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USAF instala carabina nos assentos ejetáveis dos seus caças

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A Força Aérea dos EUA (USAF) recebeu recentemente o primeiro lote da carabina M4 projetada e adaptada para ser transportada nos assentos de ejeção tipo ACES II das aeronaves de caça e ataque. Veja mais detalhes dessa matéria no blog das Forças Terrestres.

51 COMMENTS

  1. Uma boa ideia, se o piloto sobreviver ao abate e a ejeção com uma pistola ( que todo piloto costuma levar ) e uma carabina vão aumentar a chance de se defender e não ser capturado até ser resgatado se cair numa área hostil!

  2. É possível sobreviver a sete dias sem água. Se com todos os sistemas de transmissão e localização via satélite o pessoal de C-SAR da USAF não encontrar o piloto neste período então é melhor eles mudarem de ramo.

    • Água e comida é um contexto de paz, na amazônia. Há relatos de pilotos de Apache no Iraque/Afeganistão que tiraram as rações pra colocar mais munição, pois caso abatidos, aumentariam a chance de durar até o resgate. Tudo depende do contexto.

      • O problema, de novo, é o contexto, Roberto. É bom lembrar de onde as aeronaves americanas andam operando com mais intensidade, e lembrar o que fizeram com alguns pilotos abatidos nessas regiões. Para muitos é preferível lutar até a última munição e ser morto em combate do que ser queimado vivo ou ser decapitado em transmissão ao vivo para seus familiares assistirem horrorizados.

        Olhando por esse lado, a arma não é uma má ideia.

        • Sim, é provável que a captura aconteça sim. Porém não há mal algum em dar mais opções ao piloto e ele vai ter que julgar qual é o melhor à fazer devido às condições nas quais ele se encontra. Como sempre foi…

    • No sobrevivencialismo tem a regra dos 4 quatros.
      Uma pessoa morre em 4…
      minutos sem ar;
      horas sem proteção térmica;
      dias sem água;
      semanas sem comida.

      *O que um piloto tem que ter além de armas para sua proteção é uma boa faca.

  3. Hoje em dia acho que isso não rola mais. Ou você se esconde e passa desapercebido (como aconteceu com aquele piloto de F-117 abatido sobre a Iugoslávia) ou foge antes das patrulhas chegarem na área da ejeção. Lutar é garantia de perder a vida.

    Sinceramente não vejo um piloto, da nacionalidade que for, sobrevivendo a uma troca de tiros contra 5 ou 8 soldados inimigos. Nas últimas ejeções ocorridas na Síria, os pilotos estava recebendo tiro inimigo ainda descendo de para-quedas.

    A ideia de um piloto resistindo a um assalto inimigo é, para mim, apenas contos de propaganda militar para aumentar o moral. Relatos reais de pilotos que escaparam a um encontro com tropas inimigas só o fizeram contra 1 soldado ou insurgente mal treinado.

    Aliás, isso me lembra da oportunidade de compartilhar esse excelente relato de um piloto americano feito prisioneiro na Guerra do Vietnã. Inclusive a revelação de que o sistema de inteligência da época escondia informações dos militares na linha de frente:

    https://www.youtube.com/watch?v=GGztyhf2lxk

    • Tem um cara, cujo nome infelizmente eu não lembro, mas salvo engano era EWO de um B-52 abatido nos arredores de Hanói durante a Linebacker II no final de 1972. Como foi abatido à noite, ele conseguiu descer em segurança e esconder o pára-quedas e à si mesmo, evitando a captura. Acho que ficou coisa de 5 dias nos arredores de onde foi abatido, escondido em uma pequena colina e à noite ele tentava sair em busca de víveres, inclusive água nos arrozais que estavam logo adiante dele. Nem tentou seguir à pé para qualquer outro lugar porque estava MUITO distante de qualquer ajuda e sabia que os helicópteros jamais conseguiriam chegar aos arredores de Hanói para resgatá-lo.

      Lá pelo terceiro ou quarto dia, sem água e já no limiar da lucidez, com calor, insetos e sem comer, ele acabou bebendo água dos arrozais e passou mal. No dia seguinte em um momento de lucidez avistou uma patrulha norte-vietnamita e decidiu se render, mas antes ele fez questão de pegar seu .38, desmontálo e bater pequenas pedras dentro do tambor e enchê-lo de lama para imobilizá-lo e não dar ‘desculpa’ para ser morto.

      Foi capturado vivo e depois de uns meses desagradáveis no Hanoi Hilton foi repatriado de volta para os EUA.

    • Concordo plenamente com o Clésio. E na minha analogia piloto combatendo é como goleiro querendo sair jogando, não rola, perde a bola e toma gol, goleiro não foi feito pra driblar, assim como piloto não sabe combater, pode saber alguma coisinha básica em teoria, mas a prática é zero.

