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Defesa aérea saudita não conseguiu interceptar drones e mísseis de cruzeiro usados contra refinarias

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Imagens divulgadas revelam os danos causados pelo ataque

O ataque às instalações de petróleo na Arábia Saudita no dia 14 de setembro provavelmente envolveu mísseis de cruzeiro e drones de ataque, informou uma autoridade norte-americana familiarizada com a avaliação da inteligência, segundo a CNN.

O funcionário disse que os ataques não se originaram do Iraque, mas não disse se foram do Irã ou do Iêmen. O primeiro-ministro do Iraque emitiu um comunicado segunda-feira dizendo que o secretário de Estado Mike Pompeo havia dito a ele que os ataques não haviam se originado no Iraque.

Os EUA mantêm uma consciência situacional aprimorada do espaço aéreo sobre o Iraque, dadas as operações militares americanas no país como parte da coalizão contra o ISIS.

Enquanto os rebeldes houthis apoiados pelo Irã no Iêmen usaram drones de ataque no passado, esses ataques eram normalmente lançados contra alvos sauditas próximos à fronteira.

Os recentes ataques contra as instalações petrolíferas sauditas representariam uma grande melhoria na capacidade dos houthis de atingir com precisão alvos a uma distância muito maior do que o demonstrado anteriormente.

Os rebeldes houthis do Iêmen assumiram no sábado a responsabilidade pelos ataques, dizendo que 10 drones atingiram as instalações de petróleo da Saudi Aramco em Abqaiq e Khurais, de acordo com a agência de notícias Al-Masirah.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, contestou a alegação dos Houthis, dizendo que o ataque pode ter se originado no sul do Iraque e colocou a culpa no Irã.

O gráfico abaixo mostra as Defesas Aéreas Sauditas em torno das instalações de petróleo de Abqaiq que foram atingidas no início do sábado.

Os drones estavam bem dentro do alcance dos Patriot PAC-2, mas fora do alcance dos Hawk.

É possível que o tamanho reduzido e o material composto dos drones tenham ajudado a evitar a detecção.

Ações abrem em queda após ataques contra refinarias sauditas

As ações dos EUA abriram em baixa na segunda-feira, com os investidores preocupados com o impacto econômico de um ataque à produção de petróleo saudita. As interrupções no fornecimento global de petróleo provocaram um aumento nos preços do petróleo.

Sobre os preços do petróleo: o petróleo dos EUA subiu 9,8%, a mais de US$ 60 por barril, enquanto o Brent, referência internacional de petróleo, subiu 10,4%, a US$ 66,47 por barril.

As ações de energia estão entre as mais fortes, graças ao aumento dos preços do petróleo. Chesapeake Energy saltou mais de 15%. Exxon Mobil e Chevron foram algumas das ações mais fortes da Dow em aberto.

As companhias aéreas foram atingidas pela mesma dinâmica, pois os custos de combustível provavelmente aumentarão. Delta, American Airlines e Untied abriram no vermelho.

Veja no quadro abaixo como os ataques prejudicaram a produção de petróleo (em milhões de barris por dia) em comparação com outros eventos:

122 COMMENTS

  1. Mais do que nunca, vivemos numa era em que os jogos de interesses são cada vez mais explícitos… suas narrativas e coisa e tal…
    Dias atrás, era a Amazônia como área internacional… outro dia ilhas do Pacífico que a China está de olho… agora o petróleo das Arabias..
    Tudo muito estranho ou bem claro…

  2. Se foi drone e missil se cruzeiro Iranianoe passou pelos patriot e hawk, a tecnologia Iraniana ou esta muito avançada oubos sistemas não são essa coisa toda. O S-300 Russo na siria não esta mais só.

    • E por falar em tecnologia de drone (meio off topic) parece que vem um monte de novidades no desfile militar chinês do dia 19/09.
      Inclusive com a provável presença do LiJian, um drone de combate nos moldes do Hunter russo.

    • O Sistema S 300 da Síria tem enfrentado o melhor da tecnologia Israelense, são bombas tipo spice, misseis de cruzeiro stealth e drones hiper modernos. Sempre disparados em grandes quantidades, causando saturação, e ainda apoiado por aviões de guerra eletrônica numa distância mínima, já que Síria e Israel tem fronteira comum. Com isso tudo, é quase impossível que qualquer sistema de defesa aérea não seja derrotado. Situação bem diferente dos Patriots na Arábia, que estão até certo ponto distantes do agressor, tiveram tempo de reação, e tinha que fazer a defesa contra poucos drones que certamente não tem a tecnologia de Israel e muito menos tiveram proteção de guerra eletrônica.

