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Força Aérea Filipina pode adquirir caças Gripen

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Depois de um estudo minucioso e pesquisa, o Departamento de Defesa Nacional (DND) das Filipinas está mais propenso a comprar o caça supersônico da Gripen, fabricado na Suécia, para a Força Aérea Filipina (PAF).

O secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, fez essa revelação em uma entrevista exclusiva à Agência de Notícias das Filipinas (PNA), à margem do lançamento do livro do ex-presidente Fidel V. Ramos no Manila Hotel, no domingo.

Lorenzana disse que além de ser mais barato e menos dispendioso em custo de manutenção, o Gripen provou ser um excelente caça supersônico com velocidade máxima de Mach 2 ou 2.540 km/h, ou o dobro da velocidade do som.

O Gripen tem uma configuração de asa delta e canard e é alimentado pelo motor Volvo RM12. Está sendo usado por vários países na Europa e no Oriente Médio.

A PAF tem procurado por mais de uma década uma aeronave de caça para substituir os interceptadores a jato F-5A/B fabricados nos EUA que se aposentaram em 2005 devido à idade avançada e à falta de peças sobressalentes.

Desde que os F-5 foram retirados de serviço, a Força Aérea tentou adquirir caças a jato avançados, como o F-16 supersônico dos Estados Unidos, mas nenhum progresso foi feito.

Lorenzana disse que o governo dos Estados Unidos se ofereceu novamente para vender caças F-16 às Filipinas.

A oferta, Lorenzana acrescentou, foi feita pelo secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, quando o secretário do DND visitou Washington no mês passado.

Lorenzana confirmou a oferta dos EUA, mas disse que os interceptadores supersônicos F-16 são muito caros.

Em comparação, o Gripen custa menos e tem a mesma capacidade que outros caças a jato multifunção, incluindo o F-16.

Desde que os F-5 foram colocados fora de serviço, a PAF não possui caças a jato em seu arsenal, embora tenha comprado da Coreia do Sul uma dúzia de jatos F-50, mas a capacidade dos aviões é limitada em comparação com o Gripen, F-16 e aeronaves semelhantes.

A aquisição de caças a jato multifuncionais, disse Lorenzana, é extremamente necessária para proteger o espaço aéreo do país.

Pode ser lembrado que em 1995, durante a administração do presidente Fidel V. Ramos, o Congresso aprovou o programa de modernização das Forças Armadas das Filipinas, que inclui a aquisição de novos aviões, helicópteros e navios de guerra para substituir os antigos. (Ben Cal/PNA)

FONTE: PTV News

31 COMMENTS

    • Pois é, vim para perguntar a mesma coisa.
      Mas quando fala que o Gripen é mais barato que o F-16, penso que deve ser C/D, pois se não me engano o E/F é mais caro se comprado ao Viper, falando de custo de aquisição. Corrijam-me se estiver errado.

    • É citado na maréria que o motor é o Volvo RM-12. Trata-se da versão sueca do GE F404 que equipa o Gripen C/D. O Gripen E/F usará o motor GE F414

  1. Na verdade a versão é o de menos. Claro que eu preferiria a versão E/F, mas o importante é que seria interessante para o Brasil a compra do Gripen. Até porque, pensando na realidade Filipina, parece uma aeronave bem adaptada ao país.

    • Não entendi o comentário ?, o Brasil já comprou o Gripen E/F e está inclusive no desenvolvimento desta versão que é muito superior a C/D . serão 36 aeronaves no primeiro lote com pretensão de chegar a 108 aeronaves se tudo der certo .

  2. Boa sorte Filipinas se fechar o contrato esse ano que sabe daqui a 10 anos chega o 1º caça gripen que voces desejam

    Mas, é bom lembrar que a China bélica e expansionista quer e vai mais cedo ou mais tarde dominar totalmente o mar do sul da china e criar um corredor seguro para o Indico e vários países(inclusive as Filipinas) são obstaculo para que esse plano se realize então naquela região ter uma força aerea sem um caça de superioridade aérea é uma loucura.

    Alias, a matéria cita o jato FA-50 que me parece ser um jato muito bom para realizar algumas missões e se for mesmo desenvolvido uma versão multi-role desse jato, deveria ser apreciado pela nossa FAB como um possível substituto para o nossos queridos AMX-A1 no futuro.

    • O tempo de entrega envolve o tipo de contrato! Se há transferência de tecnologia e natural que leve mais tempo, ainda mais no caso do nosso Gripen NG (New Generation) o qual houve grandes mudanças, sendo assim um projeto diferende em grande parte dos C/D, mas se eles realmente comprarem os modelos C/D a produção será mais rapida por ser um produto já consolidado no mercado.

