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GUERRA FRIA: Os enfrentamentos entre norte-americanos e soviéticos após o abate do voo KAL007

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Arte retratando o Sukhoi Su-15TM Flagon-M abatendo o Boeing 747 do voo KAL 007 da Korean Airlines
Arte retratando o Sukhoi Su-15TM Flagon-M abatendo o Boeing 747 do voo KAL 007 da Korean Airlines

O abate do Boeing 747 Korean Airlines pela defesa aérea da então União Soviética em agosto de 1983 permanece no imaginário coletivo como um incidente ainda não totalmente esclarecido. Contudo, menos conhecidos ainda são os meses de confrontos velados entre aeronaves da IA-PVO e da USAF, que se seguiram à tragédia, em um jogo que poderia determinar o início da Terceira Guerra Mundial e insiste em permanecer envolto em mistério

Sérgio Santana*

Antecedentes

Horas após as estações de inteligência de comunicações e sinais do Japão terem detectado o intenso tráfego de diálogos e emissões eletrônicas que logo se transformaria na tragédia em que se converteu o abate do Boeing 747-2B5B, prefixo HL-7442, que executava o voo KAL 007 da Korean Airlines, por um interceptador Sukhoi Su-15TM Flagon-F pilotado pelo Coronel Gennadi Osipovich do 777º Regimento de Aviação de Caça, matando os seus 269 ocupantes na noite de 31 de agosto de 1983, foi dada a partida para uma desesperada corrida entre norte-americanos e japoneses de um lado e soviéticos de outro, para descobrirem o paradeiro dos gravadores de voz e dados, conhecidos como “caixas-pretas”, perdidos em algum lugar das águas internacionais próximas ao litoral nipônico, que dariam pistas para apontar o culpado pela destruição da aeronave.

Prevendo um natural aumento dos voos ocidentais de inteligência, que não hesitariam em aproveitar a ocasião para descobrir algo mais acerca da disposição das suas forças militares, o governo soviético ordenou já em 1º de setembro a atuação de interceptadores Mikoyan Gurevich MiG-21 “Fishbed” (baseados em Smirnykh) e MiG-23 “Flogger” (estacionados em Dolinsk-Sokol) para a zona de operações, próxima às Ilhas Sakhalinas, onde estava a maior parte dos destroços do Boeing abatido.

Também determinou que um pequeno grupo de instrutores habilitados no então novíssimo caça-interceptador Mikoyan-Gurevich MiG-31 “Foxhound” fosse destacado para o aeroporto de Yuzhno-Sakhalinsk, também naquele arquipélago.

Tendo voado pela primeira vez em setembro de 1975 e descrito pelo tenente Viktor Belenko que desertara para o Japão a bordo do seu MiG-25 “Foxbat” no ano seguinte como um “Super Foxbat”, o MiG-31 foi a primeira aeronave do planeta equipada com radar de varredura eletrônica, sendo armada com misseis de alcance tão longo quanto os Hughes AIM-54 Phoenix, então operado pelos F-14A Tomcat da Marinha norte-americana.

Até o momento daquele evento, entretanto, apenas três unidades haviam recebido o novo interceptador: uma do Centro de Conversão de Tripulações e Treinamento de Combate (TsBP i PLS, na sigla traduzida do russo) em Savasleyka e duas da Aviação de Caça da Força de Defesa Aérea soviética (mais conhecida como IA-PVO): o 786 IAP (sigla para Istrebitelnaya Aviatsionaya Polk, ou regimento da aviação de caça) baseado em Pravdinsk e o 174 IAP, estacionado em Monchegorsk.

O oficial encarregado de comandar o grupo de pilotos/operadores de armas de MiG-31, oriundo do 54º Regimento Guarda de Aviação de Caça “Kerchenskiy” (em honra da cidade de Kerch, que em 1944 foi liberada das forças nazistas com o auxílio do regimento), do TsBP i PLS, foi o Piloto-Inspetor Vladimir Ivlev, o único combatente que durante a “Operação Rimon 20” (uma fracassada operação aérea em julho de 1970 que envolveu pilotos soviéticos de caça voando MiG-21MFs estacionados no Egito contra seus rivais israelenses) conseguiu avariar uma aeronave adversária, o Dassault-Breguet MirageIIICJ de Asher Snir, vice-comandante do Esquadrão 119.

Um MiG-31 soviético exposto pela primeira vez no Paris Air Show em 1991

Os primeiros avistamentos do MiG-31 nos radares

Enquanto os “Foxhound” saíam de Savasleyka para Yuzhno-Sakhalinsk as forças ocidentais continuavam na busca pelas “caixas pretas” do Jumbo destruído. Para esta operação a Marinha norte-americana enviou aeronaves de patrulha naval Lockheed P-3C “Orion” dos esquadrões VP-4 “Skinny Dragons” e VP-40 “Fighting Marlins”. Nos primeiros voos, os “Orion” foram ameaçados pelos MiG-21/23, que chegavam perigosamente perto. Como medida de proteção, a Força Aérea dos Estados Unidos deslocou alguns dos seus então McDonnell Douglas F-15C “Eagle” operados pelo 12° Esquadrão de Caças Táticos na Base Aérea de Kadena para a localidade de Misawa, mais perto da zona de busca. Os “Eagle” operaram apoiados por Boeing E-3A/B “Sentry”, também baseados no Japão.

