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Trump assina projeto de lei que bloqueia transferência dos F-35 à Turquia

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F-35 da Turquia na cerimônia de entrega nos EUA
F-35 da Turquia na cerimônia de entrega nos EUA

O presidente Donald Trump assinou ontem o Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) em Fort Drum, no estado de Nova York. O texto do projeto de lei especificamente proíbe a entrega dos F-35 Joint Strike Fighters à Turquia – um aliado da Otan e um dos primeiros parceiros internacionais do programa que remonta a duas décadas. A Turquia tem planos de comprar 100 dos caças furtivos, dos quais 30 já estão sob encomenda, e investiu US$ 1,2 bilhão no programa até o momento.

A linguagem da lei exige uma revisão por escrito dentro de 90 dias nas relações turco-americanas, incluindo o uso da Base Aérea de Incirlik pelas forças americanas, bem como uma avaliação de risco associada à entrega de F-35s à Turquia, bem como outras plataformas e sistemas de armas. Um trecho do texto diz o seguinte:

Avaliação dos impactos em outros sistemas e plataformas de armas dos Estados Unidos operados em conjunto com a República da Turquia para os seguintes

(ii) o sistema de mísseis superfície-ar Patriot;
(iii) o helicóptero de carga pesada CH-47 Chinook;
(iv) o helicóptero de ataque AH-64;
(v) o helicóptero utilitário H-60 ​​Black Hawk; e
(vi) o avião F-16 Fighting Falcon.

O secretário de Defesa, James Mattis, se opôs a bloquear a transferência sob a alegação de que a Turquia ainda é um aliado estratégico dos Estados Unidos e que isso aumentaria o custo do programa F-35 e potencialmente interromperia sua cadeia de fornecimento, entre outros fatores. Mas a retórica que emana de Ancara não aponta para a possibilidade de uma revogação do embargo tão cedo, já que tanto Trump quanto Erdogan brigam pelo retorno de líderes religiosos aos países um do outro.

Em 10 de agosto de 2018, o governo Trump impôs sanções à Turquia por sua relutância em libertar o pastor americano Andrew Brunson, que está sob custódia turca desde 2016, após ter sido acusado de envolvimento no golpe militar fracassado contra o presidente Erdogan. Erdogan afirmou há muito tempo que os EUA estão protegendo Muhammed Fethullah Gülen, que o presidente turco alega ter sido o mentor da tentativa de golpe de 2016 contra ele, apesar de o clérigo viver nos Estados Unidos.

As sanções fizeram a economia já vacilante da Turquia entrar em parafuso, com sua moeda, a Lira, despencando. Erdogan afirmou que a ação dos Estados Unidos de impor sanções é uma “facada nas costas” e que seu governo está trabalhando para evitar mais danos econômicos e estabilizar a situação. Ele também disse que os “terroristas econômicos” serão tratados de acordo, o que aparentemente inclui mídias que imprimem informações negativas sobre a economia.

E tudo isso é soma-se à razãi original por trás da legislação de embargo do F-35 – a compra pela Turquia dos sistemas de defesa aérea S-400 de Moscou – uma medida que poderia colocar em risco a natureza sensível das capacidades do F-35 e suporte de arquitetura. Também estão em risco as compensações industriais e a participação da Turquia relacionadas ao programa que, segundo se diz, vale cerca de US $ 12 bilhões no total.

O Daily Sabah afirma que a Alp Aviation, a AYESAS, a Kale Aviation, a Kale Pratt & Whitney e a Turkish Aerospace Industries estão produzindo componentes para o programa F-35. Em alguns cálculos, pode levar até dois anos para que esses componentes sejam redirecionados para fabricantes nos EUA ou em outros países clientes do F-35. Além disso, uma das três instalações de manutenção de motores planejadas na Europa para fornecer serviço em nível de parque para o motor F135 que impulsiona o F-35 está localizado na Turquia. Os outros dois ficarão na Noruega e na Holanda.

A legislação também exige um estudo sobre o impacto do fim da participação da Turquia no programa F-35:

C) Uma avaliação da participação da República da Turquia no programa F-35, incluindo:
(i) uma descrição da participação industrial da indústria turca na fabricação e montagem do programa F-35;
(ii) uma avaliação de ferramentas e outros materiais de fabricação mantidos pela indústria turca; e
(iii) uma avaliação dos impactos de uma mudança significativa na participação da República da Turquia no programa F-35 e os passos que seriam necessários para mitigar os impactos negativos de tal mudança nos Estados Unidos e outros parceiros de programas internacionais.
(D) Uma identificação de possíveis sistemas alternativos de defesa aérea e de mísseis que poderiam ser adquiridos pelo Governo da República da Turquia, incluindo sistemas de defesa antimísseis e aéreos operados pelos Estados Unidos ou outros estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

FONTE: The Drive

175 COMMENTS

  1. Isto é um tapa na cara daqueles que acham que o Brasil deveria comprar equipamento americano.
    Quem depende ou buscou parceria com este país tem que dormir com este barulho.
    Quanto ao Gripen E, vai muito bem obrigado.

      • Quem sou eu pra dissertar.
        A questão que levantei é a quebra de contrato e a petulância de querer mudar acordos ou regra do jogo.

        • Contrato são ajustes bilaterais ou seja, os direitos e obrigações são recíprocos. Diante disso, qual a sua certeza de que Erdogangster não estaria descumprindo com os termos?

          • A Rússia não tem bala na agulha para segurar as pontas de Erdogangster. Aliás algumas notícias alarmantes dão conta de que o Sultão de Ancara estaria dentro do seu enclave dentro da Síria rearmando terroristas para voltem a lutar contra Assad. Os russos irão tolerar isso? creio que não afinal Putin não entrou na guerra para que Assad perca.

          • Não se preocupe. Tudo que ocorre na Síria é em comum acordo entre Rússia, Irã e Turquia.
            Aliás, dizem que, dentro em breve, começará a pressão militar para que os EUA saiam da região (Síria). Sem contar que é algo que pode se replicar no Iraque e no Afeganistão.
            Não custa lembrar que o orçamento militar de US$ 800 bi poderá ser gasto em grande parte nestas novas fases da operação.
            Nada do que Trump não esteja procurando

          • É de “comum acordo” entre Rússia e a teocracia fascista de Teerã, aquela cujos prepostos são caçados e mortos pelas IDFs e os russos querem fora da Síria, que Erdogangster arme e financie um grupo terrorista para apear Assad do Poder? Na boa mas o que você acaba de afirmar é o mais puro nonsense com viés palanqueiro que longe de contribuir avilta o debate.

          • Preciso me atualizar, mesmo.
            A Turquia já está quase rompendo com os EUA e, ontem, anunciou que continuará comprando petróleo e gás do Irã.
            Valeu!

        • Mas equipamentos de defesa, sobretudo os de tecnologia de ponta, não são comprados como se faz a feira.
          Se um aliado muda sua atitude e passa a flertar com outros países que não frequentam a mesma turma, quem deu azo à modificação do contrato foi esse aliado que buscou novas alianças.

          • Beleza.
            Então partindo do pressuposto de vocês (HMS e Pangloss), cancelaremos o contrato do Gripen por um motivo qualquer que está tudo certo, mesmo que não seja contrato de itens não encontrados em feiras?
            Aí, joga-se: análises, custos já realizados, e demais esforços no lixo.

          • Daniel 14 de agosto de 2018 at 13:15
            ——————————————-
            Não estou bem certo de haver compreendido o que você escreveu, mas creio que você questiona o desperdício de esforço, tempo e dinheiro empenhados pelos turcos no programa F-35, diante do que você considera uma quebra de contrato unilateralmente imposta pelos EUA.
            Se for isso mesmo o que você indagou, creio que a pergunta deve ser feita a Erdogan, em termos semelhantes a “mas você achou que poderia flertar com a Rússia sem sofrer consequências em suas relações com os EUA e a OTAN como um todo?”.
            Gostaria de saber o que Erdogan responderia.

