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Filipinos dizem que Embraer prometeu o Super Tucano para dezembro de 2019

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A-29 Super Tucano
A-29 Super Tucano

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Aéreo

O BusinessMirror, de Manila, segundo maior jornal de Economia das Filipinas (tiragem diária de aproximadamente 100.000 exemplares), publicou, nesta quarta-feira (14.11), que a Força Aérea local aguarda para dezembro do ano que vem o início do recebimento dos seis turboélices A-29B Super Tucano, encomendados à Embraer no fim de novembro de 2017.

De acordo com a reportagem, as aeronaves estão sendo configuradas para cumprir missões de apoio aéreo aproximado, ataque leve ao solo, contra-insurgência, vigilância e (de forma secundária) interceptação aérea.

O território filipino é frequentemente agitado por atividades terroristas de grupos separatistas do Fundamentalismo Islâmico – entre eles o Grupo Abu Sayyaf (Portadores da Espada), que age no extremo sul do país.

As aeronaves brasileiras vão pousar na Base Aérea Danilo Atienza, sede do 16º Esquadrão de Ataque Águias, que pertence à 15ª Ala de Combate.

A base foi erguida na Ilha de Luzón, junto à localidade de Cavite City. Nela, atualmente, operam oito antiquados bimotores de origem americana Rockwell OV-10 Broncos, das versões A, C e M – aviões mantidos em voo com uma série de restrições.

A chegada dos Tucanos permitirá que os Broncos mais desgastados (entre quatro e cinco) sejam, paulatinamente, retirados da ativa. Mas a ideia é que alguns deles ainda permaneçam em operação, já que o lote de Tucanos (considerados pelos militares filipinos como aviões caros, de preço unitário no patamar dos 16 milhões de dólares) não é grande.

Iris-T
Iris-T

Iris T – Mas segundo o BusinessMirror, a recepção aos monomotores brasileiros é apenas uma das duas providências hoje consideradas prioritárias na Aviação de Combate filipina.

A outra é o recebimento de mísseis ar-ar fabricados pela joint venture Diehl Raytheon – possivelmente do modelo Iris T (substituto, no Ocidente, do conhecido AIM-9 Sidewinder) –, destinados aos caças leves FA-50PH comprados à indústria aeronáutica sul-coreana.

Para a imprensa filipina, a Embraer definiu o A-29B como “um avião turboélice durável, versátil e potente, capaz de realizar uma ampla gama de missões, mesmo operando a partir de pistas não preparadas”.

Caças FA-50 das Filipinas. O FA-50 é uma variante do combate do jato de treinamento T-50

41 COMMENTS

  1. Noticia bacana. O IRIS-T foi projetado para ter a mesma interface dos AIM-9 e caracteristicas de peso e centragem aproximadas de forma a que qualquer aeronave apta a lancar um AIM-9 possa lancar um IRIS-T, sem necessidade de integracao (que pode ser cara e demorada), assim aumentando absurdamente o seu mercado. Parece que essa estrategia comeca a dar frutos.
    Quanto ao A-29, eh simplesmente o benchmark hoje para aeronave anti guerrilha, como o Bronco ja foi algumas decadas atras. Eh bacana ver o Super Tucano substituindo o veneravel Bronco e assim foi na Forca Aerea Colombiana tambem.

    • Segundo os balanços da EMBRAER, no ano de 2018 a empresa teve uma receita líquida de 18 bilhões e 700 milhões de reais, tendo um lucro líquido de 847 milhões de reais, ou seja, a margem da empresa é de 5% (final da companhia). Já o Ebitda (lucro antes de pagar juros, tributos e depreciação de ativos tangíveis (máquinas, por exemplo) e da amortização de ativos intangíveis (dívida de longo prazo, por exemplo), foi de 2 bilhões e 100 milhões de reais, ou 12% da receita líquida. Já o EBIT (Lucro antes dos juros e tributos) foi de 1 bilhão e 60 milhões de reais, ou seja, 6% da receita líquida.

      • Isso mostra o porquê do rentismo com as taxas atuais. Investir em capital produtivo dá mais trabalho e risco e uma margem de lucro muito ruim.

        • João, o Brasil é terrível para negócios, um país extremamente complexo, leis para todos os lados, burocracia, perseguição estatal (basta ver a Dilma perseguindo empresários), bloqueios de todas as formas, cheio de esquemas…não existe diferença entre rentista e produtores, pois quem produz também poupa. Uma pessoa pode ter ações de empresas (sócio) e ao mesmo tempo ter debentures de empresas ou dinheiro na poupança ou títulos públicos. Não existe diferença entre as 2 coisas. O dinheiro que fica em poupança e outras aplicações de renda fixa são usados no setor produtivo, caso contrário, ninguém vai remunerar esse dinheiro parado.
          Não ser um país produtivo gera desemprego, perda de potencialidade e crescimento, perda de inovação e desenvolvimento, acarretando em problemas sociais.
          Vejo bons ventos para o nosso país, sou bem otimista!
          Abraço e tudo de bom!

