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‘Thud’ battle damage

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Por Guilherme Poggio

O Republic F-105 Thunderchief, mais conhecido entre os seus pilotos simplesmente como ‘Thud’, foi o maior caça-bombardeio monomotor construído para a USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) em toda a história.

Os primeiros exemplares de produção foram designados F-105B e a versão de dois assentos para conversão operacional (o F-105C) foi cancelada. A variante seguinte, o F-105D, tornou-se o primeiro avião a incorporar o conceito de aviônicos totalmente integrados, permitindo que o Thud se tornasse um caça para todo tempo. O F-105D evoluiu para a versão F, de dois assentos e dedicada a missões de supressão de defesas antiaéreas inimigas (missões “Wild Weasel”).

Durante o envolvimento dos EUA no Vietnã o Thud se tornou o principal caça-bombardeio da USAF, superando até mesmo o famoso F-4 Phantom II. Cerca de 75% das missões de bombardeio ar-solo forma executadas pelos F-105, perfazendo um total de 20.000 missões de combate. E em função desse emprego intenso o preço cobrado foi bastante alto.

Dos 705 Thud empregados ao longo de todo o conflito, 397 foram perdidos em acidentes ou em combate (mais que a metade). Mas o Thud não se entregava facilmente e por diversas vezes, mesmo duramente atingido, ele trouxe a tripulação de volta à base. As imagens abaixo testemunham o duro castigo sofrido por estes aviões.

Para maiores informações sobre a presença dos F-105 no Vietnã eu recomendo o livro “Thud Ridge”, escrito pelo coronel da USAF Jack Broughton. Um relato excepcional sobre as missões do Thud sobre o Vietnã do Norte. A foto que abre este artigo é do F-105D 62-4338, pilotado pelo próprio Broughton. O “buraco” na deriva da aeronave foi feito por um míssil durante uma das missões do dia 24 de julho de 1967. A aeronave voltou para a base aérea de Takhli, Tailândia, trazendo o seu piloto são e salvo.

O major W. McClelland “dentro” da avaria próximo ao bordo de ataque da asa direita de um F-105D. O dano em combate foi causado pela artilharia antiaérea norte-vietnamita enquanto McClelland executava uma missão de ataque a uma ponte no rio Kuih Bich Dong em 7 de julho de 1967.
Estilhaços de um míssil AIM-9B Sidewinder foram encontrados junto à cauda deste F-105D, mostrando que ele foi vítima de fogo amigo.
Dano no bordo de ataque da asas direita de um F-105D (62-4234) causado por artilharia antiaérea norte-vietnamita.
Ponto de saída do projétil antiaéreo disparado contra um F-105D . O projétil entrou pelo lado oposto.
Acionamento da espoleta de proximidade de um míssil SA-2 norte-vietnamita. O F-105 parece ter recebido danos por estilhaços do míssil

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Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

397 aviões perdidos em 20.000 missões. Taxa de mortalidade de 1,99% por missão. É pouco ou é muito????

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

E nós voando F-8 Gloster Meteor em 1967…

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Bem grande em tamanho. Vi um num museu particular em Dallas. Adoraria tê-lo voado. Cavalo de batalha no Vietnã.

nonato
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nonato

Ssi que houve uma série de matérias sobre esses wild weasel.
Mas alguém poderia explicar em quê consistia essa tática?
Porque, teoricamente, qualquer avião que entrasse no teatro de operações seria alvo dessas baterias antiaéreas.
Por sinal, esses mísseis russos se mostraram bastante precisos, inclusive contrato os B 1, enquanto os mísseis americanos se mostraram pouco eficazes no Vietnã.

Fernando "Nunão" De Martini
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Saldanha da Gama
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Saldanha da Gama

O like negativo a uma resposta educada e composta de informações, só pode ser de um humorista ou doente ou assinante do sputinik. Vou aproveitar os links…..

JuggerBR
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JuggerBR

“Dos 705 Thud empregados ao longo de todo o conflito, 397 foram perdidos em acidentes ou em combate (praticamente a metade)”

Quase a metade, tem certeza??

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

De fato, não foi quase a metade, foi mais da metade dos 705 empregados no conflito.

Pode-se dizer que foi quase a metade, isso sim, dos 800 e poucos fabricados.

