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Temer terá que consultar conselho antes de aprovar venda da Embraer

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Na noite da última quinta-feira, véspera de feriado de 7 de setembro no Brasil, a Justiça determinou que o presidente Michel Temer ouça um conselho de representantes militares e políticos para analisar o acordo da fabricante de aviões Embraer (EMBR3) com a Boeing. Na sessão de segunda-feira (10/9), as ações perderam 0,41% a R$ 19,63.

O chamado Conselho de Defesa Nacional é composto pelos presidentes da Câmara e do Senado; os chefes de Exército, Marinha e Força Aérea; o vice-presidente da República; e vários ministros.

O juiz argumentou que o Brasil não tomaria uma decisão apenas por uma assembleia de acionistas da Embraer, uma vez que os principais acionistas da empresa são empresas de investimento estrangeiro, disse o jornal, citando uma decisão judicial.

O juiz Victorio Giuzio Neto não emitiu uma decisão sobre uma moção apresentada pelo PT que pedia o fim das negociações entre Embraer e Boeing.

Procurada pela Reuters no final da semana passada, a Embraer e o tribunal não comentaram o assunto de imediato.

FONTE: Money Times

Embraer E195-E2

Fundo de previdência brasileiro Previ precisa de mais detalhes para decidir sobre o negócio da Embraer-Boeing

FLORIANÓPOLIS, 11 de setembro (Reuters) – O diretor de investimentos do fundo de pensão brasileiro Previ disse nesta terça-feira que o fundo quer mais detalhes para aprovar o acordo proposto entre a Embraer SA e a Boeing.

Falando nos bastidores de uma conferência de fundos de pensão em Florianópolis, Marcus Moreira disse que o fundo, que é acionista da Embraer, é favorável “em princípio” ao acordo, mas precisa de mais detalhes sobre quanto de dívida e exatamente quais ativos serão transferidos para a nova empresa em que a Boeing terá uma participação de 80%.

21 COMMENTS

  1. Sou leigo no assunto, mas espero que não façam uma m… dessa! Uma das poucas coisas que deram certo no Brasil, vender para uma empresa concorrente! Deixa ela do jeito que é hoje!

    • Isso mesmo.
      Sem contar que o sucesso da parte civil dá respaldo a investimentos e experimentação na parte militar.
      Vender a parte civil acaba condenando a militar.

  2. O momento requer lucidez. Que se faça o melhor para o Brasil, Embraer e Boeing: não é o fim do mundo. A Embraer solitária sobreviverá até quando sem a associação com a empresa americana. 10, 15 ou 20 anos ?

    • Embraer vende jatos de pequeno e médio porte em termos de qualidade acho eu que é melhor em termos de serviço de pós venda .
      (Agora fica a duvida se vamos perder empregos e tecnologia com essa venda)

    • A Embraer vai sobreviver até quando os seus produtos estiverem no estado da arte. A Embraer não vai morrer sem acordo, isso não tem cabimento, os concorrentes é que tem que suar muito, mas muito mesmo, para alcançar a Embraer, a Airbus está vendendo o c-series com prejuízo porque ninguém quer pagar o preço que custa.

      Ainda dizem que o brasileiro não desiste nunca, o brasileiro é o único ser vivo que desiste mesmo quando está isolado na liderança.

    • Hoje a Embraer tem o “estado da arte” em relação aos jatos de outras companhias internacionais. A Embraer já “sobreviveu” 20 anos, desde que foi privatizada, sem apoio direto americano, e em um ambiente muito mais competitivo que o atual. A Boeing precisa muito mais da Embraer do que o contrário. A Airbus “se uniu” a Bombardier pois a segunda está bem ruim das pernas, a Boeing quer uma empresa de ponta para ter protagonismo nesse setor. A Embraer lança novos aviões, tem clientes no mundo inteiro, enfrenta momentaneamente um concorrente vendendo com prejuízo, mas não será pra sempre. Não há sentido essa união

      • Concordo plenamente com você Douglas! Tudo indica que por parte dos acionistas que maioria são estrangeiros, estão de acordo com tal decisão ( não é estranho tomarem uma decisão assim tão rápido e prestes a definir uma nova presidência no brasil !?). Mas não se sabe ao certo o que se passa nos bastidores, os interesses de cada um nesse jogo… o que cada um tem a ganhar após essa suposta” união”. ou mesmo agora…..