  2. Aproveitando o gancho de A-29 e Iris-T numa mesma matéria, fiquei com essa curiosidade: o Super Tucano poderia utilizar tanto o A-Darter quanto o Iris-T se recebesse modernização para tanto? Seria interessante?

    Para mim, deixaria o A-29 muito mais capaz essa atualização bem como a integração das SDBs também.

    • Míssil no ST já foi estudado pela FAB. O negócio é fazer o uso das .50
      .
      Um armamento que seria extremamente interessante, é o Brimstone.
      .
      SDB pra mim, é coisa pra caça que consiga extrair mais do pacote que essa bomba pode entregar.

    • Um míssil ar-ar barato poderia ser interessante para atacar alvos mais lentos, como helicópteros e drones. Alguns helicópteros de ataque costumam usas mísseis manpads, não sei se seriam possíveis em aeronaves como Super Tucano, outra opção é o próprio MAA-1 que deveria ser barato, apesar da baixa demanda.
      Algum tipo de míssil anti tanque também seria interessante para os nossos ST

      • Acho que MAA-1 não existe mais, morreu junto com a Mectron (alguém me corrija se eu estiver errado). O MAA-1 foi testado, inclusive com lançamento real, no Super Tucano, então não seria complicado integrar outros mísseis ar ar como o AIM-9, A-Darter ou o próprio IRIS-T da matéria. Mas o teatro em que o Super Tucano vem atuando não requer este tipo de arma, FARC, Al Qaida, Estado Islâmico não operam aeronaves, nem de asa fixa, nem helicópteros…

        • Acredito que com um pouco de boa vontade não seria difícil reativar o MAA-1, agora para isso ele precisa ter alguma utilidade, inclusiveorreu com aquele interesse dos paquistaneses na versão B? Falei do MAA-1 por acreditar ser um míssil bem menos complexo e com isso caro, para missões que não sejam necessários meios mais tecnológicos (caros) e as quais o ST não seria a arma mais adequada. O MAR-1 TB morreu?

    • Sua pergunta não é tão bombástica como você imagina ser.

      Primeiro: a FAB recebe royalties por cada venda de A-29. Não importa, para isso, se a Embraer o fabrica no Brasil, na Guatemala ou no Cazaquistão.

      Segundo: até onde meu conhecimento me permite dizer, não há Super Tucanos 100% fabricados na fábrica da Embraer em Jacksonville, na Flórida. Boa parte da estrutura da aeronave é fabricada no Brasil e enviada para que seja montada nos EUA juntamente com outras peças, como o motor (que não é fabricado por brasileiros). Logo, não existe Super Tucano 100% “made in USA” (sem nenhuma participação da unidade da Embraer em Gavião Peixoto) como o senhor imagina. Todos utilizam peças fabricadas no Brasil.

      Terceiro: os EUA provavelmente recebem dividendos por impostos seja pela fábrica da Embraer na Flórida, seja pela eletrônica embarcada que é, em grande parte, de origem americana. O Brasil recebe dividendos por impostos da Embraer devido às suas fábricas em Gavião Peixoto, entre outros.

      Quarto: cuidado com suas colocações, pois apesar da Golden Share, a Embraer não é uma empresa estatal. A Embraer irá perseguir o máximo de lucro que puder. A fábrica da empresa na Flórida permite justamente que o selo “made in USA”, aparentemente desdenhado por você, seja carimbado no produto, e isso abre oportunidades de venda (inclusive financiadas pelo FMS) que jamais existiriam de forma contrária.

      Sem os EUA, goste ou não, o Super Tucano provavelmente não existiria, ou se existisse não seria o sucesso comercial que é.

      • Só complementando.
        O royalties é sobre o valor do avião “básico” e não sobre o valor de venda, pois o mesmo pode aumentar e muito dependendo dos equipamentos ou customizações solicitadas pelo comprador. No mais, o royaltie pode variar também, obviamente a FAB pode abrir mão de todo ou de uma parte do mesmo caso seja interessante ao país.
        Creio sim que uma parte da estrutura deva ser fabricada nos EUA, existe uma porcentagem mínima que tem que ser americano, temos que lembrar que nem todos os subsistemas são americanos, motor é canadense, assento ejetor é inglês, alguns aviônicos Israelense e por ai vai.
        Para que os americanos possam comprar armas, o mesmo tem que ser fabricado em solo americano com os requisitos de porcentagem deles (não tenho a mínima ideia), por isto o made in USA. É importante lembrar que o ST não é fabricado (ou montado) nos EUA pela EMB e sim pela Sierra Nevada.
        Entendo que esta venda para as Filipinas é pela EMB e não pelos americanos.

