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Caça furtivo J-20 aproxima-se da produção em massa após correção de problemas no motor

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Chengdu J-20
Chengdu J-20

O propulsor melhorado dará ao jato chinês a capacidade de voar sem ser detectado em velocidades supersônicas, a par com o F-35 dos Estados Unidos

Um motor novo e melhorado projetado para tornar o caça furtivo J-20 da China um jato de combate de classe mundial deve estar pronto para a produção em massa até o final do ano, disseram fontes militares.

O motor WS-15 apresenta lâminas monocristalinas de turbina de ponta e está em desenvolvimento há vários anos, mas os técnicos chineses têm lutado para colocá-lo em produção em massa.

No entanto, muitos dos problemas – que, em grande parte, estão relacionados ao superaquecimento das pás em velocidades máximas – foram resolvidos em testes de solo e voos de teste, colocando a meta de um produto consistentemente de alta qualidade à vista, disseram fontes ao South China Morning Post.

Pequim está disposta a ter uma aeronave furtiva capaz de competir com os melhores do mundo, à medida que as tensões aumentam na região da Ásia-Pacífico e com os Estados Unidos, aumentando a utilização de seus caças F-22 e F-35 na região.

“O WS-15 deverá estar pronto para instalação generalizada nos J-20 até o final deste ano”, disse uma das fontes.

Evolução dos motores chineses em comparação com os modelos americanos
Evolução dos motores chineses em comparação com os modelos americanos

Embora alguns “problemas menores” permanecem, estes devem ser resolvidos uma vez que o motor tenha sido mais “empregado extensivamente na aeronave”, disse a fonte.

O especialista militar de Pequim, Zhou Chenming, disse que a China espera que os EUA posicionem entre 200 e 300 F-35 – o mais avançado caça furtivo – na Ásia-Pacífico em 2025, o que significa que “a China precisa de um número similar de J-20s”, ou pelo menos 200”.

Doze F-35 chegaram à Base Aérea Kadena da Força Aérea dos EUA no Japão em novembro, enquanto a Coreia do Sul disse que planeja receber 40 dos caças.

Uma segunda fonte militar disse que os problemas com o motor WS-15 precisavam ser resolvidos antes que grandes números do J-20 pudessem ser fabricados.

“A China atualmente tem cerca de 20 caças J-20, o que está longe de ser suficiente”, disse a fonte. “Ter um motor caseiro é essencial para o J-20 entrar na produção em massa, já que nenhum outro país estaria disposto a dar à China uma tecnologia de ponta”.

O funcionamento do motor a jato e a lâmina da turbina em detalhe
O funcionamento do motor a jato e da lâmina da turbina em detalhe

As alegações das fontes acrescentam peso a uma reportagem de abril da emissora estatal China Central Television (CCTV), segundo o qual a Chengdu Aerospace Corporation, que fabrica o J-20, abriria uma quarta linha de produção para o caça furtivo em 2019.

No mês passado, a CCTV informou que a Força Aérea da China havia intensificado seu programa de treinamento para pilotos J-20.

O Exército de Libertação Popular disse que o J-20 entrou em serviço de combate em 9 de fevereiro e trabalhava ao lado de outras aeronaves de quarta geração, como os caças J-16 e J-10 e o bombardeiro estratégico H-6K. Em maio, participou de exercícios de cerco em torno de Taiwan.

O Post informou em fevereiro que o J-20 na época estava equipado com um motor “temporário”.

Uma das fontes militares disse que o público poderá vislumbrar pela primeira vez o novo caça furtivo, completo com seu motor aprimorado, na Exposição Internacional de Aviação e Aeroespacial da China no final do ano.

O evento, que acontece a cada dois anos, será realizado de 5 a 11 de novembro em Zhuhai, província de Guangdong, sul da China.

Motor WS-15 em uma tela capturada de vídeo
Motor WS-15 em uma tela capturada de vídeo

FONTE: South China Morning Post

54 COMMENTS

  1. Eu pergunto aos amigos se vale a pena investir tanto em tecnologia furtiva para aeronaves por conta dos contínuos melhoramentos na formas de detecção sejam em radares sejam em IRST ou outras tecnologias ignoradas por mim !! Me parece que os radares e outros meios de detecção evoluem muito mais rápido que a tecnologia furtiva nas aeronaves !!

    • As não furtivas já são obsoletas de certo modo.

