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Airbus oferta Eurofighter Tranche 3 à Colômbia

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Caças Eurofighter Typhoon da Espanha

A Airbus Defense & Space (DS) ofereceu formalmente o avião de combate Eurofighter Typhoon à Força Aérea Colombiana (Fuerza Aérea Colombiana: FAC) para substituir sua velha frota de Kfirs das Indústrias Aeroespaciais Israelenses (IAI).

Iván Gonzalez, chefe de campanhas de aeronaves de combate do Airbus Group, disse ao Jane’s em 20 de fevereiro que a empresa ofereceu 15 aeronaves Tranche 3 (12 monopostos e três bipostos) para a Colômbia.

Segundo Gonzalez, o Eurofighter seria a melhor opção para a Colômbia por várias razões: “O país precisa de um caça multirole avançado e o Eurofighter é a aeronave que melhor atende a esse requisito. Além disso, o Eurofighter possui uma superioridade ar-ar inigualável diante dos outros concorrentes, bem como superioridade ar-solo já demonstrada em operações reais”.

“Além disso, é importante considerar que, caso a Colômbia optasse por uma frota de Eurofighter, ingressaria no maior programa de defesa europeu, o que também permitiria ao país aproveitar os benefícios tecnológicos e econômicos associados a esse programa”, disse ele.

Atualmente, a FAC está avaliando e examinando propostas de vários países e fabricantes para seu programa de substituição de caças de superioridade aérea. De acordo com a força aérea, o Eurofighter, o Lockheed Martin F-16V Block 70/72 e o Saab JAS 39 Gripen E/F foram selecionados como um substituto potencial para seus Kfirs.

A substituição dos 23 caças israelenses Kfir, que a Colômbia comprou há três décadas, pode custar mais de US$ 1 bilhão, segundo fontes do governo. Apesar das limitações orçamentárias, o presidente Ivan Duque disse que é a favor da modernização do equipamento militar do país.

Como parte de seu discurso, a Airbus está propondo três pilares principais de cooperação: Compartilhamento de conhecimento que permitirá à indústria nacional apoiar os programas estratégicos de defesa da Colômbia, apoiar o desenvolvimento da indústria de defesa colombiana com base na experiência que a Airbus tem com a Corporacion de la Industria Aeronautica Colombiana (CIAC); e fornecendo as capacidades necessárias para aumentar a autonomia e independência da indústria aeronáutica do país.

FONTE: Jane’s

107 COMMENTS

      • Se o custo é fundamental vamos nos equipar com cópias de PA-18. No banco de trás fica um tripulante com um FAL e um RPG. É bem econômico. Não considerando a capacidade de combate é a melhor solução. Só não sugiram isso para nações com doutrina de combate. Para elas a vitória não mede custos. Vale mais quem ganha. Não hás vices no Dogfight.

          • Caro Leandro. De fato, o sistema econômico mundial está longe da idealidade ou do equilíbrio. Inclusive, os EUA são praticamente o único Estado que pode imprimir dinheiro sem qualquer lastro (seria bom pensar em como uma moeda sem lastro se torna lastro de outras moedas). Imprimir ou não dinheiro deixou de ser problema há décadas. O problema é qual o impacto que essa liquidez terá sobre a economia doméstica. Considerando uma taxa de ociosidade de 30% na industria, um desemprego maior que 11%, como elevação da taxa de informalidade como fonte de renda, com um crescimento do PIB trimestral estagnado em torno de 1%, como taxas de juros dos títulos baixas mas com taxas de juros de mercado maiores que 1% ao mês para bens duráveis e mais altas que isso para o crédito bancário, como um depressão (já deixou de ser recessão) indo para o sétimo ano…. o problema tem pouca coisa a vez com impressão de papel-moeda.

      • É uma possibilidade. Mas a possibilidade de que o temor de a Venezuela entrar em desespero e fazer algo impensável também existe. O Brasil, devido à sua extensão, pode esperar, já a Colômbia não pode esperar tanto assim e talvez só contar com a presença Americana não satisfaça setores da sociedade Colombiana. De qualquer forma, acho que quem conseguir aparecer com o melhor financiamento, acaba levando. E isso, eu acredito que os Americanos podem fazer e acabar por pressionando os Colombianos nesse sentido, o que seria perfeitamente natural.

        Ao mesmo tempo, o desfecho pode muito bem ser aquele que você citou.

