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Documentário ‘Spitfire’

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Eles dizem que ele era lindo. Um sonho. Mas apesar de toda sua boa aparência, ele também era um assassino.

SPITFIRE é um conto épico e abrangente de determinação, visão e coragem. É a história de um avião que foi forjado em competição, moldado com a chegada das nuvens da guerra, e refinado no calor branco do combate – que se tornou o mais famoso avião de combate já feito.

Creditado com a mudança de curso da história do mundo, esta é a história do Spitfire – contada nas palavras dos últimos veteranos de combate sobreviventes.

Com impressionantes imagens aéreas do melhor fotógrafo de aviação do mundo, o filme também contém imagens raras, remasterizadas digitalmente, dos tumultuosos dias da década de 1940, quando seu poder nos céus era incomparável.

SPITFIRE também explora como este avião extraordinário voa ainda hoje e como se tornou um ícone internacional.

87 COMMENTS

  1. Eu assisti esse sábado! É sensacional! O orgulho que esse povo tem desse avião é algo! A gente que é meramente amante da aviação ja se emociona com ele, imagina os caras inglêses!

  2. “(…) que se tornou o mais famoso avião de combate já feito.”

    Essa afirmação é praticamente uma declaração de guerra no mundo warbird. Para alguns chega a ser uma frase que permanecerá na infâmia.

    O Mustang e o Messerschmitt estão levantando vôo em todas as mentes entusiastas para um embate épico nessa guerra de opiniões, e o Zero e o Hellcat também já decolam a partir do imenso mar do esquecimento de seus nomes.

    Não me atrevo a declarar, de plano, um vencedor . . .

    • De fato Ozawa. Claro que o “Spit” é famoso no Reino Unido, mas e no resto do mundo? Será que, por exemplo, o cidadão comum americano, conhece a silhueta do Supermarine, do mesmo jeito que conhece a do Mustang, por exemplo? E no Japão, será que ele é mais conhecido que o Zero? Provavelmente não.

      Outra frase que também tem o efeito de provocar brigas em bares e desfazer amizades, é “qual foi o melhor caça da 2ª Guerra?”. Já posso até ouvir a gritaria, não importa a resposta.

      • A resposta é óbvia: Foi o P-43 Lancer!!!!!!!!!!!

        Claro que estou brincando. Eu não consigo simplesmente apontar uma aeronave. Todas tiveram seu papel. E sinceramente é difícil eu não ficar com olhos brilhando sempre que vejo um deles, qualquer que seja, de qualquer nação que seja. Claro que por motivos óbvios e um tanto parciais, eu vou ter sempre um cantinho especial para o P-47 dentro do meu coração, mas gosto de todos eles.

    • F2? Está falando do Brewster Buffalo? Ai ai ai…. Enfim… os Finlandeses os colocaram em bom uso. Mas a dica que eu dou é, por favor, não use o WarThunder para basear seus comentários aqui. Por favor, não faça isso consigo mesmo. O Buffalo apanhou dos Japoneses em Midway e chegou à ser utilizado por unidades da Commonwealth e, salvo engano, Holandeses Livres no CBI, mas também não vingou. Mas os Finlandeses os usaram muito bem contra os soviéticos. Também se a memória me serve, a versão dos Finlandeses não tinha uma série de equipamentos que as aeronaves da USN/USMC tinham, sendo mais leves, o que os ajudou contra os LaGG e Yaks.

      Acabou sendo tirado de serviço apenas por falta de peças de reposição e substituído por versões do Bf-109.

      • E o que tem haver eu achar o fw-109 e F2A-3 mais bonitos que o spitfire e jogar eles no jogo com isso tudo ? Não falei que eles são melhores que o Spitifire, nem das condições deles na vida real, e muito menos usei o war thunder como critério pra nada, falei apenas que os acho bonitos e os jogadores de war thunder os usam muito, alias até no jogo o F-2A-3 é um avião inicial.

        Eu queria mesmo era ver um Duelo de Spitifire vs FW-109D-9 o famoso Dora 9, deveria ser incrível.

        • Desculpe se confundi suas comparações entre beleza e/ou efetividade. Eu me mordo todo quando alguém cita aviões e WarThunder hehehehe. Não seria a primeira vez que um garoto novo gosta de um jogo arcadão e confunde aquilo com a realidade. Nesse caso me desculpe, sinceramente.