  4. Olá, amigos.

    Pilotos que se ejetam de aviões de combate não podem ser abatidos no ar. Assim que pousam, devem ter oportunidade de se render. Isso não vale para os paraquedistas combatentes. Se o piloto estiver armado, talvez isso possa ser interpretado como “paraquedista de combate”.

    Convenção de Genebra:
    Article 42 – Occupants of aircraft
    1. No person parachuting from an aircraft in distress shall be made the object of attack during his descent.
    2. Upon reaching the ground in territory controlled by an adverse Party, a person who has parachuted from an aircraft in distress shall be given an opportunity to surrender before being made the object of attack, unless it is apparent that he is engaging in a hostile act.

    De todo modo, não se espera que terroristas obedeçam a Convenção de Genebra.
    Abraços,

    Justin

    • E desde quando a Convenção de Genebra é respeitada? Um piloto descendo de paraquedas é um excelente ‘alvo de treinamento’ para os soldados em terra. Infelizmente é assim.

      • Imagino que você tenha lido o “Senta a Pua” Roberto. Tem o caso de um dos pilotos da FAB que saltou de paraquedas muito baixo, pousou no telhado de um estábulo e quebrou ambas as pernas.
        Dois soldados (ou milicianos do norte, não lembro) queriam matá-lo, mas um oficial alemão impediu e o encaminhou ao hospital de campanha da Wehrmacht.

        Lá, em cima de uma cadeira de rodas, acabou recebendo do oficial médico alemão uma pistola e a missão de resguardar a vida de soldados alemães que não podiam ser movidos na evacuação do hospital, por causa do avanço dos aliados, contra os milicianos do sul ao adentrar o hospital sem oposição, poderiam matar os feridos. Dito e feito, discutiu desesperadamente com os milicianos e estes só polparam os enfermos sob ameaça de denuncia à policia militar americana.

    • Pois é Justin, contra forças profissionais você pode esperar um tratamento duro porém “dentro das regras”.

      Acho que essa atitude da USAF é uma reação aos acontecimentos na Síria, onde o negócio desceu ao nível do barbarismo. No Vietnã mesmo pilotos já eram mortos pela população civil, o que curiosamente levou o Vietnã do Norte a ameaçar agricultores de represália, caso pelo menos UM dos pilotos não fosse entregue vivo. Afinal, eram fonte de informação e moedas de barganha nas negociações.

      Mas o detalhe é que os agricultores levaram o “UM” a sério, então só eram obrigados a entregar apenas um dos membros de uma tripulação vivo. Isso foi o que aconteceu com o piloto do vídeo que eu dei o link acima.

    • A pergunta que fica é: Os combatentes do Estado Islâmico conhecem e respeitam a Convenção de Genebra?

      Sinceramente eu não gostaria de ser o piloto responsável por fazer essa pergunta pessoalmente e principalmente se eu tivesse acabado de passar jogando bombas sobre eles. Nesse caso, gostaria de ter essa carabina no meu kit, pois ser capturado vivo pelos mesmos não seria uma opção para mim. Faria o máximo pra levar o maior número de combatentes possível pra vala junto comigo.

    • “…unless it is apparent that he is engaging in a hostile act.”

      Acho que é bem simples o piloto ou não montar a arma, ou simplesmente jogá-la fora para ser caracterizado como person NOT engaging in a hostile act, como já aconteceram inúmeras vezes.

      Infelizmente nem todo mundo é signatário ou até se importam com a Convenção de Genebra.

    • Essa regra não faz nenhum sentido.
      Um piloto pode soltar uma bomba um míssil em um soldado ou civil indefeso no solo. Mas se ele estiver pousando de para-quedas não pode ser alvejado pelos demais, pois está indefeso.
      De qualquer forma, como toda regra, acaba sendo violada.

      • Eu me referia a atacar os soldados com aviões. Um sentinela é irrelevante contra um ataque aéreo.
        PS1: pressupondo a inexistência de defesa antiaérea, o que é a regra em países subdesenvolvidos.
        PS2: o ataque dos EUA que matou o general iraniano foi criminoso? Ou ele estava dentro de combate?

        • Rafael, assim, sendo bem chato, acho que nenhum piloto que se preze iria gastar munições contra apenas um sentinela à menos que exista algum propósito muito forte por trás dessa ação, o que normalmente não é o caso. Se esse sentinela guarda algum tipo de instalação importante, é mais provável que o piloto concentre suas atenções em destruir a instalação em si, certo? E se for uma instalação importante, é de se supor que haveria algum tipo de defesa anti-aérea.