        • Caro Leandro. Acho que é necessário avaliar a Venezuela por outro ponto de vista. Ela continua tendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Agora pode ser parte do problema mas no futuro poderá ser parte da solução. O impasse político na Venezuela ocorre em torno de Maduro. É possível que ele permaneça no poder mais alguns anos, mas em algum momento ele será substituído. Poderá ser um golpe da oposição, um golpe dentro do próprio grupo que apoia Maduro hoje, é possível que o país chegue a um acordo político e convoque eleições gerais, pode ser que após Maduro deixar o poder (pode falecer ou até se exilar) sejam convocadas novas eleições. O único cenário de guerra com um vizinho seria em caso de uma agressão brasileiro, colombiana ou uma aventura dos EUA. Acho que uma guerra civil seria mais provável que uma guerra com um país vizinho. E quanto mais longo for o impasse político, maior é o tempo que Maduro tem para conseguir superar a crise. No caso de uma guerra civil, acho muito provável que ela dure pouco, levando a um acordo negociado internacionalmente para a convocação de eleições gerais.

          • Camargoer, eu considero que essa seja uma possibilidade sim, mas infelizmente temos muitos exemplos de líderes que encontraram em conflito externo uma forma de se unificar a população e calar críticos. O fato de que a maioria, senão todas, essas aventuras terminaram de maneira trágica não parece impedir muitos deles de ainda acontecerem. Seja como for, uma defesa preparada é sempre prudente e serve inclusive para acalmar qualquer tipo de temor por parte da população ou alguns setores da mesma, e de quebra ainda beneficia a persuasão e ajuda a tranquilizar a região como um todo, já que afasta ainda mais a possibilidade de agum conflito.

          • Olá Leandro. Todos os cenários são possíveis, mas apenas alguns são mais prováveis. Geralmente, os ditadores que iniciam os conflitos por ato de agressão escolhem alvos fáceis ou menos armados. A Venezuela está em condição de desvantagem para um ataque, mas tem toda a vantagem tática da defesa. Uma ação de agressão levaria a um enfraquecimento da sua posição interna, podendo ser o estopim para uma revolucao financiada e apoiada externamente. Seria difícil uma potência estrangeira apoiar um ato de agressão venezuelano. Por outro lado, se a Venezuela sofrer a agressão, seria mais provável que a oposição interna a Maduro ficasse enfraquecida frente a ameaça do inimigo externo. Mas são apenas hipóteses.

          • Oh sim, eu concordo totalmente que são apenas hipóteses, e que é melhor focar nas mais prováveis, mas eu acho que sempre vou pecar pelo ‘melhor prevenir do que remediar’ ainda mais quando temos um elemento instável, que já fez questão de ultrapassar a linha do bom senso para com seu próprio povo. De qualquer forma, esses caras tendem à se apegar mais ao poder, e qualquer agressão à vizinhos seria uma forma de acelerar sua queda final, o que seria um contrassenso.

            Ainda assim eu não gosto de variáveis instáveis que, por mais decadentes que estejam no momento, ainda tem o poder para fazer algum rebuliço/estrago, mesmo que agindo sobre falsos pretextos, de curta duração, ineficaz, etc.

            Então, se existe a possibilidade de se tentar cobrir o maior número de hipóteses possível, então por que não, né?

          • Caro Leandro. Acho que um dos fatores de desestabilização tem sido a postura do Itamaraty, que comprometeu a legitimidade da diplomacia brasileira de conduzir o processo de negociação entre a oposição e governo na Venezuela. Infelizmente, as ações do governo brasileiro prejudicaram muito encontrar uma solução negociada. Ao apoiar Guaido, o governo brasileiro acabou excluído do processo de negociação e amarrado a uma aposta fracassada.

          • A país o fez devido a situação calamitosa da Venezuela, deixando de fechar os olhos, como fizeram as gestões anteriores, e se posicionado contra um déspota, assim como fizeram outros 56 países de forma oficial.
            E a posição vai muito além de Guaidó.

