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Sierra Nevada recebe contrato de mais A-29 Super Tucano para o Afeganistão

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A-29 Super Tucano do Afeganistão
A-29 Super Tucano do Afeganistão

Força Aérea dos EUA concede à Sierra Nevada contrato de US$ 1,8 bilhão para mais aeronaves de ataque leve

A Sierra Nevada recebeu um contrato potencial de US$ 1,8 bilhão para a aquisição e manutenção de aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano para a Força Aérea do Afeganistão, informou o Departamento de Defesa dos EUA em um comunicado.

A empresa foi “premiada com um contrato de US$ 1.808.000,00 por tempo indeterminado e quantidade indeterminada para aquisição, manutenção, modificações, transporte e equipamentos relacionados para o A-29”, informou o comunicado divulgado na terça-feira, 4 de setembro.

Os A-29 são produzidos em Jacksonville, Flórida, em uma parceria entre a Sierra Nevada Corporation e a brasileira Embraer.

O trabalho será realizado na Moody Air Force Base, na Geórgia, e nas bases aéreas Cabul, Kandahar e Mazar-i-Sharif, no Afeganistão, e deve ser concluído em 31 de dezembro de 2024.

“Este contrato [FA8637-18-D-6003] é financiado por fundos apropriados das Forças de Segurança do Afeganistão”, disse o comunicado, acrescentando que o Centro de Gerenciamento do Ciclo de Vida da Força Aérea dos EUA é o responsável pela contratação.

A divulgação não especificou quantos A-29s podem ser encomendados sob o contrato, mas de acordo com o relatório do Special Inspector General for Afghan Reconstruction (SIGAR) de julho para o Congresso dos EUA, o custo unitário das aeronaves fornecidas ao Afeganistão é de US$ 27 milhões.

A-29 Super Tucano em missão de treinamento no Afeganistão

Em abril, dois A-29 foram entregues à Força Aérea dos EUA para o Programa Afeganistão, cinco meses antes do esperado.

O relatório do SIGAR afirma que o inventário da Força Aérea Afegã (AAF) inclui 20 A-29s com um indisponível, e que o serviço conta com 18 pilotos de Super Tucano, incluindo 15 pilotos de voo e três alas. Cinco pilotos de A-29 da AAF são pilotos instrutores qualificados.

O SIGAR não especificou quantos A-29 estavam no Afeganistão.

Em outubro, a Força Aérea dos EUA encomendou seis aeronaves A-29 Super Tucano adicionais para a Força Aérea Afegã, elevando para 26 o número total de aviões a serem fornecidos sob o Programa Afeganistão na época. Então, 12 aeronaves estavam no país e disponíveis para uso da AAF. Outros sete estavam sendo usados ​​para treinamento de pilotos na Moody Air Force Base, na Geórgia. Mais um A-29 caiu durante o treinamento em março de 2017 e ainda não foi substituído.

Em abril, aeronaves de ataque leve Super Tucanos da Força Aérea Afegã estavam conduzindo um terço de todos os ataques aéreos, cinco dos 15 realizados no país a cada dia, disse o Ministério da Defesa afegão na época.

A AAF realizou pela primeira vez ataques aéreos usando o A-29 em abril de 2016 e, em 22 de março, uma bomba guiada a laser GBU-58 foi lançada contra um alvo do Talibã no oeste do Afeganistão, a primeira vez que um avião da Força Aérea Afegã usou uma bomba guiada a laser em combate.

A-29 do Afeganistão recebendo bomba
A-29 do Afeganistão recebendo bomba

Uma plataforma aérea flexível para contra-insurgência
O A-29 é uma aeronave durável e flexível projetada para funções de contra-insurgência e apoio aéreo aproximado. Ele também pode ser usado para missões de reconhecimento em ambientes de baixa ameaça e para treinamento de pilotos, e é capaz de operar a partir de pistas não preparadas.

A aeronave está equipada com aviônicos avançados, um sistema eletro-óptico de designação de alvos, infravermelho e laser, bem como comunicações e datalinks para melhorar sua capacidade de combate.