          • Daniel 14 de agosto de 2018 at 13:15

            Pelo visto você não entendeu o que escrevi! Eu coloquei que Turquia e EUA assinaram um contrato ou seja, um instrumento em que as partes (EUA e Turquia) têm direitos e obrigações a cumprir. A pergunta é: você tem certeza que Erdogangster cumpriu a sua parte no acordo?

        • Ué, mas não foi a Turquia que mudou-a regra do jogo ao comprar o S-400?
          Os EUA estão apenas respondendo a isso…
          Cada comentário que aparece…é brincadeira?

          • Sim, se estivesse estipulado no contrato que a Turquia nao poderia comprar equipamentos Russos, ai sim a Turquia teria quebrado o contrato. Mas como nem comprou o equipamento ainda….

            O problema nem e com os Americanos, e com a OTAN.

      • No caso dos primeiros países da lista, os EUA têm interesse em persuadir seus “inimigos” contra uma possível ameaça.
        Quantos ao outros dois, forneceu quantidade limitada de aviões.

        • Você não podia estar mais equivocado…..

          Já ouviu falar de geopolítica? Pois é! os quatro países são aliados geopolíticos de longa data dos EUA. Israel e Japão, ao contrário do que você afirma, estão perto de inimigos concretos e não imaginários quer desses países, quer de Washington pois enquanto Israel é constantemente ameaçado de aniquilação por uma ditadura fascista religiosa o Japão precisa se confrontar com uma ditadura feudal comunista e uma ditadura totalitária comunista, ambas dotadas de armas nucleares.

          Você já olhou o inventário da RCAF e da RAAF? faça esse exercício e depois nos conte sobre a “quantidade limitada de aviões” que os EUA forneceram a esses países.

          • HMS , eu tenho enorme admiração pelo Japão e sua trajetória geopolítica, mas não se engane, é um país com forte vocação autárquica e étnicentrico. Esse aspectos só foram domados pela máxima potência americana. Livre da coleira americana , tenho seria dúvidas de quanto eles seriam melhores em relação aos chineses.

          • Thiago, o que você diz é pertinente mas melhores ou não o fato é que hoje o Japão precisa lidar com uma crescente agressividade chinesa…

        • Quantidades limitadas? Um limite bem amplo, né?

          Mas a verdadeira pergunta,, relacionado ao primeiro post é: eles qualquer problema no fornecimento de equipamentos militares?

          Aliás, no mundo civilizado tudo é regido por contratos, os contratos tem clausulas de encerramento antecipado e eles são seguidos. O resto é chororo.

        • Um pouco off topic, mas acho a posição do Canadá totalmente justificável. Numa analogia, digamos que o Brasil tivesse ficado com os F/A-18 como vencedor do FX-2. Aí, pouco tempo depois, a Boeing começasse a se aproveitar da política dos EUA pra basicamente desmantelar a produção de jatos civis regionais da Embraer, seu setor mais importante, gerando imensas perdas pra empresa e, por consequência, pro país. Não seria justificável decidir, até por uma questão de soberania, não desenvolver uma relação de dependência com essa empresa – ainda mais num assunto tão sensível?

          Não sei qual será o substituto que os canadenses escolherão pro CF-18, pode ser até o F-35, apesar de muita gente por lá se opor a qualquer caça americano, mas acho muito acertado da parte deles que não seja o Super Hornet.

        • “tem que” ou “já que não tem fornecedor melhor eles escolheram” ? E esses foram apenas 4 exemplos, se quiser mais exemplos de países que seguem o líder no fornecimento de equipamentos militares por não existir fornecedor melhor, me fale quantos exemplos você precisa.

          Por outro lado, vejo quem procurou outros fornecedores e teve que pular fora antes de receber o produto quando percebeu que era muito inferior ao prometido.

    • Por favor, discorra sobre como nossos F-5s, M-60, UH-60, C-130 e Mk.48 ADCAP (só para citar alguns exemplos) estão inoperantes devido aos embargos dos americanos malvados. Obrigado.

      • Qualquer equipamento comprado no exterior gera esse risco… o único caminho para evitar-se isso é a autonomia tecnológica e industrial. Demora mais e é mais caro… por isso requer maturidade institucional e sobretudo investimento.

      • TLJLopes
        Muito desses equipamento que o Brasil adquiriu dos EUA ocorreu numa época que éramos obrigado a adquirir material bélico do ocidente, mesmo assim, houve embargos.
        Quanto à sua ironia, não estão inoperantes graças à nossa industrialização e parque aeronáutica.
        Vide que até o Irã mantém seus F-5s e F-14s operantes, mesmo com forte embargo.

        • Nunca houve embargo norte-americano ao Brasil! Os equipamentos acima listados foram adquiridos em épocas distintas marcadas por um relacionamento melhor ou não do nosso país com os EUA. Aliás, os F-5E foram adquiridos no governo Geisel, que denunciou o acordo militar vigente com os EUA desde o fim da IIGM e os torpedos MK-48ADCAP, os UH-60 da FAB e os SH-60 da MB foram adquiridos por um governo de esquerda que por sinal praticava uma temerária diplomacia denominada por eles de “ativa e altiva” mas que na verdade quase nos transformou em párias.

          E se esses equipamentos estão operantes é porque sempre tivemos disponível o fornecimento de peças, as interrupções quando se deram o foram por questão da falta de verbas por aqui. E recentemente foram feitas tratativas com os EUA para obtenção dos AH-1W para o EB, o que mostra que não há problema algum no nosso relacionamento com o país.

          • Os Estados Unidos proibiram os contra torpedeiros vendidos ao Brasil, de participarem da ação da nossa marinha contra os franceses na ” guerra da lagosta”. O TIAR não foi considerado por eles. Eles não cumprem tratados.

          • Deixa de ser sonso Tireless, não há embargo mas SEMPRE houve uma política constante americana de não fornecer ao Brasil equipamento militar mais atualizado para não desbalancear o “equilíbrio de forças” na América Latina.
            Mesmo recentemente quando o Brasil resolveu adquirir meros P-3 Órion, como o Chile opera o P-3A e a Argentina o P-3B, o Brasil foi impedido de obter o P-3C e só lhe foi “oferecido” o modelo P-3A.
            Sem falar que o F-5 está aí porque foi só o que foi permitido pelos EUA na época ao Brasil adquirir…
            Depois a FAB partiu para os Mirage franceses…
            Se não houve embargos declarados as limitações de oferta e falta de acesso a tecnologias foram fartas e constantes…
            Não seja cínico…

      • Não sofrem embargo por serem velhos, pra que embargar F5? Agora, até o canhão do AMX foi embargado para o Brasil na época do projeto. Os EUA não são confiáveis justamente pelo amadorismo de seus governos.

    • Que tal falar dos M-109A5, M-60A3TTS e dos M-113 do EB, que estão encostados em virtude do embargo “duzmalvadúamericanú”?

      • e o phalanx do mattoso maia? vulcan do amx? seja qual for o vendedor, só vai nos vender o que achar que deve vender, e se arrepender de ter vendido não entrega e ponto.

        • O Phalanx do Mattoso Maia foi com ele entregue! Aliás eu mesmo o vi quando visitei o navio. Ocorre que pela crônica falta de verbas o sistema acabou sendo desativado.

          Quanto ao Vulcan do AMX, outra lenda urbana que adquiriu ares de verdade absoluta! A verdade é que a FAB queria nacionalizar o que desse no avião e como a extinta Bernardini obteve a licença para produzir o DEFA 553 no Brasil essa solução acabou prevalecendo.

          • então deve ser pura coincidência que as 3 vezes que a gente foi por a mão no canhão vulcan, 1 veio inoperante (mattoso maia) outro barraram a venda (amx) e por último tiraram alegando que iriam usar em outro navio (hms ocean).

        • O M-109 é o obuseiro padrão do US Army e ainda o será por muito tempo, lembrando que eles ainda utilizam grandes quantidades de M-113.