Aqui deve-se lembrar que o MiG-31 era cercado de mistério até então. Não se conhecia a sua identidade visual (o que somente aconteceu em 1985, quando pilotos de F-16 noruegueses o fotografaram) e seu armamento/equipamento eletrônico eram apenas estimados (a informação divulgada pela CIA era de que ele “tinha 4 mísseis guiados por calor e dois por radar”). O “Super Foxbat” despertou tamanho espanto que inspirou livros e filme (“Firefox”, escrito por Craig Thomas em 1977, a base para o filme homônimo, estrelado por Clint Eastwood cinco anos depois. Com o sucesso do filme, foi lançada a sequência do livro, “Firefox Down”) e já no traslado para a sua base temporária nas Ilhas Sakhalinas foi detectado voando a Mach 2.3 (2.440km/h). Em comparação o F-15C armado na configuração empregada naquele evento (4 mísseis AIM-9L Sidewinder e 4 mísseis AIM-7 Sparrow) e três tanques de combustível estava limitado a Mach 1.1 (1.167km/h).

Caso fossem autorizados a combater os MiG-31 os F-15C teriam que alijar os tanques e empregar uma tática desenvolvida para combater os MiG-25: subir para 40.000 pés (12.192m), acelerar para Mach 1.7 (1.803km/h) e disparar os quatro Sparrow.

Poucas horas após a chegada dos MiG-31 nas Ilhas Sakhalinas, um dos E-3 detectou uma daquelas aeronaves, mas não se sabe se o avistamento nos radares evoluiu para um combate, nem se houve situações similares. O que existe de confirmado oficialmente é que a presença dos F-15C na área cessou após 12 missões.

MiG-31

O novo alvo do MiG-31

Mas a dos MiG-31 não: decorridos alguns dias do abate, foi estabelecida uma nova unidade de “Foxhound”, o 365 IAP, em Dolinsk-Sokol, e o primeiro destacamento da aeronave, comandado por Vladimir Ivlev, voltou para a sua base após seis semanas de operações, cedendo lugar aos MiG-31 do 786 IAP, que em lugar do F-15C passou a perseguir outra presa: os Lockheed SR-71A “Blackbird” também baseados em Kadena.

A tática consistia em se aproximar em silêncio radar e rádio do SR-71A e após reduzir a distância para até 150km acionar o radar “Zaslon”, o que provocava a fuga do “Blackbird” em pós-combustão máxima. Os SR-71A “64-17960” e “64-17976” foram surpreendidos em novembro de 1983, enquanto o “64-17964” o foi em fins de março de 1984.

As missões contra os Blackbird continuaram até março de 1984, ano em que Ivlev foi promovido e passou a comandar o Distrito de Defesa Aérea de Moscou. Mas fotos e detalhes daquelas operações se encontram atualmente no Museu da Defesa Aérea em Moscou.

Ilustração de um MiG-31 engajando um SR-71
Ilustração de um MiG-25 engajando um SR-71
IVLEV-E-SEU-GRUPO-A-PARTIR-DA-DIREITA-MAJOR-V.N.-TSYBULIN-TEN.CEL-YURI-I.-MORIN-TEN.CEL-VLADIMIR-V.-IVLEV-TEN.CEL-M.V.-SUBBOTIN
A partir da direita, Ivlev e seu grupo: major V.N. Tsybulin, tenente coronel Yuri I. Morin, tenente coronel Vladimir V. Ivlev e tenente coronel M.V. Subbotin
A partir da esquerda: Ivlev, Shakaev, Grekov e Bekrenev, em junho de 2011.jpg
Pilotos do 786 IAP

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL). Pesquisador do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania (NESC-UNISUL). Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Autor de livros sobre aeronaves de Inteligência/Vigilância/Reconhecimento. Único colaborador brasileiro regular da Shephard Media, referência em Inteligência de Defesa.

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AndreSoldatCarcará 01Matheus SantiagoCarlos Eduardo Broglio Gasperin Recent comment authors
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Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Caraca!!! Essa ilustração do Mig-31 engajando o SR-71, o qual, eu sempre achei que era uma aeronave incólume a tudo foi de arrepiar!! consultei até meu volume 1 de “Aviões de Guerra” agora!!!

Tenho um modelo do Mig-31 daquela coleção de caças que vendia nas bancas até uns 6 anos atrás e como eles estão em escala, o Foxhound é um monstro perto do F-15E.

Sergio Santana, meus parabéns por nos abrilhantar com esses episódios tão desconhecidos e que somente agora estão aparecendo!!!

