Home Aviação de Ataque JF-17 integra pod turco de designação de alvos

JF-17 integra pod turco de designação de alvos

10242
48

Citando o anuário anual de 2017 da Aselsan, o Quwa Defense News & Analysis Group informou que o JF-17, um projeto conjunto de jato de caça do Paquistão e da China, foi integrado com sucesso ao ASELPOD, produzido pela Aselsan. O Paquistão adquiriu pelo menos oito ASELPODs em 2016, a um custo de quase US$ 25 milhões.

No início deste ano, os observadores de defesa paquistaneses postaram o que parecia ser uma imagem do JF-17 equipado com um ASELPOD. O anuário da Aselsan mostrou outra imagem do casulo em um jato de combate. De acordo com o anuário, o teste do sistema foi bem sucedido.

O Quwa observou em seu relatório, “A PAF adquiriu o ASELPOD em uma tentativa de fornecer ao JF-17 capacidades de ataque ao solo com precisão. Ao instalar o ASELPOD, o JF-17 é capaz de lançar bombas guiadas a laser (LGB) e , se equipado, mísseis ar-terra guiados por laser (AGM).”

Além de ser empregado no combate ar-ar – o JF-17 marcou seu primeiro ‘kill’ aéreo contra um UAV iraniano em 2017 – o Paquistão enviou o JF-17 para algumas missões de contra-insurgência e a adição de pods de designação de alvos irá melhorar a capacidade da aeronave de atingir os militantes com precisão.

Atualmente, não se sabe se o Paquistão fez pedidos adicionais para o ASELPOD, mas a conclusão bem sucedida dos testes deve abrir caminho para uma integração mais ampla do sistema aos JF-17s paquistaneses. Nos últimos anos, o Paquistão e a Turquia aprofundaram sua cooperação em defesa.

Os dois países assinaram recentemente acordos para o Paquistão para adquirir navios de guerra turcos e helicópteros de ataque.

ASELPOD
ASELPOD

FONTE: Forecast International

Subscribe
Notify of
guest
48 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
1 ano atrás

A indústria militar da Turquia não para de crescer, ultrapassou a nossa em qualidade e quantidade a muito tempo.

Silvano Conti
Silvano Conti
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

É verdade, confesso que eu gostaria muito de morar na Turquia por conta disso.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Silvano Conti
1 ano atrás

Boa Viagem.

Antonio
Antonio
Reply to  Silvano Conti
1 ano atrás

É verdade. Lemos notícias de avanços em armas de terra, mar e ar. Inclusive com a possibilidade de desenvolvimento de um ‘stealth’.
Agora, morar lá já é um exagero.
rsrsrs

Tiago Silva
Tiago Silva
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

E bota tempo nisso, bom se pegarmos só a parte que é voltada para o F-16 temos a “TAI” que tem a licença de fabricação,reparos e modernizações desta aeronave e bem como do T-129 e assim por diante.

A Turquia investe a muito tempo em produtos locais, mas apenas a poucos anos esta industria tem ganhado uma maior visibilidade no mercado mundial de defesa.

Gustavo
Gustavo
1 ano atrás

a comitiva da argentina já foi visitar as instalações que fabricam o pod? rs
Brincadeiras a parte, o JF-17 é um “grande pequeno” caça. Serviriam muito bem a alguns países africanos e sul-americanos.

Tiago Silva
Tiago Silva
Reply to  Gustavo
1 ano atrás

Por isso será tema do meu mestrado, o JF-17 Thunder é uma aeronave que se encaixa no orçamento de muitas nações e que ainda pode integrar uma série de armas e sensores das mais variadas origens. E só para criar uma discórdia aqui, enquanto os indianos tentam reinventar a roda com o seu Tejas o Paquistão fez uma parceria com a China e conseguiram uma aeronave eficaz e de custo aceitável e que vem passando por atualizações constantes. Ainda existe muito um preconceito quando se fala na origem do “Thunder” mas hoje ele é uma realidade e vem demonstrando o… Read more »

Tamandaré
Tamandaré
1 ano atrás

E o Paquistão, aos poucos, vai evoluindo fazendo o óbvio, sem ToT nem reinvenção da roda! Hoje, a Força Aérea Paquistanesa está em situação melhor que sua homóloga indiana, caminhando para um plano de padronização de caças e desenvolvendo seus produtos….

