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Putin supervisiona teste de míssil hipersônico perto da Crimeia

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MiG-31 com míssil Kinzhal
MiG-31 com míssil Kinzhal

MOSCOU (Reuters) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, supervisionou exercícios militares em uma embarcação no Mar Negro, perto da Crimeia, nesta quinta-feira, o que incluiu o lançamento de um míssil hipersônico Kinzhal em pleno ar, disse o Kremlin.

Um par de caças interceptadores MiG-31K testou o míssil Kinzhal em um alvo situado em um local de testes militares, informou o Kremlin. O exercício envolveu várias embarcações da Marinha.

A Rússia anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014, e desde então montou uma infraestrutura militar na península.

A primeira exibição pública do Kinzhal ocorreu em um desfile militar na Praça Vermelha em maio de 2018, e foi uma de várias estreias de armas russas diante dos olhos do mundo.

Putin revelou a existência do Kinzhal em março do mesmo ano, assim como a de outros sistemas de mísseis que se vangloriou de serem imbatíveis, descrevendo como eles são capazes de escapar de qualquer defesa inimiga.

A mídia russa disse que ele pode atingir alvos a até 2 mil quilômetros de distância com ogivas nucleares ou convencionais e que os mísseis já foram enviados ao distrito militar do sul do país.

110 COMMENTS

    • Abater o avião, ou ludibriar seu sistema de guiagem (se possivel), pois com a velocidade do missel é impossível intercepta-lo atualmente.

    • Willber,
      O Putin faz propaganda para o público interno. Esse tipo de arma hipersônica não muda em nada a correlação de forças pelo simples motivo que as armas ora em uso também não são interceptáveis.
      É só guerra de narrativa. Ele quer parecer um salvador da pátria aos olhos do povo russo, e só.
      Ele tá cansado de saber que os veículos de reentrada totalmente balísticos ou manobráveis são de difícil interceptação numa situação real, e impossível no caso de um ataque maciço.
      Como os americanos investem num escudo antimíssil ele em vez de focar no seu quer mostrar serviço inventando armas que furam o tal escudo, como se de uma hora para outra os Topols e Bulavas estivessem obsoletos.
      Não estão e quando estiverem , também os veículos hipersônicos estarão, ou seja, na verdade tal solução é ineficaz.
      Os americanos também querem suas armas hipersônicas mas não com o discurso diversionista de serem “invulneráveis”, e sim porque tal tecnologia permite incrementar o alcance de armas convencionais e atacar alvos de tempo crítico.
      Não há nenhum movimento dos americanos no sentido de armar seus futuros ICBMs , SLBMs ou ALCMs com veículos de reentrada manobráveis ou com veículos planadores hipersônicos (HGVs) ou com mísseis hipersônicos propulsados . Suas armas hipersônicas serão convencionais e basicamente de uso tático.

      • Suas tentativas de defender o indefensável chegam a ser comoventes.
        A Rússia com essa nova geração de mísseis (de várias categorias) está muito à frente dos americanos que terão de remar muito para alcançar.
        Se é que isso é possível.

        • Toinho,
          Você tem que se decidir. Em acreditando na retórica putinesca você tem que admitir que o escudo antimíssil americano funciona contra os ICBMs e SLBMs e com isso , quem está correndo atrás são os russos.
          Quanto aos americanos terem que remar, só pra você ter um ideia, na década de 80 os americanos já tinham o ASM-135 ASAT. Era um míssil antissatélite lançado pelo F-15 que com só 1,2 t , atingia Mach 15 e 600 km de altura. rsrsss
          O velho de guerra SM-3 Block IA, antibalístico e antissatélite, com 1,5 t e lançado da superfície, atinge 500 km de altura e Mach 10.
          Pra bom entendedor, basta.

          • “‘Escudo anti-míssil’ americano não está barrando nem Scud iraniano.”
            Pra você ver como o grande líder gasta mal seus parcos recursos.

          • Lembrando que Kinzhal e ICBM tem funções distintas, a intenção de uso do primeiro é em bases na Europa ou grandes navios de guerra..
            Os Russos não tinha um míssil da categoria do Kinzhal para resolver estes problemas, visto que o Iskander-M é para alvos fixos, sem capacidade anti navio..
            Nos anos 70/80 os Soviéticos também desenvolveram capacidade anti satélites e lançamentos de pequenos satélites com o MiG-31I (inclusive este caça está armazenado até hoje no Cazaquistão), hoje os Russos tem esta capacidade com um míssil pouco maior que o Kinzhal, o Mig-31 também é seu portador…

        • Toinho,
          “A Rússia com essa nova geração de mísseis (de várias categorias) está muito à frente dos americanos que terão de remar muito para alcançar.”
          Com a incapacidade econômica da Rússia de competir com o escudo antimíssil eles resolveram muito sabiamente abordar o “problema” de forma não ortodoxa.
          Há 15 anos os EUA estavam acelerados na busca da tecnologia hipersônica (veículos planadores hipersônicos e propulsão scramjet) e muito à frente de qualquer país. De uma hora para outra somos atropelados pelas notícias que dão conta dos russos estarem à frente , com o míssil Zircon que invariavelmente, ano após ano, estava prestes a ser colocado em operação.
          Mais alguns anos e anunciaram trabalhos adiantados em relação à tecnologia HGV (planador hipersônico) . Novamente, como no caso do Zircon, sem nenhuma prova, no melhor sentido “la garantia soy yo”.
          O único sistema comprovado é Kinzhal, que a rigor é um míssil convencional, com motor foguete sólido que atinge velocidade hipersônica.
          Pouco se sabe sobre ele mas informações podem ser extraídas. Ele parece não ter uma ogiva destacável, portanto, ele chega inteiro ao alvo. Sua manobrabilidade é provida pelas aletas traseiras. Tudo indica que ele é apenas um míssil semibalístico como os antigos mísseis AS-4 e AS-6, só que mais veloz.
          Não é um míssil balístico, porque se fosse teria uma ogiva destacável. É impossível um míssil reentrar na atmosfera por inteiro, como parece ser o caso.
          Se tiver uma ogiva destacável (veículo de reentrada) ela parece não ser manobrável, já que ela não tem aletas (pelo menos, aparentes). Não sendo manobrável, não teria função antinavio e muito provavelmente sua precisão não seria ideal se usando ogiva convencional. Seria só um vetor nuclear.
          Não tendo uma ogiva destacável, ele também não adota o conceito HGV, de deslizamento a velocidade hipersônica.
          No frigir dos ovos, o Kinzhal parece um AS-4 modernizado, baseado no Iskander.
          É um míssil fantástico e acrescenta flexibilidade à tríade nuclear russa, mas que está longe de ser um legítimo representante da tecnologia hipersônica.

          • Muito se crítica os russos pelo “rápido” desenvolvimentos de seus mísseis.
            Mas vamos lá,
            Avangard : não começou se desenvolvido na Rússia moderna, era um projeto dos anos 80, posteriormente fechado por causa do fim da URSS, a Rússia o “reviveu” e aperfeiçoou há mais de 10 anos atrás. ( Então não foi um desenvolvimento relâmpago, longe disso, foi demorado).
            3M22 Zircon : em 2003 já se falava no desenvolvimento do 3M22, ou seja 17 anos atrás, e não se engane, ele foi desenvolvido com base em conhecimento adquirido com mísseis Soviéticos, ( se não estou errado X-60).