          É que o WarThunder é podrasso em relação à aeronaves. O nível de dificuldade que eles chamam de ‘simulador’ é quase um insulto heheheheh 😛

          • Leandro Costa 2 de outubro de 2018 at 15:16

            Tranquilo, até porque usar world war tanks, war thunder, como critério é foda, no war thunder a empresa desenvolvedora Nerfa (diminui) a capacidade dos veículos alemães e upa dos Russos, fora que acontecem coisas incríveis como manobras 15G negativo sem o piloto desmaiar.

            No world of tanks desisti, tenho o tiger II, custou o olho da cara e horas de jogo, chega na hora levo tiro de M4 Sherman e vaza a blindagem no jogo de fora a fora.

            Mas de qualquer jeito é um ótimo passa tempo.

          • Eu estou sem máquina de jogo tem um tempo, mas joguei o War Thunder de blindados e também o World of Tanks e o World of Warships desde que eram betas. Hoje em dia jogo esses dois últimos em suas versões para celular, e apesar de o World of Warships para celular não ser tão bem implementado quanto o de blindados, ainda é um pouco divertido. É mata mata sem ter que pensar muito mesmo, mas diverte e passa o tempo.

            Tem mesmo umas bizarrices doidas mesmo hehehehe

            Eu tive um simulador de blindados que era bem legal, mais próximo da realidade, mas isso tem pra lá de década atrás, que era o Panzer Commander, se não me engano. Várias campanhas, Blitzkrieg nos Países Baixos e França, front oriental, etc. Lembro que na França, com um Panzer III eu sempre suava frio quando encontrava um Char B Francês. Era osso duro de roer mesmo. Você trocava entre as posições dentro do blindado e era mais ou menos por aí. Não era perfeito, mas era o mais próximo que havia. Havia outro também que vi em revistas na época, chamado ‘Over The Rhein’ ou algo assim, que parecia ser muito legal também. Acho que incluía combate de blindados contra infantaria e tudo.

            Fico imaginando o que poderia ser feito com as idéias da época sobre simuladores com a tecnologia dos dias atuais. Mas enfim, como eu disse, tem alguns anos que estou sem máquina de jogo então estou bem por fora, acompanhando apenas através dos comentários de alguns amigos gringos que ainda botam alguns simuladores para funcionar de vez em quando.

    • Procure Il-2 Sturmovick 1946, apesar do nome il-2 vc pode voar uma variada gama de aviões da segunda guerra e alguns projetos pós também. É antigo porém ainda diverte e o nível de simulação é muito bom.

      • É o que eu voava. Não sei se continua assim, mas existia uma equipe que foi autorizada oficialmente à dar continuidade à série, postando atualizações e deixando o simulador ainda relevante apesar da idade. Daidalus Team, se não me engano. Lançavam patches gratuitos com ajustes, melhorias gráficas e novas aeronaves com uma certa regularidade. Espero que continuem à fazer isso pois faziam um ótimo trabalho.

  3. Mas o Spitfire realmente até a metade da guerra, era o simbolo da liberdade…..

    imagine voce….a imagem era dramatica…..um braço de mar entre voce e o adversario, como falanges, aos montes, acenando a voce a invasão iminente….e voce encolhido a sua ultima fortaleza, com bravura e resistencia, disposto ate o ultimo homem….nas ruas, castelos ou nos campos, a resistir e jamais entregar o ultimo pais da europa ao julgo nazista…..e entre a sua praia e a praia dominada francesa, haviam apenas os cavaleiros dos ares, assinalando a sorte lançada…a derrocada ou virada do jogo a qualquer segundo….

    • Eu concordo, Carvalho.

      Mas não deixa de ser interessante o fato de que o Spit ganhou a fama, mas quem carregou o piano durante a Batalha da Inglaterra foi o Hurricane. Acho ambos lindos, mas o Spit é sensacional.

      • Spitfire & Hurricane.
        .
        Um clássico High and Low Mix.
        Depois os amigos questionam porque eu defendo sob fogo cerrado o conceito HiLoMix.
        😉
        Forte abraço,
        Ivan, o Antigo.

