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Helvetic Airways assina pedido firme para 12 jatos E190-E2

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Zurique, Suíça, 26 de setembro de 2018 – A Embraer e a Helvetic Airways assinaram um contrato para um pedido firme para 12 jatos E190-E2. O acordo foi anunciado no Farnborough Airshow, em julho, como uma Carta de Intenção.

A encomenda tem valor de USD 730 milhões, com base nos atuais preços de lista, e será incluído na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer do terceiro trimestre de 2018.

O contrato inclui também direitos de compra para outras 12 aeronaves E190-E2, com direitos de conversão para o modelo E195-E2, elevando o potencial da encomenda para até 24 aeronaves. Com todos os diretos de compra sendo exercidos, o acordo tem valor estimado em mais de USD 1,5 bilhão, pelos atuais preços de lista.

O anúncio foi feito pelas duas empresas durante a estreia em Zurique do E190-E2, a aeronave mais eficiente e silenciosa de corredor único do mundo, como parte de sua turnê europeia e da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

As primeiras 12 aeronaves E190-E2 começarão a substituir os cinco Fokker 100 e os sete E190 da Embraer, em um período entre o final de 2019 e 2021. Os direitos de compra para as 12 aeronaves adicionais (E190-E2 ou E195-E2) permitirão à Helvetic Airways crescer de acordo com oportunidades de mercado.

A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais com até 150 assentos. A companhia conta com 100 clientes em todo o mundo operando os jatos das famílias ERJ e E-Jets. Apenas para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.400 entregas, redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais.

Sobre a Helvetic Airways

A Helvetic Airways AG opera sete aeronaves E190 e cinco Fokker 100. Quatro aeronaves E190 estão há um longo período a serviço da Swiss International Air Lines como parte de uma parceria da ACMI (Aeronave, tripulação, manutenção e segurados, no termo em inglês). A Helvetic Airways usa a aeronave remanescente para voos da ACMI e seus próprios negócios programados e fretados. A Helvetic Airways também gerencia uma instalação de manutenção no aeroporto de Zurique (EASA Parte 145). Atualmente, a empresa possui 440 funcionários.

A Helvetic Airways tem trabalhado em estreita cooperação com a Horizon Swiss Flight Academy Ltd., Kloten, Suíça (www.horizon-sfa.ch), desde abril de 2008. Ambas as companhias fazem parte do Grupo Helvetic Airways, Freienbach, na Suíça.

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

21 COMMENTS

      • Basta olhar com um pouco de atenção para o mercado de aviação que vocês entenderão. Não é preciso que eu explique algo que é óbvio.
        Olhem as notícias (as sérias)… Olhem os movimentos do mercado… analisem os balanços…

        • Acho que tem razao infelizmente,é um caminho inevitavel ditado pelo mercado,a Embraer poderia continuar sozinha e muito bem se o mercado nao desse era virada,o E-2 e fenomenal..nao tem concorrentes a altura, e so quem é de la de dentro(como vc eu acho) sabe que a Embraer nao vai se da tao mal quanto pensam…

  1. Fico imaginando:
    1) qual terá sido a comissão acertada ??;
    2) quem(s) vai receber ??;
    3) se o candidato “A” ganhar cancela tudo por medo de serem presos depois ??;
    4) se for o candidato “B” então continua, mas vai ter que “rachar” a comissão ??.
    É um comentário grosseiro ??? Realmente é !!!! É infundado ??? Para mim não !!!!
    Mas em qualquer coisa que envolva política, tudo é possível.
    Curiosamente lembrei- me, agora, da “máxima” aeronáutica para quem estava começando a voar nos anos 50, e até nos dias de hoje: “Dentro da nuvem tem morro”. Então dentro de uma grande parede de nuvens tem …

    • O fato aqui não tem nada a ver com isso… O que se está discutindo é… O acordo é necessário? Na minha opinião é sim, e muito.

  2. É bom que se entenda que o “tsunami” do acordo entre Bombardier e AirBus ainda demora pra chegar, mas quando chegar, não vai sobrar muita coisa da Embraer não… O impacto é a médio prazo. Daí a necessidade do acordo com a Boing. É bom já ir se acostumando com o acordo, porque senão… A coisa vai ficar muito feia.

    • *No caso Airbus/Bombardier, a Airbus vai ficar com 50,01%, Bombardier com 31% e o Fundo de Investimentos de Quebec com 19%.

      *O conselho de administração terá 4 diretores indicados pela Airbus, 2 pela Bombardier e 1 pelo fundo de investimentos de Quebec.

      *Há garantias de manutenção de empregos no Canadá e no Reino Unido.

      *A Bombardier possui atuação diversificada (projeta e fabrica trens)

      _________

      * No caso Boeing/Embraer, a Boeing vai ficar com 80% das ações e a Embraer com apenas 20%.

      *A Embraer e o Governo Brasileiro (detentor da Golden Share na Embraer) não terão direito à voto, apenas um membro como observador.

      *O governo não terá Golden Share.

      *Não se fala em garantias de manutenção de empregos qualificados no Brasil.

      *Não se sabe se esses 20% serão suficientes para sustentar a Embraer (é altamente dependente das receitas obtidas com o negócio de jatos regionais).
      do negócio e, no caso Boeing/Embraer.

      *Há possibilidade de, no médio prazo, redução do percentual pertencente à Embraer.

      _________

      Não sou contra a parceria. Mas, nos termos atuais, trata-se de uma compra e não uma parceria. O acordo poderia ser melhor elaborado, no sentido de garantir melhor participação da Embraer (inclusive no conselho de administração) e garantias de permanência, a longo prazo (e não nos 10 anos do atual acordo), de competências tecnológicas e empregos no Brasil.

      O ideal é que houvesse uma análise mais aprofundada por parte do governo (de preferência o próximo governo, seja quem for o governante), buscando melhores garantias para a indústria nacional.

      Saudações.

      • Alisson, esta é uma outra questão, que precisa ser bem calibrada. Mas que o acordo se faz necessário, com certeza. Eu não sou entendido no assunto, nem um pouco, mas o pouco que eu sei é “bola, bu ou búlica”, que no popular de jogo de bolinhas é ou acerta ou perde tudo. A Embraer vai quebrar de qualquer jeito se não houver acordo. Concordo com você que o acordo, nos termos propostos, é péssimo… Mas…

      • Faltou falar que a Bombardier faliu após o programa C-Series, diferentemente da Embraer, que tem mais de 2 mil e-jets vendidos, incluindo os E2. É só fabricar e entregar, e continuar vendendo ao londo dos próximos anos.

  3. Bem. Tem muita coisa que ainda não pode ser dita… E muita coisa ainda a ser definida.
    Alisson tem coisas no seu comentário que não são bem assim. Mas vamos deixar o tempo dizer.
    Esse acordo com a Boeing pode ser muito melhor que o da Airbus-Bombardier. Por enquanto é como dizer que é melhor a pressão alta do que uma gripe… Porque o primeiro não tem sintomas.

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