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Canhão do F-35A continua com precisão inaceitável

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F-35a
Lockheed Martin F-35A
  • O relatório anual de testes do Pentágono também encontrou 873 problemas de software
  • Ele cita 13 itens que devem ser corrigidos antes da fase de atualização de US$ 22 bilhões

Por Anthony Capaccio – Bloomberg

Adicione um canhão que não atira direito aos problemas que perseguem o programa F-35 da Lockheed Martin Corp., de US$ 428 bilhões, incluindo mais de 800 falhas de software.

O canhão de 25 mm nos modelos F-35A da Força Aérea do Joint Strike Fighter tem precisão “inaceitável” em atingir alvos terrestres e está montado em um compartimento que está rachando, disse o escritório de testes do Pentágono em sua mais recente avaliação do sistema de armas mais caro dos EUA.

A avaliação anual de Robert Behler, diretor de testes e avaliações operacionais do Departamento de Defesa, não revela nenhuma nova falha importante nas capacidades de voo do avião. Mas sinaliza uma longa lista de questões que seu escritório disse que devem ser resolvidas – incluindo 13 descritas como itens de “correção obrigatória” da Categoria 1 que afetam a segurança ou a capacidade de combate – antes da próxima fase do Bloco 4 de US$ 22 bilhões do F-35.

O número de deficiências de software totalizou 873 a partir de novembro, de acordo com o relatório obtido pela Bloomberg News antes da sua divulgação na sexta-feira. Eram 917 em setembro de 2018, quando o jato entrou nos intensos testes de combate necessários antes da produção total, incluindo 15 itens da Categoria 1. O que seria um ano de testes agora foi estendido por mais um ano, até pelo menos outubro.

“Embora o escritório do programa esteja trabalhando para corrigir deficiências, novas descobertas ainda estão sendo feitas, resultando em apenas uma pequena redução no número geral” e deixando “muitas significativas” para resolver, afirmou a avaliação.

F-35A testando canhão de 25mm em 2015

‘Vulnerabilidades’ de segurança cibernética

Além disso, o escritório de testes disse que as “vulnerabilidades” de cibersegurança identificadas em relatórios anteriores não foram resolvidas. O relatório também cita problemas com confiabilidade, disponibilidade de aeronaves e sistemas de manutenção.

A avaliação não trata das descobertas que estão surgindo na atual rodada de testes de combate, que incluirá 64 exercícios em um simulador de alta fidelidade projetado para replicar as defesas aéreas russas, chinesas, norte-coreanas e iranianas mais desafiadoras.

Apesar dos testes incompletos e das falhas não resolvidas, o Congresso continua a acelerar as compras do F-35, adicionando 11 ao pedido do Pentágono em 2016 e em 2017, 20 no ano fiscal de 2018, 15 no ano passado e 20 neste ano. O F-35 continua a atrair novos clientes internacionais, como Polônia e Singapura. O Japão é o maior cliente estrangeiro, seguido pela Austrália e pelo Reino Unido.

No final de setembro, 490 F-35 haviam sido entregues e exigirão uma ampla adaptação. O escritório de testes disse que esses aviões estavam equipados com seis versões diferentes de software, com outra a caminho quando cerca de 1.000 aviões estarão nas mãos dos militares americanos e estrangeiros.

Um porta-voz do escritório do programa F-35 do Pentágono não comentou imediatamente o relatório do escritório de testes.

Brett Ashworth, porta-voz da Lockheed, em Bethesda, Maryland, disse que “embora não tenhamos visto o relatório, o F-35 continua a amadurecer e é o caça mais letal, sobrevivível e conectado do mundo”. Ele disse que “continua a melhorar, com a frota global média com mais de 65% de taxas de missão e unidades operacionais com desempenho consistente próximo a 75%.”

F-35A

O Teste Mattis

Ainda assim, o escritório de testes disse que “nenhuma parte significativa” da frota de caças F-35 dos EUA “foi capaz de alcançar e sustentar” uma meta de setembro de 2019 exigida pelo então secretário de Defesa Jim Mattis: que a aeronave seja capaz de 80% do tempo necessário para realizar pelo menos um tipo de missão de combate. Essa meta é conhecida como taxa de “capacidade de missão”.

“No entanto, unidades individuais foram capazes de atingir a meta de 80% por curtos períodos durante as operações desdobradas”, afirma o relatório. Todos os modelos de aeronaves ficaram “por uma grande margem” atrás do objetivo mais exigente de “capacidade total da missão”.

O modelo F-35A da Força Aérea tinha a melhor taxa de capacidade para missões, enquanto a frota da Marinha “sofria de uma taxa particularmente ruim”, disse o escritório de testes. A versão do Corpo de Fuzileiros Navais estava “aproximadamente no meio do caminho” entre os outros dois.