    • Israel e ainda o ultimo bastião de defesa drone/míssil. Se furar sistema guerra fica inevitável. Pelo andar carruagem os iemenitas serão bola da vez.

    • Se os mísseis voam rente ao solo a bateria do patriot só o detectaria a uns 40 ou 30 km, considerando que o terreno naquela região é totalmente plano, essa bolha de 160 km mostrada no infográfico não é tão exata assim, se as refinarias estiverem fora do alcance dos 40 km podem ser atacadas por mísseis voando baixo.
      Mas ai o erro seria a fatal de uma aeronave AWACS.
      O mesmo vale para os S-300/400

    • Em 1979 o Irã proclamou sua independência dos USA (com a revolução). 40 anos depois a sua industria de defesa já está anos-luz a frente da industria do Brasil. Inclusive lançando foguetes espaciais.
      Até 1979 o Irã comprava tudo dos USA e desde aquele ano sofre sanções e boicotes dos norte-americanos e de seus aliados.
      Conclusão: Quem quiser evoluir tem que manter independência e sair do guarda chuvas norte-americano. É comprovado que os USA não deixam seus aliados terem forças armadas fortes. A Coreia do Sul é um exemplo clássico (apesar de rica não tem capacidade de se defender sozinha da pobre Coreia do Norte)..

  3. Os Sauditas tem E3 sentry, Patriot e os mais recentes radares de varredura eletrônica ativa para defesa aérea fabricados pelos EUA e seu pessoal não consegue ao menos traçar um azimute da direção do ataque para mandar os F15C e Typoons para interceptar ao menos alguns UAVs,poderiam pelo menos mentir igual em 1991 quando disseram que seus Eangles abateram os Mirages iraquianos em ocasião parecida.

    • Esse é um exemplo clássico de expectativa x realidade.
      Armas teoricamente moderníssimas, que são isso e aquilo e que foram vazadas por armas simples manuseadas por um grupo de rebeldes descalços.
      Que sirva de lição.

    • O E3 fica 24 horas no ar? Quantos E3 eles tem? Um E3 desligado no chão é um peso de papel! Tá certo que talvez não houvesse motivo para manter o E3 no ar pois deve ser caro, mas agora já devem estar pensando nisso. Os radares terrestres que devem operar sem parar falharam em identificar ou sofreram interferências!

      • eles tambem tem radares AESA baseados na area ,sem falar nas centenas de F15 e Typoons operacionais ,drones e misseis cruise não sao tao velozes e podem ser abatidos por caças em alerta

      • O Irã avisou que está preparado, mas o Trump já disse que não quer guerra.
        Se fosse a pobre Venezuela já estria sendo bombardeada.
        Conclusão: só paises indefesos são atacados. O Irã tem milhares de misseis de fabricação própria e está bem perto de construir a sua bomba (conforme previsões), se já não tiver.
        Acorda Brasil.

  4. Parabéns aos yemenitas🇾🇪🤔‼️

    Atingiram oque os sauditas amam mais depois de Allah e Maomé…

    Todo prejuízo é pouco para esses pilantras da família Al Sauld, espero que o próximo alvo seja o Palácio real Saudita, quem sabe morre algum desses assassinos de crianças.

  5. O sujo (Irã), ajudando a atacar o mal lavado (Arábia Saudita).
    De resto, já é difícil para uma defesa aérea abater uma aeronave, imagina abater pequenos drones e mísseis de cruzeiro, o Pantsir sofreu na Síria.
    O ataque serviu para mostrar que o Irã não produz só maquete de vergonha alheia como o caça stealth Qaher, pelo menos seus drones e mísseis funcionam.

    • E o povo metendo o pau nos S-300 e pantser. Que não presta, e inferior aos ocidentais, se fosse americano ou israelense nada passava.
      Realmente, o tempo e o senhor da verdade.

      • Cristiano, na minha opinião um ataque aéreo seja por aviões, drones ou mísseis de cruzeiro, sempre terá vantagem contra uma defesa antiaérea, não importa o sistema, pode ser Pantsir, S-300, Patriot, AEGIS ou seja lá qual for, alguma coisa sempre vai passar, são bons sistemas de defesa, mas não são infalíveis como alguns dão a entender.

