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45 anos do F-5 na Força Aérea Brasileira

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Caça ultrapassou a marca de 285 mil horas de voo na FAB

O Northrop F-5E Tiger II foi o segundo caça supersônico da FAB, o Mirage IIIEBR foi o primeiro.

Em outubro de 1974, durante o governo Geisel, a FAB encomendou à Northrop 42 caças F-5 (36 do modelo E, Tiger II e 6 do modelo B), ao preço na época de 72 milhões de dólares.

Em 28.2.1975 teve início, em Palmdale, a “Operação Tigre”, o traslado dos primeiros F-5 da FAB para o Brasil.

Em 12.3.75 chegaram os 3 primeiros F-5 ao Brasil, do modelo B, biplace de treinamento, na Base Aérea do Galeão.

Em 3.10.1975 chegaram à Base Aérea de Santa Cruz os 6 primeiros F-5E, que já estavam no Brasil, mas em Anápolis, aguardando o término das obras na pista da BASC.

Em 22.4.1976 atiraram pela primeima vez, oficialmente, contra alvos no solo, no aniversário do 1o. Grupo de Aviação de Caça.

O primeiro reabastecimento em voo ocorreu (e 1º no Brasil) ocorreu em 4.5.1976, por um C-130 da FAB.

Alguns dos F-5E foram entregues com plataformas de navegação inercial.

F-5B 4802 1º GpAvCa, SC, 22 abr 90 – Foto: Camazano

Vida operacional

Ao longo desses 45 anos, o F-5 participou de diversas missões para a segurança do País, a exemplo da Guerra das Malvinas, quando um bombardeiro inglês Vulcan foi interceptado quando se dirigia ao Rio de Janeiro em emergência.

Já na Copa do Mundo, em 2014, as aeronaves também foram utilizadas para a defesa do espaço aéreo e de pontos estratégicos nas cidades-sede.

Com a aposentadoria dos Mirage, em 2013, o F-5 passou a ser a principal aeronave para defesa aérea do espaço aéreo brasileiro. Para isso, os F-5 passaram por um processo de modernização, com início em 2006 e conclusão em 2013, que incluiu a troca do radar, dos sistemas de bordo e dos armamentos. A aeronave conta hoje com equipamentos como um sensor de mira acoplado ao capacete, que pode ser utilizado para guiar os mísseis com o movimento da cabeça do piloto.

Hoje, modernizados, os F-5 integram quatro esquadrões da FAB: o Pampa (1°/14° GAV), sediado em Canoas (RS); o Pacau (1°/4° GAV), sediado em Manaus (AM); o 1° Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), sediado em Santa Cruz (RJ) e o 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), sediado em Anápolis (GO).

F-5EM da FAB modernizado, com mísseis Rafael Python 4 para combate aproximado (WVR) e Derby, para engajamentos além do alcance visual (BVR)

142 COMMENTS

    • Apenas a título de curiosidade. Imaginemos que desse uma louca no comando da FAB e decidissem que a frota de combate do Brasil seria formada só por F5. Para isso, o Brasil compraria TODOS os F5 ainda em uso no mundo para modernizá-los e empregá-los operacionalmente. Quantos F5 teríamos (estimativa, claro)?

    • Em 2018 haviam 403 ativos, sendo o 10° em quantidade de aeronave de combate, com cerca de 3% do total;
      Barein, Botsuana, Brasil, Chile, Honduras (ja deve ter aposentado), Indonésia, México (já deve ter aposentado), Marrocos, Kenia, Irã, Suíca, Coréia do Sul, Espanha, Tailandia, Tunísia, Turquia, EUA, Iemem. Flight Global 2018

        • Chile, Marrocos e Jordânia tem F-16
          Suíça tem F-18
          Irã tem F-14 e F-4
          Etiópia tem SU-27
          Malásia tem SU-30, MIG-29 e F-18
          Sudão tem MIG-29, SU-24 e SU-25

          Alguns países usam o F-5 apenas como treinadores, como os USA.

          Quem tem o F-5 como principal caça de combate:
          Brasil, Botswana, Honduras, Kenia, México e Tunísia.