          Melhor vc se informar melhor viu!?

          • Você é quem tem que se informar. Quero saber onde que o exército americano usa m113 como seu carro blindado padrão para a tropa e amiguinho, um canhão meia boca desse tem em qualquer lugar do mundo. Isso não é nada de mais. Mas os lambe bota dos EUA acham lindu maravilhosu os canhaozin e os m113 que tão jogando pra gnt.

          • Meu caro Guilherme, reitero que você precisa se informar “un poquito más”…rs!

            O M-113 é um APC (Armoured Personal Vehicle) dos quais o US Amy ainda possui algo em torno de 6.000 unidade em seu inventário. e o M-109 é o obuseiro ( e não um canhão) padrão do US Army ainda por muitos anos. E onde que o M-109 “tem em qualquer lugar do mundo”?

          • Se está no inventário não significa que está em uso.
            E eu seu a diferença entre obus e canhão.
            E um m-109 é só um obus simples, nada de mais.
            E tu é lambe bota de EUA.
            E nada patriota.

          • o US Army usa ostensivamente o M109A6 e em 2017 foi finalmente decidido atualizar 580 veículos para o padrão M109A7 com 48 veículos iniciais
            Quanto ao M113 os americanos pretendem aposentar ele em 2030. obviamente eles ainda tem 5mil desses pequenos prontos para serviço. se fazemos dele o veiculo de transporte principal da tropa (coisa que os americanos não fazem mais, ele ficou relegado a outras funções) não é culpa deles e sim nossa.

    • Daniel,
      Se os EUA decidirem fazer algo parecido com o Brasil, o Grippen também vai para o saco, pois um boa parte do avião possui peças americanas, por sinal, a chance de problemas com o Grippen é maior ainda, pois existem peças de diversos países, como Inglaterra e a própria Suécia.
      Se comprarmos equipamentos Russos, podemos cair na mesma situação, pois não são somente os Americanos que utilizam o poder do veto para usar como pressão política ou financeira. A França também utiliza desta ferramenta (a não entrega dos Mistral para a Russia, ou o veto de armas para Israel).
      Particularmente, fiquei surpreso com a atitude Americana, não imaginei que iriam mexer com um membro da Otan, isto seria impensável na época da guerra fria, pois isto poderia significar a perda de um aliado super importante, isto demostra claramente a perda da importância do país para os Americanos. Os EUA e Turquia estão caminhando para um distanciamento (inclusive financeiro), qual o resultado disto? De repente o fim do governo Erdogan, imagino que a Europa tende a pegar o mesmo caminho que os Americanos, de repente a Turquia se desloque para o leste, aumentando o comércio com a China e a Russia. Creio que Assad deva estar preocupado, pois com uma guinada da Turquia em direção da Russia, a Síria perde muito da sua importância atual. Difícil imaginar a Turquia e Síria abraçados, mesmo tendo os curdos como inimigos em comum.
      É um teste de resistência do regime que apoia o Erdogan.

      • Perfeito Humberto.
        Concordo. No caso do Gripen, principalmente o motor. Os menos industrializados estão nas mãos deles.
        Nesta hora que vemos a importância da transferência de tecnologia.
        Com isso, o Gripen foi a decisão mais certa. Daí minha analogia acima.

        • A tecnologia do motor do Gripen, produzido nos EUA, não será transferida e em um horizonte de pelo menos 30 anos você não verá um motor a jato 100% brasileiro. Aliás o governo passado quase criou um problema para o programa do Gripen para a FAB ao bater o pé que queria vender o avião para a Argentina. E nesse caso haveria o embargo, muito justo por sinal, por parte do governo de Sua Majestade.

          • Caro HMS Tireless 30 anos ? Você está sendo otimista. P.S.: Admiro sua paciência em não deixar nenhuma russofilia ou sinofilia sem respostas.

          • HMS TIRELESS–
            mas nao rola fazer uma engenharia reversa no motor??
            ja ouvi uma estória que diz que o Brasil fez engenharia reversa num míssil anti radar inglês(apreendido durante a guerra das Malvinas) e com isso desenvolveu o MAR. Procede tal lenda??

          • wwolf22, fazer engenharia reversa em turbofans modernos não é tarefa nem um pouco fácil, tanto é verdade que até mesmo os chineses, mestres nessa capacidade, demoraram para desenvolver os próprios. Além disso, para o Brasil não seria interessante arrumar briga com os países que produzem esses motores.

          • Não existe segredo algum no funcionamento do turbofan (pelo menos para os engenheiros), então não existe a necessidade de fazer uma reganharia reversa, o grande problema são os materias utilizados no mesmo. Tem que ser leves e resistentes ao estress e pressão, assim como ao calor, dito desta forma parece simples mas não é, não é fácil chegar aos bicos e blades usados nos mesmos. A China está pesquisando e desenvolvendo motores a décadas e ainda estão patinando, eles desejam ter uma linha confiável de motores militares para os seus caças, já li um especialista americano comentado.
            Voo sem problema algum com caças russos, voo com uma certa preocupação com caças chineses com motores russos mas, não voo de jeito algum em um caça chinês com motor chinês.

    • Até parece que a Suécia venderia gripen para o Brasil se eles sentissem que o Brasil poderia usar os próprios caças contra eles rs

      • E não só isso Poggio, os americanos vão ter que redirecionar as partes que são feitas por empresas turcas para empresas americanas ou para um dos sócios do projeto, isso não vai ficar barato e não vai ser feito de um dia para o outro. Resumindo, teremos um projeto mais caro e mais atrasado

    • Com frequência lemos comentários aqui de que a Embraer “nem é brasileira” e “nem fabrica aviões” porque os componentes do ST e do KC-390 são fabricados “fora do Brasil”. Então eu dou uma olhada na cadeia global de fornecedores do F-35 “turco” lá em cima.

      Como se o mundo inteiro pudesse ser globalizado…menos o Brasil e a Embraer. Como se todas as empresas pudessem ter ações vendidas em Bolsas Internacionais de Valores, menos a Embraer. Dá uma preguiça!

      Se exportássemos complexo de inferioridade, seríamos o país mais rico do mundo.

      • “Se exportássemos complexo de inferioridade, seríamos o país mais rico do mundo.”

        Literalmente uma “PuTênfia”..rs!

      • É Eduardo,
        Também leio comentários nesse sentido e imagino, como pode existir gente que imagina um país como o nosso (ainda de terceiro mundo) sendo totalmente independente em produtos tecnológicos – não que um dia não possa alcançar tal independência. Mas já ter alguma produção que segue o ritmo da globalização é um grande passo… Desenvolver projetos de tal envoltura é muito complicado, ou a nação investe sozinha na formação de profissionais, no parque de engenheiros e em desenvolvimento de projetos desde o primeiro desenho até o final, ou junta o melhor de cada empresa e desenvolve um projeto conjunto de maneira até mais ágil, fosse assim tão fácil tocar um projeto de maneira independente os caças de nova geração (Su-57 e J-20) estariam voando a alguns anos já.

      • Só seríamos ricos se encontrássemos compradores para o complexo de viralatas made in Brazil, e se tal item tivesse boa cotação de preço.
        Acertando esses dois pontos – algo inverossímil -, aí sim a premissa faria sentido.

  2. É Turquia, manda eles vazarem da base que eles tem na Turquia e se alinha a Russia, China e poucos países da EUROPA! Processa por quebra de contrato e o que vai ganhar já compra outras aeronaves!

    • Meu caro Douglas, contratos são instrumento bilaterais ou seja, os direitos e obrigações são recíprocos. Como nem eu e tampouco você conhecemos os termos do contrato celebrado entre EUA e Turquia, você não tem como afirmar se Erdogangster está cumprindo com a sua parte no acordo e se os recentes acontecimentos permitem aos EUA rescindir o ajuste.

