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Segunda aeronave SC-105 da FAB é entregue em Sevilha, na Espanha

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Evento ocorreu nesta quinta-feira (14), na sede da Empresa Airbus

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez recebeu, nesta quinta-feira (14), em Sevilha, na Espanha, a segunda aeronave SC-105, de Busca e Salvamento, do Projeto CLX-2, em cerimônia de entrega realizada pela empresa Airbus. O evento contou com a presença do Embaixador do Brasil na Espanha, Pompeu Andreucci Neto; do Presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos; do Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta; do Diretor de Programas da Airbus Madri, Felipe Steinmetz; de representantes do GAC-Sevilha e da Gerência do Projeto, de uma tripulação do Esquadrão Pelicano e de integrantes da Airbus.

O FAB 6551 é a primeira aeronave do projeto a ser entregue com o sistema de reabastecimento em voo, o que permitirá à mesma ser reabastecida em pleno voo e ampliar a sua capacidade operacional.

Em seu discurso, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Bermudez, enalteceu o desempenho operacional do SC-105, com equipamentos de alta tecnologia, proporcionando, assim, maior eficácia no cumprimento de Missões de Busca e Salvamento. “A inclusão desse vetor no acervo da FAB corrobora com nosso compromisso de Controlar, Defender e Integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob a responsabilidade do Comando da Aeronáutica (COMAER)”, ressaltou.

Emprego

O emprego da nova aeronave potencializa a operacionalidade da Aviação de Busca e Salvamento da FAB, seja nas Missões de Ajuda Humanitária ou na busca a uma aeronave acidentada, nas quais a participação do vetor é de grande relevância. Dotado de um sistema eletro-óptico, o SC-105 utiliza o espectro infravermelho, podendo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou até mesmo uma pessoa no mar.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Legal, é sempre bom ver as FA´s brasileiras adquirindo algo novo.
A FAB tem planos pra adquirir uma aeronave extra, pra substituir aquela que teve problema no trem de pouso a anos atrás, ou vai ficar 11 aeronaves mesmo?

Junior
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Junior

A prioridade total da FAB nesse momento é o KC-390

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Jr. Entendo que você diz que a prioridade na aviação de transporte seja o KC390, mas talvez fosse apropriado incluir o F39 dentro das prioridades da FAB

Mauricio R.
Visitante

Se a Aviação de Transporte fosse alguma prioridade com certeza não levaria 8 anos, isso mesmo, 8 anos; para ser mobiliada com um novo vetor.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Mauricio, concordo parcialmente. Prioridade é diferente de celeridade (fazer bem feito e rápido) ou pressa (fazer correndo e mal feito). Também é preciso escolher sobre o que haverá prioridade. Os recursos são empregados em custeio, pessoal, investimento. Cada um tem suas prioridades e talvez a prioridade de um setor seja mais prioritária do que do outro… bons administradores elegem prioridades mas também avaliam oportunidades e revisam os planos periodicamente. O que é prioritário hoje não era no passado. Também é difícil juntar prioridade com viabilidade. No fim, é preciso encontrar um compromisso.

Renzo Galuppo
Visitante
Renzo Galuppo

E o que aconteceu aos R-99B do SIVAM, dotados de sofisticado pacote de sensores eletro-óticos? Eles poderiam, nos dias de hoje, ajudar, e muito, no esclarecimento das controvérsias e confusões relativas aos recentes incêndios e desmatamento na Amazônia e ao vazamento de óleo no mar do Nordeste, assim como no apoio a missões de busca e salvamento, como fizeram na localização de partes dos destroços do avião da Air France em 2009. Foi muito dinheiro do contribuinte gasto nesses aviões para eles terem caído em total esquecimento, como parece ser o caso.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

