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Royal Air Force se prepara para a despedida do Tornado

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A Royal Air Force divulgou imagens impressionantes de uma formação única de aeronaves para celebrar os quarenta anos de serviço do jato de ataque Tornado GR4.

Quando o Tornado for retirado do serviço em 31 de março de 2019, ele levará ao fim quatro décadas de serviço durante o qual a aeronave formou a espinha dorsal do poder aéreo do Reino Unido. Três variantes de treinamento do Tornado receberam marcações especiais, incluindo um esquema de camuflagem que o Tornado ostentou em seu início de carreira.


“Eu estou imensamente orgulhoso por ter liderado a formação ‘Tail Art’, nosso primeiro evento que celebra a iminente aposentadoria do Tornado depois de quase 40 anos de serviço.

“O sucesso da surtida foi confirmado pelo excelente suporte da Força Total na RAF Marham, que continua focado em sustentar as operações da Tornado e está tão comprometido hoje quanto em 1982 quando o primeiro Tornado chegou à Estação.

Capitão do Grupo Ian (Cab) Townsend
Station Commander na RAF Marham – liderou a formação em imagens


O Tornado entrou pela primeira vez no serviço da RAF em 1979, principalmente na função de ataque nuclear e na interdição durante a Guerra Fria. Sua estreia em combate na Guerra do Golfo de 1991 marcou um período de operações quase constantes que continuam até hoje.

Cerca de 28 anos depois dessas primeiras missões para ajudar a libertar o Kuwait, os dois esquadrões de Tornado, IX(B) e 31 restantes da RAF, permanecem em operações no Oriente Médio totalmente comprometidos com a luta contra o Daesh como parte do esforço da Coalizão Global.


“Eu não tinha nascido quando o Tornado entrou em serviço pela RAF. Foi um privilégio participar do programa de treinamento de hoje que também capturou imagens fantásticas desta aeronave icônica. Será um dia triste para todos nós quando o Tornado desligar seus motores pela última vez.”

Flight Lieutenant Nathan Shawyer, 27
Último piloto para se qualificar no Tornado


Tornados da RAF e suas equipes em 1989, na base RAF Laarbuch. Naquela época, a Royal Air Force tinha 430 jatos Tornado GR1 e F3 e mais 600 outros jatos de combate!

FONTE: Royal Air Force

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Rodrigo LD
Rodrigo LD
1 ano atrás

Qual é a frota atual? Ainda possuem vida útil para serem postos à venda? Tem destino definido? Abraço, camaradas.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
1 ano atrás

A RAF tinha mais de 1000 jatos de combate em 1989? Só se estiverem contando os Hawk e alguns modelos que tinham ou estavam saindo de serviço, como o Lighting e o Phantom e o Bucaneer, e olhe lá.

Não creio que eles tivessem mais de 600 Harrier e Jaguares.

Rui chapéu
Rui chapéu
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

Os Bucaneer serviram de guia prós tornados na guerra do golfo… Eles que levavam pods para designar as bombas guiadas dos tornados.
Então em 89 ainda existiam Bucaneers e outras velharias.
Hoje um só F-35 faz mais do que Bucaneers e tornados juntos.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

Mas aí fica a dúvida, o que era considerado linha de frente e o que o sujeito do texto escreveu considerava como jatos de combate.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

A RAF em 1989, tinha o seguinte inventário : Combat aircraft: 744 caças 229x Tornado GR.1/GR.1A 165x Tornado F.2/F.3 100+ Phantom FG.1/FGR.2 14x Phantom F-4J(UK) 100+ Jaguar GR.1A/T.2 80+ Harrier GR.3/T.4 94x Harrier GR.5/GR.7 (Deliveries ongoing) 65+ Buccaneer S.2B 36x Nimrod MR.2 Special mission: 3x Nimrod Nimrod R.1 6x Avro Shackleton AEW.2 40+ Canberra PR.9/T.17 7x Andover E.3/E.3A Cargo and Refueling: 14x Victor K.2 13x Vickers VC10 C.1 4x/5x Vickers VC10 K.2/K.3 9x Tristar 500 K.1/KC.1 6x Hercules C.1K 24x Hercules C.1/C.1P 30x Hercules C.1/C.3 6x Andover C.1 6x Andover CC.2 (VIP Flight) 2x BAe 146 CC.2 4x/2x/6x BAe 125… Read more »

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Se os comandantes da RAF olharem para esses números hoje choram…rs!

