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‘Não somos trouxas’: França se distancia dos EUA em novo avião de combate

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Conceito do FCAS - Airbus
Conceito do FCAS – Airbus

PARIS (Reuters) – A França uniu sua busca pela independência das regras de exportação dos EUA ao projeto franco-alemão de um futuro caça, em uma tentativa de aumentar as vendas externas da aeronave, disse a ministra das forças armadas francesas.

O esforço da França para se tornar menos dependente dos componentes dos EUA e promover as exportações foi escrito na mesma carta de intenção assinada em junho com a Alemanha para o projeto FCAS, disse Florence Parly à AJPAE, a associação de jornalistas de aeronáutica e espaço em 6 de setembro.

“A exportabilidade do (Future Combat Air System) é um elemento chave para garantir a viabilidade econômica do programa”, disse ela. “Temos que pensar o mais contra a corrente possível para garantir essa exportabilidade”.

A ministra disse anteriormente aos parlamentares que o governo francês pretende reduzir sua dependência dos componentes norte-americanos na esteira de uma recusa americana em autorizar a venda de peças para o míssil de cruzeiro francês Scalp solicitado pelo Egito. As tentativas francesas de persuadir Washington a suspender as restrições sob os Regulamentos de Tráfico Internacional de Armas (ITAR) dos EUA falharam.

Parly se recusou a dar exemplos, mas ela disse que os problemas que Paris encontrou na busca de vendas de armas estrangeiras “surgiram da aparência de fatores estratégicos e, na realidade, da concorrência comercial”.

“Nós não somos trouxas”, disse ela.

Future Combat Air System
Future Combat Air System

A França precisa reduzir gradualmente sua dependência de certos componentes americanos, embora seja impossível ser completamente independente, admitiu ela, acrescentando que há um plano para reduzir essa dependência.

“A experiência nos levou a empreender essa ação”, disse ela.

As empresas devem assumir a responsabilidade por uma maior independência, já que enfrentaram as conseqüências de esforços de exportação fracassados, disse ela.

“Elas estão na linha de frente”, disse ela, observando que o governo está em diálogo com a indústria e que algumas empresas já entendem a situação e estão totalmente comprometidas.

FONTE: Defense News

93 COMMENTS

  1. Parabéns! A Europa já mostrou que irá buscar esse caminho com França e Alemanha liderando essa frente. Agradeça ao trump que acelerou o processo.

    • Bem colocada a parte final; aliás, desconfio que este tenha sido um dos propósitos da recusa no fornecimento de componentes citados no texto.
      Concordo com a maior parte do que a ministra francesa disse, só espero que mantenham a parceria com a Alemanha até o fim do projeto para “baratear” os custos de desenvolvimento da aeronave resultante e, consequentemente seu preço e exportabilidade para outros países.
      Já bastam os exemplos do Rafale e do Eurofighter como aeronaves caras (ainda que muito capazes) e com baixas quantidades exportadas para fora da Europa.
      Passou da hora da indústria bélica européia ocidental recuperar um pouco da sua grandeza de outrora.
      Sds.

  2. A França já deu o recado,pois ficar seus armamentos a mercê da autorização do congresso americano,ou do veto do presidente do EUA é complicado,pois as empresas gastam com muito dinheiro para desenvolovimento e produção e ai na hora da venda chega esses políticos barram uma venda por razões ideológicas e dá um baita prejuízo.

    • O texto informa também que França percebeu que algumas negativas tinham aparência de veto ideológico mas que, no fundo, a motivação era comercial. Ou seja, privilegiar os produtos americanos.

    • Razões estratégicas.
      Os EUA não vende misseis de cruizeiro assim pra qualquer um, só para paises da Otan e olhe lá, não quiseram vender o JASSM nem pra CS, talvez o unico missil que o EUA liberariam seria o AGM-84 K/L, que é menos capaz que o SCALP.
      Já a França tem uma visão mais livre, mas nem tando assim, ja que bloqueou os Mistral para a Russia.
      Se é por razões comerciais é difícil saber, ja que os EUA não ofereceu nenhum outro missil, para substituir, só bloqueou.

  3. Incrivel o progresso dos caças de 5ª + geração. Em curto espaço de tempo todos os atuais caças de “primeira linha” estarão obsoletos”. A superioridade dos sistemas de combate modernos é tal que não se imagina um combate entre caças de tecnologias tão distintas. A França não iria estacionar no Rafale.