O Super Tucano é relativamente barato de comprar, voar e manter, custando cerca de US$ 18 milhões cada, dependendo da configuração, e cerca de US$ 1.000 por hora voada, de acordo com The Diplomat. Ele é propulsado por uma variante do motor turboélice mais popular do mundo – o Pratt & Whitney Canada PT 6 – em vez de um jato.

De acordo com a Sierra Nevada, o A-29 Super Tucano foi selecionado por 14 forças aéreas em três continentes e registrou mais de 320.000 horas de voo e mais de 40.000 horas de combate.

Em junho, quatro A-29 Super Tucano foram formalmente entregues ao Líbano pelos Estados Unidos, dois meses antes do previsto, completando uma encomenda de seis aviões.

Em dezembro, a Nigéria afirmou que os EUA haviam concordado em vender 12 aeronaves A-29 para a Força Aérea da Nigéria e, em novembro, as Filipinas encomendaram seis Super Tucanos como parte do plano de modernização da Força Aérea Filipina.

FONTE: The Defense Post

88 COMMENTS

  1. O ST já pode ser considerado o “F-16 do degrau de baixo”. Agora, com certeza, que essa teoria vai povoar a mente e perturbar os corações dos afeitos por teorias, isso vai. Pois, pode gerar uma interpretação de que talvez seja um “prêmio de consolação” do OA-X. Eu já vejo que nesse meio ele é incontestável… literalmente único em sua categoria!

      • Wellington, nesse caso específico, considero que o A-29 seja a melhor aeronave. No caso dos EUA, seria provavelmente mais barato e economicamente melhor adotarem o Wolverine, simplesmente porque a mesma aeronave já é usada tanto por USAF quanto pela USN na formação de seus pilotos, fazendo com que toda a logística operacional e de manutenção já esteja implantada.

        Mas como os EUA podem bancar, e pensando que pelo menos uma certa cadeia logística para o A-29 já está operando em Moody, eles podem muito bem escolherem a melhor aeronave para a tarefa, que é o que sinceramente eu torço para que aconteça.

    • O super tucano da USAF vai ser fabricado nos EUA. Mais americano, impossível. Evidente que as partes do ST produzidas em Gavião Peixoto serão exportadas, mas de resto, o próprio mercado americano suprirá. Existe uma lei americana que obriga as compras de defesa de empresas americanas, razão pela qual a Sierra Nevada é parceira da Embraer e os ST, tanto os do Afeganistão, Líbano e Nigéria foram e serão produzidos na fábrica da Embraer na Flórida. Para os americanos o ST hoje é um produto americano, feito por uma empresa baseada lá, com tecnologia americana, pecas e aviônicos produzidos lá e gerando empregos nas fábricas lá. Isso é o que conta, até porque eles querem o melhor para seus pilotos e o jeitinho brasileiro, lá não existe. Vai levar o melhor e ponto.

      • Alguns componentes sao fabricados no brasil (gerando emprego), O Lucro vem pro Brasil e a FAB ganha Royalties. Entendo que aproximadamente 20/25% seja conteúdo de fabricação nacional. O resto é praticamente made in USA (Incluindo os que são montados no Brasil).

    • Boa pergunta, mas ai teria que ver no contrato entre a EMB e a SNC
      A EMB pagava (ou paga) para o tesouro 1% do valor de cada ST exportado, não acredito que o valor do royalties tenha alterado.
      Acredito (ai é um chute meu) que esta porcentagem continue válido para os aviões montados pela SNC e sim, a EMB também recebe a sua parte MAS boa parte do lucro fica com o SNC, nada mais justo, pois eles investiram no processo de venda.
      https://www.aereo.jor.br/2014/12/09/embraer-comeca-a-pagar-royalties-do-super-tucano/

    • A pergunta que não quer calar, como um país totalmente destroçado pela guerra que já dura 40 anos, um país que não produz praticamente nenhum para exportação, um país com um PIB abaixo do da Bolívia consegue pagar quase 2 bilhões para vetores e demais equipamentos? O Senhor da Guerra banca a destruição, a reconstrução e o rearmamento certo?