            Hoje a força de ICBM russos se baseiam em R-36M2 (vai ser substituído pelo RS-28), UR-100N UTTH ( falam que este será o portador do HGV Avangard), RS-24 Yars Móvel/Silo ,Topol / M ;
            Muitos destes vão ser aposentados pois são Soviéticos ainda.
            SLBM os velhos R-29RMV e suas versões serão substituídos pelos R-30 Bulava..
            Na parte de mísseis de Cruzeiros, aí sim eles tem uma grande variedade, mas particularmente são diferentes uns dos outros, os que pode ser armada com ogiva Nuclear Kh-55/55SM/555 de 2000km a 35000 ( creio que no futuro alguns modelos destes podem ser excluídos), X-102 e Kalirb (este deve ser capaz de ser armado com uma ogiva Nuclear também), mas nenhum destes se parecem, cada um tem suas particularidades, sendo o X-102 a versão furtiva russa..
            Antinavio além dos antigos,tem o 3M55 P-800 Onyx no sistema Bastion e meios de superfície, os Kalirb Club-N/U/PL/A. Nessa parte creio que houve uma confusão, apesar do Kalirb ter uma menor Velocidade que o Onyx, deviam ter escolhido entre um ou outro.
            Então o Zircon e o Kh-47M2 Kinzhal tem seu espaço entre estes, ocupam um nicho diferente dos outros, o Kalirb Subsônico, o Onyx Mach + 2,6, o Zircon Hipersônico, e o Kinzhal também Hipersônico mas tendo um portador diferente e sendo mais versátil..
            Lembrando também do Iskander-M e K o primeiro semibalistico o segundo parece ser um de cruzeiro Sup-Sup, entrou com o fim do INF.
            A quantidade de variedade de mísseis é uma bagunça , mas a maioria disso foi herdado da URSS e foi modernizado com o tempo até ser desenvolvida algo melhor, creio que no futuro muitos vão serem descontinuados..

          • Eu acho que os americanos devem parar de se preocupar com os mísseis russos (que estão em outro patamar) e devem começar a se preocupar com os mísseis chineses.
            Segundo os próprios militares americanos, em algumas áreas, os mísseis chineses já ultrapassaram os dos EUA.

          • Bosquinho, os americanos pavimentaram a estrada para o domínio total do mundo, mas no meio do caminho encontraram uma pedra enorme e aparentemente intransponível: a Rússia. Não fosse ela, os americanos dominariam cada grão de areia, cada gota do oceano, o ar que respiramos, cada pedaço de concreto do mundo. Mas o espectro da Rússia está lá, impedindo, barrando o doce sabor do poder total e ilimitado. Para complicar, está se formando outra pedra, chamada China, que embora atualmente seja menor que a russa, tem potencial para se transformar num obstáculo ainda maior, porque essa pedra chinesa está crescendo cada dia mais, de forma vertiginosa.

            Não adianta tentar destruir essa pedra chamada Rússia, porque Putin afirmou categoricamente: “para que serve o mundo, sem a Rússia?” se alguém destruir a Rússia, a Rússia destruirá o mundo no processo. A Rússia não só impede os americanos do domínio total, como está permitindo o crescimento de outras pedras, como a China, como o Irã. Bem vindo ao mundo novo, Bosco. Lamento que seja um mundo que não é muito do seu agrado. Mas o mundo é como é, não como você gostaria que ele fosse.

        • Antôniokings, vc invertou a ordem das coisas. Atualmente que tem de remar muito são os russos. E aparentemente vão estar remando tambem atrás de chineses daqui a alguns anos.

      • Me corrija se eu estiver errado, mas o custo de operação de uma arma dessas é menor que um Bulava não? Então podem ser fabricados em quantidades maiores, o que já conta como fator dissuasor. Armados com ogivas táticas então, podem ter poder de dissuasão muito maior do que alguns Bulavas.

        • Defensor,
          Armas nucleares como o Bulava e o Kinzhal são dissuasores nucleares, compondo a tríade. Foram feitos para não serem usados.
          Pra jogar arma nuclear em cachorro morto, não precisa do Kinzhal, pode ser com bomba mesmo. Os americanos apostam na bomba B-61 com baixo rendimento.
          Uma troca de armas nucleares entre os EUA, França, RU, Rússia e China em tese, seria com ICBMs, ALCMs, e SLBMs.

          • Bosco
            So fazendo um adendo ao seu comentario:
            “Uma troca de armas nucleares entre os EUA, França, RU, Russia e China em tese seria com ICBMs, ALCMs e SLBMs.

            Uma troca de armas nucleares entre esses países setia o fim do mundo, entrariamos na Era do Mad Max quando estes países deveriam estar juntando esforços para irmos na direçao de Star Trekk.

          • Por que negativaram tanto o comentário dos Bosco? Tecnicamente está correto: uma guerra global nuclear seriam feitos por misseis balísticos de longo alcance com ogivas MIR, usados em ICBMs e SLBMs. E as as armas nucleares são o último recurso.

      • Na verdade os mísseis balísticos da atualidade, são frágeis a uma única defesa e que seria utilizada apenas se necessário, uma explosão nuclear de grande dimensão a uma altitude de baixa órbita, isso deixaria todos os objetos de reentrada cegos e parados em órbita, perdendo o tempo de reentrada e até queimando na atmosfera.

      • Bosco
        Discordo!
        Muitos mísseis de cruzeiro já foram abatidos na Síria!
        Outra coisa é claro que muda sim a relação entre defesa e ataque!
        O pentágono esta em povorosa pelo fato de ñ ser possível interceptar ou abater os hipersonicos.
        Ñ estou te entendo uai!!!

        • Quais mísseis foram ? Resposta: nenhum só relatos mentirosos da defesa aérea Síria para publico interno.

          E os hipersônicos são interceptáveis sim.

        • Sérgio,
          1-“Muitos mísseis de cruzeiro já foram abatidos na Síria!”
          Houve muita alegação disso ter ocorrido mas não mostraram nenhuma evidência. Mostrar destroços de mísseis como prova deles terem sido abatidos é como mostrar um cadáver como prova dele ter sido assassinado.
          As provas seriam convincentes se fossem mostradas as 71 ogivas intactas. Ogivas são blindadas e sobrevivem à queda . Como possuem sistemas de segurança elas dificilmente explodem sem serem nos alvos. *Mísseis que atingem os alvos deixam destroços como os mostrados pelos sírios.
          2-“O pentágono esta em povorosa pelo fato de ñ ser possível interceptar ou abater os hipersonicos.”
          Os americanos, chineses, franceses, russos, britânicos, etc. nunca ficaram em polvorosa antes quando nem se falava em capacidade de interceptar os mísseis balísticos e não será agora que ficarão por não terem capacidade de interceptar “hipersônicos”. Por essa incapacidade dos players nucleares em se defenderem ativamente nas décadas passadas é que se criou a estratégia MAD (destruição mútua assegurada).
          Vale salientar que os hipersônicos são imunes à interceptadores na fase intermediária já que estão muito altos para sistemas AA (Patriot) e muito baixo para interceptadores espacias (SM-3 e GBI). Mas tudo que sobe, desce, e uma hora eles terão que mergulhar em direção aos seus alvos e aí poderão sim ser interceptados por sistemas de defesa de ponto.
          *Como levará décadas para haver uma implementação de tais sistemas em larga escala, haverá tempo dos sistemas defensivos se aperfeiçoar ainda mais.