  4. O preço cobrado pelos Estados Unidos terem salvo a França e toda a Europa durante a segunda guerra mundial ainda é altíssimo. Nenhum país do mundo, com exceção da Rússia e da China, podem se considerar independentes. Alemanha sendo pressionada pelo governo americano através da Boeing para a compra do F-35 em substituição aos Thyphoon. Parceiros europeus lutando por custos mais baixos de manutenção do F-35. Turquia sendo dinamitada economicamente por estar se alinhando com a Rússia.. e assim vai…..

  5. É simples, façam tudo em casa e parem de reclamar quando usam peças dos outros.

    O problema é que custa caro heim $$$$.

    Boa sorte a França.

  6. Em contra partida, tem muito trouxa em um grande país do cone sul, lá tem gente que defende até a morte a utilização de equipamentos e parcerias que no futuro gerarão embargos e dependência tecnológica e ainda juram de pés juntos que os EUA cumpriram os contratos. Se é assim com os maiores aliados, imagina como será com os trouxas do cone sul que, querendo ou não, ameaçam hegemonia americana na América latina.

    • Vamos pensar um pouco, a situação do Brasil em termos tecnológicos é, em muitas áreas, de grande atraso. Para reverter esse atraso só temos três saídas possíveis.

      1ª – Investindo em pesquisa e desenvolvimento. É louvável mas o problema é que tem áreas em que o atraso tecnológico brasileiro é muito grande e para compensarmos seria necessário muito dinheiro, um bom exemplo é a corrida espacial, onde o Brasil sequer tem um lançador de satélites viável. Dá para correr atrás da diferença? Claro que dá, mas a que custo? Baixo é que não vai ser.

      2ª – Roubo ou furto – Melhor dizendo espionagem industrial e engenharia reversa, também tem seu custo financeiro mas é bem menor, porém esse tipo de expediente pode sujeitar o Brasil a embargos internacionais e várias sanções além de ser moralmente detestável.

      3ª – Fazer acordos internacionais com transferência de tecnologia e treinamento e capacitação de técnicos e cientistas brasileiros. Acredito ser a melhor alternativa de todas, primeiro porque o custo é bem menor que a primeira solução, vc dá um salto tecnológico de vários anos a um custo muito menor que do começar a pesquisa e desenvolvimento do zero e não coloca o Brasil sujeito a sanções internacionais.

      Ninguém seja ingênuo também, tecnologias muito sensíveis pais nenhum vai transferir por qualquer dinheiro, nesses casos temos que nos virar sozinhos mesmo. Mas uma coisa é vc se virar em tudo outra é se virar em algumas coisas.

  7. Guardadas as devidas proporções, deveríamos seguir o mesmo caminho. Depender da boa vontade política e comercial dos EUA para exportar nossos pouquíssimos modelos de aeronaves e outros produtos militares é um “tapa na cara” de qualquer brasileiro de verdade. Custa tempo e dinheiro? Com certeza, mas nenhuma nação é grande, se depende da boa vontade dos outros. Já estamos MUITO atrasados. Precisamos correr atrás do prejuízo urgente!!!!!!

    • Alô? Estamos vendendo a Embraer e nossa economia está estagnada há décadas. Temos problemas sociais gravíssimos e uma educação de nível africano. Do que você está falando? Fabricar caças de quinta geração totalmente nacionais, incluindo os motores? Se isso é complicado até para a França, imagina para nós. Acorda meu amigo!

      • JT8D, era exatamente esse o discurso, num Brasil rural e bem pior do que o que vemos hoje, que os contrários à criação do CTA usavam para tolir o Marechal Montenegro na década de 1940. CTA foi criado. ITA foi criado. Depois de 20 turmas nasceu a Embraer sob a batuta do Cel. Paulo Vitor. Criamos vários produtos competitivos e agora, hora decisiva, nosso know-how e know-why está sendo disputado (para o bem ou para o mal) pela maior empresa do mundo no ramo.

        Será complicado para qualquer nação que se comprometer com essa meta. Mas é possível e somos prova disso, basta ter a rigidez de continuar colaborando como se pode.