          Ataques de aeronaves contra soldados geralmente ocorrem durante ações de apoio aéreo aproximado, por motivos óbvios, e ataques de interdição, quando veículos os estão transportando para as linhas de frente. Às vezes existe a sorte de um alvo estratégico como entroncamento ferroviário estar, naquele momento, apinhado de tropas inimigas, mas nesse caso seria um ‘bônus bem vindo’ ao invés de o objetivo da missão.

          O ataque dos EUA que matou o General Iraniano foi perfeitamente legal à partir do princípio em que ele era um integrante militar inimigo que ativamente busca concentrar esforços de irregulares para ataques à diversos alvos, sendo que o referido general sabia da superioridade em ISR de seu inimigo e não tomou as precauções necessárias para garantir sua sobrevivência, ou simplesmente desdenhou da resolução de seu inimigo em atingi-lo.

          • Leandro,
            O ataque não seria apenas contra um sentinela, mas contra as tropas que ele “resguardava”. Um acampamento ou um quartei desprotegido. Em países subdesenvolvidos é comum essas instalações não possuírem defesa antiaérea. Usei sentinela no sentido dele ser incapaz de frustrar o ataque, refutando o argumento do Roberto de que se tem um sentinela eles estão em combate.
            Reitero. Para mim são alvos válidos e podem ser atacados. O que eu acho bizarro é quererem proibir de atacar os pilotos.
            O piloto passa jogando napalm em tropas militares e aldeias vietnamitas aí tem algum problema, cai e a população tem que respeitar sua integridade física, pois matá-lo seria covardia, selvageria ou falta de cavalheirismo. Ou seja, na lógica de vocês e da Convenção de Genebra, jogar napalm não era covardia, pois os soldados estão na guerra para serem mortos mesmo. O piloto é café com leite. Fora do avião vira intocável e não pode ser morto, porque é covardia.

          • Rafael, existe uma diferença entre soldados alojados em um acampamento ou quartel aguardando ordens. Esses soldados estão sendo bem alimentados, sendo treinados, equipados e podem estar estudando a melhor forma de serem usados como ferramentas de combate em algum local que possa lhes dar vantagem, e portanto são alvos legítimos, mesmo que estivessem dormindo em seus alojamentos.

            Da mesma forma que, uma vez que esses soldados entrassem em combate e por algum motivo de combate, seja por artilharia, morteiros, metralha, falta de munição ou o que fosse, tivesse seus equipamentos inutilizado e estivesse cercado e à mercê do inimigo, a Convenção de Genebra também diz que é crime matar esses soldados, mesmo eles tendo disparado contra você segundos antes.

        • Por que atacar um soldado é sempre lícito (mesmo que ele esteja indefeso diante do ataque) e atacar um piloto em seu paraquedas não é lícito?
          A vida do soldado vale menos que a do piloto (oficial)?
          Percebe a contradição?
          Se o piloto está em piores condições de se defender é problema dele e não dos soldados em solo. No avião ele tinha grande vantagem. No paraquedas, grande desvantagem. Um dia é da caça. Outro do caçador.
          Um inimigo dever ser sempre um alvo válido numa guerra.

          • Um piloto de paraquedas não é o mesmo que um prisioneiro. Ele está em combate, ainda que momentaneamente em desvantagem. Carrega arma(s), chama o C-SAR e, se salvo, pode voltar atacar com outro avião. Ou seja, não está rendido e nem indefeso, assim como um soldado em solo contra um avião não está (ou os dois estão indefesos ou não estão; senão você está usando dois pesos e duas medidas). Enfim, sua comparação com um prisioneiro rendido e desarmado é inválida.
            Como você bem disse, o objetivo da guerra é vencer. Se você fala: pilotos, podem me bombardear a vontade, caso vocês caiam em meu território, serão tratados como um lorde inglês, você, de certa forma, encoraja-os a te atacar.
            Agora se você mata os pilotos abatidos, causa um pouco de terror psicológico e até mesmo quem planeja as ações de ataque irá evitar mandar seus pilotos para missões muito arriscadas, com medo de perder seus pilotos. Um país que quer vencer uma guerra, ainda mais um país que está sendo atacado, não pode se dar ao luxo de poupar pilotos inimigos, até porque um piloto é um alvo muito mais valioso do que um infante.

        • Roberto, a ação não possui legitimidade e não existia a prévia autorização das autoridades iraquianas. Pode-se concordar ou discordar, mas enxergar legitimidade naquela ação é complicado. Logo depois do acontecimento o parlamento iraquiano aprovou e pediu o retiro das tropas norte-americanas, justamente pela grave violação de soberania sofrida, onde cidadãos iraquianos perderam a vida. Os yankees não apenas se recusaram mas ameaçaram até represálias.

