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França lança o futuro HIL – Hélicoptère Interarmées Léger

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Maquette H160M

PARIS – Florence Parly, ministra das Forças Armadas, visitou a unidade industrial da Airbus Helicopters em Marignane (Bouches-du-Rhône) na segunda-feira, 27 de maio, e revelou o modelo em escala real do futuro Hélicoptère Interarmées Léger, ou HIL, que será nomeado “Guépard” (Cheetah) em serviço francês.

Nesta ocasião, ela anunciou sua decisão de antecipar o lançamento do programa HIL para 2021, em vez de 2022, conforme previsto na Lei de Planejamento Militar (LPM) 2019-2025. As primeiras entregas dos 169 helicópteros Guépard – 15 a mais do que o planejado na LPM anterior – poderão ocorrer em 2026, em vez de 2028.

O programa HIL tem como objetivo equipar os três serviços com um único modelo de helicóptero leve para substituir os cinco atualmente em serviço, o mais antigo desde os anos setenta: Gazelle do Exército, Alouette III e Dauphin; o Panther da Marinha e os Fennecs da Força Aérea.

O H160, o mais recente da gama civil da Airbus Helicopters, foi selecionado em 2017 como a base de um novo helicóptero militar para atender às necessidades dos serviços. O conceito de frota única permitirá o compartilhamento de custos de desenvolvimento entre os três serviços. Também possibilitará otimizar o suporte, beneficiando-se dos efeitos de escala, por exemplo, para estoques de peças de reposição.

A retirada antecipada de frotas de helicópteros mais antigas, agora em serviço, gerará uma economia de cerca de € 100 milhões em termos de manutenção operacional (MCO).

Graças à sua modularidade e versatilidade, o Cheetah permitirá, para operações nacionais e internacionais, que o Exército realize missões de reconhecimento armado, apoio de fogo, infiltração de forças especiais ou evacuação médica; a Marinha para realizar missões antinavio, de proteção naval ou de salvamento marítimo; e a Força Aérea para fornecer proteção do espaço aéreo, busca e salvamento, ação profunda ou missões de inteligência.

A Direção Geral do Armamento (DGA) está actualmente realizando trabalhos para esclarecer o desempenho esperado e as características deste novo helicóptero.

Estudos de investigação básica conduzidos em paralelo devem promover tecnologias específicas para determinadas necessidades militares, em particular nas áreas de aviônica e radar. Em ligação com a Equipe das Forças Armadas, a DGA continuará a definir o helicóptero e seu sistema de apoio até o lançamento do programa.

Clique nas imagens para ampliar
Guépard da Força Aérea
Guépard do Exército
Guépard da Marinha

FONTE: Ministério das Forças Armadas da França

45 COMMENTS

  1. Buenas.

    Venderam aquele abacaxi chamado H225M e agora vão trocar por um modelo menos ufanístico, de projeto mais alemão que francês.

    Já dá pra devolver os H225M na concessionária?

    • Ele e menor e tem capacidade de transporte inferior ao HM 225, razão de sua escolha. Queriamos um helicoptero de médio porte fabricado/montado aqui para gerar emprego. Ou era o HM225 ou o NH 90. Como o segundo e muito mais caro…..

      • Bom dia.

        Concordo que o abacaxi H225M é maior.

        Agora que “queríamos” um helicóptero de médio porte, é bem discutível. A negociata se deu por lobby, e as FA estão fazendo sua limonada dos limões que foram dados. Uma aeronave extremamente cara e pouco compensatória.

        O que “queríamos” eram aeronaves que voassem bem, e aguentassem o tranco. No caso, Blackhawks. Nem Dauphin (que uns insistem em chamar de pantera pra virar Panther) chega junto.

        A “pilha” principal por fazer a limonada foi dos antigos clientes dos franceses da frota. Pela FAB, acho que já teriam devolvido que sairia mais barato. Mas com o imbroglio de ter sido fomentado via PAC, ficou difícil pra devolver.

        É isso aí pessoal.

    • Mestre Bille, saudações! O mestre poderia me dizer por que o H225M é um “abacaxi”? Os heli militares infelizmente são um mau necessário, visto pela ótica de seus custos e seu emprego! A Helibras bem ou mal está situada aqui no Brasil, gerando empregos e impostos! Eu acho muito forte essa expressão que foi “empurrado goela abaixo” para as FA! Não vou entrar na besteira do nacionalismo mas sim no fato concreto dos “Empregos e Impostos”! O EB fez uma aquisição de oito Super Pumas, bem antes do programa HBx. Nessa licitação participou também o UH-60 e perdeu justamente por performance e capacidade. Os quatro UH-60 do EB, estes sim foram de goela abaixo no EB. Programa HBx não só gerou empregos e impostos mas agregou valor pois o maior valor foi justamente o capital humano e intelectual. A verdadeira transferência tecnológica é justamente formar capital humano!

  2. Aprende Brasil. Aliás seria muito interessante se no âmbito do MD houvesse um órgão semelhante à DGA francesa. Centralizar as compras obrigaria as três forças a pensar de forma integrada. Mas… Brasil né… daqui uns dias ultrapassamos a Índia.
    Abraço

    • A Airbus é um consórcio, em que estão envolvidas empresas Francesas, Alemãs e também Espanholas ( antiga fabricante do Aviovar C-212), e que competem diretamente com a Boeing e também com uma outra empresa America que fabricava aviões da linha do DC-10 ( penso que se chamava McDogs…), não sei precisar melhor. já lá vão muitos anos.

  3. Projeto muito bacana e com tudo pra crescer, helicóptero lindo. Creio que ainda veremos a versão do exército deles com braço de armamentos diferente ao estilo do Linx Wildcat. Isto que é padronização .

  4. Aqui no BR poderia substituir os Black Hawk, Panther e Super Lynx, embora os dois últimos tenham sido modernizados recentemente.

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