  6. É bom os Iranianos ficarem bem de olho nos seus céus nos próximos dias. Acredito que o placar não vá ficar no 1×0 por muito tempo. Eles tem conflitado interesses com muita gente.

    • Se o ataque tivesse sido contra Israel eles deveriam se preocupar, mas os sauditas teriam condições de dar um troco contra o Irã? Acho difícil, se os EUA não o fizerem, e devem estar procurando uma boa desculpa para tal pois o Trump precisa dessa desculpa no Congresso, não vai ter troco!

  7. Sabemos que os iraquianos não gostam dos americanos e a situação por lá está se agravando, mas rebeldes lançarem mísseis de um território teoricamente ainda ocupado pelos EUA seria descontrole demais da situação.

  8. Tudo isso é extremamente esquisito. Eu não acredito em nada do que estão falando. 😐 Arábia Saudita é “agente duplo” nós sabemos.

  9. É o que sempre…sempre…sempre digo e reafirmo.

    A guerra assimétrica de alta tecnologia chegou para ficar e rasgar os manuais.

    A miniaturização das armas e equipamentos…..

    A imensa maioria dos sistemas antiaéreos não foi desenhada para isto.

    Mesmo que mísseis sejam ajustados para esta empreitada, quem haverá mais no espaço e por um custo inversamente proporcional, mísseis ou drones????

    Vamos voltar à época da WWII, com dezenas e dezenas de canhões e metralhadoras anti aéreas de baixo calibre. Um Millenium , um Vulcan, um Goalkepper, consegue acertar sem dúvida, mas serão necessárias varias unidades deles para dar conta.

    Se um dia alguém inventar uma forma de conseguir entregar enxames de drones contra um navio, vão ter de reativar o Missouri.

  10. Não adianta ter o melhor equipamento se você não sabe tirar tudo o que o equipamento pode dar, o treinamento e a organização das forças armadas sauditas deixam a desejar! Nas Guerras Árabes-Israelenses os árabes em algumas ocasiões tinham equipamentos superiores mas foram derrotados assim mesmo e agora os sauditas estão penando no Yêmen. Existe uma suspeita não comprovada de que parte do ataque poderia ter sido originado no Iraque por milícias pró-Irã ou até mesmo do Irã, eu acho que o Irã não faria um ataque deste do seu território pois daria a desculpa para os seus inimigos se unirem contra ele, as milícias pró-Irã no Iraque, já foram alvo de ataques israelenses e se fizessem isso atrairiam contra si os sauditas e os EUA e ainda poderiam perder o apoio do governo iraquiano, tudo indica que foram os rebeldes Huthis mesmo e os sauditas não foram capazes de se defender mesmo com uma penetração tão longa dos drones!

  11. Depois do Iron Dome ter ser vazado por foguetes de fundo de quintal várias vezes, agora os patriots são desmoralizados por drones de quinta categoria, uma vergonha!

    • O Iron Dome jamais afirmou ser algo 100%, na verdade o que ele faz, com a eficiência que faz contra foguetes extremamente diminutos é louvável. Aliás, é certeza que o iron dome teria se saído melhor nesse caso aí.

    • Vergonha é vc falar uma besteira dessas e achar que está abafando.

      O Iron Dome não foi feito para interceptar todos os foguetes lançados contra Israel. Até pq isso é impossível. Nem Patriot, S400 e nenhum outro sistema antiaéreo consegue.
      O que ele faz muito bem é analisar a rota do foguete/míssil e priorizar o abate dos que tem possibilidade de causar mais danos.

      Num dos últimos últimos ataques do Hammas eles lançaram quase 500 foguetes Qassam em menos de 24 horas para o território Judeu.
      É obvio que o Iron Dome não abateu todos.
      Mas sabe qual o prejuízo?
      Uma casa destruída. Um morador, que não atendeu o aviso de evacuação, morto.
      Ou seja em meio a um ataque com 500 foguetes, 1 morto e uma residência danificada.

      Só não vê a eficiência do Iron Dome quem se finge de cego por causa da ideologia.

  12. Cabe aos políticos nunca deixarem as coisas ficarem assim. Esticar demais o elástico dá nisso. Em toda crise existem os dois lados. Está havendo falta de capacidade em gerenciar crises.