        • Em tempo.
          .
          Entre 22 de junho de 1940 – Armistício Franco-Alemão… ou simplesmente rendição da França – e 22 de junho de 1941 – início da Operação Barbarossa – os ingleses lutaram sozinhos contra o eixo, enfrentando-os sobre os céus do Reino Unido, na África do Norte, no Mediterrâneo, nos Bálcãs, na Noruega, contando apenas com seus Hawker Hurricane & Supermarine Spitfire, com menção honrosa aos Curtiss P-40 Tomahawks nos desertos da África.
          .
          O Spitfire era o ícone daquelas batalhas, mas o Hurricane – barato e bem armado – fez um enorme estrago na parte da Luftwaffe que passava pelos Spits.
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          HiLoMix em ação.
          😉
          Forte abraço,
          Ivan, o Antigo.

          • Desculpe Ivan, apesar de concordar com 99% do seu comentário, não posso deixar de discordar quando você diz que os ingleses lutaram sozinhos… Podem ter sido a única grande nação na época, mas sangue te muitos povos jorraram contra o eixo… Inclusive no citado por você Mediterrâneo onde inclusive 10% de toda população da Grécia morreu em decorrência do conflito, um número maior tanto em números absolutos quando relativos do que os ingleses (meus avós vieram de lá fugindo do rastro de destruição deixado). Essas mortes ocorreram nas batalhas que resultaram na primeira derrota que o Eixo sofreu na guerra toda (quando a Grécia venceu a Itália em batalha os “empurrando” de volta pra Itália) e subsequente e necessária, mas indesejada pelo Hitler, operação Marita que na prática ajudou a atrasar a Barbarossa e jogar a invasão da Rússia para o inferno, ops, inverno russo… o resto da história vocês já conhecem…
            .
            Sds

    • O P51 Mustang foi magnifico, mas ele só entrou em ação na parte final da guerra. Já o Spitfire participou de todo o conflito, e garantiu que o Canal da Macha se tornasse o maior cemitério de aviões alemães da história.

  4. Comparando com os aviões já citados por você, no meu entender, o Spitfire foi o principal caça Inglês, que deixou os alemães derrotados na batalha da aérea mais importante para os ingleses!!Tanto que no filme,(não sei se foi verdade) os pilotos alemães chegam a solicitar um esquadrão de Spitfire!!Mas como caça nde segunda guerra, tenho outra preferência:Mustangue!Este foi o caça da 2 guerra Mundial que ajudou, com sua autonomia, a proteger os bombardeiros B17, dando uma vitoria aos aliados!!

    Abs

    • Os alemães usaram a tática errada, na batalha da Inglaterra. Por isso a derrota e a glorificação do caça inglês.Na guerra a primeira vítima é a verdade,não sei porque com tantas armas os alemães queriam um Spitfire?Eles deveriam de querer linhas de abastecimento,pois quando a Wehrmacht tava abastecida, botava o terror.Depois outra coisa errada, a invasão da URSS botou tudo a perder,e glorificou o T-34,tudo por táticas erradas.

      • Eu não diria que, inicialmente, as táticas alemãs durante a Batalha da Inglaterra estavam erradas. Eu diria que a estratégia alemã e, consequentemente a construção da Luftwaffe, foi o grande erro. Esse erro talvez não tivesse sido cometido caso o General Walter Wever não tivesse falecido em 1936 em um acidente. Tivemos a sorte desse cara não ter continuado seu serviço.

        Mas é importante ilustrar que as táticas alemãs mudaram ao longo da Batalha da Inglaterra, apesar das reclamações dos pilotos de caça, que passaram agora à ficar atrelados aos bombardeiros. Essa mesma tática errada foi utilizada pela 8th USAAF de 1942 até fins de 1943, e só foi corrigida quando o General Doolittle assumiu o comando da 8th. Aí tanto Mustangs quanto Lightnings and Thunderbolts passaram à ser muito mais eficazes, levando à cabo a Diretiva Pointblank e aí sim passaram à destroçar a Luftwaffe.

        E Renato, o papo do pedido de um esquadrão de Spits aconteceu, mas foi usado como sarcasmo por Adolf Galland para irritar um pouquinho o balofo do Goering.

        • Sim aconteceu,não duvido o papo do pedido de um esquadrão, de Spits. A Alemanha teve um sucesso, inicial e depois ficou dando murro em ponta de faca.