    • Plenamente, não passa de um míssil do complexo Iskander, aero lançavel.
      A velocidade terminal é de Mach 5, resumindo nada muito fora do padrão.

    • Wilber Rodrigues.

      LASER. Como nada chega nem a pelo menos 20% da velocidade da luz. os raios LASER podem ser a resposta a um missil hipersonico. o que vem sendo testados ha alguns anos.

      Ja esta’ em andamento os testes de armas LASER para o F-35. (instalados no F-35)

      A US Navy tambem esta testando a mesma tecnologia, e pelos que eu saiba, foram instalados em alguns navios.

      Israel tambem esta testando LASERs. para defesa anti-aerea, tanto contra avioes, como misseis balisticos.

        • Caro Bruno
          O laser não precisa ser guiado por radar, ele precisa “ver” o alvo.
          O sistema de mira de um laser são os espelhos pelos quais ele é emitido, podendo ser em varias faixas de radiação, IR, UV, etc …
          o grande problema do laser hoje a longas distancias é que ele perde energia para a atmosfera, aquecendo o ar por onde passa (fazendo um buraco a grosso modo) e ai essa mudança na refração pelo calor amplia o feixe e dissipa a energia.

          • Quem vai rastrear os alvos ainda serão os radares, eles vão travar no alvo, em vez de liberar um míssil vai ser um feixe de laser, e os radares ainda são passivos a serem vítimas de guerra eletrônica e enganados por alvos furtivos..
            Assim como foram desenvolvidos os modernos radares AESA, também existirão meios de guerra eletrônica modernos e mísseis cada vez mais furtivos…
            Única coisa que o Laser vai revolucionar, e no baixo custo da Interceptação e uma capacidade melhor em lidar com saturação..
            Mas ainda fico a imaginar um míssil aproximando em Mach 6 ou 8 num dia bem nublado, o radar rastrear o alvo, mas o laser não consegui abate lo..

          • Sobre Laser encontrei uma boa matéria bem explicativa da MDA (Agência de Defesa contra mísseis):

            “Ainda existem questões significativas sobre os desafios técnicos enfrentados por esse sistema e se eles podem ser superados.

            Rastreamento de precisão: Primeiro, uma arma de energia direcionada precisaria rastrear com precisão alvos do tamanho de um quarto a centenas de quilômetros de distância. Para conseguir isso, o plano da MDA exige o uso de rastreamento passivo em intervalos maiores para detectar o alvo e, em seguida, mudar para o rastreamento ativo quando o alvo estiver mais próximo.

            Os designadores de laser nos sistemas de rastreamento ativo da MDA, que pertencem à família de sensores MIS ( Multispectral Targeting System ) , não demonstraram nada parecido com o recurso de detecção de alcance a laser de alcance estendido. A cobertura de nuvens, a chuva ou a fumaça também podem impedir a detecção do sinal, e é por isso que os telémetros a laser caíram em desuso nos anos 80.

            Além disso, muitas contramedidas básicas podem explorar a fragilidade desses tipos de sensores. Para desarmar um telêmetro a laser, um adversário poderia simplesmente revestir a superfície de seu míssil em material refletivo ou absorvente, ou facilmente colocar poeira ou estilhaços para interromper os sensores eletro-ópticos em um sistema como o AN / DAS-4 , o rastreador a laser mais avançado usado em armas protótipo.

            Controle de raio : Outro grande problema com a tecnologia laser é o jitter – “o grau em que o ponto da luz do laser salta na superfície do alvo devido a vibrações ou outros movimentos”. Para ser eficaz, um laser deve perfurar um único ponto por alguns segundos até que o alvo seja destruído.

            Vários sistemas , incluindo dispositivos de detecção de posição (PSD), giroscópios de fibra ótica (FOG), espelhos de direção rápida (FSM) e vários filtros podem reduzir significativamente a tremulação, mas apenas no nível do mícron – milhares de vezes mais que a especificidade nanorradiana que o MDA exige .

            E, finalmente, o trabalho que o MDA coloca na redução do jitter pode não ser à toa. Os adversários podem explorar facilmente a dependência de um laser em um ponto-alvo projetando seus mísseis para rolar em voo, garantindo que o laser não tenha um alvo estático, mesmo na fase de reforço.

            Escala de potência: o cerne do problema direcionado por armas de energia da MDA é diminuir a proporção de tamanho, peso e potência (SWaP) em um sistema a laser. Em sua justificativa para encerrar o programa Airborne Laser, que montou seis lasers do tamanho de um SUV em um Boeing 737, o secretário da Defesa Robert Gates disse que a Força Aérea “precisaria de um laser algo entre 20 a 30 vezes mais poderoso ” para poder atingir um míssil a uma distância suficiente. Hoje, a Agência de Defesa contra Mísseis quer aumentar o poder de um sistema desse tipo, mas colocá-lo em um drone.

            Para remediar essa lacuna tecnológica, a MDA está adotando duas tecnologias: o sistema de laser alcalino bombeado por diodo (DPALS), que se concentra na construção de um laser singular mais poderoso, e o Laser Combining Lasers (FCL), que combina as saídas de feixe de lasers menores. Infelizmente, ambas as tecnologias requerem aproximadamente 35-40 kg de peso por quilowatt de energia emitida. “Ter qualquer chance de colocá-lo em uma plataforma de alta altitude”, disse o ex-diretor do MDA James Syring, “onde precisamos estar abaixo da janela de 5 kg por quilowatt “. Nem a agência nem os centros de pesquisa e desenvolvimento financiados pelo governo federal indicaram como eles planejam alcançar isso.

            No entanto, se a tecnologia for bem-sucedida, a agência terá problemas com a qualidade do feixe. À medida que o laser viaja para o alvo, “ele encontra efeitos atmosféricos que distorcem o feixe e perdem o foco”. As partículas na atmosfera, como vapor de água, areia, poeira, sal e poluição, podem absorver ou refratar o laser. energia e desabrochar térmico são uma preocupação especial em armas a laser de alta potência .

            Considerações táticas: Mesmo que todas as barreiras tecnológicas tenham sido superadas com sucesso, está longe de ficar claro que as armas a laser seriam uma forma eficaz de defesa antimísseis. Isso ocorre porque os lasers, diferentemente dos interceptores cinéticos, enfrentam limitações taticamente intransponíveis, independentemente da tecnologia avançada:

            •Primeiro, um laser só pode parar um míssil se gerar energia suficiente para cortar seu pacote de eletrônicos. Ao adicionar uma camada mais dura e espessa de blindagem externa , os adversários podem fortalecer a “pele” de um míssil e impedir que ela seja desativada.
            •Segundo, os lasers podem se concentrar apenas em um alvo por vez. Um adversário poderia simplesmente lançar um ataque de salva para proteger as defesas do laser.
            •Terceiro, as armas a laser só podem destruir alvos em sua linha de visão. Isso significa que a maioria dos sistemas não seria capaz de atingir mísseis de cruzeiro de baixo voo. Além disso, os sistemas de linha de visão são restritos pela curvatura da Terra e correm o risco de deixar os alvos escaparem no horizonte – uma limitação não enfrentada pelos interceptores cinéticos que procuram calor.

