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Aviões civis derrubados por mísseis e caças desde 1973

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Simulação do Boeing 727 do voo 114 da Libyan Arab Airlines interceptado por dois McDonnell Douglas F-4s da Força Aérea Israelense. Observar que, na época, os líbios usavam a mesma bandeira do Egito … a bandeira verde apareceu mais tarde

Paris, 10 de janeiro 2020 (AFP) – O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou nesta quinta-feira (9) que o Boeing 737 que caiu na véspera perto de Teerã foi derrubado por um míssil, provavelmente por engano.

Relação dos aviões civis atingidos por mísseis e caças nas últimas quatro décadas.

  • 298 mortos, Ucrânia – 17 de julho de 2014: o voo MH17 da Malaysia Airlines que seguia de Amsterdã para Kuala Lumpur é derrubado sobre o leste da Ucrânia, controlado por rebeldes.
    As 298 pessoas a bordo do Boeing 777 morreram, incluindo 193 holandeses.
    As autoridades de Kiev e os rebeldes separatistas pró-Rússia se acusaram mutuamente de disparar o míssil que derrubou o aparelho.
  • 11 mortos, Somália – 23 de março de 2007: um cargueiro Ilyushin II-76 da companhia aérea bielorrussa é derrubado por um míssil logo após decolar de Mogadíscio.
    As onze pessoas a bordo – engenheiros e técnicos bielorrussos que estavam na Somália para reparar outro avião atingido por míssil – morreram no ataque.
  • 78 mortos, Mar Negro – 4 de outubro de 2001: 78 pessoas, a maioria israelenses, morreram quando um avião Tupolev-154, que seguia de Tel Aviv para Novosibirsk, explodiu sobre o Mar Negro.
    A aeronave caiu a menos de 300 km da costa da Crimeia. Uma semana depois, Kiev admitiu um disparo acidental de míssil.
  • 290 mortos, Golfo Pérsico – 3 de julho de 1988: um Airbus A300 da Iran Air, que voava de Bandar Abbas, no Irã, para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi derrubado nas águas territoriais do Irã no Golfo Pérsico por mísseis disparados de um cruzador americano que patrulhava o Estreito de Ormuz.
    As 290 pessoas a bordo morreram e os Estados Unidos pagaram ao Irã 101,8 milhões de dólares em indenização.
  • 269 mortos, Sakhalin – 1º de setembro de 1983: Um Boeing 747 sul-coreano da Korean Air foi derrubado por caças soviéticos sobre a ilha de Sakhalin, após sair da rota. As 269 pessoas a bordo morreram. Funcionários soviéticos reconheceram, cinco dias mais tarde, a derrubada do aparelho.
  • 108 mortos, deserto do Sinai – 21 de fevereiro de 1973: Um Boeing 727 da Libyan Arab Airline que voava de Trípoli para o Cairo foi derrubado por caças israelenses sobre o deserto do Sinai. Apenas quatro das 112 pessoas a bordo sobreviveram.
    A Força Aérea Israelense agiu após o Boeing sobrevoar instalações militares no Sinai e se negar a atender as ordens de pousar.

FONTE: AFP

36 COMMENTS

  1. Eu acho que esqueceram do A321 da MetroJet abatido pelo ei sobre o Egito, 244 mortos…para mim o mais terrível de todos, foi o 747 da Korean Airlines ( KAL007 ) abatido pela União Soviética, a bordo ia um senador americano.

  2. Tem que se criar uma norma internacional proibindo o tráfego aéreo civil em áreas de conflito, ou criando corredores com horários definidos para esse tráfego quando não for possível proibir totalmente.

    • Pois é… isso q me intriga !
      Pegue como exemplo o Boeing 777 da Malaysia Air Lines. Por que sobrevoar uma área, mundialmente reconhecida, como em guerra ?
      Inexplicável…

    • E tem Israel que adora usar a sombra radar de outros aviões para atacar. O pessoal nervoso, atira primeito para ver depois.

  3. E na lista das “quase” vítimas, podemos colocar o Boeing 707 da Varig que fazia a linha São Paulo-Johanesburgo na época da guerra das Malvinas. Não tenho por certas as circunstâncias, mas parece que escapou de ser derrubado pelos inglêses nos últimos minutos.
    Nem consigo imaginar o que poderia ter acontecido se os inglêses tivessem derrubado a aeronave.

  4. Ninguém vê que são áreas de conflitos e a tensão está tão grande que mesmo com confirmação visual ou vários alertas que é um vôo comercial eles acabam fazendo uma cagada dessas e não importa qual o país, pode ser qualquer. Os Russos abateram o vôo Koreano mesmo com quase 100% de confirmação que era um avião comercial assim como os americanos derrubaram o Airbus, mesmo com a tripulação gritando ao capitão que era um vôo civil. Deveria ter mesmo alguma coisa que identifica-se melhor o avião comercial seja um novo equipamento, normativa ou código criptografado. Mas a questão é: vão adotar? Se adotar qual a garantia que não vão bular? E vocês acham que os pilotos ou pessoal de terra pode evitar a tragédia? Claro que sim! Mas desrespeite uma ordem de um superior para ver o que acontece. Não é todos país que faz “baixa desonrosa” por insubordinação.