    • Que o diga aquele piloto de F-16 que entrou voando no solo, em missão de apoio aéreo aproximado lá no Iraque, anos atrás. Tivesse ele voando um caça de verdade como o F-22 isso não teria acontecido…

      /S

  2. Isso demonstra o esforço, a competência dos militares da FAB e pessoal da embraer de empreender essa aeronave…muito já foi dito sobre isso…mas é uma pena que não sejam fabricados aqui no país. Pela matéria, até parece que a Sierra é dona do ST, e não é???

  3. Eu sinceramente acho que temos pouca coisa a preservar como verdadeiramente nosso, talvez a fórmula do guaraná Antarctica ou da goiabada da Cica, não sei.
    Mas se a USAF compra esse avião e ele acaba fazendo mais sucesso ainda, pode acabar acontecendo algo que uma vez vi e ouvi.
    Em Oshkosh, no Air Venture, vi certa vez uma apresentação de um P-51 Mustang. O narrador estava empolgado e era só elogios para o caça americano:
    “P-51 Mustang, sim senhoras e senhores, o melhor caçada Segunda Guerra Mundial! Um caça americano todo feito na América!
    Seu motor é inglês, um Rolls-Royce Merlin…
    Não, mas espere! Chuck Yeager está aqui, e veio correndo dizer que o motor é americano também, é um Packard Merlin!
    Sim, senhoras e senhores o Mustang é todo americano! É todo americano! É todo americano!
    All American made!!!”

    Eu olhei para meus filhos e caímos na gargalhada.

    • Eu sei que o outro Mauricio, não vai muito com a “lata” da Embraer, mas você Roberto eu acho que não vai muito com a “lata” do Super Tucano, ele pode não ser 100% nacional, mas acho que quem projetou e construiu/montou tem sim seu mérito, temos tantas poucas poucas pra nos orgulhar aqui no Brasil, eu acho que podemos sim nos orgulhar do ST.
      É apenas uma opinião Roberto, desde já peço que não leve pro lado pessoal.

      • Mauricio.
        Tudo bem.
        Mas eu so alertei para algo que e bem possivel acontecer, o americano tomar para si o merito da origem da aeronave, ou pelo menos, menospreza-la ou esquece-la.
        Quanto ao Super Tucano, eu gosto muito do aviao, e um dos meus preferidos.
        Quanto a Embraer, bem…Para mim, ela e um sapo que morre na lagoa, e a mesma coisa.

      • Eles fizeram isso com o Canberra (Martin B-57 Canberra), e os ingleses, por outro lado, fizeram a mesma coisa com varios helicopteros da Sikorsky.
        Mas acho que e coisa natural.

        • Entendi Roberto, é o que provavelmente Portugal vai fazer caso venha mesmo a adquirir o KC-390, vão dizer que o avião é português, mas na verdade é “Brasileiro”.

    • É o que eu sempre digo. o carro golf é fabricado no Brasil. Porem o golf é da WV que por sua vez é alemã. Ou seja, por mais que o carro seja fabricado aqui ele não é brasileiro. alem do mais o lucro vai pra Alemanha.

  4. Concordo com o Roberto. Os EUA JÁ tomaram pra si a propriedade do ST. É só perceber nas inúmeras reportagens aqui do PA. Verifiquem a fonte da matéria, quando é um veículo de imprensa norte-americano, o texto não faz nenhum menção à Embraer ou ao Brasil, este acima foi uma exceção pois citou sutilmente a Embraer sem detalhar a origem.

    Se eu fosse mais jovem, talvez me incomodasse, mas já aprendi que é assim que as coisas funcionam, e não irão mudar.

    Abs

    • Eu confesso que me incomoda um pouco, eu gostaria de ver nem que fosse uma bandeirinha do Brasil na aeronave, hahaha, mas é isso mesmo que as coisas acontecem infelizmente.