          • Caro MMerlin. Geralmente, o resultado é péssimo quando se faz relações exteriores pensando em política interna. Foi o que o Itamaraty fez com a Venezuela. A Venezuela faz fronteira com o Brasil, portanto os interesses brasileiros são bem diferentes dos países europeus, asiáticos, africanos, das Américas central e do norte. A solução pacífica e negociada seria a que mais interessaria ao Brasil principalmente se ele estivesse á frente ou participando das negociações, já que as decisões tomadas irão necessariamente afetar os interesses brasileiros. Guaido tentou um golpe de estado, fracassou e deixou o Brasil fora de qualquer negociação presente ou futura sobre a transição de poder que irá ocorrer mais cedo ou mais tarde na Venezuela. A diplomacia brasileira vem lidando com déspotas, caudilhos e ditadores há 200 anos e tirando alguma vantagem disso, ou nas piores situações, evitando que os interesses brasileiros fossem ignorados ou prejudicados.

          • As atitudes do Maduro e a forma com que mantém o poder deslegitimizam qualquer ato constitucional que venha do mesmo. Assim com Guaidó, que era Presidente da Assembleia e mediante provas de manipulação eleitoral anulou o processo, deu um “golpe” (o que discordo totalmente), o que Maduro faz, mantendo o cargo a base de ameaças e apoio de países que pensam apenas no petróleo venezuelano e não em seus cidadãos, não é golpe (o que também discordo).
            Referente a “tirar vantagem” de países administrados por ditadores e déspotas, neste ponto colega, discordamos totalmente. Uma coisa é tirar vantagens comerciais de uma Colombia ou Chile, outra coisa é de uma Venezuela ou Haiti. De humano, a atitude não tem nada.

          • Caro Merlin. Em um comentário logo abaixo respondendo ao Leandro, fiz um resumo do que aconteceu na Venezuela nas últimas décadas. A ascensão de Maduro é o resultado de um processo anterior ao Caracazo. Li há pouco um artigo “A mão e a luva: a China anti-reacionária e a Doutrina Nixon” de como a aproximação entre a China e os EUA foi um processo pragmático. O atual impasse político na Venezuela teve início na interrupção das negociações entre o governo e oposição para a convocação de eleições gerais em 2018. Seria incorreto ignorar na decisão da oposição venezuelana na crise de legitimidade da eleição presidencial. Gosto de um artigo de 2017 no Le Monde “As duas faces da crise venezuelana”, portanto anterior ao atual cenário, que levanta várias questões que não foram respondidas ao longo de 2019 mas permitem compreender o desfecho. No caso, obter uma vantagem em uma negociação diplomática não significa impor uma perda. Até 2016 o Brasil era um grande exportador de bens de consumo industriais para a Venezuela. Contudo, as exportações brasileiras que eram da ordem de US$ 4,5 bilhões por ano , caíram para menos de US$ 0,5 bilhão. O Brasil foi substituído pela China. A normalização da economia venezuelana poderia ser a oportunidade para a indústria brasileira retomar esse mercado. Isso seria uma vantagem diplomática que o Brasil perdeu ao comprometer sua legitimidade ao apoiar um lado.

          • Acredite Camargoer, entendo este lado comercial e conheço bastante as armadilhas, mesmo em menor escala, com negociações internacionais. E, infelizmente, as maiores oportunidades estão em países pobres, aonde a riqueza está concentrada em um número bem menor de pessoas. Assim, o investimento é menor e o lucro é maior. E com menos esforço! É quase mágica se não fosse trágico.
            Mas aí meu amigo, vai contra minha moral e ética profissional. Perco o negócio, mas mantenho a consciência.
            O problema é conciliar isto em momentos de crise. Neste caso, só existe uma solução. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Faz parte do jogo.
            Mas estamos falando de política, e aí o jogo pode mudar. A posição que passei acima é pessoal. Me conforta que finalmente o país assumiu uma posição decente referente ao contexto.

          • Olá Merlin. Entendo bem esse dilema moral (por isso escolhi o caminho mais fácil que foi virar cientista). Lembro de uma reportagem na Veja sobre um rapaz que intermediava a venda de ônibus urbanos para a África na década de 80 e minha indignação com a foto dele em uma limusine branca (baseada no Ford Landau) abrindo uma garrada de champanhe. A questão da Venezuela foi esquecer o principal (colocar a oposição e o governo para negociar uma transição que levasse a Venezuela a estabilidade institucional que permitisse a recuperação econômica) por um debate ideológico contrário ao interesse brasileiro e regional.

          • Cientista caminho mais fácil é de ferrar hein Camargo. O que o Brasil mais precisa, depois de um ensino básico e fundamento de qualidade, é do fomento a pesquisa e desenvolvimento.
            Para ser cientista no Brasil, antes de mais nada, é necessário coragem.

