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Bombardier cortará 5 mil empregos, venderá programa de turboélice e setor de treinamento de voo

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Bombardier Q400
Bombardier Q400

Empresa sediada em Montreal disse que as medidas resultarão em US$ 250 milhões em economia anual

A Bombardier anunciou medidas que resultarão em 5 mil perdas de emprego no próximo ano e meio.

A empresa com sede em Montreal anunciou que venderá seu programa de aeronaves turboélices Q Series para a Longview Aviation Capital por US$ 300 milhões.

A operadora chegou a outro acordo para vender sua unidade de voo técnico e treinamento técnico, que é executada fora de Montreal, Quebec e Dallas, para outra multinacional de Montreal, a CAE.

A Bombardier disse que os movimentos resultarão em uma economia anual de US$ 250 milhões.

A Bombardier também está vendendo serviços de treinamento para a CAE por US$ 645 milhões. As transações com a CAE totalizarão US$ 800 milhões em receita para a Bombardier e devem ser concluídas até meados de 2019.

A Bombardier disse que os acordos com a Longview e CAE serão de US$ 900 milhões em recursos líquidos.

A receita do terceiro trimestre da empresa chegou a US$ 3,6 bilhões, uma queda de cerca de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado. A companhia registrou um lucro de US$ 149 milhões no trimestre, melhor do que a perda de US$ 100 milhões que viu no mesmo período do ano anterior.

Os investidores ficaram desapontados com a notícia, já que as ações da Bombardier perderam mais de 15% de seu valor e estavam mudando de mãos por US$ 2,74 por ação na Bolsa de Valores de Toronto, perto do meio-dia. As ações caíram até 26% em um ponto da manhã, antes de a bolsa fechar uma negociação nas ações.

O CEO da Bombardier, Alain Bellemare, disse que os cortes e as vendas são necessários e que a empresa continuará a “simplificar” suas operações.

Antes da notícia da venda da divisão turboélice, o analista George Ferguson da Bloomberg Intelligence disse que acha que a Série Q “vai gerar pouco ou nenhum lucro” para a empresa este ano, então faz sentido vendê-la. Embora a maior parte da atenção na Bombardier esteja centrada nos aviões a jato da empresa, poucos deles fazem uma quantia significativa de dinheiro para a empresa.

Os lucros trimestrais da companhia mostram que a Bombardier recebeu 66 pedidos firmes de turboélices Q400 no final de setembro, contra 43 em dezembro passado.

Bombardier C Series virou Airbus A220
Bombardier C Series virou Airbus A220

Airbus pode comprar o restante da C Series

Isso está em contraste com a parte de transporte ferroviário do negócio, que continua gerando caixa. “O transporte gerará quase todo o fluxo de caixa, já que o setor aeroespacial … ficará estável na melhor das hipóteses em 2018”, disse Ferguson.

John Di Bert, diretor financeiro da Bombardier, disse em uma teleconferência com investidores na manhã de quinta-feira que “as ações anunciadas nesta manhã demonstram nossos esforços concentrados em aumentar os ganhos e fluxos de caixa”.

“Continuamos a tomar medidas concretas para reformular o portfólio da Bombardier.”

O porta-voz da Bombardier, Simon Letendre, confirmou que 500 empregos serão cortados em Ontário, onde a empresa emprega 6,5 ​​mil pessoas. Vai cortar 2.500 empregos em Quebec. A empresa tem 70.000 funcionários em todo o mundo.

O restante dos cerca de 2.000 cortes de empregos virão de operações ainda sem nome fora do Canadá.

O governo de Quebec deu à Bombardier US$ 1 bilhão para apoiar a C Series quando o projeto parecia duvidoso em 2016, um número que foi atingido por US$ 372 milhões em um empréstimo sem juros alguns meses depois pelo governo federal.

Ambos os movimentos foram questionados na época, e foram novamente quando a Bombardier efetivamente deu o programa para a Airbus de graça há um ano. É provável que surjam dúvidas sobre o valor desse dinheiro do governo, agora que a empresa está demitindo milhares de trabalhadores, pela terceira vez em tantos anos.

O analista da Bloomberg, Ferguson, diz que a Bombardier está totalmente comprometida em agilizar as operações e espera mais vendas de ativos que irão desnudar a empresa à sombra do que já foi.

