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FAA aterra aviões Boeing 737 MAX nos EUA

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Boeing 737 MAX

A Federal Aviation Administration (FAA) diz que está temporariamente aterrando todas as aeronaves Boeing 737 MAX operadas por companhias aéreas dos EUA ou em território americano.

O anúncio da tarde de quarta-feira segue as decisões de muitos outros países para aterrar os aviões depois que 157 pessoas morreram no acidente de domingo de um avião da Ethiopian Airlines 737 MAX 8.

“O aterramento permanecerá em vigor enquanto se aguarda uma investigação mais aprofundada, incluindo a análise das informações dos gravadores de dados de voo da aeronave e dos gravadores de voz da cabine”, disse a FAA em um comunicado. “A agência tomou essa decisão como resultado do processo de coleta de dados e novas evidências coletadas no local e analisadas hoje. Essa evidência, junto com os dados de satélite recém-refinados disponíveis para a FAA nesta manhã, levou a essa decisão.”

A ordem de emergência é efetiva imediatamente. Todos os aviões Boeing 737 Max 8 e Max 9 que estavam em voo quando o pedido foi emitido “podem prosseguir e concluir seu pouso planejado mais rapidamente” – mas eles não podem decolar novamente. A ordem permanece em vigor até que a FAA a revogue ou modifique.

A FAA diz que tomou a decisão com base em novas informações que descobriu no decorrer da investigação dos destroços do voo 302 da Ethiopian Airlines. A agência diz que há 74 aviões Boeing 737 Max 8 e Max 9 registrados nos EUA e 387 no mundo todo.

Em uma declaração na quarta-feira, a Boeing disse que “continua a ter total confiança na segurança do 737 MAX”.

“No entanto, depois de consultar a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), o Conselho Nacional de Segurança em Transporte dos EUA (NTSB), e as autoridades de aviação e seus clientes em todo o mundo, a Boeing determinou – com muita cautela e para assegurar ao público a segurança da aeronave – para recomendar à FAA a suspensão temporária das operações de toda a frota global de 371 aeronaves 737 MAX.”

Durante dias, a FAA disse que os aviões estavam seguros para voar. As principais companhias aéreas dos EUA, como a Southwest – que usa 34 aeronaves Boeing 737 MAX 8 – também expressaram confiança no avião.

FONTE: NPR

46 COMMENTS

  1. “A FAA diz que tomou a decisão com base em novas informações que descobriu no decorrer da investigação dos destroços do voo 302 da Ethiopian Airlines.´´
    Pesquisei, embora superficialmente, quais seriam essas novas descobertas, e não encontrei algo. Alguém saberia quais são?
    Rapaz….imagina o prejuízo que a Boeing está tendo por hora…e o desgaste em sua imagem.

    • O motivo é o já amplamente divulgado pelas revistas especializadas! O pouco treinamento para o novo sistema anti stall instalado nas aeronaves 737 Max 8. Durante a fase de certificação, somente as AA do Canadá e Brasil reforçaram a necessidade de maior treinamento em face do novo sistema.

      • Mas foi a Boeing quem disse que não seria necessário treinamento…
        Isso é um Plus na hora da venda.

        Ganharam dinheiro com este “erro”.
        E 300 pessoas morreram. Além de ter destruído a reputação da FAA no processo.

    • Espero que esse problema acabe fazendo a Boeing desistir da Embraer.
      Com o prejuízo não ter dinheiro para pagar pela Embraer.
      Seria ótimo.
      Quem sabe Bolsonaro mandar recomprar a Embraer e a Boeing também.

      • Caro RC, como diria “Pepe Legal”,,,Kboeing… e no no se fale mais disso, Katatau.
        (ou como dizia o Leão da Montanha, “saída estratégica pela esquerda”)

  2. Pronto aconteceu o inevitável , na duvida aterra tudo ,vi especialistas em aviação e galera aqui no forum tambem falando para ter prudencia que não havia ligação entre as tragedias , o governo americano com essa medida contribui para garantir a credibilidade das suas fabricantes.

        • é patético. 300 pessoas morreram e tem gente q vem defender a Boeing. em nome do livro fácil, falhou no projeto, falhou no treinando, falhou no maldito manual.
          https://www.nytimes.com/2019/03/14/business/boeing-737-software-update.html

          desde o final de 2018 os pilotos estavam informando problemas e aguardando uma
          atualização.

          inacreditável. depois se perguntam o q tem de errado no mundo. é só olharem ao lado, ou na maioria das vezes, no espelho.

