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Projeto 14-X: IEAv recebe fase 2 do projeto executivo para ensaio em voo do motor scramjet

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14-X
14-X

O Projeto 14-X tem como objetivo principal demonstrar em voo a operacionalidade de um veículo waverider integrado ao motor scramjet, a uma velocidade equivalente a 10 vezes a velocidade do som (número de Mach 10) na atmosfera sensível (estratosfera). Atualmente, está planejado para o ano de 2020 o primeiro ensaio em voo do sistema de propulsão (motor scramjet) do 14-X, com o intuito de validar as simulações computacionais e os dados de laboratório relativos ao princípio de funcionamento do motor (combustão supersônica), além de operacionalizar subsistemas críticos do motor scramjet.

Para tanto, o IEAv conta com a parceria da empresa Orbital Engenharia para a elaboração do projeto executivo de integração do motor scramjet 14-X S ao veículo hipersônico acelerador (foguete de sondagem do IAE). A entrega dos serviços contratados está ocorrendo por meio de 4 (quatro) fases, das quais: 1) Entrega da documentação da definição da missão; 2) Entrega da documentação da configuração do sistema integrado; 3) Entrega da documentação do projeto preliminar; e finalmente 4) Entrega da documentação do projeto detalhado.

No início do mês de julho, a empresa contratada realizou com sucesso, e no prazo, a entrega da fase 2 acima mencionada, a qual se refere à montagem, transporte, preparação e integração do demonstrador 14-X S para lançamento, bem como as especificações de equipamentos de telemedidas e telecomandos, entre outras configurações.

Para o Diretor do Instituto, Cel Av Lester de Abreu Faria, “pouco a pouco as dificuldades vão sendo superadas e o domínio da tecnologia alcançado. A fase 2 do contrato é um importante marco do projeto, uma vez que começamos a verificar e entender o veículo como um todo integrado e a chegar mais perto do grande desafio atual que é ver o protótipo voar e confirmar todos os nossos estudos até aqui, em busca do domínio da tecnologia hipersônica”

IEAV, IFI, IAE, CLA, DCTA e Orbital Engenharia finalizam a SRR do demonstrador tecnológico “SCRAMJET 14-X S”

No Projeto PROPHIPER (Propulsão Hipersônica), o 14-X é um protótipo de aeronave hipersônica não tripulada (VANT) brasileiro, ainda em desenvolvimento, mas já com bons resultados em simulações e ensaios de solo. Esta aeronave será equipada com um motor scramjet, o qual é integrado na fuselagem, sem partes móveis. O seu princípio de funcionamento se baseia no fato de que, durante o voo, o ar flui de acordo com a geometria do veículo e com a sua velocidade, sendo dirigido para o motor na parte inferior da aeronave. Utiliza o “conceito waverider”, no qual uma onda fornece sustentabilidade necessária para o seu voo. Tanto a aeronave quanto o motor são de construção totalmente brasileira, estando o IEAv se preparando para lançamentos próximos.

Nesse sentido, no dia 7 de junho de 2018, reuniram-se diferentes atores, dentre os quais a empresa Orbital Engenharia (contratada para elaborar o projeto executivo de engenharia de sistemas visando à integração do demonstrador tecnológico scramjet 14-X S a um veículo acelerador hipersônico (VAH)), e especialistas do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e do próprio Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), os quais se reuniram para revisão dos requisitos de sistema (SSR) do motor scramjet 14-X S, fase essa de extrema importância para a continuidade do Projeto. Tal revisão proporciona o início da fase de projeto preliminar do motor.

Conforme comentado pelo Gerente do Projeto 14-X, Israel Rêgo, “Avançamos muito desde a revisão de definição de missão (MDR), acabamos de finalizar a SSR e agora estamos prontos para detalhar o projeto do demonstrador”, afirma o especialista.

A elaboração do projeto executivo supracitado (contrato nº 035/GAP-SJ-IEAv/2017), dar-se-á por meio de 4 (quatro) fases:

  • Fase 1: Entrega da documentação da definição da missão (revisada em 16/05/2018);
  • Fase 2: Entrega da documentação da configuração do sistema integrado(revisada em 07/06/2018);
  • Fase 3: Entrega da documentação do projeto preliminar (prevista para novembro de 2018); e
  • Fase 4: Entrega da documentação do projeto detalhado (prevista para janeiro de 2019).