        Não só creio nesses valores como vivo deles.
        Saudações.

        • Amiguinho, faltou esclarecer que a EMBRAER apenas está sendo cobiçada pela Boeing por ter sido sensatamente privatizada em 1994 e, portanto, teve liberdade para ser a terceira maior do mundo. A depender dos “patriotas” e “nacionalistas” de plantão, os mesmos que não se fizeram de rogados ao abrir o cofre do BNDES para Odebrecht e a Friboi, a EMBRAER ainda seria uma “orgulhosa estatal”…

          • A história da empresa não começou em 1994 e desavisado e desinformado é quem pensa assim.

            A Embraer foi vendida em 1994 porque o Governo Federal não queria/podia capitalizar um novo projeto para a empresa depois de um fiasco comercial, o CBA-123. Já tinha o projeto do EMB-145, produto altamente competitivo que foi o resultado de todas as ações que FAB/EMBRAER/Governo Brasileiro tomaram nas últimas décadas. Desde a criação do ITA, até o próprio CBA-123. Não se compra uma empresa com US $ 300.000.000,00 (tresenso milhões de dólares de dívidas em 1992) de dívida se não tiver algo realmente bom ali. E tinha. A espinha dorsal do que tornou-se o sucesso que goza hoje.

            Muito menos apareceu da cabeça de Orizer Silva no Aeroblube Bauru como muitos desavisados e românticos insistem em erroneamente crer. Não seja um desses. Foi muito antes com a implementação do CTA. Não só a Embraer, mas como todo a cadeia produtiva aeronáutica brasileira é o exemplo de projeto estratégico de alto conteúdo tecnológico e valor agregado.

            Estou falando da aventura da criação da industria aeroespacial brasileira e onde conseguimos chegar. Como poderíamos também alcançar outros fabulosos patamares em outras áreas com persistência e boa vontade.

            E não confunda os assuntos. Conheço a importância do BNDES e sua lisura especialmente quando falamos de Embraer. Pegando como exemplo, o banco de fomento, desde 1995 até 2006, desembolsou US $ 7.000.000.000,00 (sete bilhões de dólares) à Embraer por meio de diversas espécies de financiamento.

            Tire essas aspas. A Embraer foi sim uma orgulhosa empresa do povo brasileiro. E hoje é uma competentíssima empresa privada. Graças aos talentoso compatriotas que devotam seu tempo de estudo e contribuem com seu conhecimento técnico para essa imensa aventura .
            Se não dependesse dos patriotas e nacionalistas, não teríamos nada disso. Orgulhe-se de seu país, filho. Não faz mal e nem arranca pedaço.

        • Fred, a própria Embraer é uma prova de que querer abraçar o mundo não é a solução. Ela nunca quis se aventurar a projetar um caça “brasileiro”, para a decepção dos entusiastas. O primeiro passo para alcançar um objetivo ambicioso é ter disciplina, foco e bom senso. Tudo que a Embraer teve até aqui. E querer fabricar um caça nacional desde os rebites até o motor vai totalmente contra esses princípios. Fica bonitinho de falar num blog de defesa, mas é totalmente insustentável e sem propósito

          • Não sei onde leu, mas não escrevi que temos de desenvolver todos os produtos aeroespaciais. Me entendeu errado. Escrevi sobre o amargor de Profeta de Causas Perdidas que cansei de ver.

            Conheço muito bem a estratégia da empresa e a FAB, através da Embraer, tinha meta para desenvolvimento de caça. Mas essa é digressão outra.

            Nem a França quer ser 100% independente. Leia o artigo.
            Nem os EEUU são integralmente. Pesquise.

            Bonitinho mesmo é quando abre a champanha e banha o radome daquele avião que você ajudou a desenvolver.

            Já teve essa sensação? É uma delícia. 😉

          • Fred, então você deu a resposta errada para a pessoa errada. O assunto era exatamente esse: desenvolvimento “solitário” de um caça de quinta geração com tecnologia 100% nacional. Parabéns por suas realizações profissionais. Eu só espero que em seu trabalho você não tenha necessidade de interpretar textos

          • Respondi à sua dramática observação ao Daniel, que bem ciente de qual espírito evocava, iniciou a sentença com um moderado “guardada as devidas proporções”.
            E depois a uma escrita sua não tão conexa com que conversávamos, mas que alguns pontos precisavam ser elucidados, para o bem da crença de quem lê.