      • O que faz a aeronave, digamos, perder a sua nacionalidade, é ela pertencer a um programa internacional de desenvoplvimento e fabricação, como PANAVIA,SEPECAT, Airbus, etc. Portanto, ninguém vai dizer que o Typhoon é um caça espanhol.
        Entretanto, caso o KC-390 seja considerado um produto português, ele terá no mínimo, que trazer o nome do frabricante português junto ao seu nome, a Embraer jamais permitiria isso. Seria como a Lockheed permitisse que o holandeses chamassem os F-16 ‘fabricados’ na Holanda de Fokker F-16.
        Mas o amerocano é esperto ele deve ter pedido isso em contrato, vai vender o Super Tucano, mas com nome da fabrica deles e com isso, o avião virou americano.
        O brasileiro chama o próprio cigarro de Hollywood, mas na hora de fazer avião, chama de Embraer Tucano…

      • Há excessiva preocupação com a propaganda. O que interessa é o que é de fato. O ST é um projeto brasileiro. Essa propaganda me lembra um comentarista/narrador de futebol aqui de SC, o Roberto Alves. Quando ele transmitia algum jogo da seleção e tinha algum catarinense jogando ele fazia questão de enfatizar este ponto. Ex. Fulano passa para cicrano. Cicrano para para o catarinense Valdo… kkkk.

  5. Nossa…novamente essa ladainha….
    Não existe avião de um só País hoje em dia….
    É a mais pura questão de economia de escala.

    • Compre um Jane’s e veja se o F-35, que tem peças feitas em vários países, está na seção “International”.
      Adivinhe onde você irá achá-lo?
      Na guia “USA” obviamente.

      • Eu tenho uma revista Avião Revue 100 jatos de caça e ataque- 2003.
        No AMX tem a bandeira da Itália e do Brasil.
        No Eurofighter tem a bandeira da Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e Espanha.
        No F-35 apenas a bandeira americana.
        Isso é apenas um exemplo simples mas que no fundo acaba acontecendo.

    • Desculpa mas eu acho que não é ladainha, é apenas um pouquinho de patriotismo que ainda resta em alguns Brasileiros, eu mesmo gostaria de ver naquele ST que estava passando por testes, nem que fosse uma bandeirinha do Brasil.
      Vou dar um exemplo “bobo”, veja os super lynx da MB que estão sendo modernizados na Inglaterra, a aeronave é da MB mas eles colocaram um cocar inglês na aeronave durante a modernização (não sei a real intenção, mas envolve um pouco de patriotismo deles nesse caso).
      Todas as grandes nações são patriotas.

        • Obrigado pela informação, a matrícula inglesa eu entendo, mas o cocar inglês aí já é demais kkkkk
          Esse cocar da MB, ficava muito bonito no Sea King, eu gostaria de ver na MB um Merlin, esse sim(na minha opinião), um verdadeiro substituto do Sea King.

  6. Se quer chamar de Sierra Nevada, Shorts, Boeing, ou qq outra coisa não me importo, só quero que comprem.
    O Gripen feito aqui será Embraer F-39.
    Os Helibras não são aerospatiale, Eurocopter ou Airbus.

  7. Falando em Afeganistão, é interessante ver como o espaço aéreo deles tem movimento peculiar. Ontem, vi notícia de uma bomba em Kabul, então fui ao Flight Radar e reparei que uma aeronave com matrícula americana, porém não identificada, decolou após cerca de 30min. Fui dormir e acordei e a mesma aeronave ainda estava em voo, que até pousar levou o total de 11h30min. No trajeto visualizável ela ficou todo esse período dando voltas, sem seguir um padrão, em Kabul. Certamente um drone, que por qualquer motivo estava visualizável no Flight Radar.

  8. Tenho uma imagem na cabeça, um sujeito chegando em casa e vendo um caminhão estacionado na frente, alguns sujeitos carregando seus moveis e eletrodomesticos, ele pensa em chamar os vizinhos, para ajuda-lo a espantar os sujeitos, já que ñão tem uma arma (nesse pais é proibido para as pessoas de bem), depois pensa em chamar a policia, mas ai pensa novamente, pra que, não vai mudar nada, as coisas são assim mesmo, então se aproxima e oferece ajuda. Depois que todos vão embora, ele deita no chão da casa vazia e dorme pois esta cansado do esforço de carregar o caminhão.