          • Olá MM. Acho que cientista é onde os improdutivos conseguem produzir alguma coisa socialmente valiosa. No caso de dar errado, não dá para culpar ninguém.

          • Sim, e não, Camargoer. De fato a diplomacia Brasileira está comprometida a muito, muito tempo. Estamos à várias décadas (exceto por um ou outro breve período) tentando repetir a política pendular da era imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial sem um objetivo nacional claro. A política externa Brasileira tem alguns princípios básicos, e feliz ou infelizmente estamos nos atendo à eles e esse caso da Venezuela não mudou isso.

            De fato o que mais precisamos na política externa brasileira é um direcionamento geral, um norte, ao invés de apenas ‘formas.’ O Itamaraty foca mais em protocolo do que no direcionamento da política externa, que fica um tanto quanto à gosto de quem quer que sente no trono.

            Tendo dito isso, a política externa Brasileira dos últimos 3 ou 4 Presidentes ajudaram à consolidar a situação de caos que hoje reina na Venezuela. Comparado com isso, qualquer estrago feito pela administração atual não passa de uma gota em um oceano. Mas ao mesmo tempo há alguma lógica para as decisões que foram tomadas atualmente. Pode não ser o melhor curso, mas certamente não é algo desastroso, e novamente bem dentro do histórico diplomático brasileiro. A porta, por exemplo, continua aberta caso o Maduro deseje negociar. Meu problema em relação à diplomacia brasileira para com a Venezuela, é a costumaz falta de proatividade por parte do Itamaraty em resolver o problema, ao invés de ‘esperar pelo melhor.’ Se o Brasil almeja algum dia ser líder em alguma coisa, e ainda, por força das circumstâncias, é considerado líder regional de facto, precisa urgentemente mudar essa postura de hesitação. O medo de desagradar país X ou Y é algo que vai sempre nos deixar em cima do muro nesse sentido, e é algo que deslegitima, e sempre deslegitimou a diplomacia Brasileira.

          • Olá Leandro. Acho um erro ignorar os últimos 50 anos de política interna da Venezuela. Na década de 70, a exportava petróleo e importava bens de consumo, sem desenvolver sua industria e avançando em um processo desigualdade social que culminou com o Caracazo, desestabilizando o país até a tentativa de golpe liderada por Chavez. O golpe fracassou mas consolidou a liderança de Chavez que ganhou a eleição presidencial. A crise diplomática com os EUA começa com a tentativa de golpe em 2002, que voltaram à normalidade com durante o governo Obama. Maduro ascende ao poder após a morte de Chavez, contudo o endurecimento levou a um impasse político que inviabilizou a convocação de eleições gerais. As intervenções da diplomacia brasileira ao longo de quase meio século foi equilibrada e reconhecida tanto pelo governo quanto pela oposição como mediadora dos conflitos. O atual governo teve uma janela de oportunidade única de implementar uma mediação diplomática entre a oposição e o governo venezuelanos exatamente porque estava livre de qualquer compromisso histórico. Contudo, ao invés de implementar uma diplomacia pragmático, escolheu um lado (de Guaido) e pior, escolheu o lado que perdeu. Politica externa nunca deve ser usada como plataforma para política interna. Um dos melhores exemplos disso foi a política externa dos EUA durante a administração Nixon executada por Kissinger.

        • Fica tranquilo… A vida real não é um video-game. Russos e americanos se respeitando de todas as formas possíveis na Siria, que o diga !

          Colombia nunca será atacada pelos Venezuelanos…

          Sabem muito bem que serão pulverizados em horas… Se isso acontecer. Pois os americanos só esperam um motivo!

    • Tá mais fácil receberem F16C block40 recondicionados e modernizados via EDA com o via FMS dos EUA.os americanos não vão dar grana para eles comprarem o JAS39

      • Ersn, bom dia.

        Esses caças F16 por você citados, estão mais rodados que putas da Vila Mimosa (Rio de Janeiro). Já nos foram oferecidos e técnicos da FAB atestaram o que estou reproduzindo aqui.

        Os caças Eurofighter Typhoon são ótimos, porém extremamente caros de adquirir e de operar.

        Particularmente torço para que a FAC olhe com carinho para o Gripen, pois seria muito bom produzirmos e exportamos para um vizinho com quem mantemos um bom relacionamento.

        Talvez a equipe econômica pudesse se envolver no negócio, viabilizando o financiamento..

        O Gripen é mais barato de adquirir, de operar e poderíamos desenvolver uma parceria inédita na região.