“É provável que, se a C Series for um sucesso, a Airbus comprará o restante com custo, dadas as opções”, disse ele na quinta-feira. “A Bombardier parece pronta para se resumir a um fabricante de jatos executivos e ferroviários”.

FONTE: CBC News do Canadá

51 COMMENTS

      • AH TA..É OQUE VOCE ACHA, A DIFERENÇA E QUE LA ELES JOGAM ABERTO COM O POVO, E AQUI E TUDO POR DEBAIXO DOS PANOS, O GOVERNO BRASILEIRO GASTA BILHOES NO DESENVOLVIMENTO DE SEUS PROJETOS PRA FAB,QUE COM CERTEZA SAO HIPERFATURADOS, ESSA GORDURA E OQUE FINACIA OS PROJETOS DA EMBRAER..COMO FOI O E–2,O PROPRIO E-1, QUE TEVE POR TRAS OS AVIOES DO SIVAM,O ERJ145 QUE TEVE POR TRAS OS AMX..E ASSIM VAI..A EMBRAER SOBREVIVEU TAMBEM MUITO AS CUSTAS DO GOVERNO

  1. (modo irônico on)
    Mas não, claaaaaro que não. Aqui no Brasil vai ser completamente di-fe-ren-te: o governo vai liberar (Golden Share) a venda de 80% da Embraer Comercial e a empresa não vai demitir ninguém! E claro, todo o dinheiro público já investido na Embraer vai ser estornado pela novíssima empresa. Motivo? Porquê somos muito mais espertos e competentes na gestão da coisa pública e política industrial que canadenses.

    Mas…o que importa é o bem estar da Embraer e seus acionistas, right? E a venda dos 80% não vai interferir em nada na Embraer Defesa, e por extensão, nenhum dano colateral para a Defesa no Brasil.

    Me deem licença, que vou ali bater um papo com Papai Noel.

        • Eu concordo plenamente.
          Os contribuintes canadense que devem ir atrás dos políticos deles para reclamar disso.
          Da mesma forma que não concordo com empréstimos subsidiados para os amigos do rei aqui pelo BNDES.

          Ainda bem que nosso futuro presidente vai abrir a caixa preta desse treco.

          • E esta caixa vai se chamar caixa de Pandora… Deve ter muita gente se borrando de medo! O presidiário vai triplicar a pena e a anta, coitada…

      • Tenho orgulho de a Embraer ser uma empresa brasileira.
        Os japoneses têm orgulho da Toyota e da Honda.
        Os sul coreanos têm orgulho de terem a Samsung, LG e Hyundai.
        Muitos países gastam bilhões para serem independentes em diversas áreas.
        Não sei por quê deveríamos ter interesse de ver a Embraer ser vendida a Boeing.

      • “Empresas são criadas para dar retorno aos interesses dos acionistas.”
        Não é e nunca foi o objetivo de empresas ou melhor dizer “instituições” como a Embraer, em qualquer lugar do mundo há setores que são considerados demasiadamente importantes para o desenvolvimento industrial/técnico da nação e não são reduzidos a meros números de mercado, o valor de uma empresa como a Embraer não se mede pela quantidade de dinheiro que o mercado quer ou não desembolsar. Tempo estranho o nosso, todos sabem o preço de tudo mas não reconhecem o valor de nada.

        • Thiago,
          O conceito de “demasiadamente importante para a nação” é relativo: Fabricar a própria moeda é estratégico? Taiwan confiou isso ao grupo HSBC; o setor energético é estratégico? Os USA confiou isso ao setor privado etc. Creio que todos os países do mundo gostariam de desenvolver e fabricar seus próprios aviões, afinal é muito importante! O problema é que não basta fabricar, é preciso vender para amortizar custos bilionários, ou seja é um negócio de (muito) risco, por isso vários países detém a tecnologia mas não se arriscam na empreitada (Israel).
          O primeiro objetivo de qualquer empresa é sobreviver, sendo privada ela fará isso enquanto tiver competência e o mercado não a obrigar tomar outros caminhos; se for uma estatal a tendência é não conseguir acompanhar o setor privado, o contribuinte irá pagar mais caro para ter um produto de qualidade inferior – em qualquer segmento, de papel higiênico a caças. Só lembrando, a Embraer não é uma estatal.

          • Me permita discordar. Apenas para jogar por terra seu argumento e todo seu texto, e se fosse o contrario e quisessemos comprar 80 % da lockheed? Ou 80% do setor de aviacao comercial da boeing. O congresso americano aprovaria?

