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Morre projetista-chefe do Su-34

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O projetista-chefe do projeto do caça-bombardeiro Su-34 faleceu nesta quinta-feira (27/2) aos 84 anos de vida, segundo fontes da agência de notícias russa TASS. Rolland Gurgenovich Martirosov trabalhou no Bureau de Projetos Sukhoi desde 1959. Dentre outros projetos, ele participou dos programas das aeronaves Su-7BKL, Su-15, Su-24 e Su-27.

Em 1991, Martirosov liderou o a equipe de desenvolvimento do caça-bombardeiro Su-34. Foi sob sua liderança que as principais soluções técnicas foram implementadas, graças às quais a aeronave não apenas atendeu a todos os requisitos das forças armadas russas, mas também estabeleceu sete recordes mundiais.

Em 2016, Rolland Martirosov recebeu a Ordem de Alexander Nevsky e, em 2017, recebeu o título de Herói do Trabalho.

34 COMMENTS

    • Na verdade estão indo embora todos os grandes. Geração que inovava, metia a mão e testava na prática. A geração atual e mais integração de produtos acabados e simulações de computador.
      Evolução.

      • Como costumo falar, hoje em dia é tudo mais fácil do que era há 50 anos (imagine a trabalheira para fazer o SR 71 na década de 1960), e o pessoal ainda fica colocando dificuldades.
        10, 15 anos para desenvolver um avião.
        Veja o caso do gripen ng, uma mera evolução do gripen C.

        • Para variar, até concordo consigo nonato.
          No passado, projectos de desenvolvimento custavam menos e entregavam uma aeronave funcional. Hoje, não ah programa que não fure orçamentos, entregando por vezes um equipamento incompleto e/ou fora do prazo estabelecido.
          Por outro lado, o contexto do mundo actual também é diferente.

        • Desculpe Nonato, concordo com quase tudo o que falou mas de modo algum concordo com a afirmação de que o Gripen NG é uma simples evolução do Gripen em versões anteriores. O Gripen E/F evoluiu muito ficando apenas parecido com os outros, não digo idêntico pois está ligeiramente maior por carregar mais combustível. A suite eletrônica mudou completamente, a aviônica e o cockipit, o radar, os sensores e equipamentos de guerra eletrônica e até o motor. Eu vi pessoas arriscando em afirmar que a mudança entre as versões do gripen para o NG é maior que a mudança do F/A-18 A/B Hornet para o F/A-18 Super Hornet.

          • Leandro, maior ou menor, o Gripen NG é de facto uma versão mais moderna que a anterior.
            Repare, pouca ou nenhuma plataforma deixou de passar pelo mesmo. O melhor exemplo é o F16, cujas modernizaçoes e versões parecem mesmo ser infinitas após tantos anos de produção e em tamanha quantidade.
            Só dentro do chamado F16A, temos 6 evoluções e, apenas contando com estas, também já poderíamos dizer que, no seu devido tempo, o F16 A Block 15 OCU já era “uma aeronave completamente diferente”, que, tal como o Gripen NG hoje, também recebeu, e vou citar o senhor, se me permitir, uma “suite eletrônica (que) mudou completamente, a aviônica e o cockipit, o radar, os sensores e equipamentos de guerra eletrônica e até o motor”.
            Em 1990, alguém diria que o OCU era uma aeronave completamente nova se comparado com o F16 Block 1, com novo motor, integração de novas armas e actualização aviónica, novo radar, etc…

            Repare que não digo isto para denegrir o Gripen, é sabido que é uma aeronave modernissima, aliás, a própria versão C/D é já bastante respeitável.

  1. Interessante notar que até a década de 1980, MiG era sinônimo de caça soviético/russo. Em conflitos qualquer caça soviético era um “MiG”, mesmo se fosse um Sukhoi.

    Mas na década de 1970 o bureou Sukhoi simplesmente atropelou a Mikoyan-Gurevich. Os Su-24, 35 e 27 se transformaram na espinha dorsal da força aérea russa. Hoje a rival praticamente está lutando para sobreviver, enquanto a Sukhoi possui praticamente um monopólio na exportação de aeronaves de combate de origem Russa.

    • Clésio, creio que o grande divisor de águas para o bureau Sukhoi foi o Su-24 Fencer, concorda?
      Dali em diante, especialmente com a família Su-27 e suas variantes, colocou a MIG no papel de uma quase coadjuvante.
      Sds.

      • MBP77 talvez não. A Sukhoi já era um bureou de prestígio em projeto de aeronaves supersônicas, apenas não tinha o volume de produção da Mikoyan.

        Do ponto de vista ocidental, o Su-24 e Su-25 eram copias pioradas do F-111 e A-10, respectivamente. Pessoalmente as acho muito competentes.

        Mas o Su-27 foi algo que, pelo menos para mim, simplesmente virou a mesa do jogo. Caças europeus no final da Segunda Guerra já estavam ficando para trás dos americanos em todos os quesitos. Caças soviéticos eram considerados aeronave leves descartáveis.

