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KF-X: Indonésia busca redução de gastos na participação do projeto

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Concepção em 3D do caça KF-X

A Indonésia está buscando uma redução de sua parcela de despesas no projeto de desenvolvimento do jato de caça KF-X com a Coreia do Sul, pois já está com cerca de 300 bilhões de won (US$ 254 milhões) em atraso.

De acordo com a imprensa indonésia, o ministro da Coordenação de Política e Segurança da Indonésia, Wiranto, reiterou a necessidade de renegociar o acordo para o caça coreano experimental, citando a falta de orçamento do governo.

A Coreia e a Indonésia têm trabalhado juntas para desenvolver um novo jato de combate para as forças aéreas dos dois países desde que firmaram um acordo em 2010. Segundo o acordo, o custo de US$ 8 bilhões do projeto será dividido entre a Coreia do Sul e a Indonésia com a Coreia pagando 80 por cento.

Wiranto, no entanto, ressaltou que a Indonésia não pretende se retirar do projeto e não quer “perturbar a amizade de longa data com a Coreia do Sul”, informou a agência de notícias indonésia Kompas.

O país também não quer perder a oportunidade para a transferência de tecnologia que o programa ofereceria, acrescentou Wiranto.

De acordo com a Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) da Coreia do Sul, na segunda-feira, a Indonésia pagou cerca de 220 bilhões de won de sua parcela de 1,7 trilhão de won na segunda-feira. O primeiro depósito foi feito em 2016. Desde o pagamento de 132 bilhões de won no início deste ano, não houve nenhum pagamento adicional da Indonésia, e cerca de 300 bilhões de won estão em atraso desde julho, disse a DAPA.

KF-X

Apesar de admitir que eles estão renegociando o acordo desde o início deste ano, o governo coreano se recusou a elaborar detalhes de suas negociações.

“As negociações entre os dois países estão em andamento e os dois lados concordaram em mantê-la fechada ao público”, disse Park Jeong-eun, porta-voz da DAPA.

O Ministério da Coordenação indonésio disse que renegociaria seu envolvimento no projeto conjunto com compromissos econômicos “mais leves”, citando suas condições econômicas nacionais, em um comunicado em outubro do ano passado.

“Apesar do problema financeiro, o desenvolvimento dos caças está indo bem. Não vemos que a Indonésia se retire do projeto ”, disse um funcionário da Korea Aerospace Industries, que participa do projeto, ao The Korea Herald.

De acordo com o funcionário, mais 32 funcionários indonésios deverão chegar à Coreia em agosto, somando-se aos atuais 80 que já estão trabalhando no país.

A reunião crítica de Design Review também deverá ocorrer em setembro, na qual os dois lados analisarão o desenvolvimento do projeto. Depois então ocorrerá a construção de um protótipo real do caça, disse o oficial.

O projeto KFX/IFX tem como objetivo produzir aviões de combate semi-furtivos de geração 4.5. Do programa, os dois países vão construir 168 unidades, das quais 120 pertencerão à Coreia.

Espera-se que os aviões de combate sejam equipados com lançadores de mísseis semi-conformais, aviônicos avançados e sistema de reabastecimento em voo.

O projeto KFX é o segundo programa doméstico de desenvolvimento de aviões de combate da Coreia do Sul, proposto pela primeira vez em 2001.

FONTE: The Korea Herald

34 COMMENTS

    • Discordo. A Indonésia não tem uma boa economia e provavelmente não tenham condições financeiras de arcar com o acordo neste momento.
      Sobre os caças russos, realmente não sei de onde você tirou essa afirmação: “… Pois estão mais aparelhados aos caças Russos”.

  1. Porque será que os projetos de 5ª geração propostos lembram muito o F22? KF-X e TAI TF-X tem design muito parecidos ao F22. O J-31 também lembra o F22, bem como algumas imagens do futuro caça japonês.

    • Requisitos iguais levam a soluções semelhantes.

      O maior defeito desse KF-X é não contar com baias internas para os armamentos, nem que fosse só para mísseis ar-ar. Outro defeito é que os pods de iluminação e/ou guerra eletrônica também serão carregados de forma externa e não integrados a estrutura do avião. Ao meu ver esses dois defeitos acabam por inviabilizar a assinatura stealth do avião.

      • Esse avião está sendo projetado com espaço para baias internas sim mas elas somente serão utilizadas a partir da segunda etapa de desenvolvimento do avião. O projeto contempla 3 etapas de desenvolvimento sendo que na primeira a baia não estará operacional para economizar dinheiro. A partir da segunda etapa a baia estará completa logo operacional, afinal a KAI recebeu conhecimento técnico para projetar baia interna quando participou do desenvolvimento do Silent Eagle da Boeing. O plano da amoeda é que na terceira etapa o avião seja stealth.

    • Por que todos os navios são parecidos?
      Todos os aviões de corredor único são parecidos?
      Todos os submarinos são parecidos?
      Todos os carros de F-1 são parecidos?
      Todas as TVs são parecidas?
      E por aí vai……….

