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Airshow China 2018: PLAAF mostra capacidades na exposição de Zhuhai

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Cargueiro estratégico Y-20
Cargueiro estratégico Y-20

A Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) tem uma grande presença no exibição estática deste ano no Airshow China em Zhuhai, incluindo a inauguração pública de um novo tipo operacional.

A aeronave mais notável da PLAAF em exibição é um UAV, o AVIC Wing Loong II, que pela primeira vez está aparecendo no show nas marcações da PLAAF. Além disso, está no área da PLAAF e foi visto sendo atendido por técnicos da força aérea.

A aparência do tipo, que se assemelha ao Reaper General Atomics MQ-9, sugere que ele está em serviço com a PLAAF. A aeronave em exibição parece ser uma versão anterior do Wing Loong II, já que não possui winglets vistos em exemplos mais recentes promovidos pela AVIC.

Em um panfleto distribuído no evento China Aviation Expo em Pequim, em 2015, as ilustrações da AVIC mostraram que o Wing Loong II tem três pontos duros sob cada asa, cada um capaz de transportar dois mísseis ar-terra, para um total de 12. O Loong I, ao contrário, tem apenas um ponto duro por asa, cada um carregando uma única arma.

Outras aeronaves incluem o helicóptero de ataque pesado Avicopter WZ-10, o avião transporte estratégico Xian Y-20, o transporte tático Y-12, o avião KJ-500 airborne early warning & control (AEW&C) e um bombardeiro estratégico H-6K.

UAV Wing Loong II
UAV Wing Loong II

Os caças em explosição estática incluem um Chengdu J-10B, um JH-7A e um Nanchang A-5. O A-5 é um tipo legado que supostamente se aposentou em 2017. Imagens de mídia social sugerem que o exemplar de exibição estática foi entregue ao show na traseira de um caminhão.

Das aeronaves em exposição, o exemplar mais interessante para os observadores ocidentais é o H-6K, uma versão muito atualizada do Tupolev Tu-16. O tipo tem seis pontos duros para mísseis de cruzeiro de longo alcance. A aeronave em exposição é carregada com os mísseis de cruzeiro K/AKD63B e K/AKD20. Em 2017, uma demonstração do K/AKD63B viu a arma voar por uma janela e destruir um prédio de quatro andares.

Em agosto, um relatório do Pentágono alertou sobre a ameaça dos bombardeios de Pequim. Ele observou que o H-6K tem maior alcance e autonomia do que as versões anteriores do H-6, e oferece uma “capacidade de ataque ofensivo contra Guam”.

O exemplar em exposição inclui vários recursos modernos. Estes incluíam uma cúpula de comunicações via satélite na fuselagem superior, um sensor eletro-óptico sob o queixo da aeronave e um radome fechado para abrigar o radar.

Aeronaves chegando para o Air Show China em Zhuhai

Caça J-10B
Caça J-10B
Caça JF-17
Caça JF-17
Caça-bombardeiro JH-7A
Caça-bombardeiro JH-7A
Aeronave AEW&C KJ-500
Aeronave AEW&C KJ-500
Aeronave AEW&C KJ-2000
Aeronave AEW&C KJ-2000
Aeronave de transporte Y-12
Aeronave de transporte Y-12

FONTE: FlightGlobal

21 COMMENTS

  1. Sem partidarismo ou achismo, queria saber como é a manutenção dessas aeronaves dentro do país, que deve ser mais fácil e para aqueles clientes externos, como a Venezuela e algum outro país.

    Será que conseguem dar a verdadeira assistência pós-venda a contento para manter os meios voando?

  2. Ainda acho que esse JF-17 seria de grande vália para MB/FAB em construção local e transferência de tecnologia antes do projeto Gripen (ou mesmo após ele, já que teremos que desenvolver nova industria aeronáutica nacional, ou um conglomerado delas).
    Lembrando que há um tempo atrás a Embraer chegou a fabricar o ERJ-145 na China.
    E que o Paquistão, co produtor do caça tem ótimas relações com o Brasil, assim como a China.
    Mas!!!

    • Sairia pelo mesmo preço de um F-16/Gripen/F-18 fabricado sob licença aqui no Brasil.