            Também faço da docência meio de vida, portanto, se quiser mais esclarecimentos, não me furte de saber.

  8. Então faça isso, não tem nada de errado nisso, a França já é bem independente, tem muito material militar da própria França, só não gostei que ela nos chamou de TROUXAS, pois nós compramos helicópteros, submarinos etc…da França. Eu não vejo como trouxa quem compra material de outros países, acho que tudo é uma questão de fase, no nosso caso, acho interessante aquisições…no caso francês em alguns casos eu acho interessante essas aquisições, principalmente material como um F-35.
    O problema da solução da França é o dinheiro, fazer em casa, do zero, tem um custo absurdo e cada vez mais as pessoas não aprovam gastos estatais em defesa, especialmente em um país como a França com tributação relativamente elevada, desindustrialização, desemprego e problemas diversos…para fazer X é preciso tributar, isso acarreta 2 duas: aumento de impostos (em vez de ganhar 2000 mil dólares, agora vou ganhar 1980 euros…a renda cai) e perda de competitividade. O dinheiro na economia é apenas 1, não existe 2 riquezas (insumo e transformação através do trabalho), sendo assim, você tem que decidir como vai alocar a riqueza.

  9. Querem independência dos EUA?

    Simples: pesquisem com o seu dinheiro.

    Desenvolvam com o seu dinheiro.

    Produzam com o seu dinheiro!

    E ninguém dos EUA vai reclamar, muito menos impedir que vendam para quem quiser ou comprem de quem tiver.

      • No caso da Turquia, é que é um país que participa do programa F-35, comprando um sistema anti-aéreo do suposto inimigo e podendo trocar dados da aeronave…

          • Claro que há. Não há liberdade com o equipamento de outro país. Ou você acha mesmo que os EUA aceitam que você compre o F-35 bastando apresentar o dinheiro? É necessário muito mais que isso. Uma compra militar não é uma compra de supermercado, e os EUA continuarão sim embargando vendas a países que insistem em se alinhar com os russos, é óbvio. Não gostou? Ótimo, compre do concorrente, mas depois não venha reclamar que os americanos são maus também.

    • a melhor estrategia é fazer como a China, investir somente em espionagem industrial, esperar os EUA desenvolverem a tecnologia e depois copiar.

  10. Trump está ferrando os aliados e ainda quer que eles achem gostoso.
    .
    A França é dos poucos países que fazem seus porta-aviões, seus caças e sua motorização, submarinos lançadores de mísseis, nukes, MBTs, etc.
    .
    Tradicionalmente a França está bem longe da subserviência britânica aos EUA.
    .
    Não custa lembrar que a França já saiu da OTAN uma vez. E por menos que isto.

  11. É,
    e assim começa o fim da globalização kkkkkkk
    tudo é moda nessa vida, em um período é moda globalizar, em outro é moda ser protecionista.
    vai entender esses seres humanos.

    • A Globalização não vai acabar, mas vai sim, ser restrita. Um dos “sintomas” de que isso está em curso, é o avanço dos partidos de direita e extrema-direita nas democracias européias, que vinham há muito tempo dominadas por partidos e centro e eventualmente, de esquerda. Outro fator é o nacionalismo, que hoje, tem como maior expoente o Sr. Trump, que tenta re-nacionalizar fábricas e manufaturas que estavam se espalhando pelo mundo mas se concentrando na China. O nacionalismo é a antítese do globalismo, e os países estão se voltando para si mesmos, inclusive o Brasil, onde já se nota muita insatisfação com as ondas migratórias vindas do Haiti e da Venezuela.

  12. Temos equipamentos americanos, franceses, russos… Somos dependentes, sim , lógico! Não investimos há mais de trinta anos em material de defesa. Não temos tecnologia de ponta. Alguns esporádicos projetos que demoram décadas ou que não se concretizam. Concordo com o Sr. Ivan BC. Briga entre grandes. Interesses comerciais. A França, Alemanha possuem potencial, questão de tempo. Briguinha que vai selar novos acordos. Abraços a todos.

    • De certo modo, França, Inglaterra e Alemanha são relativamente independentes.
      Não costumam usar caças, navios, tanques, mísseis ou turbinas americanas.

