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Produção do Sukhoi Su-34 em Novosibirsk pode chegar ao fim

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Sukhoi Su-34
Sukhoi Su-34

De acordo com o artigo de Ivan Safronov publicado no jornal Vedomosti, a produção de aeronaves militares em Novosibirsk pode chegar ao fim em breve.

Desde 2012, a fábrica de aeronaves NAZ Novosibirsk (uma filial da AFK Sukhoi, parte da UAC) está ocupada cumprindo um grande contrato para o fornecimento de 92 bombardeiros de linha de frente Su-34 ao Ministério da Defesa, com uma produção anual com cadência de 14-16 aeronaves.

Agora, com as quatro últimas aeronaves deste contrato a serem entregues, esse contrato de 100 bilhões de rublos está quase concluído, elevando o número total de Su-34s em serviço com as Forças Aeroespaciais Russas (VKS) para 132 aeronaves, equipando quatro regimentos.

Várias fontes dizem que o Ministério da Defesa estará emitindo um novo contrato para outros 48 Sukhoi Su-34 no início do próximo ano. Essas aeronaves serão entregues no âmbito do programa estatal de armamento para 2018-2027.

No entanto, o novo contrato significa que a montagem de aeronaves cairá para apenas seis unidades por ano. A discussão agora é sobre se vale a pena manter uma produção de ciclo completo na fábrica de Novosibirsk, considerando a taxa de produção relativamente modesta.

A opção mais provável é que a montagem dessas aeronaves seja transferida para o principal local de produção da AFK Sukhoi, que é a fábrica de Komsomolsk-on-Amur. Esta instalação de produção já está lidando com a produção do Sukhoi Su-35S e está se preparando para a produção do Sukhoi Su-57.

Do ponto de vista econômico, algumas fábricas de aeronaves de ciclo completo precisarão ser fechadas ou reformuladas para a produção de subconjuntos. Mas, por razões sociais e políticas, isso pode ser dificultado pelas autoridades locais e pelo Kremlin.

Provavelmente também é o caso da fábrica da NAZ Novosibirsk, que já está montando elementos estruturais para o jato de passageiros Sukhoi SSJ, bem como para o bombardeiro estratégico Tu-160M.

Hoje, a parcela da carga da fábrica no âmbito da cooperação já é superior a 40% da produção total e provavelmente crescerá consideravelmente.

Dada a diminuição esperada nas encomendas de defesa do estado, estão sendo trabalhadas várias opções para o desenvolvimento do modelo industrial da UAC como um todo, e o local de cada empresa nesse modelo, incluindo a NAZ, com a montagem do UCAV Okhotnik sendo uma das futuras opções em jogo para a planta da NAZ.

FONTE: Scramble Magazine

38 COMMENTS

  1. Certamente que não se encerrará a linha adicional de montagem do SU-34, além das novas 48 unidades a serem contratadas pela VKS muitos operadores de aeronaves soviéticas no continente africano necessitarão renovar suas frotas, ainda que modestas, de aeronaves de ataque, algumas delas enfrentam guerra contra grupo revolucionários internos como por exemplo Uganda, Nigéria, Etiópia e Angola que já demonstraram interesse no vetor além de Argélia (que já opera) e pode eventualmente expandir a frota com mais um pedido firme… Estudos da própria Sukhoi apontam que com o mercado e a cena geopolítica como está “hoje” ainda apontam a possibilidade para cerca de 100 a 120 SU-34 para os próximo ciclo de 10 anos, o que não é nada “magnífico’ mas compensa manter a modesta linha de montagem adicional… Isso sem falar no Irã que dentro em breve deverá anunciar um pedido grande

  2. O título é um pouco tendencioso.
    Provavelmente, fechem uma linha de produção nessa fábrica.
    Não significa parar de produzir nem mesmo fechar a fábrica específica.
    Esse SU 34 poderia interessar a que países?
    Índia?
    Me parece mais avião de ataque “puro”, só podendo atuar em locais com defesas aéreas frágeis.
    Se bem que nem o F 22 pode agir livremente no caso de defesas aéreas bem protegidas.

    • Concordo com o avião, discordo do míssil. Mansup colocaria o Su-34 perigosamente próximo das defesas inimigas. Esse míssil já nasceu ultrapassado.

    • Compensaria bem mais adquirir junto com o SU-34 o P-800 Ônix ! Daí sim poder de fogo pra ninguém botar defeito… mesma coisa da Índia, só que lá eles equiparam os seus SU-30 MKI com o Brahmos, que é um derivado do P-800… ou seja, um vetor pesado de longa raio de ação equipado com míssil supersônico de grande raio de ação também

    • O SU-34 é uma aeronave muito capaz (e linda, devo dizer), porém, para o Brasil, o certo é investir em mais Gripens. Comprar um modelo diferente de aeronave, de uma doutrina completamente distinta da que estamos familiarizados e com uma cadeia logística totalmente nova, simplesmente não faz sentido e reduziria a quantidade de meios que o Brasil poderia vir a possuir por causa dos custos extras.

  3. Su 34 é um avião lindo, mas essa pintura azul calcinha é sacanagem. É q nem quando quando bilionário árabe pinta o carro de ouro, um sacrilégio com máquinas tão bonitas.

  4. O Su-34 carregado com o Brahmos seria uma ameaça considerável, ainda mais na versão NG. Cada um poderia carregar até 5 desses mísseis supersônicos de nova geração, com alcance de até 300Km. Pena que a Índia já tenha o Su-30MKI e o Brasil não tenha o menor interesse nesse combo.

    • Aquela coisinha horrorosa é o que faz o Su-34 ser um caça bombardeiro diferenciado, é parte da suíte eletrônica embarcada de contra medidas e outros sensores.

      • Mas os outros também não possuem sistemas de guerra eletrônica? Alguns tem até interferidores de fase ativa, algo que os russos ainda não disseram que tem.

        Há fontes dizendo que ali vai um radar, outras dizem ser sistemas para patrulha marítima. Aí sim seria algo único.

  5. Gosto bastante dessa solução Russa de aeronave de ataque. Aparenta ser flexível e, enquanto aeronave de ataque/interdição marítima, confortável para a tripulação.
    .
    Pra patrulha marítima aqui no Brasil poderíamos ir de P-29. Porém um novo avião como Bandeirulha, para substitui-lo, me parece um caminho mais viável.

  6. Eu só queria 2 esquadrões de SU-34 operando na MB a partir de Natal e Rio de Janeiro e uma base avançada em Fernando Noronha onde pudessem ser desdobrados… também seria de suma importância virem equipados com o P-800… Daí sim meus amigos dissuasão anti superfície de qualidade

  7. Acredito que a linha de montagem do SU-34 não irá ser totalmente desativada, pois além das 48 unidades adicionais da VKS, outros países da Ásia, África e até América do Sul precisarão renovar seu inventário.

  8. Sobre os países africanos que precisam renovar a frota, deixo um questionamento. Não seria mais vantajoso para estes países comprar caças multifunção? Não sei porque um SU-35 ou MiG-35 não poderia cumprir as mesmas funções de ataque no TO africano, onde as ameaças não parecem demandar um payload grande o bastante para justificar um caça de ataque “puro sangue”.

    Porém, é claro, cada país sabe o que é melhor para si e apenas o tempo dirá se eles irão pelo caminho de aeronaves multifuncionais ou mais especializadas.

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