segunda-feira, junho 14, 2021

Gripen para o Brasil

Esquadrão Hórus realiza primeiro voo de ARP pilotada via satélite

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Novo sistema aumenta capacidade operacional da aviação de Reconhecimento

A Força Aérea Brasileira realizou, nesta quarta-feira (5), o primeiro voo de uma aeronave pilotada por satélite. Cinco tripulantes e três militares de apoio do Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), sediado em Santa Maria (RS), realizaram o voo da Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) de modelo RQ-900 na Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo foi fazer o recebimento do sistema de controle via satélite daquela aeronave.

O novo sistema permite pilotar a aeronave e receber as imagens dos sensores por meio de uma conexão por satélite. Assim, a antena não aponta mais diretamente para a aeronave, mas para o satélite, que faz a ponte com a ARP, conforme explica o Oficial de Comunicação Social do Esquadrão, Capitão Aviador Lucas Gazzi Diaz.

“Até hoje isso era feito somente por meio de uma antena que fica no solo, uma operação que exige linha de visada com a aeronave. Ou seja, trazia algumas limitações de distância para a operação da aeronave, pois à medida que a distância entre a aeronave e a estação de solo aumenta, a aeronave começa a ficar abaixo do horizonte, interrompendo a linha de visada”, detalha.

A estrutura para pilotagem da Aeronave Remotamente Pilotada permanece a mesma, por meio de shelters onde ficam os operadores. “As mudanças são a instalação de uma nova antena na aeronave e outra ligada aos shelters, além de alguns equipamentos de informática, como novos modems. Além disso, dependendo da missão, ainda poderemos operar da maneira anterior”, ressalta o Capitão. “O novo sistema aumenta muito o ganho operacional das capacidades da aviação de Reconhecimento da FAB”, completa o oficial.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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BMIKE

Boa notícia, esse sistema pode ajudar na vigilância nas fronteiras. Quantos RQ-900 a FAB opera?

Bueno

BMIKE, que eu sei 1 unidade Hermes 900 e 4 Unidades do Hermes RQ- 450
e estava previsto operar compartilhado com a PF os 2 modelos Heron da PF

https://www.aereo.jor.br/2014/03/27/hermes-900-reforca-capacidade-operacional-da-fab-no-reconhecimento-eletronico/

https://www.aereo.jor.br/2017/07/25/policia-federal-abandona-operacao-com-veiculos-aereos-nao-tripulados/

Gustavo

modelo 900 somente 1, do modelo 450 são 4.

andrepoa2002

Pode ser uma solução interessante para as fronteiras mais remotas. Agora precisa de escala.

Gustavo

Agora sim ele ganha 100% de suas funcionalidades a grandes distancias.

Zmun

Alguém sabe dizer qual satélite foi usado?

Rinaldo Nery

O SGDC adquirido e operado por nós, FAB, no Centro de Operações Espaciais, em Brasília.

Mauricio R.

Até que enfim arrumaram algo de útil pra esse bilionário satélite fazer!!!!
Falta agora uma concorrência internacional, para completar a dotação do esquadrão Hórus.
Se pretendemos realizar esclarecimento marítimo e SAR c/ UAS, necessitaremos de mais exemplares.
E não devemos de maneira alguma, nos limitarmos ao que a Elbit ou a IAI são capazes de fornecer.
Ou como é moda por aqui a alguma empresa da BID, que nem produto pronto pra comercialização tem.

Rinaldo Nery

Algo útil? Todas as comunicações das FFAA de longo alcance, rede de comando, banda larga, visualização das sínteses dos nossos radares. Isso pra dizer pouco. É crítica gratuita ou impensada?

Mauro Borges

Impensada e como sempre intempestiva.

Dodo

Pois é coronel, de comentários estúpidos e críticas desmotivadas esse blog está cheio….