Joli le Chat
Joli le Chat
1 ano atrás

Mais um projeto europeu daqueles que pavimentaram a existência da União Europeia.

Top Gan Sea
Top Gan Sea
1 ano atrás

Acho esse caça muito icônico. Suas asas articuladas dando a ele poder de ser bombardeiro e multirole. Uma obra de arte da engenharia europeia. Um rolls royce com asas articuláveis. Espero que ele possa ser vendido para outras forças aéreas. Se não fosse um pequeno detalhe chamado Falklands esse super caça poderia ser doado ou vendido a módicos preços para Argentina.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
1 ano atrás

Era o máximo até entrar em combate no Iraque mas virou um fiasco!

Sérgio Luís
Sérgio Luís
1 ano atrás

Me lembro do slogan britânico durante a guerra!
“Tornado Dawn “

Sérgio Luís
Sérgio Luís
1 ano atrás

Tinha tudo para ser maravilhoso mas no “lo-lo-lo ” foi abatido até mesmo por Ak-47 !

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Galante , Galante!!
Abatido por ak-47!?!? Essa aeronave foi projetada para essa função e teve que ser praticamente substituída as pressas pelo idoso Buccaneer!?!
A versão IDS defitivamente não fez história! Agora o ADV não foi posto em combate ou seja não foi avaliado!
Me lembro desse fracassado na guerra como se fosse ontem!
Queres dica!?
Veja o documentário da BBC ” Tornado Dawn “

Edmilson Sanches
Edmilson Sanches
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Então seria um ótimo presente para a Argentina.

Rodrigo
Rodrigo
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Sim ele foi projetado pra isso penetrar em altas velocidades e a baixa altitude no campo inimigo destruir os alvos e evadir , alguns foram derrubado é verdade mais é se fosse outro tipo também não seria ? Claramente sim e provavelmente em maior número, é uma pena sua aposentadoria ,sou de 79 e tenho a mesma idade desses tornados mais ainda não pretendo parar de “voar” cresci lendo notícias e vendo esse ícone em ação , aviao de desenho marcante e robusto duvido que o F35 se torne um dia um ícone como o tornado .., até mais velho… Read more »

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Rodrigo
1 ano atrás

F-35?? Opinião! Só se for pelo custo!

Rui chapéu
Rui chapéu
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

E os f-117 no meio de Bagdá?

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Rui chapéu
1 ano atrás

Fico aqui imaginando o “porquê” da aposentadoria dos F-117’s depois de algumas incursões sobre a Iugoslávia!
Agora me lembro! Foi o “modernismo ” SA-3 Goa!!

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Esse caso o F-117 creio que não foi um mero acerto pela bateria SA-3 Goa, tem relato do comandante da bateria que ao que a rota era conhecida e horário, o que facilitou a detecção para fazer o disparo.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Qualquer avião, até F-35, J-20 e Su-57 pode ser abatido com tiros de fuzil fazendo ataques em voos rasantes, foi uma doutrina de operação perigosa a qual optaram, nâo é culpa do avião em si.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Walfrido
O negócio é não se propor a fazer o que não é capaz de fazer!
Tipo assim:
“Deixa que eu vou lá é toco o terror no inimigo e é abatido no meio do caminho!
Conclusão!
Vamos de Buccaneer mesmo que é mais barato e mais eficaz!
Isso não poderia acontecer!

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Sérgio, não deixe o desejo de trollagem tomar conta do seu raciocínio.

