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IAI oferece Kfir NG para a Colômbia

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Caças Kfir C10 da Força Aérea Colombiana

Segundo Gareth Jennings, editor de Aviação do Jane’s, a IAI – Israel Aerospace Industries informou durante o Paris Air Show que oferecerá um novo padrão Kfir NG para a Força Aérea Colombiana.

O Kfir NG será equipado com o novo motor GE F414 (o mesmo do F/A-18E/F Super Hornet e Gripen NG), radar AESA, datalink aprimorado e fuselagem traseira remodelada para levar mais combustível (autonomia duplicada).

Além disso, a IAI espera assinar um acordo com o  Sri Lanka no final deste ano para devolver os Kfirs que estão parados ao serviço. O Equador também demonstrou interesse pelo mesmo.

Anteriormente, foi relatado que a proposta de Kfirs para a Argentina não foi adiante e que a IAI está planejando descarregar de 12 a 14 células que havia construído para a FAA, podendo inclusive virar “agressores” para empresas dos EUA.

IAI Kfir do Equador voando com um Mirage F1

38 COMMENTS

  1. Motor GE F414.. Autonomia duplicada(?) Radar AESA.. Datalink..
    Apesar da fuselagem continuar sendo de um Kfir, não deixa de ser uma máquina bem interessante..
    Mas com essa perfumaria toda não deve ficar tão barato, resta saber se essa carcaça tunada vale o custo-beneficio frente a um caça de projeto atual.
    Gostaria de ver as fotos (se existirem).

    • Boa noite um kfir pode manobrar como os eurocanards com radar aesa misseis modernos israelitas testados em combate novo motor dos super hornet data links hmds só falta sensor infrared e bate muitas moscas estrela vermelha com bafo de vodka.

  2. Depois seria interessante ver como seria essa integração do F414 ao Kfir. O F414 é 1,3 m mais curto, 9 cm mais estreito e 640 kg mais leve que os J79 que vai substituir. Com aquele nariz de Pinóquio dos Kfir mais novos, eles terão que usar uma tremenda quantidade de lastro para manter o CG no lugar.

    “fuselagem traseira remodelada para levar mais combustível “: isso significaria um novo tanque envolvendo a parte fria superior do motor, como acontece em outros caças, com o Mirage F1 e F-16.

    Interessante notar que o Equador possuía o que era provavelmente a mais moderna frota de caças na América do Sul, no começo dos anos 80, com Mirage F1, Jaguar e Kfir. Curioso notar que eles compraram o Jaguar para uma missão que o F1 podia cumprir. Não é a toa que foi o primeiro dos 3 a ser aposentado.

    • Boas colocações. Os israelenses (com o auxílio norte-americano) tiveram muitas dificuldades para adaptar o J79 à fuselagem do Mirage. Enfrentariam o mesmo problema com o 414. E aproveito para dizer que o 414 seria na verdade a verão utilizada no Gripen E, pois é a versão do motor adaptada para caças monoreatores. Mas dessa vez a escala de produção seria diminuta. Será que valeira o custo de adaptação?

    • Se o motor F414 é mais curto, já apareceu espaço para um tanque extra.
      Com certeza, as empresas aeronáuticas Israelenses, possuem excelentes engenheiros.
      Não vão chamar nem o Zé das Couves ou o Zé Ruela para fazer esse Upgrade.

    • Espero que seja demonstração. De cabeça não vejo quais condições operacionais que o Peru ofereça que não se encontre por essas bandas.

  3. Num sei não . Não duvido que o “Kfir NG” possa ser uma aeronave boa, MASSSS … me parece uma gambiarra dentro de uma adaptação, não me parece que seja algo tão interessante assim para Colômbia.

    Se eu fosse a Colômbia iria buscar F-16 Block 50 que tem bem mais usuários e portanto vai ser em tese mais fácil de operar .

    Porém, todavia, contudo eu acho que o tal do Kfir NG possa interessar a países como México e a ja citada Argentina, mas não descartaria algum país da África ou Ásia.

    • O México está entre a maior potência da humanidade e literalmente um sem número de países cuja polícia do Espírito Santo em greve conseguiria barrar uma invasão. Não teria grandes utilidades pra eles.

  4. Ecuador C7, Sri Lanka C2, Colombia C10/12, creio que um protótipo do Block 60 para 12/18 anvs oferecidas aos ARGIES a troco de commodities, perderam essa oportunidade, o pacote de armas era generoso.

    As empresas agressoras limparam o estoque em Israel, constam baixas no inventário da IDF.

  5. Ou seja, Brasil contente-se em vender Gripen F mundo afora, pois Gripen monoposto não venderá um sequer na América do Sul, infelizmente.