          • Se é comigo que vc está falando, não estou defendendo a Boeing, muito pelo contrário. Gostaria que todo acidente fosse investigado com seriedade e por gente capacitada, para que o objetivo de tornar a aviação mais segura fosse atingido. Reações histéricas impulsionadas por redes sociais e jornalistas desinformados e sensacionalistas são o contrário disso.
            Mas se você acha que o NY Times é uma autoridade em investigação de acidentes, é um direito seu, assim como achar que sabe “o que tem de errado no mundo”.

  3. Boeing está totalmente com a imagem manchada, ainda mais pela demora na decisão de groundear a frota do MAX

    Já perdeu 26 bilhoes de dolares em 5 dias após o acidente

    A Embraer se não fosse vendida estaria nadando de braçada e não duvido muito que dominaria o mercado da boeing em médio prazo, devido aos excelentes e muito seguros aviões..

    Uma pena que foi vendida, algo que eu nao consigo aceitar ainda

  4. Até quando vamos continuar com essa loucura de 100% fly-by-wire? Quando dá pau nos sensores, o computador está cego e não tem mais piloto, todo mundo é passageiro.

    • O 737MAX não é fly-by-wire.

      E mesmo nos que são, essa estória de “o piloto não controla o avião” só existe em tablóide sensacionalista e programa fajuto do Discovery Channel.

  5. Ou esse avião tem um falha de projeto ou então a Boeing, na ânsia de aumentar a produção, vem negligenciando o controle de qualidade.

  6. A VARIG ao devolver aviões que tomavam os controles via computador declarou que: não iria operar aviões que voavam, apesar do piloto. Na época foi muito criticada. agora se vê que tinha razão. O piloto tem que ter o controle manual do avião, sempre que entender necessário.

    • O piloto sempre tem o controle do avião.

      A Varig nunca teve nenhum dos modelos que são, erroneamente, acusados de “tomar o controle do piloto”, ou seja, Airbus.

      A Varig começou a devolver aviões quando estava falida e não conseguia pagar as prestações.

  7. A Boeing já passou por isso.
    Teve seus B787 groundeado.
    O Boeing 737 já teve problemas nas servo válvulas que derrubou várias aeronaves.

      • Os novos motores tem diâmetro maior. A Embraer optou por fazer uma nova asa, com custos maiores. A Boeing optou por reposicionar os motores, mais a frente e mais alto. Isso afetou a aerodinâmica, que dependendo da atitude e velocidade, pode induzir a uma perda de sustentação. Daí do software para corrigir esse problema.

        • Para colocar motores maiores seria preciso mexer no trem de pouso, não nas asas. A não ser que as novas asas passassem pelo meio da cabine de passageiros, não embaixo.

    • Verdade. Além do que a nova asa melhorou bastante a performance da aeronave, apesar dos investimentos que foram necessários.

  8. Tudo dentro do script esperado. Seria muito estranho se a Boeing viesse a público dizendo: “se for voar de 737 MAX pense duas vezes e no mínimo faça um seguro de vida”.

    Dois aviões novos que caem em situações muito parecidas é para se levantar suspeitas, é claro que as novas evidências ainda estão protegidas por sigilo, mas no mínimo a fonia entre a torre e o avião já devem ter fornecidi muitas novas evidências. Li no blog que existe testemunha do impacto do avião, deu a entender que o avião não estava caindo “de bico”, pode até ter havido a tentativa de um pouso de emergência, sei lá…

  9. FAA aterrando aviões parece que tem algum problema elétrico envolvido.
    Eu sugiro manter o termo em inglês ou sua versão aportuguesada: “FAA groundeia aviões…”