Pelo que escreve, você sabe muito bem que o Bucaneer não substituiu o Tornado na Guerra do Golfo, mas complementava-o iluminando alvos com laser para o Tornado lançar as bombas, coisa que o Tornado ainda não tinha integrado na época.

O Bucaneer foi aposentado logo depois do conflito, enquanto o Tornado participou de mais 5 guerras até se aposentar esse ano.

Não tente trollar no meio de gente que conhece o assunto tanto quanto você.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Clésio Luiz
1 ano atrás

Ô Clésio
Comparativo “simplista” da minha parte!
Imaginemos um “Seal” do Us navy tendo que ser guiado para uma missão por um soldado veterano do pós guerra (WW2).
Outra coisa sugiro que leiam mais sobre as missões dos tornados a partir da segunda metade da guerra do golfo! Ler somente fichas técnicas não esclarece!

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

A única e melhor oportunidade para os tornados mostrarem maravilhosas aptidões foi na guerra do golfo!
Fico imaginando por que a Itália não utilizou o A-1centauro na guerra do golfo!
Ficou guardado no bolso?

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

A questão não é somente capacidade de ser imune as saraivada de Ak-47’s mas sim necessidade de ter um Buccaneer como guia!

Plinio Jr
Plinio Jr
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Os ingleses e italianos usaram as táticas que treinaram a vida inteira de atacar alvos do Pacto de Varsóvia a baixa altitude usando o relevo europeu (vales, montanhas, florestas) como proteção. Só que o relevo iraquiano é totalmente oposto, deserto, com poucas opções em termos de montanhas e vales, um ataque podia ser detectado facilmente. A maioria seria abatida pela artilharia antiaérea de tubo, muito mais eficaz nestas condições de baixa altura, outro ponto importante, os Tornados tinham como armas principais bombas de fragmentação de varados tipos, a integração com armas inteligentes como as Paveways ainda não estava completa, por… Read more »

JPC3
JPC3
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Por essa teoria metade dos aviões que conheço não deveria ter ido para a guerra.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  JPC3
1 ano atrás

Concordo plenamente até porque o Buccaneer foi fundamental para a RAF !

Berkut
Berkut
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Belíssima aeronave!! Em relação ao seu desempenho no Iraque é importante frisar que as táticas de ataque adotadas pelos britânicos visavam combater os soviéticos em uma hipotética invasão na Europa Ocidental, onde os Tornados usariam o terreno para mascarar sua rota, tendo inclusive um dos melhores radares de segmento de terreno da época. Já no Iraque, o relevo não permitia essa furtividade proporcionada pelo terreno, além do que, os Tornados ficaram encarregados de interditarem as bases iraquianas, sabidamente locais defendidos por uma forte defesa antiaérea. Apesar das dificuldades das missões das quais foram encarregados, as perdas dos Tornados (6 aeronaves)… Read more »

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Berkut
1 ano atrás

Eu também amava essa aeronave completa!
Mas os plantões de notícias e os números de abates acaboramcom essa admiração!

Berkut
Berkut
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Sérgio, apenas para enriquecer o debate: os iraquianos investiram grandes somas para a construção de novas bases aéreas ainda durante meados dos anos 70. Tinham ao menos 2 pistas (algumas chegavam a ter 6!!!), vários abrigos reforçados e numerosas taxiways e com equipes de reparos muito bem treinadas. Os aliados deram grande prioridade a essas bases nos ataques iniciais, já que havia um medo de que elas seriam utilizadas para lançarem ataques contra as forças aliadas e até mesmo contra Israel, utilizando-se de armas químicas. Dessa forma, os ataques iniciais foram formados por pacotes de aeronaves que continham principalmente aeronaves… Read more »

Felipe
Felipe
Reply to  Sérgio Luís
1 ano atrás

Teve um que foi abatido por um MiG-29 iraquiano (wikipedia):
RAF Tornado GR.1 vs. IRAF MiG-29 It has been claimed by some sources that an RAF Tornado (ZA467) crewed by Squadron Leader Gary Lennox and Squadron Leader Adrian Weeks was shot down on 19 January by an R-60MK (NATO reporting name: AA-8 Aphid) missile fired from an Iraqi MiG-29 piloted by Jameel Sayhood, however this aircraft is officially recorded as having crashed on 22 January on a mission to Ar Rutbah.

