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A-29 Super Tucano: Pentágono anuncia contrato de US$ 344 milhões para fornecer 12 aviões à Nigéria

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A-29 Super Tucano
A-29 Super Tucano

A Sierra Nevada Corp., Centennial, Colorado, foi premiada com um contrato UCA (undefinitized contract action) de US$ 329.076.750 para 12 aeronaves A-29 para a Força Aérea da Nigéria.

O montante total não-excedido do UCA é aprovado em US$ 344.727.439 para incluir um sistema FLIR para seis aeronaves. Esta peça é projetada para ser financiada logo após o contrato UCA.

Além das 12 aeronaves, este contrato prevê dispositivos de treinamento de solo, sistemas de missão, sistemas de debrief de missão, peças sobressalentes, equipamentos de apoio no solo, equipamentos de missões alternativas, apoio contíguo à contratação temporária dos EUA, apoio logístico no exterior do empreiteiro continental dos EUA (OCONUS) e cinco representantes de serviço de campo para suporte a OCONUS por três anos.

O trabalho será realizado em Jacksonville, Flórida, e deve ser concluído em maio de 2024. Os fundos de vendas militares estrangeiras (FMS – Foreign Military Sales) no valor de US$ 220.167.735 estão sendo obrigatórios no momento da concessão.

O Centro de Gerenciamento de Ciclo de Vida da Força Aérea, na Base da Força Aérea de Wright-Patterson, Ohio, é o supervisor de contratação.

Corte seccional do A-29 Super Tucano (clique na imagem para ampliar)
Corte seccional do A-29 Super Tucano (clique na imagem para ampliar)

FONTE: US Department of Defense

117 COMMENTS

    • 1) Para o que ele se disponibiliza à fazer está bom, até porque ele compensa a falta de precisão de vetores anteriores no lançamento de cargas externas, por exemplo. Acho que seria bem simples adaptar um pod com mais metralhadoras ou canhões caso necessário.

      2) Eu acho que não. Dê uma olhada na imagem do desenho do A-29 seccionado e veja como é a instalação da metralhadora na asa e na necessidade de se re-trabalhar toda a engenharia da asa.

    • Não é pouco. É mais que o suficiente inclusive, pois o principal armamento dos A-29 Super Tucanos, a meu ver, são bombas burras e bombas teleguiadas. Essas sim atingem os alvos com mais energia e são mais efetivas, especialmente quando se trata de bombas guiadas. As duas .50 são suficientes caso o ST precise interceptar alguma aeronave menor como um monomotor, por exemplo.

    • Sum, é possível aumentar o armamento de cano para as missões onde for necessário os colocando externamente sob a asa e fuselagem com opções de .30, .50 e 20 mm.
      .
      Os americanos que gostam de exagerar no armamento estão desenvolvento mais oções para aumentar o poder de figo do ST.
      Guns:
      Internal: (2×) 12.7 mm (0.50 in) 1,100 rounds per minute FN Herstal M3P machine guns, one in each wing.
      pod: 1 20 mm (0.79 in) 650 rounds per minute GIAT M20A1 cannon below the fuselage.
      pod: 1 12.7 mm (0.50 in) FN Herstal HMP for M3P machine gun under each wing
      pod: up to 4 7.62 mm (0.30 in) 3,000 rounds per minute Dillon Aero M134 Minigun (under development) under wings.
      .
      Este é o minigun que está sendo desenvolvido para o ST e AT-6.
      https://www.shephardmedia.com/news/defence-helicopter/dillon-aero-developing-new-minigun-pod/

    • Faço a mesma pergunta. E outra, a EMBRAER sendo uma empresa Brasileira, não teria de ser o MD do Brasil a anunciar e autorizar essa compra?
      Da impressão que todos os louros do desenvolvimento do ST são dos EUA.
      Desculpa as perguntas de leigo. Abraços

    • Imagino que seja porque serão os americanos que vão financiar o negócio e deve ser uma condicionante deles que o equipamento seja “Made in USA”. De qualquer forma, pelo que eu já li aqui no blog, a maior parte dos equipamentos mais sensíveis e tecnológicos já seriam importados dos EUA se fossem montados no Brasil. A fuselagem, de qualquer forma, provavelmente será fabricada no Brasil e mandada para montagem nos EUA. Os royaties da FAB são dela de qualquer forma. E se o avião não fosse montado nos EUA, certamente essa venda não existiria.