Para o Cel Av Lester de Abreu Faria, Diretor do IEAv, “o projeto PRPHIPER se mostra como um grande e relevante ponto de inflexão não só para a tecnologia nacional, mas ainda para a Base Industrial de Defesa e para o desenvolvimento do Cluster Tecnológico de São José dos Campos e cidades do entorno. Assim, cada passo que damos e cada desafio que superamos, se mostra como um grande avanço para o Brasil, nos cenários social, tecnológico, econômico e tantos outros que possam se beneficiar de grandes ideias e projetos como esse”.

Comparação entre o funcionamento de um motor a jato convencional e um motor scramjet
Comparação entre o funcionamento de um motor a jato convencional e um motor scramjet

FONTE: Instituto de Estudos Avançados – DCTA

59 COMMENTS

  1. Space Ghost! Por enquanto só papelada….nisso somos excelentes…produzir Tomos e Tomos de projetos; construção mesmo é um parto com o feto virado do lado errado. Até agora o VLS ninguém viu..ninguém vê mais.

    • Papelada? Sério? E os testes no laboratório? Equações, teorias, modelo para teste no túnel de vento, etc, etc. Procure se informar mais e criticar menos.

    • Marcos,
      O Marcelo está correto, por enquanto é documentação. Não existe POC, nem modelos para testes. O projeto está embrionário, perfeitamente normal, no final destas fases, sai um relatório informando sobre a viabilidade ou não do mesmo. É importante salientar que existe sim a necessidade de muita massa cinzenta nesta fase, já as próximas, vai depender muito mais de recursos financeiros, normalmente é ai que o rabo torce.
      Como no texto acima.
      Fase 2: Entrega da documentação da configuração do sistema integrado(revisada em 07/06/2018);
      Fase 3: Entrega da documentação do projeto preliminar (prevista para novembro de 2018); e

  2. Não conseguimos colocar um satélite no espaço, damos ao programa espacial brasileiro esmolas intercaladas ou nem isso.O projeto do VLM-1 que é mais alemão do que brasileiro se arrasta a muito tempo, mas enfim antes uma boa notícia do que uma ruim.

    • A 129 anos escolhemos o caminho certo , criamos a republiqueta dos sem futuro do Brasil , uma criação patriótica de seu exercito com seus generais semi analfabetos , então para que pressa , talvez em mais 129 anos conseguiremos algum lançador espacial , por mim poderíamos criar empresas espaciais , como a caramuru X,e a adrianino X, pelo menos para S. João e a passagem de ano em Copacabana ,estaríamos bem !

  3. Qual seria vetor que irá transportar o 14X até a estratosfera? Já foi definido?

    Ainda que seja experimental, pode-se deduzir que o veículo terá aplicação militar.

    Sendo assim, um 14X armado, não encaxaria na definição de missil, e portanto está fora das limitações impostas pelo tratado que proibe aos signatários, como o Brasil, de produzirem mísseis cujo alcance não ultrapasse 300 kilometros.
    Até hoje não porque o Brasil entrou nesse tratado.

    • A limitação dos 300 Km é apenas para a exportação.. para uso interno não existe tal limitação de alcance, é só para exportar. Um experimentado jornalista do Estadão comentou na rádio BAND que o alcance deste míssil, segundo se comenta, deve chegar a 1.000 Km.

      • Correto.
        A tratado de mísseis é apenas para a importação, exportação, e a ajuda para a criação de foguetes com alcance maior do que 300km e cabeça de guerra maior do que 500kg para outras nações.
        Mas a nação que está desenvolvendo pode por a distancia e cabeça de guerra que quiser.

        Além do mais, o tratado tem caráter não-oficial e de vez em quando, é quebrado por algum de seus membros, como por exemplo Israel que vendeu alguns misseis de cruzeiro com alcance de 500km, não me lembro pra qual país agora.
        É só um tratado sem força de lei. Não existe uma penalidade definida pra quem infringir (apesar de que provavelmente alguma penalidade política é de se esperar.)

