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Voa o caça JF-17 Block III

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A versão mais recente e potente do caça JF-17 supostamente apresenta tecnologias do jato de caça J-20 de primeira linha da China e fez seu primeiro voo em dezembro, quando o avião de combate sino-paquistanês viu grandes atualizações em eletrônicos dispositivos que aumentarão significativamente sua eficiência em combate, disseram especialistas.

Com o número de série “3000”, o primeiro protótipo do JF-17 Block III foi levado ao céu pela primeira vez em meados de dezembro em Chengdu, província de Sichuan, sudoeste da China, informou a revista Aerospace Knowledge em sua conta Sina Weibo.

De acordo com fotos divulgadas na plataforma social chinesa, a aeronave é equipada com muitas tecnologias comerciais prontas da estatal Aviation Industry Corporation da China, segundo a reportagem.

Isso inclui um novo e maior head up display holográfico de grande angular e um cockpit integrado semelhante ao usado pelo J-20, além de um avançado sistema de alerta de aproximação por mísseis infravermelhos usado pelos caças J-10C, J-16 e J-20, informou a revista.

Wang Ya’nan, editor-chefe da revista Aerospace Knowledge, disse ao Global Times que o desempenho em voo e o design da estrutura do JF-17 foram comprovados em seu serviço passado, mas pode melhorar rapidamente se equipado com dispositivos eletrônicos avançados.

“A China alcançou uma grande quantidade de conquistas no desenvolvimento de modelos como o J-10 e J-20, resultando em muitas tecnologias e equipamentos maduros … se eles puderem ser usados ​​no JF-17, o piloto poderá desfrutar de uma significativa aumento da eficiência no voo, o que também aumentará sua eficiência no combate”, disse Wang.

Analistas disseram que as novas adições ao JF-17 podem dar aos pilotos maior consciência situacional, permitindo que eles se concentrem mais no combate, em vez de pilotar a aeronave.

Outra vantagem do uso de tecnologias comerciais maduras prontas para uso é a sua relação custo-benefício, disse Wang.

Inovações no JF-17 Block III

FONTE: Global Times

65 COMMENTS

  1. Muito bom, isso é para combater o que? Um F-16? Os Chinas estão gastando dinheiro para combater um “vetusto” avião? Vai entender?!

    • Os chinas estão gastando um pouquinho de dinheiro pra deixar os indianos ocupados o suficiente pra não encherem muito a paciência deles na fronteira, isso sem transformar o Paquistão em outro problema, mas sim em um parceiro/cliente que vai depender um bom tempo ainda da China pra continuar sua expansão! Assim eles podem focar em outras prioridades que não a Índia…
      .
      Sds

  2. Neste ponto os paquistaneses foram mais espertos que os indianos, partiram para fazer um caça em conjunto com os chineses e hoje já tem um caça operacional que deu certo, enquanto os indianos ainda estão apanhando do Tejas.

    • Exatamente, a parceria entre China e Paquistão deu certo e acredito que agora com a versão biplace as exportações possam aumentar.

      O Thunder é um caça multifuncional mais em conta e diferente do Tejas já esta ai em operação e com mais de uma centena entregues ao Paquistão e com três clientes de exportação. Agora com o block III com refinamentos como o radar AESA e uma nova suíte de defesa aliada aos novos armamentos pode ser uma opção interessante para muitas nações principalmente aquelas que não tem um alinhamento com EUA/Rússia.

    • A vantagem do Tejas para os indianos é justamente fazerem um caça sozinhos. O Tejas dará um know how maior do que juntar peças russas e chinesas de prateleira.

      • Fábio, obrigado pela resposta.
        Você teria a fonte dessa informação de que já existe um radar AESA para o JF-17 em testes?
        Pode parecer insistência boba, mas o texto acima cita mudanças em vários aviônicos da Block III, sem mencionar o radar e não li nada mais sobre o dito, desde do anúncio do lançamento dessa versão anos atrás.
        Sds.

  3. O JF-17 Thunder a muito me chama a atenção por uma série de fatores, é um caça multifuncional interessante e em uma faixa de mercado que praticamente não tem concorrentes diretos. Alguns falam que o Tejas é seu maior oponente mas este nem pronto esta então as opções a disposição de clientes em potencial vão afunilando ou acabam optando por modelos maiores e mais caros.

    Ao mesmo tempo temos o Paquistão como seu maior usuário e as pequenas exportações que já aconteceram mas que devem ser incrementadas nos próximos anos. Vejo um potencial interessante para o Thunder em países africanos que estão tendo um maior alinhamento com a China já que em alguns casos EUA/Rússia deixaram de lado como fornecedores e Pequim que não é boba esta aproveitando. Pensando além da África existe espaço e quem sabe oportunidades para o pequeno caça apareçam, uma coisa que temos que lembrar sobre o Thunder é o que ao meu ver foi um dos maiores erros do programa que foi a falta de uma aeronave biplace algo que felizmente foi corrigido porque se formos pensar em usuários muitas das nações mesmo com suporte do fabricante e tudo mais não tem uma estrutura de simuladores para o treinamento então vejo que podem ter perdido algumas oportunidades mais amplas.

    Agora com o Block III os vários refinamentos implementados como um novo HUD similar ao que esta instalado no J-20 mais radar AESA e suíte de defesa entre outros pode colocar o modelo em evidência no mercado, convenhamos que isso não seria nada mau. Muito se tem falado também dos novos armamentos que podem ser integrados ao modelo como os novos mísseis PL-15 e bem como bombas guiadas e misseis anti-navio, se a gama de meios for acessível aos clientes as compras podem ser mais interessantes ainda.