    • Os EUA pagam por elas, o governo americano faz o contrato com a Sierra Nevada que produz localmente e depois eles repassam para os pequenos aliados regionais dele. por questão de economia fica mais barato produzir no próprio EUA (e por lobby também)

    • De forma resumida.
      O ST pode ser montado no Brasil pela Embraer, sem problema algum MAS.
      1- Equipamentos militares comprados pelo Governo Americano, DEVE ser Made in USA ou seja, montada no solo americano, pagando impostos americanos e com funcionários americanos. Se quiser vender material bélico para os EUA, tem que ter fábrica lá.
      2- O ST não é fabricado pela Embraer e sim montado, motor é canadense, cadeira ejetora da Inglaterra, avionicos americanos etc.
      3- O ST que os gringos compram possuem componentes brasileiros, mas de forma alguma é montado no Brasil, desmontado e remontado la. Isto é lenda.
      4- Sim, a EMB recebe royalties pelo ST vendido pela Sierra Nevada, parte do mesmo é repassado para a União como pagamento da EMB para a FAB.
      Finalmente, os ST vendidos pela Embraer são montadas no Brasil, mas a EMB possui uma linha de montagem para os aviões executivos no EUA, mas não tem nada a ver com a da SN.
      Creio que seja isto.

      • Tudo isso está certo. Faltou dizer quem projetou, quem juntou tos esses equipamentos e produziu um avião respeitado em todo o mundo. O Irã, por exemplo, está oferecendo jatos F-5 como se fossem um projeto originalíssimo. E muito elogiado aqui no blog. Quem projetou o F-5? Ah, mas modernizaram, por isso tem todos os méritos. Quando é pensado aqui, projetado aqui, e americanos produzem sob licença; ah! ai não vale, porque o motor é não sei de onde, a aviônica é sei lá o que, e o que é pensado/projetado em nosso país, não presta!

        • Quem disse que não presta? Onde vc leu isto? Você tem que aprender a ler.
          Agora, me fale, o motor e a avionica são nacionais? Alguma mentira no que foi escrito? Não existe desmérito algum em importar componentes, inclusive o ST montado nos EUA também importa.
          Quanto ao projeto, tá lá, a EMB e a União recebem royalties e royalties não é esmola.
          Cada um viu…

      • O assento ejetavel do ST e do F-5M são de fábricação brasileira. O projeto do ST é brasileiro. Não há no mundo equipamento 100% com componentes nacional.

      • A forma resumida da forma resumida: O ST são sim FABRICADOS nas instalações da Embraer aqui no Brasil, fuselagem e asas, depois são encaixotadas e enviadas para a Sierra Nevada nos EUA onde são montadas e recheadas com aviônicos e assento ejetável. As peças são fabricadas em SJC e enviadas para Gavião Peixoto onde ele é montado quando a venda é feita pelo Brasil. O projeto é brasileiro e os royalties são da FAB sobre qualquer ST montado e vendido em qualquer parte do mundo. Trabalhei na Embraer de 1999 a 2009 e passava todo santo dia na frente das prensas e maquinas de usinagem onde são FABRICADOS TODAS as peças das
        fuselagens e asas dos aviões da Embraer, não me lembro agora se no prédio F-107 ou 109. A menos que o conceito de montagem e fabricação tenham mudado radicalmente nestes quase 10 anos desde que eu sai da empresa, e nesse caso eu aqui me desculpo, o processo continua o mesmo.

    • Por que os Estados Unidos estão com uma política protecionista onde se busca que industrias voltem ao solo americano. Como a maioría dos aviônicos são sensíveis a um embargo americano, a Embraer sabiamente transfere a produção pra sua filial americana.
      Não sendo assim, os Estados Unidos dificilmente aprovem uma venda do ST made in Brazil.

