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USAF anuncia o mais novo Red Tail: ‘T-7A Red Hawk’

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T-7A Red Hawk

O novíssimo avião de treinamento avançado da Força Aérea dos EUA, o T-X, foi oficialmente nomeado T-7A Red Hawk.

O secretário interino da Força Aérea Matthew Donovan fez o anúncio hoje, durante seu discurso na Conferência Aérea, Espacial e Cibernética da Associação da USAF de 2019 em National Harbor.

Donovan foi acompanhado por um dos aviadores originais do Tuskegee, coronel Charles McGee, que realizou mais de 400 missões de combate na Segunda Guerra Mundial, na Coreia e no Vietnã. Também estavam sentados na plateia membros do capítulo da Costa Leste dos aviadores do Tuskegee.

Após um pequeno vídeo destacando a linhagem da aeronave, Donovan disse: “Senhoras e senhores, apresento a vocês o mais novo Red Tail!” Uma cortina foi levantada para revelar um modelo em escala de um T-7A Red Hawk pintado em as cores distintas, esquema de cores de cauda vermelha.

“O nome Red Hawk homenageia o legado dos aviadores do Tuskegee e presta homenagem às aeronaves de cauda vermelha da Segunda Guerra Mundial”, disse Donovan. “O nome também é uma homenagem ao Curtiss P-40 Warhawk, um avião de caça americano que voou pela primeira vez em 1938 e foi pilotado pelo 99º Esquadrão de Caças, o primeiro esquadrão de caça afro-americano das Forças Aéreas do Exército dos EUA”.

Os aviadores do Tuskegee posteriormente pintaram seus Republic P-47 Thunderbolts e North American P-51 Mustangs com um esquema de pintura de cauda vermelha.

O T-7A Red Hawk, fabricado pela Boeing, apresenta recursos que preparam pilotos para caças de quinta geração, incluindo ambiente high-G, gerenciamento de informações e sensores, características de voo com alto ângulo de ataque, operações noturnas e habilidades básicas transferíveis ar-ar e ar-terra.

Cockpit do T-7A Red Hawk, produzido pela Elbit Systems of America

“O T-7A será a base de uma nova geração de aeronaves”, disse Donovan. “O Red Hawk oferece recursos avançados para o treinamento dos pilotos de amanhã em links de dados, radar simulado, armas inteligentes, sistemas de gerenciamento defensivo, além de recursos de treinamento sintético”.

Juntamente com os recursos atualizados de tecnologia e desempenho, o T-7A será acompanhado por simuladores aprimorados e a capacidade de atualizar o software do sistema de maneira mais rápida e integrada. O avião também foi projetado com mantenedores em mente, utilizando painéis de fácil acesso.

O T-7A possui caudas gêmeas, slats e grandes extensões de leading-edge que fornecem manejo hábil em baixas velocidades, permitindo voar de uma maneira que melhor se aproxima das demandas do mundo real e foi projetado especificamente para preparar pilotos para aeronaves de quinta geração. O único motor da aeronave gera quase três vezes mais empuxo do que os motores duplos do T-38C Talon que ele está substituindo.

“A distância entre o T-38 e um F-35 é da noite para o dia”, disse o chefe do Estado Maior da Força Aérea, David L. Goldfein. “Mas com o T-7A a distância é muito, muito menor, e isso é importante porque significa que os pilotos treinados nele serão muito melhores, muito mais rápidos no momento em que precisaremos treinar para a velocidade do voo e para a ameaça.”

Um contrato de US$ 9,2 bilhões concedido à Boeing em setembro de 2018 exige que 351 aeronaves T-7A, 46 simuladores e equipamentos terrestres associados sejam entregues e instalados, substituindo a frota de 57 anos de idade de T-38C Talons do Comando de Educação e Treinamento Aéreo.

As primeiras aeronaves e simuladores T-7A estão programados para chegar à Base Conjunta de San Antonio-Randolph, Texas, em 2023. Todas as bases de treinamento de pilotos de graduação acabarão por fazer a transição do T-38C para o T-7A. Essas bases incluem a Base da Força Aérea de Columbus, Mississippi; Laughlin AFB e Sheppard AFB, Texas; e Vance AFB, Oklahoma.