      • Mas, o F-5 nunca foi pensado ou teve pretensão de ser um caça top. Foi feito para set barato de adquirir, operar e manter. E foi muito além do que seus projetistas idealizaram, sendo modernizado e atualizado em praticamente todos os países operadores. Bem mantido, e usado de maneira a potencializar seus pontos fortes, é um adversário a ser respeitado. Só quem não entende nada do assunto ou tem preconceito contra o modelo, o desdenha. Dificilmente um outro caça da FAB terá uma história tão rica, seja em missões, utilizações, perrengues e causos, como o F-5.

    • Complementando, conforme publicação do site Flight Global de 2018:
      Barein: 12; Botsuana: 13; Brasil: 45; Chile: 11; Honduras: 4 (provavelmente já foram p reserva); Indonésia: 9; México: 3 (também deve ter dado baixa do serviço ativo); Marrocos: 26; Kenia: 22; Irã: 48 (inclui a versão local); Suiça: 36; Coreia do Sul: 194; Espanha: 19; Tailandia: 34; Tunisia: 15; Turquia: 24; Estados Unidos: 13 Marines, 29 Navy mais 501 T-38 (origem do F5); Yemen 13.
      Posso ter cometido algum engano ao ler a publicação ou digitar, mas é basicamente isso ai.
      Recomento entrar no site, cadastrar e baixar o pdf, para quem gosta, é muito bom.
      Eu baixo os pdf e ainda encaderno!
      A poucos anos haviam Migs 17 e 19 constando ativos na Africa!
      A publicação é anual.
      Bom fds a Todos!
      Salute from Brazil!

      • Só uma pequena correção: Na FAB, são 43 F-5EM e 5 F-5FM (pois o 4811 foi perdido em acidente em Santa Cruz e o 4806, mesmo “pousando” sozinho,; tb em Santa Cruz, até onde sei não foi desativado, estando no PAMA-SP).

  1. “Hoje, modernizados, os F-5 integram quatro esquadrões da FAB: o Pampa, sediado em Canoas (RS); o Pacau, sediado em Manaus (AM); o Jambock e o Pif Paf, sediados em Santa Cruz (RJ).”

    E o GDA em Anápolis? Não conta? hehehe

  2. Embora muitos ignorantes façam chacota dessa aeronave, eu considero-a um dos mais revolucionários projetos de caça.

    Feito para quebrar a tendencia de aumento de tamanho, peso, complexidade e custo das novas aeronaves durante a década de 1950, é um fantástico exemplo do que a boa engenharia é capaz de alcançar:

    – Por exemplo, é um dos raríssimos caças com peso máximo de decolagem duas vezes e meia a do seu peso vazio;

    – Primeiro caça a empregar “LERX” como recurso de aumento de sustentação, simplificando sobremaneira o projeto das asas e ainda reduzindo peso e arrasto;

    – Sua motor turbojato (GE J85-21) possui relação peso/potência de 7,5:1, só encontrada na época no caríssimo PW F100 que equipava o F-15 e F-16;

    – A despeito de ser um caça de exportação de baixo custo, acabou atingindo uma relação de abates/perdas de 1:1 em exercícios contra os então novíssimos F-14 e F-15 na década de 1970, o que levou a urgente necessidade de substituir o Sparrow pelo AMRAAM;

    – Um dos poucos caças que possui o MiG-25 na lista de oponentes abatidos, obtido no conflito Irã-Iraque;

    Eu poderia escrever muito mais, mas para o texto não ficar longo demais vou parar por aqui.

    • Clésio, acho que a chacota que você mencionou não decorre da aeronave em si, mas do fato de ser o único vetor supersônico em operação na FAB, em quantidade reduzidíssima para a relevância do país, e mal armada.
      Além disso, uma aeronave com 45 anos de uso pode ter muitos méritos, mas está evidentemente obsoleta.

    • Clésio, tomara que os brigadeiros da FAB não leiam o seu comentário, ou corremos o risco de ficarmos outros 45 anos com ele.
      Um caça barato para países do 3o mundo com carga de armas pequena e curto alcance.

