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VÍDEO: Instalação do motor no primeiro caça Gripen brasileiro

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A Saab divulgou em sua página no Facebook o vídeo acima da instalação do motor GE F414 no primeiro caça Gripen E destinado à Força Aérea Brasileira.

O motor GE F414 é uma versão mais avançada e mais potente do GE F404 empregado nos Gripen C/D.

O primeiro F-39 Gripen, caça multimissão desenvolvida em uma parceria entre Suécia e Brasil, será uma aeronave instrumentada (FTI – Flight Test Instrumentation) que vai fazer parte do programa de testes e deverá voar em agosto de 2019.

As entregas efetivas das aeronaves operacionais para a FAB se iniciam a partir de 2021 e serão operadas por unidades aéreas a partir da Ala 2, em Anápolis (GO).

Os pilotos brasileiros efetuarão o treinamento na Suécia a partir de 2020. As 36 aeronaves serão produzidas de três formas: na Suécia pela Saab; iniciada na Suécia e terminada no Brasil; e no Brasil, pela Embraer.

No total, cerca de 350 profissionais brasileiros participarão dos projetos de transferência de tecnologia por meio de treinamentos na Suécia. Até o momento, 165 engenheiros brasileiros já regressaram e a maior parte deles trabalha no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), localizado na Embraer Defesa, em Gavião Peixoto (SP), inaugurado em 2016.

76 COMMENTS

  1. Qual versão do GE F414 vai equipar o Gripen BR? Em alguns lugares falam que é o G, porém já faz um certo tempo, fazendo uma breve pesquisa saiu uma versão com um certo Upgrade dela, o modelo F414-GE-39E para o Gripen, será esta mesma que vai equipar nossos Gripens, porém quais as diferenças?

    • Se fosse esse F414-EPE
      “Enhanced Performance Engine” ou “EPE”, inclui um novo núcleo e um ventilador e compressor redesenhados. Oferece até 20 por cento de impulso, aumentando para 26.400 libras (120 kN).
      Seria melhor.

      • Ainda há essa opção que salvo engano apenas precisa de um kit de conversão. Creio que a SAAB está esperando a USN tomar uma decisão a respeito.

        • Bem provável que não entre no Gripen BR, pois isso elevaria os custos por unidade, a não ser que façam um aditivo no contrato, o que eu acho muito difícil

          • É equivalente para se manter, isso que vc viu é para o cliente final, porém o pagamento de royalties com certeza sobe para a SAAB, ou vc acha que a GE iria preparar a ultima versão do F414 de graça para que o Gripen a comporte? Estes contratos de aquisição se baseiam em quantidade e prazos de entrega, teriam que ser feitos novos contratos, etc não é tão simples como comentou, é o mundo corporativo meu caro…

      • Sim, parece que esta vai para a ultima versão do SH e GW, que inveja, poderia ser esta no Gripen, pelas dimensões são muito próximas, ou seja, caberia, porém pelo nome deve estar em desenvolvimento…

      • Não seria necessario, talvez precisa até de modificações estruturais, 22.000 libras de empuxo são exelentes para o nosso Gripen, veja mais abaixo a performance que permite o GE 414 no JAS 39E

  2. A Brasileira TurboMachine (Ex-Polaris) não poderia desenvolver um motor como este? Dizem que ela teria um projeto de motor aeronáutico pronto, mas o estado Brasileiro nunca teve interesse em investir no mesmo.

      • Po galante…fala assim não…rzrzrzr….

        Era so responder….tem sim! se tiver investimento, vontade e clientes, e mais competencia que os Indus, talvez daqui a 30 a 40 anos……

    • Pedro, motores de caças supersônicos representam o topo do avanço tecnológico de um fabricante de motores. Não dá para partir do zero e de cara peitar fabricantes como a General Electric ou a Rolls Royce.