      Os de 4.5Gs são ótimos para enfrentar Líbia, Síria, Iraque, estado islâmico. Contra Rússia, China ou a OTAN caças não furtivos teriam sérios problemas.

      Não adianta muito ser metade do preço para operar se na hora da guerra é 4 vezes mais fácil de ser abatido.

    • Furtividade não é invisibilidade, não é binário, vê ou não vê.

      Furtividade é diminuição ou dispersão da emissão de ondas (radar, rádio, infravermelha, etc), o que dificulta a detecção do vetor furtivo, diminuindo assim a distância com que o inimigo descobre você.

      Se algum ultra-moderno radar fotônico anti-stealth supostamente detecta um F-35 à 50Km de distância, isso significa que ele detectaria um F-15 à 500Km de distância facilmente, por exemplo. Ainda assim é uma vantagem sobre o inimigo, que teria menos tempo para responder ao ataque de um F-35 do que de um F-15. E isso também ajuda muito o vetor furtivo a evitar defesas antiaéreas voando ao largo do alcance com que elas podem detectá-lo. Ou detectar um avião inimigo ANTES que esse possa detectá-lo e assim atacar primeiro.

      Ou seja, furtividade é e sempre será uma vantagem em cima de vetores não-furtivos.

  2. As vezes me pergunto, os chineses são tecnicamente mais capazes que os Russos ? porque tantas duvidas e criticas ao Su-57, enquanto o J-20 praticamente passa desapercebido aos críticos de plantão, mesmo desconhecendo suas capacidades reais.

    • Provavelmente porque na China a censura prévia é bem mais pesada que na Rússia somado ao fato desta última tem (tinha) interesse em compartilhar os custos dessa tecnologia com a Índia, algo que facilita o vazamento de informações/problemas; ao contrário das aeronaves chinesas de ponta, vez que não são exportadas e, com isso, mantendo-se certo “segredo” sobre suas reais capacidades.
      Desconfio que esse problema com o desenvolvimento do WS-15 não seja o único desafio enfrentado pelos chineses no programa.
      Não obstante, é espantoso ver que em termos de fuselagem o J-20 chinês aparenta tê-la mais “limpa” e sem protuberâncias (melhor acabamento e menor furtividade relativa) do que o SU-57 russo, por exemplo.
      Nisso, aparentemente, estão à frente.
      Sds,

    • Os EUA são uma democracia madura, então fica fácil o povo ter acesso a informações sobre como o dinheiro deles está sendo sado, a Rússia é mais ou menos uma democracia, aí o governo ainda lida com vazamentos e criticas sobre o dinhero do povo, já a China o governo é super poderoso então fica complicado saber sobre como o dinheiro está sendo gasto e sobre informações dos programas militares. aí parece que o J20 tá indo melhor que o F35 ou SU 57

    • Talvez porque a China já tem 20 unidades do J20 voando e o su57 já foi abandonado pela Índia, que disse que ele não entrega o que tinham combinado, e teve a pífia encomenda inicia de 15 unidades pela Rússia.

      Só os muitos fanboys acham que o su57 é foderoso e melhor que os a a aviões americanos.

      Pessoalmente acho que a Rússia deveria ajudar a China no desenvolvimento do motor do J20 e produzir este sob licença.

  3. O New York Times publicou reportagem esta semana dando conta que a China na equilibrou o poder militar no Pacífico. Agora, com essa avalanche de novos investimentos, ficará claro para onde a balança penderá. Novos tempos.

    • Cara, esses doentes ideologicos fazem de tudo para ter razão. Até inventam devaneios tipo esse. New york times comparável a carta capital ? pelaamor.

    • Na minha opinião, eles (americanos) devem fazer as contas bem direitinho. Sabem que a capacidade de produção chinesa é bem consistente, ou seja, em caso de guerra, a China se mobilizaria a produzir uma quantidade de armas sem precedente na história.

  4. Enquanto os chineses não revelarem os reais valores desse caça, não vai dar para completar as cartas do Super Trunfo e dizer que é o fim do império malvado dos Yankkes.
    Eis quais eram os quesitos do jogo:

    Km/h:
    empuxo/kgf:
    carga/kg:
    envergadura/m:
    comprimento/m:
    autonomia/km (sic!):

  5. Um ponto que os detratores sempre levantam, é que esses caças novos, russos e chineses, não são tão bons quanto os americanos. Eu concordo com esse ponto.

