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Comitiva conhece linhas de montagem do KC-390 e A-29 na Embraer

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A visita foi realizada por embaixadores, adidos e integrantes do Ministério das Relações Exteriores

Uma comitiva, composta por 86 embaixadores, adidos estrangeiros e integrantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), visitou, nesta quinta-feira (04), a Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer), localizada em Gavião Peixoto (SP). O objetivo foi conhecer as linhas de montagem das aeronaves A-29 e KC-390. As autoridades foram acompanhadas pelo Chefe da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica (ASPAER), Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, e pelo Chefe da Segunda Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Brigadeiro do Ar Fernando César da Costa e Silva Braga.

“Eles puderam conhecer o nível da nossa indústria aeronáutica, uma grande oportunidade para fomentarmos a nossa Base Industrial de Defesa, pois eles são formadores de opinião e poderão divulgar o que viram”, constatou o Brigadeiro Braga.

Uma das autoridades que participaram da visita foi o Embaixador da Indonésia, Toto Ryanto. “A aeronave A-29 Super Tucano, produzida pela Embraer, é utilizada pela Força Aérea da Indonésia. Essa é uma forma de aprendermos mais sobre a Força Aérea Brasileira”, ressaltou.

O Embaixador do Peru, Vicente Rojas Escalandre, destacou a relação com o Brasil.

“Há quase dois anos, a FAB se fez presente no norte do Peru, ajudando as vítimas da enchente nas cidades afetadas pela chuva. Nós temos uma relação muito especial e essa é uma oportunidade para conhecermos os avanços do Brasil, na tecnologia aérea, então temos muito interesse”, enfatizou.

Já a Encarregada de Negócios da Embaixada da República da Polônia, Marta Olkowska, disse que a visita ampliou a visão a respeito do Brasil. “Foi muito gratificante e interessante ver o KC-390 e vamos, com nosso Adido de Defesa, informar devidamente ao nosso Ministério e, num futuro próximo, organizar uma visita das autoridades polonesas para poderem ver de perto essa aeronave”, informou.

Ao total, participaram da visita representantes de 45 países de várias regiões do mundo. “São países potenciais compradores de todos os produtos, seja da aviação civil ou militar, então, foi uma oportunidade importantíssima para que adidos, embaixadores e representantes de governos estrangeiros conhecessem de perto o que há de melhor na indústria aeronáutica brasileira já que os produtos oferecidos pela Embraer têm uma grande demanda nesses países e é importante que eles levem para os seus países a imagem de qualidade, de competência técnica e de capacidade operacional que eles viram”, concluiu o Chefe do Departamento de Defesa e Segurança do Itamaraty, Embaixador Alessandro Candeias.

FONTE/FOTO: CECOMSAER/Embraer

28 COMMENTS

    • Mentira!! A Embraer Defesa & Segurança não está envolvida no acordo com a Boeing e não será entregue a ninguém, pelo menos com as informações que possuímos no momento. Se o senhor não sabe dos fatos, por favor evite pregar terrorismo barato para tentar influenciar leitores.

    • Romário Nunes, deixe de falar besteira e de tentar causar desinformação! Seu comentário é ridículo, por favor guarde essa sua ideologia barata para você e façacomo o Daglian já te disse, não pregue terrorismo e não contamine o ambiente do Blog.

        • Art – Você por acaso é um especialista em avaliação de empresas? Mais ainda, mesmo que fosse especialista (que obviamente não é e está mais para chutador engajado na idiotice petista),você não tem acesso aos dados financeiros, projeções de venda, situações atuais e projetadas de mercado (por exemplo, levou em consideração a venda do setor de aeronaves comerciais da Bombardier canadense para a Airbus e o que isso acarreta para o mercado de aviões até 200 passageiros?
          Obvio que não sabe de nada disso e só sabe repetir mentiras e preconceitos petistas.
          Assim, a sua opinião a respeito de a Embraer – aviação comercial ter sido vendida a preço de banana é apenas um chute bobo. É supor que os acionistas da companhia são idiotas querendo perder dinheiro.

          Este tipo de comentário evita que se discuta assuntos como este de forma inteligente, pois aí sim se poderia medir os impactos para o Brasil e a empresa, se positivos ou negativos.

      • Verdade. Muitos aqui simplesmente não conseguem assimilar toda a informação que é passada no site. E acabam fazendo comentários equivocados que só poluem o blog.

        • É verdade sim. A Boeing americana está engolindo a Embraer. Isto é uma prática comum de guerra econômica, ocorre o tempo todo visto que o complexo industrial-militar dos Estados Unidos tem como diretriz impedir o desenvolvimento de concorrentes no campo militar e/ou tecnológico. A doutrina em questão se chama Full Spectrum Dominance. Existem inúmeras publicações dos próprios oficiais americanos a respeito desta prática.