  2. A situação da Bombardier é complicada: o projeto do C-Series custou US$ 6 bilhões, teve um aporte de US$ 1 bilhão. Deve portanto US$ 5 bilhões. Vendeu 50% do projeto por US$ 1. Se as vendas do C-Series derem lucro: fifty fifty. Se derem prejuízo, a Bombardier assume integralmente o prejuízo.
    Do lado da Airbus: o único custo que existe com o C-Series é o de sua produção, portanto a Airbus pode trabalhar com margem zero. Além disso possui um produto complementar para oferecer junto aos seus A-320.
    A Embraer: a empresa esteve sozinha no mercado ao longo de dez anos com seus E-Jets. Após a crise americana, a Embraer teve de sair a procura de pequenas companhias para conseguir vender seus produtos. Se com a Bombardier sozinha, a Embraer podia manter sua competividade frente a um produto que custou seis vezes mais que o seu. No entanto, com a entrada da Airbus com o agora A-220, a situação ficou bastante delicada. A Embraer terá de enfrentar uma empresa com capital financeiro e político, além de poder ofertar pacotes para as companhias: A-220/320.
    Assim me parece natural que tanto a Embraer como Boeing se unam: ambas possuem produto que se complementam.

    • O maior problema é o peso politico da AIRBUS lembre do A400M na questão do motor, não duvido que as empresas da Europa serem pressionadas para comprar o produto europeu, até pouco tempo atrás produto americano era “aceitável” resta saber se ainda é….

  3. Houve uma época em que a Embraer não tinha jatos regionais. Agora tem.
    Não tinha jatos executivos, agora tem.
    Não tinha cargueiro a jato.
    Não entendo o porquê da preocupação com concorrentes.
    Deixem a bombardier estribuchar.
    Deixem a China e a Rússia baterem cabeça.
    Deixem a Boeing se preocupar.
    Enquanto isso, a Embraer poderia prosseguir mordendo pelas beiradas.
    Quem quiser bons aviões, venha comprar.

  4. Porque é tão difícil as pessoas olharem como funcionam os países que deram certo e seguirem esse modelo? Prq tem tanta gente que insiste em seguir o mesmo modelo que vem dando errado a décadas?

    A empresa tem todo e o dono quer vender, que venda, problema dele. O país quer desenvolver uma indústria, que crie mecanismos para facilitar outra empresa ser aberta no lugar da que fechou. Perderam 5 mil vagas na bombardeir, muitos vão abrir negócios próprios, outros vão ser contratados por outras empresa, e segue o baile.

    A população do Canadá não está nem aí para essa venda, eles querem qualidade de vida, e no 9° melhor IDH do mundo, isso eles já tem.

    • Todo dono è livre pra vender sua empresa mas se o governo detém uma Golden Share aí a coisa muda è de interesse nacional. Pergunta para os suecos se eles querem vender a Saab…

        • Zorann,

          Se um comprador demanda um produto ou serviço e tem mais de um fornecedor, ele compra daquele que ele preferir, baseado nos parâmetros que o comprador definir. Se o governo sueco não comprasse da Saab ele compraria de outro. Ninguem está fazendo favor para ninguém, são só negócios.

      • Exatamente esse é o ponto. Na Suécia não cabe aos suecos decidirem nada sobre a Saab, lá essa pergunta não faria o menor sentido, provavelmente eles nem entenderiam o que você e quer dizer.

        E por falar nisso, a maior acionista da Saab AB é a bae system e a divisão de automóveis, que já teve 51% da GM, não foi vendida para os chineses por intervenção da GM (alegados segredos industriais). A sociedade e o governo sueco, como em todos os países que deram certo, não se mete em empresas privadas.

  5. A Embraer vai seguir o mesmo caminho depois de algum tempo que for vendida para Boeing, fecham os empregos no Brasil e vão aparecer com uma conta parecida e dizendo que a economia se dará no frete e impostos dos componentes que são enviado pra o Brasil para serem fabricados os aviões no translado dos mesmos depois de pronto para os EUA e no fato de pagar só imposto nos EUA não precisando pagar imposto no Brasil. Olha aí só quanto vão economizar. Os bilhões de dólares que o Brasil gastou ao longo da vida da Embraer para compra de transferência de tecnologia vão embora com a Embraer para os EUA. Existem empresas estratégicas para os países e a Embraer é um delas para o Brasil então se os acionista não estão satisfeitos que invistam em outras empresas, por o Brasil é sem sombra de dúvida o que mais investiu na Embraer.