        • Sim, é isso, esqueci esse detalhe da ogiva ter um peso máximo de 500 Kg. Se não me engano a cabeça de guerra do MTC-300 é de 400 Kg, dentro do tratado.
          Na verdade é que uma vez tendo assinado o Tratado, é melhor cumprir, certamente as sanções viriam em forma de vetos a vendas de material de defesa, bem como, o não fornecimento de componentes críticos para construção de outros equipamentos da mesma indústria, caso necessário.

          • Silvano e Guacamole,
            Obrigado pela explicação.
            Quer dizer que o Brasil poderia produzir MRBMs ou até mesmo ICBMs.?

          • Tadeu Mendes , o tiozinho do norte já entendeu que não é preciso limitar nada para o Brasil , alcance , tecnologias , niente più , sabem que nesta republiqueta as castas controlam tudo de interesse a nação , estas castas pensam em somente em atacarem o Erário Público e ainda por cima remetem estas riquezas para Miami , então a preocupação deles não é necessária !

  4. Por falar em tecnologia de ponta. Alguém do blog saberia informar se o Brasil está desenvolvendo pesquisa sobre propulsão iônica? Se possível fosse fazer uma matéria a respeito aqui no blog. Desde já grato.

  5. Legal! Mais uma prova que tudo no Brasil é possível, quando se tem vontade e dinheiro para investir. Que sirva de exemplo à outras áreas.

  6. Dentro de nossa, atualmente, amarga realidade, ver um projeto deste andando mesmo que lentamente é pra aplaudir de pé!!!rs
    Vamo que vamo!!!

  7. eu ouço fala desse projeto desde a época que usávamos Telex… pra la de 25 anos…
    Como sempre sao apenas projetos em papel e no computador… nao passa disso…
    Gostaria de saber de algum projeto que tenha saido das pranchetas (KC390 nao conta pois a Embraer nao eh uma instituição militar) e foi finalizado e eh utilizado hj em dia…

    • Amigo, a Embraer e o KC-390 são frutos do Bandeirante, um avião civil de uso dual, e saído 100% da cabeça de militares… então como assim o KC-390 não conta?? o KC-390 começou foi com os militares, desde sempre, e a mão de obra altamente qualificada que deu origem a Embraer e ao KC-390, que até hoje abastece a empresa, é em sua boa parte oriunda de uma escola militar.
      Normalmente todos os presidentes da Embraer costumam terem cursado engenharia no ITA.
      Então arruma outra coisa melhor para criticar, essa não cola.
      Essa coisa de entrar aqui e criticar por criticar, sem aportar nada de proveitoso é cansativo.

      • Quem alimenta a Embraer de engenheiros do outras universidades, e não o ITA… E isso já a muitos anos.
        O ITA atualmente alimenta o mercado financeiro do das empresas de consultoria.
        Uma minoria muito pequena prefere desenvolver projetos aeronáuticos e tecnologia… A maioria quer é ganhar dinheiro.
        A contribuição do ITA para a Embraer é importante, mas não é mais o que já foi no passado. Está muito distante disso.

          • Mas nos dias atuais não a supervalorize. Temos muito mais projetos com outras universidades do que com o ITA. Hoje as principais contribuições do ITA são sua participação no PEE e em alguns projetos específicos (assim como temos projetos com a USP, UNICAMP, MTI, etc).
            O KC390 é um projeto que nasceu da Embraer, e não da FAB. Depois de “comprada a ideia” pela FAB esta colocou seus requisitos (e muito bem), e daí se desenvolveu a solução. Mas a ideia surgiu dentro da empresa.

  8. 14-X é um projeto lindo, mas só projeto. Não se falou em valores. Não se falou em mercado. Senti como se fosse a Gurgel (se estivesse viva) quisesse fabricar uma Ferrari. Quem sabe alguém esclareça melhor essa história.

      • Sempre esta conversa de Gurgel , porque conhecem muito pouco , Gurgel nunca seria nada . Perdemos foi a VEMAG e a FNM , estas sim , foi uma desgraça perder as Marcas, a Vemag foi em 1968, a FNM por volta de 1966 , quando os militares entregaram a ALFA Romeo , assim mesmo ela manteve a marca , mas quando ela foi incorporada a FIAT a marca desapareceu , mas penso que se tivermos um Governo um pouco sério, é possível em conversa com a Fiat , voltar a Marca . Perder o controle já não é bom , mas deixar perder a marca , é uma idiotice !Já esta tal Gurgel , esqueçam é pura bobagem .