    • Douglas,
      Tem que ver o que vai acontecer com o regime que apoia o Erdogan, se a coisa tá feia no Brasil, lá está MUITO pior. Turquia depende muito da Europa e dos EUA, talvez a China possa ser uma parceira comercial e militar, a Russia não tem cacife financeiro para isto.
      Turquia não tem dinheiro para se reequipar militarmente sem ajuda da Otan. Erdogan trucou e levou um 6 na cara, vamos ver o que vai fazer agora, de repente tem um zap hehehehe.

      • A Turquia com certeza não tem menor chance de ser comparada com o ocidente do ponto de vista econômico, com certeza os laço comerciais são muito forte com a Europa. Vale porém lembrar que o crescimento do PIB do país em 2017 foi de 7% , ou por aí, e para o 2018 as previsões também são ótimas quando comparada com as nossas. É um país em ascensão com forte sentimento identitário, não possuem o mínimo complexo de vira lata.
        Só para constar , quem mudou as regras do jogo não foi a Turquia, a qual sempre foi uma nação ponte entre o ocidente e o oriente, foram os EUA apoiando e dando cobertura as golpistas de Fethullah Gülen(o qual ainda hoje vive refugiado e protegido na Pennsylvania) , sem mencionar o apoio técnico /militar / político fornecido aos curdos , um inimigo ancestral da Turquia, que os vê como uma ameaça a própria soberania. Justo ou errado, bons ou ruins esses são os fatos .

        • Erdogan, como a maioria dos populistas, tem necessidade de inventar e antagonizar com inimigos reais ou imaginários. Com o tempo se tornou cada vez mais ousado e acabou ultrapassando os limites da prudência.

          De certa forma efeito do jogo bruto dos EUA de Trump se equivale ao das grandes recessões econômicas. Lembre do ditado que “..é quando a água baixa e que se sabe quem estava nadando pelado..” (ie sem cobertura). Países que estavam blefando estão um por um colocando o rabo entre as pernas.

  3. Com os demais parceiros tudo bem e são muitos.

    As reservas internacionais da Turquis são baixíssimas, a inflação é alta e a Lira está virando pó.

    O preço que o Adolf Edorgan impõe a população é altíssimo, cair é uma questão de tempo.

    Largar a NATO e se jogar nos braços do Adolf Putin é algo que os militares turcos não vão tolerar.

    O F 35 continua.

    Eu investiria mais em F 16V, F 15SE SPHF, SH 18 SPHF e F 22.

    • Não sei se os militares turcos estão assim tão alinhados com o mundo ocidental como você fala, viu…

      Pra mim a Turquia é uma grande incógnita…

      Obs: Não tenho dúvidas que nos bastidores chineses e russos estão “paquerando” os turcos.

      • De fato ao longo dos anos e principalmente depois do auto-golpe de 2016 Erdogan promoveu muitos expurgos nas forças armadas turcas afastando os oficiais leais ao legado de Kemal Atartuk e colocando em seu lugar outros de viés islâmico.

      • Victor, depois dos expurgos de Erdogan, realmente pode haver esse alinhamento da cúpula militar com o regime.
        Mas a Turquia não tem muito fôlego. Eles têm contenciosos com muita gente por ali, inclusive com a Rússia.
        A OTAN só preza a Turquia por conta de sua posição estratégica, controlando Bósforo e Dardanelos.
        Veja que os turcos imploram por sua aceitação pela UE há tempos, sem resultados satisfatórios.

      • Victor. Erdogan fez uma verdadeira limpeza nas Forças Armadas e no Judiciário. Encarcerou uma quantidade enorme de entreguistas que insistiam em conspirar contra o Governo. E parece ter amplo apoio da população, visto sua vitória esmagadora na eleição. O fato [é que a crise com os EUA está se avolumando e pode sair de controle.
        Hoje, a Justiça turca negou o pedido de liberdade do Pastor americano que foi pego conspirando.
        Ontem, li análise de que a perda da Turquia seria catastrófica para os EUA na região.
        Aguardemos, pois.

  4. De tempos em tempos surge algum líder que quer voltar o Império Otomano, dessa vez é o Erdogan.

    Isso só me fez lembrar de Gamal Abdel Nasser, que até que não saiu do poder, o Egito não parava de entrar em guerra com Israel.

    E já perceberam que quando um país fracassa SEMPRE botam a culpa em EUA e Israel? Nunca admitem que estão fazendo coisas erradas??

    Vide Venezuela… Turquia….

      • Nesse caso está comprando equipamento militar e estreitando relações com o maior inimigo da OTAN: Rússia.
        Só esse fato já merece a expulsão da OTAN.
        Quais são os motivos para a Turquia agir de forma provocativa se aproximando da Rússia? Certamente foi o apoio de Washington aos inimigos da Turquia, no caso os Curdos que querem criar um país independente, abocanhando um pedaço do território Turco, Sírio e Iraquiano. Há também o fato de Washington manter em seu território um inimigo declarado do Erodogan, o tal Fethullah Gülen, o qual é acusado de tramar um suposto golpe de estado pelo Erodogan.
        Eu particularmente desconfio bastante daquela suposta tentativa de golpe, já que o Erodogan prendeu jornalistas, militares e civis sem muita justificativa. O fato dele prender jornalistas para mim demonstra que ele fez uso de um “auto-golpe” para justificar e acusar seus detratores políticos e criar uma “semi-ditadura” na Turquia. Por esse motivo eu descarto o fato de Washington abrigar o tal Fethullah Gülen como sendo um motivo plausível para a Turquia se aproximar da Rússia.
        Agora, o apoio americano aos Curdos é gravíssimo e atenta contra a soberania da própria Turquia. Quando Obama resolveu armar os Curdos, que se quer é um país, contrariando um aliado histórico extremamente importante na OTAN, não pensou nas consequências que esse ato estúpido traria para o próprios EUA: Perder o aliado que possui a capacidade de fechar o estreito de Bósforo e impor um bloqueio as forças navais Russas no mar negro, negando a passagem dessa frota ao Mediterrâneo.
        Trump deveria ter desfeito essa burrada do Obama e ter revertido o processo de afastamento entre o EUA e Turquia, evitando que a Turquia saia da OTAN, assim como evitaria também uma aproximação com a Rússia. Se isso ocorresse, é muito provável que os Russos teriam que encontrar outro comprador para o S-400.
        Por enquanto Washington impôs barreiras ao aço turco, e a turquia aplicou o principio da reciprocidade e taxou produtos americanos. Nessa queda de braço a Turquia é o lado mais fraco e sofrerá as consequências econômicas por causa dessa queda de braço. Nos próximos meses veremos os próximos capítulos dessa novela.
        Agora os EUA agiram certo bloqueando a venda do F-35? Na conjuntura atual, de deterioração das relações bilaterais, sim, afinal Washington não permitiria que seu mais avançado caça de combate acabasse nas mãos dos Russos. Entretanto se Obama não tivesse apoiado os Curdos, certamente não teríamos essa crise entre os 2 países, a Turquia estaria garantida na OTAN e estaria também operando o F-35, contribuindo com a diminuição de custos do programa, e o principal: gastando bilhões na LockHead Martin, Boeing, Raytheon, etc.
        Se a situação piorar, esses bilhões podem parar nas mãos dos Russos.

  5. Se você é um aliado bonzinho tudo bem não tem problema nenhum, mais se começar mijar fora da bacia, te cortam as asas , ou melhor os F-35, Se bem que acredito ser um coisa temporária, instrumento de pressão só até começar fazer pipi de novo no lugar certo.

  6. O alinhamento da Turquia com o Ocidente já vem caindo há tempos, por causa da UE não aceitar a Turquia como membro, e pela histórica questão do genocídio armênio.
    Aí aconteceu a ascensão de Erdogan, o atrito gerado pela desastrosa abordagem israeli ao mercante turco em águas internacionais, o suspeito envolvimento com o EIIL, a questão curda, e agora isto.
    E o alinhamento com a Rússia nem seja o problema, e sim com a China e quem sabe com o Irã.