    Mas a pergunta essencial é: eles precisam ser tão bons quanto ou até melhores que os americanos, para penetrar as defesas ocidentais e causar danos significativos? Estarão as defesas ocidentais prontas para impedir o avanço de caças com apenas 20 ou 30% da “invisibilidade” de um F-35?

    E outra: o que acontece com um F-22 ou F-35, quando se debate com um adversário que não tem o RCS de um típico caça de quarta geração, e que será detectado não a centenas, mas apenas a dezenas de quilômetros? Será que os resultados espetaculares, obtidos em combates simulados contra caças de 4ª geração com aviônica de 20/30 anos atrás, se repetirão com os novos adversários?

    • Clésio,

      As defesas ocidentais sempre se basearam em sua superioridade tecnológica perante a Russia (a China até 20 anos não era um “problema”).

      A “doutrina” continua a mesma, vide os investimentos americanos em avioes de 5a. geração, na grana que os Franceses torraram para fazer o Rafale e o nascimento do Thyphoon Britanico.

      O que aperta para os Russos e Chineses é que hoje o Ocidente mantem a supremacia tecnológica e possuem muito mais aviões de primeira linha que os Russos e Chineses, dada essa condição não faz sentido os “vermelhos” colocarem alguns aviões de 5a. geração “meia boca” contra o “paredão Ocidental”.

      Terão que fazer aviões efetivamente bons e em grande quantidade, algo bem caro de se fazer. Os Chinas possuem grana para tal, já do lado Soviético o bolso é bem mais raso.

      Quanto aos combates simulados, os mesmos se replicam na prática, vide os acontecimentos na Síria onde mais uma vez a supremacia foi posta a prova. Como Eu sempre brinco, depois que a Força Aérea Russa chegou na Síria eu criei a “rashtag” #osceusdasiriasãodetodosnos

      • Quanto aos combates simulados, os mesmos se replicam na prática, vide os acontecimentos na Síria…

        Nem sempre se réplica na prática Ricardo.
        Vou dar apenas 2 exemplos.
        1- Lembra quando o F-18 errou um AIM-9X naquela sucata Síria(Su-22)?
        2- Teoricamente o Pantsir era pra ter abatido aquele drone/bomba israelense e o que vimos mesmo?
        Aposto com você que nos combates simulados americanos o AIM-9X teria mandado o Su-22 pelos ares, e o Pantsir russo abateria até mosquito, mas na prática real não foi o que aconteceu.

        • Tenho quase certeza que aquele AIM-9X foi vítima da famosa vibração da ponta de asa do F-18.

          Todo míssil tem vida útil específica, tantas horas de voo e coisa e tal. Repare que os F-16 usam o AIM-120 na ponta da asa justamente para amenizar vibrações.

          No caso do F-18 naquele abate da Síria, o AIM-120 que funcionou estava fixado justamente na parte mais rígida da aeronave, que é a fuselagem central, onde estão afixadas as asas, derivas e o trem de pouso.

          Tem uns documentários no YouTube onde se mostram testes de vibração com caças, infelizmente não pude localizar um num busca rápida.

        • OK, aceito os dois casos; agora, você aceita as centenas de casos em que a simulação é repetida na vida real? Teimamos em ressaltar os eventuais fracassos e sublimamos as centenas de acertos… segue o jogo. Os treinos e simulações servem para isso, para minimizar o numero de insucessos e falhas.

          Falhas acontecem, sempre acontecerão, são maquinas. Existe um ditado bem “diferente” sobre objetos novos que quebram ou apresentam defeitos na primeira vez que vão ser utilizados, o cidadão reclama para o vendedor e ele diz: “Calma, Gente nova também morre”

          Brincadeiras a parte, tudo está inserido numa curva normal, e como toda curva normal sempre encontraremos pontos fora dela.

          • O problema é o tamanho desses pontos que podem estar fora da curva(vai que um desses pontos seja uma bomba nuclear tática… hahaha),mas concordo com você.

    • Se tem alguém que sabe como combater caças furtivos é a USAF, afinal eles já contam com aeronaves furtivas muito antes de qualquer outra força aérea.

    • Clesio
      Excelente argumentaçao…
      A resposta para tais questionamentos nós veremos no futuro proximo qndo os projetos do SU57 e do J20 ja estiverem concluidos e eles estiverem plenamente funcionais.