  9. “pouco a pouco as dificuldades vão sendo superadas e o domínio da tecnologia alcançado.”?

    “1) Entrega da documentação da definição da missão; 2) Entrega da documentação da configuração do sistema integrado; 3) Entrega da documentação do projeto preliminar; e finalmente 4) Entrega da documentação do projeto detalhado.”

    Esses anos e dinheiro todo para entregar papelada? Que “domínio de tecnologia” foi esse alcançado? Tem nem um mockup, nem um modelo de testes em túnel de vento, nada. Mais uma empresa mamando nas tetas do Estado.

    • Mamando …..
      http://www.ieav.cta.br/index.php/aerotermodinamica-e-hipersonica#projetos
      Projetos desenvolvidos na Subdivisão de Técnicas de Diagnóstico:

      FINEP financia o projeto “Caracterização da Combustão Supersônica e Combustão de Propelentes Líquidos por meio de Espectroscopia de Emissão e Absorção”, coordenado pelo Pesquisador Alberto Monteiro dos Santos. O projeto visa desenvolver técnicas de diagnóstico em processos de combustão, inclusive combustão supersônica;

      FAPESP financia o projeto “Aplicação da Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR) no estudo da combustão em Túneis de Choque”, coordenado pelo Dr. Cláudio José Rocha. O projeto tem por objetivo a aplicação das técnicas de espectroscopia por transformada de Fourier par a determinação em túneis de choque de compostos presentes na combustão.

      CNPq financia o projeto “Desenvolvimento de um Termômetro óptico para Caracterização de Túneis de Choque Hipersônico”, coordenado pelo Dr. Dermeval Carinhana Júnior. O projeto tem por finalidade a determinação de temperatura em escoamentos em túnel de choque utilizando a espectroscopia de emissão.

      FAPESP financia o projeto “Dinâmica Química de Reações de Combustão”, coordenado pelo Dr. Orlando Roberto Neto, que tem por objetivo o estudo teórico de reações de combustão de interesse nos projetos da Divisão.

      CNPq financia o projeto “Dinâmica Química de Reações de Combustão”, coordenado pelo Dr. Orlando Roberto Neto, que é uma continuação do projeto anterior.

      EAH-E Subdivisão de Hipersônica Experimental

      Propulsão Hipersônica Aspirada utilizando Tecnologia de Combustão Supersônica

      A Tecnologia de Combustão Supersônica, inclusa na área prioritária e estratégica “Propulsão com Ar Aspirado” dos Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia, tem, atualmente, recursos financeiros proveniente de cinco fontes:

      COMAER financia o projeto “Acelerador Hipersônico de Massa” (desde 2001), coordenado pelos Pesquisadores Marco Antonio Sala Minucci e Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa visa o desenvolvimento de um veículo acelerador hipersônico capaz de produzir velocidades terminais iguais ou superiores a 8 km/s utilizando combustão supersônica;

      FAPESP financia o projeto “Investigação Experimental Preliminar em Combustão Supersônica” (processo no 2004/00525-7), coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa visa o estudo da combustão supersônica em túnel de choque hipersônico;

      CAPES financia o projeto “Capacitação de Recursos Humanos para Desenvolvimento de Estato-Reator a Combustão Supersônica” (Programa PRÓ-DEFESA 2005), coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. Os recursos estão sendo aplicados em bolsas de doutorado (1) e mestrado (5) em desenvolvimento com pesquisa na tecnologia de combustão supersônica;

      FINEP financia o projeto “Caracterização da Combustão Supersônica e Combustão de Propelentes Líquidos por meio de Espectroscopia de Emissão e Absorção”, coordenado pelo Pesquisador Alberto Monteiro dos Santos. O projeto visa desenvolver técnicas de diagnóstico em processos de combustão, inclusive combustão supersônica;

      FINEP financia o projeto “Demonstrador Tecnológico de Estato-Reator a Combustão Supersônica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa tem o objetivo de projetar e fabricar o demonstrador tecnológico à combustão supersônica, Veículo Hipersônico 14-X, a ser utilizado em teste em vôo atmosférico, em velocidade acima de 1,5 km/s e altitude de aproximadamente 30 km;

      CNPq financia o projeto “Estudo e Especificação de Foguete de Sondagem para Vôo Atmosférico do Demonstrador de Tecnologia da Combustão Supersônica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro. A pesquisa está relacionada à especificação de foguete de sondagem, a ser utilizado como plataforma de lançamento do demonstrador de tecnologia da combustão supersônica, Veículo Hipersônico 14-X.