As versões da Força Aérea e da Marinha também continuam apresentando rachaduras nos componentes estruturais, de acordo com o relatório, dizendo: “O efeito na vida útil do F-35 e a necessidade de requisitos adicionais de inspeção ainda estão sendo determinados”.

F-35C da Marinha dos EUA

Problemas com o canhão

Os três modelos F-35 estão todos equipados com canhões de 25mm. Nas versões da Marinha e dos Fuzileiros os canhões são montados externamente e possuem precisão aceitável. Mas o canhão do modelo da Força Aérea está montado dentro do avião, e o escritório de teste “considera a precisão, como instalada, inaceitável” devido a “desalinhamentos” no suporte da arma que não atendiam às especificações.

Os suportes também estão rachando, forçando a Força Aérea a restringir o uso da arma. O escritório do programa “progrediu com as alterações na instalação dos canhões” para melhorar a precisão, mas elas ainda não foram testadas, de acordo com o relatório.

No F-35B, assim como no F-35C naval, o canhão é opcional, dependendo da missão o pod é instalado na barriga do avião

FONTE: Bloomberg

49 COMMENTS

    • No meio civil:

      Padrão americano de desenvolvimento, uma solução mais em conta em constante melhoria, ganham nos upgrades e fidelizam o cliente na necessidade de “aprimoramentos” baseados em longos períodos no mesmo “hardware”.

      Padrão europeu (alemão, suíço e em menor parte francês) e japonês, a solução é bem robusta, tem um custo de desenvolvimento alto por incorporar extrema confiabilidade, mas as atualizações beiram o impossível e o suporte bem como manutenir costumam ser complexos. Quando há uma modernização esqueça o hardware, compra tudo novo.

      Não sei se no meio militar vale também essa impressão pessoal minha. Abç

  1. Impressionante o número de falhas nesse avião 873 problemas de software e mais 13 graves, era melhor ter feitos mais F-22 ali sim é uma máquina de respeito, já o F-35 falta muito, mas muito mesmo para atingir tal patamar. Jaja aparecem os “especialistas” defensores do F-35 falando que é o melhor avião do mundo kkkk, até o pentágono é bem crítico em relação ao avião, nem o canhão que é uma coisa básica os projetistas fizeram direito.

    • Lembrando a definição básica de sistemas: “Software é o que você xinga, hardware é o que você chuta.” Corrigir software é uma coisa, agora corrigir estrutura, motor, etc é outra coisa … E salve a concorrência, não com os “similares” chineses/russos, que não possuem problema algum relatado(perfeitos!), mas sim com os outros fabricantes americanos que pressionam os seus respectivos lobs(congresso, CIA, mídia, etc, lá é livre né!) para que o contribuinte daquele país tenha o melhor produto, e não, por exemplo, um heli de ataque comprado pela cumpanheirada de um país alinhado corruptamente/ideologicamente com outro.

    • Não justificando as demais falhas, principalmente físicas mas, dependente do tamanho do software (que no caso em questão são vários) o número, se forem simples e não críticas, é até comum. Por isto, especificar 900 falhas fica bem vago. Tem que ser classificado o nível de cada uma destas falhas.

  2. Não sou especialista, mas acho que a venda desse avião em grandes quantidades foi muito prematura, deviam ter aguardado mais tempo para superar as falhas existentes, só que o lucro rápido falou bem mais alto.

  3. O F35 e qualquer outro avião que venha neste contexto de custo x tecnologia x funcionalidade, que também afetou o 737 MAX, onde o custo é o principal foco em detrimento dos demais, mesmo o F35 sendo de um custo exorbitante, terá o mesmo desempenho. Insatisfatório ou até mesmo perigoso, com um processo de reparo longo, caro e duvidoso.

  4. Ainda que tenha todas essas “ocorrências”, pelo numero de aviões produzidos e encomendados, numero de usuários e capacidade de up grades futuros, alguém ainda duvida que os problemas serão sanados?

  5. A LM foi boba, dormiu no berço. Ela deveria ter comprado a Embraer e ter pego os melhores engenheiros projetistas do mundo para solucionar seus problemas, Boeing foi mais rápida e esperta.
    (nível alto de sarcasmo)

  6. F-35 x KC-46

    Dois pesos, duas medidas.
    Enquanto a Lockheed empurra com a barriga os problemas do F-35 e na cara dura, pedem mais dinheiro para corrigir a ***da que eles mesmos fazem, a Boeing toma multas, tem unidades recusadas na entrega e leva coice do primeiro escalão da USAF de forma pública.

    Qual dos dois programas tem apadrinhamento político mais forte dentro e fora do Pentágono? Humm…

  7. Tava esperando alguns aqui dizerem que “a tecnologia do canhão é revolucionária, toda tecnologia nova tem erros e a pólvora usada vem de Klingon”

  8. A boa notícia ninguém comentou até agora.

    A avaliação anual de Robert Behler, diretor de testes e avaliações operacionais do Departamento de Defesa, não revela nenhuma nova falha importante nas capacidades de voo do avião.