      O custo do ToT seria igual e no final teríamos um caca inferior que o F-39

      Fora que é um produto chinês/paquistanês, totalmente fora do padrão FAB de comprar aviões Europeus/Americanos

      Graças a Deus e a falta de verba na Fab jamais teremos a mentalidade indiana de ter 400 vetores diferentes

      • Me desculpe Leonardo, mas não dá para afirmar o que você escreveu, nem preço, custo do ToT e se é inferior ao F-39.
        Notadamente o preço dos produtos chineses são inferiores ao dos ocidentais, o custo do ToT depende muito da vontade política e o F-39 ainda é um protótipo, a priori será superior (principalmente na aviônica e motor).
        Quanto a comprar aviões ocidentais perfeito MAS temos que lembrar que a FAB até testou aviões chineses no século passado.
        Quanto aos Indianos, é mais uma necessidade do que mentalidade. Eles possuem inimigos históricos (como o Paquistão), conflitos mal resolvidos (Caxemira e Tibete do Sul), sendo um pais não alinhado, comprou equipamento Russo e Franceses, como uma ex-colonia Britanica, equipamentos deles. Ultimamente está se alinhado aos gringos, muito devido as empresas americanas estarem indo para a India, das rusgas entre paquistão e americanos e a óbvia queda de braços com os Chineses.
        Tendo a China como adversário, não dá para acreditar em um único fornecedor. Neste momento os Americanos são a escolha óbvia, mas sabe-se lá dentro de alguns anos.
        Quantos aos caças Chineses, uma vez resolvida a questão dos motores (questão de alguns anos), serão um player de respeito, sinceramente não duvido que existirão caças de alto desempenho na AL nos próximos anos.

    • Eu sou a favor de um JF-17, desde que custasse menos da metade que um F-16/ gripen da vida e tivesse qualidade boa.
      Assim daria pra arriscar. Caso contrário melhor ficar com o que se conhece.

  3. A China está a plenos vapores na sua indústria de defesa e isso tudo com certeza não é só pra ficar na deles não. Acredito que vai rolar um tumulto expansionista por parte deles pela circunvizinhança e que não demorará muito .

  4. Me desculpe Leonardo, mas não dá para afirmar o que você escreveu, nem preço, custo do ToT e se é inferior ao F-39.
    Notadamente o preço dos produtos chineses são inferiores ao dos ocidentais, o custo do ToT depende muito da vontade política e o F-39 ainda é um protótipo, a priori será superior (principalmente na aviônica e motor).
    Quanto a comprar aviões ocidentais perfeito MAS temos que lembrar que a FAB até testou aviões chineses no século passado.
    Quanto aos Indianos, é mais uma necessidade do que mentalidade. Eles possuem inimigos históricos (como o Paquistão), conflitos mal resolvidos (Caxemira e Tibete do Sul), sendo um pais não alinhado, comprou equipamento Russo e Franceses, como uma ex-colonia Britanica, equipamentos deles. Ultimamente está se alinhado aos gringos, muito devido as empresas americanas estarem indo para a India, das rusgas entre paquistão e americanos e a óbvia queda de braços com os Chineses.
    Tendo a China como adversário, não dá para acreditar em um único fornecedor. Neste momento os Americanos são a escolha óbvia, mas sabe-se lá dentro de alguns anos.
    Quantos aos caças Chineses, uma vez resolvida a questão dos motores (questão de alguns anos), serão um player de respeito, sinceramente não duvido que existirão caças de alto desempenho na AL nos próximos anos.

  5. Impressionante a escala industrial de produção da China, eles estão fabricando toda uma série de aeronaves. Acredito que somente os EUA e e eles tem esta capacidade. Estão de parabéns, fazendo o dever de casa.

  6. Caraca… são tantos nomes, códigos e modelos que eu não consigo estabelecer uma sequencia de classes ou categorias como fazia com as aeronaves da URSS na época da guerra fria.

