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Boeing e Embraer criam site para divulgar parceria

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A Boeing e a Embraer criaram o site voandojuntas.com.br para divulgar a joint venture que está sendo proposta para unir as capacidades das duas empresas.

O acordo entre as duas empresas ainda depende de aprovação do governo brasileiro.

Leia abaixo, o texto de apresentação do site:

Unidas para criar a melhor parceria aeroespacial do mundo

O acordo proposto entre Boeing e Embraer cria a mais importante parceria aeroespacial do mundo. As duas empresas somam larga tradição de liderança e inovação, com um portfólio complementar de aeronaves civis e militares, além de um longo histórico de colaboração.

Juntas, Boeing e Embraer entregarão ainda mais valor a clientes, investidores e empregados.

Isso porque as duas empresas se beneficiarão de uma cadeia de suprimento global unificada, de equipes altamente qualificadas, além de uma rede global de serviços e de manutenção.

A aliança torna Boeing e Embraer empresas ainda mais fortes, com acesso a novos mercados, novas frentes de pesquisa e possibilidade de compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.

Ao mesmo tempo em que passará a contar com uma plataforma global para ampliar o seu alcance e criar mais oportunidades para sua força de trabalho, a Embraer preservará sua marca, identidade local e presença no Brasil.

Com este acordo, a Boeing ampliará sua presença global e reforçará seus laços com a indústria aeronáutica brasileira. A empresa também está comprometida a honrar e respeitar a importância da Embraer para o Brasil e o legado que ela representa para o povo brasileiro.

Além disso, a parceria atende integralmente aos requisitos de soberania apresentados pelo governo brasileiro e, em particular, pelo Ministério da Defesa e pela Força Aérea Brasileira.

Voando juntas, Boeing e Embraer serão mais fortes.

79 COMMENTS

  1. Com este governo entreguista tudo acontece acordo para ceder C L Alcântara, apoio irrestrito venda da Embraer, entrega do Pré-Sal antes término deste mandato. Estamos bem só falta dolarizar nossa economia

        • Como que é dolarizada se o povo não pode usar dólar?????

          A Argentina é justamente um caso em que o país se ferra por não poder usar dólar.

      • Você abriria mão de um recurso emergencial (frisando aqui o emergencial) que seria o de poder imprimir dinheiro. Vide a crise de liquidez na Grécia. Ou como os Argentinos sofreram mais que a gente com a crise de 2008.

        Um país soberano precisa ter, entre outras coisas, forças armadas (ouviu Costa Rica?) e moeda própria.

        O governo é que precisa ser disciplinado e não gastar mais do que arrecada. Antes do plano Real tínhamos uma hiperinflação justamente porque os governos anteriores achavam que se a conta não fechou era só imprimir mais dinheiro. O Plano Real foi uma sacada genial, estabilizar uma economia zuada como a brasileira é digno de prêmio Nobel, basta se manter nas bases dele, coisa que não estamos fazendo.

    • Está entrando dinheiro graças aos Royalties do petróleo, quanto mais empresas produzindo petróleo e pagando Royalties melhor. Na Venezuela estatizaram tudo e olha só aonde chegaram, a ineficiência e corrupção do governo sempre falam mais alto.

  2. Eu venho acompanhando o assunto há bastante tempo. Ainda não tenho certeza se essa joint venture será uma boa para nós. Para Boeing será uma ótima, não tenho dúvida, mas e para o Brasil?
    A Embraer Defesa sem o suporte financeiro e, talvez, sem parte do corpo técnico vai se sustentar?

        • Não há nenhuma perda à soberania nacional, a empresa nao desrespeita nenhuma lei brasileira.
          E continuará não desrespeitando.
          Além do mais é uma empresa privada não deve nada ao estado.

          • Ninguém quer re-estatizar a Embraer, mas, após tanto dinheiro público investido nela, o mínimo que se espera é que ali seja um centro de excelência em tecnologia e pesquisa útil ao país.
            A parte de defesa precisa de certo conforto financeiro para continuar avançando em projetos de inovação e isso não se faz com a corda no pescoço.