O R-99 é uma aeronave de reconhecimento, e não de busca e salvamento. Apesar de o 2°/6° GAV haver realizado algumas missões nesse sentido, não é a missão da UAE. Essa missão é do 2°/10° GAV. Cada um no seu quadrado. Quanto ao vazamento de óleo no mar, o óleo (espesso), está abaixo da linha d´água, e, nesse caso, o radar SAR não é recomendado. O R-99 já sofreu algumas melhorias, não está esquecido, e passará por um processo de modernização, tal qual o E-99. No meu comando já substituímos a gravação de imagens SAR em fitas DCRsi por HD… Read more »

Pgusmao
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Pgusmao

Logicamente é sempre bom ver nossas Forças Armadas receber qualquer equipamento novo, mas o que me chama a atenção são a quantidade de “autoridades” em cada evento, ainda mais quando é no exterior, a lista é interminável de chefes, subchefes, assessores especiais e representantes disso ou daquilo. Fica sempre a sensação de um agrupamento de boquinhas públicas!!!

Rui Chapéu
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Rui Chapéu

Eu ia perguntar isso mesmo…

Esses 14 uniformizados são todos da FAB?

Precisa dessas 14 pessoas pra receber um avião?
Qual seria a exigência técnica pra isso?

Cristiano GR
Visitante
Cristiano GR

É, isso eu já tinha reparado também, mas nunca havia comparado a questão sobre quando é aqui ou no exterior.
Não sei a quantidade de pessoas em cada viagem, mas é algo a se ficar de olho. Se houverem diárias, então, tem de ser cobrado para que vá apenas 1 oficial para receber e assinar e a tripulação para trazer.
0800 às custas de quem paga impostos, não.

737-800RJ
Visitante
737-800RJ

E aí você compara com a iniciativa privada e o choque é enorme: quando a empresa que trabalho tem que pegar aeronave nova na Boeing ou com algum lessor, vai a tripulação técnica e um ou outro a mais e olhe lá… Minha implicância com o Estado não é à toa.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro 737. É comum na iniciativa privada outros agrados, como por exemplo bancar viagens para a família ou mimos caros (benefícios extraconjugais) ou algum tipo de bônus. Trabalhei em uma grande construtora como técnico logo que concluí o ensino médio. Eu ficava constrangido de ver os badulaques (de ouro) que o pessoal do setor de compras gostava de exibir. É importante apontar os excessos e ilegalidades do setor público, mas é um equívoco ignorar os eventos na iniciativa privada. Os congressos da área médica são escandalosos. Os eventos VIP das empresas privadas caríssimos (Conhece alguém que ganhou bilhetes VIP de… Read more »

Peter nine nine
Visitante
Peter nine nine

Imagine se nos EUA fosse assim, considerando a vastidao dos contratos militares naquele país, comparecer a entregas de equipamentos seria o único trabalho das ditas autoridades.

Salomon
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Salomon

De fato, chama a atenção, é muita gente, e com diárias em dólar. Ainda bem que está vindo, porque se fosse indo poderíamos ter outro vexame. Que aliás, anda meio esquecido, não?

Samuca cobre
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Samuca cobre

Éra bom ter no mínimo umas 4 aeronaves desse modelo ai… olha o tamanho do nosso país!!!

Satyricon
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Satyricon

De preferência com sondas de reabastecimento, como este. Aliás, isso deveria ser padrão pois, como bem disse, o país e enorme.
Estranho a FAB estar exigindo isso nos novos vetores (SC-105, KC, H-225), mas deixando os E99 e R99 sem.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Satyricon. Em uma discussão meses atrás sobre a modernização dos E99 da FAB, alguns colegas mencionaram que seria muito caro instalar sondas em um aparelho durante a modernização. Acho que algum oficial da FAB ou engenheiro da Embraer comentou que a sonda tem que ser prevista na fabricação para valer a pena. Fico com dúvidas se a FAB irá instalar sondas dos aparelhos que foram entregues sem elas (a não ser que eles já tenham sido preparados para receber a sonda no futuro durante a fabricação).