      Do meu ponto de vista, o melhor que eles podem fazer é, após ter uma sólida receita com a venda de motores para ARPs (drones militares), desenvolver um motor turboélice na casa dos 500 até 1500 SHP. Existe uma quantidade obscena de aeronaves nessa faixa, de aeronaves de turismo, treinadores militares até helicópteros. O Pratt & Whitney PT-6 e a Turbomeca Arrius são projetos com 50 anos nas costas. Embora estejam firmemente plantados em suas faixas de mercado, existe a brecha de vir um concorrente novo que aproveite os avanço obtidos nessas várias décadas, para oferecer algo melhor. Semelhante ao que a Embraer fez após a privatização, com o EMB-145.

      Além disso, fabricar motores maiores sob licença e peças diversas para outros fabricantes, são maneiras de se desenvolver conhecimento e capacidade sem arriscar tudo em um projeto avançado que, se depender do (des)Governo Brasileiro, nunca terá futuro.

      • A GE tá cozinhando uma rival pra PT-6 tem década, até o momento existem 8 aplicações da nova turbina:

        Thrush Model 510 (H80)
        CAIGA Primus 150 (H85)
        Diamond Dart 550 (H75-100)
        Let L-410 Turbolet UVP-E20 (H80-200) e L-410NG (H85)
        Nextant G90XT (H75-100)
        Technoavia Rysachok (H80)
        Dornier Do-28 G92 (H75-200)

        E nem é coisa absolutamente nova, inédita, mas derivada da Walter M-601 do Let-410.
        GE H75; H80 e H85

        PS: A lista está no verbete da GE H80 na Wikipédia, em inglês.

    • Pedro S. Sim, se nao me engano a Polaris (existem duas empresas, nao sei exatamente qual), tem uma turbina pronta para avioes de grande porte, porem nao possui recursos financeiros para iniciar o processo de certificao nos EUA, algo em torno de us$ 1 milhao. Havia dinheiro para o BNDES fazer “obras” em Cuba, Angola, Venezuela, JBS etc…mas nao para pesquisa e desenvolvimento no Brasil e gerar empregos, renda e lucros aqui. Lembro de um video na qual a turbina para grandes aeronaves desenvolvida aqui aparece parada num canto da empresa.

    • Amigo me responde uma coisa…
      .
      Compensa você gastar todo o seu dinheiro para desenvolver e produzir um celular, e todos os seus componentes, para que vc sua família e seus amigos possam ser os únicos compradores?

  3. E pensar que trocar o motor do Xavante, do Mirage e dos F-5 necessitava-se de um enxame de mecânicos e auxiliares. Que evolução!

  4. O Gripen E tem esse motor que produz 22.000 libras de empuxo, para um peso máximo de 31.000 libras, tem melhor empuxo que um F-16 e, uma taxa de queima de combustivel em configurações de combate também melhor que a do F-16. Além disso o seu motor permite junto com os canards, poder sustentar um angulo de ataque mais alto que o F-16, mais de 50 graus em comparação com os 35 graus do F-16. “Show de caça”, o melhor monomotor disponivel no mercado (em breve voando nas FAB).

    • DSC
      Colega atente bem ao que escrevi. Nenhum caça sai para combate sem estar carregado.

      F-16V Viper Block70/72 & J-39E
      “At max weight, the J-39E has a better thrust-to-weight ratio”
      Both fighters are limited by fly-by-wire flight control logic and “HAL” as we call it, but the canards and thrust-to-weight ratio of the J-39E should give it a slight advantage in the slow-speed regime.
      Lastly, some sources say that the J-39, with its large forward canards can sustain flight at much higher AoA (Angle of Attack) than the F-16. Over 50 degrees AoA, as compared to the 35 degree limits of the F-16.

      Entretando seguindo a mesma sua linha de justificação, se um cliente quiser usar o F110-GE-132 no JAS-39E, ai nem te conto…

      • DSC.
        O texto que coloquei foi escrito por um PILOTO de F-16, que comparou o F16-V com o JAS39-E e, foi bem claro colocando valores e, escreveu que se baseou nas informações da SAAB “Se as informações da SAAB se tornarem realidade…” Sobre a versão F-16 EAU, aquela turbina é única nos F-16 (sem especular sobre as causas que levaram a isso) apenas nesse caso o F-16 tem um empuxo um pouco maior, no resto continua inferior, sem analisar seus sistemas.
        O empuxo é calculado sobre o peso máximo de decolagem, armar um caça de diferentes formas não vai mudar isso, armas se integram, misseis e bombas tem pesos, letabilidade e alcances diferentes. Arme o JAS39-E da mesma forma.