            Existem também limitações específicas da plataforma exclusivas para os lasers:

            •As plataformas aéreas, terrestres e marítimas precisam estar próximas ao local de lançamento do alvo para alcançar a interceptação de mísseis na fase de reforço. Mas manter perpetuamente armas a laser perto de possíveis locais de lançamento é financeiramente insustentável e, se a plataforma estiver equipada, é arriscada para o
            pessoal militar.
            •As plataformas espaciais podem danificar ou destruir acidentalmente os satélites próximos, arriscando a escalada em um conflito ou inibindo as operações de reconhecimento dos EUA.”

      • Para se interceptar uma ameaça hipersônica a contra-arma não precisa ser hipersônica. Ela precisa só ter tempo de reação e velocidade compatível para que a interceptação se dê a distância segura e se posicionar no ponto futuro onde a arma irá passar.
        Uma abordagem interessante é o uso de canhões (127 e 155 mm) e obuseiros (155 mm) para lançar projéteis guiados HVPs que irão se estilhaçar no caminho da ameaça formando uma barreira de metal. A velocidade hipersônica da própria ameaça fará o resto.
        Outra abordagem será o uso de laser de alta energia ou feixes de partículas. Qualquer aumento de temperatura quando o “veículo” já está no seu limite de tolerância térmica tem potencial de provocar um colapso estrutural.
        Os mísseis de alto desempenho ora em uso têm capacidade de lidar com ameaças hipersônicas na fase terminal. O PAC-3, o SM-2 Block IV, o SM-6 , o Stunner, o Barak 8, o mísseis do sistema S300/400, podem lidar com ameaças mergulhando a Mach 10.

      • Os EUA e Russos já testaram armas laser, sendo o mais potente o laser químico, mas são muito grandes e precisam de muita energia. Vai demorar muito para um laser de caça ter a capacidade de destruir grandes misseis

    • Criando uma explosão forte e grande o suficiente na frente do míssil utilizando da onda de choque para desviar or explodir o míssil.

    • A única forma seria derrubar o avião lançador. O problema é que esse tipo de míssil é para ser lançado a grandes distâncias, O avião fica bem longe dos alvos

    • O IEAv postou uma nota em novembro de 2019, destacando o primeiro ensaio em voo do Motor Aeronáutico Hipersônico Brasileiro. A chamada Operação Cruzeiro. Segue aí a nota:

      “O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) já tem definido o nome da Campanha responsável pelo primeiro Ensaio em Voo do motor aeronáutico hipersônico em desenvolvimento no país: Operação CRUZEIRO. A apresentação oficial da Bolacha alusiva à operação ocorreu no final de outubro, e tem como destaque o sistema integrado veículo acelerador hipersônico (VAH) e motor aeronáutico hipersônico, batizado de 14-X S. “Durante a Operação Cruzeiro, a plataforma de demonstração do motor hipersônico aspirado será levada até sua condição de partida, a cerca de 7.500 km/h na estratosfera terrestre, pelo VAH, baseado no foguete de sondagem VSB-30, o 32º da série”, explica o Dr. Israel Rego, gerente do Projeto Estratégico 14-X do Comando da Aeronáutica (COMAER).

      O VSB-30 já foi empregado com sucesso por duas vezes em campanhas do Programa Australiano HIFiRE, para ensaio em voo de um motor aeronáutico a combustão supersônica (scramjet) e de um planador hipersônico. “No nosso caso, o 14-X S será a carga útildo VAH, funcionando como um terceiro estágio propulsivo “aspirado”, cujos subsistemas já estão sendo fabricados pelo IEAv em parceria com a empresa Orbital Engenharia LTDA, e cujas inspeções e ensaios de qualificação e de aceitação serão conduzidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para posteriores certificações pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI)”, afirma Rego.

      A Operação CRUZEIRO será conduzida a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) que, além de dispor de infraestrutura única para lançamento e rastreamento, apresenta naturalmente uma localização privilegiada, capaz de oferecer um vasto “corredor de voo”, sobre o Oceano Atlântico. Ainda em apoio à Operação CRUZEIRO, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) será utilizado como uma estação remota para rastreio redundante da trajetória acima da mesosfera terrestre.

      “Nesse primeiro ensaio em voo, um dos objetivos principais consiste na telemedida de dados aerotermodinâmicos associados à condição de partida do motor, capazes de validar e otimizar nossos modelos computacionais e dados experimentais obtidos em laboratório. Além disso, ele consolidará o emprego de algumas tecnologias críticas, com destaque para o estágio de compressão móvel, combustor supersônico e sistema de armazenamento e de injeção de combustível (hidrogênio gasoso)”, afirma o Dr. Dermeval Carinhana Jr., Chefe da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. Ele ainda explica: “A Operação Cruzeiro fecha um ciclo de pouco mais de uma década de esforços no estabelecimento dos fundamentos e requisitos associados à tecnologia de propulsão scramjet, ao mesmo tempo em que dá início a um novo ciclo inédito no tocante ao desenvolvimento de um produto de defesa nacional”.

      Nesse novo cenário, fascinante e desafiador, o Diretor do IEAv, Cel Av Lester de Abreu Faria, complementa: “A Operação Cruzeiro se mostra como um primeiro e grande passo em termos de ensaios em vôo hipersônicos, contribuindo para elevar o nível de prontidão tecnológica (TRL) da Força Aérea Brasileira (FAB) no tocante a sistemas de propulsão hipersônica aspirada, saltando do nível 4 (validação em ambiente laboratorial) para o nível 7 (demonstração em ambiente operacional). É só o primeiro passo de uma caminhada disruptiva e impactante no cenário Geopolítico Mundial que colocará o Brasil em uma posição de destaque frente aos maiores e mais desenvolvidos países do mundo. É para isso trabalhamos e é por isso que somos reconhecidos!”.

  1. Resta saber se o míssil tem capacidade antinavio (atingir alvos móveis). Até onde se sabe ele pode ser armado com ogivas nucleares e convencionais, mas contra alvos fixos em terra.
    Muito diferente é atingir alvos móveis. A corrente de eventos é totalmente diferente e há dúvidas se um míssil hipersônico teria capacidade de atingir alvos móveis. Há respostas que ainda precisam ser dadas.
    Um radar no bico de um míssil Mach 10 funciona? Há formação do plasma ao redor? Em havendo, ele interfere no radar? Em tendo um seeker de imagem térmica, o calor gerado pelo atrito não obstrui o sensor?

        • Bispo,
          “Cientista militar” é um “especialista”. Ele ganha para trabalhar numa determinada aérea e se especializou nessa área. O mesmo de um militar. Ou ele é da marinha, da aeronáutica ou do exército.
          E mesmo sendo, por exemplo, do exército, ele pode ser da arma de infantaria, da cavalaria, da artilharia, etc.
          Um “cientista militar” especializado em propulsor de foguete pode não entender nada de sistema de navegação inercial. O engenheiro chefe do projeto pode entender de tudo a respeito de míssil mas talvez não entenda de torpedo ou de submarino. Simplesmente não é a área dele.
          O mesmo a respeito dos militares. Já fui amigo de um coronel da artilharia há 30 anos (na época éramos “parentes”), hoje na reserva, e o conhecimento dele a respeito de armamentos , mesmo da “artilharia” era irrisório. Ele não pensava fora da caixinha. Ele sabia bem o ABC que tinha disponível no EB mas não sabia por exemplo, da existência do projétil Copperhead guiado a laser utilizado pelo USA ou de como funcionava a ogiva MaRV do míssil Pershing II.
          Quando jovem eu era rato de biblioteca nos Ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica. Fui lá centenas de vezes (na época não tinha internet) e sempre estava vazia. Quando tinha alguém era vendo o Diário Oficial. Revistas de tecnologia militar americanas, novinhas em folhas com … 5 , 10 anos, o que denotava que jamais eram sequer folheadas.
          Os maiores especialistas em temas tecnológicos militares , pasme, são do ramo jornalístico. Muitos até provêm do ramo “científico” ou militar , mas não foi lá que eles adquiriram sua expertise e sim após anos de estudos independentes.
          Aqui mesmo na Trilogia temos o Dalton. Quem sabe sobre navios militares como ele? E ao que me consta ele é civil e não é “cientista militar”.
          Portanto, essa sua alegação preconceituosa “existe uma distância abismal entre “especialistas de chat” e cientistas militares…o festival de asneira é quântico.” devia ser repensada. Talvez você esteja considerando “asneira” algo que você não entende ou que entende mas vá de alguma forma de encontro às suas convicções.