    • Tem também a tentativa de golpe de Estado na Turquia de 15 de julho de 2016, a qual foi atribuído ao movimento/sexta financiada e dirigida pelo bilionário Fethullah Gülen, refugiado em Pennsylvania, tem também o caso de um o ” pastor evangélico” americano preso e acusado de espionagem. Mas com certeza um dos principais motivos é o apoio americano aos curdos, que são considerados a principal ameaça á própria soberania.

      • Você realmente acredita que aqueles acontecimentos foram um “golpe de estado”Thiago? Resta muito claro que aquilo não foi um golpe mas sim um auto-golpe, pretexto perfeito para Erdogangster expulsar não apenas das forças armadas como do aparato estatal como um todo qualquer um que pudesse representar um perigo para o seu projeto de poder.

        Aliás, tão falso quanto afirmar que foi golpe é afirmar que o Sultão de Ancara teria sido “avisado” do “golpe” pelo Putin…

        • Se foi uma false flag, com certeza foi muito bem orquestrada, muito melhor daquela pantomima dos drones bombas de Maduro. O que eu acho mais plausível é que o Erdogan teve informações sobre uma rede para-estatal que planejava algo, daí ele incentivou e deixou rolar para depois se livrar de todos oponentes. Mero achismo, em ausência de provas não posso afirmar nem uma nem outra hipótese. Já aquela farsa de Maduro foi algo tão ridículo que concordo com a hipótese . Aquela na Turquia tem evidências de uma infiltração subversiva e para-estatal.

          • “O que eu acho mais plausível é que o Erdogan teve informações sobre uma rede para-estatal que planejava algo, daí ele incentivou e deixou rolar para depois se livrar de todos oponentes”

            Foi exatamente isso, sendo que depois Erdogangster aproveitou-se do fato para dar ele mesmo o golpe nas instituições. Por isso foi um auto-golpe.

          • Ps: Não acho que houve infiltração externa no movimento mas sim foi algo espontâneo de oficiais kemalistas inconformados com a islamização do Estado Turco promovida pelo Sultão. As acusações movidas contra esse pastor e o clérigo residente nos EUA são apenas pretextos para Erdogangster se livrar de adversários, talvez ele não esteja querendo repetir o erro de Reza Pahlevi, que poderia ter prendido ou eliminado Khomeini no exílio e não fez.

    • Sua análise vai bem ate quase o final, aoi voce disanda, a Turquia quer a hegemonia no OM, quer ter a opção de controla as nova rota da seda, como o império otomano. Ela não bate de frente só com o ocidente, bate com os iranianos, russos e tambem chineses.
      A aproximação com a Russia e talvez alguma relação com Irã não passa de uma relação tipo ribbentrov-molotov, depois que minarem o ocidente, vão se pegar no pega pra capar.

  7. “Obs: Não tenho dúvidas que nos bastidores chineses e russos estão “paquerando” os turcos.”

    Estão.

    Mas aquele estreito vai continuar ocidental, custe o que custar.

    QPQ, o que tem Israel com essa por………….

  8. Minha preocupação é… Erdogan é louco, já é inclinado para o lado da Russia, agora com esse embargo! Vejo a possibilidade de uma Tukxit pois acredito que o governo Turco não aceitará isso e fechará parcerias futuras com a Russia, a Turquia é uma das maiores forças da OTAN, se saírem darão problemas, o próprio Endogan odeia Israel, a possibilidade de um conflito futuro no oriente médio já é crescente, imaginem a Turquia se juntando ao Irâ, Síria, Russia etc?

    • Grande coisa, para começar se eles se afastarem do ocidente a economia deles despencaria, como já está acontecendo, e se enfraqueceriam bastante. Creio que eles não querem ficar pobres que nem a Síria e o Irã mas é o que aconteceria, junto ao fato de ter grupo separatista na Turquia e o Erdogan não ter ganhado a eleição com folga, a situação poderia ficar feia lá.

      Se acontecer isso a melhor opção para a OTAN seria apoiar a fundação do Curdistão de uma vez, teria guerra mas os curdos tem experiência de combate e poderiam ganhar que nem Israel ganhou.

  9. Com os EUA é assim, você obdece ou cai fora. Por isso meu sonho é ver uma indústria de defesa nacionalizada, mas pelo visto, isso nunca vai acontecer. Rsrsrs

    • Estou longe de gostar do Trump e da maneira que ele governa mas nesse episódio em particular existe a grande probabilidade dele estar certo viu!?

  10. 1 Transferencia da Embaixada Americana para Jerusalem.
    2 Revogação do Acordo Nuclear com o Iran.
    3 Projeto de Lei para vetar o F-35 para a Turquia.

    Espero que o presidente Trump fique no poder pelos próximos 100 anos.

    Depois de 8 anos de Bush, e de 8 anos de Obama, finalmente temos um presidente determinado a tirar a America do precipicio em que se encontrava.

      • Pois é Telemaco, não sei se ele vive no EUA, mas caso não viva, infelizmente é a triste realidade de muitos brasileiros que não possuem identidade alguma.

        • ODST,

          Sou cidadão americano, portanto eu voto em candidatos de aqui.

          Vivi 29 anos no Brasil e estou há quase 35 anos em Boston.

          A questão não é de identidade, mas sim de afinidade.

        • Serei a favor da imigração até conseguir meu green card. Aí passarei a ser contra, Trump está certo, a imigração é o câncer da américa, meu voto é dele kkkkkkk

      • Se os EUA invadissem o Brasil,aposto que muitos brasileiros iriam correndo de encontro dos invasores para beijar as botas e dizer “às ordens, senhores!”
        🙂

    • Queria eu que o Brasil estivesse nesse precipício viu. No final do governo Obama o desemprego estava caindo e o PIB aumentando, não consigo entender o sentido de precipício aí.

  11. Sem problemas! É só devolver o dinheiro do turcos (corrigido) para eles poderem comprar caças russos ou chineses e segue a vida. Claro, existe a possibilidade da Turquia sair da OTAN, mas isso pode ser facilmente resolvido através de incentivos econômicos.

  12. Os “experts” em tecnologia aérea, me impressionam, ao dizerem que a compra do Gripen foi a garantia da “independência” de material americano, para os que não sabem, há vários componentes do Gripen de origem americana, inclusive a turbina é GE.

    • Verdade, não só o Gripen depende de componentes americanos e de outros países como o nosso A-29 não pode ser vendido para qualquer um sem o aval dos americanos que fabricam partes importantes do avião.

      O mesmo aconteceria se o nosso avião fosse equipado com componentes vitais russos ou chineses, apenas como exemplo.

      • Com relação aos equipamentos russos eu não tenho tanta certeza, pois a uns meses atrás um representante do governo disse no Russia Today que eles permitem a venda (por parte de seus parceiros) de qualquer equipamento que faça uso da tecnologia deles, não importando o cliente (contanto que não seja considerado um inimigo/rival, e bastando apenas avisar Moscou sobre os detalhes da venda). Só não sei se isso vale para equipamentos ou tecnologias mais exclusivas, que eles só negociam com seus aliados mais próximos.

        • ODST, pode acreditar. Checar fonte. Tente vender meia duzia dos mais novos tanques Russos para Israel… nem pensar. É tudo farinha do mesmo saco, umas na embalagem “Azul” e outras na embalagem “Vermelha”.

  13. Trump foi uma surpresa positiva do ponto de vista geopolítico. Está protegendo a indústria americana e dificultando a escalada do país mais perigoso ao Brasil no momento (China). Está corretíssimo em aumentar tarifas de importação. Muito do que a China é hoje se deve aos déficits colossais que os EUA tem com esse país. A guerra hoje é sobretudo econômica e Trump tem defendido bem seu país.

    • Sinto muito, mas Trump está uns 20 anos atrasado.
      Os déficits fiscal e comercial dos EUA continuam crescendo e não melhoram nem com reza braba.
      Sem contar que os EUA têm uma dívida de US$ 1,1 tri com a China que será, certamente, cobrada.