  6. Achei bem interessante esse pacote de atualizações, mas tenho a impressão que esse caça seria mais util em outro pais, ja que a Colômbia tem condições financeiras de comprar um caça novo através de FMS com EUA ou diretamente de outros países,
    Mesmo assim, achei essa proposta muito interessante com esse pacote e outros operadores do Kfirs poderiam ter um bom caça nas mãos. resta saber como seria a integração desses itens no novo caça, sera que o motor caberia ou como seria essa mudança na fuselagem ou se teríamos tanques conformais no Kfir

  7. Será que o Brasil através do BNDES tem como conseguir vender gripen aos vizinhos da América do sul?
    Seria impressionante se conseguir financiar 12 aeronaves para cada vizinho
    Teria uma linha de produção aberta por anos

      • Olha isto não é a visão de um empresário.
        Riscos altos retornos altos.
        Mas é uma operação de governo a governo tem muitas garantias.

        • “Mas é uma operação de governo a governo tem muitas garantias.”
          ——————————————————————
          Renan, Nicolás Maduro curtiu (muito) o seu comentário.
          Cristina Kirchner também.

      • Que eu saiba, o BNDES já financia aviões da EMBRAER, inclusive militares. O problema realmente não é emprestar, mas para quem emprestar. Nações que são notoriamente inadimplentes, como Cuba e Venezuela, não honrarão seus compromissos, nem que eles sejam com o Brasil, nem se forem com os EUA ou a China. A questão é emprestar para quem tem histórico de pagamentos, sendo que o Super Tucano, por exemplo, foi vendido com financiamento para República Dominicana, Moçambique, Colômbia, Equador…e pelo que se sabe, pagamentos em dia!

    • BNDES é um banco de fomento mercantil para ajudar a desenvolver pequenos e medias empresas. Não para ajudar quem já é grande como JBS e afins… muito menos para fazer politicagem (venda militar sempre é politica).
      Concordo em vender caças gripen para outras nações porem distantes da america do sul… Na Africa e Asia, assim teremos o dinheiro entrando e continuamos superiores em nossa casa.

  8. Eu acho que é um bom avião, esse novo motor vai deixar o caça também melhor, ouvi dizer que é mais potente e econômico.

  9. Esse Frankenstein deve custar caro e ter uma vida útil nada interessante.
    O Gripen NG é mais vantajoso a médio longo prazo.
    A Saab já ofereceu o NG para a Colômbia ?

  10. Gostaria de ver um esboço gráfico do kfir ng. Talvez aero jor poderia fazer uma ilustração.E, uma comparação com o gripen NG. Para tentar igualar essa tal competição, seria necessário mais 2 pontos de fixação na extremidade das asas e desejável um dispositivo passivo de leitura térmica, pois já carrega equipamento portátil similar, . A entrada de ar da empenagem vertical poderá se tornar mais um receptáculo para eletrônica como nos F16.

    Bôsco , Quais seriam as vantagens em potência e consumo em trocar o j59 da beit shemesh por um ge 414 incrementado pela mesma. Os dois pontos na ponta das asas, seriam um incremento mais significativo dessa competição em uma configuração combate ar ar. O caça eh testado em combate e sempre eh possível instalar o que há de mais novo em eletrônica e armamentos nele.

    Paris duro para o ng, e com custo de manutenção mais baixo.

    • No exemplo da substituição do j 59 no f4kurnass, o super phantom passou a ter capacidade supercruise, maiores índices de performance. funding for the project in 1984.

      Later in July 986, as IAI proceeded with development of the Lavi, it modified F-4E Phantom #336 to serve as test-bed, replacing its starboard J79 engine with a PW1120—possibly with assistance from Boeing. Less then a year later, the port engine was replaced as well, and the fully re-engined Phantom made its first flight on April 27, 1987.

      By all accounts, the up-engined Phantom’s performance was extraordinary, boosting the F-4E’s thrust-to-weight ratio from .86 to 1.04. (A jet with a thrust-to-weight ratio exceeding of 1.0 or higher can fly straight up at a 90-degree angle and still accelerate.) As a result, the Super Phantom could climb 36 percent faster and sustain turns 15 percent faster which combined with wing slates. This put it on par with the fourth-generation F-15E Strike Eagle and could accelerate 27 percent faster, and take off with 20 percent less runway. Due to the engines’ lighter weight and greater fuel efficiency, the Super Phantom could also fly considerably further.

      Most remarkably, the Super Phantom could supercruise, meaning it could sustain flight above the speed of sound without using fuel-gulping afterburners. Even today, the United States has only one operational super-cruising fighter, the F-22 Raptor.

