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USAF: Disponibilidade de aeronaves diminui, apesar dos esforços para melhorar

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A prontidão de aeronaves da Força Aérea dos EUA (USAF) continuou a tendêndia de  queda de vários anos no ano fiscal de 2018, já que a taxa geral de capacidade para a frota envelhecida caiu para menor de 70% – seu ponto mais baixo em pelo menos seis anos.

Dos 5.413 ou mais aviões da frota, a porcentagem que é capaz de voar a qualquer momento diminuiu constantemente a cada ano desde, pelo menos, o ano fiscal de 2012, quando 77,9% das aeronaves foram consideradas voáveis.

No ano fiscal de 2017, essa métrica caiu para 71,3% e depois para 69,97% em 2018, de acordo com estatísticas obtidas pelo Air Force Times através da Lei de Liberdade de Informação.

Essa é uma queda geral de quase 8 pontos percentuais desde 2012.

Além disso, o declínio continuou apesar das crescentes preocupações da Força Aérea sobre a prontidão e seus melhores esforços para reverter a tendência. Até agora, no entanto, parece ter pouco a mostrar sobre isso.

“A Força Aérea está em um grande buraco que ela tem que lutar para sair, e eles estão levando tempo”, disse John Venable, bolsista da Fundação Heritage e ex-piloto do F-16 que voou no Iraque e no Afeganistão.

O mais novo caça da Força Aérea dos Estados Unidos, o F-35, viu sua disponibilidade cair 5,1% atingindo 49,5% em um único ano.

Por outro lado, a taxa de capacidade de missão do F-22 subiu 2,7%, alcançando 51,7% durante o mesmo ano.

FONTE: Air Force Times

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Observador.
Observador.
1 ano atrás

Coitados, a USAF só poderá contar com 3.789 aeronaves prontas para voo.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Observador.
1 ano atrás

Sem falar das que estão em diagonal de manutenção.

Chris
Chris
Reply to  Observador.
1 ano atrás

É a democracia….

No Brasil… Tem gente que até pede o molusco livre !

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Chris
1 ano atrás

Como dito anteriormente, aqui mesmo no blog: ‘Em se tratando de Brasil, hoje quem prende, amanhã será preso.’
Que coisa, né?

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Antoniokings
1 ano atrás

É a maldição do voo da galinha…

Ricardo N. Barbosa
Ricardo N. Barbosa
1 ano atrás

USAF chorando pq está com pouco menos de 70% de Capacidade de Missão. Enquanto isso a Europa normalmente não passa de 50%.

Observador.
Observador.
Reply to  Ricardo N. Barbosa
1 ano atrás

Com a tecnologia que algumas aeronaves deles possuem. Acho que até 10% (541) dá para dissuadir legal.

Thiago Aiani
Thiago Aiani
Reply to  Observador.
1 ano atrás

Para dissuadir sim , para projeção global, como eles atuam , não penso 10% seria suficiente .

Carlos Gallani
Carlos Gallani
Reply to  Observador.
1 ano atrás

Se vc escolher a dedo estas 541, no modo “full auto”, pode crer que é osso duro de roer até para os outros big players!

Salim
Salim
1 ano atrás

Quase 4000 aeronaves disponíveis em época de relativa paz e com a produção dentro de casa de peças e novas aeronaves, acredito ser bem razoável.

Kommander
Kommander
Reply to  Salim
1 ano atrás

Eu leio 4000 mil e começo a chorar de inveja kkkk
Será que a FAB tem ao menos 100 de prontidão?

Observador.
Observador.
Reply to  Kommander
1 ano atrás

Depende, aeromodelo conta?

João Moro
João Moro
Reply to  Kommander
1 ano atrás

Somando os aviões de caça e de transporte, pode chegar a 100.

Carlos Gallani
Carlos Gallani
Reply to  João Moro
1 ano atrás

Operacionais ou em números brutos?

João Moro
João Moro
Reply to  Carlos Gallani
1 ano atrás

O brasil tem 468 aeronaves (contato aviões de caça, de ataque, de transporte e de treinamento, de acordo com o global firepower 2019). Se calcularmos por baixo (30 % de disponibilidade), teremos mais de 100 em disponibilidade.

Maynard Conde
Maynard Conde
Reply to  Kommander
1 ano atrás

Depois fo inverno nuclear é capaz de recebermos o 5° Grippen NG…..

Pedro Freitas
Pedro Freitas
1 ano atrás

Quando chegar os Gripen’s para o Brasil, podemos pensar em doar os F5 para eles pra suprir essa lacuna na frota deles, o que acham? 🤣🤣🤣🤣

pampapoker
pampapoker
Reply to  Pedro Freitas
1 ano atrás

Vão aceitar… No esquadrão agressor.

Ramon Grigio
Ramon Grigio
Reply to  pampapoker
1 ano atrás

Acho que tem alguns ali que se puxarem os 7,3g do limite estrutural original, se desmancham. O mais velhinho tem somente 47 anos (1972). E brincadeiras a parte, e falando nisso, não se publicou mais matérias dele… será que ainda voa?