    • FLAVIO MARQUES DA SILVA 5 de outubro de 2018 at 21:12
      Meu caro,
      A EDS pode ser negociada com algum outro fornecedor estrangeiro? A priori não, pois o Estado possui a Golden Share que pode vetar qualquer negociação que não seja interessante ao Brasil(particularmente até acredito que isto poderá acontecer a médio e longo prazo), até agora o processo da criação de uma terceira empresa entre a Boeing e a EMB está focada nos aviões regionais. Se quem está a frente da EMB é a favor desta criação (pois eles sim conhecem o mercado atual e expectativas de futuro) qualquer discurso ou comentário contra a compra é baseada em um achismo ou por interesses (como sindicatos e políticos).
      Quanto a linha de montagem, não, não está sendo cogitado levar a linha de montagem aos EUA e sim abrir uma uma nova linha, temos que lembrar que já existe uma linha de montagem da própria EMB nos EUA para os Phenom.
      Agora em uma improvável venda (pelo menos a curto prazo) do KC 390 para os americanos, mesmo que seja via FMS (ou seja para a venda para um pais estrangeiro), ai sim, o avião terá que ser montada por uma empresa americana e neste ponto, a Boeing seria a empresa natural (creio que poderia ser nos moldes do Harrier AV-8B que foi fabricado pela MDD). Se a venda do KC for para a USAF e ou Marines, obviamente pela escala de produção, não teria muito sentido manter a linha do KC 390 no Brasil ativa.

    • Débora, o KC-390 só será produzido em território americano caso a Boeing venda ele, pois a Boeing tem acordo com a Embraer para promover a aeronave nas áreas de influência americana.
      A produção em território americano só será feita se essa venda for financiada pelo governo americano, que é o que já acontece com o super tucano que são fabricados na Flórida. Afinal de contas alguém acha que o governo americano ia financiar uma aeronave que é fabricada no Brasil? Jamais! Essa aeronave obrigatoriamente tem que ser feita em território americano.
      Para quem acha isso ruim, lembra-se que os EUA vendem o C-130 novos de fábrica ainda, e portanto se um cliente quiser financiamento via FMS, ele pode muito bem optar pela aeronave da LockHead ao invés da Embraer, o que seria bem óbvio para quem já opera o C-130 velhos.
      Portanto eu prefiro um KC-390 vendido, mesmo que fabricado no EUA, do que o concorrente dele ganhando mais uma venda. Mesmo a aeronave sendo fabricada lá, alguma coisa ainda será fabricada no Brasil, como ocorre com os super tucanos vendidos pela Sierra Nevada/Embraer.
      Quanto maior as vendas do KC-390, maior a escala, menor os custos de operação.
      Se alguma força aérea ir diretamente na Embraer ou até mesmo se a Boeing vender, porém sem financiamento americano, então o mais natural é que a aeronave seja fabricada em Gavião Peixoto.
      O resto é desinformação que analfabetos funcionais vem disparar aqui no Blog, achando que os leitores do blog são bobos.

  1. Parabéns à Embraer e suas conquistas. Parabéns a FAB por ter o projeto do KC 390 e ainda manter ajuda humanitária ao Peru e com isso ganhando confiança para que este país possa adquirir algum produto. fico feliz. Isto é notícia que dá orgulho.

  2. Qualquer estrageiro que venha conhecer a Embraer simplesmente fica admirado com a modernidade desta empresa e seus produtos. O mais incrivel, a Embraer empresta credibilidade para todas as outras atividades industriais e economicas do nosso pais. Na realidade o Brasil se fosse melhor vendido toda nossa industria passaria a exportar muito mais. O mundo simplesmente nao coloca o Brasil na lista de compra por desconhecimento do que se e capaz de fazer aqui. Simples assim

    • Pelo nosso tamanho, não rerpesentamos nada no comércio internacional. Vender aqui é muito complicado….já que os impostos além de absurdos, tiram a competitividade dos produtos importados. A intenção é o protecionismo mesmo.
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      Além disso, o Brasil não vende mais, porque não tem produtos de ponta (que justificaria custar mais caro pela tecnologia) e nem mão de obra qualificada/barata (que possa tornar nossos produtos competitivos no preço).
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      Então, se não temos o valor trecnologico e não temos preço, vão comprar da gente por que?
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      A única forma é tecer acordos bilaterais, reduzir impostos (nao ha o menor sentido em vc exportar impostos), fazer as reformas necessárias, e manter um câmbio desvalorizado. Aí sim podemos ser competitivos.

      • Aqui a Embraer Defesa ou vai ser bancada pelo governo ou acaba. Se o comentário não agrada a certos integrantes do Blog são xingados. Quantos Super Tucanos são fabricados aqui no Brasil para compradores externos atualmente?

        • Todo A29 que é comprado SEM ser pelo FMS dos EUA é fabricado (montado completamente) no Brasil. Os que são montados pela Sierra Nevada, tem as partes que são fabricadas no Brasil enviadas para lá, sendo que lá são apenas montadas. Fuselagens e outras partes, que são fabricadas no Brasil, não são fabricadas lá para serem montadas lá. São enviadas daqui para lá.

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