  7. Antunes 1980 6 de novembro de 2018 at 9:03
    Só cacarecos ! É um ” show” de soltar pecinhas como já visto no mundo.
    O F-35 sempre foi uma maravilha né?
    Isso para não falar em outros projetos ocidentais.
    O que se percebe em muitos aqui, é o mesmo preconceito e submissão política de nosso governo e militares (infelizmente).
    Lógico que na China há produtos ruins (depende do que o comprador quer) assim como também no ocidente, porém não deveríamos nos limitar a alinhamentos políticos e ideologias retrogradas para aquisição de equipamentos de defesa e ou cooperação tecnológicas.
    O Brasil tem um exitoso programa de desenvolvimento tecnológico com a China, o programa de satélites Cebers (diga-se de passagem uma das poucas nações a aceitar cooperar com o Brasil).
    Obtivemos grandes saltos tecnológicos em motores foguetes líquidos e giroscópios com a Russia.
    Assim como outros países ocidentais e orientais.
    Mas muitos aqui preferem difamar algo que não conhecem ou baseiam suas decisões em ideologias bobas e ultrapassada para uma sociedade como a brasileira.
    Daqui a pouco estaremos com o mesmo preconceito contra muçulmanos pois somos guiados por nações ocidentais que só visam nossa submissão financeira e tecnológica.
    A Índia é que está certa, o melhor parceiro é o que nos der melhores benefícios, quando aparecer outro melhor mudamos.
    Mas nos somos infantis de mais para perceber isso!

    • Primeiro, mesmo com os problemas pontuais, comparar equipamentos americanos com chinês é o mínimo descabido.

      Segundo, quando você fala de motores, e podemos falar de equipamentos em geral, a Rússia não é a china. A Rússia está anos luz em quase tudo, visto que 90% dos equipamentos chineses são cópias russas.

      Terceiro, com tantas opções americanas, europeias e até russas, optar por equipamentos chineses não faz nenhum sentido. A dor de cabeça será imensa.

  8. Antunes 1980 7 de novembro de 2018 at 8:07
    Primeiro, mesmo com os problemas pontuais, comparar equipamentos americanos com chinês é o mínimo descabido.

    Segundo, quando você fala de motores, e podemos falar de equipamentos em geral, a Rússia não é a china. A Rússia está anos luz em quase tudo, visto que 90% dos equipamentos chineses são cópias russas.

    Terceiro, com tantas opções americanas, europeias e até russas, optar por equipamentos chineses não faz nenhum sentido. A dor de cabeça será imensa.

    Primeiro eu não falei de motores e sim de um todo (apesar que em se falando de outros motores como elétricos por exemplo os Chineses estão deixando muita gente no chinelo).
    Segundo, não sei de onde tirou que comparei Russia e China, e quanto aos motores que me referia, não são TG (Turbinas a Gás) e sim motores propelentes líquidos para mísseis e foguetes.
    Mas concordo que a Russia está a anos Luz tando da China como de alguns países ocidentais.
    Terceiro dessas opções que citou, nos brasileiros só aceitamos duas (europeia e americana, ou seja ocidente), tanto Russia quanto China quanto qualquer outra nação oriental (ao menos as alinhadas ao socialismo) não terão chances algumas aqui.
    Mesmo que os Chineses (por exemplo) vierem aqui e oferecerem o J20 com transferência total de tecnologias, verbas para montagem da fabrica, 36 unidades de pronto emprego para a FAB e nacionalização de um pacote de armas em troca de soja e minério de ferro, ainda assim não aceitarão devido a um maldito alinhamento político (submissão a interesses ocidentais), e ideologias atrasadas.
    Certa vez meu professor que trabalhava numa grande mineradora hora nacional, informou que por atrasos na entrega de minério de ferro aos chineses os mesmos vieram aqui, ofereceram uma reformulação geral em nossa malha ferroviária com tecnologia e dinheiro Chines (sim eles são exemplo tecnológico em ferrovias).
    Em troca pediam preferência na venda do minério por certo tempo.
    O que seria literalmente um negócio da China para o Brasil (pois os mesmos só queria exclusividade no minério de ferro, e poderíamos melhorar o gargalo logístico nacional em outras áreas) foi recusado pois as montadoras internacionais com sede no Brasil ameaçaram sair do país em retaliação.
    Ou seja, mais um dos inúmeros preconceitos brasileiro que só tem nos trago prejuízos.

  9. Eu acredito que não vai demorar muito até os China fabricarem motores do nível dos motores Russos ou melhor, hoje eles já copiam, acredito que a área de compósitos deva ser o gargalo, visto que a arquitetura eles já conhecem. Agora eu queria saber como anda aquela parceria com a Antonov pra voltar a fabricar o an-225, queria muito ver esse gigante sendo produzido novamente, poderia até receber uma motorização melhor, mais eficiente, seria show.

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