  13. Na guerra a primeira vítima e a verdade…tá com cara de mais um caso de false flag dos eua…Parece mais um realise do pentágono…Os eua é um país onde o governo é um psicopata…É como diz nas Santas Escrituras…O diabo vem pra matar, roubar e destruir…Seria bem bom explicar o que o regime opressivo e absolutista da Arábia Saudita anda fazendo com a população do Iêmem…É um massacre constante…São massacres um atrás do outro…Estarei nos próximos dias estocando gasolina em garrafas pet!..Vem Guerra por ai!…E vai influenciar o mercado global de petróleo…Quem deve estar muito feliz com tudo isso é Nicolás Maduro, pois o preço do barril de petróleo irá disparar!….

    O ataque do exército iemenita respaldado pelo movimento popular Ansarolá foi devastador!…a arábia maldita compra os melhores sistemas de armas estadunidenses mas não conseguem nem conter um bando de drones feitos artesanalmente…é o terceiro país do mundo que mais gasta em armamentos e sequer consegue interceptar um drone, o que comprova que as porcarias de exportação dos eua são melhores só no lobby que a sua indústria da propaganda faz…aplicam a máxima…acuse-os do que você faz…chame-os do que você é!…pois todo o lucro que auferem é feito em cima de material superfaturado, chipado e cheio de embargos, restrições e limitações…com o pior pós venda que existe…o que explica todo um trabalho voltado só pra fazer lobismo sujo para difamar ou denegrir seus concorrentes…só “vendem” em países corruptos controlados por eles, onde suas porcarias são postas goela abaixo em esquemas de cartas marcadas e corrupção…é assim como constroem e fazem sua fortuna…através só de esquemas ilícitos, sujeiras e trapaças…

    • Eu fiquei um pouco na dúvida se “tá com cara de mais um caso de false flag dos eua” ou “O ataque do exército iemenita respaldado pelo movimento popular Ansarolá foi devastador!”

      Afinal, você acredita que foi false flag ou um ataque iemenita?

      Sobre o “só “vendem” em países corruptos controlados por eles”, por acaso o “vendem” é o EUA, e os países corruptos são o Japão, a Austrália, o Canadá, o Reino Unido, a Coreia do Sul….?

  14. Quando se fala em Arábia Saudita, é bom ter em mente que não há ali um bloco monolítico, como o regime teocrático absolutista quer fazer parecer.
    Dentro do próprio seio da família real saudita, há muita desavença.
    O ataque pode ter origem interna.

  15. Realmente, uma baita operação levada a cabo pelos inimigos dos sauditas. O triste é saber que muitos dos soldados/mercenários que guardam tais instalações são irmão latinos colombianos, que podem ter sofrido muito nesses ataques

  16. A bem da verdade, a defesa de curto alcance/ baixa altitude dos caras é uma bela de uma peneira.
    .
    Não adianta muito ter F-15, Typhoon, THAAD, E-3, Patriot, e etc… se não se tem nada moderno cobrindo o curto alcance/ baixa altitude.
    .
    E outro fator, é que aparentemente, ninguém esperava pelo ataque… não houve um alerta da inteligência e afins. Então, qualquer um nessa situação tomaria cabeça, como eles tomaram. Difícil manter uma estrutura 24/7/365 protegida. Os americanos que o digam…

    • pois eh, ja devem estar encomendando diversas baterias do C-Ram Centurion (Phalanx terrestre). Estavam equipados para se defender de ameacas de alta intensidade e deram mole para as de baixa intensidade. Mas que foi um golpe de mestre da parte dos Houthis/Iranianos isso foi. Agora eh soh acompanhar o preco da gasolina disparar…(e do etanol tambem, porque a procura vai aumentar)

      • Com a grana que os caras tem e devido a importância daquela refinaria, eles poderiam muito bem ter um sistema top de linha da Rheinmetall, como o Mantis ativo por lá…

  17. Grande Irã! País cheio de sansões nas costas mas que consegue se armar e colocar medo nos inimigos… Pentágono está louco sem saber como seu “reino” foi atingido… kkkkk

  18. É….aparentemente, nada é impossível pra um terrorista/rebelde motivado.
    O próxima passo depois disso é o aumento no investimento de armas laser de curto alcance. Só isso pra abater drones pequenos e stealths.
    Laser e a volta de artilharia AAA de tubo, como Gepard e Goalpeker.