Antonio Palhares

Quando transferiram as comunicações do pais para estrangeiros. Incluindo satélites com as referidas bandas de comunicações oficiais, fazendo o país pagar por serviços, cujos controles eram nacionais. Agora depois de longo e “tenebroso inverno’. Temos um satélite nacional que começa dar retorno para as comunicações oficiais e civis. Aparecem os críticos descontentes.

Mauricio R.

Tá bom Cel, eu errei, peguei pesado demais pro delicado do satélite. Acho que foi devido a judicialização que precedeu a sua efetiva operação. Mesmo assim eu ainda sou bastante crítico deste empreendimento, afinal se é a FAB que opera o satélite e nossos laboratórios e expertise nessa área estão na Telebrás, pra que é que serve essa tal de Visonia???? Afinal a Embraer manja de satélite, menos ainda do que de avião de caça. Ou é aquele antigo costume de levar a Embraer, ou outra empresa da BID, pela mãozinha aonde quer que a FAB vá. Costume este, que… Read more »

Dodo

Percebe-se a total “leiguise” do Maurício qnd ele tenta desmerecer a participação da Embraer no programa f39…. enfim, coronel,melhor nem perder tempo

Marcelo Andrade

Maurício,

Vc está confundindo as coisas. A parte militar do SGDC nunca foi contestada nem adjudicada por ninguém e a FAB está operando desde o lançamento a Banda X, de comunicações militares.

A pendência jurídica foi quanto à concorrência para a operação da banda K e Ka de Telecomunicações civis e o Plano de Banda Larga. Aí sim, ouve esta confusão entre a Telebrás e a Visiona, que vc tanto detesta!!

Tadeu Mendes

Coronel Nery,

Esse satélite foi fabricado aonde?

Wellington Góes

Não sou o Cel, mas esta eu posso responder…….

Pela Thales e lançado pelo consorcio Ariene 5, na Guiana Francesa. Ou seja, os “esnobes gauleses”, ou “eurobambys”, foram quem fizeram o serviço.

https://pt.wikipedia.org/wiki/SGDC-1

Mauricio R.

Difícil justificar o bilionário precinho pago aos franceses, por este satélite, qndo a INVAP da Argentina conseguiu produzir um similar umas 8 ou 9 vezes mais barato.
E sem Visonia pra dar pitaco.

Wellington Góes

Simples, que façamos nos mesmo. Achou caro?! E, neste mercado, existe algo barato?!

Rinaldo Nery

Agora podemos realizar esclarecimento marítimo e busca utilizando ARP. O próximo passo é a ARP armada.

André Bueno

Rinaldo, os pilotos dos ARPs são dedicados ou eles também cumprem missões “além videogame”?

Rinaldo Nery

Acho que são dedicados. Não tenho certeza.

Rinaldo Nery

Descobri. Voam o C-98 Grand Caravan da ALA 4, somente. QT (quadro de tripulantes ) externo.

André Bueno

Obrigado!

Paulo Alenquer

Desconhecia que o SGDC tinha essa capacidade, certa vez perguntei sobre essa possibilidade e fui achincalhado por aqui por alguns que se julgam os grandes safos.

Carlos Campos

agora podemos procurar um parceiro para montar um VANT stealth para patrulhar o atlântico, as fronteiras, e servir de aeronave de reconhecimento para o EB na linha de frente de uma possível guerra de alta intensidade.

Mauricio R.

Não necessitamos de nada disso, há pelo menos 2 opções disponíveis:

MQ-4C Triton, o BAMS da US Navy,
IAI Heron.

Ou quem sabe o GA-ASI Avenger ER.

Carlos Campos

o MQ-4 seria o Ideal mas queria algo nacional, ou com parceria até mesmo dos americanos, que eu saiba a Boeing não tem um Drone igual aos que vc citou.

Mauricio R.

