sexta-feira, maio 14, 2021

Gripen para o Brasil

Lockheed Martin entrega o 52º e último C-5M Super Galaxy

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

C-5M Super Galaxy
C-5M Super Galaxy

MARIETTA, Geórgia – A Lockheed Martin entregou o 52º jato de transporte estratégico C-5M Super Galaxy modernizado no âmbito do Programa de Melhoria da Confiabilidade e Remotorização da Força Aérea dos EUA (RERP – Reliability Enhancement and Re-engining Program) em 2 de agosto nas instalações da empresa em Marietta, Geórgia. A atualização do RERP aumentará a vida útil da frota C-5 até a década de 2040.

“Com a capacidade inerente ao C-5M, o Super Galaxy é mais eficiente e confiável, e mais capaz de realizar seu trabalho de transporte aéreo estratégico global”, disse Patricia Pagan, diretora de Air Mobility and Maritime Missions Strategic Airlift, “Estou muito orgulhosa da equipe contratada pelo governo que realizou o esforço de modernização da frota C-5. Nós trabalhamos muito para garantir que os C-5Ms sejam os melhores aviões estratégicos possíveis para as nossas forças armadas”.

Uma tripulação do Comando de Reserva da Força Aérea da 439ª Ala de Transporte Aéreo na Base de Reserva Aérea de Westover, Massachusetts, transportou o C-5M final para a Base Aérea de Stewart, Nova York, onde a aeronave passará por restauração de pintura interior. Uma vez que o trabalho esteja concluído, a aeronave será levada para Westover, onde será o oitavo C-5M designado para a base.

A Lockheed Martin iniciou o trabalho de desenvolvimento do RERP em 2001. O RERP incorpora mais de 70 itens que melhoram a confiabilidade, a eficiência, a capacidade de manutenção e a disponibilidade. O RERP incluiu alterações ou modificações na estrutura da célula; sistemas ambientais e pneumáticos; sistemas hidráulicos, sistema elétrico; sistema de combustível; trem de pouso; e controles de voo.

O coração do sistema é o motor turbofan GE F138 (conhecido como CF6-80C2L1F no mundo comercial) reduzido para 50.000 libras (22.700 kg) de empuxo no C-5M. Este motor fornece 22% a mais de empuxo do que os turbofans TF39 fora de produção nas aeronaves C-5A/B/C anteriores. Os motores também permitem que o C-5M atenda aos requisitos de redução de ruído do estágio 4 da FAA.

C-5 embarcando a fuselagem de um C-130 Hercules
C-5 embarcando a fuselagem de um C-130 Hercules

Essas mudanças, juntas, resultam em um aumento de 22% no empuxo, uma decolagem mais curta; uma melhoria de 58% na taxa de subida; permite que o C-5M faça cruzeiro – com peso bruto máximo – no ambiente de voo de Comunicação/Navegação/Vigilância Gerenciamento de Tráfego Aéreo (CNS/ATM); e maior eficiência de combustível e menor demanda de suporte de avião-tanque.

O primeiro voo de uma aeronave modificada para o padrão C-5M ocorreu em Marietta, Geórgia, em 19 de junho de 2006. O primeiro C-5M operacional foi entregue à Dover Air Force Base, Delaware, em 9 de fevereiro de 2009. Um total de 49 C-5Bs, dois aviões C-5C e um C-5A original foram modificados no âmbito do RERP.

O C-5M possui 89 recordes de aviação mundial certificados pela FAI, mais do que qualquer tipo de aeronave. Esses recordes incluem tempo de subida com carga útil, altitude com carga útil e maior carga útil transportada.

O C-5 Galaxy é operado exclusivamente pela Força Aérea dos EUA desde 1970 e é o maior avião de transporte estratégico da frota da USAF. O C-5 é capaz de transportar dois tanques de batalha M1A1 de 78 toneladas, helicópteros ou outros grandes equipamentos  a distâncias intercontinentais. Totalmente carregado, um C-5 tem um peso bruto de mais de 800.000 libras (363,2 toneladas). Todos os C-5 foram construídos nas instalações da fábrica Marietta da Lockheed Martin.

Além da Westover, os C-5Ms são designados para as unidades de Comando da Reserva da Força Aérea na Base da Força Aérea de Dover, Delaware (436th e 512th Airlift Wings) e Travis Air Force Base, na Califórnia (60th e 349th Air Mobility Wings). O esquadrão de treinamento de tripulação dos C-5 faz parte da 433rd Airlift Wing, a Ala Reserva na Joint Base San Antonio-Lackland, Texas.

Sediada em Bethesda, Maryland, a Lockheed Martin é uma empresa global de segurança e aeroespacial que emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e dedica-se principalmente à pesquisa, projeto, desenvolvimento, fabricação, integração e manutenção de sistemas, produtos e serviços de tecnologia avançada. Este ano, a empresa recebeu três Edison Awards por soluções inovadoras em autonomia, tecnologia de satélite e energia direcionada.

C-5 embarcando um helicóptero CH-47 Chinook
C-5 embarcando um helicóptero CH-47 Chinook

MBT M1 Abrams sendo carregado em em C-5 Galaxy
MBT M1 Abrams sendo carregado em um C-5 Galaxy

O C-5 Galaxy ao lado de outros aviões em um show aéreo
O C-5 Galaxy ao lado de outros aviões em um show aéreo

FONTE: Lockheed Martin

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Bosco

Antes que alguém lembre que o An-225 é maior (o que é inevitável), eu lembro que foram construídos 130 C-5 e só 1 (um) An-225.