      • Tem que ser bom para o Brasil já que a empresa cresceu e se desenvolveu graças a investimentos públicos de contribuintes brasileiros ou de isenções fiscais do governo brasileiro, meu caro. A ideia equivocada de que empresas de tecnologia se desenvolvem simplesmente por eficiência é uma afronta à inteligência das pessoas. Toda e qualquer empresa de tecnologia, seja europeia, yankeee, asiática ou de onde seja recebe ou recebeu investimento públicos dos governos de seus países sede. Você acha que o GPS surgiu como? Investimento do governo americano para o projeto Navstar da Marinha Americana. E a internet surgiu como? Investimento do Pentágono para criar uma rede de computadores (ARPANET) que facilitasse a comunicação e armazenamento de dados em diferentes localidades para evitar perdas de informações em caso de ataques nucleares na Guerra Fria. Grande parte das invenções que mudaram o mundo foram criadas com investimento público. Em realidade, o setor privado evita investir quando o retorno não é tão seguro, enquanto os Estados suportam o ônus de investir sem garantia de retorno, já que o investimento ocorre em prol da produção de conhecimento.

  3. Eu sei que muita gente aqui é fã da Embraer (assim como eu). porem temos que olhar as coisas de um angulo mais pratico, a Bombardier foi absorvida pela Airbus, e diante desse cenário eu não vejo como a Embraer conseguiria sobreviver sozinha contra as investidas da gigante europeia no seu mercado. A Boeing também perderia uma grana e logo observou isso, estava claro que o objetivo da Boeing no começo era comprar a Embraer (e sejamos sinceros, do ponto de vista deles, eles não estavam errados, era a solução mais pratica) mas rapidamente viram que isso não seria possível, se a parceria se concretizar (como uma parceria mesmo) eu só vejo bons frutos para ambas as empresas. Boeing é uma gigante no mercado, uma empresa tradicional em que seus produtos tem confiabilidade garantida, e a Embraer apesar de ser mais nova já é muito respeitada internacionalmente. a união das duas marcas com certeza faria os olhos das companhias aéreas brilhar. quanto a “pais entreguista” “empresa estratégica” e etc… foi esse controle absurdo e total estatização dos ditos “setores estratégicos” que levou o pais a situação atual… a ineficiência estatal já quase faliu a Embraer uma vez, faz os correios terem prejuízo (mesmo que ele não tenha concorrência) e outros exemplos de péssima administração. por mim, quanto menos o estado estiver se metendo nas nossas empresas e regulamentando tudo, melhor. não precisamos que a Embraer seja estatal (nem outras empresas de defesa) para que produzam bons produtos (exemplo das empresas americanas) e pelo amor de deus, deveríamos abrir o mercado, assim empresas nacionais como Taurus e Imbel iriam aprender a fazer algo que presta…

    • Verdade brasileiros, deveriam aprender com aquele povo superior, elegido por Deus, os americanos , onde não existe subsídios, lobismo, espionagem industrial. Empresas como Lockheed e Boeing nunca foram privilégiadas ou sustentadas pelo governo deles. Exemplos de honestidade, nunca houve corrupção por lá. Brasileiros são burros , ineficientes e corruptos. Aprendam com eles. Vieram para nos ajudar , seus burros.

    • Somente uma observação, a Airbus não comprou a Bombardier. Adquiriu 50,1% do Programa CSeries. A Bombardier continua como produtora independente de aviões, executivos e comerciais, além de participar de alguns programas militares com aeronaves de ISR.
      Não seria o caso da Embraer, que venderia todo o portfólio da aviação comercial para a Boeing, ficando com a aviação executiva e a militar. Ou seja, a Embraer sairia do segmento mais importante no qual atua, se limitando aos segmentos menos relevantes.

      • Na verdade é bem igual, o Cseries é o unico produto viavel da Bombardier, sendo o DHC-8 e os CRJs tendo vendas hj insignificantes.
        E a parte militar da Embraer pode utilizar dos projetos de aviões civis antes da joint venture.
        Mas a 2 já deram a entender que vão criar outra joint venture para essas operações e talvez ocom o KC-390 envolvido.
        Acredito que essa segunda joint venture sera mais igual no shareholders.

      • Além disso, a Boeing está pagando pelo share na Embraer. A Airbus pagou apenas um mísero dólar por metade do share no C-Series. Não quero dizer que u é bonzinho e outro não. Ambos pagaram o que valia para o mercado.

    • Estas caindo no canto da Sereia ,não fazendo este acordo com tempo nós a perderemos ( tu afirmas ) , e fazendo nós a perderemos agora ( afirmo eu ) , então vamos tentar sobreviver sem este acordo caracu , vamos pagar para ver , e certamente aposto que não a perderemos . Acordo ( parceria 80% X 20% ) , procurem no dicionário se é possível chamar de parceria ! !

