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Reino Unido compra cinco E-7 Wedgetail por US$ 1,98 bilhão

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E-7 Wedgetail
E-7 Wedgetail

O secretário de Defesa do Reino Unido, Gavin Williamson, assinou um acordo de US$ 1,98 bilhão (£1,51 bilhão) para comprar cinco aeronaves E-7 Wedgetail. A frota E-7 substituirá a atual aeronave E-3D Sentry e garantirá a continuidade do recurso de Alerta Aéreo Antecipado e Controle (AEW&C) do Reino Unido.

O Secretário de Defesa, Gavin Williamson, disse:

“A E-7 fornece uma vantagem tecnológica em um espaço de batalha cada vez mais complexo, permitindo que nossos pilotos rastreiem e direcionem caças contra os adversários de forma mais eficaz do que nunca. Este acordo também fortalece nossa parceria militar vital com a Austrália.

“Vamos operar os mesmos jatos F-35 de última geração e navios de guerra Type 26 de classe mundial, e esse anúncio nos ajudará a trabalhar ainda mais juntos para enfrentar as ameaças globais que enfrentamos.”

A nova frota será capaz de rastrear múltiplos alvos aéreos e marítimos ao mesmo tempo, usando as informações coletadas para fornecer consciência situacional e direcionar outros ativos, como caças e navios de guerra. O E-7 Wedgetail é uma aeronave comprovada que está atualmente em serviço com a Força Aérea Real da Austrália e foi usada em operações na batalha contra o Daesh no Iraque e na Síria.

Como parte do plano para uma transição gerenciada para o E-7, foi decidido reduzir a frota E-3D existente de seis para quatro aeronaves, removendo os dois ativos inservíveis a longo prazo da frota ativa. Fazer isso agora permitirá que a Sentry Force concentre seus recursos em fornecer melhor disponibilidade das quatro aeronaves restantes, para melhor garantir a futura saída da Sentry Fleet, incluindo nossos compromissos com a Força Aérea de Alerta Aéreo e Controle da OTAN e o fornecimento de missões de Medidas de Garantia da OTAN. .

Falando após o anúncio, o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Marechal do Ar Sir Stephen Hillier, disse:

“O anúncio de hoje sobre a aquisição de cinco aeronaves E-7 ‘Wedgetail’ de Alerta Aéreo Antecipado e Controle é uma excelente notícia tanto para a RAF quanto para a Defesa mais ampla. Esta capacidade de classe mundial, já comprovada com nossos parceiros da Royal Australian Air Force, aumentará significativamente nossa capacidade de entregar comando e controle aéreos decisivos e se baseia na reputação da nossa E-3D Sentry Force.

“Junto com o investimento da Defesa em outras aeronaves de ponta, o E-7 formará um elemento central da Força Aérea da Próxima Geração, capaz de superar as ameaças complexas atuais e futuras.”

O E-7 é baseado em um avião comercial Boeing 737 padrão modificado para transportar um sofisticado radar ativo de varredura eletrônica da Northrop Grumman. Ele pode cobrir quatro milhões de quilômetros quadrados ao longo de um período de 10 horas.

Clique no infográfico para ampliar
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FONTE: Royal Air Force

78 COMMENTS

  1. Houve um tempo em que o Reino Unido desenvolvia e produzia esse tipo de aeronave alem de muitos outros tipos e modelos. Era totalmente independente, justificando no orgulho de seu povo. Hoje em dia não faz nem metade do que fazia antes, aliás, virou capacho dos EUA, do qual compra tudo. Qualquer dia até os navios da gloriosa Royal Navy serão comprados na América.

    • E tenho certeza que lá não tem essa historinha de “submissão” aos americanos por isso. Já aqui, meu Deus, se fizermos um acordo assim um dia, muita gente vai dizer que viramos colônia deles. Para com isso.

    • Acho dificil para um pais que é uma ilha e que tem tradição maritima, a Grã Bretanha depende muito do transporte maritimo, as vias aéreas não tem a mesma capacidade de transporte, além do custo ser bem mais alto.

  2. Já deveríamos estar pensando no substituto do E-99. Este avião é bem caro hein, mas o que deve entregar tbm deve ser um absurdo de poder dentro de sua função.

    • Muitos aqui gostam de debochar com a cara dos outros. E não é a primeira vez que falo isso. Usem seu conhecimento, e expliquem os motivos deste avião não ser o substituto do E-99. Muitos dos visitantes da trilogia não nasceram sabendo tudo, como vossas senhorias.

      • Desenvolver por que?
        Claro que terão que adaptar o avião.
        Mas não sei se o radar e os aviônicos seriam totalmente novos.
        Claro que caberia a Boeing decidir se vale a pena.
        Mas é mais fácil para a Boeing do que para a Embraer em termos de custos.
        E logicamente faria sentido se for mais barato e para países mais pobres.

        • Porque o equipamento usado nos aviões da Embraer é sueco e eles disseram q a partir de agora só vai instalá los em aviões da Bombardier.

          • julio, mas a Embraer não é obrigada a colocar radar da SAAB nos seus aviões. Tem radar francês, americano, israelense, alemão, etc.

          • Mas não falo em usar equipamentos suecos.
            Não é pegar nosso atual sistema x 99 e colocar num E 195-2.
            Mas uma versão mais barata desse sistema da Boeing.