      Para países bem pequenos e pobres, serviu muito bem na década de 60, 70 e 80.
      Para países medianos serviu bem como caça de Segunda Linha, para ser o Low de um High/Low mix. Principalmente para países pequenos, e ou com conflitos próximos. Como um caça de defesa de ponto de curto alcance para combates WVR. E barato para ser adquirido em grande quantidade.

      Para um país grande, de dimensões continentais, eu não teria comprado nunca. Nem para ser o caça de 2a linha.
      Para uma potência militar, na década de 60 ele é tinham o F-4 muito superior. E nas décadas seguintes os F-16, F-15, F-18, etc.

      F-5 em um país continental, na quantidade ridícula de menos de 50 aeronaves, e sendo o caça de 1a linha, sem nenhum outro modelo fazendo mix e tudo isso na segunda década do século 21, é uma Vergonha Incomensurável para a FAB e para o Brasil.

      Acordem, na década de 60 do Século Passado o F-5 já era Segunda Linha. Nasceu para ser Segunda Linha.
      Em 2020 é piada de mal gosto.

      Ainda que a modernização foi exitosa e trouxe a eletrônica embarcada para os anos 2000, com isso mantendo o F-5 perigoso contra aeronaves mais antigas e desatualizadas, mas o porte do caça, a potência, a carga de armas, é tudo abaixo do mínimo para um caça nos dias de hoje.

      • Você criticar os tomadores de decisão e aqueles responsáveis pela grana, tudo bem. O que não se pode falar é do avião em si. Ele entregou, e entrega, tudo aquilo para o que foi projetado e muito mais. Tsnto que há em andamento, programas de modernização e/ou revitalização do modelo em pelo menos 2 países operadores.

    • Bobagem esse comentário, pegue o Spitfire como exemplo e ele também terá um rol de coisas boas e elogios rasgados, mas nem por isso se deve ter spitfire operacional na força aérea de algum país, o passado passou, o F-5 “FOI” um excelente caça, há 40/50 anos, hoje não é mais, acabou, somente forças aéreas miseráveis e mixurucas contam com ele atualmente, fico imaginando como riem da gente lá fora, é uma situação vexatória, ninguém deve se iludir a esse respeito.

    • excelente comentário Clésio, as pessoas se esquecem que o F-5 é um caça de terceira geração feito há décadas passadas e acabam querendo compará-los a vetores mais modernos de quarta geração ou que tiveram versões atualizadas pelos fabricantes. Vale lembrar que os F-5 brasileiros fizeram bonito em combate simulado contra os F/A-18 Super Hornet da USNavy

  3. Na época não era viável uma produção sob licença para alavancar a industria aeronáutica do país e disponibilizar um número maior de aeronaves mais personalizadas a FAB?

    • Não, infelizmente não era. A EMBRAER ainda estava engatinhando, mesmo que em passos firmes, mas ainda não estávamos nesse nível. Todo esse processo de envolver o desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira com reequipamento da FAB remonta à década de 1950. A tração da indústria aeronáutica Brasileira só conseguiu ganhar tração com o avanço da EMBRAER em adquirir tecnologia através de parcerias (Xavante e AMX, por exemplo) e desenvolver em cima delas alguns projetos de extremo sucesso que acabaram nos levando até o patamar dos dias atuais.

      • A Embraer já estava produzindo o Xavante. Não creio que uma caça simples como o F-5 fosse um salto grande demais.

        E no final das contas com certeza teríamos mais F-5 que Xavante operando na FAB.

    • Eu acho que sim. Na época seria perfeito para isso. Suíça, Coreia do Sul e Taiwan construíram o F-5E/F sob licença.

      Li por aí que a Embraer fabricou uns poucos intens da fuselagem do F-5E, como forma de compensação a compra. Nada demais, até porque o F-5 era uma aeronave de construção simples.

      • A Embraer produziu conjuntos de asas para o F-5 por encomenda da Northrop, quando recebeu tecnologia para produção de estruturas do tipo honeycomb, produziu partes em material composto para a Sikorksy e McDonnell-Douglas, para as quais recebeu tecnologia para a produção desses equipamentos “Made In USA”. Aí, você diz que “os EUA não transferem tecnologias”?