  6. CRSOV 5 de setembro de 2018 at 10:38
    Dizem que para cada veneno, é desenvolvido um remédio. Se for desenvolvido um radar, vão desenvolver maneiras de superar ele.
    Dois pontos importantes.
    1- Uma coisa é desenvolver e outra coisa totalmente diferente é funcionar adequadamente, estes radares estão conseguindo detectar algo? Se a Russia está desenvolvendo, ele tem como testar os mesmo se não tem aviões Steath? Não estou afirmando que não funciona, só comentando que tem que ter um certo cuidado em acreditar nas propagandas (inclusive dos Stealth).
    2- Mesmo que a tecnologia de deteção funcione, os países vão adicionar mais esta facilidade em todos os sistemas atuais? Vão construir um sistema paralelo de deteção, isto é factível? Imagine o custo de um sindacta que possa com uma nova rede diferente de radares detectar os stealth, imagine o custo e tempo para isto. Enquanto uma rede não estiver funcionando, obviamente os aviões stealth vão entrar onde a detecção não está pronta.
    Um avião stealth não é indetectável e sim, tem a sua detecção diminuída ao mínimo, ele usa os seu sensores para evitar áreas mais protegidas.
    Por fim, a capacidade stealth é a característica mais conhecida dos caças como o F-22 e 35 mas não é o principal motivo do altíssimo custos destes vetores. Pode ser o maior ofensor nas horas de manutenção mas o custo dos sensores, computadores, sistemas e a integração que elevaram o seu custo as alturas.
    Os sucessivos adiamentos do F-35 tem mais a ver com a integração do que com o design do avião.

    • Não, ainda falta muuuito para o J-20 ser um adversário do F-35. Não que o caça Chinês seja ruim, mas são muitos anos de experiencia que separam os caças.
      Quanto ao engolidor, quem disse que o J-20 já não passou por este desgosto? Não existe comparação na transparência da divulgação de informações no desenvolvimento entre os caças.

    • Marcos. Aqui tudo é no campo das conjecturas. Tenho certeza absoluta que quem, aqui, diz que o F-35 é melhor que o Su-57 ou J-20 não tem acesso a nenhuma informação dos três aviões. Eles acham isso. Não sei por qual motivo (até sei), mas acham.

      • Bom, eu faço conjecturas livre de tendencias políticas. Não tenho vies ideológico ou de torcida, se voce acredita que décadas de desenvolvimento de tecnologias de americanos, pode ser alcançado por alguns anos pelo Chineses ou que os mesmos tem a liberdade que a dos americanos, é sua opinião, particularmente discordo totalmente.
        Se voce acha que o F-35 não é o melhor, perfeito, não sei baseado no que, alguns acreditam no que pode e não no que é.

  7. hoje não é a melhor versão do mercado, mas ninguém garante que daqui 10, 15, 20 anos, eles não sejam, ou pelo menos, uma versão muito próxima disso.

  8. O “superaquecimento das pás em velocidades máximas” poderia ser detectado por sensores (como o IRST), eliminando a vantagem furtiva? Seria isso? Em caso positivo, qual o alcance efetivo aproximado para um IRST de última geração?
    Obrigado antecipadamente pela resposta.

    • Qualquer caça furtivo existente (ou que pelo menos sabemos que exista) pode ser detectado por IRST, seja pelo calor emanado pelo motor quanto pelo aquecimento de suas superfícies devido ao atrito com o ar

      Quanto ao alcance, não sei

    • Mas ou menos, porque o IRST na maioria das vezes detecta mas não rastreia sempre. Tem dificuldade em medir a distância, altitude e calcular a velocidade do alvo se este estiver longe.
      E ainda é afetado pelo clima.

      Por exemplo, caso de um Su-35( pelo que é divulgado) o IRST só consegue calcular a distância até 20km.

  9. Não consigo esquecer aquele caça fodasso com problema de trem de pouso, espero que os chineses não copiem tambem o mesmo problema, afinal copiar é feio agora fazer parecido é legal.

  10. Não é possível avaliar qualquer vetor sem que ele tenha tido algum tipo de batismo de fogo. o Su-57 já realizou missões na Síria, o F-35 também foi amplamente utilizado por Israel contra as posições do Irã e do Hezbolah na Síria. E o J-20, alguém saberia me dizer onde ele foi realmente testado? Papel e sites aceitam qualquer coisa. Quero ver provar sua real capacidade de combate.

