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Caça Gripen E dispara míssil IRIS-T pela primeira vez

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Míssil IRIS-T saindo do trilho da asa do Gripen E 39-8
Míssil IRIS-T saindo do trilho da ponta da asa do Gripen E 39-8

O caça Gripen E concluiu com sucesso os primeiros testes para verificar a capacidade de liberar e lançar cargas úteis externas. Os testes foram realizados em outubro de 2018 no Vidsel Test Range, no norte da Suécia.

Os testes, conduzidos pela primeira aeronave de teste Gripen E (designada 39-8), consistiram em alijar um tanque externo de combustível e um disparo de um míssil ar-ar IRIS-T.

“Como piloto, voar com cargas externas, como tanque alijável e mísseis, é importante para permitir a avaliação de como a aeronave se comporta com as cargas anexadas. Este teste também foi usado para avaliar o efeito na aeronave ao liberar e lançar as cargas. O destaque foi, claro, puxar o gatilho e ver o míssil disparar. Isso também nos aproxima da preparação da aeronave para o seu uso operacional”, diz Marcus Wandt, piloto experimental de testes Gripen da Saab.

“Estou satisfeito em ver a aeronave realizando e se comportando de acordo com as nossas expectativas, o que prova seu design inteligente e engenharia de classe mundial da Saab. O programa está no bom caminho e estamos fazendo um bom progresso no programa para a entrega aos nossos clientes suecos e brasileiros”, diz Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab Aeronautics.

Esses testes são os últimos passos do programa de testes de voo Gripen E, precedidos pelos testes de transporte em julho, e fazem parte do trabalho de integração de armas.

O Gripen E possui armas para todos os tipos de missões, como ataque de precisão com bombas planadoras guiadas, mísseis antinavio e de ataque profundo, até mísseis ar-ar de longo alcance e ágeis como o Meteor. O Gripen E também pode transportar pods e sensores para reconhecimento e missões especiais. Para dar às forças aéreas uma ampla variedade de recursos operacionais, o Gripen E foi projetado para permitir a rápida integração de várias armas. Isso é parcialmente possível graças à arquitetura aviônica flexível do Gripen E.

Gripen E alija tanque de combustível externo
Gripen E alija tanque de combustível externo
As cargas externas do Gripen E. Clique na imagem para ampliar
As cargas externas do Gripen E. Clique na imagem para ampliar

FONTE: Saab

70 COMMENTS

    • Mas você entende que isso é uma etapa de testes? Até mesmo o F-35 e F-22 passaram por etapas como essas durante seu desenvolvimento.

    • Qual a dúvida em relação às datas mostradas na Dimensão 22, Ivan? Entrega do primeiro ano que vem, sua manutenção na Suécia até 2021, para os ensaios em voo, pois trata da aeronave em “versão brasileira”, produção de 5 aeronaves em 2020 e outras seis em 2022, para entrega até 2021, quando será atingido o IOC, com 12 unidades (incluindo o primeiro de série da FAB) entregues ao 1º GDA. Produção de outras 9 unidades em 2022, 8 em 2023 e as últimas 7 em 2024. Esse cronograma é bem parecido com o que foi divulgado em uma audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, em 2015, da qual participei.

  1. Eu quero ver e ele disparando um A Darter de produção nacional. isto junto com o radar AESA e aviônica de ultima geração vai por o brasil muito a frente de tudo o que existe na America latina.

  2. Olá senhores! Uma duvida! O mecanismo de ejeção utiliza feches explosivos? Senão são mecanismos elétricos, pneumáticos ou hidráulicos? Uma curiosidade já vi um vídeo da ejeção do taque da asa do F/A 18 derrubando o paquera (A-4), por causa desse acidente que os taques alares do F/A 18 são assimétricos com a linha da fuselagem! Em tempo já vi também uma sequencia fotográfica do Tornado ADF utilizando uma alavanca para disparar um Skyflash debaixo da fuselagem! Por isso que sou fanático por soluções de engenharia para resolver problemas complexos!

      • Falando em analfabeto funcional, o qual o nobre Alexandre é especialista em classificar os outros, na verdade mesmo o tanque alinhado não existe o que existe é o tanque ventral, logo este não tem um valor muito significativo para redução de arrasto e RCS numa aeronave de caça. O que faz a diferença no coeficiente de arrasto e reduzindo a sua assinatura nos radares são os “tanques conformais”. E também, os tanques conformais melhoram muito a sua aerodinâmica.

  3. Bonita a Pintura desde Gripen E em tom de um “Azul acinzentado” moderna e discreta. Sei que ta cheio de projeções do Gripen E da FAB por ai mais o esquema de pintura já foi confirmado ?? Será que corremos o risco de vermos os novos Gripen com esta atual camuflagem da FAB em tons camuflados de verde ??