  9. Off tópico: Esses dias eu me meti numa “polêmica” com o Rinaldo Nery na matéria sobre o exercício BVR da FAB.
    Na ocasião eu falei que os franceses nos ensinaram táticas baseadas apenas BVR no Matra Super 530D, e falei que foi o próprio pessoal da FAB que falou.
    O Rinaldo meio que se indignou comigo hahaha, e falou que quando eu falasse “pessoal da FAB” era pra mim ser mais específico e eu deveria falar quem, onde e quando.
    Eu ia deixar quieto, mas como eu sou um gaúcho muito cabeça dura, eu vou colocar aqui um trecho da RFA- Ano 11 N° 44- Set/Out/Nov 2006.

    ” É claro que os ensinamentos se restringem às táticas com o sistema que compramos. Não voavamos em missões contra mísseis Fox-3 como os da geração MICA e AMRAAM” – Capitão Leite – FAB.
    Como visto eu me baseei nessa fala de um piloto da FAB, depois se algum francês ensinou alguma coisa a mais pra FAB aqui no Brasil ai já é outra história.
    Peço perdão pelo off tópico e pro Rinaldo Nery se em algum momento eu fui grosseiro ou mal educado.

  10. De qualquer forma, não podemos reclamar.
    Devemos lembrar do Aermacchi MB-326, que no Brasil foi produzido sob licença pela Embraer e levou o nome de Xavante. A própria Embraer exportou o avião para o Togo e para o Paraguai, e nesses países ele era conhecido como Embraer Xavante.
    Tudo bem, são países sem expressão, mas se fosse uma centena de aviões para os Estados Unidos, por exemplo, nenhum entusiasta italiano iria gostar da ideia.

      • O caso do AMX é curioso. Só existe na Itália e no Brasil, lá eles chamam de AMX Ghibli, nada que remeta ao Brasil ou Embraer, e aqui de A-1.
        Fora disso ninguém sabe quem é o verdadeiro fabricante do avião, nos EUA é conhecido como AMX, coisa que quase ninguém sabe o que significa (Aeritalia Macchi Experimental).
        É igual ao Tornado, ninguém vai saber onde foi feito.

        Um reparo.
        Oficialmente, não me parece que o Super Tucano, seja chamado de SNC A-29 Super Tucano, ou Sierra Nevada A-29 Super Tucano. Ele é, de fato, conhecido como Embraer A-29 Super Tucano (Embraer EMB 314 Super Tucano), no máximo, talvez, lhe deem algum apelido oficial, como por exemplo, Skyraider II A-29.
        Portanto, somente algum interesse ou desconhecimento, para levar uma pessoa a crer que a aeronave seja, de fato, americana.

        • Roberto eu acho que ninguém fora do Brasil sabe muito sobre o AMX, no Instagram quando alguém posta uma foto do AMX, o pessoal de outros países perguntam que avião é aquele, confundem até com avião russo, se você aberta na #amx pra ver fotos do caça, só aparece carro velho hahaha, uma ou outra foto aqui no Brasil e algumas de fãs Italianos.

        • Sim, Roberto. A alguns anos atrás alguns amigos americanos entusiastas de aviação militar e alguns ex-militares torcem para verem Super Tucanos por lá. Um deles, que trabalhava em Mojave, me mandou fotos, todo empolgado, ao lado de um Shorts Tucano que havia sido comprado por um particular. Ainda me perguntou quais eram as diferenças entre ele e o original.

          A ainda mais alguns anos atrás, a USN chegou à escolher, mas não levou, uma versão do ERJ-145 para substituição dos EP-3. Um dos esquadrões chegou à desenhar um patch com a aeronave nele, mas nunca mandaram produzir devido ao cancelamento precoce.