      • Vamos lá, quem é relativamente independente é a França, Alemanha depende visceralmente dos Americanos (não somente pelo apoio a Otan), já a Inglaterra tem os EUA como o seu maior aliado, sendo um parceiro privilegiado, não podemos esquecer que o míssil trident que os Ingleses utilizam, é americanos.
        A França e a Alemanha raramente avançam no quesito equipamentos militares, para quem não se lembra, o projeto do Typhoon iniciou na década de 80, com Alemanha, França, Itália, Espanha e Inglaterra juntos, mas por problemas políticos (quem iria encabeçar o projeto) e técnicos (desde peso ao tamanho) a França, decidiu caminhar sozinha.
        No início são juras de amor, mas quando o pragmatismo Alemão, bate de frente com o orgulho Frances, a coisa não avança, quem sabe, com a dificuldade de todos (tanto o Typhoon e o Rafale) para vender os caças, decidam finalmente se juntar, mas pode apostar que vai ter o dedinho dos americanos para dar um totozinho e tentar derrubar todo o projeto.
        O F-35 apesar de caríssimo, veio para ficar, acho difícil o ocidente topar construir um caça que concorra com o mesmo, talvez algo no andar de cima (como o Japão deseja) ou no andar debaixo. Se a Alemanha decidir comprar o F-35, o projeto está morto.
        A França passou (hoje menos) um perrengue por causa do Rafale, um caça mais caro, tende a ser muito mais arriscado, sem um sócio com grana, difícil a coisa avançar.

  13. E que os EUA sabotam os projetos de defesa que usam seus componentes, é público e notório, porque eles não querem concorrência com os componentes que eles desenvolvem.

    Se não me engano foi no projeto do míssil Piranha: um determinado componente era fornecido e de repente, num lote seguinte, o mesmo componente, com as mesmas funções, veio em outra configuração de montagem, o que atrasou o programa brasileiro.

    Daí o programa resolveu desenvolver seu próprio componente.

    Enfim, não queiram que os EUA sejam leais nisso, aliás, não queiram que NINGUÈM seja leal nisso, salvo de tiver contrato assinado e pagamentos em dia.

  14. É o preço da Globalização, distribuiu todos a produção mais só o desenvolvedor tem o direito de veto do seu produto. Que quer o seu que o faça, pesquise e financie para não ficar dependente ou atoa.

  15. Tem muito trouxa em um grande país do cone sul, o qual sequer produz seu próprio creme dental, cuja educação ocupa o 59º lugar no PISA (dentre 70 países), onde a maioria dos seus habitantes cultua o funk/futebol e elege político/partido corrupto… bom, neste lindo país tem trouxa que acredita em independência tecnológica! Sequer produzimos as pecinhas do Super Tucano! Se a França com Know How e consolidada como exportadora de armas possui dificuldades imagina o que enfrentaríamos! Desenvolvimento não se compra, além de muito dinheiro e determinação, é preciso mudar a cabecinha e trabalhar para isso. Israel não produz caças, nem a Holanda, nem Austrália etc… vai lá mexer com eles!

    • Esses países resolveram ser “aliados” (dependentes), então não tem problema.
      A França tem uma questão cultural e ideológica desde De Gaulle, da França ser alinhada mas não dependente, então vai gastar o que for necessário para manter uma política bélica independente, o que também agrada clientes que queiram manter certo distanciamento da disputa hegemônica global.

        • Outro que parece não conhecer.
          É um tal de “tá tudo errado isso aí” que não se sabe nem apontar o que é errado.

          Queridos, temos uma nação muito dispare. A parte pobre é horrível. A parte que funciona, da conta.

          Erro é imaginar que a nação esta em situação una. Não está. Parem de ler o Brasil equivocadamente e dizer que estão certos.

          Por ter escola precária em Taboão da Serra o que a Marinha do Brasil faz em e energia nuclear é desprezível? Recalibrem seus termômetros e instrumentos e tenham uma visão mais ampliada do país que dizem prezar.

          Abraços.

  16. A questão no que se refere ao FCAS é se a Alemanha vai se manter no negócio. Os EUA estão jogando pesado para a Merkel comprar os F-35, se isto acontecer não haverá necessidade da Alemanha continuar no FCAS, e aí a França cai. O Rafale já é um parto em termos de venda e receita.