      • Os avionicos são brasileiros, da AEL, o componente americano do A29 é o motor, que já sofreu embargo quando oferecido para a Venezuela. O a29 já foi vendido para o mundo todo.

        • O motor é canadense da Pratt & Whitney Canada feito em Longueuil, Quebec.
          Esta unidade produz os seguintes motores da P&W:
          Pratt & Whitney Canada JT15D
          Pratt & Whitney Canada PT6A/B/C
          Pratt & Whitney Canada PT6T
          Pratt & Whitney Canada PW100
          Pratt & Whitney Canada PW200
          Pratt & Whitney Canada PW300
          Pratt & Whitney Canada PW500
          Pratt & Whitney Canada PW600
          Pratt & Whitney Canada PW800.

      • Lembrar que a SN não é uma filial da Embraer…
        Pessoal, não esquecer que o item mais importante na aeronave é o projeto, o qual foi desenvolvido integralmente no Brasil.
        No caso específico a venda foi efetuada utilizando o FMS americano que obriga ser a montagem obrigatoriamente seja nos EUA. Os royalties deverão, entendo, ser pagos sim. Há alguns casos em que podem ser dispensados, a critério e sob interesse da FAB.

  1. Caramba sempre que é anunciado uma venda do super tucano pela sierra (EUA) vem alguém perguntar por que não vai ser fabricado aqui e blá blá blá…o pessoal tem que se informar melhor…já está ficando chato!!!

  2. A Sierra Nevada aperta apenas os parafusos? Que história é essa? E aqueles vídeos afirmando que o avião foi “nacionalizado” com fornecedores americanos.

    • Para o governo americano financiar a venda via FMS, o produto deve ser “made in USA”. Mas, pelo o que sei (e se eu estiver errado, que me corrijam), sim, o ST só é montado na Sierra Nevada. Isso nada mais é que um movimento da Embraer para utilizar o FMS e conseguir mais vendas tendo apenas que realizar a montagem final nos EUA.

      De qualquer forma, no entanto, boa parte da aeronave tem componentes americanos, sendo ela feita no Brasil ou nos EUA.

      • Diga-se de passagem, essa já demonstrou ter sido uma excelente estratégia, comprovada pelos contratos recentes que o ST está abocanhando.

    • 29/11 – quinta-feira, bnoite, Marcos, a Sierra Nevada não só aperta parafusos. Além de apertar parafusos ela leva uma boa parte do lucro ( o famoso intermediário), é o que leva mais sem nada fazer.

    • O valor informado à época pela Copac, era de 1% do valor ou montante da exportação.
      O Tesouro Nacional é o orgão recebedor.
      A EMB somente começou a pagar royalties do EMB-314 após ou apartir da 83° und.

      Sds.

  3. Gente, a Embraer agora é MULTINACIONAL, tem fábricas espalhadas pelo mundo, já faz muito tempo que o pessoal ia pras ruas condenando as multinacionais, a remessa de lucros, a exploração da mão-de-obra, mas agora NÓS é que temos as multis, não importa onde os aviões são feitos, mas sim o dinheiro que entra para a Embraer, ou vcs acham que é de graça?????? A Ptrobrás, por exemplo, atua em mais de 20 países e ninguém desses países está querendo expulsar a empresa brasileira, (exceto a Bolívia que tomou uma refinaria no braço), só aqui tem gente contra os leilões de pré-sal, mas quando a PTtrobrás explora nos países dos outros tudo bem, né?

  4. Logo logo essa desculpa toda que usam para justificar a fabricação do ST nos EUA , porque a Embraer fabrica, o projeto é da Embraer então ela é o fabricante mas, como eu estava dizendo logo logo o KC também será fabricado lá nos EUA.

    • Ola,
      O “projeto” é da FAB, proprietária legal e intelectual do projeto chamado de “ALX” ou aeronave leve de combate, pois foi projetado a pedido desta e financiado pela mesma.
      A EMB apenas foi a contratante escolhida para produzir a aeronave.