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Não é verdade. A instalação é simples, eu incluí nos requisitos da modernização, mas o AltCom resolveu retirar, assim como outros itens importantes como o SATCOM. A tubulação poderia ser externa, diretamente para os tanques de fuselagem. Eu fui o chefe do Grupo de Trabalho dos requisitos da modernização do E-99, em 2009.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Cel.Nery. Obrigado pela explicação. Acho que essa discussão foi sobre a modernização dos E99M alguns meses atrás. Alguns colegas notaram a ausência da sonda de reabastecimento nas aeronaves brasileiras (que foi instalada nas aeronaves indianas). Dessa discussão ficou a dúvida sobre a decisão da FAB de não incluir uma sonda nas aeronaves modernizadas… se era um problema de custo, um problema técnico, um limite de fadiga da tripulação, ou a operação dos aviões por todos esses anos mostrou ser desnecessário. Não chegamos a uma conclusão.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Putz, então não dá pra entender essa decisão do alto comando.

Para uma frota pequena como a nossa, são itens vitais esses que o Cel. Citou!

Dê mais detalhes, por favor.

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

À época não tinha dinheiro pra tudo, e priorizaram outros itens. Não estava mais na ativa.

nonato
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nonato

Boa tarde, Coronel. Nada como a informação direto da fonte.
Modernizar ao máximo deixaria o avião bem moderno.
Mas colocar mangueira por fora não dá problema?
O que é satcom?

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

Comunicações via satélite.

Satyricon
Visitante
Satyricon

Perfeito.

Samuca cobre
Visitante
Samuca cobre

Cara … realmente eu não entendo como alguém pode negativar um comentário que fala que o número de aeronaves é pequena para o tamanho do Brasil!!! Não dá pra entender… kkkk

Cristiano GR
Visitante
Cristiano GR

Que tenham bons anos na FAB!

Tutu
Visitante

Essa aeronave já não deveria vir equipada com os novos winglets do C-295?

Tutu
Visitante

Sinceramente, não entendo o sentido de negativar um pergunta.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Tutu. Essa questão de “negativar” perguntas é um debate antigo… o fato é que não há como entender porque não faz sentido mesmo.

Fighting_Falcon
Visitante
Fighting_Falcon

Tutu,
Provavelmente no momento do fechamento do contrato o item não estava disponível. A inclusão querendo ou não acarreta custos no projeto e a FAB deve ter deixado de lado, já que a situação financeira não está favorável.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

Vamos ter versão do SAR do KC-390?

Sergio Cintra
Visitante
Sergio Cintra

Terão uma vigia bolha a ser trocada quando necessária. Parte do projeto.

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

Todos os KC-390 têm como missão secundária o SAR. Todos serão equipados para tal.

Rui Chapéu
Visitante
Rui Chapéu

Muito bom saber disso.

Será transporte, REVO e SAR.

KC-390 Multi função!

entusiasta militar
Visitante
entusiasta militar

Nao sou um especialista em aeronáutica, mas se era para substituir os 24 C-115 Buffalos, então deveriam ter sido comprados no minimo 24 aeronaves tambem, sendo 20 C-105 e 04 CS-105, ou seja, estamos com menos aeronaves que deveríamos por falta de recursos nos últimos anos.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Entusiasta, Vinte e quatro aeronaves foi a frota total de C-115 Buffalo que serviu à FAB desde o fim dos anos 60, mas era bem menor que isso o número que estava servindo na última década de operação do avião. Antes do fim dos anos 90, quando se planejava a substituição deles, cerca de 1/3 havia dado baixa por acidentes, e na virada do século os que serviam no então 1º/1º GTT foram substituídos por C-130. Sobravam os do 1º/9º GAv, pois os do 1º/15º já haviam sido trocados por C-95 há bastante tempo. Então, na época da entrada em… Read more »

José Marco Fernandez
Visitante
José Marco Fernandez

Certeza que em breve teremos uma versão do KC 390 para esse tipo de missão.