    • O F-35 podem muito bem conviver com o FCAS, o Trump, acha que pela Alemanha mamar na defesa coletiva não pagando o que deve, tem q retribuir de outra forma, além é claro dele considerar ela uma inimiga ideológica.

  17. Parabéns ao franceses, é assim que tem que ser. Não existe amiguinhos nesse mundo, é tudo interesse. Espero que o Brasil acorde um dia também.

  18. Já faz um tempo que li aqui no site que finalmente uma empresa brasileira, de engenharia nacional, desenvolveu sua primeira turbina de grande porte, um feito notável para nossa indústria aeronáutica. Na mesma matéria era informado que não poderia ser usada sem antes ser aprovada por organizações de inspeção internacionais. Custo de US$ 116.000.000,00, em laboratórios e certificação. O ministro da defesa de então sequer visitou o stand da empresa em evento. Aí fica a pergunta: O que é preciso para que uma empresa nacional, no caso, a Polaris, receba a atenção estratégica que é merecedora? Não sei como está a situação agora, fui rever a matéria e ela é de 2009. Apreciaria que me atualizassem.

    • Vamos por partes,
      Projetar é uma coisa, vender é um outro mundo. Tem que fabricar, testar, homologar (ou certificar, não sei). Se os chineses, com o caminhão de dinheiro, com muita pesquisa está patinando até hoje na fabricação dos motores, difícil acreditar que os Brazucas iriam conseguir isto, sem dinheiro e com pouquíssima pesquisa.
      Até onde me lembro, a Polaris mudou de nome e a avibras comprou o direito da turbina (que será usando na série 300), mas temos que lembrar que é um motor bem menor.

  19. eu to adorando isso rsrs… como já disseram alguns, os globalistas é que não devem, quanto mais países decidem ser independentes, mais COMPETIÇÃO no mercado, tudo que os globalistas mais odeiam, pois eles monopolizam o mercado comprando suas competidoras menores, e depois apenas espalhando suas fábricas pelo países que lhe oferecem as menores taxas tributárias, e explorando a mão de obra mais barata.

  20. Aquele bloqueio americano foi bem feito pra França, assim ela toma vergonha na cara e começa a produzir tudo em casa mesmo, capacidade eles tem, só não pode ficar de mi mi mi igual o Brasil, quer alguma coisa, vai lá e produza você mesmo, basta só ter vontade, vergonha na cara e dinheiro.

  21. Pois é, enquanto que alguns trouxas da America do Sul está seguindo caminho inverso.
    E olha que esse trouxa sul americano já teve inúmeros exemplos de como trabalha os americanos quando se trata de seus interesses.
    Mas segue o barco!

  22. Peguem por exemplo o KC 390 – um cargueiro formidável e com boas perspectivas de mercado, em 2013 a Embraer calculava seu desenvolvimento em torno de USD2 bi. Por enquanto, além do Brasil apenas Portugal assinou contrato de compra 5 unidades. Imaginem se tivéssemos que fabricar turbinas, radares, aviônicos e outros componentes chaves! Contrariando a Ministra Francesa, os países tendem cada vez mais a compartilhar projetos e tecnologias reduzindo custos e buscando excelência, F35, Typhoon e o Meteor são exemplos.
    Será que falta dinheiro ou tecnologia para que Japão e Coreia do Sul desenvolvam seus próprios caças? Claro que não, falta viabilidade!
    Olá Fred! (12/09 20:14) – Respeitosamente, caso tenha escrito algo errado peço que me corrija. Abraço a todos!

  23. Por mais que eu tenha lá minhas críticas ao Trump (e isso nem mesmo é relevante), eu tenho que admitir que ele joga exclusivamente pelos EUA. Erra muito, porque é chegado a bravatas e rompantes de metralhadora giratória que, ainda que não seja exclusividade dele, acabam por gerar mais estragos pois reverberam mais, afinal trata-se do Tio Sam.

    Guerra comercial deste tipo sempre existiu, reuniões de técnicos em OMC, grupos de trabalho, etc., não são um mar de rosas, quase sempre ganha quem coloca na mesa o maior taco de beisebol (foi o que me ocorreu em substituição ao dito popular).

