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Airbus e Dassault preparam proposta de novo caça

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Conceito do FCAS - Airbus
Conceito do FCAS – Airbus

BERLIM – A Airbus e a Dassault Aviation da França apresentarão em breve uma proposta de um trabalho conceitual inicial sobre um caça de próxima geração a autoridades alemãs e francesas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

As duas empresas concordaram em princípio, em abril, em trabalhar juntas em um ambicioso programa franco-alemão para projetar um novo avião de combate, mas estão ansiosas para obter financiamento antecipado para que possam começar a trabalhar em novas tecnologias necessárias para o projeto multibilionário. O objetivo é colocar a nova aeronave em operação em torno do ano 2040.

Alemanha e França assinaram um memorando de entendimento sobre o projeto em abril, mas o progresso tem sido afetado em meio a disputas entre os governos sobre as futuras exportações e entre a indústria sobre como dividir o trabalho em um sistema para integrar o novo jato com drones e outras armas.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse que as duas empresas podem apresentar sua proposta até o final do ano ou no início do próximo ano, abrindo caminho para os primeiros contratos no ano que vem.

Um oficial militar francês disse na conferência International Fighter em Berlim nesta semana que os dois governos esperavam concluir um contrato inicial em janeiro.

Future Combat Air Systems (FCAS)
Future Combat Air Systems (FCAS). Clique na imagem para ampliar

FONTE: Reuters

27 COMMENTS

  1. Deve ser fruto da visita do presidente fake USA, agora só falta combinar com os Russos para ficar só no Su-57 e com os Chineses ficar no J-20

    • Esse Macro está se achando. Sempre atacando Trump. Não pagam nada a OTAN, e posa de manda chuva. Têm uns míseros 10 navios e falam em se preparar para enfrentar os EUA. Precisa tomar uma lição.

      • .Os EUA destinam 600 bilhões por ano para a defesa mas só miníma parte é destinada para o T.O. europeu. Os outros membros da OTAN gastam 270 bilhões de dólares para a a defesa, mas isso não quer dizer nada, as despesas operacionais da aliança atlântica são pagas por um orçamento comum,repartido da seguinte maneira: 22% EUA, 14% Alemanha, 10% França, 9,85 Reino Unido, 8% Itália, 5% Espanha, 4% Turquia … Etc. Portanto todos pagam , ninguém tá devendo nada para os EUA, ou para OTAN. O alvo de tais críticas deveriam ser outras nações , mas que claramente são aliados e peões dos americanos e por isso nunca mencionados. Os gastos que uma nação destina para a defesa é uma questão soberana que a própria sociedade tem de opinar e decidir através de seus representantes.
        os europeus estão cumprindo os respectivos deveres, a meta do 2% anual foi estabelecida de comum acordo para ser cumprida até o 2024, portanto bufão de Trump não pode e nem deve dar uma de ditadorzinho da República de Bananas e impor de maneira unilateral o querer dele. Há também o fato que ele tem interesse direto nessa questão, claro que ele vive de propaganda e maior gasto em defesa significa mais exportação e mais emprego para seus eleitores, o país dele é o principal exportador de armamentos, e a OTAN entre os principais clientes, logo um aumento nos gastos militares é uma incrível oportunidade para a o aparato industrial americano. A aliança atlântica apoiou os EUA , seja do ponto de vista politico e econômico, como também fornecendo bases em solo europeu e homens.política são eles… Vale lembrar que o art. 5 foi invocado pela primeira e única vez próprio pelos americanos do norte no 11 de set. . Bom lembrar também que não era e não é interesse dos europeus patrulhar o mundo , ocupar ali , invadir la …
        Quanto a França , já mantém a meta dos 2%, é uma potência nuclear de todo respeito, e não possui complexo de viralata dos latinos, os EUA têm mesmo é que agradecer aos franceses. Quem dera o Brasil tivesse esses 10 míseros navios e sobretudo o orgulho e a consciência de si dos franceses.

  2. Desculpe, mas 2040? Até lá os americanos vão estar colocando em serviço os caças de 6ª geração, e o Brasil adquirindo F-35 de segunda mão.

    • Mas este futuro “Airbus-Dassault”, se vingar, já seria também um passo rumo à 6ª geração. A “janela de tempo” para iniciar novos projetos de 5ª geração, penso que já se foi.