    • Radar e eletro óptico, no funcionária nessas ocasiões, mas uma câmera com duplo sensor e uma cabeça de guiamento inteligente, talvez consiga identificar objetos no meio do mar em movimento.

    • Bom o Kinzhal não tem velocidade terminal em mach 10, e sim Mach 5 e não sai da atmosfera igual ICBMs, portanto, não ocorre formação de plasma e seekers IR ja funcionam bem a MACH 10.

      Ex: os mísseis do THAAD.

      Agora se os russos dominam essa tecnologia é que deveria ser a questão.

      • Augusto,
        A diferença é que o seeker IR do THAAD começa a funcionar a 40 km de altura pra cima, já um possível seeker IR do Kinzhal teria que funcionar a 40 km para baixo, até o nível do mar.
        Quanto à ionização ao redor do míssil , se ele for capaz de velocidade Mach 10 a baixa altitude eu não duvido que se forme. Isso inviabilizaria o uso de seeker radar e o faria muito visível ao defensor. Se tem coisa que um míssil hipersônico não é é ser furtivo.
        Vale salientar que em naves espaciais (feitas para reduzirem a velocidade) o plasma se forma na alta atmosfera num ângulo de reentrada muito raso e a Mach 25.
        Artigo interessante: https://digital-commons.usnwc.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1796&context=nwc-review

  2. O Kinzhal, apesar da propaganda russa, é só um entregador de arma nuclear ou convencional que tem alta velocidade. Ele irá se somar ao KH-55 com a vantagem da velocidade. O KH-55 tem maior alcance e voa lento e baixo e o Kinzhal voa alto e rápido. Os dois combinados oferece uma grande flexibilidade, inclusive, permitindo vetores diversos.
    Uma excelente combinação para a “perna” aérea da tríade russa.
    Já no computo geral, não agrega muito à tríade como um todo já que os ICBMs e SLBMs russos continuam capazes de penetrar as defesas americanas e da OTAN.

  3. Será este o terror dos porta aviões ??? Se cumprir com as especificações técnicas até então difundidas vai ser um baita armamento.

  4. Aeronaves “stealth” foram consideradas pela Rússia artefatos dispensáveis em um passado não muito distante.

    Hoje tentam a todas as custas finalizar o tal de SU-57. Seja stealth, meio stealth ou nada stealth.

    Hoje vemos muitos comentarem que os misseis hipersonicos russos são mera propaganda, mero isso, mero aquilo.
    Bom. Eu não tenho gabarito técnico para comentar nada dado o fato de sou um mero leitor.
    Se fosse eu um cientista que desde o início da vida adulta estudantil gastasse ou investisse meu tempo em ciências, especialmente as voltadas ao cunho de desenvolvimento de artefatos militares, talvez pudesse dar um “Piteco” mais assertivo.

    Mas não precisa ser especialista em nada para entender que os americanos querem e estão gastando ou investindo muito valor humano para teres as armas hipersonicas que os russos alegam ter.

    Vai ver, ao invés de leitores e comentaristas tomados por ideologias, ambos os lados teem estruturas educacionais, valores humanos e disponibilidade técnico científica para projetarem, desenvolverem, fabricarem e testarem seus brinquedos.

    A nós nos resta lermos e falarmos um monte de conjunturas daquilo que imaginamos saber com base em nossas leituras.

    • Rogério,
      Você escreve bem mas sua leitura é nível básico.
      *Você deve ser o sujeito mais caladão do planeta já que só dá pitaco no que tem formação universitária.

      • Obrigado pelo seu comentário amigo Bosco. Como sempre muito elucidativo.
        Pensei que ninguém importante fosse se atentar às minhas palavras, dada a sua pessoa, me sinto lisonjeado.
        O que comentei foi minha paca visão. Se isso cutucou, ofendeu o amigo. Sinto muito.

        Mas digo que me deixou feliz pois simples corroborou com tudo o que eu comentei em meu comentário.

        ABS.

  5. Entro para ver os comentários e confesso que fico decepcionado quando não vejo os do Alexandre Galante,principalmente quando o assunto são armamentos russos ou chineses.Comentários carregados de ideologias e até de raiva,porquê não foram os EUA ou China/Rússia os donos da novidade chegam a dar asco,principalmente vindo de pessoas com certo conhecimento,ou que afirmam tê-lo.Comentários pró esse ou aquele,feito por leigos é aceitável,pois tem o peso da opinião do torcedor de futebol sobre o time que ele torce.Claro que alem do Alexandre,tem outros,que comentam sem se deixarem levar pela ideologia ou idolatria.Parabéns a esses e continuem comentando.

    • Meu Deus!
      Se se refere a algum comentário meu onde é que ele é ideológico ou raivoso? Só porque eu não bato palma pro míssil e molho minha cueca de tesão? Míssil esse que creio eu (e defendo meus motivos) não tem nada demais e se fosse de qualquer outro país não seria merecedor de tanto alarde.
      Todo dia algum país lança um míssil novo mas eu sou obrigado a seguir o oba oba de todo mundo e aclamar o míssil como a mais letal e sofisticada arma do universo só porque é russo e significa um contraponto ao odiado EUA?
      Em que esse míssil mexe com a correlação de forças como quer nos fazer crer o Putin? Você que é sabichão poderia nos clarear a mente já que a matéria não o faz.
      Eu considero que a Rússia não tem um problema real de penetrar a defesa americana porque já o consegue com os meios de que dispõe e não será esse míssil que irá resolver esse “problema” que de fato não existe, mas você tem opinião em contrária e rosna contra quem comenta mas não diz a que veio. Me mostre a sua tese. Diga-nos porque o míssil merece o destaque que lhe é dado?
      Você pelo menos sabe a diferença entre míssil balístico, semibalístico, de cruzeiro? Sabe o que é HGV, RV, MaRV, um propulsor scramjet? Sabe o que é velocidade hipersônica? Sabe quais mísseis russos e americanos atingem velocidade hipersônica? Sabe algo sobre os sistemas defensivos da OTAN e dos EUA? Sabe algo sobre a cadeia de eventos que leva á destruição de um navio em alto mar?
      Se não sabe nada disso é só um passageiro da agonia e devia só ler o que os outros escrevem em vez de ver raiva e ideologia onde não há.