Vilela
Visitante
Vilela

Entendi diferente… 397 foram perdidos em acidente e quase metade (dos 397) em combate…

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Olhando assim até parece que o caça era uma porcaria e os pilotos uns incompetentes, mas lendo sobre o assunto e vendo entrevistas com os pilotos logo se percebe o porque: a Guerra do Vietnã foi marcada pelo micro gerenciamento das missões, onde alvos de valor (bases aéreas, baterias de mísseis) eram intocáveis, afinal, os EUA não estavam em guerra com o Vietnã, pois não declarou a mesma… Depois, missões rígidas demais, incursão sobre o alvo vindas sempre da mesma direção. Obviamente os norte-vietnamitas esperavam com as armas apontadas naquela direção. Só no meio da guerra, com perdas assombrosas e… Read more »

paddy mayne
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paddy mayne

O preço foi alto para os pilotos de F-105. Eram missões tão arriscadas que dois pilotos receberam a medalha de honra em missões distintas. Imagino que tinham uma sensação semelhante aos tripulantes das B-17 atacando a Alemanha.

Marcos Cooper
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Marcos Cooper

Pior! Tinham que voar quase rente as árvores caçando sítios dr lançamento de SAM,ficando expostos à todo tipo de armas anti-aérea.

Mauricio Vaz
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O bicho era guerreiro e fortinho eim…

Delfim
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Delfim

Bicho grande e pesado como todo caça da Republic (tb era chamado “lead sled”, trenó de chumbo), tinha 2 características interessantes :
– asas pequenas para seu tamanho e peso, exigia uma pista bem grande para pousar e decolar;
– sua tomada de ar era semelhante à do F-35.

paddy mayne
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paddy mayne

Esse desenho de tomada de ar do F-105 era chamado de “Ferri”, referência a Antonio Ferri, seu idealizador. O conceito recebeu modificações expressivas por conta de estudos de dinâmica de fluidos e alfuns avioes modernos apresentam entradas de ar relacionadas ao modelo Ferri original, inclusive o J-20, dizem alguns foristas.

Wagner
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Wagner

Qual seria a diferença entre missões wild weasel e sead?

Diplomata92
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Diplomata92

Dá matéria até os comentários Parabéns !
Isso sim ea triologia que gostamos.

Delfim
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Delfim

Queria saber pq o F-105 foi escolhido para “wild weasel”.
Afinal era uma aeronave grande, em baixa velocidade e altitude um alvo fácil.
Também por conta do armamento, o Shrike foi o primeiro míssil ARM, tinha várias limitações.
A USAF não poderia usar o F-5A ou o A-7, menores e mais manobráveis ?

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Alcance e carga paga, espaço para eletrônicos. Os mísseis estavam no Vietnã do Norte, longe das bases no sul. Na USN, quem era responsável era o A-6 Intruder (missão Iron Hand).

Leandro Costa
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Leandro Costa

Delfim, quando o F-105 apareceu primeiro sobre os céus do Vietnã do Norte, ele era a aeronave mais rápida de todo o teatro de operações até os Phantom aparecerem pela primeira vez. As primeiras versões dos MiG-21 (MiG-21F-13, salvo engano) tinham velocidade final mais baixa que os F-105, embora aceleração inicial fosse boa e usavam a vantagem de controle de terra para interceptações extremamente eficientes, mas em condições de combate visual, o F-105 conseguia escapar simplesmente acelerando. Obviamente o Thud também conseguia escapar dos MiG-17 simplesmente acelerando e seguindo adiante. E ainda obtiveram algumas vitórias com seu canhão Vulcan M61… Read more »

paddy mayne
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paddy mayne

Esse comentário do Leandro foi uma aula, e merecia ser uma matéria à parte para ter o devido destaque. Aprendi muito, obrigado.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Você é muito gentil, paddy. Mas matérias sobre o assunto já foram escritas e publicadas aqui no Poder Aéreo. O link o Nunão postou mais acima 🙂

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Para conhecer mais a aeronave, aqui um detalhado walkaround por um piloto de “Thud”. Muitos detalhes interessantes, como o aumentador de retorno radar no trem dianteiro, pois a aeronaves tinha baixo RCS para a época:

https://www.youtube.com/watch?v=BrQy5IFszzQ