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Treinador T-X: Saab vai montar fábrica em Indiana

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A Saab abrirá uma nova fábrica em Indiana para apoiar sua contribuição ao treinador a jato avançado T-X, desenvolvido em conjunto com a contratada principal Boeing, e outros projetos avançados

A instalação estará localizada em West Lafayette, no Discovery Park District, afiliado à Purdue University. A partir de 2020, quando a construção começar, a Saab diz que destinou US$ 37 milhões para o desenvolvimento. Em última análise, a nova instalação irá criar até 300 postos de trabalho.

Inicialmente, a fábrica se concentrará em engenharia aeronáutica e na fabricação de estruturas e peças Saab para o T-X, a pedido da Força Aérea dos EUA (USAF). Além disso, a Saab tem parceria com a universidade para realizar pesquisas e trabalhos de desenvolvimento em sensores, inteligência artificial e sistemas autônomos.

“Este é um momento histórico para a Saab”, diz o diretor-presidente Hakan Buskhe.

“Após cuidadosa consideração, escolhemos West Lafayette, graças à liderança visionária do Estado de Indiana e da líder mundial da Purdue University. O anúncio é parte de nossa estratégia de crescimento nos Estados Unidos e aprofunda nosso relacionamento com o cliente dos EUA. Nós vemos grandes possibilidades aqui para esta facilidade e nossas parcerias. ”

A empresa acrescenta que a instalação do T-X em Indiana impulsionará suas operações nos EUA para uma presença em cinco estados.

A Saab recebeu um contrato inicial de US$ 117 milhões em outubro de 2018 para cobrir seu envolvimento na fase de engenharia, fabricação e desenvolvimento do programa T-X até 2022. Ela será responsável pela produção da fuselagem traseira do jato.

A USAF espera comprar um 351 unidades iniciais do novo tipo para substituir seus treinadores Northrop T-38, após uma decisão de seleção de US$ 9,2 bilhões feita em setembro passado. A Boeing prevê que até 2.600 exemplares podem ser necessários para a demanda dos EUA e do mundo.

A montagem final do T-X será realizada na fábrica da Boeing em St Louis, no Missouri.

O T-X vai substituir o T-38
Cockpit do Boeing T-X
Cockpit do Boeing T-X

FONTE: FlightGlobal

33 COMMENTS

    • É bem provável que venha a ter no futuro. Por enquanto, a prioridade será atender às necessidades da USAF de um treinador avançado. Em seguida, deverão ser desenvolvidas versões de ataque leve ou mesmo de caça para atender ao mercado internacional.

      • 351 “treinadores”…. Que podem até entrar na ativa…

        E tem esquerdista que acha que devemos ficar peitando os EUA…

        Pra mim o Bozzo está certíssimo… Se não pode vence-los, junte-se a eles… Como os “pobres” Japão, Coreia, Inglaterra, etc….

    • Foi ventilado na época que seria o mesmo trem do F-16A, mais simples e leve que o da série “C”.

      Acho provável que eles desenvolvam algo novo para as aeronaves de série, pois treinadores tem requerimentos diferentes de caças de linha de frente nesse quesito, como um número muito maior de pousos e decolagens. Além do eventual pouso “naval” de pilotos em processo de aprendizado.

  1. Se o F-5 derivou do T-38, e o FA-50 do T-50, não vejo como não pode sair um caça leve do T-X.
    .
    Sai 26,2 milhões de dólares por cada T-X do contrato inicial ? Isso é o preço-base ?

    • Quanto a uma versão armada, me pergunto se eles irão:

      1- Manter o mesmo canopi, colocar combustível e aviônicos no lugar do assento traseiro;
      2- Mesma coisa, mas com um canopi menor, como no F-18;
      3- Nariz longo, piloto no assento traseiro, igual a família T-38/F-5A.

    • Ou então em alternativa, poderão optar pelo Leonard M-364 que é muito similar e de 2004 e custa apenas 20 milhões, penso que que a fap anda de olho nele, dado que a formação avançada dos seus pilotos nos USA é muito cara e não vai ao encontro dos requesitos que a fap pretende. Então tem havido conversações avançadas com uma empresa privada, afim de comprarem horas de voo, ou alugarem estes mesmos aviões. Em consórcio com outros Países do Norte da Europa, que poderão criar uma escola de formção avançada de pilotos em comun.