      • Srs. Na opinião de leigo, todas as guerras que já li e estudei, é ganha ( Se é que existe ganhador) através da infraestrutura e logística, e ao que consta, não temos o principal, que seria a defesa anti aérea em locais de suma importância, como FURNAS, Refinarias diversas, produção de aço, extração de minério de ferro, nióbio, redes ferroviárias importantes, industrias diversas, etc. Não fugindo do tema central, posso estar errado, mas se nas montanhas de Minas, interior de São Paulo, Espírito santo, tivéssemos uma segunda camada de similares aos S300, traria um pouco de alívio em se tratando de grandes centros detentores de industrias e matérias primas, consequentemente, poderíamos nos manter com mais um lote dobrado de Gripens e os “Econômicos” F5. Se tiver errado, por favor me corrijam, pois sou somente um professor de história e assíduo estudioso das várias vertentes de um conflito! Att

    • Salvo engano, ambos os esquadrões usam as mesmas aeronaves. Tudo bem que é uma quantidade maior de aeronaves, mas também não adianta deslocar aeronaves para o Acre se não vamos ter a logística de manutenção e operação dessas aeronaves lá. Ao mesmo tempo, se pensarmos em questão de ‘quantidade de possíveis alvos’ à qualquer agressão externa, temos São Paulo e Rio de Janeiro como alvos principais. Claro que isso não vai acontecer, mas em teoria são locais onde teríamos que proteger de qualquer maneira. Então não vejo problema, nem logístico nem estratégico, em se manter dois esquadrões no Rio.

      • Felizmente (bem mais tarde basearam) F5 em Manaus. A pista da Base aérea (1o. Aeroporto da cidade) é curta sendo necessário paraquedas. Por isso usam também o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes que tem uma pista mais longa.

    • O Rio de Janeiro era a capital, Roberto. Em nada tem a ver esse papo de carioca não querer abandonar o Rio. Ainda mais em se tratando de alguma força militar, que integram pessoas de todas as partes do país. O fato é que a logística toda já estava aqui. As bases no Nordeste foram barganhadas com os EUA justamente para se aumentar essa logística, até porque o NE na época era um local estratégico. E os EUA não criaram Parnamirim do nada também. Ali já havia um aeródromo, pequeno, mas que servia como escala para vôos com destino à Europa. Depois de lá eles faziam outra escala nos Açores, se não me engano. O Rio, além de ser a capital, ainda tinha um dos portos mais movimentados do país, e acho que na época era o porto mais importante que tínhamos. Era escala para diversos navios de suprimentos que se juntavam à comboios no Atlântico, bem como escala para reabastecimento de diversos navios de guerra. Então havia sim uma preocupação com a segurança do Rio e esquadrões americanos operaram à partir daqui também. Bom lembrar que o U-99 foi afundado logo aqui na costa do Rio, fora outros tantos submarinos que por aqui passaram.

      Como um país enxerga suas ameaças é que vai ditar o direcionamento de bases. E assim foi. Até a década de 1950 a FAB ainda estava com nariz torcido pelo fato de que a Fuerza Aérea Argentina havia adquirido Avro Lancasters da RAF após a Segunda Guerra Mundial, e essas aeronaves tinham alcance suficiente para atacarem o Rio de Janeiro, por exemplo. Aventou-se até a possibilidade de se comprar alguns B-29 do AMARG para equilibrarem a balança de poder, mas felizmente isso não foi para a frente.

      • Olá Cel.Nery. Acho que houve uma tentativa de mudar a denominação desses dois esquadrões, mas depois os nomes históricos da II Guerra fora retomamos, não e isso?

    • Na verdade,os _ dois” esquadrões ocupam o mesmo espaço físico,as mesmas doutrinas,os mesmos aviões,as mesmas equipes de manutenção,enfim, são um só,sediados na ,antiga,Base Aérea de Santa Cruz ,no 1° grupo de aviação de caça.

