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Primeiro voo do LAH – Light Armed Helicopter sul-coreano

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Derivado do helicóptero leve bimotor Airbus Helicopter Dauphin, o helicóptero leve armado sul-coreano tem o objetivo de se tornar o helicóptero utilitário padrão do Exército da Coreia do Sul, mas terá sensores e armas mais capazes do que seus antecessores. (Foto KAI)

A Korea Aerospace Industries (KAI), a única fabricante de aeronaves da Coreia do Sul, informou no dia 4 de julho que completou com sucesso o primeiro voo do Light Armed Helicopter (LAH).

O LAH equipado com dois motores de 1.024 cavalos de potência é o segundo helicóptero coreano depois do helicóptero utilitário de transporte Surion (KUH-1), mas é menor do que o Surion em tamanho.

A KAI começou a desenvolver o LAH em junho de 2015 e revelou seu protótipo em dezembro do ano passado. Ele realizou testes no solo para confirmar os principais sistemas e sua estabilidade desde janeiro, disse a empresa em um comunicado.

“A empresa tem como meta concluir o processo de desenvolvimento do LAH até novembro de 2022, antes de ser recebido pelo Exército”, disse um porta-voz da companhia.

O Exército da Coreia do Sul tem um requisito para mais de 200 helicópteros LAH e a KAI espera exportar de 300 a 400 aeronaves para clientes internacionais.

O LAH é equipado com dois novos motores Arriel 2L2 da Safran
O LAH é equipado com dois novos motores Arriel 2L2 da Safran

FONTE: Notícias Yonhap

43 COMMENTS

  1. Parece ser interessante

    Lembro de um uns 35 anos atrás, das Tecnologia & Defesa amarelinhas, em que havia planos parecidos para os esquilos do EB

  2. Pois é.
    Ai está mais uma lição para nossas FAA,s.
    Os Sul Coreanos pegaram o projeto do Dolphin (Pantera no Brasil) e estão desenvolvendo seu helicóptero de ataque.
    Já cansei de dar a sugestão de junto com a Argentina, desenvolver uma variante mais potente do Sicaré.
    Uma versão com canhão de 20/30 mm nacional (Remax ou Torc-30mm aérea), sistemas de armas nacionais e argentinos e sensores dos dois países.
    Vou além, podem em parceria com a África do Sul desenvolver uma versão latina do Rooivalk e nacionalizar alguns sistemas de armas dos sul africanos ( Mokapha etc).
    Mas nossas FAA,s e comandadas por pessoas sem visão e que vivem reféns de empresas que não oferecem nada de soberania ao país .
    Empresas que são espelhos das multi internacionais que as compraram e hoje dominam e monopolizam o mercado nacional.
    O pior é que nossas FAA,s sabem disso e ao que parece se sentem tranquilas com essa situação.
    Parabéns coreia do sul !
    Mais um país que busca se tornar nação e preza sua verdadeira soberania.
    Quanto a nós ???????????

    • Um complemento: Dauphin e Panther são máquinas externamente semelhantes, mas mecanicamente diferentes. A confusão é muito comum porque o EB adotou o nome “pantera” para o Dauphin. O Panther é mais capaz e tem mais capacidade.

      • Não é verdade era afirmação e posso falar com convicção. As aeronaves Pantera do Exército nasceram Pantera já desde a sua fabricação. O Pantera do Exército está acima da versão Dauphin N3+ da Airbus, porque ele utiliza a turbina Arriel 2C2CG (o mesmo do H155 porém o Pantera tem um peso máximo de decolagem menor que o H155) enquanto o Dauphin de linha utiliza o Arriel 2C, menos potente.
        No caso da Guarda Costeira Americana eles são Dauphin porque assim nasceram em sua fabricação.

    • Foxtrot
      Tbm ja fiz um comentario parecido com o seu, so nao citei a Argentina. Eu tbm sou a favor de uma parceria estrategica com Africa do Sul nessa questao dos helicopteros e tbm na defesa do Cone Sul pois nossa geopolitica deveria visar a America do Sul, o Atlantico, Costa da Africa e Antartida… MAS… igual vc bem disse, falta visao ao Brasil…
      Outrossim temos que trocar rapidamente parte do nosso hino nacional: “deitado eternamente em berço esplendido” e mudar para “ERGUIDO eternamente em SOLO esplendido”… pois estudiosos em programacao neurolinguistica dizem que “as palavras tem poder”… se isso for mesmo veridico entao ficaremos “deitados eternamente”.

  3. Daqui a pouco vem alguem dizer que o Pantera do EB deveria ser assim, mas o Pantera não é um helicóptero de ataque, é um utilitário.