  3. Franceses, sei lá?!?! Investimento gigante para meia duzia de aeronaves. Não gera escala e tudo acaba ficando mais caro ainda.

    É melhor comprar uns 120 F-35 e criar um escudo mais do que descente para os próximos 20 anos. Muito mais barato, prático e rápido.

  4. “O objetivo é colocar a nova aeronave em operação em torno do ano 2040.”
    .
    Sério?
    2014?
    O sucessor dos Rafales e Typhoons estarão em operação dentro de 21 anos?
    .
    Citando o simples e genial Garrincha:
    “Tá legal, seu Feola… mas o senhor já combinou tudo isso com os russos?”
    .
    Nesse meio tempo, duas décadas, haverá vários caças de 5ª geração.
    Em serviço (ou entrando em serviço):
    – Lockheed Martin F-22 Raptor;
    – Lockheed Martin (JSF) F-35 Lightning II;
    – Chengdu J-20.
    Em fase adiantada de desenvolvimento (protótipo voando):
    – Sukhoi Su-57;
    – Shenyang J-31.
    Demonstradores de tecnologia:
    – Lockheed Martin YF-22 – que resultou no F22 Raptor
    – Northrop / McDonnell Douglas YF-23 Black Widow II (incrível);
    – Boeing Bird of Prey;
    – Lockheed Have Blue;
    – Mitsubishi X-2 Shin Shin;
    – Northrop Tacit Blue;
    – MiG 1.44 – que ainda acredito ter influenciado o chinês J-20;
    – Sukhoi Su-47 – esse era radical…;
    – Lockheed Martin X-35 – vencedor do JSF que resultou no F-35
    – Boeing X-32 – perdedor do JSF, mas uma ideia super interessante.
    .
    Sem falar do caça-bombardeiro – já aposentado, com combates reais e retirado da ativa – F-117 Nighthawk da Lockheed Martin.
    .
    Parafraseando a pertinente pergunta do craque de 1958 e 1962:
    Tá legal, dona Airbus e seu Dassault… mas vocês vocês combinaram esse prazo todo com os russos?
    … E com os chineses?
    .
    Pois é.
    Franco alemães estão olhando para o próprio umbigo.
    Duas décadas é um prazo muito longo para ficar fora do jogo.
    Russos e chineses estão voando seus protótipos, jogando o jogo.
    Britânicos, italianos e japoneses, para ficar entre os ‘ocidentais’, resolveram se manter no jogo, investindo um tanto no time dos outros e outro tanto no seu futuro time.
    .
    Afinal, como cantava Cazuza:
    “Eu vejo o futuro repetir o passado
    Eu vejo um museu de grandes novidades
    O tempo não para
    Não para não, não para.”
    .
    Saudações,
    Ivan, o Antigo.

    • Ivan, o primeiro vôo do X-35 que veio se tornar o F-35 foi em 2000, lá se vai quase 20 anos e o F-35 ainda não está com todos os problemas resolvidos.
      Franceses e Alemães tem as melhores aeronaves de 4° geração, tirando o F-22 e F-35(que ainda não está 100%) Russos e Chineses tem “apenas” aeronaves de projeto velho modernizadas, acho que até o J-20 ou o Su-57 ficarem 100% operacionais ainda vai levar um bom tempo.
      Eles não podem é ficar de mimimi entre eles e acabar levando muito tempo no desenvolvimento da aeronave, aí sim pode complicar as coisas.

      • Maurício,
        .
        Os americanos tinham um ativo importante no final do século passado e início desse século:
        TEMPO.
        .
        A distância entre os EUA e o resto do mundo era abissal.
        (Não é mais!)
        Podiam desenvolver com calma novas tecnologias, acrescentar mais requisitos, rever programas, até mesmo aposentar um “caça” – na verdade avião de ataque – furtivo que estava muito a frente do que os aliados e adversários podiam dispor, o F-117 Nighthawk.
        .
        Chineses e russos, de forma pragmática e calçados em estruturas de projetos mais antigos, estão correndo para dispor dos seus próprios caças de 5ª geração, ou ao menos furtivos o suficiente para fazer um belo estrago na suporte aéreo que o ocidente usa regularmente (AWACS, AEW, REVO, Joint Stars, aeronaves C4ISR – Command, Control, Communications, Computers, Intelligence, Surveillance and Reconnaissance, entre outras).
        Seus J-20 e Su-35 estarão voando no início da próxima década, entre 2021 e 2015.
        .
        2040 será muito distante.
        2040 terá um cenário diverso do que se pensa hoje.
        2040 terá novos campeões de vendas de aviões de combate.
        2040 poderá ser tarde demais.
        .
        Eles, os europeus ocidentais, erraram a mão.
        Agora precisam correr atrás do prejuízo.
        O FCAS – Future Combat Air System é essencial para a Europa.
        Apenas precisa ser encarado como algo que está chegando atrasando, procurando todos os atalhos possíveis para seu desenvolvimento e colocar prazos mais desafiadores… porque o mundo real é muito mais desafiador do que os ‘Feolas’ alemães e franceses estão pensando.
        .
        Forte abraço,
        Ivan, o antigo.