      • Antônio, esse 1,1 trilhão de dólares que a China tem em títulos da dívida americana é apenas uma pequena fração da dívida. Além disso, dívidas entre países não funcionam igual a dívidas entre você e um banco, não há como cobrar simplesmente, os títulos tem prazo de vencimento, que é quando será realizado o pagamento. Se quando chegar no vencimento os chineses decidirem não comprar novos títulos, haverá quem compre.

        • Perfeito. O único problema é que se grandes compradores, como a China, deixarem de comprar esses títulos a reação natural será aumentar a taxa interna de retorno para se tornar mais atrativo.
          E, acredite, parece que o Japão está se desfazendo dos seus títulos mais até do que a China que está mantendo sua posição.

    • O EUA já provou que é tão nocivo ao Brasil quanto a China. Ambos são perigosos, mas ao mesmo tempo cruciais para nós, e nenhum dos dois é mais santo do que o outro, pois no final, todos não passam de interesseiros mascarados. Aliás, o protecionismo do Trump só está ferrando ainda mais nossa economia, e vai acabar empurrando não apenas o Brasil, mas diversos outros países para mercados alternativos ao do EUA, como a própria China. E esse é um bom momento para a China, pois enquanto o Trump isola o EUA do resto do mundo, os chineses aproveitam para assinar diversos acordos comerciais com Europa e Austrália. As ações do Trump são um tiro no pé! E tenha certeza de que o próximo presidente daquele país, independente de quem for, vai reverter a maior parte das coisas que o Pato Donald fez.

    • Pense numa jogava brilhante a do Trump com o tarifaço, está ferrando as pequenas empresas dos EUA, já que o tarifaço só atinge os bens de capital e intermediários, os bens de consumo continuam livres de tarifas, ou seja, para quê o americano comprar caro de uma empresa dos EUA, se ele pode importar mais barato? As pequenas empresas dos EUA estão literalmente se estrepando, pois estão lidando com custos de produção cada vez mais elevados, e sem poder repassar os preços para os clientes, muitas já estão demitindo funcionários, logo, logo aparecerão os informados por terem votado no “make america great again”!

    • Mesmo que “doassem” o F-35 para a FAB, de nada serviria. Não teríamos a menor condição de arcar com o custo da hora de voo, o que dirá com manutenção, etc. Seria como doar um carro de luxo para um favelado. Em 6 meses o carro estaria parado, com o porta-malas servindo de galinheiro…
      PS: Fabianos, não se ofendam com o “favelado”. Refiro-me apenas à nossas capacidades financeiras, não intelectuais.

      • Mas é isso mesmo. Chama-se ¨mundo real¨. Repito o clichê: ter não significa operar. A não ser que o dinheiro roubado da Petrobrás vá pras FFAA.

      • Paddy mayne,

        O que eu não entendo é como a Turquia iria comprar, operar e manter 100 jatos F-35, se o Brasil, que tem uma economia muito maior (PIB), não tem verba para adquirir, operar e manter pelo menos uns 12 JSF-35s.(apenas um exemplo comparativo).

        Será que o Brasil é mais pobre que a Turquia?

        • Tadeu, não acredito que conseguissem comprar 100 unidades. Mas Turquia e Russia, ambas com PIB menor que o Brasil, tem uma cultura militar mais enraizada. De certa forma eles nem tem escolha de mudar essa mentalidade, pois a probabilidade de se envolverem em um conflito é muito maior que a nossa.

  14. Quando ninguém quer vender flecha para índio, índio fabrica a própria flecha e não critica quem não quer vender flecha pra ele. Se não fabrica flecha usa o que tem e fica quieto.

  15. Antonio,

    Concordo contigo Antonio. O Trump chegou ao poder, com pelo menos 20 anos de atraso.

    Êle herdou uma verdadeira bagunça. Concertar a casa é uma tarefa herculanêa, especialmente com a oposição interna (Quinta Coluna) ou seja, o aparelhamento de vários níveis da administração federal.

    O Socialismo aqui está ganhando adéptos.

    • O Obama (com quem não simpatizo nem um pouco) herdou uma bagunça MUITO maior, e deixou o terreno todo preparadinho para o Trump. Perto do que estava antes, o atual cenário que o Trump enfrenta é mamão com açúcar! Enquanto o Obama teve de lidar com o que sobrou das guerras do Bush, com uma economia ruim e com a crise de 2008, o Trump só precisa se preocupar com o problema das fronteiras e com algumas birras comerciais com a China…

  16. Muito normal em contratos estratégicos. Melhor parar agora o fornecimento.

    Todo Pais que fabrica armas sofisticadas corre esse risco de terem os seus “segredos” vazados por seus ex-Aliados.

    Todos devem se lembrar que o Irã era um dos principais Aliados dos EUA no Oriente Médio na década de 70, tanto é que receberam (puderam comprar) uma verdadeira “joia da coroa” da aviação americana, o F-14 Tomcat com o espetacular (na época) míssil Phoenix Ar-Ar. Quem imaginaria que o Xá iria cair tão rápido??? Tudo isso acabou ficando nas mãos de um “novo inimigo” dos EUA.

    Dessa vez os americanos puderam evitar “o pior”.

  17. Não se cria rupturas diplomáticas a longo prazo devido a políticos com mandatos de curto prazo, mas era algo esperado, afinal, democratas e republicanos estavam batendo muito nessa tecla, e Trump é hoje um sujeito acuado, com uma boa base eleitoral (por isso não pode sofrer impeachment), mas sem aliado algum nem dentro do próprio partido.

    Todos do governo sabem que essa é uma armadilha, é popular hoje mas é só esperar a enxurrada negativa no futuro, Trump provavelmente sabe dos riscos mas tem que assinar mesmo assim pois está refém de um bando de gente.

    Com isso aumenta a probabilidade de Erdogan ser apenas o primeiro de uma série de neo-otomanos no poder da Turquia, o que era uma fase populista pode virar uma guinada histórica. Há tempos o povo turco se distancia do kemalismo secular, mas ao mesmo tempo existe um equilíbrio político, pelo menos até agora.

    Por parte dos democratas, é um afago a esquerda radical socialista, alinhada aos socialistas verdes nórdicos, que apoia a criação de um estado socialista feminista curdo no meio Oriente Médio. Por parte dos republicanos, é um afago a casa de Saud que está temerosa com o crescente poderio político dos turcos entre os sunitas, e a nova direita que vê qualquer espetada no neo-otomanismo (religioso) como favorável. Eu já acho que é pouco ganho político frente ao dano geopolítico que isso vai gerar mais pra frente.

  18. Pessoal, de fato existe um vies politico da Turquia nos ultimos tempos, mas o principal problema é tecnico e de segurança…..

    Imagine só alguem poder contar ao mesmo tempo com o que há de melhor nos EUA (F35) e o que há de melhor na Russia (S400)….equipamento antagonicos e adversarios com o que há de melhor de cada um….

    Simplesmente não dá….seria o mesmo que oferecer todos os segredos a descoberto do avião…..explorar e dissecar configurações de um contra outro….

    Ai é pedir demais né….? não tem como dar certo….se os perfis vazam….o prejuizo é enorme…o risco é muito alto….o cara vai ficar dando pirueta com o F-35 na frente do S-400 testando, testando e dissecando….ai não dá né…

    na pratica, acho que este é o maior motivo….

  19. E essa provavelmente foi a pá de cal na Turquia dentro da Otan. Erdogan deve se alinhar ainda mais a Russia. Prevejo mais confusão no Oriente Médio

    • É isso aí Filipe. Aí, só faltará o Egito, como um dos grandes da região a dar as costas aos EUA.
      Seno que parece que já começam a florescer novamente os laços russo-egipicios.
      Trump conseguiu arrumar caso com o Irã, a Turquia e o Paquistão (um pouco mais distante).
      Assim, a situação dos americanos ficará crítica na região e, certamente, seus poucos aliados sofrerão o bastante.