Julio
Visitante
Julio

Pessoal uma coisa que não entendi por que comprar está aeronave de fora sendo que s Embraer tem similares a altura ?

Marcos R.
Visitante
Marcos R.

Desculpe Júlio, mas você poderia apontar esses similares para um leigo aqui.

Flanker
Visitante
Flanker

A Embraer não tem similar ao C-295. A capacidade de carga máxima dessa aeronave não chega a 10 toneladas, enquanto o KC-390 chega a 23 toneladas. Por que usar uma aeronave tão maior, para uma função que uma aeronave do porte do C-295 pode cumprir. E aqui não estou entrando no mérito das qualidades do vetor em si, pois muitos acreditam que o C-295 é uma ótima aeronave, enquanto outros o consideram frágil, caro e não tão fácil de manutenir e operar. Em todo caso, a Embraer não tem uma aeronave desse porte. Teve menores, como C-95 e C-97, e… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Julio. Acho que a sua pergunta relevante. Talvez fosse simples adaptar um E175 para servir de SAR ou até um Emb145. Talvez o problema seria que essa aeronave dedicada seria pouco usada. Tenho a impressão que o C295 poderá ser usado como transporte regular e cumprir a missão SAR quando for necessário. Contudo é importante lembrar que a Embraer não produz um modelo similar ao C295.

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

A EMBRAER ofereceu uma versão do E145. O modelo não é adequado para a missão. Um dos requisitos é o lançamento de carga e páraquedistas (PARASAR), o que o E175 e 145 não podem fazer. Eu estava no Projeto à época (2009), e participei. da aquisição desses SC-105

Sergio Cintra
Visitante
Sergio Cintra

Cel.
Saudações “duplamente” Azuis!
1- Os SC’s tem console para operador dedicado?
2- Como se da a despressurização em caso de lançamentos? digo em termos de tempo x procedimentos.
Abraços

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

O SC-105 tem console para os operadores de equipamentos especiais (OE), chamado TIDS (Tatical Interface Display System), no caso da Airbus. Normalmente os lançamentos são realizados abaixo do FL100. Quando acima, não sei como é o processo da despressurização. Imagino haver algum comando manual. Vou perguntar pro meu filho que é instrutor de C-105 no 1°/9° GAV.

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

Quando a missão é de lançamento a anv não é pressurizada. Há um interruptor que abre a válvula de regulação da pressurização, que nos vôos em rota permanece na posição AUTO e pressuriza a anv automaticamente ao decolar. Nos vôos de lançamento permanece na posição ABERTO.
Nos lançamentos livre de grande altitude a tripulação voa com máscaras de oxigênio.

Sergio Cintra
Visitante
Sergio Cintra

Obrigado! Era uma duvida q persistia a tempos minha curiosidade, pois em uma atividade C-Sar tem-se essas situações de saltos, mas como é uma aeronave que também possui “equipamentos extras” como seria o proceder?!
Temos aí mais diferenças de especificações e construções necessárias ao modelo.
Grato

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Cel.N. Obrigado pela explicação sobre o PARA-SAR. Apenas por curiosidade, procurei imagens usando a palavra-chave “SAR aircraft”. O que aparece são C130, C295, Osprey, helicópteros, C115, KC390 e alguns turboélices com asa alta. Na maioria dos casos, são aeronaves com pinturas de alta visibilidade, amarelas ou brancas com faixas vermelhas. Fico pensando a razão da FAB manter a camuflagem nos C295 ao invés de branco, amarelo ou algo de grande visibilidade.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Camargoer,
Experimente pesquisar “CSAR Aircraft” e aparecerão aeronaves camufladas.
O esquadrão Pelicano é unidade de SAR e de CSAR (Busca e Salvamento de Combate)

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Nunão. Você tem razão sobre o C-SAR. Obrigado.

Plinio Jr
Visitante
Plinio Jr

Seria interessante padronizar a outra aeronave entregue com sonda REVO tbm…..