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Voa o 39-9, segundo caça Saab Gripen E de testes

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Saab Gripen E 39-9
Saab Gripen E 39-9 decolando para o primeiro voo (clicar na imagem para ampliar)

No dia 26 de novembro, a Saab completou o primeiro voo de sucesso da segunda aeronave de teste Gripen E.

A segunda aeronave de teste Gripen E, designada 39-9, decolou em seu primeiro voo às 9h50 do dia 26 de novembro de 2018. O voo de teste foi operado no aeroporto de Saab em Linköping, na Suécia, com o piloto de testes Robin Nordlander da Saab nos controles.

“Algumas pessoas acham que ser um piloto de testes é o trabalho mais excitante do mundo e deveria ser. Voar o Gripen E significa trabalhar sem muito esforço, mesmo em um voo inaugural como este. O voo foi muito suave e o 39-9 é um verdadeiro prazer de pilotar. Estou ansioso para voltar a colocá-lo no ar e em breve colocar os novos sistemas em teste”, diz Robin Nordlander, Piloto Experimental de Testes da Saab.

Durante o voo de 33 minutos de duração, o piloto realizou várias ações para validar as características de voo e vários critérios de teste, como o software, o sistema de suporte de vida e o sistema de rádio.

“É muito gratificante ver a segunda aeronave Gripen E entrar no programa de testes de voo como planejado. Esta nova aeronave nos permite expandir as atividades experimentais à medida que testamos mais funcionalidades com sistemas a bordo, enquanto, com duas aeronaves voando agora, estamos aumentando o ritmo geral de testes. O programa continua a gerar bons progressos e gerar interesse, pois nossos clientes e outros estão ansiosos para ver e aprender mais sobre as capacidades que o Gripen E dará aos seus pilotos”, diz Jonas Hjelm, diretor da área de negócios da Saab Aeronáutica.

A próxima fase do programa de testes do Gripen 39-9 é o teste dos sistemas e sensores táticos.

DIVULGAÇÃO: Saab

49 COMMENTS

      • Na verdade não haverá “protótipo” brasileiro. O primeiro avião de série para a FAB, que será entregue no final do próximo ano, é que permanecerá na Suécia para os testes e homologações de sistemas exclusivos da versão brasileira até 2021, quando se unirá aos 5 aviões produzidos em 2020 e aos 6 produzidos em 2021, quando também será obtida a IOC (Initial Operational Capabilty = Capacidade Operacional Inicial), no 1º GDA, em Anápolis (GO). Em 2022 serão entregues mais 9 (incluindo os primeiros bipostos F-39F), outro 8 em 2023 e os últimos 7 do primeiro lote de 36 em 2024, quando também será obtida a FOC (Full Operational Capability = Capacidade Operacional Total). Esse é o cronograma.

  1. Caro Galante: nao me lembro se ja foram realizados testes de reabastecimento em voo.
    Outro ponto é a certificaçao em pistas mais rusticas tendo em vista o maior peso e as diferentes configuraçoes dos trens de pouso. Ha como sabermos mais detalhes a respeito? Os dois exemplares em voo sao identicos? Abs.

  2. Parabéns à nossa FAB !! Que cheguem o quanto antes para defender nosso povo e nossas riquezas.

    Gripen NG + Supertucano farão bonito em nossas fronteiras, incluindo a Amazônia azul .

  3. O Gripen é um belo caça, temos que dar atenção e valor para essa aeronave, é ela que vai defender os céus do nosso país e não F-35, Su-57 ou J-20.
    Talvez o F-35 até nos ajude se algo de muito grave vier acontecer no futuro( em relação aos chineses), mas em princípio nosso caça será o Gripen.

  4. Confio nessa aeronave! Ela demonstra (visualmente) um equilibrio bem alinhado! Eu ainda gostaria de ter um caça mais “parrudo”…um que dê medo antes do inimigo pensar em atacar (F-15, F-16 Viper, F-18 SH, SU-35 ou o F-50) ou no minimo uns 72 Gripens prontos para voar! Parabéns à FAB…que ele venha logo!

  5. Alguém tem informação se o Gripen poderá contar com o novo motor que a GE está desenvolvendo para o F-18? Ao que parece, esse modelo seria mais forte e mais economico!

    • Se você está se referindo à Enhanced Performance Engine” ou “EPE”, derivado do motor F414-GE-400 que equipa o F/A-18E/F/G, a Saab informou em sua página, tempos atrás que o novo motor poderá vir a ser adotado, caso os usuários do Gripen E/F tenham interesse e, principalmente, se a linha do motor F414 mudar para essa versão, que produz 26 mil libras/força de empuxo, contra as 22 mil lbf da versão atual (e da F414-GE-39E, que equipa o Gripen NG).

    • Se alguém te disser isso, certamente vai ter que te matar em seguida… rsrsrs
      Performance de radar varia muito em função de muitos fatores, inclusive do RCS do alvo.