          • Boa tarde, Adriano.

            Certamente, se a compra vier a ocorrer, será muito bom. Podemos tentar incluí-los na cadeia de produção de componentes da aeronave, ajudá-los a desenvolver um centro de manutenção para seus Gripens, além de estreitar o relacionamento com um vizinho. Uma série de oportunidades de negócios podem surgir a partir de uma venda como essa, todavia, mesmo eles possuindo expertise na construção de navios patrulhas, esse é um campo que temos trabalhado para dominarmos o ciclo e produzir em casa, caso contrário teríamos aceitado a oferta da BAE Systems e adquirido o OPV classe River Batch 1, o HMS Clyde.

            Como escrevi anteriormente, precisamos que a equipe econômica participe desta empreitada, nos dando as ferramentas, no caso uma boa linha de crédito, que viabilize o negócio.

          • Países que precisam de atenção na AS:
            * Colômbia e Peru: Estão em acensão politica, administrativa, industrial e turística (este já estabilizado). Futuramente podem ser ótimos parceiros;
            * Bolívia: Acena para uma bem vinda mudança política. Mas melhor esperar para ver;
            * Chile: Sem comentários. Mesmo com os últimos acontecimentos, o país mais avançado da AS. Podem ser um grande parceiro unilateral no segmento de agronegócios;
            * Paraguai: Atenção mais urgente. O avanço de organização criminosas do Brasil podem conseguir um salvo conduto baseado no domínio politico do narcotráfico;
            * Argentina: Acena para uma infeliz mudança política, que antes era baseada no controle de gastos, para um plano econômico de liberação de crédito. O que levanta questões ainda não claras. Também melhor esperar para ver mas, devido a importância comercial, observar de perto e preparado para um possível socorro (obviamente, não financeiro).

  1. Eu acho que devem ir de F16 por conta do bom relacionamento que existe entre as Forças Armadas dos EUA e da Colômbia! Mas uma coisa é certa tanto o Brasil quanto a Colômbia precisam para ontem de caças modernos, no nosso caso é só uma questão de tempo para recebermos os primeiros Gripens, mas no caso deles com o processo de compra ainda não foi fechado ainda vai demorar para eles receberem os primeiros.

      • Olá Argos. O FMS consiste em um acordo governo para governo. O governo dos EUA adquirem o armamento do fornecedor e o revende para o governo interessado. Eles podem vender no mesmo preço ou até vender a um preço menor do que eles pagaram para subsidiar a venda. Concordo que fica na base do pagou levou .. mas também se não pagar perde tudo e nunca mais.

    • Meu caro nem tanto aos oito (segundos) nem tanto às oitenta (horas). Além de ser um país em franco desenvolvimento, a Colômbia enfrenta, há anos, como vc sabe, situações concretas que requerem ações muito objetivas e com prioridades bem definidas. Por isso acho que vão decidir logo por quais serão os vetores que substituírão os Kfirs. Espero que sejam Gripens.

  2. Por conta da Venezuela se o Gripen vencer a Colômbia poderia arrendar alguns Gripens C/D até a chegada dos E/F e com isso já ajudaria os pilotos na adaptação à nova plataforma e ainda reforçaria significantemente a capacidade de defesa da Colômbia. Não sei se no caso do Eurofighter e do F16 existiria esta possibilidade de arrendamento de caças de uma versão anterior até a chegada dos caças mais recentes!

  3. Anteriormente, a Espanha tinha oferecido seus eurofighter Tranche 1, excedentes nós seus estoques. Até plantaram a notícia falsa de que o Chile tinha aconselhado a não comprar MLU por “presuntos problemas operacionais” mas, mesmo com tudo isso a Colômbia declinou desse caça. Um ôtimo caça de combate mas muito caro de operar em tempos de paz.
    A Colbia vai de F 16. Tem um ôtimo relacionamento com EEUU e um ôtimo parceiro no Chile.

    • Vendedor de consórcio de veículo só oferece cota para quem tem carro meia vida ou casa no valor de um carro novo,todo país que tem caças supersônicos em final de ciclo de vida mas ao mesmo tempo também tem outros vetores aéreos modernos e potencial cliente de caças novos como e o caso da Colômbia.

  4. Tendo os venezuelanos ao lado, tentando buscar encrencas, acredito que os colombianos façam aquisição de algo, deve ficar entre F-16 ou Gripen….