    • Será porque no Brasil os militares só querem se fixar nas grandes cidades?
      Na minha opinião o grosso exército deveria estar preferencialmente na região Norte e Centro-Oeste. Nos estados litorâneos bastaria a Marinha.

    • Temos em Anápolis (GO), em Manaus (AM), em Canoas (RS) e em Santa Maria (RS). Não são “interior” o suficiente? Além disso, forças aéreas precisam ser algo dinâmicas, não? O mesmo tipo de crítica fazem quando perguntam “por que a FAB vai concentrar inicialmente todos os Gripen em Anápolis?”. Ora, em caso de necessidade, essas aeronaves podem ser deslocadas para qualquer ponto do país onde se fizerem necessárias…

  4. A foto que abre a matéria foi feita pela Northrop nos EUA quando o F-5 ainda estava em testes. Observem os mísseis nas pontas das asas.

        • Na verdade, temos o primeiro (FAB 4856), o terceiro (FAB 4857) e o quarto (FAB 4858) F-5E de produção em série operando na FAB. o segundo de produção em série foi perdido ainda nos EUA em operação pela USAF bem antes da venda do lote para o Brasil.

  5. Vida longa ao Rei dos Céus no Brasil.

    Parabéns a FAB pelo empenho, disponibilidade, manutenção e otimização desse BRAVO GUERREIRO e todos que suportam a sua operação.

  6. Pra mim o caça mais importante da história da FAB. O melhor ainda é o Mirage III, ao menos até a chegada dos Gripen. Isso considerando a época em que ambos atuaram.

  7. Meu Deus, F5 já foi gente, voar em F5 a nível de defesa Aérea é a mesma coisa que andar de tamanco em ruas de paralelepípedos ladeira a baixo. Fui, já deu.

  8. Um projeto de sucesso.

    Repetindo a frase para melhor defini-lo:

    – A V I Ã O B O M, É A V I Ã O Q U E V O A !

    Esta é uma frase irmã daquele mantra que tantos citam, não basta ter, tem de operar.

    Numa peneira de dificuldades e carência de estruturas ou orçamento, é o projeto que mais voou e foi capaz de voar nos céus do mundo e principalmente Brasil!!

    Existiram melhores no combate ar-ar, mas vejam…enquanto o M-III e M-2000 tiveram de parar de voar, lá esteve o velho F-5 voando…

  9. Pessoal, vou fazer a pergunta aqui para não poluir o “Forte”, com o advento dos drones e vants, será cadê vez menor o uso de caças e aviões bombardeiros? Acho que sim, vide o uso empregado hoje na Síria.

    • Pedro, só o tempo dirá, mas acredito que não muda muita coisa para caças e bombardeiros. Quando se precisa de caças, drones não dão conta. Quando se precisa de bombardeiros, drones também não dão conta. O que pode diminuir é o uso de algumas plataformas tripuladas geralmente usadas para ISR e ataque à alvos de oportunidade em ambientes operacionais permissivos. Ou seja, aonde antes normalmente não havia qualquer aeronave, ou poucas aeronaves, hoje em dia temos a possibilidade de se utilizar drones para isso.

      Então, acho que o que vai ser mais usado é o espaço aéreo em si, com o advento de novas ferramentas que complementam as que já existem hoje em dia. A médio/longo prazo pode ser que aconteça alguma substituição, mas ainda assim a segurança de comunicações entre o controle e o drone é algo ainda incerto para que se possa afirmar com certeza que as aeronaves deixarão de ser tripuladas dentro de qualquer horizonte de tempo previsível.

          • Pedro, você ficaria surpreso em saber quantos pilotos da FAB atualmente são gamers. Claro que não serão gamers profissionais, mas muito dos que conheci são gamers hardcore. Mas não, o perfil do profissional não muda tanto só porque ele pode estar pilotando um drone.

            E não, eu não tinha entendido o que você tinha dito.

    • Ocuparão cada vez mais espaço, mas não acredito em substituição nos proximos 30-40 anos..