      • Não vejo o Egito, embora comprando armas da Rússia, se afastando dos EUA. Muito pelo contrário! Aliás os exercícios Bright Star, que haviam sido suspensos depois da queda da Irmandade Muçulmana, foram retomados.

        Outra notícia interessante dá conta que Netanyahu fez uma visita secreta ao Marechal Al Sissi no Cairo para tratar de questões atinentes à Faixa de Gaza e também ao Sinal e mais recentemente tivemos declarações do príncipe herdeiro saudita e o estabelecimento de missões diplomáticas israelense nos EAU.

        Como se vê o cenário do Oriente Médio está em rápida convergência para um cenário onde a maioria dos países árabes e Israel busca aparar as suas arestas e cooperar ao mesmo tempo em que o isolamento iraniano se aprofunda. Ou seja, um cenário amplamente favorável aos EUA. E trata-se de uma mera constatação dos fatos como eles se desenrolam e não de mera torcida de cunho ideológico.

        • Só vc para achar que essa está convergindo para um isolamento do Irã. A situação está convergindo para um isolamento dos EUA na região. Li reportagem onde o General líbio que vai ganhar a Guerra Civil, pediu apoio à Rússia para uma operação militar. Os egípcios cederam uma base para as forças especiais russas poderem operar. Não é demasiado lembrar que esse General solicitou a construção de uma base russa no País e mais de uma vez.
          Paralelo a isso, vemos o posicionamento do Líbano que vem se tornando cada vez mais contrário aos EUA e Israel.
          Não custa lembrar que o Iraque, xiita, só está relativamente calmo por causa da presença americana que não será eterna.
          Desta forma, o Irã terá um ‘corredor xiita’ até o Mediterrâneo, fato que até Israel já admite como irreversível.
          Somando tudo, restarão apenas a Jordânia e Arábia Saudita (as outras monarquias absolutistas são insignificantes).
          Portanto, a questão chave é o Egito.

          • Só você mesmo para achar que os acontecimentos estão convergindo para um isolamento dos EUA e aliados. Leitura ruim dá nisso…..

            Quanto ao Irã, que “Corredor xiita” terão se os russos os querem fora da Síria sem falar que ali estão sendo caçados e mortos pelas IDFs?

            Cada uma que aparece…

            Ps: O Egito recebe US$ 1.5 bi de ajuda militar anual dos EUA, algo que a Rússia simplesmente não pode pagar.

      • O Egito já aprendeu, a duras custas, o gosto amargo da aliança com os russos. Mais de 30 anos caindo no conto da superioridade bélica da máquina de propaganda soviética foi suficiente para eles

  20. Também torço para o Trump continuar no poder. Ele esta se saindo melhor que o Obama quando se trata em destruir a América. Nem seus aliados o aguentam.
    Agora com a Europa pensando em criar uma OTAN para europeus, os americanos sentirão no futuro o quanto o Trump foi ruim para os interesses americanos.
    E Quanto a China; a luta é em vão. Ninguém vai abrir mão do mercado chines para se aliar aos americanos que nada tem a oferecer, a não ser sua arrogância e desejo de colocar cada país de joelhos. Nem o Brasil faria essa loucura de se afastar da China já que quem sustenta o agronegócio no país são eles.

    • PauloR,

      Não se preocupe, porque o Brasil não irá se afastar da China. A China já está fagocitando o Brasil.

      E tem mais: os EUA não precisam da OTAN, mas a OTAN sem os EUA não sobrevive.

      • Tudo ao contrário meu caro. Os EUA precisam sim da OTAN para se contrapor aos russos e chineses, pois sozinhos seriam uma voz isolada e com força contida.

        E eu não estou preocupado com os chineses, pelo contrário, acho bom os investimentos que fazem no país. Mas não posso dizer o mesmo dos fanboys…

    • PauloR,

      Ainda que o Trump seja bastante inábil o fato que ele tem alguns instintos que uma mente mais sofisticada como a do Obama jamais alcançou:
      – Os EUA são o fiel da balança, aquele país que sempre será procurado quando os acidentes e as democracias estiverem em risco. Até lá os aliados terão que aprender a pagar suas contas e contribuir de maneira justa;
      – A Rússia não é a URSS, o grande risco agora e no futura chama-se China e quanto antes esta for confrontada melhor;
      – Países dúbios não são bons aliados e devem ser lembrados disso.

  21. Ué… Mais o SU-57 e o J-20 não estão anos luz na frente do F-35 e do F-22 segundo os estrategistas on line de BF e COD?
    Deixe que os bondosos Russos e os superiores benevolentes Chineses vendam para ele para o injustiçado e incompreendido presidente da Turquia! 😉

  22. Atitude correta de Trump. Por que ele deveria fornecer o F-35 a um país que se mostra frequentemente um aliado duvidoso, quando não um adversário, dos interesses americanos? Melhor barrar o processo agora do que se lamentar no futuro do erro que terá sido fornecer um sistema de combate tão avançado aos turcos.

    E o prejuízo financeiro decorrente dessa ação? Os americanos tem cacife de sobra pra absorver tal custo. Os turcos não podem jogar o jogo de obter o melhor dos russos e americanos, simultaneamente, e seguirem incólumes. Se decidirem pelos russos, ótimo: que sejam homens e aguentem as consequências; e essa notícia é apenas um dos problemas que Erdogan terá de enfrentar se continuar a se distanciar dos americanos e da OTAN.

  23. Como sempre os Estados Unidos querendo se impor em outras nações, discordo plenamente está situação que estão fazendo com a Turquia, nações democráticas e independente tem total motivo de fazer o que quiserem, neste caso da compra do sistema antiaéreo russo S300 e S400 que são considerados os melhores por varios analistas militares até mesmo Norte americano.
    Outro caso absurdo e a extradição do pastor Americanos que está preso na Turquia. Trump, quer obrigar eles a libertar o pastor a qualquer custo, agora imagine se nos tivéssemos passando está situação, nos não teríamos Fa18 nunca e tão pouco não venderemos nada para eles por um bom tempo e todo o investimento que fizemos nas aeronaves iriam para o ralo.
    Por este motivo, penso que o Brasil tem que voltar para um investimento maciço na área da criação e desenvolvimento militar a qualquer custo, pois atrásves deste tipo de desenvolvimento que são descobertos e criados produtos para área militar sem ficar preso em outras nações e além disso , toda sociedade brasileira ganhará com isso.

    • Como você mesmo disse “nações democráticas e independentes têm total motivo de fazerem o que quiserem”. Os EUA não querem mais vender para os turcos e como nação democrática e independente, têm total motivo de fazerem o que querem.

  24. Se o Brasil tivesse um Edorgan no poder que destruisse nossa democracia e transformar-se nossas instituições um fabricas de doutrinação, eu concordaria 100% em um embargo ao Brasil, não troco minha liberdade e modo de vida por nacionalismos baratos, chauvinismo e visoes distorcidas da realidade.
    Tem vezes que acho que aluns aqui não se consideram indivíduos.

    • Que democracia? Votar? É isso? E o resto?
      Nós não somos os EUA nem a Europa. A plebe ignara, aquele que assiste Faustão, Luciano Huck, Ratinho e Silvio Santos, nem sabe a diferença entre Câmara e Senado. E essa plebe define eleições.
      Muitas gerações passarão até atingirmos um nível cultural para sermos, realmente, uma democracia na definição da palavra. Você não estará vivo. Nem eu.

      • Rinaldo Nery.
        Assino embaixo. O simples fato de votar não significa democracia.
        Um povo sem educação jamais será democrático. Eu prefiro crescimento economico e segurança, com boa educação. Ao invés desta democracia cleptocrática e feudal que vivemos. Não quero liberdade para cometer crimes e fumar maconha nas ruas.

        • Democracia é muito mais que atender a vontade da maioria. E se a maioria preferir um criminoso condenado, ou um genocida, um estrangeiro, um cantor menor de idade,..?

          Sem educação e um mínimo de prosperidade a democracia virá sempre entre aspas. Vide o candidato que promete tirar o nome das pessoas do SPC….