Andrew Monteiro Martins

Mas Bosco o An-124 é maior ou similar? E em relação a essa aeronave te pergunto se seria um boa ideia ter alguns na FAB. Eu pensei nisso em relação as dimensões do país, e por exemplo na necessidade de transportar blindados pesados de uma região pra outra em curto tempo, tendo em vista a pequena malha ferroviária.

Bosco

Andrew,
Ao meu ver são basicamente “idênticos”. Quanto a ter aeronaves de transporte dessa categoria para a FAB acho exagerado. Meia dúzia do tamanho do C-17 tá de bom tamanho.

Humberto

Complementando o Bosco, Não acho exagerado, é exagerado hehehe. Na prática, o transporte de carros de combates é mais uma peça de propaganda do que algo factível, aviões como o C-5 ou C-17 são aviões caríssimos para adquirir e de alto custo por hora de voo, uma hora do C-5 é estimado em torno de 100 mil dólares. Então tem mais sentido transportar munição, peças de reposição (como motores), radares, veículos leves, obuseiros, Astros ou mesmo helicópteros. Obviamente em um pega para capar vale tudo, mas fazendo um calculo no papel de padeiro, um Leopard I custou meio milhão de… Read more »

Victor Carvalho

O An-225 é outra categoria… o C-5 está mais para concorrente do An-124.

Bosco

Realmente!
Mas sempre irão lembrar do An-225.

Jr

Eu posso estar enganado, mas o An-124 é maior que o C-5 Galaxy e foram construídos mais de 50 deles

Bosco

Pra comparação:
C-5:
Peso vazio: 172 t
Peso máximo de decolagem: 418 t

An-124:
peso vazio: 175 t
peso máximo de decolagem: 405 t

C-17
peso vazio: 128 t
peso máximo de decolagem: 265 t

An-225
peso vazio: 285 t
peso máximo de decolagem: 640 t

*Há uma vantagem das aeronaves americanas em relação à russa, que é a capacidade de reabastecimento em voo. Posso estar enganado mas o An-124 não pode ser reabastecido em voo.

Delfim

Se houvesse espaço poderia transportar 1000 soldados e suas equipagens ! Fantástico !
Em menos de um mês todo o efetivo e blindados do EB seria transportado a qualquer lugar do mundo.

Thiago Telles

Ele é absurdamente monstruoso tive oportunidade de passar por dentro, da cauda ao “narigao” levantado. Mais impressionante é ver ele abrir a parte dianteira. É surreal.

Marcos10

No bom sentido: que inveja!!!

Zorann

O filme na TV era Império do Sol…
.
Muito boa a historia….

MARCOV

Momentos como esse é que se aprende muito.
Obrigado por compartilhar, Roberto.

Ozawa

Uma história digna de “Contos do Céu” . . .

Silvano Conti

Meu deus!! que lindo. Eu amei muito tudo isso.

Silvano Conti

Como se diz lá no Teixerião: “Essa é muito forte pra minha infantaria”.

Coutinho

Realmente, um belo relato. Grato Sr. Roberto.

Adriano Luchiari

Não me recordo exatamente o ano, início dos anos 70, meu pai levou meu irmão e eu, pré-adolescentes, a São José dos Campos onde acontecia uma feira internacional de aviação. Além de conhecer o C-5, entre várias aeronaves em exibição estática, ficaram na minha memória: exibição em voo do Harrier, dos Thunderbirs da USAF com seus F-4, Alberto Bertelli com seu Bucker…

Pedro Pinto

1973…
O Harrier “cumprimentando” o público antes da decolagem, F4′ s sobrevoando a cidade com a pós a toda, o C5 com a “boca” aberta, um Vulcan estacionado e voando…
Nunca antes (nem depois…) na história desse país.

Mauricio R.

Eu também estive lá, tanto no então CTA, como também sob o imenso bombardeiro inglês Avro Vulcan.
E eu e minha irmã cansamos de entrar e sair do C-5 na exposição estática.

Clésio Luiz

A USAF, assim como os Russos, ainda operam uma boa quantidade de aeronaves construída na época da Guerra Fria, onde o custo de desenvolvimento era menor e orçamentos militares, abundantes.

Vai chegar uma época onde tanto o C-5 quanto os An-124 serão inviáveis de operar. Aí quero ver como eles farão para substituir essas aeronaves. Se atualmente para colocar uma sonda num 767 é a maior “sofrência” e cheio de atrasos e multas, imagine um novo cargueiro militar de grande porte…

Wagner Figueiredo

Amo aviação..ano q vem faço as aulas teoricas no campo de marte..pena ser muito caro as horas/ voo..maisss..vamo q vamo

Léo Barreiro

Nossa!! obrigado por ter compartilhado!!

Wellington Rossi Kramer

Obrigado por contar-nos sua história Roberto F. Santana. Chegou a me emocionar.

Alfredo Araujo

Por mais relatos assim !!

Alfredo Araujo

“Os motores também permitem que o C-5M atenda aos requisitos de redução de ruído do estágio 4 da FAA.”
.
A frase acima está incorreta… Ao final da mesma, faltou a segunte sentença: “(..) Infelizmente (…)”
Nada mais bonito q o assobio dos antigos TF39… rs

Marcelo Andrade

Pois é Alfredo, rsrsrs, nosso tempo de aviões e seus ruídos espetaculares acabou!!!!!

sergio ribamar ferreira

sr Bosco . parabéns. C 767 convertidos e pelo menos 4 a 6 C17. algumas perguntas: quanto a manutenção? E quanto O Beluga? Muito obrigado. Gosto muito de seus comentários.

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