  4. Adeus Embraer! Engolida pela Boeing, como disse alguem, ” é a terceira maior fabricante de aviões”. Era….! Falta de projetos de aeronaves a hélice para outros nichos de mercados como tinha anteriormente na década 80/90, (Piper Seneca, Navajo e Tupi, Bandeirante, Brasília e Xingu). Falta de uma política de aviação regional para incrementar a indústria de aviões regionais com rotas curtas em todo o país. Falta de projetos de aviões cargueiros e anfíbios. Mais fácil entregar a empresa como sempre o empresariado brasileiro fez. Varias empresas genuinamente brasileiras foram vendidas ao estrangeiro. Não temos uma marca brasileira de automóvel, celular smartphone, eletrônicos em geral, eletrodomésticos, computadores etc….etc…etc… A Arno, Brastemp, Walita, Phebo, Lacta, Garoto, Arisco, Gol, Ypioca, Pão de Açúcar enfim…., entregamos tudo aos estrangeiros, com a Embraer não seria diferente. Lamentável essa mentalidade de se desfazer de nossas empresas brasileiras. República de bananas é o que somos. Que inveja de outros paises que respeitam e valorizam suas marcas e empresas tradicionais. lamentável. …!

    • Marcio nem me fale, isso é triste demais.

      O problema é que o pessoal na arena internacional nao joga limpo. Se eles decidirem que vao comprar tal empresa usam de todo seu aparato de pressão política e econômica. Promovem dumping, lobbies agressivos… o que for necessário. As vezes nem eh culpa do empresario, mas da conjuntura que praticamente o forca a vender. Por isso digo que nessas horas deveria haver orgaos reguladores ( que nao fossem subordanos) que impedissem isso

      Imagina alguém chegar e falar que compra o Lockheed??? Nunca, jamais!!! A empresa pode estar ruim das pernas que o governo prefere jogar dinheiro lá ( vide caso GM)

  5. Na metáfora do tema informático essa página da joint venture ainda está “carregando” . . . E, ao fim, caso demore a abrir, ainda pode surgir na tela uma caixa de texto com a mensagem: “Tente outra vez” . . .

  6. Entreguistas x Nacionalistas
    Nós podemos entregar nossas empresas, se não fazemos somos chamados nacionalistas atrasados e colocamos a culpa na errada ideologia histórica de protecionismo, se fazemos somos tachados de entreguistas, modernos, liberais e globalizados, “tudo junto e misturado”. Minha pergunta é…! Os paises que compram nossas empresas são o quê? Estados Unidos, China, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e tantos outros, são o quê? Eles podem ser nacionalistas agregando empresas aos seus paises se enriquecendo financeiramente e tecnologicamente, nós… não! Juro que não entendo essa mentalidade achista dos pseudos gestores empresariais brasileiro.

      • A chrysler era apenas uma entre as VARIAS empresas do ramo automobilsitico que os EUA permitiram que fossem adquirida.

        Muito diferente do contexto de outro pais abaixo da linha do equador. E por falar em Chrysler, voce conhece uma tal de General Motors, e uma recente crise financeira que ela teve? Poderia me falar nessas circunstancias para qual pais ela foi vendida?

    • Eles só são nacionalistas se a China comprar as empresas deles, se falando de ocidente, entre eles mesmos não há isso, a França por exemplo vendeu sua empresa nuclear para uma empresa americana.
      O governo britânico não xiou quando a Tata comprou a Land Rover, nem quando a Franca comprou quase toda a sua rede de distribuição de energia, a Eletrobras deles.
      Então menos amigo, sem o acordo a Embraer deixa de ser o que é, o mercado internacional mudou, e so adequação a realidade.
      Que se opem nega a realidade e vive no mundo da lua.

  7. Não são países que compram empresas. são empresas que compram empresas, assim como uma empresa brasileira poderia comprar uma alemã, basta ter o capital para isso, são empresas privadas de capital aberto, a Boeing não é uma Estatal americana. essa é a questão de livre mercado entende? A AmBev por exemplo é uma gigante brasileira que comprou varias empresas internacionais.

    • Este responde tudo acima… o mundo funciona desta forma. Esta ai o exemplo das empresas estatais, e a o petrobras?, todo mundo sabe o que aconteceu. A embraer tem suas maiores ações vendidas a estrangeiros. O problema do controle do estado em suas empresas é o enorme descaso e desperdício e má gestão, gasta-se bilhões, rouba-se bilhões, e quem paga esse prejuízo é eu, vc , todo os brasileiros. Meu pai mesmo paga, com sua aposentadoria, parte do roubo da previdência dos correios, absurdo, e quem roubou ? ah esse ta muito bem, obrigado !