      Sds.

  5. Por que os Estados Unidos estão com uma política protecionista onde se busca que industrias voltem ao solo americano. Como a maioría dos aviônicos são sensíveis a um embargo americano, a Embraer sabiamente transfere a produção pra sua filial americana.
    Não sendo assim, os Estados Unidos dificilmente aprovem uma venda do ST made in Brazil.

    • O valor total, se confirmada a matéria, até diminuiu pois era previsto em mais de Us$ 500 milhões.

      Cito:

      Media/Public Contact:
      pm-cpa@state.gov
      Transmittal No:
      16-55
      WASHINGTON, Aug. 3, 2017 – The State Department has made a determination approving a possible Foreign Military Sale to the Government of Nigeria of twelve (12) A-29 Super Tucano aircraft and weapons, including all associated training, spare parts, aviation and ground support equipment, and hangar, facilities, and infrastructure required to support the program. The estimated total case value is $593 million. The Defense Security Cooperation Agency delivered the required certification notifying Congress of this possible sale on August 2, 2017.

      Fonte: DCSA

      Mas leia ou veja TUDO o que está incluso além de simplesmente ad aeronaves.

      Sds.

    • Alejandro, o valor do contrato não é apenas para as aeronaves, mas todo um pacote serviços como peças sobressalentes, treinamento, tempo de garantia, opcionais como blindagem e equipamento FLIR, etc etc.

      Então o valor unitário de cada aeronave não é de 28 milhões de dólares por aeronave, mas um valor bem abaixo disso. O valor total do contrato sempre depende do que o cliente quer incluso. Isso é válido para qualquer compra de qualquer aeronave militar, de qualquer fornecedor, ao redor do mundo

    • Interessante Dexter.
      Interessante também que a aeronave teve que fazer escala na Ilha do Sal (Cabo Verde), ou seja os russos não tem a capacidade ultra longo alcance para transporte presidencial.
      Porém, poucos tem tal capacidade, mesmo um Gulfstream G650 não faria Moscou – Buenos Aires direto, (7.271 nm). Muito embora o G650 tenha alcance de 7.500 nm.
      Mesmo assim, é de se admirar que tal potência mundial não tenha melhor aeronave para esse voo.

  6. Nossa. Quanto mimimimimi.
    Pergunta a Embraer do que ela acha disso!
    Pergunta o que ela prefere. fazer 12 aviões pra Nigéria, ou fornecer ST via Sierra Nevada para a USAF?
    São Negócios e tenha certeza. A Embraer gosta muito…

    • E é essa a torcida para o KC390 também. Forças armadas americanas, européias e asiáticas, e vai ser preciso ser montado nos EUA também pra isso.

  7. Pessoal… o ST tem 100% de sua estrutura produzida no Brasil pela Embraer. Além da Aviônica (Elbit), trens de pouso, blindagens, e outras partes.
    Existem duas linhas de montagem final… Uma em GPX para as aeronaves vendidas diretamente pela Embraer e outra em Jacksonville, em parceria com a Sierra Nevada para as aeronaves vendidas pelo Governo Americano via FMS, dentro do programa LAS (lembram da concorrência que deu o que falar… então).

    No mais, realmente essa ladainha a cada novo contrato já está ficando chato. O pessoal adora navegar na internet… então deveria pesquisar um pouco.

  8. Nao entendo tanta crítica na parceria sierra nevada se nao a fosse nao estaria vendendo nem metade. Nao por falta de competência embraer mas pelo peso geopolítico eua.

  9. Engraçado, achei que os A-29 eram nacionais e de propriedade intelectual da FAB!
    Sendo assim, quem deveria ceder autorização para venda e ou aquisição dos aviões teria que ser o governo nacional.
    E ainda tem gente que defende a venda da Embraer a Boeing.
    Sem vender já é assim, imagina após concretização da venda.
    Só no Brasil mesmo, apossarem de algo desenvolvido, fabricado com dinheiro nacional (meu e seu dinheiro).
    E ganharem lucros com isso.
    Absurdo!