      • Talvez por isso se diga que o Gripen é stealth “eletronicamente”… porque sua forma (incluindo os grandes canards) em nada sugere um valor tão baixo, mesmo a zero grau de apresentação. Talvez consista num aumento do “noise”. Redução da RCS real por um fator de 5 ou 10 ? Pode ser.
        Agora, isso funciona sempre ? O quanto deve ser conhecido da emissão inimiga (frequência etc) ?
        Sds

  4. Alguém sabe como está o desenvolvimento do radar AESA Raven ES-05 da Selex / Leonardo. Ele está no prazo? O Captor-E para o Eurofighter está atrasado 13 meses.

    • Caraca!
      Hehehe

      E não é que teve mesmo? Pelo que li foi uma pegadinha com os esquadrões, pintaram o avião escondido pra zuar o outro esquadrão.

      Mas a idéia foi do Rinaldo Nery, que falou rosa da Mary Kay num post que eu tava reclamandk que as pinturas da FAB são sem graça e feias.

      Prefiro até esse rosa boiolao aí do que a pintura atual da FAB heiejheieje

  5. Curiosidade: Esses tanques alijáveis de combustível são recuperados depois e reaproveitados ou se danificam de tal forma que não serve pra nada e são deixados no terreno? Não deve ser nada barato! Ou são descartáveis?

    • “Bozo” é militar, seu vice é militar e o ministro de defesa também é militar. Pode ter certeza de que ele é nossa melhor opção em relação à Defesa e também segurança pública. Melhor Jair engolindo o choro! 😀

    • O tal Bozo vai levar o Brasil a um patamar de país grande e desenvolvido. E esperamos que dê a devida atenção as forças armadas.
      Mas pior que os últimos 20 anos de bandalheira acho bem difícil ficar.

      Brasil acima de tudo.

      • Concerteza. E eu vou ali apostar no cassino, mesmo com o dono dizendo ha 30 ano que eu vou perder, “mas quiçá com minha aposta o dono mude de ideia”.

  6. Olá, amigos.

    Acho que esses ensaios de alijamento de cargas externas são básicos para a operação da aeronave em segurança, tendo pouca importância no aspecto de capacidade operacional.
    Pergunta 1: Gripen lança míssil pelo gatílho? Eu achava que era bem mais comum lançar míssil por um dos botões do manche, usando o gatilho para os canhões.
    Pergunta 2: Nesse disparo de míssil para alijamento, ele sai armado para autodestruição ou sai inerte (com o motor-foguete operando, mas com a carga bélica e espoletas desativadas)?
    Abraços,

    Justin

    • O manche que talvez você se refira, o francês que era da SAMM, era assim, com aquela muito engenhosa guarda sobre o gatilho.
      Acredito que isso não tenha mudado, no cockpit de um F-18, certa vez, pude observar no manche, um interruptor de seleção rápida bem ao lado do gatilho. Muito possivelmente com essa função.

      • Somente para descontrair.
        No filme de ficção sobre “MiG-31 Firefox”, o piloto selecionava e disparava as armas pelo pensamento!
        Com um detalhe, tinha que pensar em russo, se não funcionava.
        Pode uma coisa dessas?!

    • Justin.
      Acho que o manche do novo Gripen é igual aos mais antigos. Na parte superior e central do manche, ele tem um interruptor de duas ou três posições. Em ambos os lados, ele tem ‘switchs’ que são parecidos com os switchs de trim, provavelmente são seletores de função de sistemas.
      O que mais se parece com um ‘weapon select swicth’ é o que está a meia altura do manche à esquerda.
      Nenhum deles é um botão, que seria mais apropriado para a ação de disparo, portanto, penso que essa função seja mesmo do gatilho.

      http://www.x-plane.org/home/urf/aviation/gripen/cockpit/mfd2.jpg

      • Olá, Roberto.