          E no mais, o nome e logo da EMBRAER na fuselagem de uma das aeronaves utilizadas para testes nos EUA ainda são bem maiores e mais visíveis que o da SNC:

          https://monch.com/mpg/images/news/18-01/17-a29.jpg

          Inevitável que exista a bandeira na deriva, justamente propaganda de marketing. Por mim eles podem pensar o que quiserem se comprarem a aeronave em quantidades fartas. Eu vou gostar, vai ser bom para o Brasil e vai ser bom para os pilotos e combatentes americanos. E no final das contas vai dar um belo de um orgulho de ver o bicho voar por aí em quantidades ainda maiores 😉

  11. Aliás, lendo a reportagem, nem parece que o ST é um produto desenvolvido no Brasil por uma empresa brasileira
    Um leigo tende a achar que o Super Tucano é de origem norteamericana e que a Sierra Nevada é quem o concebeu e toma a frente nas vendas internacionais mesmo sem o FMS

  12. Colegas, a fonte que se baseia essa matéria é de site baseado nos Estados Unidos chamado ”The Defense Post”, é só observar no final da matéria aqui do site a fonte citada. Sendo assim, o jornalista deve ter consultado a Sierra Nevada para fazer reportagem. Era mais prático pra ele, vcs não acham? Claro que ele exaltou o nome da Sierra Nevada ao invés da EMBRAER. Ele foi realmente ”bairrista” nessa!!! Não sei como é esse acordo entre EMBRAER e Sierra Nevada nessas vendas dos Super Tucanos. Mas acho que a EMBRAER não iria fazer um acordo desses para sair perdendo. Em relação a propriedade intelectual do ST, pelo que sei e até acho que já foi tema de matéria aqui no site, é do Comando da Aeronáutica Brasileira – COMAER. Essa informação procede?

  13. Comentário para o prezado Dalton, do Poder Naval (não sei se ele vai ler):

    Caro Dalton, estou com dificuldades para comentar no Poder naval.
    É sobre a revista Vruum. Como disse, eu tenho os seis únicos números que saíram, assim como, o álbum completo com as figurinhas de aviões.
    Foi a revista Vruum e outras poucas publicações, que trouxe ao Brasil, as primeiras fotos do F-16. Hoje, relendo a revista, podemos ver que ela continha vários erros, mas era o que tinha.
    Algo bem interessante, que talvez você goste, é que no primeiro número, tinha uma reportagem do que seria um porta-aviões hovercraft do futuro! Lembro que dizia que ele não precisaria de catapulta para seus aviões, tamanha a velocidade que atingiria.
    Uma boa parte das ilustrações da revista eram do famoso ilustrador Wilfred Hardy, que fazia as capas da revista Air Enthusiast e Air International dos anos setenta. Coloque seu nome no Google e clique em imagens para poder ver alguns de seus trabalhos.
    Por fim, no Mercado Livre você ainda consegue achar a coleção completa para vender.

    P.S. Se alguém aqui comenta no Poder Naval, por favor avise o colega sobre esse meu comentário. Meus comentários, por alguma razão, não aparecem lá.

    • Roberto, vou copiar e colar lá para ele ler.

      E obrigado. Sou de 1980 e colecionava de tudo desde mais ou menos meados dessa década, e nunca tive a ‘Vruum’.

      • Obrigado pela gentileza Leandro.
        Sou da epoca em que coisa boa, so nas bancas de revistas dos aeoroportos, unico lugar onde vendia revistas importadas!

        • Não há de que, Roberto.

          E lembro-me das diversas vezes em que meu pai me levava à Siciliano do Galeão para podermos comprar algumas revistas como Air Enthusiast, Air Classics, Flight, Air Forces Monthly, etc. Tempos interessantes. Havia um jornaleiro em Copacabana, salvo engano na Nossa Senhora perto da esquina da Prado Júnior que era imenso e tinha muita coisa boa, tanto nacional quanto importada.

          No mais, ainda guardo antigas coleções como Máquinas de Guerra, Guerra na Paz, Corpos de Elite, etc. Bons tempos em que esse tipo de coisa tinha em abundância e qualidade.