O T-X vai substituir o T-38

FONTE: USAF

57 COMMENTS

          • Pois é, mas sendo de aeronaves projetadas para funções completamente diferentes, não chegam à ser comparáveis. Eu já acho que comparar aeronaves algo bastante abstrato caso não exista uma série de parâmetros específicos com os quais analisar as aeronaves por algum motivo qualquer por parte de um potencial usuário, a comparação é totalmente vazia. Cada aeronave pode ser útil, dependendo da maneira como se a utiliza, do apoio com a qual se a opera, etc.

            Mas comparar uma aeronave projetada especificamente como treinador e uma projetada para ser um caça multi-role de ponta, é além do ridículo. É como comparar um T-6 com um P-47. O Texan foi adotado por mais forças aéreas do que o Jug, mas não significa que seja melhor para combate hehehehe

        • Sandro, o AT-26 Xavante foi desativado como treinador há mais de uma década. Seu substituto é o A-29 Super Tucano.

          Sobre uma versão de ataque do T-7A ser perfeito para substituir o A-1, tenho dúvidas. A grande vantagem do jato de ataque A-1 na FAB (frente aos outros jatos que voaram ou voam na FAB, do Xavante ao Mirage, passando pelo F-5), é que ele tem uma boa relação raio de combate / carga de bombas para uma aeronave subsônica relativamente pequena.

          Nesse aspecto, o Gripen já o substituirá com boas vantagens, o que inclui a da padronização e logística.

          Não sei se uma versão de ataque do T-7A seria vantajosa em relação ao A-1 quanto a esse equilíbrio, ou se seria mais vantajosa que o Gripen, levando em conta uma visão mais global de custo-benefício, logística, capacidade multimissão. Hoje o A-1 é útil devido ao fato da carga de bombas e raio de combate do F-5 serem muito pequenos em missões de ataque. No futuro, com possíveis novos lotes de Gripen equipando mais esquadrões, o A-1 servirá para fazer número enquanto o último esquadrão que ainda o opere não seja reequipado.

          Eu só vejo vantagem caso se decida que um treinador a jato seja imprescindível (hoje não é essa a posição oficial), e aí se compraria um jato que cumprisse tanto a missão de elevação operacional quanto de ataque. E nesse caso um desenvolvimento do T-7A precisaria ser comparado a outras opções, como o FA-50 (versão de ataque do treinador a jato sul-coreano T-50 Golden Eagle).

          • Concordo com vc amigo, o Gripen seria tudo de bom. “Seria!” pq pelo custo não vamos das passar de 36 aeronaves nunca. Um jato mais barato para tarefas secundárias seria nossa salvação. Mas vamos ficar sonhando como vc.

          • Não é questão de sonhar, Sandro, mas de colocar as coisas no seu devido tempo.

            Se daqui a uns 4 anos a encomenda de um novo lote de Gripen não vingar, as opções mais óbvias de solução serão quatro, ou uma mistura delas (e todas ruins em essência):

            1- extinguir cerca de metade dos esquadrões de caça (pois 36 caças só conseguem reequipar dois, no máximo três), conforme seus aviões atuais cheguem ao final de suas vidas úteis (F-5M daqui a uns 5 anos ou um pouco mais para um punhado deles, A-1M daqui a uns 10 ou mesmo 15, caso a modernização de 14 aeronaves realmente se complete);

            2- reequipar metade dos esquadrões com caças usados ou jatos treinadores com capacidade de ataque, como você sugere;

            3- reequipar metade dos esquadrões com uma versão do Super Tucano com sistemas mais modernos;

            4- reequipar metade dos esquadrões com VANT.

            Mas, até lá, a prioridade tem que ser a viabilização de um segundo lote de Gripen E/F, a melhor solução em custo-benefício, ainda mais levando em conta o investimento já contratado. A fase de sonhar já passou faz tempo.

  1. Será que terá uma versão naval e até mesmo uma versão caça leve, tipo o próprio F-5?

    Acho que se fizessem um caça leve a partir dele seria muito interessante para o Brasil, substituiria perfeitamente os AMX e os A-4.

    • Achei isso numa matéria daqui.
      “Enquanto não deu muitos detalhes sobre o trabalho entre as empresas, Torgerson disse que, em linhas gerais, a Saab construirá a fuselagem traseira, começando em um ponto imediatamente atrás do cockpit em tandem. A Boeing construirá as asas, a empenagem e a parte dianteira do T-X.”

  2. É capaz de eu tomar muito deslike, mas seria errado dizer que esse é um Gripen E/F com cauda dupla, sem armamentos ou metralhadora?
    Até o cockpit é o mesmo.
    E ficou pronto na mesma hora que o novo Gripen.