  3. o FA-50 é um excelente jato, más não creio que seja viável para a FAB manter 2 caças de alto valor e condições próximas. 2 logisticas, tudo contribui para a não racionalização dos meios. Outro detalhe: se a FAB vier a confirmar um segundo lote Gripen, estes já deverão custar menos. Acredito que será possível, e imagino que isto ocorrerá, a FAB substituir os A-1 por G e Gripens também mantendo a padronização dos meios. Agora: se as coisas melhorarem e o orçamento permitir, o que provavelmente poderá ocorrer é a compra de uma pequena quantidade (18 a 24 und) de um jato como o MB 346 para treinamento na Ala 10. Esta é apenas minha leiga opinião. Saudações a todos.

    • José Airton, essa história de jato de treinamento, LIFT, etc…para a FAB, já foi discutida, rediscutida e discutida novamente por aqui. A FAB não tem intenção de adquirir e não necessita, no entendimento de seu Comando, de um jato de treinamento. Os pilotos de caça sairão da AFA para o Joker em Natal e depois para um dos 3 esquadrões do 3° GAV e dali para o F-39.

      • Estamos bancando o desenvolvimento do Gripen F para a funcao de treinamento também.
        Já que não Suécia o trabalho é realizado pelo Gripen D.
        Outra questão seria o custo de hora de vôo do TA-50 seria menor que os US $ 4.700,00 do Gripen NG? Teríamos também o custo de manter toda uma logística e estoque de peças de reposição de 2 aeronaves. E teríamos um vetor treinador que não estaria a altura do Gripen NG em caso de combate real.
        A própria FAB já cansou de declarar que a sequência de formação será do ST para o Gripen F. Acho que eles sabem mais que todos nós sobre esse assunto. E eu não minha modestíssima opinião concordo, já que todos os pilotos da FAB que voaram o Gripen C e D declararam que quando aeronave e muito fácil de voar.

  4. Tem gente com dúvidas, ainda. A FAB substituirá TODOS os F-5 e A-1 pelo F-39.
    Editores, já fizeram o PRESS ACREDITATION para a CRUZEX, que se inicia no próximo mês, em Natal?

      • Mto bom! Bom trabalho lá. Esperamos as fotos. Sugiro incluir na matéria informações sobre o funcionamento do Estado-Maior Combinado da Forca Aérea Componente. O funcionamento do CAOC (Combined Air Operations Centre), o coração das operações aéreas, é bem interessante. Fotos do Mass Briefing também seriam boas pros leitores terem uma noção do que é uma missão de pacote (COMAO – Composite Air Operations).

    • O público poderá fazer alguma visita?
      Claro que receber 20 mil pessoas pode complicar.
      Mas receber alguns aficionados seria uma boa.
      Em algum momento da Cruzex.
      Qual o período mesmo?
      Quem sabe o futuro presidente estará presente…

  5. República das Filipinas é um país com cerca de 104 (cento e quatro) milhões de habitantes sobre um imenso um arquipélago de 7.107 ilhas, com uma área terrestre total de aproximadamente de 300 mil km².
    .
    O mapa, sempre o mapa, apresentado na matéria é ótimo, apresentando a situação filipina no oeste do Pacífico. Sua delimitação é interessante:
    – Leste – Mar das Filipinas, com Palau ao longe;
    – Sul – Mar de Celebes e Mar de Sulu, com a Indonésia logo abaixo;
    – Sudoeste – Estreito de Balabac é uma fronteira marítima com a Malásia;
    – Oeste – Mar da China Meridional (ou Mar do Sul da China), com o Vietnã do outro lado e no meio do caminho as disputadas principalmente pela China) ilhas de Spratly (na visada de Palawan) e Paracel (na visada de Luzon);
    – Norte – Estreito de Luzon separa as Filipinas de Taiwan, bem como separa o Mar do Sul da China do Mar das Filipinas;
    .
    Com fronteiras marítimas quentes e disputadas, alguns movimentos insurgentes internos e uma centena de milhões de habitantes seria esperado uma grande força aérea, mas as condições econômicas não permitem.
    Assim sendo, custo é mandatário nos meios de defesa que podem adquirir e operar.
    .
    Diante disso, no ocidente, acredito apenas em duas linhas de caças para atender as necessidades filipinas:
    – SAAB JAS 39 qualquerletra Gripen; e
    – General Dynamics, depois Lockheed Martin, F-16 qualquerletra Viper.
    .
    Benefícios do Gripen:
    – Capacidade de operar em rodovias, consequentemente podendo ser desdobrado em campos de pouso com poucos recursos;
    – Criado para ter um alto turnover, ou seja, pode ser rapidamente reabastecido e rearmado em campos com preparação mínima;
    – Menor consumo de combustível, tendo em vista tamanho e turbofan menor;
    – Turbofan amplamente utilizado, com fácil obtenção de spare parts.
    .
    Benefícios do Viper:
    – Disponibilidade de células antigas norte-americanas que tem interesse em se contrapor aos chineses naquele TO;
    – Facilidade de spare parts e manutenção com aliados da região (USA e Korea);
    – Mesmo tipo de caça usado por provável aliado em enfrentamento (USAF);
    – Disponibilidade de vários upgrades (Taiwan, ROKAF, USAF).
    .
    Tanto JAS-39 como F-16 possuem capacidade ar-ar BVR e ar-mar.
    Duas capacidades importantes naquele TO, frente ao Dragão.
    .
    Minha visão é que, em termos operacionais, o Sueco seria melhor, principalmente em função do uso expedicionário, como deslocar aeronaves para campos de pouso alternativos na ilha de Palawan (frente as Spratly), ao sul, ou em Luzon (frente as Paracel), ao norte.
    .
    Por outro lado, a possibilidade de usar aeronave semelhante à USAF e preparar bases aéreas alternativas no arquipélago das Filipinas prontos para receber caças F-16 de ambos os países é algo a ser pensado e pesado.
    Principalmente se ‘usamericanusfeiubobo’ ajudarem na conta de compra e operação.
    .
    Eles é que sabem.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