      • Não mencionei nomes.Disse de maneira aleatória que existe sim ideologia e torcida de futebol nos comentários.Os seus,pode se dizer que são o oposto Antoniokings,.Afirmar que tudo na Russia e China não presta esta para afirmar que o F35 é uma bomba voadora. É bom ver comentários isentos,que analisem ,levantem dúvidas,veja qualidades,mas sem ser categórico em afirmar que aquilo não presta,ou que tal equipamento é o pica das galáxias.Mas mesmo vendo sua tendencia explícita pró EUA e Israel,eu leio seus comentários,assim como leio do Antoniokings,embora eu ache que ele força a barra propositadamente.

          • MMerlin
            Creio que o Edmilson comparou os comentarios do Bosco e do Kings apenas no nivel ideologico, onde os dois sao diametralmente opostos.
            O Bosco sendo totalmente pró-EUA e o Kings pró-Russia/China.

          • MGNVS,
            Você não me vê torcendo contra , inventando estatísticas ou maldizendo a Rússia pu o Putin como faz o Toinho acerca dos EUA e Israel.
            E sim, tenho opinião automaticamente contrária a da esquerda brasileira. Imagine o que a Gleise Hofman ou a Maria do Rosário pensa sobre determinado assunto… eu penso o oposto.
            *Geralmente já que em determinados temas há convergência de ideias, como por exemplo, sou contra o uso de animais em rodeios , vaquejadas, etc.
            Mas repito, diferente do Toinho da Lua e de outros, eu não acho que a Rússia ou a China e seus líderes são o diabo encarnado.
            Defendo os EUA e Israel porque vou contra a corrente ideológica e a doutrinação que os colocam invariavelmente como vilões.
            Sou inteligente e culto o suficiente para não me deixar levar por teses e narrativas enviesadas e muito menos para ter uma visão infantilizada do mundo real, sem levar em conta fatores históricos, culturais, econômicos, etc. E achar que tudo de ruim no mundo é culpa de A, B ou C. Não sou criança e não tenho uma visão simplista do mundo.
            Eu não sou um Toinho de sinal trocado.
            Agora, confesso que tenho uma opinião que o comunismo , o “progressismo” e o globalismo representam o mais próximo da visão do antigo “mal” e aqueles que defendem tais teses ou são ignorantes ou têm má índole.

          • Bosco
            Nao disse que voce é “igual” ao Kings.
            Eu disse que vcs dois defendem ideologias opostas, vc sendo pro-EUA e o Kings totalmente pro-Russia/China.
            Eu tbm nao disse que vc tem uma visao simplista de mundo. Ninguem aqui tem, so alguns MAVs de direita e de esquerda que vem aqui causar polemicas desnecessarias.
            Sobre os politicos que citou, eu repito o que ja disse aqui antes: fora com todos independente de partido ou ideologia, seja “Bolso”naro, Lu la, Dil.ma, Te-mer, Alcki-min, ja vao tarde, reeleicao deve ser proibida, ninguem pode ficar mais de 04 anos no poder igual esses ae ja ficaram.
            Sobre os EUA, minha visao: eles sao os “menos piores”, sobre o Putin: melhor ele do que alguns malucos comunistas radicais saudosistas da ex-URSS, querendo ou nao o Putin é um fator estabilizador na Russia, sobre a China: ditadura disfarcada de economia de mercado. Sobre os governos do Iran e Arabya, radicais e fanaticos que torturam o proprio povo. Sobre Israel, um grande país, que as vzs toma atitudes erradas por causa tbm da ala radical que esta no governo.
            E Bosco, vc ha de reconhecer, nao so o Kings e outros da esquerda, mas muitos da direita aqui tbm tem comentarios tao radicais e polemicos qnto os outros.
            Minha opiniao: nao gosto do Trump, o Obama e Clinton sim eram melhores lideres e melhor assessorados.
            Meu modelo de governo: Países Nórdicos – Suecia, Noruega e Dinamarca, os mais bem colocados no IDH.

          • Bosco
            Outro adendo.
            Vc leu o que o Marcelo Duarte te respondeu?
            Calma.
            Vc realmente tem levado para o lado pessoal os comentarios que vc nao gosta ou aqueles dos quais vc nao concorda.
            Relaxa.
            Aqui é um espaço para debate de ideias.
            Eu mesmo ja fui chamado varias vzs de “isentao, esquerdopata, comunista” e outras bobagens do tipo mas nem ligo pq isso vem de gente que eu considero como sendo ilustres desconhecidos que gostam de causar discordia em sites pela internet afora.
            E o real duplo do Kings aqui seria o HMS Tireless, eles sim, sao iguais em atitudes e diametralmente opostos em ideologia.

      • Caro Bosco
        Além do poder de determinar o quê alguém pode ou não pode fazer, pensar , escrever e opinar , o quê mais todo o teu conhecimento lhe concede como prerrogativa? Sua posição ideológica é pública e notória! Você se baseia em seus conhecimentos para fazer críticas plausíveis sobre os temas abordados. Se alguém não possui tais conhecimentos não significa que não podem ou não devem fazer críticas sobre suas opiniões! Até o momento suas críticas sobre o kinzhal versão muito mais sobre suas dúvidas sobre o sistema do que sobre a realidade ( que você desconhece)

        • Alexandre,
          Parece que quem teve a intenção primeira de “determinar o que alguém pode ou não fazer, pensar , escrever e opinar” foi o Edmilson Sanches quando do seu comentário . Não entendi o porque voltar a sua metralhadora giratória para mim?
          Eu apenas vesti a carapuça e me defendi.
          Esse seu senso de justiça não me parece equilibrado.

    • Não existe pessoa sem ideologia, é pueril pensar o contrário. Ou tu absorve a ideologia dominante no teu meio, ou é convencido por outras ideologias que são apresentadas a ti durante o tempo. Então CENTO DE DEZ POR CENTO de qualquer comentário já feito na história da humanidade tem um embasamento ideológico.
      O que existe é uma pessoa comentar algo, com a visão de mundo que aprendeu no seu meio, e idioticamente (no sentido de ignorância, bozonice), achar que “não tem ideologia”, simplesmente porque não estudou o suficiente, insto é, é burro, imbecil.
      Quanto à matéria, parabéns aos russos. Os russos ou chineses ou norte coreanos ou cubanos ou persas NÃO PRECISAM DE PARIDADE com os EUA quanto à defesa; só precisam deixar os estadunidenses com uma pulga atrás da orelha, mesmo que imaginária. Nesse sentido, aprovo a crítica à ilusão de uma paridade MILITAR de qualquer país no Universo observável com os USA, é a única coisa que resta a eles, afinal.

      • Todos podem ter uma tendencia ideológica,mas contra fatos não ha argumentos.Pode se discutir o que levou aos fatos,mas não mudá-los por simples ideologia.Seria como seu time perder de 10 a zero e vc ainda afirmar que ele jogou bem melhor que o adversário.Se uma arma mata um inimigo com um tiro,não da pra ficar tentando encontrar defeitos na morte dele,que ele levou 1 segundo a mais para morrer,do que se fosse com arma tal.Os mesmos que colocam em dúvidas o míssil hipersônico russo,não colocam um pingo de dúvidas nas armas a laser dos EUA.Os mesmo que reverenciam o Sukhoy SU57,são os mesmos que torcem o nariz para o F35.