    Em comércio exterior não há amiguinhos, ninguém, absolutamente ninguém, faz nada de graça, por gratidão ou por amizade. O toma lá, dá cá é a regra do jogo e esse jogo só é jogado por gente graúda. Países como o nosso quase sempre levam porrada, porque há pouco o que oferecer.

    Os EUA estão onde estão porque sua indústria bélica é a mola propulsora de sua P&D. A lógica americana, amparada por fatos, é passar ao uso civil tecnologias desenvolvidas com fins militares. Por isso são hegemônicos, por isso são imbatíveis e, justamente por isso, colocam o bastão na mesa.

    Já tive a felicidade de participar de negociações complexas com americanos, europeus e asiáticos. A diferença é gritante! Na mesa, americanos são exatamente aquilo que os críticos detestam: diretos, objetivos e arrogantes. É “yes” ou “no”, não tem talvez, etc. Dizem, sem papas na língua, que isso pode, aquilo não pode, que confiam nisso e desconfiam de você naquilo. Dói, principalmente quando você precisa de algo e eles dizem não. Mas isso não diminuiu minha admiração pelo pragmatismo, só aumentou minha indignação pelas décadas que insistimos em perder sempre com discursos ideológicos atrasados.

    Hoje essa política norte americana faz barulho porque este é o estilo Trump, mas ela sempre existiu desse jeito mesmo. Eu, modestamente, não faria diferente: se sou o dono da tecnologia que desejam, se sou o dono dos navios que protegem meus aliados, se sou eu quem tem os ICBMs que garantem o equilíbrio, porque não vou cobrar por isso? a máquina do Tio Sam custa muito caro, o estilo de vida deles mais ainda, e quem paga por isso somos todos nós.

    Ser independente? Talvez a França consiga algo, porque já possui um caminho pavimentado em aviões, navios, blindados, indústria de base. Inglaterra? Talvez na construção naval. Outros países europeus? Apostaria algo na Alemanha, pelo espírito de seu povo. Os demais? Jamais. Brasil? Amigos, perdemos esse bonde na década de 1970 e de lá para cá só fizemos cagadas…

    • Concordo que os Estados Unidos são e continuarão sendo imbatíveis. Mentalidade agressiva tanto positivamente como negativamente, movem aquela nação. Os países que ousaram desafiar sua hegemonia foram derrotados, veja Alemanha, Japão e União Soviética. A única forma dos países vencerem estes embargos é se unindo, e para alguns casos fazerem embargos a determinados produtos norte americanos. Rússia e China trabalhando juntos; Brasil e demais países sul-americanos compartilhando tecnologias. Do contrário, jamais ocorrerá a independência.

  24. Boa sorte … agora fica a duvida se tera a mesma capacidade tecnologica pra assumir esse desafio … mas talvez os franceses fiquem dependentes dos russos agora kkkk

  25. Boa tarde, sem querer ser especialista na área, devo dizer que Tecnologia própria é Independência. Trabalhei na área Nuclear da marinha à 30 anos atrás. Até hoje estamos tentando fazer nosso SBN.
    Como dizia o Engenheiro responsável pelo setor. Não queremos Bombas . A tecnologia é dos anos 40. porém durante todos esses anos pós regime militar o país ficou estagnado nesse setor. Falta de verbas e incentivos. Ninguém dá nada de graça, sofreremos embargos com Grifens ou com sukhois, de uma maneira ou outra os americanos não querem que se tornemos uma potência ou qualquer outro país.
    Sou militar e morro pela pátria. mas quem fazem as guerras não somos nós.
    Apenas limpamos a sujeita dos engravatados.

  26. mimimis, vitimismos, chororo…etc
    “Não somos trouxas!”…os EUA também não. Quem mandou espremer o povo alemão com o Tratado de Versahles?! Na época até a Inglaterra Avisou que esse tratado era draconiano demais..os EUA foram excluídos/ignorados. Veio a segunda grande guerra, ensandecida de vinganças…e os Francos como todos bons sádicos e revanchistas…

    NÃO AGUENTARAM nem 2 semanas para a Alemanha.
    Adivinha quem a elite suja brasileira admira no campo geopolítico mundial?! França! chororo, mimimis, vitimismos e SACANAGENS argumentativas envernizadas com o liberté egalité fraternité

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