    • Com essa mentalidade aí não era para ter nem criado à Embraer. Quando ela “nasceu” não faltavam gigantes dominando o mercado! Então era melhor nem tentar!

  3. Amigos,

    Posto só para lembrar que o Conselho de Defesa Nacional é um colegiado de assessoramento do Presidente.
    Ele consulta esse grupo se quiser, quando quiser. É o que está (ou estava) na Lei e na regulamentação.
    Claro que, para casos de grande relevância, obter o aval do Conselho ajudaria a compartilhar o sucesso ou insucesso da futura decisão.
    Em suma, acho que o Presidente normalmente só convocaria o Conselho se, em consulta formal e individual aos membros, já soubesse que obteria o apoio desejado.
    Abraços,

    Justin

    • Assim como aconteceu com a ultima escolha da procuradora da Republica.
      NA minha opinião ,esta escolha deveria ser deixada para o proximo presidente .
      O presidente do Brasil não tem moral nenhuma para tomar uma decisão desta monta .

    • Exato, o Conselho de Defesa Nacional é um órgão consultivo.
      No mais, vamos ser objetivos, o Estado Brasileiro está quebrado, tem uma dívida enorme e esta dívida tem que ser rolado frequentemente, ou seja o GF tem que manter o humor do mercado financeiro sobre controle.
      O comunicado sobre a negociação é um processo no qual, as partes querem o menor ruído possível, no fundo, se a Boeing decidir comprar no limite das ações que é permitida e negociar com quem no mercado tenha outra grande parte, o negócio está fechado. Alguém aqui acha que o GF vai peitar a usar o Golden Share para melar o negócio? Isto vai ser encarado como intromissão do Estado no mercado financeiro e isto, vai gerar um grande desconforto e desconfiança do mercado, se o pais anda mal nas pernas, isto pode ser uma pá de cal.
      Um novo governo tem que sinalizar que será um porto seguro para os investidores, difícil imaginar peitando assim de cara.

  4. Sem adentrar no mérito da venda, filio-me aos entendimentos que defendem que essa decisão seja tomada pelo(a) próximo(a) presidente eleito(a), assim, a Justiça não deveria determinar a audição do Conselho de Defesa Nacional, mas do bom senso . . .

  5. “Venda” eu acho muito forte, quase um clickbait.

    Todo mundo sabe que não será uma venda em sí, mas uma Joint Venture entre a asa Comercial da Embraer com a Boeing. As asas de Defesa e Executiva continuam no “controle dos Brasileiros”.

    • Me parece que venda é o nome correto. Se a Boeing entra com o dinheiro e a Embraer entra com as ações, as instalações e os funcionários e nesta troca o poder de decisão é da Boeing, o nome disto é venda.

  6. Se a maior parte dos acionistas são empresas e fundos estrangeiros,ser “vendida”(digo vendida para simplificar) ou associada a Boeing,não mudará nada.A AMBEV é hoje dona da Budweiser,mas ela continua uma cerveja americana…Simples assim.

    • Não é tão simples assim pois empresas diferentes possuem culturas corporativas diferentes. A Boeing, por exemplo, comprou a Mcdonnell Douglas, absorvendo seus produtos e expertise mas matou a marca. Tudo virou Boeing.
      A Boeing comprando a divisão de jatos comerciais da Embraer pode até manter o nome Embraer na plaquinha na entrada das instalações, mas os produtos que saírem de lá, muito provavelmente serão renomeados para o padrão Boeing e somente o logo da gigante americana deverá estar pintado no corpo da aeronave.

      • Mas é diferente, a Boeing comprou a McDonnel Douglas de portas fechadas, levando suas instalações, funcionários e produtos.
        No caso com a Embraer é uma abertura de nova fábrica nos EUA em sociedade cpm participação majoritária da Boeing só para aviação comercial regional, não mexe na linha comercial maior da Noeing nem na linha militar e executiva da Embraer.
        Nada mais natural que a partir desta sociedade o prduto final, o E2 seja a partir da produção na nova fábrica um Boeing regional norte americano, assim como o C-Series é agora um Airbus, mesmo com participação da Bombardier.

  7. A concorrência está alimentando! Japão, Rússia Índia e China estão desenvolvendo aeronaves para concorrer com a Embraer. Com a quitação feita pela Erbus as coisas complicam mais ainda pra Embraer, não sei se ela ia aguentar por muito tempo. Só não entendo porque empresas de segurança com tecnologia de radar está incluída no pacote

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