  10. Sr. Alejandro Perez. Boa noite. O que o Sr. acha do L39 NG? Creio ser uma excelente aeronave. Pessoalmente gosto muito, inda mais se possuir um dia parcerias junto à Israel(radar, armamento…) . Grande abraço. Tivemos possibilidade de fazer uma parceria com à Aero Vodochody mas não vingou(infelizmente) Só não sei o valor da unidade. Reitero saudações.

  11. Quando é venda da Sierra Nevada, as aeronaves saem dos EUA pintadas de cinza.
    Quando é venda da Embraer, as aeronaves saem do Brasil nas mais variadas opções de camuflagem.
    É isso?

  12. “Alejandro Perez 29 de novembro de 2018 at 18:14
    28 milhões de dólares por aeronave?
    Adeus ST pra FAU.”

    Não leu a matéria ?

    “Além das 12 aeronaves, este contrato prevê dispositivos de treinamento de solo, sistemas de missão, sistemas de debrief de missão, peças sobressalentes, equipamentos de apoio no solo, equipamentos de missões alternativas, apoio contíguo à contratação temporária dos EUA, apoio logístico no exterior do empreiteiro continental dos EUA (OCONUS) e cinco representantes de serviço de campo para suporte a OCONUS por três anos.”

    6 anvs irão com Flir.

  13. A meu ver, estas vendas sucessivas do Supertucano via FMS pelos EUA para nações amigas, reforça a liderança dele na concorrência com o Texan II para fornecer para aviões para a concorrência LAS da própria USAF.

  14. O Super Tucano é, e sempre será, um dos maiores sucessos, cartão postal do Brasil. Eu já o vi operando em close air support, em Helmland Province, voando a poucos metros do solo. Cheio de orgulho, eu disse; Hey, That’s a Brazilian plane that just gave us air support!!! Muitos disseram… No way, really??? Cool!!!

    Esse bichão bonito está fazendo tremendous sucessos, e tenho como meta sentar na cabine dele, talvez em um proximo deployment no futuro.

  15. Este contrato não cita armamento, o que era comentado em matérias anteriores e inflacionava o preço. Lembro que se discutia sobre o uso de foguetes, bombas etc.
    Fica a impressão que os EUA estavam preocupados com o uso de armas contra alvos não-militares, o que com o histórico genocida da África – Sudão, Biafra, Ruanda, Etiópia, etc. – não seria nada improvável.
    Venderam-se os aviões. O que os nigerianos vão colocar neles e contra quem usar, problema deles.

    • Repetição ad nauseam da mesma mentira! A fuselagem desses ST será fabricada no Brasil para montagem e integração nos EUA. Cadê a perda?

          • Os EUA estão faturando, e a EMBRAER também visto que produz as fuselagens, faz a montagem final dos aparelhos em Jacksonville cabendo à Sierra Nevada apenas a integração dos sistemas.

            E continua a pergunta sem resposta: Cadê a perda para a empresa brasileira?

          • Não tenho a planilha de custos à mão, mas é de se imaginar que os americanos estão realizando um trabalhando e tirando um lucro nisso.
            A pergunta é: Será que esse mesmo trabalho não poderia ser feito aqui? Desta forma não seria repassada nenhuma fração aos americanos.
            Ou seja, no mínimo, o lucro americano poderia ser extraído do custo de produção do aparelho.
            Lógico que isso considerando valores equivalentes para montagem aqui e lá.

          • Em resumo. por óbvio, essa operação americana só vale à pena se for menos dispendiosa que a operação brasileira.
            Isto em termos meramente financeiros, não se considerando quaisquer situações relacionadas a mercado e etc.

          • O trabalho executado por americanos se dá com os trabalhadores da fábrica situada em Jacksonville e na Sierra Nevada quando da integração de sistemas lembrando que a subsidiária da EMBRAER localizada nos EUA, para efeitos legais, é uma empresa norte-americana assim como a subsidiária brasileira da Ford é considerada uma empresa local. Dessa forma a empresa se beneficia do “Buy American Act”.

