Home Aviação Civil Londres – NY em menos de cinco horas? A tempestade Ciara explica

Londres – NY em menos de cinco horas? A tempestade Ciara explica

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A tempestade “Ciara” que soprou com força neste domingo (9) no noroeste da Europa, sobretudo no Reino Unido, causou danos, inundações e cortes de gás e energia. O transporte aéreo, ferroviário e marítimo tiveram que ser interrompidos, devido às chuvas e às rajadas de vento de mais de 130 km/h. Dezenas de voos foram cancelados. Muitos pousos foram abortados ou tiveram que arremeter diversas vezes (houve um caso onde a aeronave teve que arremeter cinco vezes).

A força de “Ciara” permitiu que pelo menos três voos entre Nova York e Londres com vendo de cauda completassem o percurso em menos de cinco horas: um recorde para aeronaves normais, visto que o lendário Concorde o fazia em três horas aproximadamente.

Veja no vídeo abaixo as dificuldades para os pilotos pousarem.

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

A aposentadoria do Concorde foi uma involução na aviação civil, não é possível que com as evoluções dos motores não temos como fazer um avião civil supersônico economicamente viável? Não precisa atingir Mach 2 como o concorde pode ficar com Mach 1,5 o que ajudaria a diminuir os custos.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Já tem um projeto de um avião super sônico silencioso que poderia viajar acima da velocidade do som sobre a terra. Um dos maiores problemas do concorde é que ficava limitado a voar apenas sobre os oceanos.

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Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

A grande questão é o custo por assento. Acho que as leis da fisica devem ditar as fomas aerodinamicas. É uma equação dificilima se ser equacionada. Quanto maior a aeronave mais o esforço para se atingir a velocidade supersonica, quanto maior o esforço mais ruido e combustivel são emitidos e gastos… se fizer um avião “pequeno” como o Concorde a conta também não fecha

Gustavo
Gustavo
Reply to  Ricardo Bigliazzi
3 meses atrás

Exatamente, no concorde, cada passageiro custava 1 tonelada de combustível.

PST27
PST27
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Ninguém Concordava com ele

Evandro
Evandro
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Mas o vôo supersônico é diferenciado, as aeronaves precisam ter outra aerodinâmica, grandes motores e com isso se tem pouco espaço interno para passageiros e o mais agravante o alto consumo de combustível.
Na aviação comercial tudo é feito sobre a demanda do mercado. O Concord foi incrível, mas comercialmente foi um fracasso.

Edmundo
Edmundo
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

A primeira vez, e inesquecível, em que vi um Concorde foi em 1974 ou 75 aqui em Brasília. Trazia para uma visita oficial o então presidente francês. Passou muito baixo sobre o prédio onde eu morava na Asa Sul do Plano Piloto, deu a volta pelo centro da cidade e pousou na base aérea. Isso ainda escoltado por dois Mirage III da FAB novinhos. Como disse Inesquecível !

claudio couto
claudio couto
Reply to  Edmundo
3 meses atrás

serio isso?

Felipe Alberto
Felipe Alberto
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Não camarada, ou fica abaixo de Mach 1 ou acima do Mach 2,5. Próximo a velocidade do som existe um efeito multiplicador da resistência do ar.
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Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

O que matou o Concorde foi a grande proliferação dos jatos executivos (particulares) a partir dos anos 90. Justamente seus passageiros passaram a ter seus próprios aviões. Este é o mesmo motivo pela 1ºClasse estar acabando. Mais alguns anos e só restará a executiva. E olhe lá. Pois o pessoal mais endinheirado, mas sem ser milionários, vão todos fretar jatinhos. – Quem tem bala na agulha… Aproveite, enquanto ainda existe, para viajarem de 1º. E guardarem em suas lembranças o finalzinho do glamour nos céus. – Nunca viajei de 1º, mas tive a felicidade de viajar no DC10 da Varig.… Read more »

Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
3 meses atrás

Posso estar enganado, mas no vídeo o último avião a pousar parece ser um Embraer ?

João Adaime
João Adaime
3 meses atrás

Nota-se claramente que os aviões que pousaram, o fizeram com visibilidade. Todos eles tocaram o solo atravessados. Logo, o vento não era o principal problema. Os que abortaram o pouso, foi devido à falta de visibilidade. Sem a perfeita identificação visual, o risco é bem maior. Nestas horas, pouso por instrumentos não substitui o bom e velho olho na pista.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
3 meses atrás

Esses pousos com vento lateral devem ser os maiores causadores de cabelos brancos em pilotos de aeronaves comerciais.

luiz antonio
luiz antonio
Reply to  Clésio Luiz
3 meses atrás

….e de contração violenta no final do tubo digestivo dos passageiros de tal forma que não passa nem agulha.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
3 meses atrás

Sorte do dia: eu não sou um dos passageiros desses aviões do vídeo.
Me deu aflição só de assistir isso.

Carlos Campos
Carlos Campos
3 meses atrás

o piloto deve ter ficado feliz, voar quase da velocidade do som deve ser legal

M65
M65
3 meses atrás

Ver o Concorde no terraço do antigo Aeroporto do Galeão no rio era uma atração turística nos anos 70. Após a extinção da linha para o Brasil ainda vi um voando (voo charter) quando passava pela Av Brasil na altura de Gericinó nos fins dos anos 80.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  M65
3 meses atrás

A única vez que vi o Concorde foi quando da última vez em que ele esteve pelo Brasil, acho que foi em 94 ou 96. Também em vôo charter. Quando escutei os motores achei que eram Mirages lá de Anápolis que vinham aqui para o Rio algumas vezes, acho que para o encontro da caça na BASC. Mas quando vi aquele delta enorme, fiquei maravilhado.

Matheus
Matheus
3 meses atrás

Não sei como ainda não fabricaram uma aeronave Executiva supersonica.
Se comercialmente é inviavel economicamente, tenho certeza que algum milionário louco por tencnologia (to olhado pra ti Elon Musk) adoraria ter um desses pra voar o mundo,

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Matheus
3 meses atrás

Leis de barulho são impeditivas para eles. E dependendo do desenho de sua aerodinâmica nem todo comprimento de pista seria compatível.
Ou seja, inviável.
Porém, vontade e dinheiro de ter um supersônico pode ter certeza que muitos bilionários possuem.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Matheus
3 meses atrás

Sim, existe um projeto e deverá voar em 2025, chamado Aerion AS2.

johnny
johnny
3 meses atrás

misericordia da medo de ver o bixo pousando atraversado cheio de inocentes com ventos a quase 200 km aqui na suica ventou muito caiu arvores transbordou rios com as chuvas ta foda hoje ta um dia normal do tipo no olho do furacao kkk os pilotos merecem de ganhar bem imaginem o pavoro deles a responsabilidade pilotos naum podem beber e tem que dormir e comer bem tambem para aturar o ritmo de horas de voo

nonato
nonato
Reply to  johnny
3 meses atrás

Não beber. Não perdem nada com isso.

nonato
nonato
3 meses atrás

Tudo bem. Ventos contrarios dificultam a viagem. Ventos a favor “empurram” o avião. Mas não entendo como um avião projetado para voar a 900 km/h conseguem atingir 1.300 km/h sem afetar a estrutura. Se falou que como o vento (de 400 km/h?) estava em volta do avião, a velocidade em relação ao vento não era de 1300 km/h. Mesmo assim parece estranho. E também não entendo como fica o controle. Certamente esses ventos não são constantes nem na velocidade nem na direção. Então, como o avião consegue se controlar a 1.300 km/h com vento de 400 km/h, quem sabe até… Read more »