  6. Começou os comentários kkkkk lá vem…
    Quando empresas brasileiras compram ou se fundem com empresas no exterior nós fechamos essas empresas e trazemos para o Brasil??? Óbvio que não! Então por que a Boeing faria isso? Aqui esta toda a estrutura da empresa: sede, fornecedores, parceiros, pesquisas, mão de obra, clientes e apoio governamental. Claro, quando há vendas para grandes clientes, tais como empresas nos EUA e o próprio governo dos EUA os aviões em partes serão feitos lá, justamente por isso a Embraer tem parceiros naquele país. Da mesma forma que nós estamos construindo aviões SAAB aqui no Estado de SP e não na Suécia. É assim que funciona, parem de ser hipócritas e criar teorias que em nada tem a ver com negócios e dinheiro, tirar a produção Embraer do Brasil seria uma medida burra da Boeing, um péssimo negócio que não acrescentaria nada de competitivo. A Boeing e a Embraer estão se capitalizando e capilarizando, é assim que funciona.
    Quanto a governos injetarem dinheiro em empresas, eu penso da forma de um liberal: Estado não deve se intrometer em empresas, pode em alguma medida ser sócio e ter ações ON, garantir certa proteção e certo interesse em setores estratégicos, porém deve deixar fluir…o fundamental é o governo dar um ótimo ambiente de negócio, dessa forma surgindo naturalmente empresa competitivas em mercados reais e não fictícios, e não querer segurar empresas a todo custo. Essa brincadeira de financiar empresas gerou uma bolha enorme de corrupção, aparelhamento, financiamento de famílias bilionárias e prejuízos de empresas e do Estado, basta ver o crescimento de 500% na dívida pública em menos de 2 décadas. Ahhhh mas no país X eles também dão aportes em empresas, a questão é o quão forte é essa intromissão nas empresas.

    • So nao ve quem nao quer. A Boeing ja tem um histórico duvidoso, basta ver a McDonell Douglas. Pode anotar, eh fato. A medio prazo serao fechadas as unidades da “joint venture“ aqui no Brasil. Nao eh preciso ser nenhum genio para perceber. A embraer importa uma porcentagem significativa das pecas da aeronave, levar tudo pros USA traria redução do custos logísticos e tributarios. Alem do fato que a nossa jsutica do trabalho, nao ajuda. Haja visto a media de processos contra empresas por parte de empregados. Eles vao, levam nossa equipe técnica tem uma idade media mais jovem (os engenheiros deles estao em sua maioria em vias de se aposentar), e fornecedores, estrutura e centros de pesquisa meu amigo eles tem de sobra. Nao se preocupe.

      Ao ver o nivel do argumento das pessoas que defendem essa tal joint venture, começo a suspeitar que tem gente sendo paga pela boeing pra vir ca defender o indefensavel. Nao tem condicoes.

      • Canarinho, a Embraer é privada se a planta for para outro país é porque encontrou melhores condições tal como centenas de empresas americanas que foram produzir e gerar emprego na China deixando empregado americano chupando o dedo. Também não podemos impedir funcionários de qualquer empresa de sair do país caso queiram, não estamos em Cuba! Perceba o quanto é importante e urgente uma mudança de postura do nosso país! Participamos com apenas 1,2% das vendas mundiais. Precisamos fortalecer e tornar nossas empresas competitivas. Para encarar o mundo, disputar com a China e outros, é necessário tarifar menos a produção, fazer alianças, melhorar a educação, incentivar a exportação, facilitar a importação de bens de capital etc etc… caso contrário iremos perder sempre.

  7. Isso (sobre vender tudo), vende mesmo, o governo usa o dinheiro pra investir novamente no modelo de plantação de cana e mandioca… Os caras (loony liberals) gostam do capitalismo, mas não entendem que pra participar da brincadeira tem que acumular capital a todo custo e dinheiro vivo não se planta e não faz nascer empresas quando se bem quer. Se o dono verdadeiro(governo) tiver um projeto que supere o retorno da embraer no futuro e puder fazer isso, tudo bem. Agora trocar avião por bananas é aquilo que não vou escrever.

  8. A vocação natural da Bombardier é o setor fertoviário, só fabrica aviões porque o proprietário na época comprou a Canadair do seu sogro, nada mais natural que se volte para o setor principal e que dá mais lucros.