      Propulsão Hipersônica Aspirada utilizando Laser

      A Propulsão a Laser, inclusa na área prioritária e estratégica “Propulsão com Ar Aspirado” dos Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia, tem, atualmente, recursos financeiros proveniente de duas fontes:

      FINEP financia o projeto “Demonstrador de Veículo a Propulsão a Laser”, coordenado pelo Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci. O projeto tem como objetivo a investigação experimental, em Túnel de Choque Hipersônico, do conceito de Propulsão a Laser aplicado à satelização de nanosatélites;

      FINEP financia o projeto “Laser de CO2 de 1 kW”, coordenado Pesquisador Nicolau André Silveira Rodrigues. O projeto visa o desenvolvimento de laser de CO2 de 1 kW com alta taxa de repetição visando aplicação em Propulsão a Laser;

      CNPq financia o projeto “Propulsão Aspirada Hipersônica utilizando Adição de Energia via Radiação Eletromagnética”, coordenado Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci. O projeto tem como objetivo a realização, em Túnel de Choque Hipersônico, de investigação experimental, de Propulsão Aspirada Hipersônica utilizando Adição de Energia via Radiação Eletromagnética.

      Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Reentrada Atmosférica

      A Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Reentrada Atmosférica inclusa na área prioritária e estratégica “Hipervelocidade” dos Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia, tem, atualmente, recursos financeiros proveniente da:

      AEB financia o projeto “Determinação de novas Condições de Ensaio para o Túnel T2 para o Veículo SARA”, coordenado pelo Pesquisador Artur da Cunha Menezes Filho.

      Ainda, a Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Reentrada Atmosférica recebeu recursos financeiros proveniente da:

      AEB para realização do projeto de pesquisa, “Aerotermodinâmica de Veículos Espaciais em Reentrada Atmosférica”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro;

      AEB para realização do projeto de pesquisa, “Investigação Experimental da Aerotermodinâmica de Veículos de Reentrada”, coordenado pelo Pesquisador Marco Antonio Sala Minucci;

      FAPESP para realização do projeto de pesquisa, “Instrumentação dos Túneis de Choque Hipersônico, do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv/CTA, visando Investigação Experimental de Escoamentos Hipersônicos”, coordenado pelo Pesquisador Paulo Gilberto de Paula Toro.

  10. 2020 para primeiro voo ?
    Julgo um tempo muito grande para um projeto que teve início por volta de 2003 (se não me engano, ou que veio a público).
    Ainda mais para um país que coopera com Alemanha e Noruega em seu programa SEFHEX (oferecendo nosso foguete VSB-30).
    Recentemente a China testou seu “14X” com grande sucesso.
    Mas o bom é saber que esse programa não foi abandonado e ou sepultado em detrimento de soluções mirabolantes importadas (ainda), assim como aconteceu com inúmeros projetos extremamente estratégicos para o Brasil.
    Desde a LAAD 2007 (se não me engano), é que estão prometendo o voo da versão MK1 deste veículo e até agora nada.
    Espero que o mesmo seja coroado de sucesso e se transforme em mais um produto estratégico nacional.
    Gostaria de saber dos programas Missão Aster, projeto Terra, Reatores de regeneração rápida, Reatores para usos espacial, Sara Sub/Orbital etc..