Flanker
Flanker
Reply to  Ramon Grigio
1 ano atrás

O F-5E que você se refere é o nosso 4856, o primeiro F-5E produzido no mundo. Realizou seu primeiro voo em 1972. E o segundo F-5E do mundo também é nosso e foi matriculado na FAB, na sequência, ou seja, é o nosso 4857. Ambos foram adquiridos em 1988, como parte do lote de 22 F-5E e 4 F-5F, ex-aggressors da USAF.

Wellington Rossi Kramer
Wellington Rossi Kramer
Reply to  Flanker
1 ano atrás

Penso que este primeiro F-5E produzido deveria ser, após sua baixa, colocado no Museu com a pintura original, tal qual foi apresentado ao mundo pela primeira vez. Seria uma atração a parte.

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  pampapoker
1 ano atrás

Duvido Pampa, os F5 brasileiros estão reconhecidamente desgastados.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
1 ano atrás

Ok, mas qual o real motivo?
Brigadeiros querendo mais verba do Congresso?
Ser a polícia do mundo´´ e ter caças espalhados em bases ao redor do mundo afeta a manutenção?
Com exceção do F-35, o resto da frota tá começando a sentir o peso da idade?
Tão voando demais?

Thiago Aiani
Thiago Aiani
Reply to  Willber Rodrigues
1 ano atrás

Na realidade os teens, pelo que eu vi na tabela do Air Force Times, apresentam dados melhores de disponibilidade.

Rafael
Rafael
1 ano atrás

A sofisticação das novas aeronaves de 4G aumentou os custos de manutenção e a USAF reduziu sua frota bem menos que as principais potências da guerra fria ,dinheiro de manutenção fez falta para renovação em grande escala ,por exemplo a USAF na década de 1980 a 1990 incorporou mais de 1200 caças substituindo os da era do Vietnan em pouco mais de 10 anos ,hoje eles não conseguem manter esse ritmo,enquanto a RAF hoje tem menos de 20% das aeronaves que tinha nesse período,apesar de ter F35,F22 quem carrega o piano da manutenção de proficiência dos pilotos ainda são os… Read more »

smichtt
smichtt
1 ano atrás

Uma pena não podermos saber quais são as taxas de prontidão dos principais adversários da USAF. Talvez 70% seja muito superior e, assim, satisfatório.

Victor Filipe
Victor Filipe
1 ano atrás

Queria saber qual a prontidão da US Navy e US Marines. as aeronaves deles não entram nessa conta. os EUA tem um numero de aeronaves operacionais totais maior do que isso. (Até porque o numero desses dois corpos não são negligenciáveis)

Rafael
Rafael
Reply to  Victor Filipe
1 ano atrás

Com certeza e menor ,as dos marines são quase todas da década de 1980,e as da USNAVY devem passar por manutenções bem mais frequentes já que operam longas missões a bordo dos porta aviões espalhados pelo globo

Gabriel
Gabriel
1 ano atrás

Realmente é “triste” a realidade dos americanos, “só” pouco mais de 3.500 aeronaves, espalhadas pelo mundo, prontas para voar a “qualquer momento”.

Diego
Diego
1 ano atrás

Realmente pouca aeronave na ativa para quem quer travar guerra com aliens.

João Moro
João Moro
1 ano atrás

Acredito que estes dados por si só não digam muito. Para saber se é suficiente ou se é alarmante, precisamos saber a disponibilidade de outras nações, principalmente as rivais, e para qual objetivo. Se a disponibilidade das aeronaves do EUA for significativamente maior que a da Rússia e da China, acredito que não há problemas sérios que tirem o sono dos americanos por terem + ou – 69% de disponibilidade.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
1 ano atrás

Hehe, e quando surgiram aqueles F-15 e F-16 estocados no deserto, teve um monte de sonhadores clamando por eles… Se a própria USAF está com problemas para manter a frota em prontidão, imagine aeronaves como estas, de alto custo de manutenção, operando por aqui. Seria um desastre. Ainda bem que a FAB é realista.

#GripenSegundoLoteJá

Thiago Aiani
Thiago Aiani
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

Mas Clésio, claro que toda força aérea possui suas relativas realidades, mas a título de comparação os teens apresentam uma disponibilidade superior aos stealths . O F16D, que foi o pior entre os teens, comparece na tabela com uma disponibilidade de 66%.

rafa
rafa
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

Clésio, com todo o respeito, discordo do seu ponto de vista. Seria muito mais barato manter (e com maior taxa de disponibilidade) 12 F-16 do que 6 F-35. Essas aeronaves estão lá no deserto pq tem que dar espaço para os altos custos dos F-35.

Já estou prevendo que o próximo caça da USAF ao invés de altamente tecnológico e com sistemas ultra avançado, vai dar espaço a um caça mais barato, mas compatível com os armamentos mais modernos.

Nesse quesito, não conta somente a qualidade, mas também a quantidade.