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Tamandaré
1 ano atrás

A Força Aérea paquistanesa é muito inferior a da India, não tem comparação.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Vejam seus equipamentos, só os caças:
.
Paquistão
76 F-16 A/B/C/D
120 Mirage III/V modernizados
99 JF-17
60 F-7
.
Índia:
233 Su-30
41 Mirage 2000 modernizados
66 Mig-29
84 Mig-27
200 Mig-21
9 Tejas
95 Jaguar
36 Rafales encomendados.

Daglian
Daglian
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Muito bem observado, Walfrido. Apesar de eu mesmo estranhar a salada de aeronaves da Força Aérea Indiana, é nítido que ela é superior em quantidade e qualidade em relação à Força Aérea Paquistanesa. No entanto, o JF-17 se mostrou um projeto muito bem sucedido para o Paquistão.

Bardini
Bardini
Reply to  Tamandaré
1 ano atrás

Sem ToT?
Essa caça aí foi feito em parceria com os Chineses…

Tamandaré
Tamandaré
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Bardini, o verdadeiro compartilhamento de conhecimento é esse; fechar um acordo e desenvolver em conjunto, fazer intercâmbio de engenheiros, etc. Não igual o BR, que pagou uma baba por um suposto “know-how” já muito discutido aqui e que eu continuo achando que tá com cara de roubo!! Já li muitos comentaristas aqui no site tentando explicar sobre a ToT do Gripen, mas continuo achando os valores muito astronômicos, me cheira a maracutaia!!

Forte abraço

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Tamandaré
1 ano atrás

O Gripen não está sendo desenvolvido em conjunto, o F não será TOTALMENTE desenvolvido aqui, não tem 200 engenheiros lá na SAAB, o WAD feito aqui? Não tem ToT? Acha que ToT é barato? Maracutaia de quem? Da FAB?

Bardini
Bardini
Reply to  Tamandaré
1 ano atrás

“Bardini, o verdadeiro compartilhamento de conhecimento é esse; fechar um acordo e desenvolver em conjunto, fazer intercâmbio de engenheiros, etc.” . Estamos desenvolvendo um caça em conjunto com os Suecos, onde se faz muito intercâmbio de engenheiros, do Brasil para Suécia e da Suécia para o Brasil… . ” Não igual o BR, que pagou uma baba por um suposto “know-how” já muito discutido aqui e que eu continuo achando que tá com cara de roubo!” . Rafale se ventilou que seria coisa de U$ 9 Bi; SH sairia por um pacote de mais de U$ 7 bi via FMS;… Read more »

Daglian
Daglian
Reply to  Tamandaré
1 ano atrás

“fechar um acordo e desenvolver em conjunto, fazer intercâmbio de engenheiros, etc.”

Mas não foi exatamente isso que a FAB (Brasil) fez com o Gripen?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Daglian
1 ano atrás

Há alguns anos postando aqui já percebi quem são os comentaristas “marreta”: tudo na FAB e no Brasil é uma m… Não acrescentam nada.

Daglian
Daglian
Reply to  Daglian
1 ano atrás

Sem dúvidas, Coronel. Não consigo entender a razão de tamanha implicância com a FAB e com o Gripen. Ainda que fossem críticas com um raciocínio lógico as sustentando; mas não, como neste caso, são baseadas puramente numa mentira.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

O JF-17 foi a evolução que se tornou um aparelho completamente diferente Galante

Alejandro Perez
Alejandro Perez
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Um up grade do up grade do Mig 21.
Igualmente, nestes tempos onde os custos das aeronaves de combate está disparado, surge como uma interessante opção.

Victor Moraes
Victor Moraes
1 ano atrás

Acredito, corrijam-me se eu estiver errado, eles se esqueceram de fazer a coisa toda aerodinâmica. Um rabinho aerodinâmico iria bem, certo?