    Por outro lado a Embraer importa praticamente todos os itens de seus aviões, então é muito menos imprtante para o Brasil do que parece, se vende um avião de 100 milhões, não gerou 100 milhões para o Brasil, depois de pagar os fornecedores estrangeiros vai sobrar muito pouco para ser considerado um lucro para o Brasil.
    .
    O setor de aviação da Bombardier tem pouca importância para o Canada assim como a Embraer tem pouca importância para o Brasil, o resto é nacionalismo e fanatismo de torcida.

    • Pior que ler isso é ser cego. Você já deixou claro diversas vezes que gostaria que a Embraer fosse uma estatal. Se fosse, tenho certeza que não escreveria essas bobagens.

    • De fato, a Bombardier é a maior fabricante mundial de locomotivas. Aliás, uma tecnologia que parece ser antiga, mas não é; é coisa de cachorro grande”

  9. Maurício FC (09/11 14:03), você tem razão quanto ao setor energético americano ser estatal (as hidroelétricas lá representam 6% da energia consumida enquanto no Brasil representam 90%), me desculpe! Eu pensei petróleo (este sim é privatizado lá) quando escrevi energético. Veja esta comparação: A Shell, a Exxon e a British Petroleum (cada uma delas maior que a Petrobras) empregam juntas 262mil pessoas enquanto a Petrobras emprega sozinha 315mil (83k diretos e 231k terceirizados); em 2016 a Shell, Exxon e BP juntas tiveram lucro de US$58,6bi e a Petrobras teve prejuízo de R$ 15bi (fonte: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2862). Há inúmeros exemplos bem sucedidos de empresas privadas cuidando de assuntos considerados estratégicos, (Spacex/cargas militares, Boeing/mísseis nucleares etc). Bom final semana!

  10. Creio que o C Series arrebentou com a empresa. Não restou opção senão jogar a toalha na área de aviação. O fato é que a desventura da Bombardier nesse segmento levou tanto Embraer quanto a Boeing a uma sinuca de bico.
    Nenhuma das duas será capaz de competir sozinha com a Airbus. Outro fato, que muitos aqui desdenham, é que mais cedo ou mais tarde todos terão que competir com os chineses nesse setor. Se acham que os canadenses não jogaram limpo, protegendo a Bombardier, aguardem para ver o que os chineses farão para favorecer seus aviões quando se tornarem competitivos.
    Quem viver verá.
    Ótimo final de semana para todos.

    • Conforme já postei aqui o DAC já obrigou empresas brasileiras a comprarem os Bandrirante para viabilizar a Embraer no início, não a toa que todas as empresas tinham ele em suas linhas regionais, para operar uma linha rentável tinha que operar uma regional com o bandeco.
      Como nao era rentável o DAC subsidiou as linhas regionais, quando o subsídio acabou as cidades atingidas pela aviação comercial passaram de 400 para 100 no Brasil
      Por isso não causaria estranheza que a China fizesse algo parecido para viabilizar o início de sua produção de aviões comerciais.

  11. A Embraer e um orgulho para o Brasil, mas, e uma empresa privada e ha muito tempo nao pertence ao governo federal e nao pode ficar esperando compras esporádicas feitas pelo governo pra sobreviver nesse mercado competitivo e por isso tem que fazer tudo que puder pra continuar dando lucro e talvez ate crescer

  12. “A Bombardier parece pronta para se resumir a um fabricante de jatos executivos e ferroviários”.

    Troquem “ferroviários” pelo ST e teremos o que será a Embraer, daqui pra frente.
    Só não pensem que isto leva automaticamente, a uma nova Dassault.

  13. Não sou contra a fusão, agora poderia ser 50-50. Tudo precisa ficar bem feito nos termos do acordo, como por exemplo manter a estrutura aqui, a boeing poderia lucrar sua parte e todos sairiam bem.

  14. A GM foi comprada pelo Obama para nai quebrar na “marolinha”, assim como a Ford e a Chrysler receberam ajuda.
    O Trump impediu a venda da Qualcomm.
    O governo americano sustenta toda a cadeia de desenvolvimento de material de defesa.
    Eu quero o liberalismo americano. O da prática e não o da teoria.

  15. Ladainha paranóica, já deu o que tinha que dar! O negócio já está certo, tem o aval dos próprios funcionários, forças armadas e do presidente eleito… Pq será?

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