  19. “Os drones estavam bem dentro do alcance dos Patriot PAC-2, mas fora do alcance dos Hawk.’
    Senhores, a Terra é redonda e não é regular. Há acidentes do terreno .
    Essa informação de alcance de míssil não leva em conta a altitude do alvo e sim o alcance nominal máximo do míssil, que leva em conta ameaças em grande altitude, acima do horizonte radar e em linha direta com o radar de controle de tiro/iluminador do sistema.
    Um radar só “vê” em linha reta e portanto, para um PAC-2 atingir um alvo na sua capacidade cinética máxima de 160 km o alvo tem que estar voando a 1300 metros de altura e permanecer nessa altura por quase 3 minutos, que é o tempo que o míssil leva pra chegar (velocidade média de Mach 3).
    Ameaças voando a baixa altitude só podem ser interceptados por mísseis ar-ar (com ou sem apoio de um AEW) ou se for por sistemas sup-ar só a queima roupa (defesa de ponto) ou na fase intermediária mas se usarem o método de engajamento cooperativo, em combinação com um avião radar e um míssil de longo alcance com orientação autônoma. O PAC-2 não opera assim por ser telecomando pelo radar de terra.
    Para se defender de ameaças de baixa altura (drones, minidrones, nanodrones, microdrones, mísseis de cruzeiro com navegação a baixa altitude, etc.) as refinarias teriam que estar sendo protegidas por sistemas de defesa de ponto apropriados e isso é praticamente impossível tendo em vista a imensa quantidade de alvos de alto valor que há na Arábia Saudita.

    • Na minha opinião, os rebeldes deram um jeito de atacar de dentro da Arábia Saudita, com isso enganaram as defesas AA deles, agora como eles conseguiram transportar o material bélico para dentro é outra história.

      Sobre os sauditas, eles confiaram demais no sistema de médio e longo alcance, sem se preocupar em ter um sistema de curto alcance para essas ocasiões, será que eles aprenderam a lição?

      • Alessandro,
        Não dá pra ter um sistema de defesa de ponto em cada possível alo de alto valor, tanto civil quanto militar. Assim como não dá pra manter uma rede de AWACS 24/7. E nem uma esquadrilha de caças espalhadas pelo país 24/7.
        Há situações que simplesmente são de defesa impossível. Por isso os mísseis cruise são tão temidos. Eles voam por rotas imprevistas e podem atacar qualquer alvo e não dá pra defender todos com defesas de ponto. E mesmo que em alguns alvos de alto valor sejam defendidos por defesas de ponto elas podem ser saturadas ou enganadas ou interferidas.

          • Space,
            Ambos são difíceis mas os balísticos táticos são em tese mais fáceis por uma série de motivos:
            1- trajetória alta, que permite uma detecção precoce por radar;
            2- trajetória relativamente previsível;
            3- ameaças balísticas vêm de uma direção determinada.

            Já os “cruise” de baixa altitude são difíceis de detectar a partir do solo devido ao relevo (e á curvatura da Terra) e o alcance a partir de um radar aéreo degrada muito tendo em vista o ruído do solo x o RCS diminuto do míssil.
            Além do mais os mísseis cruise podem vir de qualquer direção e não da direção em que está o inimigo.
            Isso implica que a melhor defesa contra mísseis cruise é a terminal, a partir de sistemas de defesa de ponto.
            A defesa na fase intermediária é possível mas exige equipamento muito especializado. Ou é feita por aeronaves (AWACS, caças, etc) ou por mísseis designados por radares no ar.
            Os americanos abandonaram um sistema de defesa ACM (anti cruise míssile) que utilizava radares em balões cativos integrados com lançadores de mísseis AMRAAM do solo. O sistema JLENS.
            Tal sistema poderia prover um alcance de uns 30 km ao redor do lançado, mas o radar iria prover alerta antecipado de uns 400 km para mísseis voando baixo, inclusive operando em conjunto com caças.
            Esse sistema foi “paralisado” (parece que via reiniciar) e hoje a defesa é baseada exclusivamente em radares de terra (focada no Sentinel ) operando em conjunto com o sistema Patriot (PAC-2 e PAC-3 MSE) e nos Avenger e Centurion para defesa terminal.
            No futuro próximo devem integrar o MML (lançador de mísseis múltiplos) que poderá lançar o AIM-9X/2 junto com o novo radar AESA/GaN com cobertura 360º do Patriot.
            Já o sistema M-SHORAD que irá começar em outubro, irá prover o USA de um veículo apropriado para a defesa cinética contra drones, que deverá se somar a diversos sistemas esparsos (cinéticos e não cinéticos) usados hoje para a função. Isso combinado a um laser que deverá entrar em operação no ano que vem, e a outro mais pontente, montado em caminhão, em 2023.