  5. Considerando a proximidade com os EUA, a necessidade de não ficar sem um vetor, vão de aeronave americana, acho que o F16, talvez até o F18, novos ou de segunda mão. Gostaria que fossem de Gripen e acredito que fora de fornecedores americanos é a escolha mais próxima. É puro achismo de quem não é da área de defesa, mas considerando o restante do material de emprego militar colombiano é a escolha mais óbvia.

  6. Me surpreende a ausência do Super Hornet nessa reta final, no lugar do Eurofighter. Talvez os colombianos estejam jogando o velho jogo de buscar concorrentes, para baixar o preço da aeronave que eles realmente querem.

    Na Áustria, esse joguinho acabou com o consórcio Eurofighter oferecendo um lote de Typhoon Tranche-1 desdentados, rejeitados pela Luftwaffe alemã. O preço era tão baixo que desbancou o Gripen, imaginem vocês. Aí os austríacos cresceram o olho e acabaram mordendo a isca, inclusive acusando os suecos de aumentarem o preço do Gripen, por ele ser substituto natural dos Draken operados pela Força Aérea Austríaca e suposto favorito da competição.

    O resultado foi noticiado aqui no Poder Aéreo e não foi bonito…

  7. Se eu sou o presidente colombiano eu compraria o F-35.
    Mas, como parece que não foi oferecido ou não o estão considerando, o melhor custo/benefício provavelmente será o Super Hornet.

    A Colômbia pode operar sim o Eurofighter, na verdade não têm caças de alto desempenho, baratos de operar. Até F-16 e Gripen E são caros de operar.
    O Eurofighter e o Rafale eram bem mais caros de operar, alguns anos atrás no início de suas incorporações.
    Hoje, continuam caros e sim, são mais caros que o Gripen ou o F-16, mas as diferenças não são tão grandes.

    Porém para adquirir o Eurofighter continua sendo um dos mais caros. Por isso vejo o melhor custo/benefício para os colombianos no SH americano, até pela grande parceria que eles possuem com os EUA.

  8. Olá Colegas. É preciso levar em conta que a Colômbia irá comprar aeronaves de prateleira, algo parecido ao que a Polônia fez com o F35. Acho que tanto o F39 quanto o F16 são mais baratos de operar e adquirir. O Typhoon só faz sentido para os países que estão envolvidos no projeto de desenvolvimento do caça (ou que esteja cheio de petrodólares e precisa equilibrar a balança comercial importando produtos de luxo e equipamentos militares caros). Talvez seja possível que a Colômbia cancele a aquisição de caças novos e decida por F16 modernizados excedentes dos EUA. Imagino que as condições de financiamento pesarão muito na decisão, o que pode favorecer os equipamentos dos EUA via FMS. Acho improvável que os EUA ofereçam o F35 para a Colômbia considerando que o Brasil terá F39, o Chile F16 e a Argentina os SuperEtandard. Eu não sei avaliar a Venezuela e quais as condições de seus Sukhoi, até porque esses novos caças da Colômbia voarão pelos próximos 30 ou 40 anos e nenhum analista da CIA teria condições de dizer que acontecerá na Venezuela nos próximos 10 ou 15 anos.

  9. O mais provável é que comprem F-16 usados, “fabricados” no AMARG (o nome lembra mesmo amargura, deve ter uma amargura danada num piloto saber que vai receber um caça desse local), e sejam modernizados e atualizados, com a promessa de compra futura de aviões novos.

    O Gripen E seria o ideal, mas com a influência dos EUA sobre a Colômbia, se torna difícil, e dada a realidade orçamentária, creio que os F-16 usados sejam a solução “temporária.”

    Com um bilhão de dólares não dá para comprar muita coisa, se comprar cinco E.F. pelados é muito, então tem mesmo que apelar para Tucson, Arizona.

    Pensa num cara que está na AFA ou um garoto na EPCAR, sabe que no futuro vai pilotar um Gripen, KC-390, helicópteros modernos… não é muita coisa, ou é sim, melhor que saber que pode iniciar sua carreira num T-37 Dragonfly ou num C-130 fabricado em 1976, é.

    F-16 AMARG para a Colômbia e boa.

    _______

    OT, Super Tucano para Portugal? escola de pilotos.

    • Os caças deles assim como nossos F5E mesmo modernizados e com armas atuais já tem estrutura e motores já bastante cansados e com Maduro ou sem ele prescisam serem substituídos em breve para aquele país não perder a capacidade de interceptação supersonica com mísseis de médio alcance de caças.