    • Será que, caso a Embraer fosse maior que a Boeing e propusesse comprar esta última, os americanos aceitariam? Não sei, penso que não. A questão de “não são países que compram empresas” é verdade até a página 2: quando empresas são de altíssima tecnologia e possuem pessoal muito qualificado, muitas vezes vender uma dessas empresas se torna assunto de estado.

      • A Broadcom, empresa fabricante de processadores e equipamentos de telecomunicação, sediada nos EUA mas de capital chinês, tentou comprar na marra a rival Qualcomm, empresa também americana. Trump vetou a venda, sob alegação de se tratar de empresa de valor estratégico.

        Agora imagine uma Boeing ou Lockheed…

  8. Victor Filipe!
    Qual o país que a Boeing representa? Qual país que a Safran, Samsung, Microsoft, BMW e outras tantas representa? Por trás de uma empresa está sua origem e sede (matriz), seu país. A Boeing por acasobe chinesa ou americana? A Ambev e uma joint venture com a belga Anheuser- Busch InBev, tem capital belga. É disso que me refiro, identidade da empresa, sua origem, seus donos e acionistas. Uma Boeing jamais seria vendida para empresas di exterior.

  9. Comentário excelente! Disse tudo e concordo plenamente. Já chega de estatização, estamos fartos de tanta incompetência e corrupção.

  10. Leandro Costa
    A Chrysler é parte do Grupo FCA (Fiat Chrysler Automobile) com sede em Amsterdã. Uma joint venture italo-americano. Tem capital italiano e americano. A família Agnelli tem 30% de participação. O neto do magnata fundador da Fiat, Giovanni Agnelli, John Elkann e americano, nascido em Nova York em 1976 e escolhido por ele para representar a família Agnelli. É presidente e CO da Axor, empresa que administra os bens da família Agnelli

  11. Ok, Maravilha então….! Que se faça essa joint venture Boeing x Embraer nos seguintes moldes

    50% Embraer
    50% Boeing

    A Embraer continuaria genuinamente brasileira mesmo com acionistas estrangeiros. Vejam se a Boeing aceita? Não se iludam, “se e quando quiserem” fecham a linha em São José dos Campos e os melhores engenheiros a Boeing absorve. Quanto a Tata comprar Land Rover e empresa de energia nuclear da França ser vendida para americanos, gostaria de dizer que o grupo indiano Tata ( a Índia era colônia britânica) tem investidores e grande capital inglês e suas sedes (matriz) não saíram do reino unido e a França tem em seu portfólio “N” empresas que representam o país mundo a fora . O Brasil esta infestado (no bom sentido) de empresas francesas, quantas empresas brasileiras há na França? Para finalizar, só gostaria de deixar claro que mesmo sendo um defensor da indústria nacional, não vejo problemas em parcerias e aquisições, desde que não sejamos somente o país do agronegócio e de comodities. Exportamos minerio de ferro bruto para a China ao invés de aço. Não há valor agregado. Somos exportadores de matéria prima. Isso tem que acabar..!

    • Parceria somente é parceria 50% X 50% , perguntem a qualquer português de botequim e se eles aceitariam parceria 80×20 e se chamariam isto de parceria ?

    • Pessoal, o Brasil carece de empresas que produzam o que seja com tecnologia de ponta, temos pouquíssimas (Embraer, Petrobrás e pouco mais). O valor agregado dos produtos exportados é baixíssimo, e como temos que importar produtos tecnológicos a conta importação/exportação nunca vai bater. Bem ou mal, a Embraer é um tesouro para o Brasil e por deter capital técnico e tecnológico de alto nível é estratégica para o país. Os que dizem que ela “não deve nada ao Brasil” estão muito enganados. Quem injeto dinheiro em pesquisa e desenvolvimento naquela empresa? Os acionistas somente? Lógico que não. O Estado joga um papel crucial no desenvolvimento de empresas de tecnologia, tanto que o governo brasileiro detém uma Golden Share da Embraer. Vender ou perder o controle de uma das únicas empresas de tecnologia do país é totalmente sem sentido. A não ser que queiramos ser eternamente a colônia de outros.