  9. Essa ideia de usar um canhão tem que ser orgânico, tá certo que o F4 antes de ter um canhão orgânico foi equipado emergencialmente com um canhão num pod para tentar corrigir a besteira que fizeram ao achar que um canhão não era necessário, o Harrier tambémusava pod de canhão e não tinha canhão orgânico mas se deu bem nas Malvinas, mas a arma orgânica vai estar sempre lá e não dá para saber quando se vai precisar de fato de um canhão ou não. Vai que o planejamento da ação não acha necessário o canhão, mas no meio da missão surge a necessidade por conta da missão ter sido alterada por alguma emergência? Os F35A sempre vão estar prontos com o seu canhão, mas se o F35 B ou C estiver sem o pod do canhão poderão ter problemas.

  10. Eu acho que se deveria fazer uma parada séria com a fabricante e procurar corrigir todas as falhas imediatamente sobre risco do governo meter-lhe um processo federal monstruoso em cima deles. E olha que nem sou contribuinte norte-americano que já deve tá p… dentro das calças com tanto custo e pouco retorno!

  11. Curiosidade. Uma listinha dos canhões Gatling americanos:
    M197: 3 x 20 mm (instalado nos helicópteros AH-1)
    Vulcan: 6 x 20 mm (instalados nos caças F-15, F-16, F-18 e F-22 , no sistema CIWS Phalanx e no sistema C-RAM Centurion)
    GAU-22: 4 x 25 mm (instalados nos F-35 A,B,C)
    GAU-12: 5 x 25 mm (instalados no AV-8B e no AC-130U)
    GAU-8: 7 x 30 mm (instalados no A-10)

    • OBS: O Pentágono admitiu que americanos sofreram danos cerebrais no ataque do Irã. Primeiro, falaram que foram 34, agora já admitiram 50. O número exato, nunca saberemos. Pergunta: cadê a defesa anti-aérea norte-americana que, segundo você, é tão boa quanto a russa?

      • Professor, e onde estava a defesa amti-aérea russa quando os americanos atacaram as bases sírias com Tomahawks? Não existe defesa perfeita longe dos simuladores e propagandas de um lado ou outro.

        • Bruno Vinícius Campestrini
          Professor, e onde estava a defesa amti-aérea russa quando os americanos atacaram as bases sírias com Tomahawks? Não existe defesa perfeita longe dos simuladores e propagandas de um lado ou outro.

          —–

          No mesmo local da aviação americana, quando a aviação russa despejou vários grupos antigovernamentais no asfalto.

      • Prof,
        Para que a defesa funcione, tem que haver… defesa. Não existia. A base não estava protegida pelo sistema Patriot, que em tese era o sistema apropriado para defender a base do ataque de mísseis balísticos táticos ou de curto alcance (até 1000 km).
        Quanto à sua afirmação: cadê a defesa anti-aérea norte-americana que, segundo você, é tão boa quanto a russa?
        Talvez antes de eu dizer algo você possa nos mostrar o que sabe sobre o assunto e nos dizer porque você acha que eu estou errado em pensar que os sistemas defensivos americanos e russos se equivalem.
        Eu fico esperando ansioso para a réplica.
        *Até onde eu sei os EUA confirmaram que mais de 50 pessoas sofreram danos “cerebrais” (????) . Na nota oficial não fazia referência a serem americanos.

        • Uma sugestão: antes de me responder dê uma lida rápida no “histórico operacional” em inglês e russo na Wiki acerca dos sistemas S-300, S-400 e Patriot.
          No aguardo!

        • Bosco, desculpe pela minha burrice, o Pentágono emite nota oficial falando sobre vítimas do ataque iraniano numa base norte-americana e fala de 50 vítimas…mas é claro que eles devem ser chineses, obviamente. Me perdoe. Quanto ao desempenho dos sistemas AA russo e norte-americano, não consulte wiki, porque não tem a mínima credibilidade. Basta ver o histórico dos ataques norte-americanos à Síria, dos houties à Arábia Saudita e essa última do Irã aos EUA. Ah, foi porque não tinha sistema AA? ué, uma base norte-americana no Iraque não tem um sistema AA? por quê? por economia? ou será que, já que não funciona, melhor nem ter?

          • Prof,
            A base onde tropas americanas estão estacionadas é iraquiana.
            Esse caso já tá resolvido.