Thiago Aiani
Thiago Aiani
Reply to  rafa
1 ano atrás

Eu considero o Gripen uma ótima escolha, um bom compromisso, um caça novo e moderno porém mais adequado a realidade da FAB. Cada força aérea possui suas dificuldades e por isso duvido que a FAB consiga obter os mesmo números e patamar de disponibilidade dos Gripens da Suécia . O mais provável é que teremos a disponibilidade de 1 a cada dois jets, ou seja metade da frota. Numeros como aqueles da USAF( apesar do chororô e alarde deles) acredito ser exceções que fogem da nossa realidade. Se conseguirmos manter os 66% dos F16D da USAF seria já ótimo, acredito… Read more »

Thiago Aiani
Thiago Aiani
1 ano atrás

Seria interessante uma comparação com as outras força aereas ( as dignas de referência claro). Encontrei apenas algumas matérias com dados sobre l’ Armée de l’Air, que são até bastante lisonjeiros, para uma nação com um orçamento para a defesa 10 vezes menor . O melhor foi o C-130j (77%), o Rafael no 2018 ficou por volta dos 56% e as piores disponibilidade foram do puma, A400M ( ambos 28%) é por último o C-130H ( 19%) .

Thiago Aiani
Thiago Aiani
1 ano atrás

Penso que os números que eles apresentaram são muito bons, só mais uma choradeira para obter mais recursos. Keynesianismo militar em ação rsrs

Matheus Santiago
Matheus Santiago
Reply to  Thiago Aiani
1 ano atrás

Hahaha
Reagan fez escola.
Agora, esses números são razoáveis se comparados seus inimigos, Rússia e China.

Tallguiese
Tallguiese
1 ano atrás

A questão da América Latina é. Como está a prontidão de cada país do Sul? Acredito que não estamos mal para nosso TO! Esquece o norte gente aquilo é outro mundo kkkk

PPrr
PPrr
Reply to  Tallguiese
1 ano atrás

Prontidão pra quê?

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
1 ano atrás

Não tendo mais a fraca(mais do que a Russia é hoje) URSS para “coçar o mindinho”, não há motivo para uma alta disponibilade.

Antunes 1980
Antunes 1980
1 ano atrás

O mais racional seria os Estados Unidos fechar 90% das suas bases ao redor do mundo.
A economia em equipamentos e recursos dos contribuintes, iria permitir atualizar completamente toda a sua força área.
Manter apenas 3 bases em zonas realmente quentes, Ásia (Coreia do Sul), leste europeu ( Ucrânia) e no Oriente Médio (Catar).
O resto do mundo que se vire !

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Antunes 1980
1 ano atrás

O problema é o vácuo de poder que isso deixaria.

E a regra é clara: onde há vácuo de poder, alguem ocupará esse vácuo.

PPrr
PPrr
Reply to  Antunes 1980
1 ano atrás

No outro dia que eles saírem, um outra potência assume. Ou seja, isso não vai acontecer

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
1 ano atrás

Eu sendo eles diminuiria ainda mais, tem uma recessão às portas.

Andrigo
Andrigo
1 ano atrás

Mas não seria uma tendência natural? Afinal a espinha dorsal ainda são os veteranos F-15 e F-16, que com o passar do tempo naturalmente vão demandar mais tempo para manutenção, e o substituto F-35 chegou com tantos problemas que está só ajudando a puxar o índice para baixo!

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
1 ano atrás

Se os EUA mandarem os caças que estão no Japão e Ásia de volta para casa diminui esta necessidade de aeronaves, o Japão e a Coreia do Sul são suficientemente ricos para não precisar de aviões americanos em seus territórios, mas o Império não tira suas garras da região.

João Moro
João Moro
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Só o Japão e a Coréia não são suficientes para dissuadir significativamente a China. Por isso o Japão e a Coreia do Sul ALIARAM-SE aos EUA.

MARCOV
MARCOV
1 ano atrás

Fora de contexto:
“Air France – KLM signed a MoU for at least 60 Airbus A220s while also announcing it will retire the airline’s 10 A380s by 2022”.
https://atwonline.com/aircraft-orders-deliveries/air-france-klm-signs-60-a220s-retire-a380s

JuggerBR
JuggerBR
1 ano atrás

Alguém estima a disponibilidade aérea de combate do Irã?

Thiago Aiani
Thiago Aiani
Reply to  JuggerBR
1 ano atrás

Saber eu não sei, porém acho muito difícil eles fugirem pra cima do 50%. É comum ver notícias de várias forças aéreas que conseguem manter apenas metade da própria frota de caças. Eu procurando por aí e vi quê é uma situação muito comum para Forças aéreas “normais”. A Índia tinha (E tem ) essa limitação , apesar eles afirmarem estar trabalhando para aumentar esses índices ( dos próprios Sukhois). À África do Sul também , ja foi relatado a mesma limitação, apenas metades dos seu Gripens eram realmente operacionais. Penso, pelo pouco que vi , seja um problema comum… Read more »

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
1 ano atrás

I problema é… grana!!!
O F-35 Flying Circus está comendo quase a totalidade dos recursos da USAF.