      • A revista era de 1976, da Abril Cultural, como quase todas da epoca, tinha pouquissima publicidade e durou so seis edicoes.
        Os jornalistas brasileiros que escreviam na revista nao eram muito bons, na ultima capa da revista tinha uma secao dedicada as embarcacoes da Marinha do Brasil. Lemro de um numero que falava do Minas Gerais e o autor dizia que o porta-avioes podia levar certo numero de cacas, ou certo numero de P-16 Tracker, ou enta, uma meia duzia de P-15 Netuno!!
        Na epoca eu acreditei…

  14. Sobre bandeiras pintadas no aviao.
    Vi em alguns sites a foto de um suposto terceiro prototipo do KC-390. Ele nao parece mais ter as bandeiras dos paises participantes do programa, Argentina, Portugal e Republica Checa. Somente um emblema amarelo, nao da para ver bem.

  15. Não o sei se alguém comentou aqui, mas achei bem estranho (positivamente) este tipo de contrato onde parece que o cliente decidiu deixar um dinheirinho adiantado (R$ 1.800.000) pra depois resolver em que gastar. Geralmente o valor do pagamento é acertado por último a depender dos produtos escolhidos. Pra mim isso demonstra o alto grau de relacionamento entre o cliente e o fornecedor, não necessariamente os mesmos envolvidos na encomenda dos 300 S, mas não deixa de ser bom sinal.

    “A empresa foi “premiada com um contrato de US$ 1.808.000,00 por tempo indeterminado e quantidade indeterminada para aquisição, manutenção, modificações, transporte e equipamentos relacionados para o A-29”. A reportagem trata como um prêmio e cita quantidade indeterminada. Pergunta aos universitários: isso é comum? Abrçs

      • Certo, mas o que o texto diz é que a Sierra Nevada recebeu um contrato. Normalmente esses contratos vem com quantidades e prazos determinados. Acabou o prazo extingui-se o contrato. Ainda que não tenha sido assinado, deveria haver nele essas informações. Acho que não foi apenas uma disponibilização. De qualquer forma mais informações virão com certeza. Obrigado. Abrçs

  16. Está parecendo um prêmio de consolação o Super Tucano irá povoar os mercados periféricos com seus vetores bons e baratos. Uma coisa que o tio sam sabe é fomentar sua indústria de defesa. Com a Textron para o mercado interno (USAF) e a Sierra Nevada para o mercado de exportação, como Afeganistão, países do oriente médio e África.

  17. Li alguns comentários e observei que uma parte dos amigos que postaram esqueceram de citar. Se a Embraer/Sierra Nevada vencerem esse contrato, a Embraer (Brasil) vai ter uma vitrine enorme para o ST no mundo por décadas, impulsionando as vendas do ST, pois se ele for o escolhido, será escolhido por ser o melhor e a USAF não vai escolher o pior, colocando em riscos a vida de seus militares, coisa que é levado muito a sério por lá. A grosso modo a Embraer vai oferecer aos futuros compradores o avião leve de ataque/treinamento usado pela USAF….quer vitrine melhor?

  18. Com todo respeito, acho que não. Seria uma grande frustração para os próprios americanos. As reportagens deles sobre a competição sempre mostram uma certa empolgação com o concorrente brasileiro, a exemplo da recente divulgada pela Fox News. Eles não escondem o entusiasmo com o nosso ST, e como alguém já disse por aqui, parece ser um processo que tenta justificar a contratação de forma que a concorrência não venha a questionar. Acho que prêmio de consolação nessa área técnica algum complicado. Seria a última coisa que poderíamos pensar que o americano faria. Neste ramo não existe espaço para tal. Deixar de escolher uma aeronave consagrada pelo próprio país para optar por outra que não tem histórico de combate acho não ser uma boa opção. Abrçs

  19. Esses malditos roubaram o nosso produto? O nosso maior patrimonio militar juntamente com os ASTROS. E ainda se ver por aí um monte de sujeito bradando com alegria parceria com americano. Isso é o complexo de vira lata a niveis insuportaveis. Os caras tornaram o nosso ST um produto deles? Mano que ódio véi

  20. A Amazon já disponibilizou a venda do livro sobre o EMB-314 Super Tucano, de autoria de João Paulo Zeitoum Moralez. Lá tem toda a história sobre a origem do A-29. É o 31° no ranking de vendas de livros sobre aviação militar.

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