    • Com a transferência de tecnologia que o Gripen possibilitou, creio que seria mais interessante, se colocarmos a prova nossos engenheiros, num futuro não muito distante, para criarmos nosso próprio treinador avançado, aos moldes dos requisitos da FAB e MB. Isso sim traria inúmeros benefícios para o Brasil. Economia, oportunidades, empregos, know-how, orgulho, desenvolvimento tecnológico, possibilidade de exportação, possibilidades de avanço para o desenvolvimento de um caça 100% nacional, etc.

        • O treinador avançado da FAB já existe: A-29B. Quantas vezes já foi comentado aqui que, por doutrina, a FAB não prevê a incorporação de um treinador avançado a jato?

          • “A distância entre o T-38 e um F-35 é da noite para o dia”, disse o chefe do Estado Maior da Força Aérea, David L. Goldfein. “Mas com o T-7A a distância é muito, muito menor”
            Adriano Luchiari, com a incorporação dos Gripen, a FAB tem mudado, e ainda irá mudar em muitos aspectos, a doutrina é um deles.
            Também já foi muito comentado aqui, o tamanho do salto tecnológico que o Gripen representará. Estamos pulando algumas gerações na aviação de caça. No futuro teremos que seguir a “tendencia” e eliminar a lacuna que há entre as aeronaves de 5 e 6° geração.
            Os A-29 são bem modernos, muito bons, “baratos”, xodozinhos, etc. Mas não dá para tirar leite de pedra eternamente.

          • O Sr. David L. Goldfein se referia a diferença de tecnologias e não ao tipo de avião. Os EUA precisam de um treinador a jato, pois não há versões do F-22 ou F-35 biplaces. Comparativamente, o A-29 é bem mais moderno que o T-38. Após passar por este, o aluno da FAB irá para a versão biplace do Gripen.

        • Ninguém deve comprar equipamentos militares de brasileiro não é…
          O KC-390, Super Tucano, EMB-145, Astros, e outros te mandam lembranças tá…
          Escolheu o nick correto. Evolui teropode, o período de rastejar pelo chão já passou, chega de vira-latagem.

  3. Esse treinador é muito f…a! Dukarai!

    Mas foi concebido para as especificações para lá de complexas dos americanos para americanos. Deve ser caríssimo seu valor de exportação e mais caro ainda transformá-lo em caça de combate. Mesmo em nações que hoje tenham nada, esse vetor em versão de combate será impraticável em termos de custo. Bem mais fácil ir de F-16, mais capaz e com custo de aquisição/manutenção mais previsível.

    Agora, nego vir com essa que esse treinador é mais capaz que o F-39E no combate é muito torcidinha de G1. Fala sério!

    Abs!

  4. 3x mais empuxo que o T38.
    Pelo que entendi o armamento é simulado, porém, se desenvolverem uma versão operacional de combate, seria equivalente ou superior até ao F5M-BR.

  5. Perguntas de leigo:
    1) O Super Tucano é o treinador avançado da FAB ou ainda é o laranjinha?
    2) Daria pra adaptar o telão HUD em um deles para a distância ficar menor para o Gripen?

    Grato

    • “1) O Super Tucano é o treinador avançado da FAB ou ainda é o laranjinha?”

      João,

      Se você se refere ao T-27 Tucano como “laranjinha”, ele é a etapa anterior ao A-29 Super Tucano.

      Todos os pilotos formados pela Academia da Força Aérea, em Pirassununga / SP, saem de lá como pilotos de T-27 Tucano, que voaram na etapa avançada da instrução de voo – lá também voaram, como etapa anterior (primária / básica) o T-25 Universal, também com pintura laranja e branca.

      Seguem então, como aspirantes a oficial aviador, para um dos três esquadrões em que, ao longo de um ano se tornarão pilotos operacionais, conforme as suas escolhas, aptidões e capacidades demonstradas na academia.

      Poderão seguir para o 1º/11º GAV, Esquadrão Gavião, para voarem no Esquilo se tornarem pilotos de asas rotativas. Ou para o 1º/5º GAV, Esquadrão Rumba, para voarem no Bandeirante e se tornarem pilotos de transporte ou patrulha. Ou para o 2º/5º GAV, Esquadrão Joker, para voarem o A-29 Super Tucano e se tornarem pilotos de caça (ainda na função de Ala Operacional).