      • Rapaz, você anda vendo navios, aviões, submarinos, TVs e carros de F1 ao estilo propaganda militar da Coreia do Norte? Porque olha, literalmente NADA disso que você falou costuma ser realmente semelhante.
        Tu podia pensar em smartphones, que hoje em dia são em geral igualmente feios, mas não, foi literalmente pra setores onde são NÍTIDAS as diferenças!
        Carros de F-1 de bater o olho, mesmo sem a pintura, já dá pra cravar qual a marca, o mesmo pra todo o resto. Não viaje.

    • Ainda acho que se a Korea fizer a proposta de participação ao Japão eles entram, e melhor, podem acelerar o processo agregando muita coisa de suas pesquisas na area.

  2. dos que estão na prancheta ou saindo, esse KF-X e o J-31 são lindos demais. Talvez depois o FCAS, e todos são mais bonitos que o Tempest, com ctz.

  3. Gostaria de entender a finalidade da Coreia do Sul, gastar US$ 8 bilhões desenvolvendo um caça semi-furtivo, se eles já operam o F-35. Caça da geração 4.5 tem um bocado ai no mercado com RCS razoável, etc. Até o F-15 Silent Eagle, que a Boeing tava louca para arranjar clientes. Acredito que sejam muito mais aerodinâmicos e rápidos e manobrais do que esse, devido ao arredondamento das linhas retas, além do detalhe das baias.

    • São essencialmente dois motivos:
      1 – eles tem verba
      2 – nenhum país, por mais amigo que seja, gostaria de depender dos outros para seu aparato bélico. Se não for capaz de fazer sua própria bala de prata, importe-a, mas trate de fazer o arroz com feijão dentro de casa.

      • Não duvido que eles tenham verba, o parceiro que eles escolheram e que parece não ter, nem os 20% combinados. Só acho que eles tem grana e tecnologia, poderiam investir em algo mais inovador 5 ou 6 geração, com parceiros melhores é claro. Pelos caças que eles tem, e boas relações com USA, Europa, etc, acho desperdicio de potencial e grana. O contribuinte Sul Coreano, também deve achar. A questão da busca da independência é louvável, mas com a vizinhança que eles tem, estar na vanguarda tecnológica não é só luxo. Tem aviões e projetos de 5 geração na China, Japão e Rússia, é eles seguem avançando.

        • A Russia, com todo o background da URSS sofre horrores com o Su-57. O Japão, que já tem histórico pesado de fabricação de caças e até de alguns projetos, não ta nem perto de botar um protótipo pra voar. O mesmo serve para a Europa. A realidade é que não adianta dar um passo maior do que a perna, afinal, isso provavelmente enterraria a verba num projeto interminável.
          Um projeto como esse pode dar a base necessária para no futuro, tentar se equiparar ao que de melhor existe, contudo, enquanto isso eles ficam com o F-35, caça no qual a maioria das maiores forças aéreas do mundo depositaram e depositarão sua confiança.

    • Trata-se de algo maior do que simplesmente o avião. A indústria aeronáutica local está sendo criada e desenvolvida desenvolvendo tecnologia e peças para o avião e a indústria bélica desenvolve os armamentos que o avião carregará como os mísseis. Com este projeto buscam criar um novo nicho de mercado para suas indústrias, prover a sua força aérea com aviões nacionais, diminuir a dependência externa na área bélica, projetar poder diplomático negociando os seus armamentos a país países, etc ….

  4. A Indonésia está de sacanagem. Estão testando o limite dos coreanos para ver até onde pode lucrar. É aquela coisa: dá a mão quer o braço, dá o braço quer o corpo. Dizem que não tem dinheiro mas estão pagando em dia o dinheiro que devem aos russos pela compra de armas deles mas com os coreanos querem tocar acesso a tecnologia, protótipo do avião e fabricação de parte das aeronaves por matéria prima e aviões de transporte militar de fabricação deles que a Coreia já tem de monte e não precisa. A sacanagem chega a tal ponto que os engenheiros da Indonésia que foram enviados à Coreia para participar do projeto receberam salário do fundo criado para o projeto, mas o valor que eles pagaram até agora parece que ultrapassa um pouco o valor dos salários. Para mim esta pareceria não vai longe pois a Indonésia acha que encontrou o negócio dos sonos onde a Coreia entra com a bunda e eles entram com o …… Tem malandro em qualquer lugar do mundo …. mas esperteza não vai longe

  5. E da-lhe furtividade, que sai muiiiito cara… depois com o progresso e novas tecnologias conseguem chegar a um radar-detector que localiza os furtivos a grandes distancias, e como ficam os gastos feitos com os projetos furtivos de 5a. geração? Tempos atrás andei lendo noticiario na internet, não sei se era verdade ou mentira, uma noticia que a Rusia tinha desenvolvido um radar com diversas faixas de frequencia que detectavam aviões furtivos a grandes distâncias. Ela mesma, a Russia já a tempos vem trabalhando em projetos com furtividade… esquisito não?

  6. Lindo modelo….um mix de F15/F22/F35….
    Eu ainda utilizaria 3 casulos sthealt na linha central e saída das asas….tipo aquele proposto para os F18 New generation.
    Bela concepção!!

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