Augusto L
Visitante
Augusto L

Nada é incolume a boas taticas e vetores, os próprios soviéticos ja interceptavam os “blackbirds” com os MIG-25, incluse a relatos da Flygvapnet ( Força Aérea seuca) interceptado os pássaros negros com seus Viggen

MBP77
Visitante
MBP77

Só uma correção, se me permite, xará:

Na ilustração trata-se de um MIG-25 interceptando um SR-71, conforme afirma a legenda da mesma.
Sds.

Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Oi MBP77, vc está certo!!! Me impolguei com a cena e nem percebi o lapso!!! Valeu mesmo!!! É um Mig-25!!

Denis
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Denis

Engajar é uma coisa, manter a proximidade e/ou abater é(são) outra(s).

Fligth_Falcon
Visitante
Fligth_Falcon

Difícil não abater uma aeronave como a SR-71 tão próximo dela, ainda mais carregando 6 misseis. Creio que o engajamento seria um sucesso, visto que não é uma aeronave de combate que possibilitava fazer manobras com altas taxas de G para fugir do engajamento.

E sabendo que o F-15C poderia chegar a 2,5 Mach, por brevíssimo momento e com configuração limpa o Mig 31 realmente era muito a frente de seu tempo para a interceptação a grande altitude, pena que hoje em dia o cenário é outro.

RENAN
Visitante
RENAN

Onde posso dar o like na matéria?

Antunes 1980
Visitante
Antunes 1980

Naquele época, a aviação soviética realmente preocupava muiTo a USAF.
Mesmo depois os americanos tendo o conhecimento de que suas aeronaves era superiores em praticamente todos os quesitos.
Até hoje os vetores russos inspiram medo principalmente na OTAN.
Hoje não existem mais tanta força na Rússia para contrapor F-22, F-35 e até mesmo os F-15 X.
O que vai ter de viúva da USRR me criticando não vai ser fácil.

Brunow Basíllio
Visitante

F-15X ? Achei que este ovo estava nas entranhas da galinha…

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Não fique desassossegado.
Esse artigo só relata o que é comum. Pilotos russos enquadrando e botando para correr aviões americanos. Quando não os derrubam.

Victor Filipe
Visitante
Victor Filipe

Isso não foi tão comum na coreia KKKKKK

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Segundo reportagem do próprio site, aqui estão alguns ases russos da Guerra da Coréia.
Aleksandr Smorchkov (12 vitórias), Nikolay Ivanov (6 kills), Semyon Fedorets (8), Yevgeny Pepelyayev (19) and Sergey Kramarenko (13).
O maior ás da guerra foi o piloto russo Nicolai Sutyagin com 21 abates.

Flanker
Visitante
Flanker

Kkkkkkkk……você, como sempre, sendo o a.b.o.b.a.d.o. que é…..e também, mais uma vez, sem agregar em nada ao debate….não entende nada de aviação….nem de assunto militar algum…..entende só de fazer comentários que criam discussões infrutíferas e com o único propósito de fazer propaganda anti-ocidente…..

PauloSollo
Visitante

A história não corrobora com suas mentiras. Inclusive meu comentário que foi bloqueado tinha alguns exemplos de como os soviéticos sempre foram abatidos como patos.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Vários pilotos americanos relataram temor quando avistavam Migs pilotados por russos.
O maior às de toda a guerra foi um piloto russo com 21 abates.

luiz antonio
Visitante
luiz antonio

O “maior” piloto russo foi Gennadi sispovich que “abateu” 269 seres humanos Desarmados.

luiz antonio
Visitante
luiz antonio

Correção: Gennadi Osipovich

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Estava obedecendo ordens, como os pilotos americanos que mataram centenas de milhares de civis em Hiroshima e Nagasaki.
O nome deles nem vale a pena escrever.

Flanker
Visitante
Flanker

Para vairar, mais uma excrescência vinda de ti… os pilotos de B-29 mataram milhares de civis, sim….assim como os pilotos, de rodos os países, incluindo russos e soviéticos, de todos os bombardeiros de todas as guerras…..mas, esses estavam em guerra, ao contrário do caso do abate do avião coreano….e também do caso do avião iraniano abatido pelos EUA….e de outros casos mis recentes, como aquele abatido por SAM. O problema é que quando se trata de russo, chinês ou qalquer coisa ligada ao oriente, em especial aqueles com orientação de esquerda, para você é normal e ainda tem defesa acalorada… Read more »

Andre
Visitante

Abate de avião civil pela marinha americana no golfo

PauloSollo
Visitante

Corrigindo, a Kill Ratio na Coreia foi de 10 x 1 a favor do F-86 sobre o Mig-15

Paddy Mayne
Visitante
Paddy Mayne

Temor de ficar sem munição de tanto colocar MiGs no chão…

Pampapoker
Visitante
Pampapoker

Não esquece de colocar na sua conta as derrubadas de aviões civis…Um exemplo e esse voo da Korean, onde eles acharam que era um RC-135…não foi só esse…erram pra caramba, tem uma RFA que fala das derrubadas de aeronaves de ambos os lados.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

E coloque o avião de passageiros iraniano derrubado ‘por engano’ pelos americanos.