      • Exato. Eu trabalho num dos vários fornecedores nacionais da Embraer. Com relação as peças estruturais, posso afirmar que boa parte, se não todas, são fabricadas no Brasil.

      • Menos amigo de a resposta sem crítica , não precisa ser tão feroz. Nem todos aqui sabem sobre o tema . Por isso a pergunta. Foi uma pergunta somente. Desse jeito fico até acanhado de fazer perguntas.

        • Edson, liga não, pode fazer perguntas sim, não precisa ficar acanhado, ninguém aqui sabe tudo sobre tudo, a maioria é de entusiastas igual eu e você, todos estamos aqui para aprender, eu mesmo acompanho a trilogia desde 2008 e só esse ano que comecei a comentar, no passado tinha um pessoal muito mais stressado, o problema é a ideologia, essa sempre costuma deixar os ânimos mais exaltados, eu mesmo nem ligo mais para possíveis stressadinhos.

    • Só existe 1 EMBRAER, assim como só existe uma SAAB e 1 FORD. Parem com essa mentalidade de canhoto…vamos mudar nossa mentalidade.

    • Até onde me recordo, essa venda foi feita pela EMBRAER e não pela Sierra Nevada/EMBRAER. Quando o colega questionou se seriam ST made in USA ou Brasil, entendi que ele se referiu se seria uma venda da EMB ou os montados na Sierra. Pessoalmente, sendo a montagem final realizada em solo americano, seja passível o uso de Made in USA.
      Lembro que na minha adolescência comprei uma bicicleta que tinha o selo de Made in USA, mas na mesma etiqueta dizia que partes foram fabricadas, não me recordo qual país, mas era da região dos tigres asiáticos, e montada nos EUA.

  3. Otima oportunidade para a Embraer.
    Entregar as aeronaves desmontadas a bordo de um KC-390 (talvez tres voos?).
    Um agrado que chamaria a atencao.

  4. Desculpem sair do tópico, mas aqui em BSB está circulando notícias de que os EUA teriam oferecido ao Bolsonaro o fornecimento de diversos equipamentos militares que estão estocados pelos americanos.

    Não saberia dizer que equipamentos são esses, mas especulando:

    EB
    M1 Abrams;
    M2 Bredley;
    UH-60 Blackhawk;
    Chinook;
    AH-1 Super Cobra
    Humvee;

    MB
    OHP;
    SH-60B Seahawk;
    AH-1 Super Cobra;
    M1 Abrams (CFN);
    AAW7 Clanf;
    Piranha III
    CH-53E Super Stallion;
    Humvee;

    FAB
    Chinook;
    Humvee;
    P3C Orion;

    Seria legal se a Trilogia lançasse um post com esse tema para os leitores escreverem o que poderia vir. Sei que tem militares de altas patentes que acompanham este site. Quem sabe não tiram uma ideia

  5. Já vi um documento mostrando o quanto é caro e pouco produtivo manter mísseis ar ar para o ST, alem de seu uso não ser tão efetivo quando usado pelos ST, estudo da FAB, acho que foi por aqui, entendo que não é interessante para país nenhum usar um míssel para destruir uma aeronave que poderia ser abatida por tiros de . 50.

  6. Charly Diego
    A diferença entre disparar um Sidewinder ou uma .50 é enorme. Com as velocidades atuais das aeronaves não existe tempo de enquadramento para abater um avião moderno com tiros de metralhadora. O míssil vai atrás perseguindo seu alvo até a destruição. A .50 do ST pode ser usada contra aeronaves lentas, como as do narcotráfico. Nesse caso o efeito é devastador. O calibre que se considera adequado para caças está na faixa do 20mm (Vulcaan-GE), até 30 mm. passando pelos 23 mm. (Russos) e 27 mm. (Mauser do Gripen). Os nossos antigos Mirage possuíam dois canhões de 30 mm. o AMX idem. Abço.