        • Você não viu nada!
          Houve tempos aqui em que o Patriot interceptaria mísseis na velocidade da luz, até hoje há os que defendam eles como melhores ou equivalentes aos russos (que construíram e aprimoraram esses sistemas por décadas, por admitir sua inferioridade às forças aéreas da OTAN)

    • Edmilson Sanches
      Vc so falou verdades nos teus comentarios.
      Alguns comentaristas aqui, verdadeiros MAVs de direita e de esquerda, so poluem o site com baboseira ideologica e ate raiva contra esse ou aquele país e tbm com agressoes verbais e ironias contra outros comentaristas que nao concordam com certos pontos de vista.

  6. infelizmente nenhum armamento que a Russia, desenvolver e que seja superior ao EUA , vai ser reconhecido . Aqui neste grupo as únicas armas que funcionam são as Americanas. Os Chineses não prestam , os Russos não prestam.
    Porem eu queria ressaltar que os Americanos , estão enviando suprimentos , astronautas,e até satélites,graças a um acordo com a Russia kkkkk.

    Ou seja, neste momento se não fosse a tecnologia tão ultrapassada dos Russos, os americanos , estavam em solo , sem poder enviar suprimentos nem astronautas ao espaço.

    • Fabio,
      Eu sei que é difícil de entender mas vou explicar com bastante cuidado. O que se discute aqui não é a qualidade da arma que todos sabemos cumprir o que se espera dela (menos a função antinavio que não foi provada), sendo ao meu ver o mais letal míssil ar-sup nuclear em operação, e sim a retórica do Putin:

      “Putin revelou a existência do Kinzhal em março do mesmo ano, assim como a de outros sistemas de mísseis que se vangloriou de serem imbatíveis, descrevendo como eles são capazes de escapar de qualquer defesa inimiga.”

      O que ouso discutir (claro, poderia estar vendo o jornal nacional) é a propaganda em torno da arma e não a qualidade da arma em si. Como já disse, considero o Kinzhal, enquanto vetor nuclear componente da tríade de dissuasão russo (formado por ICBMs no solo, submarinos SSBNs no mar e bombardeiros e aviões de ataque em terra) uma arma altamente letal. O meu ponto é relativo à retórica de ser imune às defesas da OTAN/EUA.
      Ora, só o fato do território europeu ocidental ser enorme e de se ter milhares de alvos potenciais no caso do uso de armas nucleares e convencionais de precisão, já inviabiliza a defesa. Simplesmente não há como prover defesa para toda a Europa.
      No máximo, no caso de uma guerra declarada, os principais centros populacionais e algumas pouquíssimas bases militares receberiam algum tipo de proteção que possa ter a pretensão de neutralizar um míssil como o Kinzhal.
      Vale salientar que se o editor não quisesse que a retórica do Putin fosse discutida ele não deveria tê-la colocado . Fosse só pra discutir os parâmetros técnicos, dados técnicos deveriam ter sido colados e a parte política omitida.
      Fosse também para não se discutir nada o editor deveria apenas postar a matéria sem deixar o espaço dedicado à discussão.

      • Bosco, calma veio. Você não precisa se descabelar e responder qualquer comentário que te desagrada. Sabemos que você conhece muito sobre armamentos (Americanos). Eu mesmo sempre leio. Mais desculpa te dizer ,seu viés ideológico te cega totalmente quando vai comentar sobre qualquer outra coisa. A ponto de você fazer uma força constrangedora para achar algo que desabone outros países e ao mesmo tempo que procura desesperadamente algo que enaltessa os USA. O pior é te faz parecer um Toninho as avessas, tentando defender sua ideologia mesmo a luz dos fatos.Muito triste isso.Poderia entregar bem mais.

    • Para tentar uma defesa contra o Kinzhal primeiro , cada alvo potencial teria que ter um sistema de mísseis nível Patriot/S400/Davids Sling/Barak 8/Samp-T. Esse tipo de missil, diferente de um míssil balístico de médio alcance , só pode ser interceptado na fase terminal. Isso significa à “queima roupa”.
      Cada bateria Patriot só é capaz de defender uma área com mais ou menos uma forma de gota com uns 30 km de comprimento usando o PAC-3 MSE.
      Seriam precisos milhares de baterias para defender cada alvo potencial na Europa. Isso é impossível.
      Só esta característica já inviabiliza a defesa.
      Supondo que haja uma bateria Patriot num dos alvos de um Kinzhal, independente do Putin achar isso ou aquilo, é plenamente possível sim a defesa. Em tese o PAC-3 MSE é plenamente capaz de interceptar veículos de reentrada e mísseis com velocidade Mach 10.
      O fato do Kinzhal manobrar dificulta, mas não significa um impedimento à interceptação, mesmo porque o PAC-3 também manobra tendo em vista que é teleguiado pelo radar da bateria até ativar seu radar milimétrico na fase final da interceptação.
      Há de se levar em conta que um míssil hipersônico num mergulho em direção ao alvo “manobra” mudando alguns graus na sua trajetória inicial. Se for muito ampla essa “manobra” corre-se o risco do míssil não ter tempo para corrigir no final.
      O mesmo ocorre no caso do míssil Kinzhal ser mesmo efetivo contra navios. Nesse caso a defesa fica por conta dos mísseis SM-2 , SM-6 e assemelhados. Sem falar que nesse caso há as defesas “soft”, capazes de enganar o míssil.
      Nem vamos falar que no caso de atacar um CSG (porta-aviões) há de se levar em conta a complexa cadeia de eventos que pode ser detectada e interrompida.

        • Alexandre,
          Claro! Todo míssil antiaéreo só manobra reativamente. Se o alvo não manobra o míssil segue uma trajetória proporcional, que o levará ao ponto futuro onde ocorrerá a interceptação (impacto ou espoletagem).
          Se o alvo manobra novo ponto futuro é calculado e correções são feitas pelas aletas ou pelos foguetes de controle de atitude para colocar o míssil interceptador na nova janela de aquisição onde ele acionará o seeker radar e assim sucessivamente.

          • Alexandre,
            Por mais que um míssil atacante seja rápido e manobrável para o defensor ele se move num plano. É como um mosca andando na tela do computador. A correção do míssil interceptar se dá nesse plano e não no plano tridimensional, como o dogfight entre caças.
            A grande velocidade tem a ver com a redução do tempo de reação da defesa mas não diz nada a respeito da manobrabilidade, que é relativamente lenta.
            Na fase terminal , que é quando ocorre a interceptação desse tipo de míssil, o míssil não manobra. Um Kinzhal pode manobrar por 1980 km da sua trajetória de 2000 km, mas nos 20 km finais ele não irá manobrar porque tem que firmas sua trajetória para não errar o alvo. É nessa hora que ele pode ser atingindo por um PAC-3, Barak 8, Stuner, SM-6, etc.