        O que estranho é que, em um “dogfight”, o piloto deveria que estar com os dois sistemas (mísseis e canhões) armados, cada um pronto para ser acionado com apenas um movimento. Se os dois sistemas usassem o mesmo dispositivo de disparo (gatilho), seria necessário escolher um dos sistemas antes de empregar o armamento desejado (tempo de dois movimentos e desvio de foco). Não creio que tenham escolhido fazer isso.
        Abraço,

        Justin

        • Sim, é um tanto estranho.
          A ideia de disparar um míssil, usando um gatilho entra em conflito com a ideia de disparo de canhões e metralhadores, mesmo porque, isso remete a outra ideia de ‘gatilho’ que seria o gatilho de revolveres, pistolas, etc.
          Contudo, penso que a simbologia mostrada no HUD, que, quando está no modo ‘gun’, muda consideravelmente de aspecto, mostrando inclusive a característica balística ou uma preposição da trajetória dos obuses, ou parece ser algo assim. Já no modo ‘missile’, a simbologia toma outra forma no HUD, além do alerta de sons para o piloto, como o som da excitação/procura dos sensores infravermelho dessas armas.
          Vai muito da energização, se assim posso chamar, de todos esses sistemas e sensores no calor e rapidez dessas batalhas, e claro, do piloto, que terá também que estar ‘na barra’ nessa hora.

          • Coronel, acho que o sistema HOTAS permite uma rápida seleção do armamento, via SMS, mesmo que usem o mesmo gatilho. Assim o é no A-29 e no F-5EM (esse o senhor conhece bem da época da COPAC). E como o senhor sabe, muda também a simbologia no HUD. Sei que na simbologia do míssil ar-ar há o círculo da distância de lançamento, e no canhão (ar-ar) há a linha do LCOS (Line Computed Optical Sight).

        • Um adendo Justin.
          Acabei de consultar, nem todos são (ou eram) assim.
          No F-15, o gatilho é somente para o canhão, com três posições: off, meio curso somente para a câmera e o curso total para o canhão e a câmera. As outras armas são (eram) lançadas no botão que fica ao do ‘trim’, feito em vermelho.
          Esse manche americano era o padrão feito por vários fabricantes, era popular e usado em helicópteros até aviões pesados e era o manche original do F-5, portanto, essa aeronave devia seguir o mesmo sistema.
          Ao que tudo indica, com os novos HOTAS, isso tenha mudado.

        • Olá.
          Embora os modos mais comuns de seleção sejam Ar/Ar, Ar/Solo e NAV, normalmente o sistema HOTAS, no manche, permite selecionar dois modos Ar/Ar (Dogfight e Interception), totalizando então quatro posições.
          Nesses modos Ar/Ar, é esperado que mísseis sejam lançados pelo botão Weapons Release Switch, e canhões acionados pelo gatilho (Trigger), ambos no manche. É possivel que o cliente, desde as reuniões de ORS (Operational Requirements Specification) determine funcionamento diferente.
          Abraços,

          Justin

          • Prezado Justin Case, (caso ainda esteja acompanhando esse asssunto).
            Lembrei de algo que talvez lhe desperte lembrança. Um de seus colegas que voou o F-5 e o Mirage III (reservo seu nome), nos anos setenta, quando servia em Canoas, tinha em seu automóvel, uma adaptação um tanto inusitada. A manopla da alavanca de marchas de seu carro era um manche desses que eu mencionei, um Type B-8, provavelmente de um algum antigo T-33 ou mesmo do F-5.
            Por fim, veja no youtube: ‘mostrando algumas funções do F-5EM’, repare em 00:45.

  7. Galante, muito obrigado pela resposta. Só a título de comparação : qual o RCS dos caças de quinta geração, como o F-22, F -35 e S-57?

  8. Sinceramente, tem um “povinho” que é chato demais, meu Deus…

    “fazer isso é fácil, quero ver disparar raio gama da ponta das asas”
    “a pintura é feia, prefiro em tons degrade”
    “o céu não estava azul royal”
    “o ângulo da fotografia não favorece”
    “prefiro o caça do Paquistão”
    “o Gripen consegue decolar sem o uso do motor?”
    “se o piloto é destro, consegue disparar o míssil da asa esquerda?”
    “se o avião fosse feito em uma comunidade socialista seria muito mais poderoso”
    “por que a Embraer não compra a SAAB?”
    “haverá cotas para definir os futuros pilotos do Gripen? ou será um avião fascista?

    Que povinho chato!
    É duro morar em um país onde as pessoas não entenderam que não precisam gostar das normas, leis e regras, basta apenas se adequar e respeitar.

    Quanto a matéria, parece que evolução do Gripen E está dentro do planejado.

    Excelente, a FAB, futura operadora, agradece.

  9. Srs. Uma dúvida apenas de um leitor que gosta de aviação.
    Tendo Bolsonaro como presidente e a aproximação com os EUA como ele quer, corre “risco” dessa compra do Gripen ficar somente nessas primeiras células e o Brasil abandonar o programa e partir para F16, F18, etc?

    • Possa ser que sim, mas espero que não; pois o NG é superior a estes dois modelos.
      Como o reaparelhamento da FAB está encaminhado, acredito que o objetivo dele será na revitalização do exército, principalmente na frágil AA.

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