  10. Acho que se o Brasil e a Suécia entrarem nessa juntos temos chances de vencer F18 ou F16, os EUA não saíram perdendo pois o Gripen tem recheio americano

  11. O que tem de brasileiro com inveja da Colômbia.
    O Thyphoon colombiano será um divisor de águas na América do Sul.
    Caso se confirme está aquisição, parabéns ao bravo povo da Colômbia!

  12. É um excelente avião. Mas o custo de manutenção é pesad -por vezes proibitivo – para seus operadores, como a Áustria, que está se desfazendo dele. Devido aos fortes.laços com o Tio Sam, creio q quem vai levar essa é o F16 (só não sei calcular de qual versão).

  13. Acho engraçado como os comentaristas de internet sabem mais do que o próprio governo colombiano sobre a “realidade” da Colômbia. Lembrem-se, caríssimos, que o orçamento das FFAA brasileiras é consideravelmente maior do que o orçamento das FFAA da Itália ou de Israel. Seguindo os argumentos de vocês, Itália está fora da realidade ao operar quase 100 Eurofighter e Israel está louca ao operar F-15, F-16 e F-35…

    • Acho engraçado que você desconsidera as diferenças econômicas, sociais e geopolíticas de cada país desses que você citou como base para a sua crítica, meio que nivelando todo Mundo em números absolutos.

      • Prezado, se tivéssemos FFAA pequenas, racionais e voltadas unicamente à sua atividade-fim – que é cuidar da paz estando prontas para a guerra -, poderíamos ver nossos guerreiros operando equipamentos no estado-da-arte.

        Se a Colômbia tiver essa filosofia, então poderá operar os caças que quiser.

  14. A Colômbia solicitou um orçamento de Typhoons com o objetivo de negociar um preço menor com os americanos. Com certeza irá de caça made in USA, devido a parceria de longa data com os americanos. Pode ser F-16 ou F-18, novos ou usados, mas será um caça americano.
    Engraçado ver comentários de que o Gripen é favorito, a Colômbia sequer solicitou uma proposta do Gripen, a SAAB que por conta própria ofereceu o caça, aliais como habitualmente o faz, e sempre com a promessa de que vai ser o mais barato, só que ninguém quer…

  15. A melhor situação para Colômbia, seria uma parceria com a EMBRAER, para futuro próximo e promever sua industria de defesa aeroespacial com os GRIPEN F-39, talvez isso poderia estar em curso, deque adianta comprar Eurofighter, e não poder fabricar um parafuso se quer. Já uma parceria com a EMBRAER, os Colombianos teriam uma chance única em suas vidas de talvez produzir alguma coisa do avião. Ex, Portugal.

  16. Leio os comentários, quase todos falam do custo operacional do Eurofighter.

    Sim, é alto.

    O problema é que caças modernos têm custos de caças modernos, naturalmente mais altos.

    O que pouca gente não atenta é que, mesmo no Brasil, o Gripen terá um custo operacional muito maior que o dos F-5, porque caças modernos tem custos naturalmente mais altos.

    Ou seja, as forças aéreas terão que se adaptar.

    E a partir disto, a escolha de cada uma é que vai prevalecer, porque ninguém compra avião para deixar em exposição ou guardado no hangar.

    Assim, eu não descarto o Eurofighter na Colômbia, se bem que, naturalmente, deve pender para o F-16, que acaba sendo o de operação mais barata, de eficiência comprovada na América do Sul tanto no Chile quanto na Venezuela.

    Mas fico imaginando: com um custo hora-vôo naturalmente maior, sendo que os F-5 já não voam assim, muito, na FAB, o que será de nossa aviação de combate?

    • Nós compramos o que podemos manter. Esse planejamento já existia na seleção do FX-2. Por que será que o Gripen venceu? Na COPAC não tem amador.

      • Olá Cel.Nery. Lembro que além dos dados de custo e manutenção, o fato da FAB ter total acesso ao código-fonte do F39, o que não era garantido para o F18, também favoreceu a escolha do Gripen. Também lembro que o fato do F39NG ser uma proposta para desenvolvimento enquanto o F18 e Rafale serem aeronaves em operação também pesou a favor do F39. Creio que se houvesse um quarto participante, que oferecesse a possibilidade de desenvolvimento, acesso ao código-fonte e um desempenho superior ao Gripen, teria sido mais difícil para o COPAG chegar a uma decisão, mesmo que essa quarta opção hipotética fosse mais cara de operar.