          A pretensão agora é se eleger como presidente constitucional e governar como um ditador sem travas…

  25. Quando a Rússia atacava os comboios de caminhões tanque do isis em direção a Turquia o pessoal defendia a Turquia alegando que a Turquia não tinha negócios com o isis, depois que a Turquia abateu o Su-24 alguns aqui diziam que a Turquia poderia acabar com a Rússia inclusive usando armazenamento nuclear contra a Rússia, os F-35 iam passear sobre o Kremlin e tudo mais.
    Agora alguns anos depois a Turquia e o Erdogam não valem mais nada pra alguns, a entrega dos F-35 está virando uma novela mexicana e pra piorar o Erdogam está mais próximo de Putin, o mundo geopolítico sempre aprontando das suas, nações não tem amigos apenas interesses.

  26. Paddy mayne,

    O que eu não entendo é como a Turquia iria comprar, operar e manter 100 jatos F-35, se o Brasil, que tem uma economia muito maior (PIB), não tem verba para adquirir, operar e manter pelo menos uns 12 JSF-35s.(apenas um exemplo comparativo).

    Será que o Brasil é mais pobre que a Turquia?

    • Todo país tem dinheiro suficiente para comprar e operar um Esq. de F-35, tudo é questão de prioridades.
      No nosso caso não queremos nem precisamos de F-35 no nosso cenário sulamericano, para nosso cenário um F-16 ou F-39 é uma baita máquina.

  27. Está atrasado mais não errado. Tanto é que a China chiou. Ficar parado e não fazer nada vendo seu parque industrial diminuir é que não dá (vide o Brasil) Repito. Muito do que a China é hoje se deve a fraqueza de vários presidentes americanos que em nome do livre comércio permitiram que empresas americanas deixassem de gerar empregos nos EUA para gerar na China. Pode incluir nessa conta o endividamento americano perante a China para financiar seu déficit. Quanto a Turquia, o que tem a ganhar os EUA armando a Turquia até os dentes? Ainda mais com Erdogan no poder. Além disso tenho sérias dúvidas sobre o que foi citado de um alinhamento entre Rússia e Turquia.

    • Exatamente! É que na verdade para os grandes conglomerados americanos é bom produzir na China e ganhar aquele mercado, ruim é para os pequenos e médios empreendedores nos EUA que não conseguem competir, sem falar os dos outros países sem capacidade.
      Interesses de conglomerados não são interesses nacionais, cada coisa no seu devido lugar.
      Eu também desconfio dessa alianã Rússia-Turquia, não vejo elementos nesse sentido.
      Apenas discordo da sua opinião acerca dos títulos americanos comprados por chineses, isso é muito mais uma questão financista (ter dólares para investir nos EUA) do que de poder ou algo do tipo…4% dos títulos é algo razoável, Japão também detém 4%…o interessante é a gente saber quantos porcento da dívida chinesa esta nas mãos dos EUA e outros.
      Acho correto a ação de Trump, dinheiro não é poder…Erdogan faz discursos racistas, age como ditador, rompe acordos, não tem palavra, então por que os EUA e qualquer país deveriam respeitar esse homem?

  28. Não sei porque essa celeuma, o governo americano tem a prerrogativa de tomar essa decisão com base na geopolítica, aliás seria muito burro se não fizesse.

  29. Tá mais que certo. É um brinquedinho pra amigos. Despotas compram material militar na Rússia…o resto é mimimimi

  30. Daniel 14 de agosto de 2018 at 7:18 ,

    Não entendi sua postagem e todo o desenrolar que veio à seguir…

    Sistemas de armas e armas (hoje muito mais sistemas, na verdade) não são comprados no shopping conforme a moda. Qualquer país faz uma escolha geopolítica e estratégica quando opta por determinado sistema de armas, e vira cliente do país vendedor por décadas. Aliados dos EUA compram armas nos EUA, aliados de Moscou comprar armas de Moscou, etc., e os “desalinhados” buscam aqui e ali a melhor oportunidade, em geral obtendo material que já não está na ponta tecnológica.

    Considerar que os EUA estão errados nessa situação específica do F-35 é desconsiderar uma enxurrada de fatos importantes.

    Não é de hoje que a Turquia balança feito biruta em dia de tempestade. É óbvio que Erdogan busca uma mudança de status da Turquia, mas também está claro que ele escolheu o caminho da confrontação, e isso tem um preço.

    Aliás, permita-me indagar se você acha mesmo que EUA contrataram o F-35 e Rússia o S-400 com a Turquia na base da amizade? Nem dá para saber (e é provável que nunca saibamos de fato) tudo o que está por trás destas escolhas, porque o jogo ali é para cachorro muito grande e tarimbado, não é quintal para adolescentes cheios de coragem e inexperiência. Washington e Moscou estão fazendo suas apostas na Turquia e ela não parece disposta a cumprir sua parte no trato.

    Erdogan está esticando a corda faz tempo, só que agora ele achou um sujeito ainda mais resoluto que ele, Trump, que resolveu dar um basta na sua farra. A proibição de entregado F-35 é uma p*rr*da na cara da Turquia e traz importantes implicações geopolíticas: Trump não só propagandeou que mudaria algumas coisas à favor dos EUA como, de fato, colocou as cartas na mesa e não blefou. Garanto a você que hoje muitos analistas e estrategistas estão revendo o assunto e avaliando as ações de Trump, afinal ele não só ladrou muito como mordeu forte.

    Nada do que acontece no jogo do poder global deve ser visto de forma isolada. Trump está mandando um recado claro aos aliados, simpatizantes e afins: ou está 100% comigo, ou não está. Isso vale para nosso Brasil e o Gripen: se os EUA embargarem o Brasil, adeus Gripen. Mas se o escolhido fosse o Su-35 russo ou mesmo um hipotético chinês, estaríamos no mesmo risco com Moscou e Pequim. Talvez o nível de tolerância seja maior, dado que Russia e China desejam um naco maior desse mercado de armas, e estariam, no final das contas, cofrontando os EUA, mas não passa muito disso.

    Desculpe-me a sinceridade e perdoe-me se sou grosseiro, mas acreditar em qualquer coisa diferente disso é ingenuidade. E querer fazer crer que os EUA são o bicho papão nessa história é tentar politizar a discussão com viés ideológico, o que não contribui em nada para a discussão.

    • O erdogan vem querendo o ‘melhor’ de todos os mundos.

      Quer ser uma ditadura que afronta direitos humanos mas quer fazer parte da rica União européia.

      Quer ser aliado da OTAN mas quer fazer o que quer no cenário político internacional.

      Não dá.

      • Nem tanto lá, nem tanto cá. A Turquia tem uma tradição de intervenção militar na política. O que Erdogan fez foi se antecipar a um golpe (alguns dizem que a Rússia monitorou as transmissões dos golpistas e entregou tudo a Erdogan) e ainda fazer uma limpeza nas FA e no Judiciário. Foi todo mundo em cana. Não é demais ressaltar que suas ações foram referendadas pelo povo, sendo que ele teve enorme votação.
        O resto é choro de americanófilo inconformado.

  31. Os Estados Unidos são os únicos mocinhos no mundo, tá bom. A crise migratória causada por suas intervenções destastrosas no Oriente médio fizeram a paz em toda aquela região ir por água abaixo. Ahhh é claro, um dos golpes de estados fracassados, quase tirar do poder um governo legítimo como é o governo turco. Erdogan abriu os olhos para como foi traído pelo tio sam. Nada mais justo do que a partir de agora, eles buscarem as alianças que bem entenderem. Sobre as sanções em si, comercialmente, os Estados Unidos estão ganhando cada vez mais antipatia dos seus aliados, vide a forma como todos são tratados na cúpula da OTAN. No máximo em uns 40 anos, grande parte deste temor dos americanos acabará. Rússia e China e Turquia irão conseguir juntamente com mais alguns aliados equilibrar a balança comercial mundial.

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