Pampapoker
Visitante
Pampapoker

Coloco na lista um monte de gente, americano,chinês, russo, segue reportagem com os 11 abates de aeronaves civis https://exame.abril.com.br/mundo/11-casos-de-avioes-civis-que-foram-abatidos-no-ceu/

100nick-Elã
Visitante
100nick-Elã

E não esqueça de colocar na sua conta a derrubada de um avião iraniano com 290 pessoas a bordo, sendo 57 crianças, no Golfo Pérsico em área internacional (não no espaço aéreo alheio, como foi o caso do boing coreano) por um navio de guerra americano.

Flanker
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Flanker

Os dois casos estão errados….e muito. Não queira jusrificar um erro com a citação de outro. Mas, o uso desse expediente é característica claríssima da esquerda…..justificar seu erro e seu crime alegando que “os outros também fazem!”….como se isso tornasse seu erro e seu crime uma coisa certa e investida de legalidade.

Paddy Mayne
Visitante
Paddy Mayne

O cara escreve “boing” e quer dar pitaco aqui…

Gabriel
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Gabriel

O que era comum na Guerra Fria eram pilotos russos ou do Pacto de Varsóvia “correrem atrás de aviões americanos” para tentar desertar…kkkkk

100nick-Elã
Visitante
100nick-Elã

Antoniokings, acabas de ganhar um like por dizer a verdade e irritar os fanboys.

Flanker
Visitante
Flanker

Um fanboy russo elogiando outro….qual a diferença para os fanboys dos EUA?

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Diga você.

Alfa BR
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Alfa BR

Bom… pelo menos dos israelenses eles tomaram uma sova na operação Rimon 20 (5 Mig-21 abatidos e 4 pilotos mortos contra 1 F-4 israelense avariado).

fico só observando
Visitante
fico só observando

desse maneira abaixo e facinho:
Esta semana, Israel começou a testar o mais sofisticado sistema de defesa antimísseis do mundo. O projeto contou com doação a fundo perdido dos Estados Unidos, a um custo de US$ 3,3 bilhões. Batizado como “Funda de Davi”, os primeiros testes foram considerados um sucesso por forças israelenses e americanas nesta quinta (3).

Paddy Mayne
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Paddy Mayne

Seu comentário era tão óbvio que você nem precisava ter escrito. Na prática, o cenário e o “placar” são dramaticamente diferentes. Os F-15 já jantaram tantos MiGs na vida que ficaram até com indigestão.

Pedro
Visitante
Pedro

Basta apenas um dado para melar todo esse seu errático argumento de superioridade: todos os caças soviéticos de primeira linha a partir de 1985 (Mig-23, 25, 29, 31, SU-15, Tu-128) tinham misseis de médio alcance em seu leque de armamentos, algo que a USAF somente conseguiu em meados dos anos 90 com os F-16 capazes de levar o AIM-120!

Alex
Visitante
Alex

Os Israelenses também tremiam quando encontravam os russos nos confrontos no Egito?

Pampapoker
Visitante
Pampapoker

Foi SEIS DIAS tremendo geral do Egito, Jordânia, Síria e Iraque kkkkk

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Quem vive de passado é museu.

Pampapoker
Visitante
Pampapoker

Bah cara que comentário infeliz o seu… Vc também vive de passado, exemplo comentando dos ases soviéticos aqui mesmo, ou da derrubada de aviões …isso que eu, você é os demais aqui falamos e parte da história aeronáutica gostando ou não, são fatos.

Munhoz
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Munhoz

Su 35, 34, Tu 22, Tu 160 o próprio Mig 31 e agora os Su 57, isso sem falar dos Mig 29 todos estão sendo modernizados e construídos, estimo que os russos devam estar recebendo 100 aviões modernos por ano atualmente!

Junte isso com o que a China dispõe e temos um bom número para enfrentar a OTAN !

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

‘A OTAN é zumbi que de vez em quando é acordado. Geralmente com magia vodu’. The National Interest.
Não aposte muito nesta Organização. Ao primeiro sinal de crise, veremos o quanto é unida.

Carlos Eduardo Broglio Gasperin
Visitante
Carlos Eduardo Broglio Gasperin

O que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho?

Clésio Luiz
Visitante
Clésio Luiz

Recentemente saiu a notícia de que um MiG-31 acidentado 2 anos atrás, foi na verdade abatido pelo seu ala durante um exercício com munição real.

Embora ache o MiG-31 uma aeronave de aparência mais moderna (e obviamente muito mais eficiente), o MiG-25 é para mim bem mais charmoso, com uma “sovieticalidade” inegável no seu desenho. Uma pena que a mídia ocidental tenha conseguido enraizar na mente do povão a imagem de aeronave atrasada e inferior.

elton
Visitante
elton

somente os melhores pilotos eram selecionados para pilotar o Foxbat tanto na força aerea sovietica como nas forças aereas ao qual foi fornecido tanto que na guerra do golfo em 1991 conseguiu driblar as escoltas de F-15C e F-14A monitorados pelos E-3 AWACS e abater um os novissimos F/A-18C que estava num pacote de ataque e ainda pousou em segurança apos o abate.