  11. IEAV, IFI, IAE, CLA, DCTA,,,
    Para que esse tanto de órgãos? Todos atuando mais ou menos na mesma praia…
    Se fossemos uma potência em pesquisa e tecnologia, talvez até justificasse, mas com o tamanho que temos…
    Essa estrutura sugere altas probabilidades de “bateção de cabeça” com focos e direcionamentos distintos…

    • Leia Adam Smith, e tome conhecimento de quantos trabalhadores eram necessários para se fabricar um alfinete da forma mais eficiente e econômica possível, você vai ficar surpreso. Imagina algo com essa complexidade.
      Sabe quantas pessoas e em quantos países diferentes participam da produção de um tênis Nike?

    • Eduardo… Seria legal você se informar melhor. Pesquisa e leitura sempre ajudam.
      Boa parte do que você citou não dão órgãos independentes fazendo a mesma coisa, e sim institutos que funcionam dentro de algo chamado DCTA. Cada qual com sua função.

  12. Não é ficção não? Meu Deus que orgulho, tomara que não pare por causa da limitação de orçamentos; PARABÉNS para todos os envolvidos, o caça do Luke skywalker é este aí da FAB ,mach 10, já temos o cruzador (Atlantico) tá faltando só a estrela da morte, KC390 igual ao Lockheed AC-130

  13. Fazia tempos que eu não tinha notícia de um veículo hipersônico brasileiro. Que bom que ainda existe investimento e pesquisa na área, ao menos mostramos ao mundo que podemos fazer também…
    E claro, se conseguimos fazer um veículo voar a 12.000km/h na estratosfera, provavelmente podemos fazer um objeto reentrar na atmosfera sobreviver.
    imagino o quanto não há de pesquisa em materiais neste projeto! PAPELADA muito valiosa!

  14. Eu fico impressionado com a capacidade das pessoas em falar sobre o que não sabem. A “papelada” demandou anos de pesquisa, o desenvolvimento tecnológico está nessa papelada, mais de 80% de todo tipo de projeto é “papelada”. Pode parecer estranho para o brasileiro que faz tudo na base da gambiarra, mas antes de executar um projeto você precisa de planejamento.

  15. isso é muito difícil, não temos experiência nem grana pra concretizar algo dessa magnitude. acredito muito nos nossos engenheiros mas não dá não, santo milagreiro eles não são não. teriam que deselvover toda tecnologia no peito, impossível.

  16. carcara_br 10 de agosto de 2018 at 3:19
    Fazia tempos que eu não tinha notícia de um veículo hipersônico brasileiro. Que bom que ainda existe investimento e pesquisa na área, ao menos mostramos ao mundo que podemos fazer também…
    E claro, se conseguimos fazer um veículo voar a 12.000km/h na estratosfera, provavelmente podemos fazer um objeto reentrar na atmosfera sobreviver.
    imagino o quanto não há de pesquisa em materiais neste projeto! PAPELADA muito valiosa!

    Caro Carcará_BR, existe sim e se chama projeto SARA em sua versão orbital e sub orbital.
    Teve teste realizado na operação Raposo (se não me engano), onde a bordo de um foguete nacional testado e provado, com vários voos VS-40 curiosamente explodiu.
    O que precisa no programa espacial nacional, é melhorarmos ou mesmo fazermos os serviços civis e militares de inteligência e contra inteligência do país.
    Pois todos os programas estratégicos 100% nacionais (VLS,SARA, ASTER etc), sofreram de explosões inexplicadas em veículos orbitais mais que testados em voo, ou seja, no mínimo curioso.
    Levando ao abandono de alguns desses programas, e agora para piorar o que já está ruim o bastante, estão entregando a “casa” ladrão.
    Não vejo com bons olhos esse acordo do Brasil com E.U.A sobre a base de Alcantara, assim como não vi com bons olhos esse centro de”P&D” da Boeing em São José dos Campos, mas nossos militares estão aceitando de bom grado e muita das vezes incentivando tais atitudes, fazer o que né?
    O projeto SARA, se trata de uma cápsula de reentrada atmosférica nacional para experimentos espaciais.
    Gerando conhecimentos em áreas como Navegação aeroespacial, Materiais resistentes ao Calor etc.

  17. Não se faz nada tao complexo sem muita teoria antes, essas documentaçoes poupam erros, tempo, e dinheiro. E o mais importante, se o projeto nao for pra frente nao perdemos o estudo ja que está td documentado. Parabens aos envolvidos.