    • Sim. O curioso é que alguns foristas dizem que os players da Síria não atacam os aviões israelenses por “estarem coletando dados de assinatura de radar”. Esses dados seriam naturalmente compartilhados com o Irã por Assad. Pois bem, depois de 500 anos “coletando dados de assinatura de radar” ainda não conseguem diferenciar um 737 de um caça. O 737 deve ter um cross section do tamanho de um prédio, mas acharam que era um F-35 istéalti.

    • Segundo o Irã o operador confundiu com um míssil balístico e só teve 10 segundos para decidir? Um avião voando a 250 nós, numa rota de ascensão, saindo de um aeroporto e se afastando de Teerã ser confundido com um míssil balístico é complicado, essa equipe deveria estar com muita tensão e não conhecer bem o sistema, eu creio que no radar um míssil e um avião 737 devam ser muito diferentes!

      • Missil balísticos ou missil de cruzeiro? Confundir missil balistico com avião é barbeiragem demais afinal um missil balistico estaria em queda livre e altíssima velocidade. Se for com missil de cruzeiro e mais verossímil.

        • Realmente mas mesmo assim a rota de um míssil de cruzeiro seria diferente da rota do avião, outra coisa o Irã falou que devido ao bloqueio de comunicações a equipe atirou sem ter recebido ordens.

  5. Sei que não se trata de aeronave civil, mas lembro de ter lido certa vez algo sobre uma aeronave militar israelense que por pouco não foi abatida por uma fragata brasileira da UNIFIL. Será que procede??

  6. Podemos incluir no rodapé dessa lista o Boeing 707 da Varig que fazia a rota São Paulo-Johanesburgo durante a guerra das Malvinas. O Boeing escapou de ser derrubado pelos inglêses nos últimos minutos.
    Ficou imaginando o rumo da guerra se os inglêses derrubam aquele Boeing 707…

    • Ocorreu também um desaparecimento misterioso de um Boeing 707-323C da Varig PP-VLU, era o voo RG967, em 30 de janeiro de 1979. O voo decolou do Japão (aeroporto de Narita em Tóquio) com escala em Miami-EUA e destino ao Galeão-RJ. O avião cargueiro levava a bordo quadros valiosíssimos de um artista brasileiro que foram expostos no Japão, porém a aeronave desapareceu com seus seis tripulantes e carga. Buscas foram realizadas no oceano pacífico, porém nenhum destroço ou manchas de óleo foram localizados. E a aeronave permanece desaparecida. Esse caso abriu margem para teorias sobre abates, principalmente por parte russa, segundo consta na internet (que possuem várias hipóteses), o cargueiro levava partes do MiG-25 Foxhound em que o piloto Viktor Belenko havia desertado, em 6 de setembro de 1976. Nenhuma delas possuem embasamento, contudo nada foi comprovado ou negado até hoje…

    • A investigação mostrou que os pilotos sofreram uma desorientação espacial, no mapa que eles tinham a bordo, não haviam menção de um morro na rota de aproximação, e estava a noite. As balas que perfuraram a fuselagem e estavam nos corpos dos passageiros provavelmente se deflagaram das armas dos agentes de segurança durante o incêndio no Douglas DC-6 em Ndola, na Zâmbia, em 18 de setembro de 1961. Há uma teoria que a aeronave poderia ter sido abatida por um Fouga Magister do Congo (se não me engano). Pelo menos a primeira teoria foi o que recentemente as autoridades de investigação apontaram, já a disposta escuta de rádio que comprovaria o abate, ainda está “classificada”, ou seja, está sob sigilo do governo dos EUA…

      • A investigação foi aberta a pedido de parentes das vítimas, após um jornalista citar um militar do exército norte americano e que monitorava escutas de rádio na área, com isso a notícia voltou as machetes e os investigadores do NTSB (National Transportation Safety Board) que trata da investigação e prevenção de acidentes aéreos dos EUA.

        Eles investigaram os laudos das vítimas e laudos da época que eram inconclusivos, levando a crer numa pane de um dos motores. Porém quando a investigação foi reaberta eles constataram divergências entre o mapa e o relevo local, o que aliado com o caráter sigiloso da missão – os tripulantes não avisavam aos controladores locais aonde iriam pousar, com medo de algum atentado – e a noite, fizeram o piloto se aproximar muito cedo da pista, com isso a aeronave teria se chocado com a elevação e feito o pouso de emergência em seguida…

  7. Caraca, esses misseis que atingiram esses aviões não operam com radar? Um avião civil de porte tem transponder que identifica a aeronave e quase nunca é desligado. Ele serve também para identificar se a aeronave é amiga ou inimiga. Ou derrubaram de forma proposital, por pura incompetência ou até por incapacidade técnica..

    • 2 coisas diferentes a se considerar e “chutar”:
      1o. – O radar da bateria de mísseis não é o mesmo do controle de trafico aéreo. Teria de haver comunicação direta entre a bateria e o controle, mas como foi mencionado devido a falha de comunicação, o “ping” do radar, gerou o “pong” do dedo nervoso.
      2o. – Controle de trafico aéreo civil independente do militar.

  8. Se esqueceram do DC10 Itavia abatido nos céus de Ustica em 1989 em uma batalha aérea nunca esclarecida entre forças Franceses, Americanas e Líbias… 81 mortos

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