            A pergunta continua sem resposta Xings: Cadê a perda para a EMBRAER?

    • Caro BMIKE
      Vamos falar de indústria automobilística.
      Devemos ter pena da Honda, porque ela possui fábricas em todos os continentes. Idem Ford, idem Renault, idem Wolksvagen e por aí vai.
      Eles devem estar deixando de ganhar bilhões e bilhões de reais (vamos prestigiar e usar nossa moeda como parâmetro). Não sei porque cometem tamanha idiotice. Se seus veículos fossem fabricados nos países de origem, certamente haveria lucro. Mas como grande parte deles são fabricados fora, o prejuízo é certo e fenomenal.
      Parece que a Embraer não aprendeu com o erro deles e foi pelo mesmo caminho. O mesmo podemos dizer da Airbus. Só para citar mais algumas empresas suicidas, as de alta tecnologia, que foram em massa pra China. Até mesmo a Reebok, que foi pra Coréia. Ou a Philips, que está no México e China, entre outros países.
      Como pode ver, deu a louca nos empresários. Falta alguém para chamá-los à realidade e mostrar que estão entregando seus produtos de mão beijada pra outros países. E deixando de lucrar.
      Abraço

      PS: o KC390 não poderá ser made in USA porque Portugal já se adiantou e classificou-o como produto local. Afinal, a Embraer possui fábrica em Portugal, assim como nos EUA e na China.

      • Cada cadeia de produção tem suas particularidades. Não só os fatores propriamente envolvidos na produção, bem como tributação, restrições alfandegárias e etc.
        Um produto, por exemplo, automóveis, pode ser mais barato de ser produzido na China e exportado para cá, já montado. Entretanto, ao chegar aqui pode ser taxado.
        Outra possibilidade ainda, pode ser mais barato construir as peças em larga escala na China e montar aqui, tipo CKD, pois o custo de mão de obra aqui seria menor para a montagem e ainda fugiria da tributação.
        Cada caso é um caso, por isso que, como disse acima, é preciso ter a planilha de custos à mão. Caso contrário é orelhada.

        • Prezado Antonio
          Se não desse lucro, não existiria multinacional no mundo. Seria cada um na sua casa e pronto. Eu só quis mostrar ao BMIKE, de forma humorada (espero que ele não se ofenda), que todo mundo faz o que ele critica na Embraer. O lucro da Embraer USA é 100% da Empresa e seus acionistas, descontados os impostos.
          Pode ter prejuízo? Pode, mas daí é incompetência da direção e não porque o produto é fabricado aqui ou lá e vendido por aqui ou por lá.
          E a propósito. Para haver financiamento via FMS (leia a matéria), o produto precisa ser made in USA.
          E veja o que é mais interessante: embora o contrato seja com a Sierra Nevada, o avião será montado em Jacksonville, estado da Flórida, na fábrica da Embraer.
          Abraço

  16. Alguém poderia me informar quantos Super Tucanos são operados pelo Brasil, e quais equipamentos eles possuem.
    Um helicóptero de ataque não é capaz de realizar as mesmas missões de um turbo hélice?

    Grato

    • Antunes,

      Os helicópteros podem operar de qualquer clareira, coisa que uma aeronave convencional não poderia… Isso é uma vantagem no que diz respeito a acompanhar o avanço de tropas em solo, podendo ser reabastecidos de qualquer ponto atrás da linha de frente.

      Os ST brasileiros são os primeiros a serem produzidos. Foram adquiridos 99, dos quais restam 97 ( dois perdidos em acidentes ). São bastante completos, possuindo basicamente todos os itens de uma aeronave de caça moderna, como OBOGS, HOTAS, RWR, etc. O interessante é que inclui a provisão para HMD, visão noturna, FLIR, INS/GPS.

      • Mais de 2 foram perdidos em acidente. Acho que uns 7. Uma queda em Ceará Mirim, com um Aspirante; dois em Campo Grande (um com o falecimento de um Capitão Tenente da MB, após a decolagem); um em Porto Velho; dois em Boa Vista; um no EDA.