    • O grosso do abate de aeronaves alemães, inclusive caças, foi feito pelo Hurricane. Mas como sempre, o rostinho bonito do Spit foi quem ficou com a glória.

  5. Tem uma foto lendária.um spitfire desviando uma v1 com a ponta da asa!
    Meu favoritos da segunda guerra são :Sptifire,hawker tempest! Do tio sam sou mais o f6f hellcat p-51,p-38 Logico O p47 thunderbolt só ! kkkkk

  6. A questão do Spitfire, além do motor Merlin e do design inovador, é uma questão mística. Poucas centenas de caças receberam a responsabilidade de defender uma nação, e foram triunfantes num momento histórico de seguidas derrotas, e quando os alemães pareciam absolutamente invencíveis. A mistica, somada à qualidade da máquina, dá ao spitfire uma história incomparável. Coisa que o zero perdeu quando foi aniquilado pelo Hellcat. Coisa que o Hellcat não tinha porque surgiu no momento de total superioriedade americana. E coisa que o Mustang nunca terá, empregado como caça de escolta em bombardeios, em missão claramente ofensiva. O Me 109, nem mesmo o famoso Emil, tiveram essa identificação com o povo alemão. Até mesmo porque falharam em defender seu espaço aéreo ao fim da guerra, sofreram nas mãos dos Russos (ainda que com muito mais vitórias que derrotas) e não tiveram um substituto a altura.

  7. Qualquer estratégia que os alemães adotassem iria os fazer-los perder.
    O resto é mito.
    Nunca conseguiram destruir a RAF, nunca conseguiram fazer uma campanha de bombardeio estratégico eficaz, se voltaram para destruir Londres mas isso nunca abalou o moral britânico.
    Só pra terem uma ideia na batalha da Grã Bretanha a economia britânica já estava em 100% voltada para a guerra, a produção de aviões já era maior que a da Alemanha que ainda não tinha se tornado ainda uma economia de guerra.
    O problema da Alemanha era esse não queria e não podia ter uma guerra longa com o RU, por causa da URSS, tentaram usar uma estratégia de Counter Force na RAF, mas falharam.
    A RAF podia usar qualquer aeródromo improvisado, as fábricas de aviões e munições nunca foram efetivamentes paralisadas e continuavam produzindo, os pilotos ingleses caíam em território nacional e voltavam a voar, a Kriegsmarine ainda estava longe de atingir seu objetivo inicial de tonelagem afundada na época da batalha, as expectativas estavam contra a Luffwaffe e a mesma ainda tinha que se preparar para uma “possível” guerra com a USSR e ainda fazer operação no Mediterrâneo em apoio aos italianos, isso tudo sem a economia alemã estar em pleno ritmo de guerra, coisa que os britânicos já estavam.
    No mais tenho um gosto especial pelo Spitfire pelo o que ele representa, como o Carvalho comentou.
    Sobre suas qualidades no começo da guerra era páreo para os BF-109, só tinha um probleminha com vôos invertidos que depois foi consertado, uma curiosidade é que uma mecânico mulher ajudou a consertar, e depois durante a guerra com as novas versões continuou páreo contra os melhores caças da época.

    • Augusto L, ouso dizer que a Alemanha já estava há muito tempo em uma economia de guerra. O orçamento militar durante a década de 30 foi sempre a prioridade, o que levou ao esvaziamento dos recursos de outras áreas importantíssimas, como infraestrutura – principalmente ferrovias – e construção civil.

      O que pode se alegar é que a organização era um pouco mambembe, no entanto, a famosa declaração de guerra geral dos nazistas, significou a centralização econômica no super-ministério de Speer e o racionamento completo no país, que fez os ‘invernos de nabo’ parecerem uma época de bonança para a população civil.

      Os planos de construção que você citou são claríssimos ao demonstrar as diferenças abissais entre as economias dos beligerantes. A título de exemplo o Alto Comando alemão queria começar a guerra com 21 mil aeronaves, mas em seu auge, alinhou pouco mais de 5 mil. O ápice britânico foi de mais de 8000 no final de 44. URSS dispôs de cerca de 17 mil em meados do mesmo ano. Para se ter ideia do absurdo germânico, a USAAF arranhou 20 mil aeronaves.

      Considero que ainda, que o principal fator da derrota na Batalha da Inglaterra tenha sido a alta taxa de atrito na conquista da França. Chegaram exaustos para o round/set decisivo!