  11. Kkkkkk…parece que a ‘evolução’ da qualidade referente a produtos chineses tem aumentado. veja só! Não muito tempo atrás, quando se queria destratar produtos chineses se dizia sem-cerimônia que o que era Made In China era uma porcaria e ponto final. Agora a tchurma anti-China parece que que tem que ‘recorrer’ a um ‘novo’ patamar de denegrimento do produto chinês: ‘Ó! O produto chinês é bom, sim! Maaaas, mas, não é tão bom quanto o ocidental (ou o japonês – que é aliado do Ocidente e por isso precisa vez por outra uma puxada de saco do establishment ocidental para robustecê-lo contra o chinês, kkk)’

    Por isso…legal um trecho da matéria que eu, pelo menos vi no UOL, com o título de ‘Brasil e China expõem dificuldade nas relações comerciais’, onde o Min. Blairo Maggi diz que brasileiro precisa parar de ver a China através do estereótipo de que tudo lá é de baixa qualidade e que chinês também compraria coisa de baixa qualidade, fazendo com que o empresariado brasileiro não se esforçasse para melhorar o produto brasileiro para conquistar o (cada vez mais exigente) público chinês’.

    Isso aí me lembra uma matéria que li na mídia chinesa de uns 10, 15 anos atrás, escrito por um professor de economia norte-americano que era professor-visitante numa universidade chinesa que explicava como seria a evolução (pelo menos no sentido cronológico) da qualidade do produto chinês, numa comparação com a aceitação do produto japonês pelo público ocidental. Conta esse professor, que na década de 60, quando os produtos japoneses não gozavam de boa reputação no Ocidente, especialmente produtos industriais, como carros, um exemplo clássico, a Toyota naquela época tentava entrar no mercado norte-americano. Num belo dia da época (década de 60…) montou um showroom e um coquetel onde exporia seus novos modelos que a montadora pretendia vender no ano seguinte. Convidou para esse festerê, jornalistas da mídia especializada, o empresariado representando fornecedores, bem como autoridades dos mais diversos escalões…em determinado momento, durante o comes-e-bebes, um jornalista presente no evento avistou o presidente da GM que olhava os carros expostos de forma ‘blasé’. O jornalista se aproximou do executivo e perguntou-lhe se não estaria assustado com a concorrência dos carros nipônicos. Ao ouvir a indagação, o executivo que inclusive segurava uma taça de champagne, acabou derrubando o líquido por causa do acesso de gargalhadas suscitado pela indagação. Quando recuperou o fôlego depois do acesso de riso, disse ao jornalista: ‘ Vem comigo! Vou te mostrar o porquê de eu JAMAIS temer a concorrência japonesa’. Chegaram em um dos carros expostos no local e, então o executivo começou a baixar o vidro através da maçaneta do vidro (que era manual na época…) e começou a girar, girar, girar a maçaneta até que…plof!…a maçaneta havia saído do lugar! Então, o executivo da GM simplesmente repassou a maçaneta pro jornalista e dando uma piscada de canto de olho, disse: ‘Entende agora por que eu não temo os carros japoneses?’

    Peeergunta: será que brasileiro ainda acha que produto chinês ‘solta pecinha’ (e vai soltar SEMPRE, como achou esse americano em relação ao carro japonês)?!

  12. Na aparência e com um novo motor este caça pode prometer muito, agora resta saber se cumpri !

    No entanto o que me chama a atenção neste projeto é o alcance e a capacidade nas baias internas de armas, se seu RCS for realmente for pequeno, estamos diante de um sistema de ataque potencialmente muito capaz, no entanto o que a China mais precisaria neste momento no meu ponto de vista seria um caça pesado stealth capaz de transportar misseis anti navio ( se possível também stealth) em baias internas para não comprometer o RCS, neste caso eu acho que o J 20 não tem esta capacidade.

    Agora um J 20 com 2 misseis anti navio trasportados externamente + os misseis de combate aéreo internamente + seu alcance, representa um oponente de peso para a US Navy, resta saber se a China vai investir em misseis anti navio stealth no futuro, como o LRASM dos EUA e o quanto o transporte destes misseis externamente iria comprometer o RCS de um caça stealth.

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