      • Sim caro Bosco. Entendi seu ponto de vista. A arma é boa, mas a propaganda é melhor ainda. Por outro lado, como poderia ser diferente? O “top” no quesito militar são os EUA! Ora, o Putin deveria então falar: Pessoal, gastamos centenas de milhões de rublos para criar um novo míssil..mas ele era desnecessário e pouco acrescenta ao nosso arsenal…na verdade, nem sei quem foi o “idiota” que autorizou esse novo míssil…
        Ora, claro que tudo que os Russos lançam, tem como objetivo ser real ou propagandisticamente superior ao melhor e o “melhor” ( em teoria, é o “similar” americano!). Não faria sentido o Putin declarar que os novos mísseis russos são invulneráveis a tudo que o Paraguai ou Botsuana possuem…

        • Ypojucan,
          Onde exatamente eu critiquei o Putin por ele enaltecer seu produto?
          Em que momento eu disse que ele está errado em fazê-lo?
          Em que momento eu disse que ele não pode usar de propaganda para enaltecer suas forças armadas ou a si mesmo?
          O que fiz foi citar um fato que julgo ser relevante e não alguma crítica destrutiva.
          O problema é que qualquer comentário que se faça que lhes pareçam uma mijada fora do pinico vocês já a tomam como ofensivo e ainda no processo rotulam o interlocutor como raivoso e proselitista.
          *Também pudera, depois de 40 anos Paulo Freire agradece tanta falta de imaginação e de interpretação de texto.
          O que tentei colocar em discussão (infelizmente não consegui ninguém com argumentos técnicos mas apenas e tão somente argumentos raivosos e ideologizados) foi tentar ver além da fala do Putin e realmente saber o real potencial do míssil em questão.
          Infelizmente não consegui e fui mal interpretado.
          Uma pena!

        • Sei que não faz parte do politicamente correto criticar qualquer atitude dos russos ou chineses, mas eu realmente queria ver a reação dos senhores se o Trump tivesse vindo à público para alardear que os testes com seus misseis de médio alcance lançados do solo voltaram após a retirada dos EUA do INF e que tem potencial de desestruturar toda a defesa da Rússia e da China. Ou que o novo PrSM que está em franco desenvolvimento e logo estará em campo irá mudar a correlação de forças em favor dos EUA em todos os cenários.
          Um dias desses os americanos testaram um novo MRBM lançado do solo e o Trump não disse um “a” sobre o assunto. Já imaginaram o que vocês , izentões, iriam dizer se ele tivesse se manifestado?
          https://www.thedrive.com/the-war-zone/31456/u-s-conducts-first-test-of-non-nuclear-ballistic-missile-following-inf-arms-treaty-collapse
          Há alguns meses os EUA testou o lançamento de Tomahawks de lançadores terrestres e nada foi dito pelo presidente americano no sentido de dizer que tal arma tem potencial de desequilibrar isso ou aquilo. E se ele tivesse dito? Qual seria o comentário dos izentões de plantão no Aéreo?
          Há dezenas de programas de armas americanas mas são desconhecidos para o público porque blogues brasileiros não noticiam e isso deixa parecer que só os russos estão se mexendo.
          Alguns programas de mísseis ofensivos americanos em andamento:
          SM-6 Block II
          PrSM
          JASSM-X
          LRSO
          GBSD
          AGM-183 ARRW
          LRHW
          IRCPS
          HCSW

    • Fabio
      Excelente comentario.
      Infelizmente aqui na Trilogia muita gente faz comentarios ideologicos inuteis defendendo esse ou aquele país e sao poucos os que fazem comentarios tecnicos sensatos e imparciais.

    • A arma não é inútil mas também não é indefensável, os russos gostam de alardear e ate inflamar as capacidades do míssil porque eles não tem um tecnologia como a stealth que da uma vantagem enorme no combate e é ate mais indefensável que os mísseis hipersônicos, quer vocês querem ou não, a verdade é uma só.

      Em falar em verdades, os russos tendo o Khinzal eles mudam completamente os cálculos na Europa, ja que em questão de segundos podem atacar uma variedade de alvos. Armas hipersônicas são armas para atacar alvos antes das defesas serem levantadas essa é a finalidade e não para fura-las depois de levantadas essa parte fica com as armas furtivas.

  7. O motivo da inclusão desse novo míssil no arsenal russo é baseado nas estratégias russas, e se eles gastaram tempo e dinheiro nisso, devem ter esperança que ele faça algo com o qual eles contam.
    Ele é bom ? Eles acham que sim, afinal se cumpre o previsto em sua estratégia, sim, ele é bom.
    Isso não significa que ele possa descumprir as leis da física ou fazer algo radicalmente diferente do que existe hoje.
    A maioria das pessoas que tanto reclamam dos pontos de vista “técnicos” por conta de ideologia se esquecem que um simples míssil (por mais que seja algo complexo “per se”) é apenas parte de um sistema de arma.
    Não adianta ter um míssil desses se não há um sistema de estocagem que permita mante-lo pronto para uso aonde necessário, se não for durável, se não houver um sistema de pontaria / guiagem que o entregue aonde necessário, etc, etc.
    A Russia não informa isso (claro) e por tanto, temos que nos basear nos dados disponíveis, no que já fizeram e é de conhecimento público e extrapolar.
    Temos muitas informações dos sistemas de armas ocidentais e por conta disso acabamos os usando como parâmetro, e esse é um erro. O Russo tem outra maneira de pensar, outras estratégias e táticas e a guerra não segue o principio que a solução de um problema de engenharia tende a ser semelhante, mesmo saindo de dois pontos distintos.
    Não adianta xingar o Bosco, ele colocou fatos técnicos, baseados nos estudos dele. Podem ser falhos ? Podem, mas ele tenta embasa-los com coerência, bom senso e sem ofender a física.
    Ninguem até agora falou a respeito de como os russos pretendem usar esse novo míssil como um sistema de armas de forma factível, só trocaram ofensas como crianças mimadas falando que o pai deles é melhor e maior que o pai do outro.
    Me desculpem o desabafo, mas estou aqui na trilogia para ler e passar meu tempo com discussões agradáveis sobre assuntos de defesa e, como amador junto a amadores, poder entender melhor seu uso e desempenho.
    Queria muito que os leitores que gostam como eu dos sistemas de armas russos discutissem sobre a ideia do emprego desse míssil, de como ele pode ser utilizado, dos vetores, do seu papel na dissuasão … mas só leio impropérios de lado a lado e isso me entristece demais.

    • Vamos lá, provavelmente não é um míssil estratégico como por exemplo ICBMs, mísseis de cruzeiro e SLBMs, ele é um míssil tático pra ser usado nas primeiras horas do conflito.

  8. Bosco,
    Admito que estou muito distante de ser admirador dos EUA, o país que – disparadamente -fomentou mais guerras, invasões, discórdias do que qualquer outro, assim como patrocinou inúmeros golpes ( inclusive no Irã,em 1953) além de ameaçar militar e economicamente outras nações a todo instante. Apesar disso, sempre se mostra como um bonzinho, chegando ao cúmulo de querer dar lições de moral em todos .
    Concordo que o Ocidente é incapaz de oferecer uma defesa efetiva contra os mísseis já largamente em operação. O ataque dos foguetes dos houthis ao aeroporto saudita, dos iranianos à refinaria saudita e agora tb às bases americanas, mesmo depois de avisar antecipadamente, mostram claramente isso. Agora, e depois ? Será que a situação permanecerá assim ? Desta maneira, não vejo nenhum fundamento qdo vc diz que é apenas ” guerra de narrativa “, que o Putin quer parecer “um salvador da pátria ”
    É por isso que os russos desenvolveram o Khinzal, o Avangard ( ambos já comissionados ) e estão trabalhando no Sarmat e outras armas : não estão pensando nos métodos de defesa de hj mas nos que aparecerão em um futuro previsível. Acho que estão, sim, cobertos de razão em agir dessa maneira. O próprio S- 500 esta sendo projetado para abater mísseis hipersônicos, que no momento, apenas a Rússia possui, mas que certamente os americanos e chineses tb possuirão rapidamente.

    • “ Concordo que o Ocidente é incapaz de oferecer uma defesa efetiva contra os mísseis já largamente em operação”
      Ta concordando errado !

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