        • Caro Rinaldo Nery,

          Obrigado pelas informações.

          A wiki lista seis perdas:

          – 04/04/2007, Roraima ( piloto falecido ? )
          – 26/12/2011, Rondônia ( piloto ejetou )
          – 12/05/2011, Natal ( piloto falecido )
          – 07/06/2012, Campo Grande ( piloto falecido )
          – 12/08/2013, Pirassununga ( pilotos falecidos )
          – 12/03/2014, Campo Grande ( piloto ejetou )

          • Tem mais uma perda aí. Na perda citada em Roraima, foram 2, e não 1. Não muito tempo depois do recebimento do A-29 no 1°/3° GAV de Boa Vista, uma esquadrilha (4 aeronaves) retornava de uma missão de treinamento quando, já próxima ao aeródromo foi surpeendida por uma mudança meteorológica brusca com muita chuva e ventos muito fortes. Duas aeronaves conseguiram pousar, mas as outras duas se acidentaram. Portanto, a FAB possui 91 A-29. Desses, 12 equipam o EDA e as outras 79 estão disponíveis para os esquadrões Escorpião, Grifo, Flecha e Joker.

  17. Um pouco fora do topico: participei ontem (29-11-2018), na FIESP, de um evento relacionado à chamada Indústria 4.0. Muito interessante por sinal.
    Um dos painéis neste evento tratou a respeito da indústria aeronáutica, no âmbito do qual foi realizada uma apresentação pelo eng. João ZERBINI da Embraer, denominada “Manufacturing Technologies & Digital Engineering”.
    Para aqueles que considerem que um “mero projeto” não tenha nenhum valor agregado ao fornecimento físico de uma aeronave, basta citar um fato muito relevante: o programa E2 é praticamente paper less, ou seja, durante os primeiros seis anos de desenvolvimento desta linha de aeronaves não foi necessário imprimir nenhum documento em papel e não houve nenhuma realização física (fabricação) de qualquer componente!!!!. Há, por exemplo, entre uma enorme quantidade de atividades desenvolvidas, uma série de simulações digitais que visam avaliar se há desde alguma interferencia física entre componentes que resultem em problemas de montagem (diga-se de passagem que é coisa até muito antiga no ambiente de projeto assistido por computadores) até avaliar se um robo de pintura pode danificar a superfície de uma fuselagem na linha final de suprimento…
    Mas aí cito um dado espantoso (em particular para conhecimento do meu caro Nonato): há um simulador denominado ” FAIL FAST”, o qual destina-se a justamente a este tipo de estudos! Sabem quantas horas de engenharia foram dedicadas nestas simulações só no programa do E2? SETENTA e OITO MILHÔES de horas trabalhadas, tipo CORE (núcleo das simulações)…. e isso não custa nada? Não vale nada? Precisa disto? Perguntem na Mitsubishi porque eles ja acumulam mais de vinte anos no programa de seu avião concorrente …perguntem por que até uma Boeing precisa deste tipo de parceria…

    • Amigo, tem muita gente que não consegue ver o devido valor do conhecimento, que cada vez mais o domínio e criação do software é muito mais importante e financeiramente mais vantajoso que o do hardware. É aí que eu me desespero quando vejo o nível da nossa educação, como podemos crescer plenamente se não aprendemos c/ países como a Coreia do Sul, por exemplo, que cresceram vertiginosamente após investir muito na educação e hoje nos coloca no chinelo em muitos campos ( inovação, produtividade, competitividade – que implica inclusive em não ter os gargalos impostos pelos nossos desgovernos, e etc. )?
      Abs.