      Esses novos alas partem então para um dos três esquadrões do 3º Grupo de Aviação, em Boa Vista, Porto Velho e Campo Grande, onde voarão o A-29 Super Tucano, aumentando sua proficiência nas diversas missões da Aviação de Caça (incluindo missões reais de interceptação de voos ilícitos) e farão o curso de líderes de esquadrilha.

      Então, acumulando alguns anos e algumas centenas de horas a mais no currículo, seguem para um dos esquadrões da primeira linha da FAB, onde hoje podem voar os jatos A-1 ou o F-5, e futuramente o Gripen. Nesses esquadrões, fazem uma conversão operacional, que compreende missões em simulador, no modelo biposto desses caças e também no monoposto.

      “2) Daria pra adaptar o telão HUD em um deles para a distância ficar menor para o Gripen?”

      Numa futura modernização do A-29 Super Tucano, pode ser uma boa ideia. No momento, não creio que seja fundamental.

  6. Me pergunto se há espaço para um ponto duro molhado na fuselagem central.
    .
    Se fizerem o sistema embarcado mínimo para exportação como caça leve, sem a parafernalha de degrau para o F-35, tem potencial de ser um novo Freedom Fighter (FA-7C ?)

    • Desenvolver?

      Se você está falando do Gripen E/F da FAB, onde você viu que 120 milhões de dólares era só para desenvolver o WAD?

      O valor que você menciona (antigamente você falava em muito mais do que isso, e graças ao que te informei você já melhorou, fico feliz em contribuir para o seu conhecimento), caso esteja falando do Gripen, é para o pacote completo do WAD, ou seja, tanto para desenvolvimento quanto para produção dos sistemas para 36 aviões (8 deles do tipo biposto), até onde eu sei.

      Quanto ao que a USAF (ou seria a Boeing?) vai pagar à Elbit, tem notícia de anteontem divulgada pela própria Elbit, mas que não fala nada sobre valores:

      https://elbitsystems.com/pr-new/elbit-systems-of-america-to-supply-mission-critical-products-vital-training-systems-to-boeings-t-x-aircraft/?pageid=PR%20-20%20News

      O valor mencionado até o momento é de 500 milhões de dólares, segundo o link abaixo, mas foi mencionado por uma fonte que não quis se identificar, o que não deixa muito claro se isso inclui todas as 351 aeronaves da primeira fase do contrato.

      https://www.calcalistech.com/ctech/articles/0,7340,L-3770456,00.html

      • Não se faça de desentendido e faça a correlação de como as coisas funcionam no mundo real, Fernando. Mais uma vez, por causa de uma justificativa de torcida amalucada, gasta-se os tudos para outros ganharem dinheiro em cima dos otários dos contribuintes brasileiros. “Nossa, olha os nossos modernosos painéis”.

        Mas aí eu pergunto, será que por isto, por termos ajudado a ELBIT a bancar todo o seu conhecimento sobre este tipo de aviônico, a ELBIT irá pagar algum royalties por isto?!
        É óbvio que não e porque?! Advinha?!

        A Elbit adora o Brasil…. E adoramos bancar os “ixpertos”. Putz!!!

  7. Outra excelente opção para cortamos custos duplicados e ineficiências!!!!
    Em tempos de contingenciamentos de gatos, toda e qualquer economia é bem vinda.
    Cancelamos os biplaces do Gripen e encomendamos uns 12, somente pra começar.
    Os biplaces cancelados transformamos em monoplaces e aumentamos o aproveitamento da economia de escala, proporcionada pela linha de montagem, lá na Suécia.
    E olha só, já vem com o próprio LAD, nem vamos precisar do painel da AEL, ooooppppssss falha nossa, Elbit.

  8. O desenho remete ao F-35 e ao F-22, certamente não por razões estéticas.

    Na hipótese do Brasil não adquirir 3 lotes de Gripen, se esta aeronave for adaptada para o combate real, seria uma opção, porque provavelmente estaria num nível acima dos atuais F-5M.

    É bem provável que terá versão não de treinamento, para ganhar escala e para atender a diversos clientes americanos no mundo afora, que não podem adquirir/operar F-35/F-15/F-18, por serem muito caros. Provavelmente, com escala, sairia MUITO mais barato que o Gripen tanto de adquirir quanto operar.

    O ideal na FAB seriam os 3 lotes de gripen, mas como aqui o “ideal” muda a cada 2 ou 3 anos, não fiquem surpresos se de repente, não se começar a falar em um lote deste aí, para substituir um de gripen… talvez até mais!

    Fora isso, em versão ataque leve, estará concorrendo com o FA-50…

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