    • Outro ponto é que não sabemos o tamanho dos drones e sua assinatura no radar, poderia ser drones grandes com grande autonomia, como pequenos lançados próximo ao alvo e assim com um tempo de reação mínimo, esses alvos são frágeis, meio quilo de C 4 já faz uma ignição para um grande incêndio.

    • Eu tenho uma duvida.
      Caso espalhassem radares passivos e ativos, em pontos altos, do tipo torres etc, trocando dados entre si e com os sistemas de defesa (Patriot, Halk, etc) não seria uma defesa mais consistente? Além disso os Halks não deveriam estar dispostos ao redor dos Patriots, de forma a cobrir seus raios de alcance?

      • Observador,
        Se um sistema de baixa altura cobrisse cerca de 30 km de raio a baixa altura, seriam precisos cerca de 760 radares e lançadores para cobrir todo o território da AS, com mais de 2 milhões de km².

        • Bosco
          Como esses mísseis iranianos conseguiram tanta precisão? Pelas imagens acertaram em cheio todos os alvos.Eles podem utilizar o GPS ou o Glonnas? Ou talvez um sistema fe imagem na fase terminal ?

  20. Se foram drones, somente sistemas anti-drone podem derruba-los interferindo em suas frequências de comando e disparando depois, mas precisam ter radar que os detecte antes é obvio, o olhimetro pode não dar tempo suficiente. Se foram misseis os Patriot existem para intercepta-los, se foi esse o caso, falta descobrir porque não procederam a interceptação.

    • Kemen,
      Há drones de todos os tipos e tamanhos, variando de poucas gramas a dezenas de toneladas.
      Quanto ao Patriot, é um sistema de alta altitude e grande alcance, vocacionado para a defesa anti míssil balístico mas com capacidade antiaérea, mas nessa função ele (assim como o S400) é limitado pela circunferência da Terra e pelos acidentes do terreno.
      Se os mísseis atacaram em baixa altitude (abaixo de 100 metros) para que sejam “pegos” por um sistema de radar MPQ-53/65 só se passar a uns 30 km de distância, independente do radar ter 300 km de alcance ou do míssil PAC-2 ter 160 km de alcance cinético máximo contra alvos aerodinâmicos.
      Não é questão de qualidade do equipamento ou do treinamento da equipagem, e sim de física básico.
      A realidade é que não há como defender todos os alvos de alto valor de um país contra ameaças de drones ou de mísseis subsônicos stealth ou que voam baixo porque eles só são vulneráveis à defesa de ponto e não dá pra ter uma defesa de ponto consistente em todos os alvos de alto valor . Nem a Rússia tem isso .
      A tarefa de interceptar mísseis cruise na fase intermediária é possível mas só com o concurso de radares aéreos (em aviões, em balões cativos, em dirigíveis, etc.) que acionam mísseis sup-ar por meio do engajamento cooperativo ou acionam caças dotados de capacidade de engajamento de cima pra baixo (look down/shot down).
      A menos é claro que um míssil indo para um alvo passe dentro da área de cobertura de um sistema de mísseis , o que é pouco provável tendo em vista o planejamento de míssil evitar tais áreas, fazendo com que o míssil cruise as contorne.

      • Tudo bem Bosco, você de certa forma esta correto em suas observações, entretanto tem uma distancia mais próxima na qual qualquer radar detecta os misseis “sea skimming” ou “land skimming”, isso vale para a terra e para o mar, e isso num mar extremamente patrulhado por navios de varios paises. Outra coisa a observar é que eu acho dificil mas não improvavel o Iran ter esse tipo de misseis “rateiros”. Vou aguardar para observar o que informarão depois de analises mais detalhadas do ataque.