Guizmo
Visitante
Guizmo

Concordo contigo, eu também gosto do estilo dos Mid 25/31. Aliás, tem uns videos sobre o Foxhound incríveis, obras de arte esses aviões.

Guizmo
Visitante
Guizmo

MIG

PauloSollo
Visitante

A aviação militar soviética coleciona fatalidades e vexames. Este abate covarde e absurdo do 747 e os cinco Mig-21 abatidos pelos israelenses no Egito são apenas dois de vários casos, como quando em nov. de 1952, o Ten Royce Williams pilotando um F9F Panther entrou em dogfight contra 7 Mig-15, muito mais ágeis e rápidos, e abateu 4 deles, além dos veteranos soviéticos abatidos por novatos da USAF na Coréia, dentre outros casos.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

Segundo relatos da época, que eu li nos jornais, o avião coreano foi exaustivamente alertado que estava em região não permitida.
Não restou aos pilotos soviéticos outra opção.
O mesmo não ocorreu quando um navio americano ( o cruzador Vincennes), criminosamente, derrubou um avião de passageiros iraniano com 290 pessoas a bordo, sendo 57 crianças, no Golfo Pérsico em área internacional.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Não vou defender as ações do USS Vincennes no abate daquele avião, mas estavam em uma área contestada no qual navios americanos haviam sido atacados anteriormente, e pouco antes do abate canhoneiras iranianas haviam dado combate ao helicóptero orgânico do navio. De forma alguma isso desculpa o comandante do navio, na minha opinião, de negligência criminosa. No caso, também tentaram comunicação com a aeronave repetidas vezes e sem sucesso. Já os soviéticos não apenas tentaram comunicação, mas os pilotos soviéticos VIRAM as pessoas pelas janelas abertas no Jumbo, e relataram isso ao comando que ainda assim ordenou o abate. Essa… Read more »

Ronaldo Rangel Pires
Visitante
Ronaldo Rangel Pires

Leandro Costa, preciso e sensato.

Pedro
Visitante
Pedro

Amigão, vc foi tão falacioso como a quem vc criticou! Em todos os depoimentos dos pilotos e até mesmo a comunicação com seu comando em terra, foram bem claros em afirmar que não havia qualquer janela no avião! Tanto que até mesmo tiros de advertência foram dados e o avião não mudava de rumo. Não acredito que o avião não fosse um jato comercial, mas ele estava sim fazendo papel de isca para que aviões ELINT americanos pudessem operar na região e captar as táticas reais de interceptação Soviéticas, mas não contavam que a URSS iria abater o mesmo. O… Read more »

Wilson Marcos Santos
Visitante
Wilson Marcos Santos

Desculpe Pedro mas você colocou uma inconsistência gravíssima aqui: Afirmar que um Avião comercial, que transporta passageiros (e não carga) não possui janelas é, no mínimo, um absurdo. Não se tratava de avião de combate com armas (bombas) que pudessem ser lançadas contra qualquer tipo de alvo, civil ou militar. O Conceito de se usar aeronaves civis em vôos suicidas aproveitando o combustível como comburente para provocar danos só seria experimentado (com êxito) em 11Set. A aeronave não se deslocava para qualquer possível alvo civil ou militar. Prove que não foi erro do piloto (até porque, deveria o piloto soviético… Read more »

Flanker
Visitante
Flanker

Um avião comercial, om mais de 200 passageiros a bordo, sem janelas?? Olha onde chegam para tentar justificar o injustificável….

Paddy Mayne
Visitante
Paddy Mayne

Excelente, Leandro. Esse pessoal é daqueles que falam “Stalin matou foi pouco”

Wagner
Visitante
Wagner

Cara, como você é burro. E covarde também. Coloca seu nome de verdade aí.

Carcará 01
Visitante
Carcará 01

Essa sua desculpinha esfarrapada foi a coisa mais CRIMINOSA e ESTÚPIDA que eu jamais li aqui… Cara, vai se tratar, vc é doente!!

Brunow Basíllio
Visitante

Aquele abate do avião civil Iraniano também foi um ato covarde e absurdo….Então não era exclusividade dos soviéticos abater avião civil…

CESAR ANTONIO FERREIRA
Visitante
CESAR ANTONIO FERREIRA

Ases da Guerra da Coréia: Nikolay V. Sutyagin – 13 vitórias alegadas de 22 alegadas. Yevgeny G Pepelyayev – 14 vitórias confirmadas de 19 alegadas… Lev. K Shchukin – 13 vitórias confirmadas de 22 alegadas… Todavia, mais do que discutir ases (cujas pesquisa histórica aponta para os soviéticos como aqueles de maior score confirmado), vale apena jogar o olhar para um telegrama famoso, no caso emitido pelo Comandante da 4th FIW, col. Harrison Thyng para o gal. Hoyt Vandenberg, então chefe do Estado Maior da USA: – “Eu não posso mais responsabilizar-me pela superioridade aérea no norte da Coréia”. Fico… Read more »