    • DCS.

      Que não seja eu que o diga e sem entrar em looongos textos! Quer mais?

      O Jas39-E é o melhor monomotor de 4a. geração disponivel no mercado. O F-35 é de 5a. geração e concorre com os outros de 5a. geração.

      However, (as a former F-16 operator, this part pains me to say) that if the J-39E becomes a reality. The lower RCS design, the IRSTS, and the higher thrust-to-weight ratio give the J-39E the edge for the top spot on the fourth generation multi-role fighter podium. It will be one highly capable and extremely difficult unicorn to defeat by any capable adversary!

    • DSC
      Vejo que não entendeu.
      Potencia da turbina é uma coisa, exemplo 22.000 libras, empuxo é outra. Significa que tendo o melhor empuxo lhe permite melhor aceleração, seja alçando vôo ou mesmo no ar. É a relação: empuxo= (peso máximo que pode suportar a aeronave/potencia maxima de sua turbina).

  5. Uma coisa interessante, a mesma alavanca que eles estão usando para eguer o motor, parece ser a usada para erguer bombas e mísseis.

    • Quero ver o video do Grippen embarcando para o Brasil. Ver os testes, de sistema em sistema é uma demonstração de falta de capacidade industrial para entregar a encomenda em tempo. Deste jeito, a ultima entrega vai direto para o museu. Estaremos recebendo F-35, via FMS, antes.

      • Luiz, desculpe mas você está escrevendo asneira. Está tudo dentro do cronograma. O Gripen E não é o Gripen C/D, é outro avião, somente se parecem por fora, internamente, desde do motor, passando pelos aviônicos, radar, e demais sistemas, além do mais estamos aprendendo fazendo, o famoso “on the job”. Este primeiro modelo de série ainda fará muitos testes antes da entrega definitiva, concomitantemente com o início da produção das unidades pela Embraer. O que demorou foi o processo de escolha do FX e FX2.

        • O engraçado é que ninguém chama Su-35, F-15SE ou F-16V de sucatas e peças de museu, sendo que todos eles são basicamente a mesma coisa pras aeronaves antecessoras que o gripen E. Aliás, comparável também com a distância dos Super Hornets para os Hornets… O gripen foi uma das melhores escolhas das forças armadas em muito tempo, o Saito nos livrou de um gasto que não poderíamos pagar com o Rafale e nós trouxe um avião bem honesto e em conta.

    • Não é o mesmo não …para erguer os misseis eeçls usam um carrinho com os braços mecanicos e as veze seles colocam os missies literalmente com as maõs

  6. A última vez que eu via algo parecido, propor um novo veículo mas na realidade maquiar um velho e apresentar como novo, foi quando a Volkswagen lançou o Gol! Pegou um chassis de fusca, como motor e tudo, e colocou outra carroceria….Mas, quando você ligava o motor…Ah! Lá estava o velho fusca roncando! Essa aeronave “fake” é a mesma coisa!

    • Augusto, você é entusiasta ou deu um tempo no G1 e passou por aqui? Cara, desembarca em outra estação, desceu no local errado!!!

    • Literalmente o motor é outro, o radar, o painel o tamanho, o tanque de combustível… Você realmente deveria se informar mais sobre essa aeronave antes de arriscar-se a falar sobre.
      Todos tem direito a própria opinião mas nunca aos próprios fatos!