  12. Curioso uma conversa recente que “escutei” de um conhecido meu que mora nos EUA e trabalha para a rede InfoWars americana. A proposta de compra da Embraer pela Boeing aconteceu poucas semanas após o governo americano iniciar as primeiras sansões econômicas contra a China. O analista que participava do “papo informal” entendeu que depois de comprada, a Embraer seria usada como moeda de troca para que os produtos da Boeing não fossem alvo de retaliação. Lembrando que a “sociedade” existente entre a Embraer e o governo chinês acabou à pouco pois não permitiram que fosse produzida família E-190 lá na China. Achei curioso esta coincidência.

  13. Adeus Embraer , empregos só lá nos EUA somente a partir de agora , vide Super Tucano , quem concordou desde o começo com esta parceria , são os maiores lesa ” pátria ” que existem : Osires Silva e tantos outros .Obs: Vcs acham que os EUA são bonzinhos ? hahaha …

  14. A tal parceria vai ser o que a Boeing quiser. Porque o Deus-Mercado já disse que ela tem de ocorrer, então está dito e todos devem aceitar. No nosso sistema ocidental é assim, o Deus-Mercado decide tudo, diz quem vive e quem morre e aquele que o contrariar recebe a ruína eterna, que sempre começa na bolsa de valores. Claro que essa parceria será também incensada pela velha regra máxima das “economias livres”: privatizamos o lucro e se tudo der errado socializamos o prejuízo.

  15. Muita ideologia.
    Outra dia tinha uma turma tendo um chilique por conta da tributação sobre o aço brasileiro pelos EUA.
    A China acaba de tachar o açúcar brasileiro em 90% e ninguém abriu a boca. E tem gente que vai justificar.
    Se fosse a AVIC, a turma estaria em êxtase.
    Mesma coisa com o aluguel de Alcântara. EUA não pode. Ucrânia pode.

  16. Já noticiaram que a EMBRAER não terá direito a opinião na nova Empresa , viram lá o que diversas vezes comentei , então aqui vai uma ideia de nome Caracu Aircraft . Comentem com qualquer português de botequim sobre uma parceria 80% X 20% , ele não ouvirá mais uma palavra , se levantará e sairá sem se dizer Ciao !

  17. Oras bolas!!
    A empresa está diretamente ligada aos interesses de defesa nacional e os caras chegam com um punhado de dólares e querem “acabar com a festa?!?!”
    Saí fora!

  18. Vender aviões. Não é apenas este o portfólio da Embraer, é sabido que lá são forjadas também equipes inteiras de engenheiros altamente qualificados. É polo imprescindível para o desenvolvimento tecnológico no país. Infeliz, ou felizmente, pelas tão propaladas forças e oscilações do mercado, muitos destes profissionais já se foram para as concorrências internacionais, fato que guardadas as proporções seria até natural. Mas, entregar todo um capital intelectual imensurável, desde sempre promovido pelo estado e levado á cabo por uma empresa privatizada, de uma só vez e com um sorriso ingênuo de colonizados que julga ter feito o “negócio da China” (ou dos EUA), aí já é demais. Nossa velha vocação de seleiro alimentar do mundo, bem como comerciantes de commodities não dará conta de mantermos equilibrada nossa balança comercial. Nossa educação é quase insignificante no mundo, nosso desenvolvimento de novas tecnologias e contribuições científicas são numericamente quase inexistentes, nossas empresas de penetração global são inexpressivas quando comparamos com a posição que queremos ocupar no mundo desenvolvido. E, agora devemos nos conformar com mais esta retroação numa área que soubemos desenvolver a duras penas, imposta pela dicotomia que nos imprime um andar de caranguejo e que pressupõe: “ou vendemos ou morremos”. Quem disse que precisa ser assim? Se o Brasil ambiciona acento permanente na ONU, e outras posições internacionais significativas, não pode continuar eternamente se submetendo á esta condição de “dá ou desce” imposta pelo mercado, pelos seus parceiros, ou por quem quer que seja. Precisa se levantar. Mas para sairmos desta condição quase subserviente, certamente será necessária estratégia ampla, inteligente, abrangente, em todos os níveis da sociedade e principalmente política. Só algo assim como uma grande onda estratégica em larga escala, minuciosamente calculada, aplicando adequadamente o dinheiro público, poderá nos colocar no pé de igualdade que tanto desejamos. Além do exposto, tudo aqui precisará passar por mudanças estruturais profundas. A começar pela visão de Brasil e pela atitude individual que cada um de nós brasileiros temos, enquanto eleitores, cidadãos, profissionais, empresários e políticos que somos ou venhamos a ser.

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