou (só o nosso Tucano).

    • Já fui “saco” em voos de Xavante… Em dois ou três voos. Foi uma das melhores experiências da minha vida… muitas acrobacias, manobras… Muito legal. Eram voos de teste, então faziam de tudo com a aeronave.
      Na verdade não que eu fosse bem um “saco”… Aproveitavam e me colocaram para checar as indicações dos instrumentos do posto traseiro. O piloto cantava o instrumento e eu respondia a leitura.
      Puxei muitos “Gs” nesses voos. E tive ainda mais respeito pelos pilotos de combate.

    • Caro Camargoer, cuidado em fazer questionamentos aqui. O pessoal é muito polarizado, não gostam que realizamos questionamentos. Não gostam de avaliar os dois lados para formular opinião. As defesas aqui são as cegas, defendem sem terem conhecimento de causa. Abraço.

  10. Eu pensava que quando um dos tripulantes acionava a ejeção os dois eram ejetados automaticamente.
    Neste caso foi bom não ser assim.
    Mas fico pensando em caso de estilhaços de um míssil ou até mesmo impacto com aves que pode causar a queda da aeronave, se um dos ocupantes ficar desacordado so o outro ejeta ou existe a opção de o ocupante poder ejetar o companheiro?
    Alguém sabe sobre esse assunto?

  11. Uma vez li que na Feira de Le Bourget na França uma pessoa responsável pela limpeza do T-27 no stand interno da EMBRAER acionou inadvertidamente o assento ejetável e foi projetado contra o teto da cobertura do centro de exposições falecendo. Se alguém souber mais detalhes fique a vontade…

      • Este mecanismo do os pinos de segurança. Assim que o piloto se prende ao assento os pinos daí removidos, e assim que o piloto estiver pronto para soltar os assuntos os pinos são recolocados.
        Era assim no Xavante…
        Hoje a maioria dos assentos é zero-zero…. Ou seja, conseguem completar o ciclo de ejeção com a aeronave no solo, parada.

        • Dizem que no fim dos anos 70 ou início dos 80 um oficial teria tentado ejetar de um F-103 em pane e que não conseguiu porque a equipe de solo não havia retirado os pinos. Alguém sabe se realmente aconteceu?

      • E existe nonato. De fato toda aeronave dessas possui pinos que impedem o acionamento da ejeção. Tais pinos só devem ser retirados quando a aeronave está pronta para o voo e com o piloto já amarrado no assento.

        Infelizmente acidentes assim acontecem e não são exclusividade da FAB. Já li relatos disso acontecendo na USAF, por exemplo.

    • Houve realmente a ejeção acidental de um mecânico da Embraer numa Feira de Le Bourget… Foi um acidente horrível e lamentável.

  12. Segundo o site da Martin Baker, um assento ejetável custa entre 100 e 200 mil libras esterlinas.
    Fora o novo canopy e o reparo de aviônicos, estrutura do avião, etc.
    A conta será salgada.

    • Só o assento custa 1 milhão de reais. Mais alguns mostradores , o canopi, etc….deve passar dos 2 milhões de reais para colocar a aeronave em condições novamente.

    • Dinheiro muito bem empregado, a vida de um piloto ou mecânico não tem preço, mas se alguém quiser fazer cálculos, a formação de um piloto de combate custa muito mais que 200 mil libras.

  13. Moro bem próximo ao ocorrido, na verdade quem estava de co-piloto é um soldado, e que após uma manobra do piloto o mesmo ficou assustado e acionou o banco ejector, foi hospitalizado teve uma leve luxação na perna direta.

  14. Imagina a cena: piloto puxando G pra lá do Deus me livre, o caboco atrás implorando pra acabar e pensando “onde fui amarrar minha égua?!”, até que num golpe de vista ele se assusta e, como já se estava segurando sem perceber no dispositivo de acionamento do Martin Baker, puff… voou, voou!

  15. A Martin Baker possui um programa de valorização do pilotos ejetados, se você é um sobrevivente, ganhará uma poltrona feita com assento real, entre outros brindes. Fica a pergunta: se o ejetado foi um soldado voando de “saco” ele vai receber o brinde :D! Tomara que sim! Vai ter uma história para ser contada por várias gerações da família.

  16. Que interessante o rumo da discussão… antes de se ocupar da questão técnica há vários leitores sugerindo que “se fosse na iniciativa privada já teriam sido demitidos”, e com ironias sobre a qualidade dos servidores públicos…
    … provavelmente, com base nos comentários, estão fazendo propaganda a favor de privatizar as forças armadas. Tornar a defesa aérea brasileira uma empresa particular.

    Até onde chega a falta de noção dos bolsominios…
    … Brasil acima de tudo, desde que seja em submissão a Tio Sam e com tudo privatizado para engordar os lucros dos banqueiros. Muito patriótico…

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