    • Aeronave “fake”? Explique esse conceito. Você está falando do Gripen NG, uma aeronave oriunda de uma das mais antigas e competentes indústrias aeronáuticas do mundo, que desenvolveu alguns do aviões de combate que sempre estiveram entre os melhores de suas gerações (J29 Tunnan, J32 Lansen, J35 Draken, J37 Viggen e o próprio JAS 39 Gripen. Não está falando do Qaher 313, aquele “caça stealth” iraniano… Desculpe, mas você escreveu uma besteira sem tamanho. Devia apagar o comentário, para não passar mais vergonha.

    • Calma gente, tem pessoal que acha que avião e que nem carro chevette com suas versões s,se,sl,, Não sabem que há aviões e suas versões (Gripen, versões A,B D,D,E,F)que levam anos de diferença de construção) com avanços tecnológicos e diferença de estrutura interna, não sabem que precisa fazer cálculos de reposição de estrutura e afins. Mas que foi um comentário infeliz…. Foi.

      • Meu caro, vc me fez retornar aos meus 17 anos. Meu primeiro carro um chevette 1974, motor (1.4) vermelho pena que este não vinha mais com câmbio alemão. Abraços

    • Meu caro, você errou tanto no cokparstivo dos caças como no dos carros.
      Gripen C e Gripen E: partilham, praticamente, apenas o nome e a aparência geral externa. Por dentro, é tudo completamente diferente. Estrutura, longarinas, asas, trens de pouso, radar, motor, sensores, aviônicos, diplays, HUD, etc, etc, etc……
      Fusca e Gol BX (que era o Gol movido com motor boxer – motor plano de cilindros opostos – refrigerado a ar): o motor a ar do BX era um derivado daquele do Fusca. A parte “de baixo” era a mesma, mas coletores de admissão, coletores de escape, carburadores, ventoinha e a “capela” de refrigeração e vários outros itensxeram diferentes. Mas, a semelhança para por aí. Você fala em chassi de Fusca colocado no Gol…..você já viu um chassi de Fusca? O Fusca possui chassi e carroceria separados…já o Gol BX possui carroceria monobloco. A única coisa semelhante entre esses dois veículos é o motor.

    • AUGUSTO CÉSAR GOMES GALVÃO.

      Ixxx. Pela manhã, ler uma asneira dessa não contribui para conhecimento.
      Vai ler um pouco mais, pesquisar. GRIPEN NG – MÁQUINA FANTÁSTICA para a FAB.

    • Augusto, é por isso que sempre fico lendo e aprendendo com as postagens dos foristas. É melhor do que ficar postando asneiras como essa que você postou.

  7. Bom dia amigos,
    Estive pensando, com a incorporação dos novos Gripens E na força aérea Sueca qual será o destino dos Gripens C e D ?
    Sempre se comenta aqui sobre um outro caça para substituir os AMX e os F5M , não seria uma boa opção adquirir os Gripens C e D de segunda mão ? fazendo o mesmo que o Chile faz com os seus F 16 s ? o mesmo caça mas de gerações diferentes formando uma alternativa Hi Low .
    Abraço
    Roberto

    • Pelo que foi divulgado, a Suécia não vai se desfazer de seus Gripen C/D. Continuará operando-os juntamente com os Gripen E. Talvez coloque alguns em reserva, mas não irá se desfazer de nenhum. A situação por aquelas bandas está tranquila, mas não existe mais a total distensão que existia logo após o colapso da URSS. Então, após uma diminuição dos seus vetores (muitos dos Gripen A/B foram estocados desde o final dos anos 90 e apenas uma parte deles foi elevada para o padrão C/D), agora a Flygvapnet pretende manter o máximo possível de vetores de combate em operação.

    • Creio que não. O ideal é trocar tudo(Amx e F-5) por novos F-39 E/F, mais encomendas vão manter a roda econômica e tecnológica girando por aqui e incrementará mais poder a FAB.

  8. Vendo este vídeo me surgiu o seguinte questionamento: uma versão naval do Gripen poderia ser adaptada para uma forma de lançamento STOBAR ao invés de um sistema CATOBAR? Integrar a turbina do F-35 no Gripen ia ser uma obra de engenharia aeronáutica fenomenal. Aos entendidos fica a pergunta.
    Abraço

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