        Após o surgimento do F-15, a USAF batia no peito para dizer que possuía o melhor caça do mundo. Mais rápido, mais ágil, maior alcance, melhor armado, melhor equipado eletronicamente. Com exceção da USN e seu F-14, não tinha quem discutisse. Os soviéticos com o MiG-25 não podiam competir de igual para igual, era uma aeronave muito especializada.

        Já o Su-27 como caça era simplesmente um F-15 melhor. Era mais armado, possuía maior alcance prático, era mais ágil. Há quem declare possuir eletrônica inferior. Mas é inegável que, após a dissolução da URSS, os ocidentais estavam preocupados com o caça errado. O MiG-29 chamava a atenção da mídia por causa do nome, mas era o Su-27 que iria invadir a Europa Ocidental. Era praticamente um caça de filosofia americana operando no inimigo. Grande, potente, pesadamente armado, longo alcance, capaz de enfrentar de igual para igual qualquer coisa que a OTAN colocasse na frente dele. Fizeram um típico caça americano melhor que os americanos.

    • Reparem na história dos dois birôs. A MiG sempre se preocupou com caças táticos e de menor alcance. Já o histórico da Sukhoi está relacionado a interceptadores de longo alcance.

      • Esqueceu do MiG-25 e principalmente do MiG-31.

        O Su-27 entrega mais que o MiG-29 pelo fato de ser maior, um caça pesado. Da mesma maneira o F-15 entrega mais que o F-16.
        Porém devido ao alto custo dos caças ocidentais, a maioria dos países optaram pelo F-16 que se tornou o maior sucesso de vendas.
        No caso dos caças russos, após o fim da URSS a Rússia teve que reduzir o número de caças e por ser o maior país do mundo em extensão territorial, preferiu caças pesados como os Su-27 e suas variações Su-30, Su-35, Su-34…

        Como os caças russos são bem mais baratos que os caças ocidentais, vários outros países também puderam adquirir caças da família Flanker em vez do MiG-29.
        Isso fez aumentar Muito as vendas da Sukhoi e afetou a MiG.

        Mas o caça mais formidável da década de 80 e que continua até hoje imbatível em vários quesitos, inclusive é o caça que a Rússia possui em Maior número, é o MiG-31.

        Para mim, o melhor caça de Combate aéreo BVR até hoje com R-33 e R-40.
        O melhor caça de Combate contra AEW, aeronaves patrulha, multiplicadores de força e Bombardeiros com o míssil R-37.
        E provavelmente o melhor caça para combater navios, armado agora com o Kh-47M2 Kinzhal.

    • Talvez essa mudança de status entre os bureaus MiG e Sukhoi tenha relação com as mudanças políticas havidas a partir da dissolução da URSS.

      • Acho que não. Embora o MiG-29 e MiG-31 estivessem já na mira dos observadores ocidentais, a Sukhoi já estava ficando cada vez mais relevante no final dos anos 70.

  2. O Su-34 deveria ser incorporado às nossas forças armadas, me parece ser um vetor impressionante de ataque, pela sua capacidade de carga superior. Põe uma eletrônica top de linha, junta com brahmos ou algum outro míssil de cruzeiro de longo alcance, e teríamos disparada a melhor força de ataque da América do Sul.

    Quem discordar é clubista….

    • Eu penso assim também, Defensor da Liberdade. Para a nossa aviação naval caberia como uma luva, sem Carrier é claro. O Fullback patrulhando a nossa costa seria a excelência.

    • O Su-34 é uma aeronave fantástica e isso é totalmente inegável. Suas capacidades são incríveis e seu potencial como aeronave de interdição naval é também. Mas eu não acho que deveriam ser incorporados às nossas FFAA. Só por eu achar que alguma aeronave é incrível, não significa que incorporá-la seja uma boa idéia.

      Temos que incorporar o que podemos operar e manter e certamente não podemos manter um Su-34. Assim como não podemos manter um F-15, nem provavelmente um Super Hornet, nem muito menos um Su-35, MiG-35, F-35, etc. Vamos poder manter os Gripen ele já está de bom tamanho. Existe toda uma questão de custo operacional, conversão operacional, logística (não apenas em relação à peças sobressalentes, mas também relativa à armamento, etc.)

      Então quem discordar não é que seja clubista. É que podem abordar o assunto de forma que não pareça um Super Trunfo.

  3. Ele morre e o avião seguirá um bom tempo na ativa.
    Capaz de toda a equipe de desenvolvimento do B-52 já ter morrido e o bombardeiro segue na ativa, isso sim pode se chamar de legado duradouro.

  4. Boa noite amigos, desculpem a falta de conhecimento, mas alguém poderia me informar quais são os sete recordes mundiais que o SU-34 Fullback estabeleceu? Eu não achei na internet e gostaria muito de saber, desde já, muito obrigado

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