        • O processo de escolha do FX-2 foi extremamente complexo, e gerou um relatório final de milhares de páginas. Eu estava na COPAC. Não foi uma ida à concessionária comprar um carro novo. Utilizamos a mesma metodologia empregada pela USAF.

          • De fato. Lembro de muitas discussões aqui na trilogia sobre o processo de escolha, inclusive de uma explicação sua que “qualquer um dos três caças escolhidos na short list (Rafale, F18 e F39NG) cumpriam as exigências de desempenho exigidas pela FAB e que a partir daquele ponto, seriam considerados outras questões (creio que tinha a ver com ToT, offset, financiamento e garantia de acesso ao código-fonte). Não foi isso?

      • Dizem que o Gripen C/D havia nós sido oferecido no primeiro FX, e venceu o primeiro programa em 2002.

        A FAB com certeza já devia ter visto que ele seria uma boa escolha caro Rinaldo Nery.

        Em 2000,eles já tinham dado uma passada por aqui,na BASC e no BACO.

        • Olá Adriano. Acho difícil comparar o FX com o FX2. No primeiro, a ideia é adquirir um ou dois esquadrões de caças para Anápolis no limite de US$ 700 milhões. Lembro do acordo entre a Embraer e a Dassault para forçar a aquisição do Mirage2000-9 e da participação do F16 ao invés do F18. Lembro que eu acreditava que o F39C/D seria a melhor escolha e torcia por ele, apesar de achar o M2000 o caça mais lindo (Já no FX2, eu torcia pelo Rafale mas tinha certeza que o F39NG era a melhor opção)

    • O Super Hornet não foi descartado em razão da arapongagem dos EUA contra Dilma?

      Enfim, a questão independe da aeronave. É certo que o COPAC buscou escolher as aeronaves mais adequadas ao “bolso” brasileiro e o escolhido foi o Gripen.

      Mas é fato: a hora-vôo do Gripen é maior que a do F-5.

      E estamos no Brasil: não sabemos o efeito disso na FAB!

  17. Não a duvida que o Eurofighter Typhoon é realmente um grande caça, Mas e para manter ?
    E é chover no molhado dizer que Bom pro Brasil e para a Suécia era a Colômbia ir de Gripen NG também.

  18. O Brasil quando escolheu o Gripen olhou para custo/benefício, para a indústria de defesa e para o futuro. Se fosse olhar para performance teria que ser no mínimo o Rafale, ou abrir um FX3 com F-35 e Su-57. Acredito que as motivações da Colômbia são diferentes do Brasil. Eles estão bem mais pertos de uma compra de prateleira.

  19. Seria muito interessante para o Brasil que a Colombia tambem optasse pelo Gripen. No caso especifico da Colombia ainda existe a vantagem do Gripen ser multi-funcao e ter a capacidade de decolar de pistas nao preparadas. Isso diminuiria os custos de producao para ambos os países o que facilitaria a aquisicao de mais celulas. Se o Mercosul se unisse, poderia-se tambem aventar a abertura de credito para uma compra conjunta de mais Gripens tanto para o Brasil, como para Colombia, e colocando na lista Uruguay (18 uni), Paraguay (18 uni) e talvez ate Argentina, isso é claro, dependendo dos embargos do R.U.

    • Caro Colega. Concordo com você em quase tudo. Creio que não haveria necessidade de envolver o Mercosul porque a Colômbia não faz parte, mas claro que o BNDES poderia financiar essa aquisição. Existem dois problemas. O Posto Ypiranga (PY) acha que o Mercosul não serve e um monte de gente acha que o BNDES serve para financiar comunista.

      • Camargoer
        Saudações
        Sim… sobre o BNDES infelizmente vc tem razao em relacao a esse “monte de gente” que ainda vive na epoca da guerra fria.
        Citei o Mercosul pq uma compra conjunta poderia aumentar o numero de celulas para diminuir os custos.
        Seriam os provaveis 108 caças Gripen para o Brasil, umas 18 unidades para o Uruguay, umas 18 unidades para o Paraguay e se nao houvessem embargos, entao uns 36 caças para Argentina. Some-se a isso tbm os caças para a Colombia, logico se o Gripen for o ganhador.
        MAS… tudo isso nao passa de suposiçao da minha parte, a realidade é muito diferente.

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