  7. O uso de mísseis ar-ar num super tucano não faz muito sentido. Tanto é que nenhum operador solicitou a integração de mísseis, ou utilizam mísseis desta categoria nos seus aviões. A FAB até testou, mas não utiliza. Não adianta achar que é útil… É preciso ver qual o uso que se faz do avião…. E todos os usuários não utilizam mísseis ar-ar no ST… Então…

    • Acho que não devemos nos basear nos outros utilizadores do ST, todos são países relativamente pobres onde a única utilidade do ST é tacar bomba em guerrilheiros.
      A FAB possuí muito mais ST, é um país continental, com poucas aeronaves de primeira linha, acho que se o ST for útil com um par de mísseis mesmo com limitações essa opção deve ser válida para abater um alvo de oportunidade, o ST não vai se tornar um caça só porque vai portar um par de mísseis.
      Eu até entendo a negativa da FAB em utilizar mísseis nos ST, afinal de contas é muito mais fácil e barato armazenar bombas burras do que armazenar meia dúzia de gato pingado de mísseis ar-ar.
      Certos estamos nós, errados estão os americanos em utilizar o aim-9 nos cobras, franceses utilizando o Mistral, e os alemães utilizando o stinger em seus Tiger também estão errados…

      • creio que o AIM-9 nos Cobras é mais para efeito “propagandístico” na prática não utilizam. Já os mísseis tipo MANPADS adaptados para uso em helicópteros são outro assunto, são mais simples e baratos e a idéia é usar para derrubar outros helicópteros inimigos que sejam encontrados no campo de batalha, alvos de oportunidade. No caso do Super Tucano, só se justificaria para algum uso semelhante, mas aí você sacrificaria dois cabides externos de um total de cinco, só para isso?

        • Marcelo, eu não colocaria a minha mão no fogo sobre os aim-9 para efeito “propagandístico” se está lá é pra usar, acho que os americanos não precisam muito desse efeito propagandístico.
          A FAB possuí um bom número de ST, dois cabides com mísseis a mais ou a menos creio que não faria tanta falta assim, nem todos ST de um esquadrão precisariam portar os mísseis, apenas um ou dois já estaria bom, foi como eu disse antes, seria também para alvos de oportunidade dependendo do TO, não é para sair colocando mísseis em todos os ST da FAB, uma força aérea que não consegue armazenar meia dúzia de mísseis em cada esquadrão de ST nem deveria ser chamada de força na minha opinião.
          Ah já ia esquecendo, os helicópteros que portam mísseis ar-ar poderiam abater outros helicópteros com seus próprios canhões, mas os mísseis estão lá caso os canhões não dêem conta, se a aeronave tem uma certa capacidade mesmo que seja pouca, porque não explorá-la ao máximo? O ST tem a capacidade, basta a FAB explorar ou não.

  8. Me parece que o Cap/Ten fez um estudo bem interessante sobre o uso de mísseis no A-29, que encerra o achismo. É só ler. Quem não concordar que faça outro estudo no mesmo nível, e apresente argumentos sólidos e embasados.
    Eu também pensava o mesmo até ler o artigo. Me convenceu.

  9. Marcelo, acho que é o link que eu coloquei antes no meu comentário.
    Eu respeito o autor do texto, embora o estudo foi feito com um míssil de 3° geração Python 3 da FAB, hoje em dia com os mísseis de 5° geração acho que os resultados seriam melhores.
    O autor do texto deixa claro que contra aeronaves tipo o ST, helicópteros e aviões a jato de médio desempenho tipo o Dragonfly e mb-339 o ST com mísseis teria um desempenho aceitável.
    Na minha opinião o autor deu a entender que a FAB teria muita dificuldade em manter esses mísseis em condições ideais em locais precários(imagino que deva ser um parto manter alguns mísseis no esquadrão Pacau, o pessoal deve só utilizar o canhão Pontiac…)
    A necessidade é a mãe da invenção, nas Malvinas o C-130 virou bombardeiro, e o Nimrod virou “caça” com aquele par de AIM-9( Sim ! Os ingleses colocaram mísseis ar-ar em um avião enorme de patrulha marítima…)
    https://redcdn.net/hpimg11/pics/931349NimrodMR2PMalouines.jpg
    Repito, eu respeito o autor do texto, mas na hora que a coisa esquenta de verdade no campo de batalha tudo é válido para derrotar o inimigo.

  10. Um dos grandes problemas de se levar mísseis ar-ar num ST ė o fato de se ocupar 2 cabides e não sobrar posição para de carregar o fundamental… Armas ar-solo.
    O ideal é o ST levar apenas armas de ataque ao solo, com aeronaves, por exemplo nossos F-5 fazendo escolta, protegendo os ST no caso de alguma ameaça aérea.

    • Fernando, o ideal, ideal mesmo é o ST começar a operar com bombas inteligentes e parar de utilizar essas bombas burras do tempo da segunda guerra, mas tá certo, se até hoje o pobre coitado do ST da FAB nunca viu um armamento inteligente quem dirá operar com ultra sofisticados mísseis IR.

  11. Se a Embraer não demorar uma eternidade para entregar como no caso da Indonésia onde o sgundo lote de ST atrasou vários meses gerando multa.

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