    • Mas este LAH é exatamente isso: um helicóptero Panther adaptado para missões de ataque leve. O site Cavok noticiou em 2011 que a Eurocopter ofereceu à KAI o projeto do Panther para o LAH. Ou seja, se o EB quiser, dá para fazer, sim, uma variante de ataque leve do Panther. Talvez até mesmo um heli dedicado ao ataque, como os sulafricanos fizeram com o Rooivalk que se utilizou de componentes do Puma para desenvolvê-lo.

    • Walfrido Talvez voce nao entendeu …

      É verdade que o heli Pantera do Exército Brasileiro é utilitário, mas Nada impediria do EB desenvolver em parceria versões de ataque a partir dele como o chineses e os sul-coreanos fizeram.
      Talvez, ja que o Fennec foi adaptado para reconhecimento armado, o EB resolveu apostar num heli de ataque de oficio e nao foi por esse caminho, mas poderia sim se quisesse.

  4. Já Gastaram uma fortuna, e vão gastar mais ainda para chegar em um produto que não agrega em nada ao que já existe a venda no mercado. Isso ta que parece os projetos do PT kkkkkk

  5. A Coréia do Sul faz compra em larga escala , não tem como comparar com o Brasil que compra pouco. Não faz o menor sentido investir centenas de milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para não fabricar praticamente nada.

  6. Seria uma opção para quem não tem bala para comprar os badalados Tiger, A-129 ou AH-64 Apache, uma aeronave para acompanhar e proteger tropas em solo, e tem o DNA airbus para atestar a qualidade.

  7. Caraca! Isso aí é uma gambiarra voadora!! E tem gente que acha que as nossas FFAA têm que aprender com eles!!! Tá de sacanagem!!! Prefiro muito mais os UH-15A com os mísseis Exocet/Mansup!!!!

    Pô, coreano tem dinheiro para construir , localmente, Apache!!!

  8. No Brasil serão os Apaches de Israel com um belo MRO. A Jordânia recebeu 16, parte 12 revisados e 4 para fonte de peças.

    Tem Heli de ataque made in USA, Turkia, UE, Korea, Rússia …..

    Muita opção….. até demais.

    Os Apaches serão com um bom MRO serão ótimos.

  9. Este conceito de helicóptero de transporte + ataque não é semelhante ao Mi-35 Hind?
    É um vetor de ataque ou o armamento é mais para defesa?
    Pois querer atacar o inimigo cheio de tropas, nas faz sentido algum, o risco é alto demais.

    • Antunes, quem seria louco de atacar ao mesmo tempo que está carregando tropas?? Esses helicópteros, como o Battle Hawk e esse coreano, são versões com capacidade acentuada de ataque, mas sem perder a capacidade de transportar tropas. Mas, isso não quer dizer que farão ataque e transporte ao mesmo tempo…

    • Antunes,
      Esses helicópteros quando em função de ataque ou escolta não levam tropas.
      A vantagem deles é ser “modular” e podem ser reconfigurados em transportes quando necessário.
      O Mi-35 pode levar 8 soldados sempre.

    • Sérgio,
      Não existe aeronave blindada. O máximo que há para aeronaves é proteção localizada de áreas vitais, o que é o mesmo que nada. Uma aeronave deve sua sobrevivência à robustez de sua estrutura e à redundância de seus sistemas.
      Black Hawks já voltaram pra casa após serem atingidos por dezenas de tiros e muitas de suas partes são resistentes até o calibre 23 mm.

      • Lembro de ter lido isso na RFA á época do MOMEP, mas deve ser uma parte bem especifica mesmo, 23 é uma cacetada. Helis se valem mais da atitude em voo pra evitar fogo inimigo. Dizem que no Afeganistão um MI-24 foi derrubado pelo fogo de uma espingarda.

  10. Prezados,

    No que tange a asas rotativas, o que o EB precisa, isso sim, é considerar um substituto digno para o próprio ‘Pantera’, cujos anos já pesam… E nesse meio tempo, é focar em manter operando o que já se tem, além do preparo para receber o que está pra chegar na forma de mais ‘Caracal’ e dos ‘Sherpa’.

    Tudo o mais é gaveta…

  11. Parece que não é somente aqui, que a Airbus tapeia os índios.
    Esse design Dauphin/Panther/H-155 já morreu, nas ffaa francesas seu lugar será ocupado pelo novo H-160.
    Mas se atende as necessidades percebidas pelas ffaa sul coreanas, quem sou eu pra reclamar…
    No Japão também embarcaram nessa moda “de volta para o futuro”, em um helicóptero derivado do Bell 214
    Então, boa sorte a aviação do RoK Army!!!!

  12. Senhores,
    No link abaixo tem uma foto com comparação técnica deste helicóptero com outros similares. Assim como no caso do Surion, a KAI manteve a fuselagem do projeto original do fabricante mas refez toda a parte interna do aparelho, desde a motorização à aviônica, logo é um aparelho novo com carcaça de “velho”.

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