      Num BVR, é essencial ter:

      a) velocidade supersonica, pois um mesmo missil lançado a mach 1.6 a 2.0 tem um alcance extremamente maior do que lançado a 800 km/hora

      b) Alcance, pois é implicita a capacidade de interceptação a longa distancia afim de manter o adversario o mais longe possivel do objetivo a ser defendido. Então, da´-lhe capacidade de combustivel.

      c) Consciencia situacional e capacidade de migrar do BVR para WVR. Dá-lhe um senhor radar e sensores, lembrando que a visão espacial do piloto no wvr ainda está muito longe de ser batida por um drone.

      Então, voce percebe que tem de somar um motorzão+radarzão+ Sistemão….noves fora, o piloto e seu espaço ocupado não necessariamente mesmo quando este ponto for atingido, será o fator de maior custo nesta balança .

      ainda haverá um tempo enorme de desenvolvimento similares ao que vemos hoje, de UCAVs e UAVs que poderão fazer determinadas missões especificas, mas não todas a que um piloto faz….e no final, pode ate ser que um UCAV fique tão grande e ate mais caro que um caça de ponta…acho que quando isto ocorrer, o combate aereo talvez já não seja nesta forma como conhecemos e ai tudo mudo de novo….

  10. Com base nesta última e belíssima foto do F-5 com 4 mísseis para combate(superioridade aérea) aéreo eu digo que somado ao E-99(ainda mais agora sendo modernizado) não teria chances pros Su-30 do Maduro não viu,com a chegada dos Grifos eu nem comento mais este super trunfo!!!

  11. Mesmo que venha um segundo lote de Gripens, tenho a nítida impressão de que a FAB manterá os F-5 voando, talvez até por meio de modernização, ainda por uns bons 20 anos.

  12. Um pouco de lenha na fogueira, que aliás já tá virando cinzas com a proximidade do gripen, mas vamos lá…Na época nos anos 70 a FAB estudava as seguintes aeronaves

    Douglas A-4F Skyhawk; Aermacchi MB.326K; Harrier Mk.50 (versão de exportação do Harrier GR.1); FIAT G.91Y; SEPECAT Jaguar e se não me falha memória o English Electric Lightning.

    Considerando os aviões acima caso um deles fosse escolhido ao invés do F-5, o A-4 e o Jaguar até que não seria má escolha.

    • O Lightining chegou a ser negociado com os ingleses,num esquema que envolvia a troca por algodão. Mas foi cancelado e depois disso a FAB comprou o Mirage lll.

    • Só para você pensar e para comparar: de todos os modelos citados, qusntos ainda operam mundo afora? E aqueles que ainda operam, tem quantas unidades em operação? Imagina o Brasil com Lightning! Já foram aposentados há décadas no Reino Unido. A-4 só na Argentina (pouquíssimos) e na MB (menos ainda). Jaguar eu acho que só restam na Índia.

        • Olá Carvalho. Os EUA negaram a venda de caças supersonicos para a FAB. Quando o Brasil comprou os MirageIII eles cederam o F5. Caso contrário, a FAB poderia ter adquirido outros dois ou três esquadrões de Mirage III EBR

    • Depende da combinação.

      Veja que o F5 era o complemento dos Mach 2 Mirage III. Eram focados para o combate aereo. Aqui quem fazia o papel do faz tudo A4 era o Xavante…entao, a Fab adotava um perfil de 16 Mirage III como superioridade aerea, 36 F5E para combate aereo e 126 xavantes para o ataque…

      Da sua lista, so o Jaguar faria o mesmo papel do F5 satisfatoriamente, mas a cadeia produtiva de um e outro era incomparável a epoca.

  13. Caça fenomenal pelo preço, disponibilidade, simplicidade, que se adaptou às mudanças do tempo e ainda é nossa espinha dorsal de defesa.
    Por mais obsoleto que esteja, creio que é o tipo de aeronave polivalente a qual podemos operar de verdade. Tivéssemos uma mentalidade mais desenvolvida poderíamos ter evoluído este caça e construído outro de baixo preço para complementar uma aviação de primeira linha.
    A fab nunca mais terá a quantidade de caças como foi o conjunto de mirages III, f-5 e a1. Caças modernos como o gripen não cabem no nosso bolso até uma quantidade crítica, que imagino ser o de 36 aeronaves que iremos adquirir. Talvez fosse interessante procurarmos um avião de menor capacidade, mais barato para complementarmos o gripen. Algo como f-50, t-7 ou somente aceitarmos que a aviação de caça irá se reduzir ao mínimo.