  11. Olha… Acho estranho para Colômbia aceitar o Kfir NG do jeito que estão oferecendo a não ser que os israelenses provem que ele pode fazer muito mais dos que os Kfir’s atuais. E também tem de valer a pena financeiramente… Por exemplo: Será que eles seriam eficientes contra os SU-27 da Venezuela? Mas enfim… Que sou eu mero mortal que nem colombiano sou…

    • Acredite, o kfir NG seria uma nova classe com custo de manutencao mais reduzido . Seria o primeiro supercruise em operacao da AL ou Segundo dependendo do gripen seguir o cronograma.

      O NG precisaria de carregar mais misseis em configuracoes de superioridade aerea.

      Somente a troca do motor, diminuem em 2 toneladas seu peso. Acrescente-se a possibilidade de instalar mais tanques de combustivel, por ser bem menor. Se o modelo comparativo for o Gripen, ai, da de lavada no block 60 em uso.
      Sendo mais eficiente, como testado pela IAI no f 4 kurnass de teste para o Lavi, com pw1120 que conseguiu o f4 ser supercruise. A relacao peso/empuxo aumenta notadamente.

      O maior problema eh a capacidade de carregar misseis de longo alcance. Teria de chegar perto dos 12 dos Russos e comparativamente, mais que o Gripen NG, 6. O block 60 hj carrega 4.

      Se vingar na Colombia, Equador e Sri Lanka possivelmente voltara a producao com o mercado da India muito proximo.

  12. Tenho uma pergunta: Israel ainda tem a linha de montagem dessas aeronaves ou são esqueletos em estoque? Vira e mexe leio aqui no blog que os Israelenses oferecem essas aeronaves para alguém. Estranho tbm é o fato de a própria força Aérea de Israel não utilizar o avião.

  13. É como gastar $$$ para “tunar” um Chevette. Mas… isso pode ter a ver com aquele Su-30 venezuelano que entrou no espaço aéreo colombiano e caiu. A insistência dos colombianos pelo Kfir, para mim, reforça a teoria do abate do Su-30, o que deixaria os colombianos satisfeitos a ponto de insistirem no modelo.
    .
    Também desconfio se os israelis não vão “tunar” os Kfir com os benefícios que os F-39 estão recebendo. Tela WAD, motor F414… Ou alguém aqui acha que a Elbit, IAI e outras empresas de defesa israelis não estão se favorecendo dos avanços do programa Gripen NG através da AEL ? No final o Kfir pode deixar de ser um “Mirage israeli” e se tornar um “Gripen israeli”.

    • Nao eh um chevette tunado, mas uma plataforma de lancamento de bombas, misseis e foguetes de um lado e de outro uma plataforma capaz de carregar uma variedade de misseis e sensores com um radar Aesa e capacidades, que muitas aeronaves ditas 4.5 nao possuem a um preco de aquisicao e manutencao nitidamente menor.
      A Elbit, como fornecedor de classe internacional, participa de varios projetos, incluindo o wad do F35, o qual inspira o Gripen e de seu capacete inteligente. O custo desses itens, seriam por si soh inviaveis ao projeto gripen ng em desenvolver do zero. O motor 414 nao eh exclusivo do Gripen, eh utilizado no f 18. Ao contrario a participacao de empresas desta classe, possibilita reduzir custos e continuar atualizando a frota brasileira, com q ha de mais novo, com minimo de despesa. A Ael eh empresa brasileira q interage com outros centros tendo muito a ganhar. Outrossim, a Iai ja possuia experiencia em substituir o j59 pelo pw 1120 do phantom, com o mesmo dilema enfrentado pelo kfir hoje, um motor q nao se produz mais, a + 10 anos atras, oriundo dos projetos Lavi e sledgehammer e foi contratada para atualizar o f4 2020 terminator q esta em operacao ate hoje.

      A evolucao do kfir para o motor 414, eh uma evolucao racional, pela ausencia dos motores j59, bem como a experiencia da fabricante em substituir esses motores em outro pais, onde se constatou a capacidade supercruise e aumento da auronomia, ha mais de 10 anos atras.

      O gripen eh o gripen e o kfir eh o kfir com pedigree similar, mas nao igual. O pedigree do kfir advem do starfighter f 105 e do Mirage V. A filosofia do segundo difere sobremaneira do primeiro, privilegiando a economia operacional e ser uma plataforma de sensores e de lancamento, contra a manobrabilidade e utilizacao de materiais composite, fly by wire do primeiro. A opcao dos clientes eh clara!

      Sim, eu acredito, que o kfir, atualizado, voltara a linha de producao, pelas suas qualidades ou ate stealth produzido em joint venture. Mas soh o futuro dira

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