PauloSollo
Visitante

porque acha que todos tem que aceitar como verdade absoluta as pesquisas de historiadores de viés comunista? Gastam recursos para apresentar ou produzir uma “verdade” que lhes é conveniente e aos que compartilham de suas afinidades ideológicas. O que eu disse acima são fatos históricamente comprovados. A vocês russófilos resta a eterna dor de cotovelo. Segue o circo…

CESAR ANTONIO FERREIRA
Visitante
CESAR ANTONIO FERREIRA

A pessoa gasta recursos para viajar e pesquisar, sofre com a saúde pessoal dentro de arquivos empoeirados. Vê-se obrigado a empenhar recursos próprios para realizar as suas pesquisas, pois patrocínios são esporádicos…

E todo este esforço serve para ganhar a alcunha de “comunistas”…

Pois é…

Augusto L
Visitante
Augusto L

Em 83 a URSS estava em desespero, os EUA estavam implantado os Tomahawks terrestres e os misseis Pershing II, estavam aumentando as tropas nos REFOGER.
Vale lembrar que 2 meses depois desse abate, tve o Able Reacher 83, onde os soviéticos quase começaram uma guerra nuclear, por acharam que os EUA estavam se preparando para um primeiro ataque.
Era a estratégia Defensive-Ofensive do Reagan em toda sua forca.

Matheus Santiago
Visitante
Matheus Santiago

O ano de 1983 definitivamente não foi um bom ano para a União Soviética, como o Able Archer 83, o abate do avião sul-coreano, o projeto “Star Wars”, a invasão estadunidense de Granada e muitos outras situações desconfortáveis para os soviéticos. Porém antes destes eventos de demonstração de força do lado ocidental, houve um marco que transformou a política externa estadunidense em relação aos soviéticos, o exercício Ocean Venture 81. A estratégia planejada, da qual esta enorme operação – 15 marinhas de nações, 250 navios, mais de 1.000 aeronaves – foi um prenúncio, que chegou a ser referida por alguns… Read more »

Felipe Silva
Visitante
Felipe Silva

E não deixa de ser curioso esses caras pondo panos quentes nos russos, “justificando” com alguma ação americana. Na cabeça do cara isso é a lógica pura. Falácia grosseira e mau caratismo evidente.

Felipe
Visitante
Felipe

Abater MiGs coreanos, egipcios, iraquianos (geralmente em versões de exportação) é uma coisa. Abater MiG ou outros caças Soviéticos/Russos, não aconteceu.

Alfa BR
Visitante
Alfa BR

Os israelenses abateram 5 Mig-21 pilotados por soviéticos em 1970 na Guerra de Atrito com o Egito. Operação Rimon 20.

Antoniokings
Visitante
Antoniokings

MIGs-25 soviéticos voaram durante anos sobre os céus de Tel Aviv sem serem importunados pelos israelenses.
A então União Soviética, bem como a atual Rússia considera Israel apenas como peão dos EUA.
Não representa qualquer ameaça estratégica ao gigante do leste.

Clésio Luiz
Visitante
Clésio Luiz

Sobre os encontros do SR-71 com os MiG-25 e 31, muitos acreditam que o Lockheed jamais esteve em posição de ser abatido, no que discordo. Uma coisa é se aproximar por trás, onde o alcance dos mísseis cai drasticamente. Outra é um encontro frontal, que no caso específico do SR-71 era complicado devido a baixa assinatura radar e grande velocidade. Embora os MiG-25 tivessem um míssil BVR de pouco alcance, isso não se aplicava ao MiG-31. E pelo pouco que li por aí, a presença dele no teatro de operações inibia a vontade de usar o Blackbird onde o Foxhound… Read more »

RenanZ
Visitante
RenanZ

O SR-71 é como um USAIN BOLT, não era invencível, mas extremamente difícil de ser superado. Voando quase 1km por segundo, a física o protegia, exceto em somente pouquíssimos cenários (como um engajamento frontal)

Elton
Visitante
Elton

O super 530D era um bom míssil BVR ,há relatos de que conseguiu algumas vitórias contra os F14A da IRAF durante o conflito entre Iran e Iraque quando foi usado pelos Mirage F1EQ-5, lembrando que o Tomcat tinha o radar AWG-9 e o míssil AIM-54A que eram bastante dissuativos contra os MIG-25PD.

Augusto L
Visitante
Augusto L

O AIM-54 não servia muito contra caças manobraveis e com um sistema de alerta de radar.
É por isso que a US navy nunca abandonou os Sparrow

Cristiano de Aquino Campos
Visitante
Cristiano de Aquino Campos

Amigo o SR-71 não tinha baixa assinatura radar. Tanto e que a sua vantagem era voar alto e rápido.
Só foi abandonado depois que os Russos começaram a usar os MIG-25/31 e os misseis S-300.

Bruno Vinícius Campestrini
Visitante
Bruno Vinícius Campestrini

Cristiano, para os radares da época e por seu tamanho o RCS do SR-71 era relativamente baixo.