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Como foi baseado no MiG-21, gostaria de saber se é um caça 2G, 3G ou 4G.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Delfim
1 ano atrás

O JL-9 é que foi derivado do Mig-21/F-7.
O Super F-7 Sabre II que seria comprado pelo Paquistão também seria derivado do Mig-21/F-7, mas tinha participação da Grumman e teve sua participação embargada depois dos protestos da praça em 1989, por isso resolveram fazer um avião novo, o JF-17 entre a China e Paquistão com 50% de cada com a Mig contratada no lugar da Grumman para fazer os desenhos, pois no início dos anos 90 a China ainda não dominava os desenhos computadorizados nevessários aos projetos modernos
. https://en.m.wikipedia.org/wiki/Project_Sabre_II

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Pode considerar um JF-17 block III com FBW e radar AESA como um 4° geração.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
1 ano atrás

Os paquistaneses se deram muito bem adquirindo esse avião! Enquanto isso os indianos quebram cabeça com o Tejas, que nunca será competitivo.

Tallguiese
Tallguiese
1 ano atrás

Eu também acho que os paquistaneses acertaram com esse avião. Tem cara de ser melhor que o Tejas! Pode não ser o supra sumo mas deixaria uma força aérea pelo menos atualizado com uma aviônica moderna, armas modernas e em prontidão para combate. Acho essa máquina bem operacional e ainda vai vir o Mark-lll dele com capacidade de Revo. Só faltou ali um motor ocidental pra ficar top!

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Tallguiese
1 ano atrás

Tem dois motores a disposição, o russo RD-93 e agora o chinês WS-13 Taishan, assento ejetável tem o chinês e o ingles Martin-Baker Mk-16LE, radar tem o Grifo 7 e agora o AESA chinês.
O mesmo vale para os aviônicos que podem ser um pacote ocidental, um mix de produtos europeus e americanos ou pacote de aviônicos russos e chineses para evitar embargo ocidental.
A China tem o costume de oferecer alternativas para países enbargados, se alguem quiser comprar um JF-17 com motor ocidental, se for uma quantidade que compense eles podem colocar, boa vontade eles tem para oferecer alternativas.

Tiago Silva
Tiago Silva
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Isso é verdade, as possibilidades de configuração são muito amplas dando assim margem para entrar nos mais variados mercados.

A parceria entre China e Paquistão rende uns bons frutos e os produtos são práticos, agora no caso do JF-17 ele só precisa de mais exportações e uma coisa que sinto uma tremenda falta é que os chineses bem que poderiam ter algo em torno de quatro esquadrões isso ajudaria no marketing do produto algo similar ao que os EUA fizeram com o F-5 nos anos 60.

Ivanmc
Ivanmc
1 ano atrás

É uma ótima alternativa o Thunder. Ainda mais, com os seus aperfeiçoamentos.

Nilton L Junior
Nilton L Junior
1 ano atrás

Enquanto isso na Índia

nonato
nonato
1 ano atrás

Tem gente que diz que no Brasil não é possível desenvolver isso pois é muito difícil.
É alta tecnologia e não temos capacidade…
Enquanto isso, Turquia, Suécia, Israel, Coreia do sul, Paquistão, China vão desenvolvendo.
Mas nós não podemos pois dizem que alta tecnologia é muito complicada…
Um podzinho desses… Nada demais.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
1 ano atrás

Esqueci, busquem a Aselsan no Youtube.

A industria Turca de armamentos está a mil ….

Mas não confio no establishment deles, nem a pau juvenal. Passado negro !

Foxtrot
Foxtrot
1 ano atrás

È ao saber que Turcos, Iranianos, Indianos, Paquistaneses, Russos, Chineses etc.
Em governo anterior ofereceu cooperação com o Brasil na área de defesa,e que no atual governo foram todas “postas de lado” em detrimento sei lá do que, só tenho a lamentar.
Até hoje não vimos “nossas” empresas fabricarem um Pod deste, mesmo sendo filiais de empresa internacionais que os fabricam.
Realmente triste nossa realidade!
Quando o mundo estiver num patamar de desenvolvimento da colonização espacial, nos estaremos fabricando sob licença caças F-22 kkkkk, e olhe lá.
Talvez estaremos modernizando os Gripen!

Antonio
Antonio
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

E pelas últimas notícias, turcos, iranianos, indianos, paquistaneses, russos, chineses e etc. estão se unindo para formar um grande bloco de cooperação em todos os setores.
O mundo está realmente mudando.