        • Kemen,
          Um navio pode ter um sistema defensivo com 400 km de alcance mas contra mísseis sea-skimming ele só pode se valer do sistema de defesa de área curta ou de ponto, que estão dentro do horizonte radar, com abrangência menor que 30 km.
          Por isso navios especializados em defesa aérea são dotados também de defesa de ponto.
          Navios militares possuem defesas de ponto ativas e passivas mas não podemos dizer o mesmo de alvos potenciais em terra. Não há como colocar um CIWS em cada alvo na AS. Lá, eles têm mais refinarias que bordel no Brasil.
          E imagine se todas as refinarias (e nem vamos falar de outros alvos civis e militares) fossem uma fortaleza super protegida repleta de CIWS , canhões diversos, radares, optrônicos, baterias de Pantsir, etc., O que ia haver de acidentes com aviões civis abatidos, helicópteros civis abatidos, etc., seria um caos.
          A única defesa dos sauditas é o contra ataque. Atacar os rebeldes iemenitas e os iranianos com ajuda dos EUA e Israel. Se não, isso não vai parar e não há defesa possível.

  21. Ao que tudo indica os Patriots não viram nem a cor desses mísseis e drones, o estrago foi imenso. Se os sauditas não reagirem serão fracos e se reagirem podem tomar uma pancada mais forte do Irã. Imenso dilema. Tenho certeza que estão esperando a cobertura da Casa Branca, mas ano que vem tem eleições é uma guerra é sempre complicada. Veremos o que acontece.

  22. Se eu fosse Trump depois dessa mandava Israel e Arábia Saudita ir se catar, e sentava na mesa com o Irã para renegociar o acordo nuclear. O Irã mostrou ao mundo que suas armas podem fazer muito estrago, mesmo que terceirizando quem as use.

    O Brasil deve pôr suas barbas de molho e tirar a defesa antiaérea dos anos 40 e pôr em 2019, com canhões autônomos e remotamente controlados, ou entrar em algum projeto de arma de energia dirigida. Também desenvolver seus drones suicidas, pois eles parecem ser mais eficazes num ataque do que um esquadrão de gripens.

  23. O que é de admirar é que as belonaves tem radares e dizem que alcançam 300 / 400 Km para detectar um objeto do tamanho de uma bola de tenis, isso num mar extremamente patrulhado, e não detectaram esses possiveis misseis que atingiram a refinaria, como isso pode acontecer. Me recordo que uma vez até confundiram um avião civil no radar, nessas bandas e o derrubaram. A eficácia dos Patriot foi provada na guerra do Iraque, quando misseis foram disparados contra Israel.

  24. Devido à instabilidade político-militar naquela região, é importante investir em inteligência para evitar esse tipo de desastre. Dito isto, muito me surpreende que os Sauditas não tiveram qualquer chance para impedir o ataque, além da facilidade dos drones de invadir o espaço aéreo e fazer o que fez.

  25. Muita gente por aqui (e em outros sites da internet) ainda não entenderam que sistemas como o Patriot, THAAD, e S300 e S400 não foram feitos para abater misseis de cruzeiros que voam super baixo, abaixo de 100 metros, e apenas na fase final dão uma subida pra cair meio que verticalmente no alvo.

  26. Fiquei impressionado com a precisao do ataque documentado pela primeira foto. Se for autentica, ela mostra o impacto de 4 drones/misseis com trajetoria oeste/leste no mesmissimo ponto dos 4 reservatorios.
    Quase nao da pra acreditar.

  27. Rebeldes não tem essa coordenação nem precisão de ataque. A defesa saudita tem Hawks e PATRIOTs, ou seja qualquer coisa voando alto e com RCS razoavel seria interceptada, mas na defesa aproximada faltou um míssil Tipo RBS ou canhão. Além de sistemas eletrônicos anti drone. Uma vulnerabilidade exposta. Mas o nível de sofisticação nesse ataque chama a atenção. Indica que foi um ataque planejado inteligência coisa de profissionais que entendem de defesa antiaérea.

  28. Achei estranho esse ataque, o yemen fica muito longe, quase 900 km e se ataque veio do iran, tem muitos sistemas virados para o mar e nenhum pegou a aproximação ? a arabia saudia já foi atacada com drones esses tempos atras no aeroporto deles e eles não aprenderam

    • Arabia Saudita vai bater na porta da Rússia para comprar algumas baterias de pantsir. Combinações de mísseis infravemelhos/radio e canhões de 30mm é a arma ideal contra esses drones stealth.

  29. se eles precisarem tenho uns estilingues com bolinha de gude aqui. quero ver nao derrubar esses drones. e so deixar uma turma boa de prontidao e umas brejas que els resolvem a parada.

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