  2. Não entendo esses empresas. Saem abrindo fábricas com facilidade.
    E já estão presentes noutros estados…
    E parece que é só para fazer a fuselagem traseira.
    Para mim, opinião minha, construir a fuselagem de um pequeno avião não deveria ser algo tão demorado.
    Numa fábrica de carros, robôs e funcionários fabricam milhares de carros por dia.
    Não entendo como passam um mês para construir o pedaço de uma fuselagem.
    É tudo na mão? Artesanal?
    Alguém pega uma chapa e corta manualmente?
    Outro funcionário molda a chapa?
    Outro faz a soldagem?
    Outro aperta parafusos?

    • Sobre o abrir fábricas com facilidade…. em países desenvolvidos e com visão, o ambiente é propício para abrir uma empresa para o seu desenvolvimento e o desenvolvimento do país. Já em países varzeanos, só a burocracia para abrir uma empresa já desanima qualquer um, fora os outros poréns.
      Sobre a construção de uma fuselagem, não sou engenheiro para falar com autoridade, mas projetar e construir uma coisa que vai voar próximo à velocidade do som, a altitudes elevadas e temperaturas extremas, não é a mesma coisa que fazer uma carroceria de carro, que sofre um esforço ínfimo se comparado a um avião.

      • Mas aí você está falando de projetar. Isso é feito antes.
        Depois de projetado é só construir.
        Se o material, formato, técnicas de produção já estão definidos é só executar.
        Quanto a abrir fábricas falo dos custos.
        Certamente precisam comprar um terreno, construir a fábrica, trazer maquinário, contratar e treinar pessoal.
        As fábricas de automóveis no Brasil são um exemplo disso. São bilhões e alguns anos para constituir uma.
        Se bem que eu sou adepto de fábricas “,, nômades”.
        Isto é, aluga um terreno ou pega “doação” de uma prefeitura, monta um galpão modular.
        E fabrica qualquer coisa.
        Para isso traz qualquer maquinário, sem muita burocracia.
        Mas imagino que não é o normal na indústria.
        Você não vê a questão do complexo de Itaguaí a maior “burocracia” e um custo enorme só para a base.
        Para mim o mais importante são os submarinos…

    • Será que vão conseguir armar esse avião e fazer ele com custo baixo?

      A Boeing diz ali que ninguém vai ter a capacidade de competir em preço com eles.

      Veremos.

  3. A Suécia vende os ovos e matem a galinha, o que garante que sempre terá ovos. O Brasil vende alguns ovos, o ovos fazem sucesso. O Brasil se empolgada e vende a galinha. Depois o Brasil passa a comprar ovos e o dinheiro da galinha acaba, mas no Brasil e na feira ainda precisam de ovos. O aviãozinho ficou bonito. O DNA da Saab sempre entrega mais com menos.

  4. Esse novo treinador da Boeing me parece uma atualização do conceito e desenho do T-38, só que com “asas altas” e derivas duplas, Acho que ficou bem bonito….. e porque não dai sair uma versão mais completa de um caça leve otimizado para ataque ao solo e capaz de interceptar aviões de baixa performance e helicópteros ? acho isso bem provável no futuro, e seria um concorrente respeitável do Super Tucano

    • O Super Tucano. E’ imbatível no quesito custo benefício. US$ 1,000 por hora voo e’ pexinxa pra EUA . Mas pilotos americanos gostam de potência e custo não e’ a preocupação principal
      Pra nosso azar. Fazer um avião supersônico não e’ tão simples. Pode até voar mas se desintegra se for tentar fazer de qualquer jeito. Se fosse fácil a Embraer já teria feito .
      E tem que ser comercialmente vendável pra cobrir custos com pesquisas astronômicas. Porisso russos copiavam via espionagem pra economizar.

  5. Esse treinador e o KAI T-50, nem precisa inventar muita coisa para se tornarem um caça leve, é só tacar um radar grifo, um par de Python 5 e um par de Derby que já fica melhor que muito caça por aí, se bobear fica até melhor que o Tejas.

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