      • Rafael a Alemanha se preparou para guerra, pra não acontecer o que aconteceu na IGM mas na época da batalha da Grã Bretanha não estavam 100% voltado para guerra.
        A Grã Bretanha/RU estava.
        A produção semanal de aeronaves britânica na época era superior a germânica.

        • Augusto, percebo que temos percepções diferentes sobre o mesmo fato, o que gera interpretações dissonantes. Meu ponto é que a economia alemã estava sim voltada à guerra, há muito tempo. Ocorre que, ela possuía limitações inerentes à quase duas décadas de empobrecimento contínuo. Pode parecer loucura, mas a Alemanha ainda era um país com população agrária naquela época!

          As limitações de produção alemãs se davam pelas limitações de insumo e de capital. Devemos lembrar que o objetivo da expansão ao Leste era alcançar em recursos naturais e humanos o Império Britânico e os EUA, de forma a competir igualmente no mercado externo e oferecer a população germânica um nível de vida equivalente. A Inglaterra produziu mais pois era mais rica, simples.

          Se a economia alemã não estava voltada a guerra, estava voltada ao que? Desde o final da década de 30 o comércio exterior era extremamente regulado e muitos setores sofriam racionamentos, em detrimento do militar. Em minha opinião, a Guerra Total alemã foi mais uma estratégia de propaganda interna e a legalização da espoliação total dos territórios ocupados. Os números de produção em 1944 escondem muita destruição, fome e pobreza, que nenhuma sociedade aguenta por muito tempo!

          Grato pela atenção e discussão.

  8. Outros também esquecidos que eram ótimos aviões.
    Eram os Tempest e Typhoon.
    Mas meu favoritos são os Spits pela sua história e o que representava e os P-47 thunderbolt esse último nem preciso falar o porquê.

  9. Setembro de 1939.
    Invasão da Polônia pelas forças nazistas.
    Reino Unido e a França ordenam uma retirada imediata da Alemanha e, não sendo atendidos, declaram guerra.
    Oficialmente começa a Segunda Guerra Mundial.
    .
    Setembro de 1945.
    A Rendição do Japão é assinada a bordo do encouraçado norte-americano USS Missouri, na Baía de Tóquio.
    Oficialmente é o final da Segunda Guerra Mundial.
    .
    São 6 (seis) anos de guerra mundial, sem contar os anos anteriores de esforço pré-guerra, em que TODOS os países do mundo se esforçaram ao máximo para produzir armas superiores.
    .
    Com o Poder Aéreo elevado ao ápice do enfrentamento militar e sendo os caças as armas que asseguravam o domínio do espaço aéreo sobre os campos de batalha, é óbvio que haveria – como houve – um crescimento exponencial nas capacidades dos mesmos, com numerosas aeronaves sendo criadas e/ou aperfeiçoadas, chegando à criatividade disruptiva dos caças a jato como o Messerschmitt Me 262 Schwalbe.
    .
    Então:
    – Qual seria o melhor?
    – Qual o mais poderoso?
    – Qual o mais importante?
    .
    Colocar estes ícones em uma gradação seria, talvez, a mais perigosamente injusta tentativa de de formar qualquer lista no mundo. Poderia haver alguns felizes “vencedores’, mas certamente uma legião de ferozes “injustiçados”.
    .
    Eu é que não meto a mão nessa cumbuca… 😉
    .
    Mas algumas aeronaves de caça merecem ser destacadas.
    Por suas habilidades de combate, por suas vitórias, MAS, principalmente, pela importância que tiveram nos momentos críticos da maior e mais terrível guerra da humanidade.
    .
    O Supermarine Spitfire e seu fiel, confiável e poderoso parceiro Hawker Hurricane devem ser reconhecidos como os caças que sustentaram a batalha contra o Eixo quando o resto do mundo tranquilamente se preparava para o que viria.
    .
    Ao longo de 1 (um) ano inteiro, de 6 (seis) anos de guerra mundial, foi a dupla Spitfire e Hurricane o sustentáculo da aviação do mundo livre, sustentando uma base mínima para que o que seria chamado de ‘Aliados’ pudesse enfrentar e derrotar o ‘Eixo’.
    .
    British High and Low Mix.
    😉
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  10. “Spitfire” não foi um nome que Reginald Mitchell aprovou. Significa mulher temperamental, barraqueira.
    .
    Os Spit, assim como o Me-109, sofriam com o trem de pouso estreito.
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    Custava 50% a mais que o Hurricane em 1941.
    .
    O Mustang não passava de um Spitfire diferenciado. O motor era o mesmo.