    • Se não me engano, Bosco falou a respeito disso aqui outro dia. Claro que o alcance do radar depende do RCS do alvo.
      O RCS de um SU 27 é bem maior do que o de um Rafale ou F 35.
      Estava vendo aqui em um outro site de defesa brasileiro que a estimativa era de que o alcance fosse superior a 120 km (mas nada se falou a que RCS se referia).

      • As informações são secretas, mas pelo que foi divulgado em declarações de alto escalão da para ter uma ideia que os radares AESA dos caças leves e médios possuem alcance máximo contra alvos aéreos muito próximo dos 200 km.

        Alguns ficando um pouco abaixo e outros um pouco acima disso.

        • Muito embora não se saiba nada com detalhes, acredito ser possível pelo menos ter uma ideia com base no desempenho de radares anteriores.
          Pelo menos se supõe que um radar mais moderno tenha alcance maior do que seus antecessores.

  6. Fico muito emocionado quando vejo, após dez anos de desenvolvimento, realizar o primeiro vôo a segunda aeronave de testes desse caça tão revolucionário, que muda por completo os conceitos atualmente existentes dos demais caças.
    Uma verdadeira revolução aeronáutica se materializando em apenas dez anos…

    • Não sei Nonato, este Gripen está mais para evolução que revolução.
      Vai melhorar e muito o poder de dissuasão da FAB, mas mudar por completo os conceitos é um certo exagero. É um caça moderno e novo, mas ainda vai ter que se provar na FAB.
      Abraços

    • Uma geração de exagerados, para não dizer sentimentais.
      Para dar somente um exemplo ‘en passant’, o McDonnell Douglas F-18 Hornet fez seu primeiro voo em novembro de 1978, o segundo protótipo iria voar já em março de 1979, um ano após, março de 1980, todos os onze (11) protótipos já estavam voando (incluindo dois biplaces). No mesmo ano (1979), o primeiro lote de produção de nove (9) aeronaves já estava autorizado, seguindo os demais lotes nos anos seguintes.
      Todos os testes no mar já haviam sido feitos feitos dentro de um ano após primeiro voo e a primeira aeronave foi entregue a U.S. Navy para avaliação operacional em maio de 1980.
      História serve para isso, julgar e compreender o presente à luz do ensinamento do passado. Quando não se estuda história e ela é esquecida, é a escuridão do entendimento deturpado que fica, com todo seu deslumbre e exagero.

      • Concordo com o que você disse, mas você sabe o tamanho só da encomenda inicial de F/A-18 Hornet, só para a US Navy e US Marine Corps? Extrapolava, em muito, as encomendas feitas até agora para o Gripen NG, que é de 96 células no total. E os EUA precisavam, e muito, de um substituto para seus A-7 Corsair II e também para seus A-6 Inteuder das versões iniciais. Portanto, eles tinham todo o poder econômico (verbas disponíveis) do Departamento de Defesa dos EUA e uma necessidade operacional. E isso em uma realidade geopolítica da guerra fria. Portanto, são realidades e épocas muito diferentes, entre o que você citou e o desenvolvimento do Gripen NG. E, por tudo que foi divulgado desde o começo, o programa do NG está dentro do cronograma.

  7. A questão do tempo: se tivéssemos condições de investir mais recursos no programa Gripen, logicamente os prazos seriam encurtados! Quanto que já foi pago pelo Brasil? Quase nada! Lembrar que iniciaremos os pagamentos só após as entregas….
    Se o molus c o tivesse priorizado os interesses do Brasil estaríamos com 120 exemplares na ativa e com grande parte do investimento neste programa devidamente amortizado, inclusive com vendas externas.
    Os suecos, não esquecer, estão também envolvidos em outros projetos – por exemplo do treinador desenvolvido em conjunto com os EUA – e acredito que tinham outras prioridades para conduzir em paralelo, razão pela qual o cronograma estabelecido foi este. Lembrando também que tal cronograma está sendo devidamente cumprido!.

    • Rommelqe, o fato do Brasil não estar pagando, não significa que a SAAB não está recebendo conforme o cronograma financeiro. A SAAB está recebendo do banco sueco que financiou a compra para o Brasil (não lembro o nome)

      • Claro Chico! O Brasil não está nem deveria estar pagando pois essa foi uma das condições consideradas na contratação!!! Agora, evidentemente, o programa relativo à própria produção de todo o projeto Gripen NG poderia ter sido acelerado desde o inicio se as condições econômicas – financeiras estipuladas por ambas as partes fossem mais favoráveis; lembrar, por exemplo, que se a Suiça houvesse optado por adquirir as aeronaves – conforme havia previsto antes o parlamento negar autorização para tanto – as entregas ja teriam sido iniciadas!!!
        Mais um comentário: para aqueles que tanto criticam o valor do nosso contrato, sabem quanto que é a parcela de custo referente aos juros que iremos pagar por termos aceito a proposta assim formulada pelo governo Sueco? Façam as contas! Quanto seria o mesmo valor cobrado eventualmente por instituições francesas ou americanas?

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