Não, a Boeing não tem um drone na classe do MQ-4C Triton, aqueles produzidos e comercializados pela Insitu são bem menores. E a partir do momento que a BID não tem e/ou não fornece esta capacidade, a Embraer desistiu da Harpia e a Avibrás não levou adiante o Gavião, apesar deste também não ser da mesma classe tanto do Triton ou do Heron; então compra-se aquilo que existe no mercado. Somente espero que não seja outro drone israelense. Isto já está parecendo reserva de mercado. Apesar do drone “Caçador” ou a versão dita “nacionalizada” do drone “Heron-1”. E a BID… Read more »

Marcelo Andrade

Ué, a INVAP da Argentina não tem nada 8 ou 9 vezes mais barato???

Descobri, gente, o Mauricio R. é argentino!!! Daí a raiva da Embraer !!!

André Bueno

Parabéns! Considero este ganho relativamente no mesmo nível da chegada dos Gripen. Ambos vão aumentar tremendamente a capacidade da FAB
—————————————————————-
Sobre aquela questão do governador eleito do Rio adquirir “VANTs de ataque”, o que será que a FAB pensa, lembrando que o Brigadeiro Saito teria dito que iria mandar abater os VANTs da PF se eles “voassem”?

Dodo

São drones diferentes, quadricopteros e hexacopteros utilizados para reconhecimento e ataque a alvos individuais por meio de simples acoplados ao seu corpo. Bem diferente de possuir drones como um hermes 900 armado com missões ar-solo

Dodo

Rifles acoplados *

fabio jeffer

Quer ver como irão basear isso no Rio de Janeiro

Walfrido Strobel

Se estiver falando sobre os do RJ, é só utilizarem VANT de decolagem vertical, que pode ser usado a partir de qualquer unidade da PM.

André Bueno

Grato!

Oswaldo

Moro próximo ao Campo dos Afonsos . Este VANT está voando por aqui há mais de um mês, até o fotografei. Achei que estavam realizando levantamentos para operações policiais , em função da intervenção na segurança do RJ.
Não entendo do assunto, apenas gosto muito, mas me surpreendi com um desses vôos em função
do mal tempo e dele entrar numa nuvem que me pareceu muito carregada.

Foxtrot

Excelente notícia! Não entendo o porquê não há oficiais da aviação do exército e CFN fazendo estágio nesse esquadrão da FAB? Sabe-se que muito em breve o EB terá que adquirir um esquadrão de ARP,s para dar suporte de informações sua artilharia de mísseis e foguetes, ainda mais com a entrada em serviço do MT-300 (que sabe-se terá muito mais de 300 km para operação nacional). Também acredita-se que a escolha mais acertada será a aquisição do Falcão da Avibras, mesmo fabricante do míssil. Sendo assim, já deveriam estar em treinamento os pilotos do EB/ CFN que operarão as aeronaves.… Read more »

Mauricio R.

Então, já que você parece muito próximo da Avibrás, dá uma dica pra eles: Reinvistam seus lucros das vendas do Astros II ou da remotorização dos mísseis Exocet, se é que fizeram alguma além dos mísseis da MB, na conclusão do drone “Falcão”. E depois de o desenvolvimento pronto e o drone apto a comercialização, ofereçam-no as ffaa. Agora se as ffaa não quiserem, sorry!!!! Material bélico é assim mesmo, só se compra se atende a necessidade percebida. Se há produto mais adequado no mercado, não há o que fazer. Ou então façam um “crowdfunding” entre os operadores do Astros,… Read more »

Foxtrot

Quis dizer míssil Ar/solo.
Desculpem o erro!
Uma opção imediata para esse míssil Ar/solo nacional seria o FOG-MPM.
Por ser relativamente leve e pequeno e já está pronto, o tornaria ideal.
Uma melhoria poderia ser a substituição da guuagem por fibra óptica, por um sistema de rádio controle, dando maior flexibilidade ao míssil e aeronave lançadora.
Ainda mais quando entrar em operação o RDS (Rádio Definido por Software).
O que limitaria e muito uma contra medida contra o míssil.