    • Discordo totalmente, Delfim. O Hurricane tinha o mesmo motor e mesmo armamento que os Spits e não era nem de longe o mesmo avião. Ao mesmo tempo, Mustang e Spitfires, apesar de utilizarem o mesmo motor, eram completamente diferentes, assim como diversas outras aeronaves da mesma época que utilizavam mesma motorização e devido à características de projeto eram bem diferentes.

      Se há alguma semelhança que não seja o motor entre Spitfires e Mustangs, é a ‘mão inglesa’ em seus desenvolvimentos. No caso do Mustang por ter sido um pedido inglês para uma aeronave semelhante, porém melhor que o P-40, na qual a North American julgou que poderia entregar em tempo recorde. E conseguiu. Posteriormente, apesar do bom desempenho dos Mustangs com motor Allison à baixa altitude, os ingleses novamente pensaram que se fossem instalados motores Merlin, eles poderiam ser ainda melhores. Modificaram uma ou duas aeronaves por conta própria (Mustang X) aonde conseguiram comprovar o conceito e a North American fez o ajuste fino com a Packard produzinho o Merlin sob licensa da Rolls Royce.

      Fora isso, as aeronaves são beeeem diferentes.

      • Como eu coloquei, eram “diferenciados”. Ademais, os Spits receberam motores Grifon que o P-51 não recebeu.
        .
        Aí entra uma questão interessante : as asas elípticas tornaram-se marca registrada para a RAF, pois também foram impostas nos Tempest. Os P-51 receberam asas laminares.
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        Os motores Merlin/Packard também foram usados nos P-40F/L, mas a melhora foi marginal. O antigo projeto da Curtiss não tinha como atingir o nível dos Spits e P-51 apenas com motores similares.

  11. O Spitfire é uma lenda, um clássico, pela máquina que era e pela história que construiu. Mas, como engenheiro, me impressiona a tecnologia aeronáutica alemã, e meu caça preferido é o Fw 190D-9. Não é a toa que Kurt Tank foi considerado um gênio. O canopy do Fw 190 era lindo e incrivelmente moderno para a época. Como a Alemanha já estava em grande desvantagem quando o D-9 se tornou operacional, não teve oportunidade de provar suas qualidades. O mesmo aconteceu com outro caça fantástico, o Me 262 com suas surpreendentes (para a época) asas enflechadas

    • Outra máquina que seria carniceira se posta em combate em larga escala era o Ta-152, representava toda a evolução e aprendizado dos alemães com a aviação de caça. Porém chegou já aos 45 do segundo tempo e pouco fez. O jato Ta-183 também teria provocado muito estrago se tivesse sido completado à tempo. Aqueles mísseis guiados por fio seriam um pé no saco dos bombardeiros aliados.

  12. Sobre os 2 heróis da Batalha da Inglaterra, gostaria de colocar alguns pontos interessantes. O Hawker Hurricane poderia ser considerado uma versão monoplano do biplano Hawker Fury c/ várias melhorias. Isso lhe deu vantagens e desvantagens: poderia ser produzido mais rapidamente ( haviam mais deles que Spitfires ) e por menor custo, até por que sua fuselagem tinha partes recobertas por tela ( o que acabou facilitando a manutenção no auge da batalha ), por exemplo, mas seu desempenho deixava um pouco a desejar se comparado aos novos caças. Outros pontos que o favoreciam era sua robustez e a bitola do trem de pouso principal ser maior que do Spit ou do Me-109 o que permitia um pouso mais fácil p/ os novatos e também quando estava voltando c/ danos ou piloto ferido.
    O Spitfire era um verdadeiro puro sangue, derivado de aeronave de corrida e o desenho de sua asa elíptica dava a ele um ar refinamento maior no desenho. Essa asa, aliás se mostrou ser bem eficiente a altas velocidades de mergulho, podendo se aproximar de velocidade transônica c/ um boa segurança.
    Quanto ao papel da Luftwaffe na Batalha da Inglaterra, gosto sempre de lembrar que ela teve de desempenhar um papel de força estratégica, mas ela foi criada como uma força tática p/ trabalhar em apoio ao exército, não haviam bombardeiros pesados, seus caças tinham grande ‘pernas curtas’ só podiam combater por pouco tempo e ainda o caça pesado que seria responsável por dar proteção aos bombardeiros em missões de maior penetração, o Me-110, se mostrou um desastre, chegando a ser escoltado algumas vezes por Me’s-109!