    • Acho que teremos que aceitar a redução. A FAB vai ter que investir o que puder no Gripen, desviar recursos para outro projeto será difícil. É o tudo que puder ainda representará 36 Gripen mais alguns a conta gotas, está tudo muito caro. Por isso, melhor não acelerar a aposentadoria dos F5.

  14. Tenho boas lembranças do F5. Lembro de quando menor, vê-los passando sobre o Rio Grande na altura de Itutinga/MG, vindos provavelmente de Barbacena/MG.

    Era fenomenal, escutava o barulho e já corria pra janela, eram frames de segundos, sua visualização, passavam baixíssimos. Infelizmente o tempo passou.

    Espero poder conhecer os novos Gripens, e mostrá-los aos meus filhos. Talvez para tentar fazer com que eles tenham o mesmo amor pelos Gripens que eu tive pelos F5’s.

    saudações

    • Essa é fácil:
      – 6 F-5B novos de fábrica, recebidos em 1975. 1 perdido em acidente e os 5 restantes foram desativados no final da década de 1990. Matrículas 4800 a 4805
      – 36 F-5E novos de fábrica recebidos em 1975/76. 13 perdidos em acidentes até hoje. Os outros 23 foram modernizados. Matrículas 4820 a 4855.
      – 4 F-5F recebidos de 2a mão da USAF em 1989. 1 perdido em acidente. 3 modernizados. Matrículas 4806 a 4809.
      – 22 F-5E recebidos de 2a mão da USAF em 1989/90. 2 perdidos em acidentes. 20 modernizados. Matrículas 4856 a 4877.
      – 3 F-5F ex-Jordânia. 3 modetnizados. 1 perdido em acidente. Matrículas 4810 a 4812.
      – 8 F-5E ex-Jordânia. Nenhum foi modernizado e nem entrou em serviço. Seus equipamentos, peças, osbressalentes, etc foram retirados para servir de suprimento aos F-5 operacionais. Algumas células “ocas” foram transformadas em monumentos. Matrículas 4878 a 4885.
      Então foram recebidos, dos modelos B, E e F, um total de 79 F-5.

  15. O F-5 é lindo e cumpriu seu papel, mas realmente já passou da hora de ser substituído… pouca capacidade de carga de mísseis ar-ar, pouca autonomia e certamente a idade já pesa, acho lamentável ver que até agora só temos a encomenda de 1 lote de gripen. Se não tem $$ para comprar mais dois lotes para substituir as baixas doando mirage e dos F-5 então aproveita a camaradagem aí com o trump e compra uns F-15E usados armazenados no deserto para substituir a lacuna dos mirage e aumenta um pouco a encomenda dos gripen para garantir a substituição de todos pan F-5

    • O segundo lote de Gripen virá. Pode ter certeza disso. Tanto que oi comandante da FAB e o Ministro da Defesa confirmaram isso na apresentação do primeiro F-39E da FAB, em setembro de 2019. Acredito que a encomenda deste lote saia antes do final do atual mandato de Jair Bolsonaro.

  16. Ainda acho que o F-5 tem um lugar válido para missões em tempo de paz como exercícios e alerta aéreo, dada a estabilidade de nossa região.
    Li alhures que sua hora de voo custa US$ 7000,00, valor irrisório frente a suas capacidades. Tenho dúvidas se o F-39, mesmo mais capaz, vai ficar abaixo de US$ 10.000,00 como dizem.
    A Celma cuida do motor, a Embraer da fuselagem e aviônicos. Temos certa independência para operá-lo. Pode servir até 2035. O P-40 ficou em ordem se batalha na FAB até 1953.
    E o F-5 tem seus “sucessores espirituais” como os FA-50, JF-17 e talvez o Tejas.

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