Augusto L
Visitante
Augusto L

O SR-71 foi a 1° aeronave a empregar características de baixa assinatura na sua estrutura. Mas não era um aeronave VLO nem era all-aspect sua reduzida assinatura.

Augusto L
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Augusto L

Um Mig-25 poderia muito bem intercepta-lo por trás, se decola-se antes do SR-71 e ja com a sua trajetoria em mãos. A relatos que a USAF toda vez usava a mesma trajetória nas missões de reconhecimento no Baltico, e sempre na volta os Viggen e os Mig-25, os interceptavam, no caso dos Mig-25, eles decolavam da alemanha, enquanto os SR-71 estavam ainda fazendo a corrida no baltico antes de virarem e voltarem pela dinamarca, onde os Foxbats os pegavam. Mas se eles conseguiam mesmo a solução de tiro é outra coisa né, como os BlackBirds eram mais rapidos, uma interceptação… Read more »

Sérgio Luís
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Sérgio Luís

Foi um vôo “007” literalmente e depois os EUA ficaram nervosinhos e “cutucando” a URSS!

Fernando Turatti
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Fernando Turatti

De todos os aviões soviéticos, os que mais me enchem os olhos são mig-25/31. São aeronaves sem contrapartes no ocidente, criados para solucionar problemas próprios, sem equivalentes desse lado do planeta.

Jmgboston
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Jmgboston

Alguem sabe dizer por quanto tempo o Mig 31 conseguia manter velocidade máxima sem destruir seus motores. Li um artigo anos atras que o Mig 25 mantinha máxima velocidade mas por poucos minutos com risco de danificar os motores e para perseguir um SR 71 acho que eles precisavam mais que poucos minutos.

Sérgio Santana
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Sérgio Santana

Jmgboston, o MiG-31 pode voar supersônico por uma distância de até 720km. Seus motores turbofan consumiam menos combustível que os turbojatos do MiG-25, podendo sustentar a velocidade por mais tempo, o que afastava o risco de “estourar”.

Ramon Grigio
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Ramon Grigio

O caso do Mig-25 (possivelmente apenas o “R”, sem pilones e armas) é que a sua relação de empuxo*peso*arrasto permitia superar a velocidade máxima segura de mach 2.83, no entanto acima dessas velocidades o controle de entrada de ar perdia a eficiência, deixando o ar de entrada acelerar e os turbojatos começavam a acelerar acima de 100% do RPM e, mesmo realizando o corte de combustível pela alavanca de potência, os motores continuavam a acelerar e “chupar” combustível. Eles começavam a entrar em um regime de funcionamento de um RAMJET, muito embora tenham sido construídos como TURBOJET e com isso… Read more »

luiz antonio
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luiz antonio

Uma pergunta simples: quem respondeu criminalmente pelo assassinato de tantas pessoas? Incluo também os que se omitiram. Vergonhoso.

Pedro
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Pedro

Para vc respoder por um crime de assassinato vc deve primeiro ter o corpo da vitima. Neste caso acharam grande parte da estrutura da aeronave mas apenas 1 ou 2 corpos. Esse sempre foi o argumento da URSS que a aeronave não era um avião de passageiros pois em qualquer acidente sobre o mar sempre encontram-se grande qtda de corpos.

SmokingSnake 🐍
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SmokingSnake 🐍

Mig-25 e 31 são projetos fracassados, nunca conseguiram cumprir o objetivo que era abater o SR-71, interceptador que só podia manter alta velocidade por pouco tempo e não conseguia interceptar o SR-71 😁. O que fez o SR-71 perder a utilidade foram os satélites espiões e o avanço dos mísseis anti aéreos.

E para quem acha que acha que mig-31 ganharia do F-15 por ser mais rápido está viajando, é só olhar a história dos dog fights onde caças mais rápidos foram massacrados. O F-15 é muito mais manobrável, ganharia fácil no dog fight.

RENAN
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RENAN

SS
Pela sua teoria a manobrabilidade do SU30 ou do SU35 poderia vencer o f15 fácil e todos os outros caças que não tem a mesma manobrabilidade.

Poxa grande informação, fico feliz pois vendo o que a esquadrilha da fumaça faz, nossos super tucano são imbatível.
Por favor cancelar a compra do gripen ng urgente

Brunow Basíllio
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Exatamente RENAN, e cada comentário “super trunfo” que lemos aqui, lendo assim parece que o cara era um alto oficial da USAF da época….
MiG 25 o fracassado que cansou de voar sobre Tel Aviv, Teerã e Islamabad e que tirou toda vontade dos americanos de voar sobre o território soviético….

Elton
Visitante
Elton

O maior diferencial de um avião de combate e acima de tudo seus pilotos e oficiais planejadores de nível tático e estratégico,pois são responsáveis pela boa pilotagem ,uso tático adequado e planejamento de longo prazo tanto no treinamento ,logística e doutrina de uso entendendo as limitações do equipamento e potencializando suas vantagens aprimorandoas durante o ciclo de uso da aeronave isso independe de nacionalidade mas sim da filosofia de uso das forças aéreas

SmokingSnake 🐍
Visitante
SmokingSnake 🐍

Super trunfo é achar que a cópia é mais manobrável porque viu um vídeo dela fazendo balé. Engraçado que os editores colocaram na lista negra um vídeo que mostra um F-18 fazendo a mesma coisa.