    • Concordo plenamente, mas considerando que pras Filipinas a questão geopolítica e financeira é mais importante que a performance do avião, iria de F-16 usados e atualizados pelo FMS.

  6. Mais de 7mil ilhas ? Em termos de dispersão de forças, é o paraíso.
    O J-39 vai ficar perfeito nas Filipinas.
    .
    Com tantas encomendas, as versões C/D vão continuar sendo fabricadas. Será que não vai criar um problema da SAAB ficar com 2 linhas de Gripen ?
    Poderiam deixar a linha dos E/F no Brasil e dos C/D lá na Suécia, enquanto houver encomenda.

  7. Talvez 12 a 18 Gripen C/D se encaixem no orçamento do país. Levando em consideração que pagaram quase 30 milhões por cada um dos 12 FA-50 deles, o Gripen C/D estava na faixa dos 40 milhões… é torcer e esperar.

  8. Caro Ivan, o mapento.

    Vai dar Viper, creio que via FMS USA.

    Israel também está na parada.

    G C/D usados podem ser opção,

    via …. groudeados da AS ?

  9. Quem já pilotou sabe que avião tem comandos básicos. Quem pilota um ST pode iniciar duplo comando em Grippen ou qualquer outro jato. Claro que antes vai estudar e ralar em simuladores. Pilotei em aeroclubes. Só o básico, mas me senti a vontade no lado direito do comando, quando tive esta oportunidade. Pela quantidade de pilotos formados na FAB não justifica uma frota de LIFT. Gastar um pouco mais num aparelho como o Grippen duplo comando é mais econômico ainda.

  10. Também é importante que os caças tenham capacidade antinaval. As Filipinas sendo um arquipélago só podem ser invadidas por mar. Então quaisquer ataques aéreos serão preparativos para um invasão naval.

  11. As Filipinas querem ter uma Força Aérea melhor com caças, o que é seu direito e até obrigação, mas quanto a questão com a China pelas ilhas, não fará a menor diferença ter estes 12 Gripen ou F-16 diante do poderio do Dragão.

  12. TJLopes e Carlos Alberto Soares,
    .
    Em face da capacidade nativa de dispersão em campos de pouso com pouca infraestrutura, bem como decolar e aterrizar em espaços curtíssimos (mais ou menos 800 metros), além de dispor de armamento anti-navio (ASM) já implantado (RBS-15), fechando com o baixo custo operacional (inclusive consumo de combustível), o Gripen qualquerletra seria a aeronave ideal para a Hukbong Himpapawid ng Pilipinas (Força Aérea das Filipinas), tomando como base apenas a questão operacional.
    .
    Entretanto, o forte interesse norte-americano na região, bem como a confrontação com a poderosa República Popular da China, pode levar os filipinos a buscar uma solução by Lockheed Martin, mesmo que usada e recondicionada.
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    Se, um grande SE, os americanos investissem em instalações da Força Aérea das Filipinas, financiando talvez 2 (duas) bases aéreas dos filipinos, uma na ilha Palawan ao sul e outra em Luzon ao norte, ambas com instalações adequadas para dar suporte operacional para – digamos – 2 (dois) esquadrões de F-16, poderia criar uma situação estratégica para deslocamento de aeronaves da USAF para aquele Teatro de Operações rapidamente.
    .
    Mas o SE é enorme.
    Principalmente com o atual governo filipino, sob o comando do controvertido Rodrigo Duterte.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

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