        • Ivan, mas eu acho que se as coisas esquentarem pra valer, no futuro franceses e alemães poderão comprar o F-35, se bem que no caso francês seja um pouco mais complicado devido ao ego de comprar um caça americano.
          Mas acho que você tem razão, os europeus se acomodaram eu acho.

      • Rommelqe,
        .
        Sim e não. 😉
        .
        Sim.
        O projeto da SAAB, o tal F2020, acredito ser muito difícil de decolar.
        Os suecos isoladamente não tem recursos econômicos, financeiros e tecnológicos para um projeto de 5.ª geração, apenas se associando à outros. Além disso, o F2020 peca por ser pequeno demais, quando um dos requisitos de um avião de combate furtivo são baias internas… e o projeto nórdico é baseado no conceito do Gripen.
        .
        Não.
        O projeto inglês está implícito no esforço que o Reino Unido está fazendo em se manter dentro do Joint Strike Fighter (único parceiro de nível 1 do JSF), uma iniciativa majoritariamente americana – time dos outros -, enquanto procura o próprio caminho para uma futura aeronave que se encaixe melhor nas suas necessidades para substituir o caça de superioridade aérea Typhoon.
        Experiencia britânica no assunto?
        – BAe participa ativamente do JSF; e
        – Estudo da BAE Systems chamado Replica que foi abandonado (mas info retidas).
        https://en.wikipedia.org/wiki/BAE_Systems_Replica
        .
        Assim sendo, um BAE Systems Tempest é possível, se encontrarem parceiros para dividir os custos (quem sabe os suecos), principalmente considerando que eles dispõe dos F-35 Lightning II para HOJE.
        .
        Alemães e franceses não tem nada furtivo para HOJE…
        …e nem para próxima década.
        .
        Abraço,
        Ivan, o Terrível. 🙂

  5. Malta, não me levem a mal, mas parece me que alguns de vós não percebem nada sobre a Europa e as suas políticas. Não subestimem tanto, a Europa não está tão fraca como parece. Quanto ao caça só tenho a dizer, também, não subestimem tanto, a abordagem com este projecto não é a convencional dos caças de 5 geração, trata se de outros conceitos. Não vou explicar por falta de tempo mas, pesquisem que mudam de ideias.

  6. Mais uma coisa, relativa a NATO, os membros não pagam para a organização, quando se diz “Europe doesn’t pay” nao estão a dizer que os europeus não pagam a conta até porque não existe conta nenhuma, referem se sim a percentagem do PIB gasto em defesa, que no caso americano é abismal, é não é para menos, uns chamam lhes agressores, outros dizem que fazem policiamento mas isso já é com cada um para decidir. O que trump realmente quer dizer é:comprem mais armas, se possível a nós se não é igual, porque se vocês se armam, os russos também, e se os russos se armarem mais, melhor para o nosso negócio. Engana se que julga de forma errática e prematura as políticas europeias, o que não funciona na Europa assim o é por influência externa e não por más políticas.

  7. Uns 20 anos? Quando ficar pronto não duvido nada aparecer uma cópia parecida na Turquia, Iran, Egito etc. Quem é openborders tem que lidar com as open-possibilidades.

  8. Eu não subestimaria os europeus e seus projetos conjuntos. Em sã consciência, não se colocaria Jaguares, Tornados e Typhoons como aeronaves ruins, dentro de seus conceitos e épocas.
    Havendo recursos e vontade, acredito que o FCAS será um sucesso.

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