  3. Bom para mim o Brasil devia pensar logo nos substitutos dos E 99 e R 99, de preferência com um radar Northrop Grumman, ou da ELTA, os Suecos partiram para uma parceria com a Bombardier, mas o avião deles é muito bom também.

    • Meu caro, a FAB está falando em modernização dos 99, não creio que exista a vontade nem a capacidade financeira da FAB para uma nova geração de aviões como o 99.

    • A versão mais barata do P-8, sobre plataforma Challenger 605, durou uns 3 anos no catálogo da Boeing.
      Não vendeu nada, então dançou, assim não se anime muito.
      Até por que se a Boeing decidir por uma versão mais em conta de seu AEW&C, a plataforma e o radar necessariamente não serão Embraer e nem Saab.

  4. Esse tipo de avião, junto com os aviões-tanque, é um “peixão” que, em caso de conflito, seriam alvos preferenciais de um ataque inimigo. Não seria viável o desenvolvimento de um avião não-tripulado que só levasse antenas e sensores e os operadores ficassem em terra?

    • Eu imagino a força aérea britânica, durante uma guerra contra a Rússia, deixando 400 milhões de dólares voando sozinhos por aí, louco para levar um teco…

      E aí me pergunto, como um avião vai chegar a 400km disso sem ser detectado, ainda mais que stealth não presta para nada e a Rússia está focada no ultramoderno su35.

    • Ninguém seria louco de deixar um desses voando sem proteção, sem contar que deve se difícil se aproximar dele sem ser detectado, afinal é essa a missão dele.

      Pessoalmente ainda acho incerto como esses drones vão operar em ambiente de guerra eletrônica pesada. Um desses vai depender muito disso.

    • Até um tempo atrás estavam muito seguros a uns 400 km do teatro de operação.
      Talvez 200 km.
      Atualmente existem mísseis ar ar com maior alcance.
      De qualquer modo, pior sem o AWACS.
      Eu gosto muito da ideia de balões presos ao solo.
      Isso vai depender também de onde é usado.
      Talvez não dê para transportar.
      Mas digamos colocar isso em Brasília, no Rio de janeiro.
      Em tese oferece uma boa linha de visada e não gasta combustível.
      Já se for para patrulhar fica mais complicado.
      A não ser que houvesse um no meio do mar ancorado.

  5. É um belo vetor, mas caro para a nossa realidade, se for para pensar em um substituto ou complemento dos r-99 a opção seria uma versão da família E-190E-2 da Embraer….

    • Não imagine que fique barato desenvolver um E-190 AEW&C para fabricar meia dúzia de aeronaves.
      Se os E-99 forem ficando velhos o C-295 AEW é uma opção, pois já usamos o C-105 e SC-105, seria fácil a transição e temos a manutenção.
      Além de termos boas relações com Istarl e o radar ELTA não seria problema.
      Isso com um custo baixo, bem mais barato do que desenvolver um novo avião que usaria uma base que pertence 80% a Boeing como os E-Jets.

        • Vejo com desconfiança um AEW turbohélice devido à baixa velocidade num ¨safe escape¨. Além de o jato chegar mais rápido no ponto on station. Quanto a usar a plataforma KC-390, já postei várias vezes que há que se levar em conta o custo operacional da plataforma: o que é mais barato de operar, E195E2, uma plataforma comercial, ou KC-390, uma plataforma militar? Qual pós venda é mais barato?
          Quanto à antena, não vejo a possibilidade de não usar outra que não o ERIEYE, visto a estrutura de manutenção que construímos em Anápolis.

          • Exatamente isto Rinaldo, sugeri a plataforma E195E-2 como uma possibilidade apostando em uma boa carteira de vendas do mesmo, que viria baratear os custos de manutenção, a mesma aposta que a FAB fez com os 145 para transforma-los em R-99, quanto a antena, uma versão mais atualizada do ERIEYE e sistemas mais recentes….outra opção seria o KC-390, mas creio que o conhecimento da Embraer no R-99 poderia ajudar na conversão do E195E-2.

      • A boeing não tem motivos para produzir um e-190 ? (talvez mudem a nomenclatura igual a airbus fez) para AEW&C. Eles já possuem o 737 nesta configuração.

  6. Outra opção seria instalar um sistema completo da IAI israelense ou o Globaleye na plataforma do KC-390, faltaria a Embraer viabilizar a adaptação e aceitar a encomenda, tendo em vista as varias adaptações necessarias, por exemplo, o consumo de energia que seria bem maior devido aos sistemas, a distribuição do peso para maior equilibrio, etc.

  7. Depois que a RN escolheu o P8 Poseidon, e com o Brexit a escolha de um A330 AEW pouquíssimo provável, ficava mais do que logica a escolha do 737 para AEW da RAF, racionalização de custos com treinamento e peças.
    Alguém sabe informar o quão menos capaz esse radar Northrop Grumman’s MESA do E7 é menos capaz em relação ao radar giratorio AN/APY-2 do E3?

    • O AEW&C da Airbus se sair será na plataforma A320, do porte do B737.
      Antes cogitaram no A310 que era a plataforma para REVO, mas não houveram interessados no AEW&C, a Alemanha e Canadá compraram a versão de reabastecimento em voo.

        • Olá Tire. Desenvolver até vão, mas vai custar o triplo de dum E 7, vai levar 15 anos para estar operacional, iniciará a operação manco, cego e perneta, e depois de muita briga estra as “bibas” vão pagar a conta para ter um A 400 “II” Jason Live, e serão felizes para sempre.

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