          • Thiago, a ação foi perfeitamente legítima contra um alvo militar (liderança é alvo legítimo). Se estava em solo Iraquiano, azar o dos Iraquianos. Não deveriam ter perdido a guerra. E sim, é simples assim. Teatro de operações é assim mesmo.

    • Joe,
      Beber água contaminada é pior do que ficar sem beber. Mata mais rápido por desidratação devido à diarreia e vômitos. Na Amazônia realmente tem muita água… contaminada.
      Água não contaminada só direto da chuva ou de alguns cipós. A água coletada de fontes ou do rio precisa ser filtrada e purificada (Sol, iodo, cloro, fervura).

      • Lembrei do making-off do filme Platoon, onde eles relatam o treinamento de 1 semana que os atores receberam de um consultor ex-militar (curiosamente o general que aparece no final ordenando o ataque aéreo).

        Eles se embrenharam na mata (nas Filipinas, de clima semelhante à Amazônia) e tiveram de fazer atividades típicas de soldado, como cavar trincheiras e montar acampamento.

        Uma coisa que era proibido era beber água dos riachos, coisa que um dos atores fez, só para depois descobrir que tinha um suíno morto DENTRO do riacho, uma centena de metros antes de onde ele bebeu a água…

      • Boa tarde pessoal. Bosco, comentário perfeito. Já participei em diversas operações simuladas com profissionais da área de sobrevivência em mata fechada. Vou dizer, não é fácil. Você só continua porque é obrigado a sobreviver mesmo, mas é cansativo ao extremo. Fome, sede, dores no corpo, calor, insetos (olha é de ficar maluco), mas a esperança e fé de sempre conseguir sair de lá.

        O problema é que nesse caso da aviação, uma ejeção nem sempre você sai ileso, mesmo sendo feita antes de um míssil ou tiro atingir a aeronave, pois o local de pouso pode ter árvores e conseguir chegar ao chão sem ferimentos já é uma conquista.

        Em fim, se fosse comigo adoraria ter uma m4 junto ao assento para ajudar aumentar as chances de sobrevivência, caso chegue ao chão a salvo.
        Abraços

    • Olá, sou nascido, criado e moro na Amazônia, bem no interior mesmo. Eu já passei situações de sede, não mais que 24H, cercado de água. Era período de chuvas e as estradas estavam intrafegáveis. Beber agua de empossada e suja não é uma boa ideia, o resultado pode ser mais doloroso e mortal que uma simples sede. Agora uma coisa eu garanto, um dia de sede é muito doído!

      Saudações!

    • Trabalho na amazonia, sou extensionista rural, presto assistencia a castanheiros a até 5 dias subindo o rio Maraca, nunca levei agua, 200 ml de hipoclorito e vc passa 3 meses na mata, se não tiver paciencia, 2 dias de diarreia e pronto, se quiser ser cuidadoso, faz um buraco ao lado do rio.
      O que mata na amazonia não é onça, se vc se livrar de cobras e outros peçonhentos vai sofrer e morrer por conta de carapana, pium, pernilongo, tucandeira, e outros, insetos que ninguem se preocupa mas eles te levam ao desespero em 3 dias.

      • Olá amigo Marcão, receita caseira para repelente, cravo da índia, óleo mineral e álcool. Esse é o melhor repelente de insetos testado e aprovado. É só colocar o cravo no álcool para extrair a essência depois misturar com o óleo mineral.

        Saudações!

  5. Curiosidade, qual o kit da FAB? Imagino que seja voltado à sobrevivência, com ração e um equipamento de comunicação, faca, primeiros socorros e no máximo uma pistola pra eventual ataque de vida selvagem.
    Quem souber, responda, por favor.

    • Meu palpite:
      Deve ter uma Pistola Taurus modelo 92, uma faca Tramontina, um sinalizador, água desmineralizada, jujubas e mais alguma coisa.

  6. Dúvida:
    O piloto chega no solo grudado no assento?
    Ou o assento cai separado?
    O
    No chão, o piloto terá de procurar o assento pra encontrar a carabina?

    • Nonato, poucos segundos após a ejeção da aeronave o piloto se separa do assento ejetor e o paraquedas é acionado. Ele chega ao solo separado do assento.

    • Olá, Nonato.
      O sistema mais comum prevê que o piloto seja separado da cadeira ao abrir o paraquedas principal. Ainda assim permanecerá conectado a seu kit de sobrevivência (selva, mar, misto ou especial) por uma fita com alguns metros de comprimento. Ele pode continuar assim, desconectar esse kit ou tentar puxá-lo para si durante a descida de paraquedas.
      Abraço,
      Justin

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