            Quanto as Wiki não ter credibilidade, isso é desculpa de preguiçoso mental. O sabichão não lê o Wiki e acaba não lendo nada e só repete o que algum outro sabichão diz.
            O Wiki é uma excelente plataforma desde que se saiba utilizá-la como referência de pesquisa e desde que se tenha conhecimento prévio minimamente aceitável sobre o assunto.
            Mas em aceitando que o wiki não tem credibilidade o que exatamente tem credibilidade para o senhor? Talvez o Sputniknews? Ou quem sabe o Moscow Times?
            Proponha uma base de dados para que possamos analisá-las friamente de modo a responder suas dúvidas.
            No Wiki geralmente há referência de onde os dados foram coletados. É só conferir. E também é fácil fazer um cruzamento de dados com os wikis de diversos países e conferir as fontes, além de se fazer um cruzamento com o bom senso e a lógica.
            Enquanto não fazê-lo e me trouxer dados (escolha outra fonte confiável então) não há como nos entendermos acerca do desempenho comparado dos sistemas.
            Adianto-lhe que sobre o Patriot há muitas dúvidas acerca de seu desempenho contra os Scuds iraquianos na Primeira Guerra do Golfo em 91 , onde foi utilizado a versão inicial do míssil , mas seu desempenho na Segunda Guerra do Golfo em 2003 foi considerado muito bom e hoje , com os mísseis PAC-3 MSE e PAC-2 GEM/T é considerado superior.
            *Há 30 anos a tecnologia antibalística estava na sua infância e não vejo demérito caso o desempenho dos Patriot não tenha sido dos melhores como afirmam os mais pessimistas. Na verdade eram mísseis antiaéreos adaptados para serem usados contra mísseis balísticos. Na verdade, a tecnologia anti balístico ainda está apenas aprendendo a andar. Vai levar mais 30 anos para que ela fique absolutamente confiável.
            Também há dúvidas acerca do desempenho do Patriot nas mãos dos sauditas. Há fontes conflitantes como não podia ser diferente. Quanto aos sistemas russos, esses sim, há apena uma certeza: nunca foram utilizado em operações reais de combate em lugar algum, nem na Síria, onde estão implantados há 3 anos mas cujo espaço aéreo é invadido diariamente pela força aérea israelense.
            O Senhor citou que o sistema Patriot não tem funcionado nas mãos dos sauditas mas esqueceu de dizer onde os sistemas russos foram eficazes. A inutilidade de um não significa automaticamente a superioridade de outro. Talvez na interceptação de 70 mísseis Tomahakws e JASSMs , né?
            Quanto à “bases americana”, ela é iraquiana e abrigava tropas americanas que lutavam contra dissidentes. Ela era defendida com o sistema Centurion (C-RAM) mas não o era por um sistema Patriot porque os insurgentes e o ISIS não têm mísseis balísticos táticos e nem caças ou bombardeiros.

          • Wiki é um ótimo ponto de partida mas, como toda fonte pública de conteúdo, é preciso cautela. Agora, dizer que o Wiki não tem a mínima credibilidade é, no mínimo, ridículo. Mas como você pediu, te desculpamos.

    • Uma lista bem bonita, pena que esses não vão resolver o problema do f-35, então, listinha bonita mais bem irrelevante e o f-35 continua tendo um canhão de b****.

    • excelente lembrança. estou aguardando o dia em q a russia e china divulgarem publicamente relatórios de avaliação de desenvolvimento de seus caças, certamente aí os comentaristas vão se lembrar de serem críticos tb com o resto do mundo pelo fato dos caças de quinta geração não estarem tão desenvolvidos quantos os de quarta que tiveram só 30 anos a mais para resolver os problemas iniciais e amadurecer o projeto.

  12. E esses são problemas nas unidades americanas. Quero ver a situação dos aliados de terceiro nível. Israel não conta, pois eles tem seu próprio setor dedicado a corrigir essas limitação (só ver que os F-16 mais antigos deles são tecnologicamente tão avançados quanto qualquer um de block 50/52)

  13. Essa questão do canhão é o exemplo típico que costumo mencionar de complicar o que é fácil.
    Na segunda guerra mundial, já tinham inventado a tecnologia de conseguir atirar por entre a hélice em movimento sem atingir as pás.
    Isso sim era tecnologia…
    Hoje, passados 70 anos, fazem um canhão que erra o alvo
    Apesar que nessa área sou cético.
    Um avião em movimento, para atirar no chão, o avião quase não tem tempo de mirar.
    Em um segundo já deve percorrer um km fácil…

  14. É lastimável o que vem acontecendo na industria aeronáutica norte americana, civil e militar. Quais as causas? Talvez excesso de produção, prazos a serem cumpridos, a concorrência, onde a qualidade tecnológica fica em segundo ou terceiro lugar.

    • Os canhões Mauser de 27 mm. também sofrem comentários desfavoráveis. Esses canhões externos tb não dão bom resultado. Lembro os Phantom do VietNã que tiveram que usar casulos com 20mm. O resultado foi péssimo. Parece que o mais tranquilo é a artilharia dos Tornado. Mas, esses usam mais outras capacidades.

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