  18. 14-X foi uma das estrelas do Polo Aeroespacial de Tupaciguara. Além do 14-X, era para ter saído a aeronave revolucionária Tupã AX-2. E o Veículo para Turismo Espacial Sub-Orbital? Todos são cria de uma empresa chamada Axis Aeroespacial. O 14-X vinha com o know-how do IEaV. No final, tudo o que saiu dessas iniciativas foi uma investigação do MPF.

  19. Fala sério. Não é desqualificando projetistas ou quem quer que esteja envolvido nisso, marachões que não passa de projeto, por mais avançado que seja. A Embraer com toda tecnologia e dinheiro 💰 não conseguiu sair de jatos regionais. Como o grupo que nunca passou do papel iria construir um veículo que nenhuma nação t3ve a capacidade até então? Pareço grosseiro mas estou sendo sincero. Meu respeito aosvenvolvidos só por caminharem nessa direção. Acho até que devem vislumbrar empresas no exterior capazes de tocar esse projeto mas aqui no Brasil tá difícil pra caramba. Abrcs

  20. “Não passa de projeto”. “Só papelada”.”Só teoria”.

    Projeto executivo é o projeto detalhado multidisciplinar que orienta a materialização de qualquer projeto. Sistemas complexos são desenvolvidos no projeto executivo.

    Como são diversas disciplinas que juntas compõe o projeto executivo, várias áreas de conhecimento são necessárias para sua realização. O prédio em que você mora precisou de engenheiro eletricista para projetar e calcular a instalação elétrica e rede lógica, um engenheiro civil para calcular os esforços estruturais, um arquiteto para projetar e legalizar o projeto, um engenheiro mecânico para dimensionar o ar condicionado e eventuais exaustões, uma paisagista para projetar os jardins, e por aí vai. Um gerente de projeto para garantir os prazos, escopo e custos, organizar todas essas disciplinas e não ver discrepância entre nenhuma delas, e garantir que com essas plantas o a Construtora possa construir, que já é outro processo.

    Grosso modo, é isso mais ou menos que todos esses institutos, centros e empresa estão comprometidos a realizar; um projeto executivo para materialização da aeronave.

    Assim, caros, posso afirmar com muita tranquilidade que essa papelada vale ouro e os engenheiros e técnicos dessa querida nação estão de parabéns somente por enfrentar essa fase.

    Aproveitem o momento.

    Obs; Todos os veículos lançadores de satélites; repetindo, TODOS os lançadores de veículos de satélites (europeu, estadunidense, indiano, chinês) explodiram antes do seu voo pleno. Todos. Faz parte do desenvolvimento ainda assim aprimora o desenvolvimento. Quem entende o VLS enquanto fracasso, não entende de programa espacial.

    • Concordo, só diria que não é apenas programa espacial. Isso serve para qualquer programa que envolva inovação, a dose de risco é que varia.

  21. Ficção científica. Papo pra boi dormir. Vamos colocar os pés no chão gente. Parem der sonhar e acordem para a realidade desta republica das bananas.

  22. Fantasia.
    É a FAB pensando sempre no futuro e conseguindo transformar o presente no atraso.
    De profecias sobre Gripens e KC-390 que nem Nostradamos consegue acertar, a Força Aérea Brasileira agora arrisca na ficção científica.
    Depois ninguém consegue explicar porque um Chile ou outro país de menos importância, possui F-16, Su-30, etc.
    Ao infinito e além!

  23. Ótimo, agora podemos encerrar aquela fantasia chamada “man-sup”, e desenvolvermos nosso próprio míssil hipersônico anti navio.
    Também podemos descartar aquela maquete super desenvolvida conhecida como “Avibras TM” ou “Matador”, só se for de rir; me desculpem não podia perder a piada.
    Falta agora desenvolvermos um lançador de satélite, que muito rapidamente possa ser convertido em um ICBM e dai criarmos nosso clone de DF-21D.
    Ficaria faltando somente um clone do ATACMS, pra tornarmos o trambolho do Astros 2020, realmente letal.

  24. Mauricio R , anote , vamos perder a Embraer e a base de Alcantara , este desgoverno corre contra o tempo para fechar o féretro dos dois em um acordo caracu grandioso , será a grande realização dos entreguistas que retomaram o poder !

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