    Acho ele uma aeronave de caça multifuncional boa e barata e consequentemente apta a realizar suas missões com qualquer que seja o seu operador, acredito ainda que o espaço que o mesmo venha a ocupar no mercado tende a aumentar mas vamos agradar.

  4. Eles partiram pra uma solução que os americanos descartaram, que é tunar um avião antigo com tudo o que puder de tecnologia moderna, ao invés de partir pra um avião totalmente novo com potencial de evolução (e problemas) muito maior.

      • Esse Tomcat existiu em 1990, um F-14 com motores F-100, instrumentação digital e novo radar. O problema do F-14 era o alto custo operacional além do pesadelo logístico da marinha dos EUA com F-18 e F-14. O F-18E substituiu ambos

    • Um país como os EUA precisam sempre estar na vanguarda tecnológica. Não podem parar o desenvolvimento bélico e investir em equipamento ultrapassado só porque é mais “seguro” e barato.

        • Não, não é .

          A internet e muitos confundem pavorosamente isto

          Ele é um avião construido do zero para substituir no mercado o MIG 21 e F7M .

          Mas o JF17 é projeto novo que não aproveita qualquer peça do MIG 21, nem motor, nem aiframe, nem nada!!

          As pessoas vivem confundindo isto

          JF17 é outro avião de projeto e fabricacao nova la dos idos e do Rafale ou ate mais novo senão me engano.

          Quem é um MIG 21 tunado é o JL-9 FTC-2000. Este sim é um mig21 com nova seção dianteira e aproveita 70% das pecas do F7M Airguard MIg21 Chines. Mesmas asas, fuselagem e motor

          O JF17 é um avião maior

      • A aircraft which which from grounds up design is not even a RSS ( relaxed static stability ) design with corresponding digital FBW to keep it stable in flight , is being compared to Rafale ?

        Fc1 / jf17 is the only aircraft in modern times which is not a RSS aerodynamic design .

        Gripen f16 Rafale typhoon Tejas all are RSS based unstable aerodynamic designs. Hence digital FBW was incorporated into all these aircrafts from the beginning, without which the aircrafts would not have even taken off , forget about flying. The advantage is superior maneuverability, safety , reliability and superior features like disorientation recovery modes , auto low speed recovery modes etc.

        Jf17 first flew with complete analogue flight controls like 3rd gen aircrafts which was possible because it was a non RSS design ie conventional positive stability design like passenger aircrafts etc.

        Later hybrid flight controls , convention in yaw and roll axis and a digital FBW system in the pitch axis. Later jf17b with full FBW . But the advantage is in SWaP ( size weight and power ) savings only because it is a non RSS design , maneverability , kinematic response does not increase over the convention flight control system.

        And jf17 is being compared with Rafale , an aircraft which the designers and developers did not themselves induct

    • “…que os americanos descartaram…” Lembremos do F-16 Block C/D. Ele é um caça relativamente antigo mas esta cheio de contramedidas eletrônicas. Então isso não é totalmente verdade.

      • A ultima vez que os americanos tunaram um avião já em uso foi o FA-18E/F, depois disso partiram apenas pra projetos 100% novos, como o F-22 e o F-35, ou ainda o T-X ou o novo projeto pra substituir o Super Hornet.

  5. A indústria aeronáutica chinesa está avançando a passos largos para a independência tecnológica. Contribuindo com um balanço de forças estratégicas mais equilibrado na região.

  6. What happened to the big claims of fc1/jf17 block 3 being a semi stealth design etc etc ?

    And it beats me why would the Chinese put in latest in-service avionics from operational j10 j20 into a export aircraft like jf17. It defeats the whole rational of having downgraded export variants of weapons , avionics etc , to keep the latest tech from being compromised .

    Eg.
    The hud in question is a 2nd generation product that too export variant, while the latest 3rd generation hud is installed in j20.

  7. Se os “Hermanos” estivessem bem das pernas esse poderia ser um caça para colocar como linha dorsal por um bom tempo na Força Aérea Argentina neh? Comentários por favor…

    • Infelizmente eles terão que se contentar com o pampa-3, na versão mais moderna porém que pode deixar pelo menos os pilotos atualizados na guerra moderna.

    • Espero bem que a Argentina recupere o lugar de destaque que merece e já teve na América latina, pois merecem, são um povo de acção, aguerrido e orgulhoso do que é seu.

  8. Mais um ensinamento para nossa republiqueta de bananas e sua força aérea de brinquedo.
    Estão na versão III do JF17 e nos paramos na versão 1/2 do AMX.
    Parabéns a China, reconhecem que tudo na vida evolui e que comprar e montar projetos importados não é a solução para nada.
    Apenas para torrar dinheiro do contribuinte em favor de gringos espertalhões e alguns nacionais privilegiados !

  9. Toda vez que vejo a sequência de progressos no JF-17 fico pensando o que o Brasil poderia ter feito com o conhecimento adquirido no projeto AMX.
    Nos somos o país de oportunidades perdidas, dos sonhos interrompidos. Só lembrar do AMX, MB-3 Tamoyo, Osório, Charrua, MAR-1, Piranha, Barroso, Subs IKL, Heli H-225M… a lista nunca termina. Pergunto, até quando?

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