Sérgio Santana
Visitante
Sérgio Santana

SmokingSnake, algumas considerações: 1-Pilotos militares obedecem ordens. E a ordem para abater o SR-71 nunca foi dada, tanto quanto se sabe. Tenho documentação detalhada cedida por ex-tripulantes de Foxhound, confirmando a interceptação de Blackbird. Mas não receberam a ordem de abate. 2-É amplamente aceito que as várias ocasiões em que o Blackbird foi interceptado (inclusive por MiG-31 em várias direções ao mesmo tempo) contribuíram para a aposentadoria do SR-71, além do custo operacional. 3-O MiG-31 não tem a mesma agilidade do F-15 (nem este tem os mísseis do Foxhound. São projetos diferentes). Mas o MiG-31 dispõe de alguma capacidade de… Read more »

Elton
Visitante
Elton

Exatamente ,são ambas excelentes aeronaves no que se propõem as suas missões para as quais foram projetadas.

Vini
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Vini

Essas interceptações ocorreram aonde? Pois várias missões do SR 71 foram secretas em solo soviético o qual os EUA negavam e os soviéticos acusavam de tais violações, então porque os pilotos não tinham ordem para abater em seu próprio solo ou foram so no caso desse desastre com aeronave civil. Em seu propio solo porque nunca derrubaram um? pois acredito que se tivesse ocorrido tal engajamento dentro da URSS imagine a euforia que seria na época.

Humberto
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Humberto

Os SR-71, normalmente voavam perto da fronteira soviética (provavelmente vários entraram bem dentro do território) pois existia o receio do mesmo ser abatido, principalmente com os mísseis anti-aéreos. Para mim, se não foi abatido é porque foi interceptado fora da jurisdição, abater aviões de reconhecimento (vide o caso do U2 pilotado por Francis Power) sempre foi antes de mais nada, um troféu (a China também abateu vários U2 do esquadrão Black Cat e mostrou os restos em praça pública), comprovando a qualidade do seu equipamento militar. Victor Belenko escreveu no livro MiG Pilot, que os SR 71 quando eram interceptados,… Read more »

MBP77
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MBP77

Sérgio; Antes de mais nada, parabéns por seus artigos sempre muito bem escritos, ricos em detalhes e baseados em documentos/fatos reais! Creio que os pilotos dos MIG-31 nunca receberam ordem de abater os Blackbirds porque o “custo-benefício” não compensava, uma vez que isso aumentaria o nível de tensão entre as duas superpotências e, quando “iluminados” pelo radar dos Foxhounds, os SR-71 davam meia volta e saíam do espaço aéreo soviético. Concorda? Por fim, você citou que os Blackbirds eram interceptados por várias direções pelos MIG-31 ao mesmo tempo em muitas ocasiões. O uso de mais de uma aeronave, até para… Read more »

Augusto L
Visitante
Augusto L

O Mig-31 tem um radar PESA coisa muito mais avançada que o tubular do Mig-25, isso, aliada a sua capacidade de cruzeiro supersônico e ao seu data-link, proporcionava ao Foxhaund maior capacidade travar um missil no Blackbird e maior flexibilidade nas interceptações, do que o Mig,25 que apesar de ser capaz de interceptar o SR-71, era limitado a certos cenários e provavelmente não conseguiria travar sua radar ou ser solução de disparo. Mas de qualquer forma, mesmo o Mig-31, ao meu ver não seria capaz de ter uma real capacidade de abate contra o SR-71 pela parte traseira devido ao… Read more »

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Sergio, manda para o Claudio Lucchese, eles vai adorar publicar na Revista ASAS esta matéria!!! Mais uma vez, obrigado pela aula de cultura de aviação!!

Sérgio Santana
Visitante
Sérgio Santana

Eu tenho esse livro, Roberto. Excelente !

Carlos Eduardo Broglio Gasperin
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Carlos Eduardo Broglio Gasperin

SR-71 tinha câmeras oblíquas o que permitia não voar diretamente sobre o território inimigo em várias situações. Corrijam-me se estiver errado. Abs

groosp
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groosp

O Poder Aéreo está de parabéns por estas matérias do Sérgio Santana. Muito boas mesmo!

Arariboia
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Arariboia

Nessa incrível história, eu queria estar no cockpit de um MIG-31 com seu radar e mísseis contra os SR-71/F-15 e etc…
Incrível radar pra época junto aos misseis R-33 e autonomia, altitude e velocidade.
Hoje em dia ele e seu Zaslon M e misseis R-37* e R77-1 ainda sao incríveis contra caças convencionais como: F-16/15/18/Rafale/Gripen/Mirage…

Nilton L Junior
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Nilton L Junior

Muitas emoções andaram naqueles cokpits.

Soldat
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Soldat

Historia Sensacional…Parabéns Trilogia…..