  18. Tanto mimimi. O projeto é nacional, o resto…… O armamento, motor, etc. Não são. Boa parte das peças estruturais são fabricadas no Brasil. Mas o Brasil não produz alumínio, aço e titânio aeronáutico. Todas essas ligas aeronáuticas são importadas. Os aviônicos podem até ser feitos no Brasil, mas não existe fábrica de semi condutores no Brasil. O mesmo vale para os materiais que usam fibra de carbono. Não tem fábrica de fibra de carbono no Brasil. Se for necessário um super computador para os cálculos estruturais e simulações é a mesma coisa
    Enfim, fibra de carbono, Kevlar, semi condutores, super computadores, ligas metálicas estruturais, nada disso é fabricado no Brasil e somos dependentes de fornecedores internacionais e em alguns casos de autorizações de outros governos para as importações.
    Resumindo: sem a aprovação do governo americano e talvez de outros, não se fabrica nem aqui e nem lá. Simples assim.

  19. Uma pergunta, o tucano é nosso ou os americanos compraram. A patente ?

    Por que está sendo vendido pelo departamento de defesa americano e não pela Embraer .?

    • A Intell numa época ficou na dúvida se faria uma fábrica aqui ou em Costa Rica.
      Seus representantes foram recebidos com tapete vermelho em Costa Rica e ignorados aqui.
      Adivinhe onde a Intel se estabeleceu ?

  20. A Força Aérea da Nigéria já viu dias melhores, nos anos setenta adquiriu 25 caças MiG-21MF. Nos anos oitenta adquiriu 18 aeronaves de ataque SEPECAT Jaguar novas. Aeronave de alto custo de aquisição e manutenção, ficou somente cerca de dez anos em serviço, as aeronaves que sobraram, mais da metade, terminaram seus dias expostas a céu aberto castigadas pelo sol africano.

      • Marcelo.
        Para o bem do bom debate, afasto aqui qualquer má disposição minha que possa existir por conta de algum desentendimento ocorrido em debates anteriores.
        A história do Jaguar na Nigéria é interessante e ao mesmo tempo desastrosa. A operação da aeronave foi tremendamente prejudicada pela política e por cláusulas contratuais. O que era para ser um excelente avião de ataque estratégico se transformou em um medíocre avião de defesa. Foi negada à Nigéria qualquer possibilidade de compra de armas inteligentes para a aeronave, somente bombas de queda livre com a imposição de que a aeronave somente fosse usada na defesa aérea. A Nigéria também não pode negociar as aeronaves, com o término da produção do Jaguar, a manutenção da aeronave ficou ainda pior. Em pouco tempo os aviões foram postos fora de operação, alguns deles somente com pouco mais de 100 horas de voo!
        Porém, creio que isso não foi a causa da opção pelo Super Tucano, digo, não o Jaguar, mas a problemática que é depender da assistência externa para equipamentos de alto valor. Mesmo assim, por conta do potencial que o Jaguar representava, creio que essa foi a melhor época na história da Força Aérea da Nigéria, ou pelo menos, seu apogeu.

  21. Para quem critica a venda sendo feita pelos EUA ficam três reflexões:
    1º – O Brasil teria peso político/econômico/diplomático para vender esses aviões aos países que compraram dos EUA? Duvido muito. Aí venderíamos bem menos.
    2º – Teríamos como competir com as condições de venda do FMS? Duvido muito, aí venderíamos bem menos.
    3º – Se num ímpeto nacionalista/estatista cancelássemos o acordo coma Sierra Nevada e exigíssemos a fabricação toda aqui para inflar os nossos egos alguém sabe o que aconteceria? Simplesmente os EUA venderiam/empurrariam alguma versão do Texan II aos países que estão comprando ST, teriam todo o lucro para si e a Embraer ficaria comendo moscas.

  22. O iPhone de alguns é feito na China, o Nike de outros no Vietnã, a Amarok é feita no México. O Playstation, além de México, China e Japão tbm é feito no Brasil.
    Qual o problema do Super Tucano ser montado nos EUA?

  23. Tá meio caro não?! Bem acima do Tucano “brasileiro”. Por esse valor aí mesmos com os penduricalhos, deveria vim com outro avião reserva! Ou não?

  24. Alguém pode explicar quanto desses 344 milhões viria para o Brasil?

    A embraer vai produzir as peças? Quais ?

    A sierra navada só vai montar/integrar?

    Desde já agradeço.

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