Marcelo

Ainda bem que a idéia de jerico do governo Temer de privatizar o SGDC não foi para frente. Depois de tanto tempo, esforço e dinheiro investidos seria o cúmulo do entreguismo. Concordo com um cotista acima que comparou este passo em importância à chegada dos Gripens, realmente é um enorme salto em capacidade, só possível devido ao SGDC ser de nossa propriedade e operação. E também um tapa na cara dos que ficam ridicularizando nossos aliados europeus. Duvido muito que os EUA aceitassem nos vender essa capacidade.
Abraços

Dodo

Jericó ??

Antonio Palhares

Dodo.
Jericó não. Jerico, mesmo que asno, jumento.
Um abraço.

Mauricio R.

Nossos aliados europeus devem estar muito contentes, pois nos entubaram em 2,4 bilhões de euros, por algo que poderia ter sido adquirido aqui ao lado na Argentina, por módicos 300 milhões USD.

Wellington Góes

Eu também acho que entre Brasil e Argentina, muitos projetos poderiam ser tocados em conjunto, inclusive de satélites, mas o comparativo não tem algum cabimento, só demonstra a capacidade limitada da visão mercantil. Isto não é comprar pão na padaria.

Marcelo Andrade

Xará, se informe antes de escrever petismos ou esquerdismo tipo “entregar o país”, por misericórdia!

O SGDC é de uso dual, militar e civil, igual ao Brasilsat 4, só que esse é operado por uma multinacional (Embratel – Grupo Slims – México) onde toda a comunicação governamental passa.

A banda X do SGDC é operada pela FAB. O que se abriu concorrência foi para a operação das Bandas K e Ku, comerciais, para oferecer Banda Larga a todo território nacional. Não importa se for empresa daqui ou de fora, não tem nada a ver comas operações militares!!!

Jeff

Grande evolução. Parabéns.

GripenBR

Muito bom. Esse é o caminho. Maior independência possível dentro da nossa realidade e com pé no chão. Agora é buscar ARP armamado bom, bonito é barato. Pode ser com parceria se possível, ao até de prateleira dos EUA, Europa, Israel, Turquia, África do Sul, China ou Rússia. Contando que seja operacional, que não seja desdentado, ou ultra limitado pelo “vendedor”, dentro do nosso orçamento e capaz o bastante.

Laerte Marcelli

Tem gente que crítica simplesmente por criticar, sem fundamento sem conhecimento. Sabe o que é isso? Falta de amor à Pátria! Aliás, há muito vem sendo aplicada uma política para que o povão abandonasse seus valores cívicos, espero que o nosso Bolso mito de um basta nisso e colabore para que o brasileiro civil restabeleça o respeito devido às Forças Armadas e o amor à sua Pátria! O Brasil não precisa de críticas infundadas. Amo este país!

Foxtrot

Laerte Marcelli 9 de dezembro de 2018 at 7:38 Tem gente que crítica simplesmente por criticar, sem fundamento sem conhecimento. Sabe o que é isso? Falta de amor à Pátria! Aliás, há muito vem sendo aplicada uma política para que o povão abandonasse seus valores cívicos, espero que o nosso Bolso mito de um basta nisso e colabore para que o brasileiro civil restabeleça o respeito devido às Forças Armadas e o amor à sua Pátria! O Brasil não precisa de críticas infundadas. Amo este país! Kkkkk se não leu as notícias recentes, tanto seu Bolso mito quanto seu filho… Read more »

paulo souza

imaginem integrar os gripen com esses veículos, adquirindo outros à jato de longa permanência no ar, para monitoramento de fronteiras e região amazônica? detectada atividade suspeita, um fração de operações especiais são deslocados até o local e dão o golpe certeiro.

O incauto

Porque o temer seria um escravagista, caro? Por fazer umas “mudancinhas” na CLT?

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