  10. Importante destacar que o MCAS é uma correção para um defeito de carga aerodinâmica que essa aeronave apresenta, por isso após o acidente na Indonésia, e, que a Boeing foi abrigada a divulgar a existência desse software corretivo, alias nem os pilotos sabiam da existência desse sistema, para não admitir que havia problemas no conceito aerodinâmico, corrigi-se isso via programa, porem não divulga, sai mais barato do que reprojetar a aeronave para a correção dessa anomalia aerodinâmica. Essa informação é crucial para a sobrevivência da Boeing, por isso não foi divulgada antes do acidente na Indonésia. A concorrência com a Airbus, acho que acelerou o projeto dessa aeronave, e, esse problema só foi detectado já na fase de homologação, tarde demais para ser corrigido. Acho que essa aeronave ainda não foi testada realmente ao extremo, pois fatores variáveis, tais como temperatura de decolagem, altitude dos aeroportos, correntes de ar, peso de decolagem, podem estar intimamente relacionados aos dois acidentes, por interpretação errônea do MCAS, mas ainda é especulação, somente após o relatório final do acidente saberemos o que causou as quedas, mas luz vermelha acendeu, pois até os EUA grandeou os 737-MAX-8, essa decisão não foi por achismo, e sim porque já tem informações importantes sobre esse último acidente, mas não divulgaram, senão a Boeing vai amargar um prejuízo sem precedentes, isso deve ter assustado os acionistas da EMBRAER, e acho que o momento e de congelar as negociações de venda para a BOEING, até a finalização das investigações e se elas estão relacionadas (Indonésia-Etiópia), caso isso se confirme todas as aeronaves permaneceram em solo por muito tempo até uma solução técnica de correção seja implantada, mas particularmente acho que se essa aeronave realmente possui problemas de projeto relacionado a carga aerodinâmica, dificilmente poderá ser corrigida por software, isso não transmitiria segurança aos pilotos nem aos passageiros.

    • Se o Wellington falou, tá falado.

      Aliás, é ele quem vai ler o CVR e o FDR do avião da Ethiopian e dar o veredito final, definitivo e irrecorrível.

      • Não, não, só tenho capacidade de raciocínio e bom senso.

        É só buscar o que eu venho escrevendo já algum tempo, sobre a capacidade duvidosa da equipe de engenharia e os atuais projetos da Boeing. A lista não é pequena……. É só fazer um pequeno apanhado aqui mesmo na Trilogia (se não estiver com preguiça).

        Oportunidade é igual ao ditado…. “quando o peão é ruim, nem com o cavalo selado ele consegue montar”. Ou seja, o senhor Paulo César, além dos “entendedores do mercado”, está fazendo é deixando passar um cavalo selado (oportunidade) na sua frente.

        Até mais!!! 😉

  11. Lendo as manchetes do groundeamento deste 737 Max na mídia americana, se nota que do caso, sobressaíram 3 pesares: o
    1 – o orgulho nacional ferido, porque atingiu uma das empresas que é símbolo da tecnologia americana – mas, esse óbice foi até o de menos…
    2 – a inanição da FAA por causa da força do lobby da Boeing junto aos parlamentares. A Secretária de Transporte, Elaine Chao, que é a responsável pela FAA, é esposa do Senador Mitch McConell que é líder dos Republicanos no Senado. Ou seja, caiu de paraquedas no cargo. Parece até o cenário político de um certo país…
    3 – E o principal revés do fato: o país que tomou a iniciativa de groundear foi a CHINA. Só isso.

    • NYTimes queimou a nos círculos aeronáuticos o comentário era que a China mostrou liderança e coragem ao ser a primeira a groundear a frota (aproveitando a questão comercial, tb, pq não?) em contraponto a FAA q só vez, horas depois do Canadá, deixando os EUA com a lanterna na mão.

  12. Quando houve o acidente da Lion Air, ficou claro que a Boeing, a FAA e o governo dos EUA vinham fazendo jogo de compadres há muito tempo, e que havia muita coisa questionável nos processos de certificação. Ainda assim, o caminho adotado foi o dar respostas evasivas, fazer promessas vagas sobre upgrades e revisões, e esperar que o assunto fosse esquecido. Aí ocorre outro acidente, e antes que se saibam as causas, o mundo entra em “modo pânico” e a caça às bruxas começa.
    Me lembra muito um certo país onde havia trocentos órgãos e departamentos encarregados de fiscalizar barragens, mas nenhum deles fiscalizava de verdade. Um dia uma barragem estourou e fez uma lambança. Houve muitas declarações bombásticas e promessas mas nada de sério foi feito. Daí estourou uma segunda barragem e agora todo mundo acha que tem que acabar com todas as barragens, fechar todas as mineradoras e condenar à prisão perpétua todo mundo que já tenha passado perto de uma barragem na vida.

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