    • Concordo 1000% sobre a Luftwaffe. Se Wever não tivesse morrido em 1936, a Luftwaffe poderia ter tido pernas longas. E isso seria um desastre para o Mundo. Por sorte, quando ele faleceu, as cabeças que assumiram a Luftwaffe à atribuíram o papel tático de apoio ao Heer.

      • O problema é que os alemães acreditavam que c/ a Blitzkrieg eles seriam imbatíveis, as guerras não seriam mais longas como antigamente, tanto que vários desenvolvimentos de novas armas ficou relegado p/ um 2º plano, inicialmente.

  13. Motivo da minha paixão por caças..
    Spitfire , Hurricane, me-110,Zero
    Com uma preferência ao Spitfire.

    Saudações a todos.

    • No Netflix há um excelente documentário sobre a restauração de um, onde partes foram fabricadas utilizando as plantas originais da época! Inclusive as hélices foram fabricadas.

      • Coronel, isso me lembrou do Messerchmitt Project. Se não me engano, esse é o nome. No qual alguns Me-262 foram fabricados com ajuda dos planos originais. A única diferença sendo os motores, e o fato de que alguns deles eram biplaces que eram conversíveis para monoplaces. Também é algo fantástico. Eu vou assistir esse documentário do Spit, mas ainda não tive tempo desde que eu descobri que ele existia na madrugada de ontem hehehehe.

        Galante, o motor é mesmo parte complexa. Mas no MUSAL há um Merlin, inclusive seccionado (pelo menos acho que ele está seccionado), que não sei se veio de algum Spit, Mustang ou P-40F, mas está lá. Se fosse o caso, poderia servir de ‘base’ para um novo motor. Agora já não sei em relação à metalurgia necessária, mas acho que, se houvesse interesse e necessidade, poderíamos fazer uma cópia dele. Pelo menos cruzo os dedos para que sim hehehehe

    • Galante.
      A fuselagem talvez, mas os motores RR Merlin ou Griffon, creio que não.
      Mas eu sempre achei que a Embraer poderia vender versões desmilitarizadas do Tucano para clientes abastados, aliviados em peso e arrasto de componentes militares.

    • Existe a diferença entre as plantas de uma aeronave, e a execução na sua fabricação. Muitas vezes o chão de fábrica tem que lidar com certos detalhes de projeto e essa informação não é documentada, sendo passada boca a boca entre dos funcionários. Quando esses se aposentam ou morrem, o conhecimento vai com eles e pode-se perder muito tempo e dinheiro fazendo esses ajustes na linha de produção.

      Um caso clássico aqui no Brasil foi o reinício da fabricação do VW Sedan, ou Fusca. Tiveram que chamar muitos funcionários aposentados como consultores, pois simplesmente ter os desenhos e documentação não foi suficiente.

      Fabricar um Spitfire é perfeitamente possível, inclusive fazendo uma aeronave com qualidade de fabricação e materiais muito superiores. Porém, barato e rápido não vai ser, pois engenharia reversa pode ser mais custosa e demorada que criar do zero. Até porque a infraestrutura brasileira, e até mesmo mundial, não está preparada para fabricar algo que exige técnicas de fabricação antiquadas.

      Por exemplo, motores aeronáuticos de grande cilindrada não existem mais. O mais simples seria ir atrás de um dos fabricantes de motores marítimos e pedir a um deles que cuida-se do caso. Réplicas em escala feitas nos EUA do P-51, usam motores Falcone V12 de barco. Já o resto poderia ser feito por aqui sem problemas. Tendo dinheiro para tocar o projeto, o resto é questão de tempo.

  14. Na verdade Hitler não esperava que França e UK tomassem as dores da Polônia. O Objetivo dele, sempre, era erradicar a URSS, aquele “antro de judeus comunas”.

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