Camillo Abinader
Camillo Abinader
1 ano atrás

Essa aproximação entre Turquia e Paquistão (que é uma potência nuclear), além do Irã que tem boas relações com os dois países muda por completo o cenário geopolítico no Oriente Médio, com China e Rússia aliadas dos três então o eixo EUA-Israel-Arábia Saudita não terá muito oque fazer

Antonio
Antonio
Reply to  Camillo Abinader
1 ano atrás

Camillo. É isso aí. Atualmente, 80% do crescimento econômico do mundo vem desses países. Em pouco tempo (menos de dez anos) suas economias serão maiores que a do mundo ocidental (acredito que pelo critério de paridade de poder de compra já chegaram lá). Nada mais natural do que se unirem e batalharem pelos seus objetivos juntos.
Como disse, o mundo está mudando e vai mudar mais ainda.

Antonio
Antonio
Reply to  Antonio
1 ano atrás

Em tempo: Quando digo ‘desses países’ refiro-me aos grandes países classificados como ‘em desenvolvimento’.

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Os alvos não são Jerusalém e Washington.
São Meca e Medina. Quem os dominar dominará o Islã.

Delfim
Delfim
1 ano atrás

WAD não é problema, é muito bom. A questão é que aqui ele veio naquele pacotão suplementar de USD 1 bilhão que chamou a atenção do MPF, até o arquivamento da investigação em 25/08/2015.

Mauricio R.
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Ah é muito bom, então em qual avião está instalado e em serviço de esquadrão????
Nenhum.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Mauricio R.
1 ano atrás

Em nenhum porque é uma inovação, amigo. Daqui para frente estará em vários, inclusive no Super Hornet e no F-15X. Já está no F-35, que vocês tanto amam.

CRSOV
CRSOV
1 ano atrás

Esse JF – 17 Thunder está ficando a cada dia melhor !! Paquistaneses e Chineses já estão no Block III desse avião, onde foram incorporados muitos itens de aperfeiçoamento !! Acredito que se colocaram tanques conformais nessa aeronave e melhorarem o motor essa aeronave ficará ainda mais poderosa !! Bom ver que mais países estão criando e produzindo produtos bons pois assim se o Brasil precisar comprar algo não ficará restrito aos mesmos fornecedores de sempre !!

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Transformaram o MiG-21 2G em um “F-20” 4G… e funciona !
Dá para botar WAD ? Motor F-404/414 ?
Sai mais barato que um FA-50 ?
Dá um “low” de respeito. Já pensando besteira.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Tem que se levar em conta que o FA-50 é uma versão armada do avião de instrução T-50 com armamento básico enquanto o JF-17 é um avião de combate que só agora recebeu uma versão biplace, foi pensado desde o início para ser um caça operacional e bem armado.

strana
strana
1 ano atrás

Esse JF-17 é um ótimo alvo para o Akash . Paquistaneses e turcos são aliados contra a Índia há muito tempo, não é algo recente. Comparar esse caça com o Tejas, muito superior, de 4,5 geração, assim como a Força Aérea do Paquistão com a indiana ( a quarta mais poderosa do mundo ) parece uma piada – e de mau gosto. Apesar de toda ajuda norte-americana financeira, militar e diplomática, o Paquistão – o mais perigoso país do mundo – já levou várias surras da Índia, a maior e mais traumática em 1971 e a mais recente em 1999.… Read more »

Gabriel
Gabriel
1 ano atrás

A Industria bélica turca está se consolidando no mercado do Médio Oriente e sul da Ásia , eles fabricam muita coisa de altíssima qualidade.

Gabriel Henrique

Larri Gonçalves
Larri Gonçalves
1 ano atrás

Cada país tem o que pode com a Turquia e o Paquistão não é diferente, a Turquia optou por desenvolver tecnologia de defesa própria e em associação o mesmo com o Paquistão, ambos estão em regiões muito conturbadas e eles se defendem como podem, desenvolvendo o que dá para não depender de potencias estrangeiras, mesmo que isto custe alguma qualidade no primeiro momento, acho que o Brasil deveria fazer o mesmo em matéria de defesa, afinal ninguém repassa conhecimento nessa área de graça, e sai muito caro trocar tecnologia.