Sérgio Luís
Sérgio Luís
Reply to  Felipe
1 ano atrás

Pois é de Ak-47 à mig 29!

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
1 ano atrás

Puxa! Mais um avião espetacular que se vai!! Esse é um dos meus favoritos! Linda aeronave e acho que junto com o F-15, são os aviões que recolhem o trem de pouso mais rápido da história! Já notaram nos vídeos? É impressionante!! Avião feito para durar, não é esses negócios aí cheio de trik-trik de hoje que não aguenta raio, de 100 milhões de doletas!!!

JPC3
JPC3
Reply to  Marcelo Andrade
1 ano atrás

Os avões de hoje são projetados para uma vida útil e número de horas de voo maior. Sobre não aquentar raio não é bem assim.

Control
1 ano atrás

Srs
Considerando as boas relações do Brasil (particularmente a MB) com UK, está aí a oportunidade da MB se equipar com uma avião de ataque naval. Os Tornados estão sendo retirados de operação por uma questão de custo e não porque as células estejam no fim da vida útil. E contam com a maioria das armas ar terra integradas.
Sds

Marcos
Marcos
1 ano atrás

Fico lendo os comentários e todo mundo sentando o sarrafo no Tornado. Porém parece que os entendidos se esquecem que ele foi feito exatamente para isso. Entrar num espaço aéreo onde nenhum outro consegue entrar ! Esquecem também que do outro lado existem equipamentos e pessoal treinados e construídos para eliminar essa ameaça. Também esquecem que esse avião foi desenvolvido em 79 e passado 40 ainda representa uma belíssima ameaça a muitos objetivos. Com certeza o Tornado ainda poderia ter muitos anos na ativa porém como tudo, interesses de políticos colocam fim a grandes aviões. E a lista vai longe,… Read more »

Groselha Vitaminada Milani
Groselha Vitaminada Milani
1 ano atrás

Estranho … cade o pessoal da groselha???? é um tal de F-16 Retrofitado, F-15 Refurbichado … Me estranha que ninguém dos ispicialistas pediu um, dois … três esquadrões do Tornado pra back-up tampão ou compor uma nova linha de defesa aérea avançada … e um master fit da Embrer – Ebit. Que falta faz o Vader nessa trilogia. Detalhe, num post mais recente, os EUA do mal continuam retrabalhando as Forças Agressoras com F-5. Ué, não era o F-16 o rei dos céus e super-superior ao F-5? Os americanos du mau burros mesmo … Posso vender groselha no site? Não… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
1 ano atrás

Os Tornado foram abatidos no Iraque porque empregavam táticas (ataque a baixa altura) que não eram mais adequadas, devido à capacidade de AAAe iraquiana. No livro Every Man a Tiger, o Lt Gen Charles Horner, JFACC (Joint Force Air Component Commander), relata que proibiu esse perfil de ataque, e os mesmos passaram a ser realizados acima de 15.000 ft. Não houve mais perdas. Nossos A-1 também atacam acima de 15.000 ft. Mesmo com bombas burras, a precisão não é ruim.

Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Se existirem Tornados na reserva, com baixa milhagem poderíamos comprar um lote (com otores e sobressalentes) para a função de ataque anti navio. Integrar os Mansup não deve ser bicho de sete cabeças. A GB está vendendo o que pode para pagar o Brexit e esse pode ser um bom negócio para ambos. Uma esquadrilha de Tornados com base de apoio em Noronha seria uma força dissuasora de respeito.